quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Depois das férias na zona saloia e em conversa com amigos surge a questão
Não há pão chouriço quentinho acabadinho de cozer em forno de lenha na tradição gastronómica dos outros países, pois não?
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Siga a Marinha!
Lembram-se do marinheiro português que dava uma pazada ao norueguês vicking porque tinha aquele salero latino?
Lembram-se? (Para quem não se lembra é clicar aqui)
Pois bem, mandou-me uma mensagem que dizia qualquer coisa como: "Está feito. Sou o primeiro português a fazer um Duplo Ironman"
Fiquei contente e orgulhosa. Depois fiz um scroll down e fiquei...
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| "Aqui vai uma foto de Vilnius" |
... em êxtase!
We’re The Superhumans!
“We’re The Superhumans” é a campanha de apoio do Channel 4 à equipa Paralímpica Inglesa nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.
Ao som de " I Can” assistimos a garra, superação, espírito de sacrifício, esforço, trabalho, disciplina, talento e, feito de tudo isto, desporto.
Brilhante!
Ao som de " I Can” assistimos a garra, superação, espírito de sacrifício, esforço, trabalho, disciplina, talento e, feito de tudo isto, desporto.
Brilhante!
Do meu Verão
As fotografias já não têm negativos, o que vem a ser uma espécie de verdade numa altura em que as imagens tendem a ser uniformemente positivas e felizes, como se ao darmos luz à vida, se mostrarmos apenas o lado solar, o Sol ganhe mais força, mais calor, mais sol. Assim, a vida.
Os negativos das imagens são agora substituídos pelos positivos das memórias, que são, de certa forma, o retrato fiel do andarilho papa-léguas, do viajante que, ao afastar-se fisicamente da sua casa, faz dentro de si uma viagem inversamente proporcional ao local de onde partiu.
Afastando-se por fora, aproxima-se por dentro.
[Eu também.]
domingo, 14 de agosto de 2016
Ia tendo um surto...
Colega: "Olha é uma chamada para ti. Podes atender?"
Eu: "De quem?"
Colega: "CMTV"
(Silêncio prolongado. Olhos arregalados. Cabeça em rewind a pesquisar no disco rígido "Ai o caraças, que merda fiz eu agora? Ai a minha vidinha?! Xaláver, xaláver...")
Colega (interrompendo-me): "Ah, não é CMtv televisão: é mesmo a Câmara Municipal de Torres Vedras, pá!"
...
...
...
Quando o amor tem uma morada # A história
[Prólogo aqui]
Primeiro pensámos em pintar paredes. Depois de criado um grupo de trabalho para as tintas: a Marta Tex pintaria alguns apontamentos, havia mãe-de-obra especializada (no Bairro do Amor temos um grupo de pinturas já criado e tudo: a loucura!) e a Rosa conseguiu arranjar o patrocínio das tintas Cin.
Primeiro pensámos em pintar paredes. Depois de criado um grupo de trabalho para as tintas: a Marta Tex pintaria alguns apontamentos, havia mãe-de-obra especializada (no Bairro do Amor temos um grupo de pinturas já criado e tudo: a loucura!) e a Rosa conseguiu arranjar o patrocínio das tintas Cin.
Paredes pintadas e se tratássemos, efectivamente, dos tapetes?
A Raquel, madrinha de Lisboa, tratou de tudo, a Patrícia Alves ministrou a formação e em Lisboa cerca de 20 maravilhosas e intrépidas voluntárias do Bairro aprenderam a arte do trapilho. Oh, e se elas tapetearam...
Já no Porto, com o apoio da Porto Social e da vizinha Otília, a Marta, madrinha do Porto, desafiou a Ângela Melo para dinamizarem um serão da Bonjóia. A queridíssima Paula Rodrigues ofereceu todo o trapilho que tinha armazenado e fez-se magia. Numa quinta-feira de Primavera, todos os participantes da Invicta, novos e velhos, homens e mulheres, deram à agulha.
