Todos os anos por esta altura temos que planear o campo de treino da associação onde trabalho. É sempre uma altura inglória na medida em que o nosso financiador não comparticipa a totalidade das vagas e nos deparamos, ano após ano, com o dilema de ou termos que priorizar inscrições e seleccionar participantes ou temos que angariar verbas para pagar as vagas remanescentes e que não são financiadas.
Recuso-me- porque de facto tenho sido uma sortuda e as pessoas que me rodeiam permitem-me dar-me ao luxo de o fazer- a dizer que x merece mais ir que y, quando para 95% destas pessoas este é o ponto alto do seu ano, a altura pela qual sonho o resto dos meses, a oportunidade de estarem entre pares, de serem "normais" entre "iguais", de viverem como deveriam viver todos os dias da suas vidas: acompanhados, compreendidos, apoiados e- especialmente!- incentivados.
Este ano pensei abordar as organizões e as empresas, tentando poupar as pessoas singulares a quem massacro volta e não volta.
Assim fiz: pedi contactos, recuperei nomes e emails de directores de recursos humanos do tempo em que também o fui, saquei dicas dos meus amigos e leitores deste blogue e disparei email para todo o lado e mais um par de botas. Talvez por culpa da minha ansiedade as respostas tardavam a vir (na verdade ainda não chegaram mesmo!) e eu comações e empresas através das suas políticas de responsabilidade social, tentando poupar os meus amigos que, ano após anos, são chamados por mim a ajudar e que nunca me falham.
Comecei a desesperar. Os meus amigos começaram a ver-me hiperventilar e a pedir-me que me deixasse de merdas e que os cravasse à cara podre, como faço todos os anos. Dei o corpo às balas.
Este ano pensei abordar as organizões e as empresas, tentando poupar as pessoas singulares a quem massacro volta e não volta.
Assim fiz: pedi contactos, recuperei nomes e emails de directores de recursos humanos do tempo em que também o fui, saquei dicas dos meus amigos e leitores deste blogue e disparei email para todo o lado e mais um par de botas. Talvez por culpa da minha ansiedade as respostas tardavam a vir (na verdade ainda não chegaram mesmo!) e eu comações e empresas através das suas políticas de responsabilidade social, tentando poupar os meus amigos que, ano após anos, são chamados por mim a ajudar e que nunca me falham.
Comecei a desesperar. Os meus amigos começaram a ver-me hiperventilar e a pedir-me que me deixasse de merdas e que os cravasse à cara podre, como faço todos os anos. Dei o corpo às balas.


