sábado, 15 de fevereiro de 2014
O problema de mascarar a Ana de Minnie...
Acho deprimente os miúdos mascarados com kispo, Pronto, já disse.
Não me apetece nada vestir a miúda de Minnie, toda fofinha e tal, de saia às bolas e depois amarrotar as mangas de balão da personagem com o belo do kispo, do sobretudo, do casaco ou do blusão para a proteger do frio.
Posto isto, acham que ela se importará de se marcarar de Kennie dos South Park?
(Vá lá, é fofo, pá!)
(Vá lá, é fofo, pá!)
Festa de aniversário da minha amiga Luna
Que, me deu, pelo Natal, o presente mais apreciado cá em casa, deixando-me com a terrível tarefa de, desta feita, retribiuir com a mesma originalidade.
E- caraças!- não me lembro de nada à altura deste maravilhoso azeite de manjericão que é -só!- uma das melhores iguarias que já provei na vida...
Ideias?
Socorro: eu sou a minha mãe e a minha mãe é a minha avó
Pólo Norte- Caraças, tenho que pensar numa máscara para a miúda...
Mãe- Então, mascara-a de Minnie, que a menina adora é a Minnie...
Pólo Norte- Bah, todas as miúdas se mascaram de Minnie, que falta de originalidade...
Mãe- O que é que isso interessa, mascara-a mazé do que ela gosta, pá! O carnaval é dos miúdos...
...
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(Não percebes a lógica deste post? Eu contextualizo: aqui!)
Mãe- Então, mascara-a de Minnie, que a menina adora é a Minnie...
Pólo Norte- Bah, todas as miúdas se mascaram de Minnie, que falta de originalidade...
Mãe- O que é que isso interessa, mascara-a mazé do que ela gosta, pá! O carnaval é dos miúdos...
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(Não percebes a lógica deste post? Eu contextualizo: aqui!)
Sabes que estás velha quando...
... dizes "Rra, rre, rri, rro, rrua" e ninguém sabe quem era a Fedora Abdala e ficam a olhar para ti com cara de "dãh"...
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Entretanto, em Aveiro...
... há uma campanha denominada "Vem fazer o amor na minha rua" que consiste em estendais pendurados pela cidade onde cada pessoa é convidada a prender com uma mola a sua declaração de amor escrita num coração de papel.
Com a ventania que estava acho que o mote muda para "o amor está no ar" cá com uma pinta...
No Diário de Aveiro de hoje logo na segunda página tinha a melhor declaração de São Valentim ever, uma daquelas à antiga: um homem que escolheu este dia para dizer que a mulher é caloteira e que não se responsabiliza pelas suas acções (alguém tem o jornal?Scanem-me essa preciosidade, pá!)
Oh, Happy Valentine's Day!
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Pelos caminhos de Portugal
O meu amor tem lábios de silêncio e mãos de pianista
Estávamos
juntos há nove anos, quase uma década, a primeira vez que senti,
verdadeiramente, com todos os sentidos, que me amavas. É irónico que esse sentimento tenha vindo numa manhã de Junho, no
dia em que o meu avô morreu, tínhamos decidido há uns dias que nos íamos
separar.
A morte
veio depois da decisão da separação e o amor fez-se sentir já depois da morte e da decisão da separação. Na casa que
era nossa há quase três anos os teus livros começaram a ser encaixotados. Para
te dizer a verdade a casa ficou vazia no preciso momento em que a estante
começou a ter espaços vagos, ainda que o resto da casa tenha quase ficado
intocável, deixavas-me tudo como uma espécie de vingança para te encontrar em
cada objecto, em cada móvel, em cada divisão. Cumpriu-se.
Estava a
estante despida de ti quando numa das últimas madrugadas em que partilhávamos a
cama a campaínha da porta anunciou a morte do meu avô. Esquecemo-nos que o
nosso casamento estava por um fio e que tudo iria em breve acabar quando me
recolhi no teu colo a chorar como não me lembro de nunca mais ter voltado a
fazer. Naquela abraço todo o teu amor, nas lágrimas que também te caiam dos
olhos a mesma sensação orfã do avô que te ofereci juntamente com toda uma
família caótica que te fez sentir um dos nossos. Já éramos, na altura em que
decidimos que nos íamos separar, demasiado íntimos, próximos, demasiados unos,
dez anos depois, embora nada disso tenha sido suficiente para nos fazer recuar na nossa decisão.
Os livros
em caixotes, os meus nas estantes, meia biblioteca para cada um e estavam
feitas as nossas partilhas, consumada a nossa separação de bens.
No dia em
que o meu avô morreu, naquela madrugada em que a campainha tocou, dois anos
após termos prometido amor eterno perante o Deus em que acreditas e os humanos
que acreditam em mim, eu percebi que o amor e a vida são coisas diferentes
embora já tivéssemos decidido que ambos tinham acabado. Mas, naquele abraço
apertado deste abrigo à minha alma que acabara de ficar desalojada, coração
despejado ao relento, sem-abrigo emocional, e me acolheste naquele abraço e
disseste que ficavas, o tempo que fosse preciso até as lágrimas me secarem
porque afinal o amor e a vida eram mesmo coisas diferentes.
E muitos
dias depois, os que o tempo demorou a erguer-me e a secar-me os olhos, saíste de casa carregado com
os caixotes dos livros e a aliança no dedo, agora tu com os olhos marejados da cor do
oceano que atravessaste, logo a seguir, para poderes ficar longe de nós.
É irónico
que a certeza de que te amava verdadeiramente tenha vindo numa manhã de Junho, no
dia em que o meu avô morreu, tínhamos decidido há uns dias que nos íamos
separar.
Depois, a vida e o amor tornaram-se coisas iguais, não-coisas e o tempo trouxe-nos saudade de nós. E, um dia, percebemos que os livros (os meus e os teus) têm sempre
razão e que se pode viver feliz para sempre desde que haja amor, amor suficiente para se atravessar o mesmo
oceano para resgatar o abraço que nos pertence, os livros novamente encaixotados numa viagem de
regresso, a latitude, a longitude, os fusos horários e a vida acertados, num amor cheio de certezas, enfim.
O Mundo divide-se entre...
... as pessoas que aproveitam o pretexto do Dia de S. Valentim para (continuarem) a namorar e as que afirmam que não passam cartão nenhum à data.
(ninguém assume que gosta!)
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O Mundo divide-se...
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
Sopro no coração
A minha avó tinha cabelos pretos como o céu à noite e olhos verde-azeitona. A minha filha tem cabelos loiros como o sol e olhos azuis cor de mar.
Se eu vos disser que as acho parecidas, vejo sempre o rosto da minha avó no da minha filha, encontro semelhanças incríveis vão-me achar maluquinha ou será a verdade do filtro dos olhos do meu coração?
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