Com os fabrico artesanal dos tapetes em curso, lembrámo-nos que as meninas queriam era cortiça para pendurar fotografias e bilhetinhos. Foi a Rita Regalado que tratou de tudo. E o objectivo inicial assim, fácil, fácil, já estava cumprido.
"Oh e se tentássemos angariar colchões novos para as miúdas?"- foi a pergunta insana que se seguiu. As camas seriam um objectivo impossível de alcançar mas se substituíssemos os colchões já era bom. Havia colchões com molas partidas, outros com covas do peso dos corpos e outros em muito mau estado. Foi a Maria Esteves Pereira e o João Campos que convenceram o Zahari Markov, exímio corredor, coração mole e CEO da Colchão.net a venderem-nos a preço de fabrico os 35 colchões novinhos em folha. Mas havia que angariar a verba necessária para os custear.
A nossa Marta Tex dinamizou um workshop de ilustração no Dia do Pai, cujo objectivo era angariarmos um colchão (obrigada à Marta Botelho e ao Colégio Piloto Diese que tão bem nos acolheu nesse dia!).
Em Coimbra, a madrinha Neuza, a Daniela Braz, a Ana Mingatos, a Paula Ascenção, a Daniela Neves, a Ana Carolina Almeida levaram a cabo a 1ª Banca da Feira Sem regras do Bairro do Amor com material doado por um sem número de amigos de todo o país (obrigada Isabel Gonçalves, Ana Manana da Tell me a Store, Marina Melo, Joana Roque, Alexandra da I'm So Beautiful Acessórios, Lurdes Pereira, Lígia Antunes, à Ana Antunes que quis estar presente mesmoe stando em Angola fazendo-nos chegar aventais catitas bem como à querida Vera que, no próprio dia, foi entregar um bolo para as voluntárias lancharem ) e com o valor da receita das vendas garantiram que outro colchão seria custeado.
E angariámos, assim, os dois primeiros colchões que nos apressámos a divulgar no "Bingo dos Colchões", uma ideia espatafúrdia que resultou que, em menos de 12 horas, tivéssemos angariado o total dos colchões, um a um, gentilmente doados por vizinhos, amigos, amigos de amigos, colegas e empresas de amigos (beijinhos à Miriam e à Best Education à à Deedoo e à Olga, ao João e à Neuza e à Ceforcivil, e à florista da madrinha dos Açores, Sónia Sousa), todos unidos em torno de um sonho que era, agora comum, de um Bairro inteiro.
Colchões angariados e a Clarisse, madrinha de Santarém, atreve-se a fazer em voz alta a pergunta que todos esperavam: "e se tentásssemos angariar as camas?". Tudo com medo, era uma tarefa demasiado hercúlea, o valor de 35 camas era incomportável para uma IPSS sem financiadores, sem projectos financiados por entidadess públicas ou privadas, apenas gerida por voluntários. Mas, caraças, até ali não tinham sido as pessoas, só as pessoas civis, uma a uma, a concretizarem todos os objectivos, a avançarem com a concretização do sonho?
Feira de Artesanato de Benavente à vista e cravanço a todos os amigos artesão que conhecíamos (sempre a Ana Manana da Tell me a Store a socorrer-me, o meu amor Luciano Cavaco com a sua Companhia da Traparia, a Jonas tricotou meias artesanais, a Sílvia Melo com o seu Pontinhos, a Rosália e o seu Baú da Avó Bé, a Cátia com o seu Made for You, a Ângela com o seu Feito pela Ângela, a Lurdes Amador, a Carla e o seu My Lady, a Sónia Fernandes, a Zita e o seu Zitamina, a Vera Inácio e a minha sócia Paula Vidal). Resultado: duas camas angariadas.
Porto entusiama-se e avança-se com a primeira Francesinha Solidária do Bairro do Amor. E foi... a loucura! Entre muitos fornecedores, voluntários incansáveis (Armando, Marta, Sérgio Tavares, Ana Tavares, Ziza, Teresa Neves, Ângela, Susana, Rita e todos, todos) transformámos uma noite de francesinhas numa noite de solidariedade absolutamente memorável. e foi comovente a entrega de todos! Resultado: valor correspondente a 8 camas angariado e o entusiasmo a contagiar tudo e todos.
