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sexta-feira, 30 de março de 2012

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar #13

Xana: Pólo, se nós vivêssemos cá organizávamos-te um "baby-shower" à Americana...

Catarina (a autora de pérolas como esta): Que é isso?

Xana: É uma reunião onde todas as amigas da grávida se juntam e...

Catarina (interrompendo): ... fazem uma festa todas enfiadas dentro de uma banheira?!

quinta-feira, 29 de março de 2012

O mundo divide-se (edição especial BILF)...

... entre as pessoas lúcidas que votam, efectivamente,  no seu BILF de eleição, e as pessoas chanfradas que perdem tempo a colocar e tirar pen's para mudar IP's e a limpar cookies e a votarem até terem uma tendinite num BILF que não conhecem, só para não deixarem ganhar um determinado BILF.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Há que não dê valor a pequenas coisas. Eu, por acaso, até dou.

Hoje liguei-lhe para um telemóvel nacional. É bom sabê-la num determinado perímetro de poucos quilómetros, imaginá-la a sair das Laranjeiras, saber que mais logo nos encontraremos em Paço de Arcos, como amigas normais.
À noite iremos ao cinema, num programa aparentemente rotineiro de segunda-feira e eu vou estender-lhe gomas, daquelas de amoras, e depois faremos o debriefing do filme,  que não interessa qual.
Amanhã acordarei e escolher o vestido mais confortável para poder pegar nas minhas sobrinhas ao colo depois de descerem a rampa do aeroporto da Portela. Não colocarei base para poder abraçá-la, beijá-las e cheirá-las à vontade, mesmo que cheguem a dormitar, porque beijo de tia cura tudo, até o sono.
E quinta-feira jantaremos todas, lá em casa, caldeirada de atum. E elas beberão mojitos e vamo-nos rir tanto que espero que a vizinha de baixo suba, zangada, as escadas para nos mandar calar.
A rotina inesperada sabe-me tão, mas tão, bem.

domingo, 25 de março de 2012

O aeroporto da Portela

Há qualquer coisa que me comove em aeroportos. Quando, há uns meses tive que realizar um trabalho em todos os aeroportos da ANA, parecia uma fashion-blogger em dia de início de saldos. 
Mas, tenho que ser honesta, não há nenhum aeroporto do Mundo que me comova mais que o Aeroporto da Portela. Não sei se é da rampa, se daquela sensação de plateia que aguarda que o espectáculo dos reencontros se dê, se da porta que, tal como pano de um palco, desvenda chegadas, afasta saudades, aproxima pessoas.
O aeroporto da Portela já me viu partir para o desconhecido. Para uma primeira viagem de avião, para intercâmbios, para uma viagem ao passado, para o reencontro com família, para viagens de aventuras com amigos, para uma lua-de-mel, para a descoberta de cenários que se eternizaram em memórias fotográficas, para dias vividos e sem necessidade de serem registados para além de na memória, para viagens de trabalho que se tornaram de prazer, para uma viagem em que só queria matar uma pessoa que me esperava no destino, para viagens de partilha entre mãe e filha, para uma primeira viagem a dois e meio a Nova Iorque.
Mas, é no regresso, que eu sou (sempre) mais feliz.  
No meu regresso, quando desço a bendita rampa e vejo o sorriso nervoso da minha mãe ou o sorriso grande do homem que eu amo.
E, especialmente, quando sou eu que espero naquele género de plateia. Quando sou eu que tento adivinhar o timming certo em que a porta se abrirá para me desvendar as pessoas que me chegam. Quando sou eu que corro até ao fim da rampa para beijar, abraçar ou, apenas, sorrir com lágrimas teimosas de alegria.
Ou, como foi ontem, no regresso da minha irmãmiga Catarina e como será, terça-feira, com o regresso da minha irmãmiga Xana e sobrinhas adjacentes. 
Porque a distância não interessa para nada quando aquela rampa aproxima fisicamente o primeiro abraço.

quinta-feira, 15 de março de 2012

O Mundo divide-se entre quem lê o "Quadripolaridades" e quem pertence à comunidade quadripolar.

