terça-feira, 31 de março de 2015
Mil anos a escrever blogs e o pessoal da Madeira revela-se desta forma...
NUNCA NINGUÉM ME TINHA FALADO NOS REBUÇADOS DE BANANA, PORQUÊ, SEUS VELHACOS?
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Só desgostos
Alice no Bairro das Maravilhas: e os sonhos concretizam-se!
Quem acompanha este blog há muito tempo, com toda a certeza, não se esqueceu de um dos dias mais felizes que ele me proporcionou: o dia em que a Alice Vieira comentou um dos meu posts e nos acompanhou numa viagem colectiva pelas personagens mais carismáticas do passado das pessoas da minha geração. Um dia escrevi- e acredito mesmo nisso- que tudo o que de mais importante aprendi na vida vem nos livros da Alice Vieira.
É por isso com uma comoção enorme que vos escrevo este post.
Será no dia 18 de Abril, entre as 10h e as 13h. na sede do IAC (Sector da humanização) que a grande Alice Vieira dará o seu tempo ao Bairro do Amor.
Será uma manhã subordinada ao tema "Alice no Bairro das Maravilhas: tertúlia com Alice Vieira" e as vagas são limitadas a um número de 20: 10 vagas pagas e 10 vagas gratuitas a serem usufruídas pelos utentes do Bairro do Amor.
As inscrições devem ser feitas pelo email bairrodoamor@iol.pt. O evento no facebook está aqui.
Encontramo-nos lá? Eu sou a que vai levar uma catrefada de livros de adolescência para a formadora assinar.
Todos os que a Alice escreveu, confesso.
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Bairro do Amor
segunda-feira, 30 de março de 2015
Sabes que o país está dar sinais de retoma quando...
... queres ir passar o fim-de-semana da Páscoa com a tua família.
Tentas o Z-mar e está esgotado.
Tentas as Casas do Moínho em Odeceixe e estão esgotadas.
Tentas a Casa da Azenha em Vila Nova de Cerveira (quero taaanto lá ir!) e está esgotado.
Estou a bufar há meia-hora. Só quero um sítio sossegado, bom, bonito e barato.
Sugestões?
Tentas o Z-mar e está esgotado.
Tentas as Casas do Moínho em Odeceixe e estão esgotadas.
Tentas a Casa da Azenha em Vila Nova de Cerveira (quero taaanto lá ir!) e está esgotado.
Estou a bufar há meia-hora. Só quero um sítio sossegado, bom, bonito e barato.
Sugestões?
domingo, 29 de março de 2015
Nunca poderia ser professora universitária
Cheguei atrasada. Olhei para eles todos e identifiquei-me com eles. Sentir-me-ia mais na minha praia sentada ali nas cadeiras das carteiras ao invés de no palanque. Não sabia bem o que dizer. Apresentei-me e quando o primeiro me chamou de "professora" corrigi-o e relembrei-o do meu nome: Liliana.
Falei do meu percurso académico e de como nunca me arrependi, um segundo sequer, de ter seguido Psicologia. "Spoilei" uma data de coisas que eles só deveriam descobrir no futuro: que não mudamos o Mundo, que nem toda a gente quer mudar, que nem toda a gente é recuperável, que a mudança social nem sempre é possível e que, às vezes, muitas vezes, ser psicólogo é muito, imensamente, ingrato. Especialmente quando cabeleireiras e taxistas confidenciam-nos que também "são assim um bocadinho psicólogos dos clientes", quando pensam que lemos mentes e somos telepáticos, quando confundem psicologia com astrologia e quando, no fim do mês, olhamos para o recibo do salário. Contei a célebre anedota da lâmpada e dos psicólogos. Disse alguns disparates. Preparei uma aula para metade do tempo que me tinham destinado. Improvisei. Mandei-os ir fumar ao intervalo. Desconstruí montes das ideias que me apresentavam. Detectei três alunas que liam o "Quadripolaridades" e disse alto que lhes ia dar melhor nota. Consegui não dizer palavrões. Apanhei pronúncia do Norte passadas três horas. Fiquei nervosa. Conheci um casal igual a mim e a mámen mas com pronuncia do Norte. Fiquei com pena que morassem a 300 km de distância. Seriamos amigos fácil, fácil. Voltei à sala de aula. Falei-lhes de pessoas, de nomes, de gente em vez de casos abstractos, números e estatísticas. Fiz cara de vómito quando falei no SPSS. Tratei-os a todos por tu. Pedi-lhes que me tratassem da mesma forma. Detectei uma aluna que era igual a mim há dez anos. Prevejo-lhe um futuro quadripolar. Ofereci boleia para o centro do Porto a outro aluno. Apeteceu-me trazer meia dúzia para trabalharem comigo no projecto que fui apresentar. Tenho medo que tenham achado uma seca. Gostava que a minha causa os tivesse tocado. Percebi que não tenho jeito para ser professora universitária. Ainda assim bateram-me palmas no fim. Alguns vieram-me cumprimentar. Outros pediram-me o meu endereço de email. Fiquei sensibilizada. Apenas uma me escreveu. Aquela que era igual a mim, há 10 anos. Saí de coração cheio.
Eu já... fui professora unversitária. Mesmo que apenas por um dia. Um dia, extraordinariamente, bom.