A nossa vizinha Vera planeava mudar de país e nada melhor que fazer um jantar de despedida com uma componente solidária. Todos os amigos da Vera juntaram-se a garantiram o valor de uma cama.
A criatividade não tinha limites, era uma certeza.
De repente aconteceu (novamente) magia. A nossa Susana mobilizou todos os colegas e partners da melhor sociedade de advogados do Mundo- a Miranda, a Sandra Alves espicaçou todos os colegas da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa, a querida Leonela da R2 Brand Nutrition e a intrépida Sandra da Babyblue responderam (como sempre, sempre) à chamada, a Imovidal da Nicole não quis ficar de fora,
Com os fabrico artesanal dos tapetes em curso, lembrámo-nos que as meninas queriam era cortiça para pendurar fotografias e bilhetinhos. Foi a Rita Regalado que tratou de tudo. E o objectivo inicial assim, fácil, fácil, já estava cumprido.
"Oh e se tentássemos angariar colchões novos para as miúdas?"- foi a pergunta insana que se seguiu. As camas seriam um objectivo impossível de alcançar mas se substituíssemos os colchões já era bom. Havia colchões com molas partidas, outros com covas do peso dos corpos e outros em muito mau estado. Foi a Maria Esteves Pereira e o João Campos que convenceram o Zahari Markov, exímio corredor, coração mole e CEO da Colchão.net a venderem-nos a preço de fabrico os 35 colchões novinhos em folha. Mas havia que angariar a verba necessária para os custear.
A nossa Marta Tex dinamizou um workshop de ilustração no Dia do Pai, cujo objectivo era angariarmos um colchão (obrigada à Marta Botelho e ao Colégio Piloto Diese que tão bem nos acolheu nesse dia!).
Em Coimbra, a madrinha Neuza, a Daniela Braz, a Ana Mingatos, a Paula Ascenção, a Daniela Neves, a Ana Carolina Almeida levaram a cabo a 1ª Banca da Feira Sem regras do Bairro do Amor com material doado por um sem número de amigos de todo o país (obrigada Isabel Gonçalves, Ana Manana da Tell me a Store, Marina Melo, Joana Roque, Alexandra da I'm So Beautiful Acessórios, Lurdes Pereira, Lígia Antunes, à Ana Antunes que quis estar presente mesmoe stando em Angola fazendo-nos chegar aventais catitas bem como à querida Vera que, no próprio dia, foi entregar um bolo para as voluntárias lancharem ) e com o valor da receita das vendas garantiram que outro colchão seria custeado.
E angariámos, assim, os dois primeiros colchões que nos apressámos a divulgar no "Bingo dos Colchões", uma ideia espatafúrdia que resultou que, em menos de 12 horas, tivéssemos angariado o total dos colchões, um a um, gentilmente doados por vizinhos, amigos, amigos de amigos, colegas e empresas de amigos (beijinhos à Miriam e à Best Education à à Deedoo e à Olga, ao João e à Neuza e à Ceforcivil, e à florista da madrinha dos Açores, Sónia Sousa), todos unidos em torno de um sonho que era, agora comum, de um Bairro inteiro.
Colchões angariados e a Clarisse, madrinha de Santarém, atreve-se a fazer em voz alta a pergunta que todos esperavam: "e se tentásssemos angariar as camas?". Tudo com medo, era uma tarefa demasiado hercúlea, o valor de 35 camas era incomportável para uma IPSS sem financiadores, sem projectos financiados por entidadess públicas ou privadas, apenas gerida por voluntários. Mas, caraças, até ali não tinham sido as pessoas, só as pessoas civis, uma a uma, a concretizarem todos os objectivos, a avançarem com a concretização do sonho?
Feira de Artesanato de Benavente à vista e cravanço a todos os amigos artesão que conhecíamos (sempre a Ana Manana da Tell me a Store a socorrer-me, o meu amor Luciano Cavaco com a sua Companhia da Traparia, a Jonas tricotou meias artesanais, a Sílvia Melo com o seu Pontinhos, a Rosália e o seu Baú da Avó Bé, a Cátia com o seu Made for You, a Ângela com o seu Feito pela Ângela, a Lurdes Amador, a Carla e o seu My Lady, a Sónia Fernandes, a Zita e o seu Zitamina, a Vera Inácio e a minha sócia Paula Vidal). Resultado: duas camas angariadas.
