sábado, 28 de fevereiro de 2015

Sabes que tens um blog muito lido quando...

... no grupo Bazar Ikea do facebook, com 38 805 membros, fazes negócio com uma senhora para comprares uma nova cama para a tua filha.
Trocas mensagens com detalhes de preços, moradas, etc e, no fim, ela te pergunta, amavelmente:

 "É para a Ana?"


Quando os gigantes têm ídolos

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Mas qual será, mas qual será, a cor do vestido? Eu sei lá, sei lá...


(obrigada Ângela)

O meu homem é feminista e eu gosto ainda mais dele

"A história é simples: uns hipsters lumberssexuais e essas coisas todas über que estão na moda decidiram recriar um conceito holandês e fazer uma barbearia ao género clube da Bolinha, esperando que as Luluzinhas da capital do império fossem Luluzinhas e que acatassem o sinal de "menina não entra". Isto até pode funcionar na banda desenhada ou em Amesterdão depois de se fumar umas brocas.

Mámen no seu "Contrapolaridades"

Quero um azul e preto igualzinho a este, se faz favor!


A minha nova sobremesa preferida

Tiramisu de frutos silvestres do restaurante Di Casa, no Estoril (o meu novo restaurante italiano preferido).

Filhos únicos: cheguem-se aqui à minha beira

Como é possível que mámen as pessoas com irmãos não percebam que às vezes é tão bom estarmos na mesma casa, em divisões diferentes, uma espécie de estarmos sós acompahados sem termos que estar todos ao molho a socializar?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Nunca é fácil sermos nós

Comecei a trabalhar na área organizacional há dez anos. A 65 quilómetros de casa. Na altura não tinha carro e apanhava 2 comboios e 3 autocarros para chegar ao escritório. Demorava 2,5 horas para lá chegar e não ganhava nada de jeito. Gostava muito do trabalho. Muito mesmo, o suficiente para aguentar este ritmo durante mais tempo do que julgaria ser capaz. Invejava as minhas amigas que trabalhavam perto de casa, sortudas, não sabiam a sorte que tinham.
Arranjei trabalho à porta de casa, a ganhar melhor, num trabalho igualmente desafiante. A proximidade de casa levava a que trabalhasse em média 14 horas seguidas. Não fazia mal, não precisava de apanhar transportes, num pulo punha-me em casa. Muito tempo depois andava exausta. Perdera tempo de qualidade com a minha família, desencontrei-me do meu marido, via de relance o meu avô, acabei por perder ambos. Fiquei, heróica, com o meu trabalho. Invejava as minhas amigas que tinham hora de saída, que picavam ponto e não tinham a traiçoeira isenção de horário de trabalho, que viviam longe e, por isso, tinham sempre um transporte de desculpa para saírem a horas.
Já trabalhei muito: 12 a 14 horas seguidas numa multinacional chique, todos os dias, meses seguidos, anos. Não percebia as mulheres que engravidavam e se desleixavam no trabalho. Que queriam gozar todos os meses da licença de maternidade, com tanto trabalho À espera delas na empresa. Não se fartariam de estar em casa? Não teriam saudades de ser activas? Mulheres para além de mães? Parecia que a maternidade as tinha tornado mais lentas, mais displicentes, menos boas profissionais. Invejava a sua descontracção, a forma distante e menos rigorosa com que olhavam para o trabalho, as respostas descontraídas "o trabalho não passa do prazo, Liliana!", "quando um dia te fores embora não levas nenhuma medalha, vai mas é para casa aproveitar os teus". Bem que queria, mas eu não era assim. Que inveja eu tinha das pessoas que não precisavam de trabalhar. 
Engravidei e vim-me embora. Perdi o bebé e fiquei em casa uns dias que me pareceram meses, anos, décadas. Trouxe uma indemnização que não me obrigaria a trabalhar durante um bom tempo, podia ficar confortável em casa, a aproveitar o tempo que não tivera nos últimos anos. Na verdade, naquela altura, não precisava de trabalhar. Que inveja que tinha das mulheres que saiam todos os dias de manhã para o trabalho, que tinham ponto para picar, que traziam trabalho para casa depois do escritório, que eram úteis à sociedade. Quem me dera voltar a ser executiva, trabalhar, ter horários e salário, quem sabe, na loucura ser dona da minha empresa, isso é que era. 
Veio a empresa. E com a empresa a responsabilidade de ser patroa de mim, chefe das minhas próprias tarefas, colega de uma sócia, não reportar a ninguém. Meses de deslumbramento. E depois a inveja de quem não tinha salários para pagar, quem sabia ao certo quanto ia levar para casa no final do mês, quem não tinha a responsabilidade de gerir tempo, clientes e pessoas. De quem não se tinha que preocupar com lucros, margens brutas, margens liquidas, pagamentos de IVAs e dores de cabeça sem fim. 
Engravidei. Tive a Ana. Parei. Parei um ano inteirinho: o melhor da minha vida. Não trabalhei mas tive uma chefe de mim (ter um bebé em casa é uma tirania), isenção total de horários, jornada contínua non stop, pouco dinheiro, actividades várias, muitas das quais sempre julguei ser incapaz de fazer (experimentem tirar ranhoca a um bebé chupando num tubinho, sim?). Nunca, mas nunca antes, fui tão feliz. Não me apetecia trabalhar, não tinha saudades do mundo lá fora, estava-me a cagar para tudo extra meterno-cápsula. 
Um dia voltei devagarinho. A um projecto onde já tinha estado antes, dona do meu tempo, dona da minha gestão de tarefas, numa área onde já não trabalhava há muitos, muitos anos. Estava feliz, nunca mais fiquei infeliz depois de ser mãe, parece magia. Um dia dei por mim a invejar as miúdas novas, as que tinham salários mais atraentes, as que eram apetecíveis ao mercado, as que tinham energia ilimitada, disponibilidade total, flexibilidade sem fim. Mas depois, acordava mais tarde que o despertador da maioria das pessoas, voltava mais cedo para ao pé dela, tinha tempo para brincar de dia com ela e tudo passava. Ser mãe muda-nos para sempre.
Agora estou longe. Primeiro pensei mudar-me para a cidade para onde fui trabalhar. Aluguei um quarto para as primeiras semanas. A família visitar-me-ia a meio da semana e pernoitava comigo, eu regressava aos fins-de-semana. Um par de dias. Aguentei um par de dias a ver a minha filha pelo skype, a contar-lhe a história antes de dormir através de um microfone de computador, a não poder dar-lhe um beijo de boa noite. Nunca pensei desistir. Adoro o novo trabalho e não consigo viver sem a miúda por perto. 
Vou e venho todos os dias. Levanto-me às seis da manhã. Regresso às oito da noite. Estou cansada, exausta e sem tempo para nada do que é acessório. Aprendi a distinguir o que é prioritário daquilo que é apenas importante. Finalmente, aos quase 35 anos, não invejo ninguém, não trocava a minha vida pela de ninguém. 
Tenho um trabalho que adoro. Uma filha que me faz infinitamente feliz. Um marido fabuloso que me apoia em todas as decisões. Uma mãe, tia e prima que são a melhor rede de suporte social e emocional do Mundo. Estou, finalmente, completa. 
Pimenta no nosso cu nunca é refresco. Mas podemos deixar que apenas nos faça cócegas. E termos noção que quem corre por gosto cansa-se, sim senhora. Mas nada como fazermos rasteiras às dificuldades quando nos tocam a nós. E rirmos. E continuarmos em frente. 
Para a frente é que é- sempre- o caminho. 