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Autopsicoterapia
quinta-feira, 26 de março de 2015
Depois do coma patrocinado pelo Zyrtec adivinham-se evoluções dramáticas
Dei um mau jeito muscular no trabalho.
O enfermeiro espetou-me com um relaxante muscular.
Antes de sair do gabinete médico perguntei-lhe o que me tinha dado.
Valium.
(estou a aguardar a pancada)
O enfermeiro espetou-me com um relaxante muscular.
Antes de sair do gabinete médico perguntei-lhe o que me tinha dado.
Valium.
(estou a aguardar a pancada)
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Eu sou a Miss Bean de Deus
quarta-feira, 25 de março de 2015
Dias assim
Saio de casa está o dia a nascer. Contemplo-a a dormir, todos os dias ainda me espanto com a sua beleza, o seu rosto doce e angelical. Olho-a com mais atenção, o vício tramado de ver o seu peito a insuflar com a respiração, toco-lho no rosto adivinhando as faces quentes. Beijo-a antes de sair de casa.
Não tomo o pequeno-almoço: é demasiado cedo, tenho (ainda) demasiado sono. Antes de vestir o casaco e fechar a porta atrás de mim, volto ao quarto e beijo-o a ele, agradecendo, em silêncio, os bons tempos que vivemos, a paz que veio para ficar, o amor tranquilo e incrivelmente bom.
No ambiente de trabalho do meu computador a fotografia dela. Sempre que me sinto mais cansada, desanimada ou em stress paro dez segundos e olho- a ali, olhos azuis, sorriso de pêssego maduro.
Volto para casa e chego aqui, doze horas depois de ter saído, às vezes mais. Ela sente a chave na porta e sorri, como se vivesse o dia todo à espera que eu chegásse e depois foge-me e pede-me que a persiga. Depois há o banho, o jantar onde só eu a posso ajudar, e há um sentar no sofá devagarinho, depois ela senta-se ao meu lado, encosta-se, toca-me sem pretexto, dá-me a mão, sente o meu calor e ficamos ali a ver a princesa Sofia, e eu, por causa dela, já gosto tanto da princesa Sofia.
Depois, às vezes, ela adormece, ao meu lado, em cima de mim, ao meu colo e eu fico sossegadinha a sentir o peso do corpo dela, a contemplar-lhe o rosto, a sentir-lhe a respiração, o calor. Beijo-a ao deitá-la, sabendo que quando, dali a umas horas, voltar a acordar, deixar-lhe-ei outro beijo demorado- o da manhã- como se fosse um apenas, prolongado e único, um beijo permanente e contínuo de um amor maior que os meus dias assim.
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Mãegyver
terça-feira, 24 de março de 2015
Perder poesia
"a última bilha de gás durou dois meses e três dias,
com o gás dos últimos dias podia ter-me suicidado,
mas eis que se foram os três dias e estou aqui
e só tenho a dizer que não sei como arranjar dinheiro para outra
e mesmo assim tinha de comprá-lo fiado,
não sei o que vai ser da minha vida,
tão cara, Deus meu, que está a morte,
porque já me não fiam nada onde comprava tudo,
mesmo coisas rápidas,
se eu fosse judeu e se com um pouco de jeito isto por aqui acabasse
como diria o outro: a minha vida longa por muito pouco,
uma bilha de gás,
a minha vida quotidiana e a eternidade que já ouvi dizer que a
ou então de já mas não venderem fiado
e a pagar um dia a conta toda por junto:
corpo e alma e bilhas de gás na eternidade
- e dizem-me que há tanto gás por esse mundo fora,
países inteiros cheios de gás por baixo!
com o gás dos últimos dias podia ter-me suicidado,
mas eis que se foram os três dias e estou aqui
e só tenho a dizer que não sei como arranjar dinheiro para outra
[bilha,
se vendessem o gás a retalho comprava apenas o gás da morte,e mesmo assim tinha de comprá-lo fiado,
não sei o que vai ser da minha vida,
tão cara, Deus meu, que está a morte,
porque já me não fiam nada onde comprava tudo,
mesmo coisas rápidas,
se eu fosse judeu e se com um pouco de jeito isto por aqui acabasse
[nazi,
já seria mais fácil,como diria o outro: a minha vida longa por muito pouco,
uma bilha de gás,
a minha vida quotidiana e a eternidade que já ouvi dizer que a
[habita e move,
não me queixo de nada no mundo senão do preço das bilhas de gás,ou então de já mas não venderem fiado
e a pagar um dia a conta toda por junto:
corpo e alma e bilhas de gás na eternidade
- e dizem-me que há tanto gás por esse mundo fora,
países inteiros cheios de gás por baixo!
(in A Morte sem Mestre; ed. Porto Editora, 2014)"
Li, seguramente, não mais que 20 poemas de Herberto Helder. Todos antes de nos separarmos, em 2004, num final infeliz. Fora ele que mo apresentara, sete anos antes, numa carta escrita a mão, com caneta preta de ponta fina, as que ele usava em exclusivo.