Porto entusiama-se e avança-se com a primeira Francesinha Solidária do Bairro do Amor. E foi... a loucura! Entre muitos fornecedores, voluntários incansáveis (Armando, Marta, Sérgio Tavares, Ana Tavares, Ziza, Teresa Neves, Ângela, Susana, Rita e todos, todos) transformámos uma noite de francesinhas numa noite de solidariedade absolutamente memorável. e foi comovente a entrega de todos! Resultado: valor correspondente a 8 camas angariado e o entusiasmo a contagiar tudo e todos.
A nossa vizinha Vera planeava mudar de país e nada melhor que fazer um jantar de despedida com uma componente solidária. Todos os amigos da Vera juntaram-se a garantiram o valor de uma cama.
A criatividade não tinha limites, era uma certeza.
De repente aconteceu (novamente) magia. A nossa Susana mobilizou todos os colegas e partners da melhor sociedade de advogados do Mundo- a Miranda, a Sandra Alves espicaçou todos os colegas da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa, a querida Leonela da R2 Brand Nutrition e a intrépida Sandra da Babyblue responderam (como sempre, sempre) à chamada, a Imovidal da Nicole não quis ficar de fora,
sábado, 13 de agosto de 2016
Porque ser colono é ser-se mais feliz
Quando me perguntam de que forma as colónias de férias moldaram a minha infância começo num analepse interminável que mete Viseu, barcos-gaivotas no rio, a Vagueira (sempre a Vagueira) no tempo em que os bois puxavam as redes cheias de peixe areal fora, a barraca do Toni e da Lúcia onde se vendiam os melhores gelados da Camy, o Trolaró, o tanque a que chamávamos piscina, o café do Alemão e o início do vício dos ginger-ales, colecções de conchas, circo, fadinhas do mar, os suspiros da padaria, o Nuno corado e o meu primeiro beijo, a base aérea de São Jacinto, bolachas americanas e tripas de ovos moles, 1992, a Gala depois e o João- o miúdo por quem mais sofri por amor- músicas cantadas ao luar com guitarras desafinadas, o "Anzol" e eu que tantas vezes pensei em pintar o céu em tons de azul para ser original, melgas e molsquitos, beijos molhados atrás do pavilhão, Verdepois a Tocha, amizades que se tornaram paixões, segredos e cumplicidades que nunca serão desvendados, a primeira vez que fui monitora, a segunda, a décima, ele a vir comigo, nós a reproduzirmos o que nos proporcionaram, caças ao tesouro, luaus, Verões inesquecíveis.
Hoje já não sou colona mas acredito, cada vez mais, no poder das memórias que se criam em dias seguidos, em momentos partilhados, em experiências desvendadas, em afectos trocados, em Verões cheios de cumplicidades. E na descoberta de tudo, especialmente, da capacidade quando tudo em redor te aponta as incapacidades.
Este ano, na "colónia dos pequenos", houve magia. E estes colonos serão, para sempre colonos. No mais feliz que essa palavra transporta em si.
7
[Obrigada Ana Catarina e Secret Surf School: sois os maiores!]
Hoje já não sou colona mas acredito, cada vez mais, no poder das memórias que se criam em dias seguidos, em momentos partilhados, em experiências desvendadas, em afectos trocados, em Verões cheios de cumplicidades. E na descoberta de tudo, especialmente, da capacidade quando tudo em redor te aponta as incapacidades.
Este ano, na "colónia dos pequenos", houve magia. E estes colonos serão, para sempre colonos. No mais feliz que essa palavra transporta em si.
7
[Obrigada Ana Catarina e Secret Surf School: sois os maiores!]
Ainda sobre o post anterior...
... somos da geração em que, graças à banalização das imagens, uma imagem deixou de valer mais que mil palavras.
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