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Este país não é para pessoas?

"Os hipermercados são um lugar horrível: cínico, falso, cruel. À entrada, os consumidores limpam a sua má consciência reciclando rolhas e pilhas velhas, ou doando qualquer coisa ao sos hepatite, ao banco alimentar ou ao pirilampo mágico. Dentro da área de consumo, cai a máscara de humanidade do hipermercado: entra-se no coração do capitalismo selvagem. O consumidor, totalmente abandonado a si próprio (é mais fácil de encontrar uma agulha num palheiro do que um funcionário que lhe saiba dar 2 ou 3 informações sobre um mesmo produto), raramente tem à disposição mercadorias que, apesar do encanto do seu embrulho, não dependam da exploração laboral, da contaminação dos ecossistemas ou de paisagens inutilmente destruídas. Fora do hipermercado, os produtores são barbaramente abusados pelo Continente (basta que não pertençam a uma multinacional da agro-indústria), que os asfixia até à morte e, quando há um produtor que deixa de suportar as impossíveis exigências que lhe são impostas, aparece outro que definhará igualmente, até encontrar o mesmo fim. Finalmente, nas caixas do hipermercado, para servir o consumidor como escravos idênticos aos que fabricaram os artigos comprados, estamos nós.
Mas o pior de tudo é mesmo o que acontece durante o tempo de trabalho. Os meus superiores querem que eu esteja as 4 horas sentada a render o máximo que é humanamente possível, por isso, dificultam ao máximo as minhas pausas – que são legais e demoraram séculos a conquistar – para ir comer qualquer coisa ou ir simplesmente à casa de banho. A única coisa que me autorizam a levar para junto de mim, no meu posto de trabalho na caixa, é uma garrafinha de água previamente selada e nada mais. De resto, o que levar para comer e beber (sumos e iogurtes líquidos não podem ir comigo para a caixa) tenho que deixar no Posto de Informações e só tenho acesso quando da caixa telefono para lá. Normalmente, no Posto, fazem que se esquecem desses pedidos, passando uma eternidade até eu finalmente conseguir ir comer. E, quando a muito custo lá consigo obter autorização para ir comer, sou pressionada para ser ultra rápida, pelo que em vez de mastigar estou mais habituada a engasgar-me. O mesmo acontece com as idas à casa de banho, sempre altamente dificultadas.