Não sabíamos que nunca mais iríamos ser amigos, traídos pela traição da pele, do corpo, do âmago, do desejo. Achámos (achei) que iria passar, como se depois de passarmos por uma estrada de terra batida, com flores nas bermas, pudéssemos esquecer tudo com uma marcha atrás, de novo na auto-estrada, foco na meta e não no caminho. As marchas atrás não resolvem nada na vida, na paisagem que guardámos nos olhos, nas flores que fotografámos com os sorrisos. As marchas atrás não são poções de esquecimento e foi esse o nosso maior erro, não sei se nos desviarmos da via rápida, se experimentarmos o caminho tumultuoso e colorido da terra batida, se a maldita marcha-atrás.
Sei que nunca mais li Herberto Helder. Nem sequer poesia.
Hoje morreu o (teu) poeta e eu fico triste ao lembrar-me da tua letra, lá longe, a desenhar palavras dele só para mim, erva azeda na minha memória.
Memória inteira cheia de gás por baixo.
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Homens da minha vida
Se calhar é melhor moderarmos os termos da Psicologia que usamos ao falar com a miúda...
A Ana, no café connosco e a madrinha, faz um disparate e atira uma coisa para o chão.
O pai obriga-a a apanhar o objecto. Ela barafusta e- manhosa!- diz-lhe que lhe dói a barriga, o branco dos olhos, as unhas, enfim, tudo o que é possível e impossível doer para não ter que apanhar.
Pergunta-lhe a madrinha: "Mas afinal dói-te o quê, ó menina Ana?"
Resposta da bichinha: "O ego".
O pai obriga-a a apanhar o objecto. Ela barafusta e- manhosa!- diz-lhe que lhe dói a barriga, o branco dos olhos, as unhas, enfim, tudo o que é possível e impossível doer para não ter que apanhar.
Pergunta-lhe a madrinha: "Mas afinal dói-te o quê, ó menina Ana?"
Resposta da bichinha: "O ego".
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Mãegyver
segunda-feira, 23 de março de 2015
Post apenas quem já foi ver o "Cinderela" ao cinema
Foda-se, podiam ao menos ter arranjado as sobrancelhas à gaja, não podiam?
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Só desgostos
sábado, 21 de março de 2015
Também me estou a preparar para a Meia...
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Nunca serei uma blogo-star
Fomos ao cinema com a Ana
"Acende a luz!" "Olha a Cinderela!" "Madrasta malvada! (aos gritos)" "Põe no pause que quero ir fazer xixi!""Acende a luz!" "Podes mudar para a princesa Sofia?" "Mãe, quero um cobertor!" "Acende a luz!"
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Mãegyver
"Se perguntarem por mim, digam que voei"
Fui almoçar ao Mercado do Bom Sucesso. Está lindo o espaço e bate a mil o da Ribeira, aqui em Lisboa.
Estava sozinha e percorri o espaço cheio de mulher imaculadamente bem vestidas e homens com pinta como não há a Sul. Pensei comer sushi, a fila estava interminável, ainda me meti na fila do risotto e sequei uns largos minutos, fui à banca do lado, diziam que tinham os melhores rissóis do Mundo.
Procurei mesa, tudo cheio, encontrei uma só com um banco. Levava a pasta do pc a tira-colo, a mala no outro ombro, o tabuleiro com os rissóis nas mãos. Sentei-me com dificuldades, tenho perna curta, estiquei-me, meti a pasta do pc enscostada à perna da mesa, no colo a mala, pousei à minha frente na mesa o tabuleiro. Não conseguia chegar à comida: era muito volume torácico de maminhas e mala a abarrotar ao colo. Pousei a minha mala também no chão, tive medo que me roubassem a mala e o tempo que eu demoraria adescer do banco alto seria tanto que quando conseguisse descer a correr atrás do ladrão já a minha carteira estava em Vigo. Decidi dar uma laçada com o tornozelo na alça da mala.
Comecei, finalmente, a almoçar. Os rissóis eram uma porcaria. Fiquei descorsoada. Demorei cinciominutos, se tanto. Estava frustrada: ir ao Porto e comer rissóis maus é uma infâmia!
Desci do banco alto num pulo, agarrei no tabuleiro, tentei dar o primeiro passo, enriquecei-me na mala e, não sei se sonhei, mas ouvi ao lonhe a puta da música do Reininho:
"As asaaaas são para voar..."
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Eu sou a Miss Bean de Deus,
Porto
sexta-feira, 20 de março de 2015
"Bom dia menina!" "Bai um cafezinho?" "É moura, num é?" "Temos uns bolinhos de bacalhau daqui" "Num sabe onde fica a Ponte da Arrábida? Eu até ia com a menina dentro do carro a explicar-lhe mas num me fica de caminho" "Ora beinhe..." "A menina chegue-se aqui à minha beira!" "Continuaçom" "Beinhaja, tudo de buom" "Oh menina, cuoma mais qualquer coisinha"....
Ahhhhh, as maravilhas desta pronúncia do Norte e de ser menina até morrer...
Estou no Porto, where else?
Estou no Porto, where else?
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Porto
Quando os filhos (e o pai que escolhemos para eles) nos fazem fazer as pazes com o passado
Vim ao Porto em trabalho.
Não estou a passar o Dia do Pai com o pai que eu escolhi para a minha filha, o melhor do Mundo. Não me importo. O mais fantástico de tudo, de ter escolhido o melhor pai do Mundo para a minha filha, é esta paz de a saber com ele da mesma forma feliz e segura de quando está comigo.
Vim ao Porto em trabalho e ficaram em Lisboa, sem mim. Hoje devem dormir no sofá, transgressão que só acontece na minha ausência. Não me importo.
