Assume que ainda lhe custa. Muitos dias. Não todos. Que ainda lhe apetece. Muitos dias. Não todos. Que seria mais fácil recomeçar. Mais prazenteiro. Melhor.
Ainda assim mantém a sua posição de pedra e cal. Mámen escolheu parar de fumar há um ano e eu sinto um orgulho desmedido nele.
Bravo, grunguinho!
[Para quem quiser deixar de fumar, recomendo a leitura do método aqui de casa aqui. E do método de uma grande amiga aqui. E coragem!]
E penso na minha máxima da idade adulta: ""When injustice becomes law, resistance becomes duty."
Bravo, Ariana (a) Grande!
Letra para a comunidade surda:
[What's wrong with the world, mama
People livin' like they ain't got no mamas I think the whole world addicted to the drama Only attracted to things that'll bring you trauma
Overseas, yeah, we try to stop terrorism But we still got terrorists here livin' In the USA, the big CIA The Bloods and The Crips and the KKK
But if you only have love for your own race Then you only leave space to discriminate And to discriminate only generates hate And when you hate then you're bound to get irate, yeah
Madness is what you demonstrate And that's exactly how anger works and operates Man, you gotta have love just to set it straight Take control of your mind and meditate Let your soul gravitate to the love, y'all, y'all
People killin', people dyin' Children hurt and you hear them cryin' Can you practice what you preach? Or would you turn the other cheek?
Father, Father, Father help us Send some guidance from above 'Cause people got me, got me questionin' Where is the love (Love)
Where is the love (The love) [2x] Where is the love, the love, the love
It just ain't the same, old ways have changed New days are strange, is the world insane? If love and peace are so strong Why are there pieces of love that don't belong?
Nations droppin' bombs Chemical gasses fillin' lungs of little ones With ongoin' sufferin' as the youth die young So ask yourself is the lovin' really gone
So I could ask myself really what is goin' wrong In this world that we livin' in people keep on givin' in Makin' wrong decisions, only visions of them dividends Not respectin' each other, deny thy brother A war is goin' on but the reason's undercover
The truth is kept secret, it's swept under the rug If you never know truth then you never know love Where's the love, y'all, come on (I don't know) Where's the truth, y'all, come on (I don't know) Where's the love, y'all
People killin', people dyin' Children hurt and you hear them cryin' Can you practice what you preach? Or would you turn the other cheek?
Father, Father, Father help us Send some guidance from above 'Cause people got me, got me questionin' Where is the love (Love)
Where is the love (The love)? [6x] Where is the love, the love, the love?
I feel the weight of the world on my shoulder As I'm gettin' older, y'all, people gets colder Most of us only care about money makin' Selfishness got us followin' the wrong direction
Wrong information always shown by the media Negative images is the main criteria Infecting the young minds faster than bacteria Kids wanna act like what they see in the cinema
Yo', whatever happened to the values of humanity Whatever happened to the fairness and equality Instead of spreading love we're spreading animosity Lack of understanding, leading us away from unity
That's the reason why sometimes I'm feelin' under That's the reason why sometimes I'm feelin' down There's no wonder why sometimes I'm feelin' under Gotta keep my faith alive 'til love is found Now ask yourself
Where is the love? [4x]
Father, Father, Father, help us Send some guidance from above 'Cause people got me, got me questionin' Where is the love?
Sing with me y'all: One world, one world (We only got) One world, one world (That's all we got) One world, one world And something's wrong with it (Yeah) Something's wrong with it (Yeah) Something's wrong with the wo-wo-world, yeah We only got (One world, one world) That's all we got (One world, one world)]
Na sala de espera deste hospital penso em ti. Ataco por todas as frentes: oro, desejo coisas boas, projecto energias positivas, penso pensamentos bonitos.
Nascer ao entardecer é bonito e poético como se a vida se anunciasse tranquila e doce, serena e dolente.
Na banca do mercado vi-as. A senhora que mas vendeu garantiu-me que eram as primeiras e as mais frescas, pronúncio de um novo dia que começa em vós, da frescura do Verão que a tua vinda anuncia, inaugura e celebra.
Que a tua vida seja assim: simples, bela, meiga e doce. Perfumada. ~
[Passei toda a minha vida à bulha com o meu corpo. O que vem sendo irónico porque, enquanto pessoa que nasceu com uma deficiência, deveria ter passado a vida a mimar o meu corpo, frágil e vulnerável, fraco e imperfeito.
Mas não. Passei toda a vida a procurar as pequenas imperfeições como se as grandes e óbvias já não fossem suficientes, como se fosse importante encontrar todos os minúsculos ácaros numa sala com um elefante no meio.