Amanhã vou ser a Beyonce

Cada vez que reúno, entrevisto ou estou com alguém externo à empresa tenho que assinar um papel vindo dos seguranças. 

Hoje, a minha interlocutora, pediu a minha assinatura antes de sair do edifício.

Na brincadeira, mas com semblante muito sério, respondi-lhe: "Sim, senhora aqui vai o autógrafo- (e enquanto assinava soletrava)- Sha-ki-ra"

Passados 5 minutos liga-me o segurança: "Está aqui a senhora de há bocado e pede se pode subir porque se esqueceu de uma coisa na sala de reuniões enquanto foi entrevistada pela Dra. Shakira...".

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Também não vi a cerimónia dos Óscares em directo mas leio blogs e é quase a mesma coisa

E já escolhi os três momentos da noite:


A Meryl a começar a entoar "Uane, tu, tri, caramba!" e a Jennifer Lopez no refrão "So lo se vive una vez!"


A Lopez com as virilhas assadas. Um beijinho solidário que as putas das meias de ligas dão cabo das coxas de qualquer latina que se preze...

Um palavra de apoio e compreensão para a Oprah. Se eu visse uma maluca de luvas de borracha atrás de mim também ia procurar um desentupidor de ralos a correr, que eu cá pelas minhas amigas, faço tudo, tudo, tudo...



Alguém tem que ser o primeiro a dar o corpo às balas

Numero de filmes nomeados para os Óscares que eu vi: zero.

Quase que tive uma recaída... (mas ainda vou ter, não pensem!)

Já assumi aqui a minha adição panca com latas.
Depois deste post racionalizei e achei que tinha que parar de comprar latas como se não houvesse amanhã.
Mas ontem, a passear no Continente, lá estavam elas, as víboras, serpentes, latas lindas do demónio a chamar por mim.



"Peguei em ambas de imediato, coisas mai-lindas, quero-as tanto... não sei para quê, não me interessa, vão ser miiiinh..."

Mámen interrompeu-me os pensamentos: que eu não uso açúcar baunilhado em nada e que nem sequer gosto de cacau; que as 3 ou 4 de fermento (compro sempre que a Royal lança uma edição de lata diferente) ainda vá que não vá mas que estas é pura mania e beca beca.

Preciso da vossa ajuda: sugestão de receitas que levem açúcar baunilhado e cacau, URGENTE!
Antes que esgotem as latas e o meu argumento se resuma à cena latodependente e pareça uma maluquinha...

Agradecida. 

Irrita-me que o tipo me conheça tão bem...

Eu (chocada): "A Ana conseguiu abrir o fecho de segurança do armário dos tupperwares"

Amiga: "Estás preocupada com a segurança?"

Mámen: "Não! Está com um problema de auto-estima... A miúda abre-o com 2 anos. Já ela...Ela não o consegue abrir..."

Dieta detox infalível*

Enfardar um pote de doce de ovos de penalty.

De nada. 


*post patrocinado por Imodium Rapid. E Ultra Levure. E chá. 

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Filha de psicólogos, insensível é...

Ana: "O lobo é mau e feio e vai morrer"

Eu: "O lobo é mau mas vamos ensiná-lo a ser bonzinho, boa?"

Ana: "Não, vai morrer no caldeirão"

Eu: "Coitadinho do lobo, ele vai passar a ser bom..."

Ana: "Não, comeu a avózinha e é mau para os três porquinhos"

Mámen: "Que queres fazer ao lobo?"

Ana: "Vou matar o lobo!"

Eu: "Achas bonito matar o lobo, coitadinho?!"

...

...

...

Ana: ... " e depois comê-lo."

A CONHECER| Fábrica das Palavras em Vila Franca de Xira...






A Fábrica das Palavras está ma-ra-vi-lhosa! Os batidos são maravilhosos e o empregado que me serviu giro, giro!
Estou assssim de vir aqui todos os dias no Colete Encarnado... E nem gosto de touradas. 