Vim ao Porto em trabalho e ficaram em Lisboa, sem mim. Hoje devem dormir no sofá, transgressão que só acontece na minha ausência. Não me importo.
Alivia-me saber-me externa à relação deles, co-existir ali uma bolha para além de mim, um lugar que é só dele e dela, códigos comuns, linguagem comum, colo que ela procura em determinadas situações, para descansar quando andamos muito e ela sabe que as minhas costas não perdoam, mãos que ela procura para brincar, para lhe fazer cócegas, voz que procura para encenar histórias antes de dormir, olhos que ela procura para tentar safar-se quando eu tenho que ser mais rígida. Gosto de os saber externos a mim, relação bilateral, num espaço em que, muitaz vezes, não quero entrar, outras não me deixam. Deve ser isto a relação de pai e filha, este misto de brincadeira e doçura, gargalhadas e colo, segurança.
Existe também um bolha só nossa: minha e da Ana, interdita ao pai, situações em que não tolera mais ninguém que não a mim, o colo para adormecer, a curva do meu pescoço quando está doente, o beijinho mágico que só eu dou quando faz doi-dóis, o aconchego quando quer descansar e ver televisao, a minha mão a segurar minutos intermináveis o projector de estrelas no tecto para dormir sob as estrelas.
Nenhum de nós é mais valioso para a Ana que o outro. Ela ama--nos de igual forma, com as nossas diferenças, com o que cada um de nós tem de melhor para lhe dar, procurando-nos em situações distintas mas sabendo-nos, ali, os dois para ela, sempre.
E eu que a partir de determinada altura me convenci que não precisava do meu pai para nada, que a minha mãe tinha desempenhado magistralmente o papel de pai e mãe (beijinhos, mãe, és a maior!), que o meu avô tinha exercido o papel masculino durante o meu crescimento penso agora de outra forma. De facto, eu não precisei do meu pai. Não daquele. Mas a minha vida teria sido muito melhor se tivesse tido um pai. Um a sério. Como aquele que escolhi para a minha filha.
O melhor pai do Mundo. O que me fez fazer as pazes com a filha que fui, com a filha que gostava de ter sido, com o passado.
Acreditando que o futuro pode ser tremendamente mais feliz. Mesmo que, por vezes, com uma certa ciumeira... ;)
Feliz Dia do Pai, meu amor! Obrigada.
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Mãegyver
quinta-feira, 19 de março de 2015
Post em moca maior
Post it mental: Não voltar a tomar anti-histamínico em horário laboral.
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Eu sou a Miss Bean de Deus
terça-feira, 17 de março de 2015
As saudades que eu tinha de andar de transportes públicos...
Chove. Entro no 59 para Chelas atafulhadinho em hora de ponta.
Sento-me naqueles lugares de 4 encostada ao vidro. Ao meu lado senta-se uma mãe e mete o filho, com ar enfezadinho, no meio de nós. Levanto-me para dar lugar ao menino, a senhora diz que não, insiste que "com jeitinho" cabemos todos.
15 minutos depois entra uma conhecida da senhora e cumprimenta-a:
- "Então, trazes o miúdo contigo hoje?"
- "Está com febre da carraça, não o ia deixar em casa sozinho...."
...
...
...
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Só desgostos
Não sei a quem sai com esta capacidade de argumentação...
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Mãegyver
O melhor intérprete de língua gestual do Mundo
(Filipe: este post é para ti!)
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Sensibilização
Um advogado vale mais que um sociólogo?
FPC no seu "Vou ali e já venho!"
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The Polo's next top blogger
Se isto não é poesia, então a poesia não vale nada
O meu amigo Paulo diz que quando era pequeno (citando) "saber se os berlindes iam para o céu ou não quando se partiam atormentava-me"...
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Ah 'migos
Portuenses do it better!
Eu peço um sítio BBB (bom, bonito e barato) para jantar.
Elas acrescentam outro B e dizem que me vão levar a um sítio BBBB (som, bonito, barato e "baitudopelosares").
(Bai ser bonito, bai...)
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Porto
segunda-feira, 16 de março de 2015
Aqui só para nós (para eu não dar o flanco): as murconas estão a gozar comigo, não estão?
Uma diz que quer ir à "Badalhoca" e a outra sugere o "Cão que Fuma".
Que raio de códigos de nomes de guerra são estes, quarailho?
Que raio de códigos de nomes de guerra são estes, quarailho?
Primeiro jantar lúdico-recreativo-cultural de Póletes no Porto
Na próxima sexta-feira é melhor convocarem a polícia de choque. Só por causa das coisas.
(E o Vitor Baía, já agora...)
(E o Vitor Baía, já agora...)
Tive, num só Inverno, o privilégio de saber o que é uma dor de garganta. Em 34 anos foi a primeira vez. E depois voltou a doer-me mais uma e outra vez. Três no total. Febre e tudo.
Não- lamento!- os 30 anos não são os novos 20.
domingo, 15 de março de 2015
Detox à moda do Porto
Uma francesinha tradicional no Capa Negra e ficam com ventre liso.
Garanto-vos! :(
Garanto-vos! :(
14 de Março é o novo Dia do Pai
Combinei com a Marta encontrar-me em Lisboa para me entregar a encomenda que lhe tinha feito para o Dia do Pai.