As pessoas- eu também- dão demasiada importância ao corpo, embrulho de células, carcaça de epiderme.
As pessoas olham para a minha filha e dizem-lhe: " que linda que és!" ou "que olhos bonitos que tens!" mas nunca lhe dizem "sabes, Ana, que gentil que foste com a tua mã...e" ou "que bem humorada que és!" ou , ainda, "wow, és tão concentrada e atenta!".
Eu digo-lhe muitas vezes que ela é meiga, inteligente, curiosa ou atenta, que tem uma excelente memória ou que feliz que está, que querida que é por nós que tão bem a queremos para lá da cor do seu globo ocular ou do tom de melanina da sua pele ou dos seus fios capilares.
As pessoas elogiam-te nas suas redes sociais- "que magra que estás!"- mas nunca te dizem que luminoso está o teu sorriso nem te elogiam o ar feliz dos teus olhos.
Passei toda a minha vida à bulha com o meu corpo. Para ficar "perfeita" precisava de umas próteses nas pernas, de uma abdominoplastia (sim, que a gravidez fez das suas), de uma redução mamária, implantes dentários, uma lipoaspiração a todas as gorduras do meu corpo e o mais que viesse. Mesmo que viesse não alcançava a perfeição: os rins não são grande coisa, soubessem vocês a falta que me faz a vesícula, a bexiga nunca foi famosa, falta-me o osso cubóide e tenho defeitos de fabrico desde o dia em que nasci.
Para ficar perfeita teria que morrer e voltar à Terra, noutro corpo, noutra vida.
As pessoas- eu também- dão demasiada importância à perfeição, esquecendo-se que os corpos são só corpos, matéria orgânica e que fazem parte do todo que nós somos- imperfeitos e reais.
Não quero mais andar à bulha com ele. Quero aceitá-lo e celebrá-lo nas suas inúmeras imperfeições, nas imperceptíveis e nas de elefante, não quero saber, carcaça da minha alma.
Nasci de 32 semanas. Antes do tempo, para lá do que se tinha desejado, longe do que se tinha projectado.
Ela tinha 20 anos e quando pariu levaram-lhe o bebé para longe do colo, perto dos médicos, das máquinas e das incubadoras. Ela não sorriu no dia em que foi mãe, antes do tempo, para lá do ideal que se tinha desejado, longe do que tinha projectado, sonhado, construído na sua cabeça e nos seus planos. Ela não recebeu os parabéns no dia em que se tornou mãe, só o choque, o medo, as lágrimas. Ela não pode ser mãe de colo, de mama, de toque, de cheiro até que dois meses depois me trouxe para casa. Para o seu regaço. Para o lugar onde sempre pertenci e não pude logo morar.
Ela foi mãe (é mãe) todos os dias da sua vida desde então. Eu passei todos os dias da minha vida a tentar recuperar-lhe o sorriso, a tentar dar-lhe motivos para se sentir orgulhosa e parabenizada pela pessoa em que me tornou, para ser a melhor filha que eu consigo ser.
Nós crescemos uma com a outra, acertámos os relógios e passámos a estar no tempo certo, a sermos aquilo que desejamos ser (livres, sempre livres), a projectarmos coisas simples: colo, presença, amor.
Nós somos uma da outra, desde aquele primeiro dia que percebemos que nada nos poderia apartar, nem o tempo, nem os sonhos ou anseios e muito menos os planos.
Para a minha mãe só quero sorrisos.
Parabéns mãe, não os que não te deram no dia em que te tornaste mãe mas os que mereces pela mãe que és desde então: a melhor.
Feliz dia da Ana Maria. Porque MÃE só há uma.
A minha.
O Observatório das Desigualdades francês desenvolveu uma experiência social com um grupo de crianças a jogar Monopólio mas como novas regras, injustas e díspares como as que todos nós nos deparamos na vida real. O objectivo? Fazer o paralelismo com a vida real, onde alguns grupos são inatamente privilegiados sem nenhuma questão meritocrática associada tendo por base características consideradas mais positivas ou aceitáveis de acordo com as normas vigentes, de forma a que mais facilmente possam alcançar a vitória no jogo.
Regras como as meninas apenas ganharem 150 euros por cada passagem na casa de partida a contratar com os 200 euros que ganham os rapazes (de forma a reforçar as disparidades salariais tendo por base as questões de género dos colaboradores), o acesso à compra das estações estar vedado à criança deficiente motora que integra o grupo (para chamar a atenção para que, em França, apenas 30% das estações de comboio se encontram acessíveis a pessoas de mobilidade reduzida), entre outras regras que despoletam sentimentos de frustração, injustiça e raiva, vale tudo para se mostrar as regras formais ou informais por que se regem as sociedades contemporâneas.