"Nem te atrevas!"- disse-lhe eu. "Ah, mas somos casados com comunhão de adquiridos!"- respondeu-me ele. "Isso não inclui doações!"-- retorqui, irritada. "Inclui, sim! Para todos os efeitos isto também é meu!"- continuou o estupor. "Queres levar uma "bofatada" na mão?"- continuei, enquanto fugia dali para fora segurando, com força, o bem não comum

A Marta ofereceu-ME, ontem, um pote cheio de doce de ovos. 




Back on track

Como é que está mesmo a bolsa de valores dos sacos de plástico?

Encontrei na arrecadação um saco grande com umas centenas de sacos de plástico dobrados em triângulos.

Acho que se os vender a 5 cêntimos posso meter a reforma antecipada.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

I see dumb people

Ah, também há pessoas que dizem mesmo, com convicção, que são "disvorciadas".

Vi eu, com estes olhos que o forno crematório há-de queimar.

Não é mito urbano, elas existem mesmo...

Pessoas que dizem "parteleiras".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Ao mámen que me apoia em tudo o que faço

"Quero apenas cinco coisas./ Primeiro é o amor sem fim / A segunda é ver o outono / A terceira é o grave inverno / Em quarto lugar o verão / A quinta coisa são teus olhos / Não quero dormir sem teus olhos. / Não quero ser... sem que me olhes. / Abro mão da primavera para que continues me olhando." 

Pablo Neruda

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

Mas porquê? Com tantas pancas no Mundo porque havia de me ter calhado uma sogra com esta?

A Ana tem um cabelo comprido loirinho. Umas pestanas gigantes. Cara de menina desde o dia em que nasceu. É super feminina. Prefere sempre saias e vestidos a calças. Anda sempre com malinhas a tora-colo e bonecas e é a miúda mais feminina de que há memória. 

Ainda assim, há sensivelmente 2 anos, seis meses e oito dias que a minha sogra sempre que fala comigo no skype faz questão de me perguntar:

"Quando é que furas as orelhas à menina?"





segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Carta aos fumadores que eu amo

Peço-vos, muitas vezes, que deixem de fumar. A ti, mãe, desde que me lembro de ser pequena, desde que me lembro de ter um medo doido que me morras, não consigo imaginar a minha vida sem ti. A ti, R., desde que nos conhecemos, não queria perder-te depois de tanto tempo para nos encontrarmos. 
Às vezes não digo nada, acho que se me calar não pressiono, pode ser que o meu silêncio deixe espaço para pensarem melhor, para decidirem experimentar comprimidos, acupunturas ou rezas, não me interessa, vale tudo desde que seja para impedir o tabaco de vos queimar por dentro, de vos matar devagarinho. 
Se morrerem deixar-me-ão orfã, viúva, mãe de uma menina orfã de avó, de pai, tristes e com pena, muita pena, que tenham escolhido acender o pavio dessa dinamite, sabendo que no fim a bomba vai estourar. 
Sei que hoje me perceberão este apelo, este medo, esta tristeza, este terror do cigarro levar a melhor e de não terem impedido de um dia me poderem deixar só. Privada de vós.
Já chega?

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Grávidas, recém mamãs e mães júnior que lêem este blog, atentai:


Será no próximo sábado, nas instalações do sector Lúdico do IAC, em Lisboa, a 3ª edição do Workshop de Primeiros Socorros e Suporte Básico e Vida Pediátrico, organizado pelo Bairro do Amor. 

As duas primeiras edições esgotaram e eu posso afiançar-vos da qualidade da formação e da competência e da simpatia da Enfª. Cristina Roquete Baptista, de quem estou fã. 

Encontramo-nos por lá?


Sabes que este blog é realmente quadripolar quando...

 
... falas de alguém inacessível para ti durante quase 35 anos e, de repente, ali está ele, do outro lado do écran, no facebook do blog, a dizer: "Apanhei-teeee!".

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Feliz Valentino!

 
(post perceptível apenas por miúdas que foram adolescentes nos anos 90, ok?)

Alguém me explique

... qual é a cena de espetarem um sinal na cara Catarina Furtado's style feito a lápis dos olhos às miúdas no Carnaval?

De quem é a culpa?

Eu ainda sou do tempo em que alugávamos fatos de Carnaval. No meu caso era no Linhó e havia tanta escolha que era um suplício escolher apenas dois ou três, os suficientes para nos mascaramos de coisas diferentes em cada dia de Carnaval. Também não vestíamos kispos. Não tínhamos shoppings onde ir passear para mostrar os trajes mas brincávamos, verdadeiramente, ao Carnaval, na rua, uns com os outros, sem medo de carros a passar ou pedófilos. Éramos mais livres.
Não sei se uma coisa está relacionada com outra mas os fatos que alugávamos eram quentes o suficiente para não termos que ser princesas de anorak ou capuchinhos vermelhos de gabardine. Às tantas a culpa é do buraco do ozono ou das lojas dos chineses que só vendem fatinhos muito miseráveis, de cetim muito rasca e pinguços que nãao fazem o brilharete que faziam os nossos,
Ou se calhar é só culpa dos olhos da infância faziam-nos viver, verdadeiramente, o Carnaval em vez de olhar para ele de fora, passivos e adultos, demasiado crescidos, enfim.