Estava aprovada online, era segredo e até tinha (mais ou menos) conseguido ludibriar mámen para aquele encontro a meio da tarde com ela.
A Marta entregou-me o presente de esguelha, escondi-o imediatamente na minha bolsa e fomos lanchar com respectivas famílias.
A Ana andava por ali a cirandar à nossa beira e nós na converseta. De repente vejo-a correr em direcção ao pai com um volume na mão e a gritar: "Parabééénnns!" e voilá... o presente na sua mão!
E deu-se ali, o Dia do Pai mais espontâneo do Mundo, sem datas convencionadas nem obrigações, o encontro entre a vontade de uma miúda de dois anos e meio em oferecer uma coisa ao seu pai e os olhos emocionados do pai ao ver o gesto da miúda.
Afinal o Dia do Pai é quando uma criança quiser. 14 de Março, que seja!
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Mãegyver
"O Bairro do Amor é feito a lápis de cor"
Uma das coisas boas disto do Bairro do Amor é o trabalho em rede. Somos muitos e todos vizinhos, mesmo que moremos a centenas de quilómetros uns dos outros.
A Lurdes, enquanto sócia do bairro, sinalizou-nos a questão da família. Está no terreno a acompanhar o caso, a verificar a veracidade dos factos, a actualizar todo o Bairro da situação de forma regular. Será ela que irá entregar a ajuda que consigamos recolher à família, será ela que fica responsável por fazer a ponte entre esta família e o Bairro.
Lançámos um "S.O.S. Bairro" que significa que precisamos de ajuda em espécie e imediata. Na sexta fui ao Porto e conheci (finalmente!) ao vivo a minh'Ana e a Marta, cheias de sacos para me entregarem. A filha da Marta, na véspera, quando ouviu a mãe contar a história das duas irmãs cuja casa ardeu foi buscar a sua mochila preferida- que estava guardada para passar de herança à sua irmã- sacou das toalhitas e passou a pente fino a mochila: limpou-a todinha para oferecer à menina da sua idade que ficou sem nada. No fim, escreveu uma carta e juntou-a ao presente que a mãe me entregou assim, a acompanhar o nó na garganta com que fiquei. E uma carta que fechada que, estou certa, chegará ao coração desta família.
Hoje recebemos, em Lisboa, mais utensílios de cozinha e outros bens para entregarmos à família. A oferta de mobília e electrodomésticos.
Amanhã a Lurdes estará com a família e levantará mais necessidades e agilizará a entrega do que juntámos.
E foi por isto, pela menina a limpar a mochila para dar a uma desconhecida da sua idade que ficou sem nada, pelas pessoas que juntaram coisas e me vieram entregar numa zona erma da Maia, das que enviaram emails para o Bairro do Amor a marcar presença, pela Lurdes que está no terreno a servir de ponte e pela família que precisa de vizinhos assim, como nós, que o Bairro do Amor é, provavelmente, uma das coisas que me fazem acordar mais feliz todos os dias.
Porque "If not us, who? If not now, when?"
(Para se tornarem sócios do Bairro do Amor inscrevam-se aqui e enviem para bairrodoamor@iol.pt)
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Bairro do Amor
sábado, 14 de março de 2015
Na altura em que andava na escola diziam que era o total da população de Portugal
É olhar ali para baixo e ver: 10 milhões!
É oficial: está tudo doido!
É oficial: está tudo doido!
Moda Lisboa, total black e vestidos made in China
Na expectativa de ir assistir ao desfile do Dino Alves na Moda Lisboa em que o outfit requerido era black total andei a ver vestidos online.
Desisti depois deste review:
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quinta-feira, 12 de março de 2015
O Bairro quer apagar fogos na alma e na vida de duas miúdas. Trazem a mangueira?
Ardeu uma casa a uma família na Foz do Arelho. A casa ficou inabitável mas era alugada e a familia está realojada em casa de familiares provisoriamente. Duas miúdas (uma de 14 e uma de 10) ficaram sem roupa, livros e tudo. Sem nada.
A sócia Lurdes está no terreno a levantar necessidades e a listá-las.
Mobilizamo-nos ou mobilizamo-nos?
(Amanhã estarei no Porto: se houver gente da Invicta que, na loucura, de hoje para amanhã, arranje roupas, material escolar ou outros objectos poderei recolher em mãos na Campanhã.
E-mails para bairrodoamor@iol.pt)
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Bairro do Amor
O Mundo divide-se entre...
... quem não lambe as tampas do iogurte e os outros.
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O Mundo divide-se...
quarta-feira, 11 de março de 2015
A idade do "que se foda"
É esta entre os 34 e os 35 anos, ainda perto dos trinta mas quase na fronteira do meio da década, ali a dobrar para a proximidade dos 40. Nem mais um ano nem menos: agora: hoje.
Tenho 34 anos, quase 35 e nunca gostei tanto de quem sou como agora, hoje. Todos os dias acordo e penso que tenho uma vida boa, que tenho sorte, que tenho audácia e talvez por isso também sorte, não sei bem, tenho cada vez menos certezas e nunca convivi tão bem com esse facto. Sim, tenho sorte, às vezes o universo conspira mesmo, às vezes o esforço e a audácia não chegam, às vezes o suor, o sangue e as lágrimas não são suficientes para se alcançar o que se deseja. Nem sempre o nosso destino está nas nossas mãos e na nossa vontade. Às vezes life sucks mesmo. Continuo, por uma questão de fé ou de superstição- não sei bem- talvez por descargo de consciência, a dizer baixinho para mim mesma que a sorte favorece os audazes: encoraja-me a agir, a arriscar, a seguir em frente.