Sabes que pertences à comunidade quadripolar se:

1- Sabes o que significam as iniciais BILF,
2- Sabes de cor o nome das duas melhores amigas da ursa, 
3- Sabes se a Pólo Norte ama ou odeia a Hello Kitty,
4- És seguidor do blog, 
5- Já quadripolarizaste ou estás a pensar quadripolarizar um qualquer lugar do Mundo, 
6- Sabes qual o dia do mês em que a Pólo dedica um post a alguém, 
7- Quando se diz "carta à Margaridinha" sabes do que se trata,
8- Sabes que órgão interno foi retirado do organismo da Pólo Norte, 
9- Identificas facilmente o autor do header do blog,
10- Podes nunca ter provado mas sabes qual a bebida preferida da ursa,
11- Sabes quem é a autora da afirmação: "Pedras no caminho? Guardo-as todas. Um dia vou-tas atirar ao focinho",
12- És seguidor do facebook do blog, 
13- Recordas-te qual a nacionalidade que a ursa reclamou via correio postal para uma Embaixada,
14- Sabes quem são os dois vencedores dos dois BILF awards anteriores,
15- Tens em mente o que aconteceu depois da wishlist do 30º aniversário da ursa, 
16- Sabes de cor o nome da "escritora" não preferida da ursa, 
17- Sabes que símbolo matemático classifica o Mundo,
18- Sabes qual a música que cantou a Margarida no Festival da Blogovisão,
19- Conheces pelo menos 5 "eu jás" da Pólo Norte,
20- Sabes quem é a Sheila Carina, 
21- Participaste em, pelo menos, uma edição do Postcrossing Quadripolar, 
22- Sabes quem é a blogger que andou na escola com a Pólo Norte,
23- Lembras-te que género de representação gráfica a Pólo Norte usou para explicar o que as mulheres de diferentes idades procuram num homem,
24- Sabes o segundo nome da autora deste blog (e deliraste a rir com o post sobre a originalidade toponímica dos portugueses),
25- Lembras-te do Changing Blogs e de quem ficou a tomar conta do estaminé, 
26- Lês o blog todos os dias
27- Dizes sem hesitar o primeiro e segundo nome do filho do ex-namorado algarvio.

(Quem acertar em mais de 20 questões pertence, oficialmente, à comunidade quadripolar)
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quarta-feira, 14 de março de 2012

quarta-feira, 7 de março de 2012

A metáfora do bolo de iogurte com nutella... e passas

Há uma tradição na minha "família de acolhimento". A minha "família de acolhimento" foi aquela que me escolheu, aquela que permanece, aquela que soma elementos e que faz de mim tia, irmã, amiga do coração. 
Mas, dizia eu, há uma tradição na minha "família de acolhimento" e que se proporcionou pelo facto de cada uma das três mosqueteiras morarem em três países distintos: sempre que nos encontramos tornamos real a máxima "o Natal é quando o homem quiser". Neste caso, quando três amigas-irmãs querem é sempre que conseguimos estar (fisicamente) juntas. 
Calha que o "nosso Natal" acaba por acontecer, invariavelmente, em Agosto. Quem vir as janelas da casa onde se celebra o Natal pintalgadas de neve artificial, pinheiro montado e iluminado e prendas debaixo da árvore vai achar que está diante de três loucas. Sabemos disso e não queremos saber. É o "nosso" Natal.  
Com a família a aumentar por todo o lado, este ano instituímos nova tradição: "o aniversário colectivo". Tendo dois dos sete elementos e meio já celebrado aniversário e na oportunidade de estarmos todas juntas no final deste mês, agendou-se o dia 31 de Março como o dia em que se fará a primeira "grande festa de anos de todos". 
Começou por se encomendar o bolo à ex-colega de faculdade de todos: a Violet. Decididas as figuras e a decoração, foi a vez de escolher a massa e o recheio. 
As opções de massa e recheio eram muitas: cenoura com avelã e nutella; cenoura com chocolate negro; chocolate (qualquer um) com morangos/frutos silvestres; limão com limão; limão com frutos silvestres; iogurte com doce de fruta; iogurte com chocolate; chocolate com limão; nata com qualquer recheio; laranja com chocolate; chocolate com ovos moles... Coube à Catarina- porque mora na Guiné e tem menos oportunidade de comer bolos mais elaborados- tomar a decisão. 
E decidiu: bolo de iogurte com nutella e... passas. Torcemos o nariz, propusemos alternativas (um bolo bom para todos e um cupcake daquela mistela para a Catarina), fizemos cara de vómito mas a Catarina manteve-se firme: se queríamos a opinião dela, ela queria iogurte com nutella e passas. Preciosismos gastronómicos à parte, o argumento era irrefutável: "se o ser humano se ficasse pelo habitual e rotineiro não estaríamos onde estamos". 
Bolo encomendado. Lição (re)aprendida. E mente aberta. Afinal, não somos nós que comemoramos o Natal em Agosto e que o ano passado, já com o perú assado no forno e à falta de vasos, montámos um pinheiro dentro de uma caixa de brinquedos da sobrinha mais velha?!

terça-feira, 6 de março de 2012

Pólo Norte ♥ Camarões


Um grande beijinho ao Ernesto porque quadripolarizar este país me parecia tão, mas tão improvável. :)