(E o Pierrot? Mataram o Pierrot?)

Amor é pintar o Mundo das cores que ela quiser

Quis ir de Branca de Neve.
Pensei na minha mãe e percebi- finalmente!- o quão mais entusiasmante é mascarar os filhos de coisas originais em vez de clichés. A minha mãe percebeu-me - finalmente!- e antecipou-se e comprou-lhe um vestido de Branca de Neve para evitar recalcamentos futuros na miúda.
A minha tia adaptou o vestido, pões-lhe um saiote que arma, adaptou-lhe umas mangas compridas que, cá por casa, ninguém alinha em máscaras com kispo, reforçou a saia com tule amarelo.
A miúda acordou hoje. Vestimo-la. Viu-se ao espelho. Comentou "A Branca de Neves tem o cabelo preto, mamã!" e eu revirei os olhos, fiz um ar muito convicto e expliquei-lhe "Na verdade ela é loira, Ana, tem é uma cabeleira preta para a bruxa não a descobrir mas aqui não há bruxas e tu podes ter o cabelo verdadeiro à vontade, percebes?".
Sorriu para o espelho e começou a dançar.
Amor é obrigar a realidade a mascarar-se para o Carnaval e pintar de folia os rostos dos nossos filhos. E acreditar, com muita força que: "Espelho meu, espelho meu, não existe alguém mais bela do que ela!"

Como te apresentares a muitas centenas de colaboradores do teu novo trabalho duma só vez

Através do somatório:

chão do refeitório escorregadio + mania das pressas + tabuleiro equilibrado numa manita + trapalhice inata + derrapagem + carrinho dos tabuleiros mal travado

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

E o frio no interior do Portugal esquecido e ostracizado, mekié?

Já vi bicos de fogão a gás que se parecem menos com bicos de fogão a gás do que as minhas aréolas mamárias* esta noite. 



(* ia dizer "mamilos" mas depois parecia bardajão e assim com'assim aproveito a inspiração das Sombras de Grey para erotizar a coisa...)

Mas já se acham cool se citarem clichés da MRP e PCF. Está certo...

Ai que, de repente, ninguém leu, ninguém gostou e toda a gente tem raiva de quem sabe o que são as "50 sombras de Grey". Ya.



Oportunidade de negócio que se me ocorreu


Crónicas de uma ursa no campo, numa cidade de província, vá #1

Saio à rua e sinto-me mal. Respiro fundo e até me ardem os olhos, o nariz e a garganta. Tenho dificuldade em inspirar.

Começo a pensar:

"Espera! O que vem a ser isto? Ai a minha vida! Ai que me dá um fanico! Estou a ter dificuldades em respirar! Aiiiiiii!"

...

...

...

É oficial: estou com sintoma de privação da poluição.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Parece que já chegámos à idade adulta

Aquele dia em que recebes email do trabalho novo com um resumo curricular da nova colega e tu olhas de relance para a extensão do email e pensas "Ena pá, deve ser cota, já fartou de dar à perna em montes de sítios e fez montes de coisas. Deve ter a puta da mania, deve ser o Zé dos Plásticos!". 

Fazes scroll down no corpo de texto do email e lá está: o teu nome e a tua fotografia.

Estou mal disposta desde a tarde.




Fifty Shades of Valentines









Toda a gente trava uma batalha que tu desconheces. Sê sempre gentil.




Aviso aos incautos

Se forem à Fábrica dos Pastéis de Belém reunir em horário pós-laboral não escolham a sala de cascos da rolha. Diz que fecha às 19h30. 
Depois não se arrastem para a sala seguinte. Diz que fecha às 21h. 
Enquanto não houver distribuição dos horários das salas em formato de missal à entrada aconselho-vos que se sentem logo na primeira sala sob o risco de varrerem com o rabo as cadeiras todas dos Pastéis de Belém e olhem que é muito metro de rabo a arrastar-se.

De nada. 


(Nota: Aparentemente, o moço da Casa dos Segredos não voltou a servir às mesas...)

Olha a prenda de dia dos Namorados solidária!



São da Décor &  Mimos e são lindos, lindos e parte dos seus lucros revertem a favor do Bairro do Amor.

De que estão à espera?

Mais ou menos como com o sexo. Mas ao contrário.