Sinto-me bem. Gosto de mim. Gosto mesmo. E todos os dias acordo a repito que mereço coisas boas. Acreditar que sou boa pessoa e mereço coisas boas foi a melhor decisão da minha vida: orienta-me para coisas positivas, faz-me evitar coisas que me chateiam, faz-me rodear de gente de quem gosto, admiro ou com quem posso aprender alguma coisa e não gastar tempo com gente com más energias, faz-me despender energia com o que, no fim do dia, do mês, do ano ou da vida acredito que me vai fazer sentir que, sim senhor, valeu a pena.
Não me importam os que não se importam comigo. Não me preocupa o que pensam de mim as pessoas de quem não gosto, não legitimo ou não respeito intelectualmente. Aprendi a ser indiferente a uma série de coisas, a projectar tudo no futuro ("Qual a importância que este episódio vai ter para mim daqui a um ano?"- pergunto-me regularmente), a encolher os ombros, a sorrir com condescendência, a pensar alto "que se foda!"
Acreditar que mereço coisas boas, não sei se por sorte ou audácia- talvez um misto de ambas- fez com que as coisas boas começassem a acontecer-me. E, caraças, se eu as mereço...
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Autopsicoterapia
Conflito de Pólos Nortes
Pólo Norte a filha que não tem pai para oferecer presentes desde 1988.
Pólo Norte a mãe que panica quando se apercebe que agora tem que comprar uma prenda do Dia do Pai para o pai da filha e está em cima da hora!
(Graças a Deus, a Marta vai-me resolver o problema em tempo recorde e em bom!)
Pólo Norte a mãe que panica quando se apercebe que agora tem que comprar uma prenda do Dia do Pai para o pai da filha e está em cima da hora!
(Graças a Deus, a Marta vai-me resolver o problema em tempo recorde e em bom!)
terça-feira, 10 de março de 2015
Está para breve sermos uma irMÃEdade
"Estou só a comer Nesquick"
"É o aniversário do meu irmão: que tal comemoramos mergulhando na mousse?"
"Vou tomar banho sozinho!"
"Robin das bifanas: o maior ladrão de todos os tempos"
"Olá, o meu filho nº 3 é conhecido como o Chico da bronca, sempre do contra.
Ainda tenho outras, mas sem fotos. Sabes aquele elefante que cospe bolas, funciona como ar?
Imaginas que o Chico da bronca o encheu de batata palha?!?!?!?!? Ia morrendo, ainda há batatas em vários cantos da minha sala. Ou no dia em que colocou de molho 48 rolos de papel higienico dentro da banheira!!!!"
Estamos juntas, Rita!!!
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Mãegyver
Tá bonito...
A minha mãe, a pedido da Ana, comprou-lhe um pastel de nata. Avisa-a que o pastel de nata é para o lanche para ela não ter ideias de o querer comer antes do almoço.
Chega a hora do almoço e a Ana (óbvio!) pede o pastel de nata.
Minha mãe: Nem penses Ana, a avó avisou-te que era para o lanche!
Ana: Avó, não é para o lanche: é para a Ana!
Chega a hora do almoço e a Ana (óbvio!) pede o pastel de nata.
Minha mãe: Nem penses Ana, a avó avisou-te que era para o lanche!
Ana: Avó, não é para o lanche: é para a Ana!
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Mãegyver
Família é dar colo e caldos. Sem ser de galinha.
Um dos meus tios ficou doente em Fevereiro. Muito doente. Tão doente que eu pensei que ele ia morrer.
Quando o visitei no S.O. no dia em que foi internado saí de lá com um nó na garganta tão grande que quase não conseguia respirar, como acontecia com ele. Tive medo que ele morresse e pena que ele morresse.
O meu tio é alcóolico e fuma há 44 anos. Desde os 12. Naquela cama de S.O., magro e com uma cor bacienta, fazia-me lembrar os judeus nos campos de concentração: o mesmo ar esquálido e doente, o mesmo olhar vazio, o mesmo ar de aflição extrema, de espera da senha para ser atendido pela morte.
Sempre adorei o meu tio mas na maioria das vezes odiei-o. Viver com o álcóol no lugar dele foi, provavelmente, um dos piores pesadelos da minha vida, assistindo à minha avó suspirar, ralada por não saber a que horas ele chegaria a casa, em que estado chegaria a casa ou se, realmente, chegaria a casa.
Este é o meu tio preferido, padrinho e a pessoa que me levava muitas vezes às cavalitas na infância na estrada cheia de erva azeda a caminho de casa. Este foi o tio que me tentou converter ao Benfica a vida toda, subornando e oferecendo-me equipamentos vários. O tio que mais brincava comigo, que mais alinhava nas brincadeiras. O que, pré-adolescente, me levou à festa do Avante pela primeira vez. O que, na adolescência, me aparou golpes.
Sendo o meu tio preferido odiei-o a maior parte do tempo em que nos conhecemos. Gostava do meu tio tanto quanto odiava o álcóol que ele escolhia e que tanto nos assombrava a todos.