Primeiro pinas várias vezes ao dia todos os dias. Cada minutinho em que há oportunidade é um pretexto para o sexo louco e desenfreado. Depois juntas os trapinhos e a proximidade física garante a disponibilidade permanente daquela pessoa, afinal podem pinar quando quiserem, já não têm que aproveitar cada oportunidade. Hoje não te apetece, não faz mal, pinas amanhã, se não for amanhã também não é grave, ele está ali à mão de semear. Depois passa uma semana de fastio, e um mês e vais a ver e com tanta oportunidade, com tanta proximidade, já não se tocam há meses. 

A proximidade pode esfriar as relações. 


Com a mudança de cidade é a mesma coisa. Amigos que já não vês há meses, de repente, acordam e percebem que já não vais estar ali à mão, que têm que aproveitar cada oportunidade de minutinho livre na agenda, conciliar disponibilidades. E de repente faz-se tempo e espaço de um dia para o outro para cafés, almoçaradas e o Diabo a quatro. Todos querem aproveitar os últimos minutos contigo. Perguntam como vai ser no próximo fim-de-semana e no seguinte, agendam com antecedência encontros, preocupam-se. 

A distância pode requentar as relações.

Para todos os que estão curiosos para saber para onde se vai mudar este blog, eu esclareço:

É acima da Bobadela!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Este blog mudará de frequência!

E pronto, é oficial: Pólo Norte vai mudar de cidade e este blog entrará numa fase "Bem-vindo a Beirais!".
O desafio profissional irrecusável trará de arrasto um desafio pessoal ainda maior. Abraçar o trabalho com que sempre aspirámos, numa realidade absolutamente desafiante e complexa, com gente com quem se sente em casa desde o primeiro contacto será o desafio dos próximos tempos. 
Estou cheia de energia, receio, de entusiasmo, de excitação, de miaúfa, de esperança e de nervoso miudinho: tudo ao mesmo tempo. 
Mas com uma convicção cá de dentro de que tudo vai ser (ainda) melhor para nós!




Em breve o Quadripolaridades será escrito de uma cidade do interior esquecido e ostracizado. 
Vai ser bonito, olarilas!

"Pais positivos": a não perder!

Quer saber como lidar com birras e mau comportamento sem gritos? Quer aprender a rentabilizar melhor o seu tempo em família? Então este workshop é para si.



O meu querido Cluve VII está a promover uma série de workshops destinados às famílias. 
O primeiro será subordinado ao tema "Pais positivos" e será no dia 21 de Fevereiro. 

Inscrições aqui

Somos tão amigas! Cá abracinho! Afinal já não somos!

Uma das minhas pessoas preferidas no Mundo também celebra 35 anos

"Na minha forma displicente de encarar a minha vida, tive uma primeira tentação de dizer que desde os 25 pouco tinha mudado e havia pouco a acrescentar, mas não é verdade. Tanta coisa aconteceu. Perdi a minha mãe e com ela o meu colo e uma parte de mim. Fiz um cruzeiro na Russia entre São Petersburgo e Moscovo com o meu pai. Tirei um mestrado. Fui viver para os Estados Unidos e voltei à cidade onde nasci. Conheci São Francisco, o Big Sur, Yosemite, Lake Tahoe, o Grand Canyon, Las Vegas, Miami e o Hawaii. Fui ao México e passei a passagem de ano com uma família mexicana a convite de pessoas que conhecemos num bar dias antes. Fui fazer doutoramento para a Holanda. Vivi um mês num complexo de apartamentos para idosos. Fui viver com um francês. Passei um aniversário sozinha a jantar pizza congelada de pijama na cozinha, e não foi bom. Fui viver sozinha. Comemorei os 30 anos e fiz uma house warming party. Fiz grandes amigos para a vida. Fui a um casamento na Alemanha e outro na República Checa. Fui a Londres, New York, Budapeste, Praga, Munique, Madrid e Copenhaga. Fiz férias na Croácia e em Ibiza (grande merda). O doutoramento correu mal e demorei 3 anos a ter os primeiros bons resultados. Ganhei uma poster presentation para surpresa geral. Publiquei o primeiro paper. Tive uma sobrinha linda. O meu contrato de doutoramento acabou. Com resultados para dois papers pendentes e dependentes de outras pessoas. Fiquei deprimida. Tive entrevistas de trabalho em Lausanne e Cambridge que não deram em nada. Numa delas fui entrevistada pelo francês. Voltei para casa. Iniciei uma espécie de semestre sabático. Apaixonei-me. Fui a um casamento nos Açores. Voltei a trabalhar na tese. Mas ainda faltavam os resultados para um paper. Fiz uma viagem de carro de Portugal à Holanda, passando pela Bretanha e Normandia. Trouxe as minhas coisas da Holanda. Entrei em conflito com o meu orientador e vi o meu doutoramento por um fio. Recorri. Ganhei. Juntei os trapinhos. Publiquei mais um paper. Chegaram os resultados para o último paper. Ainda não acabei a tese. Mas está quase. Continuo sem certezas quanto ao futuro e sem estabilidade profissional. Mas estou mais feliz. Fiz 35 anos hoje. Fim."



Não é fim. The best is yet to come para as pessoas de 35 anos, miúdas, raparigas da nossa idade, enfim...

Feliz ano novo, Luna!

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 28


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Rorschach aplicado aos desenhos animados






Digam-me que não sou só eu, please!


O Mickey é cornudo! O Mickey é cornudo! O Mickey é cornudo!

A Ana atira para cima da cama a sua Minnie gigante e o seu Gilberto, o urso que a tia Filipa lhe deu e vem a cantarolar "A Minnie e o Gilberto estão na cama! A Minnie e o Gilberto estão na cama! A Minnie e o Gilberto estão na cama! A Minnie e o Gilberto estão na cama! A Minnie e o Gilberto estão na cama! ", 




Mámen olha para ela, olha para mim, vai até ao quarto, volta e exclama, em tom lírico:

- Vamos lá ver o que sai dali daqui a 9 meses!"

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Bairro do Amor carregadinho de afectos

Chegam-me imagens das actividades do Bairro do Amor a caminhar, devagarinho, por alguns distritos de país, cheio de vizinhos voluntariosos, generosos, de coração aberto e muito amor para dar. E comovo-me, caramba!

Cascais

Lisboa

Almada

S. Miguel

Marvão

A PROVAR | Gelados de iogurte Blueberry



Já experimentaram? Ficaram fãs ou ficaram fãs?
Contem-me tudo!

Eu devolvia a miúda mas não sei onde meti o talão...

Fiz um daqueles testes online de "How many children will you have?" e o resultado foi "três rapazes". 

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A ASSISTIR | As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos


Pesadelo de uma noite de Inverno ou "Eu já... pisei o palco do Tivoli"

Mámen tinha dito que não queria festa. Deve ser uma coisa dos aquarianos esta alergia a festas, esta nostalgia permanente.  Este ano ele não queria jantaradas e o programa que pensámos passava por uma ida ao teatro, há tanto, tanto tempo adiada, para assistirmos ao "Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos" e bebermos um copo a seguir. 
Convidei meia dúzia de amigos (os melhores e os que ele mais gosta) para nos acompanharem no programa. E foi per-fei-to!
O Luciano (figurinista da peça) estava combinado comigo: mámen sentar-se-ia num lugar da primeira fila e haveria interacção surpresa entre o elenco e ele. Eu estava mortinha de ansiedade para ver a reacção do homem! Iria morrer!
Sentámo-nos, lado a lado, e no outro lado de mámen sentou-se, muito discretamente, o André Nunes. Mámen só se apercebeu disto quando o André começou a representar da plateia para o palco, tendo apanhado um susto descomunal. 
A primeira parte foi brilhante e já nos doíam os maxilares e as bochechas de tanto rir. Houve um apontamento em que um dos actores foi ter com mámen à cadeira e começou a interagir com ele e nós ficámos (os dois) convencidos que já não haveria mais galhofa para o lado de mámen. 
Não sabíamos o que a segunda parte nos reservaria... A meio de uma cena, o André volta à nossa fila, eu toda lampeira a achar que mámen se ia tramar outra vez e quando dou por mim estou a ser arrastada até ao palco, Oh fuck!
Fiquei uns bons minutos em cima do palco a ver aquele mar de gente na plateia e a mentalizar-me com um "Oh fuck! O Luciano enganou-se na puta da cadeira e indicou o meu lugar em vez do do mámen! Oh que quarailho, ai a minha vidinha e o camandro!". Respirei fundo, finalmente, quando arrastaram mámen para a boca de cena. Sim, porque depois do mesmo ter respirado de alívio por ver que me tinham calhado na rifa as figurinhas tristes a mim, depressa se consciencializou que ele também iria dar o corpo às balas. Uma dupla quadripolar completamente tramada!
Calhou-nos o "Hamlet" que depressa se tornou numa "Omelete" tal o banzé que fizemos em cima do palco. A ele cabia-lhe correr de um lado para o outro do palco feito maluquinho e a mim fazer de Ofélia. 
E os actores a gozar o prato lá me indicaram que a minha deixa era dar um grito à Ofélia, uma coisa assim a atirar para o excitadex. 
E de repente, apagaram-se as luzes, deixei de ver os meus amigos nas primeiras filas a curtirem o panorama, um foco de luz recaiu sobre mim, uma coisa assim meio a solo e pensei: "Que se foda! Assim com'assim ninguém me conhece! E se eles me ofeliazaram, então eu quadripolarizo-os". 
E chegou a vez da minha deixa. 