O meu tio esteve na anteâmara da morte há umas semanas, doente dos pulmões, do fígado, do coração. Não conseguia respirar e eu só queria poder dar-lhe um pulmão, sangue, juízo com retroactivos e capacidade de voltar atrás e fazer diferente.
Melhorou, o meu tio. A família tem uma genética poderosa, caraças. E eu só desejo que mantenha o álcóol e o tabaco por longe, como aconteceu no último mês. Porque mesmo que não vá a tempo vai sempre a tempo. Nem que seja para ter um final- ainda que final. feliz.
Teve alta ontem, ainda cheio de restrições e de cuidados de vigilância. Saí do trabalho e corri lá para casa, ansiosa por ler a nota de alta e verificar os compimidos prescritos, por lhe dar colo e caldos. No cachaço.
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Assuntos de Família
100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Paula (26)
"Tenho 29 anos e sou mãe sozinha. Ou melhor, sou mãe viúva.
O meu marido morreu de morte súbita. Estávamos os três sozinhos em casa, a nossa bebé tinha 1 mês. Ele tinha 29 anos.
Não consegui mais viver na nossa casa. Aluguei-a e comprei uma nova. Comecei tudo do zero. Eu tinha 27 anos.
As circunstâncias da vida moldam-nos"
Paula
100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Tehur (25)
"Há muitos anos que deixei de ser americo-portuguesa e passei a luso-americana.
O meu coração pertence a Portugal, ao nosso sol, à nossa praia, ao nosso modo simples de viver. Para além disso apaixonei-me por um português, daqui só saio obrigada ou de férias.
Aquilo que gostava que os meus filhos herdassem da cultura portuguesa é exactamente a nossa maneira simples de viver: o ser amigo do seu amigo, o ter tempo de ouvir, de onde jantam três, jantam quatro, da partilha, de termos tempo, tempo de ser.
Tenho muito orgulho em ser americana e quero que os meus filhos usufruam do que há de bom nas duas culturas, mas sem sombra de dúvida que o lado português é rico: infinitamente rico."
Tehur
segunda-feira, 9 de março de 2015
Demos as mãos, não estamos sós!
"Boa noite!
Desculpa o descaramento mas tenho que partilhar contigo a última ocasião em que me aconteceu o que descreves no teu post dos baby blues tardios (...)
Era a semana do Carnaval e a minha filha mais velha (com quase 5 anos) decidiu que era boa ideia trepar para a cómoda e ir buscar à prateleira uma embalagem de pó de talco... Só te digo que chorei... só de pensar que tinha que apanhar aquilo tudo com as costas feitas num oito à conta de um mau jeito a pegar na pequena ao colo...
Agora rio, quase não me lembro da tarefa hercúlea que foi aspirar aquilo tudo... e dar banho à pequena e limpar os peluches...
Isto tudo para te dizer que ao fim deste tempo todo quase 5 anos da primeira e quase 2 da segunda, continuo a ter momentos desses em que só me apetece chorar...
Seguem as fotos para te rires e tentares imaginar o "nevoeiro" que estava naquele quarto..."
(fotografias autorizadas pela progenitora)
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Mãegyver
O sítio preferido da minha filha no Mundo inteiro (e não, não é a Toys R' Us)
Ana: Mããããe, 'vinha onde eu fui!
Eu: Não sei. Conta-me!
Ana: Tinha 'correga, casinha, andei de barco, sentei-me numa cadeira piquinina e andei de carrinho...
Eu: Foram à Toys?
Mámen: Não... à Decathlon!
Eu: Não sei. Conta-me!
Ana: Tinha 'correga, casinha, andei de barco, sentei-me numa cadeira piquinina e andei de carrinho...
Eu: Foram à Toys?
Mámen: Não... à Decathlon!
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Mãegyver
A reacção de mámen ao convite para irmos assistir à ModaLisboa #2
Eu: Temos dress code: preto total! Que achas?
Ele: Estou preocupado.
Eu: Porque não tens nenhuma camisa preta?
Ele: Porque nós não temos praticamente roupa lavada, quanto mais...
Ele: Estou preocupado.
Eu: Porque não tens nenhuma camisa preta?
Ele: Porque nós não temos praticamente roupa lavada, quanto mais...
Coisas do demo*
A Ana diz que gosta muito da Minnie, do Mickey, da Margarida e da... Floribela.
(*Nunca ninguém nesta casa referiu o nome Floribela e a novela é de 2006...)
(*Nunca ninguém nesta casa referiu o nome Floribela e a novela é de 2006...)
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Mãegyver
Era menina para ir viver para Coimbra só para a Ana poder ter um pediatra que escreve, e sobretudo que pensa, assim...
Elisabeth Badinter, O Conflito, A Mulher e a Mãe, Relógio D` Água, 2010"
Dr. Luis Januário in "A natureza do mal"
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Mãegyver
domingo, 8 de março de 2015
Alguém anda a ver Masterchefs a mais...
Eu- O que estás a fazer para o jantar?
Ele - Ovos de carne em cama de arroz...
Ele - Ovos de carne em cama de arroz...
A reacção de mámen ao convite para irmos assistir à ModaLisboa #1
Eu: "Fomos convidados para ir assistir a um desfile."
Ele: "De quem?"