E... não gritei mas estive- acho que estive- quadripolarmente à altura:


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Subir ao palco do Teatro Tivoli na peça de teatro mais mítica de sempre


Quem? As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos
Onde? Teatro Tivoli BBVA, Lisboa
Contacto: Pelo telefone 21 315 1050
Saber mais? http://www.teatrotivolibbva.pt/

That's what friends are for...


Filha de açoriano, neta de açorianos, bisneta de açorianos e por aí adiante

A Ana é intolerante à lactose.






(É desta que a minha sogra sugere um teste de ADN à miúda, vai uma aposta?)

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Diz que é uma capicua

[Ainda bem que nasceste: mãe: corpo-hospedeiro: alma-raiz.
Ainda bem que nasceste para te tornares minha mãe: tronco, ramos, folhas de mim,
Fores e frutos nasceram para te tornar mais feliz.
Que comece a Primavera, enfim.]





Feliz aniversário!
Amo-te até ao infinito e mais além.

A única circunstância em que a liberdade não me interessa para nada



[ Ao R. 

O meu coração não é livre: é teu. 
E é teu sem que o tenhas conquistado, invadido as ameias da minha vida, lutado. É teu porque chegaste e ele reconheceu-te, sentiu-se em casa e quis ficar para sempre, aconchegado e descalço, quente e recostado. 
O meu coração não é livre e não está preso. 
Está de livre vontade nas tuas mãos, sem cadeados nem grilhões, com espaço para correr, voar, sair e não voltar mas, ainda assim, a querer ficar.
O meu coração não tem dono mas pertence-te. 
O meu coração é livre de querer não ser livre.

O meu coração não é livre.

É teu. ]

Obrigada a quem decretou aquela regra de ser expressamente proibido filmar, tirar fotografias ou registos áudio durante os espectáculos!

Eu já pisei o palco do teatro Tivoli BBVA durante a peça "Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos"!



E sim, foi uma coisa esperta!

sábado, 7 de fevereiro de 2015

O meu amor celebrou 35 anos



"Eu quero a sorte de um cartoon
Nas manhãs da RTP1
És o meu Tom Sawyer
E o meu Huckleberry Finn
E vens de mascarilha e espadachim
Lá em cima, há planetas sem fim
Tu és o meu super-herói
Sem tirar o chapéu de Cowboy
Com o teu galeão e uma garrafa de rum
Eu era tua e de mais nenhum
Um por todos e todos por um

Nos desenhos animados
Eu já conheço o fim
O bem abre caminho
A golpe de espadachim
E o príncipe encantado
Volta sempre para mim


Eu sou a Jane e tu Tarzan
A Julieta do meu Dartagnan
Se o teu cavalo falasse
Tinha tanto para contar
Há fantasmas debaixo dos meus lençois
Dos tesouros que escondemos dos espanhóis

Nos desenhos animados
Eu já conheço o fim
O bem abre caminho
A golpe de espadachim
E o príncipe encantado
Volta semrpe para mim

Quando chegar o final
Já podemos mudar de canal
Nos desenhos animados
É raro chover
E nunca, quase nunca acaba mal"


Os Azeitonas

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Será grave?

Sei de cor as músicas da princesa Sofia.

...

...

...

E gosto.

Sim, muito bom haver hospitais amigos dos bebés. Para quando hospitais amigos das mães?

Uma grande amiga pariu um bebé com uma cardiopatia grave. 
São do Funchal e às 37 semanas disseram-lhes que o bebé tinha uma mal formação cardíaca e uma renal. Vieram de urgência para Lisboa não sem antes a companhia aérea ter feito o maior banzé em que como não a queria transportar e os médicos fazerem o maior banzé em como não tinham recursos para operar o bebé no pós-parto no Funchal. 
Na MAC a médica, com uma sensibilidade e presunção fabulosas, disse-lhe que "para a próxima ela teria era que vir fazer ecografias em Lisboa que, caso o tivesse feito, não estava nesta situação nesta fase adiantada da gravidez". 
Com tanto banzé, a minha amiga ficou cheia de contrações e pariu o pequenino às 37 semanas na MAC, em Lisboa, longe de toda a gente. 
O bebé foi transferido para o Hospital de Santa Marta, acompanhado pelo pai. A minha amiga ficou, sozinha, sem marido e sem filho no colo, na MAC. 
Fomos fazer-lhe companhia todo o tempo da visita hoje... numa enfermaria cheia de mães felizes com bebés ao colo a chorarem e uma caminha vazia ao lado da cama da minha amiga. 

Puta que pariu este sistema!

Je suis Markl


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