Eu: "Do Dino."
Ele (a arregalar os olhos, muito sério): "Meira?"
...
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Ele: "De quem?"
Eu: "Do Dino."
Ele (a arregalar os olhos, muito sério): "Meira?"
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"Quem te viu, e quem te vê" ou "Os fashion-Deuses devem estar loucos..."
Fui convidada para ir à Moda Lisboa.
Eu queria mesmo era provar um a 2 dimensões, pá!
Ontem, no final de um repasto de sushi com os meus amigos Catarino, o Luis pergunta o que têm de sobremesa.
Resposta do empregado:
"Temos um pudim a três versões que eu não me lembro do nome e um pudim de queijada de Sintra a três dimensões, sabem?"
...
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Ah 'migos
Eu achava que este dia não era para mim
Eu achava que este dia não era para mim. Mas é. Este dia, afinal, é para mim.
E é para mim e para todas as mulheres que, fora do meu etnocentrismo, continuam a precisar de um dia que as lembre da luta pela igualdade. É para mim e para Jyoti Singhque, a rapariga de 23 anos que, na Índia, foi violada por um grupo de homens, às nove da noite, num autocarro depois de ter ido assistir à "Vida de Pi". É para mim e para as meninas que, todos os dias, na Guiné Bissau são vítimas de mutilação genital feminina à sombra de crenças e de Deuses que acreditam que não merecem sentir prazer. É para mim e para todas as mulheres que têm que usar burka. É para mim e para todas as mulheres que são vendidas como escravas sexuais neste mundo fora. É para mim e para todas as mulheres na Arábia Saudita que ainda não podem conduzir, mas que, em 2016, quando se realizarem eleições autárquicas, vão poder candidatar-se e votar. É para mim e para as mulheres da Nigéria, para quem a violência “vinda do marido com o objectivo de corrigir a sua mulher” está prevista na lei. É para mim e paras a mulheres de Madagáscar que não podem trabalhar em fábricas à noite, a não ser que estas pertençam à sua família. É para mim e para as mulheres da República Democrática do Congo, que são obrigadas a casar e a viver com os marido e a estar com eles onde quer que "o homem decida viver”, não podem assinar qualquer contrato, escolher um emprego ou ter um negócio sem a autorização do cônjuge. É para mim e para as mulheres da Tunísia e dos Emiratos Árabes Unidos que recebem apenas metade da herança em relação aos irmãos do sexo masculino. É para mim e para uma em cada 4 que, em Portugal, se encontra desempregada. É para mim e para as mulheres que em Portugal, em 2015, continuam a sofrer uma disparidade salarial de 13% face aos homens que ocupam iguais cargos. É para mim e para as mulheres de todos os 319 homens que usam, neste momento, pulseira electrónica no âmbito de casos de violência doméstica. É para mim e para as 47 mulheres que o ano passado morreram vítimas de violência doméstica. É para mim e para as mulheres que são assediadas no local de trabalho, para as mulheres que são dispensadas dos empregos grávidas ou em licença de maternidade. É para mim e para as mulheres que têm maridos que as "ajudam" nas tarefas domésticas como se fossem actores secundários da gestão doméstica. É para mim e para as minhas antepassadas que não votaram, não trabalharam sem ser confinadas ao lar e ao trabalho de campo, que não tiveram acesso à escola, ao alfabetismo, que foram damas de companhia de pais e avós, que casaram por combinação dos pais, que nunca beijaram de língua, que fizeram filhos "sem ser por gosto", que morreram sem saber o sabor da liberdade e da igualdade.
Eu achava que este dia não era para mim. Mas é. Este dia, afinal, é, sobretudo, para mim. Para me lembrar de sair do meu etnocentismo, de perceber que a luta continua, que as desigualdades continuam e da utopia de este dia, um dia, não ser preciso para mim. Nem para mais ninguém.
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Autopsicoterapia
AGENDA QUADRIPOLAR | Showcase Simplesmente Branco
O Simplesmente Branco é um portal que agrega conteúdos fantásticos para quem vai casar. Hoje, 8 de Março, decorre em Cascais, na fortaleza da Cidadela, o showcase da marca e os expositores estão lindos, lindos, as ideias que apresentam são maravilhosas e pronto, apetece-me casar outra vez.
Mámen, mekié, para o ano renovamos votos?
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Agenda quadripolar
quinta-feira, 5 de março de 2015
Preciso de vocês! Vêm?
ilustração: Martisses
O Bairro do Amor surgiu (também) porque eu escrevo neste blog.
Foi a Bia, cuja mãe estava internada no mesmo hospital que eu, grávida das mesmas semanas que trouxe o primeiro tijolo para o bairro. A Bia tinha leucemia e a mãe estava internada, grávida de alto risco, à espera do Guilherme, esperança de compatibilidade de uma medula para a irmã, esperança de vida para toda a família. A Bia irrompeu-me pelo quarto e perguntou-me "Tens um mano na barriga?". Eu tinha a Ana, minha filha, prestes a nascer. Doei as células do cordão umbilical da Ana para o banco Público na esperança da Ana poder vir a ser mana de um menino que precisasse, um que fossem, ainda que, infelizmente, não tenha sido a Bia. A família da Bia estava a passar sérias dificuldades financeiras (mãe internada e pai de baixa de assistência à família para acompanhar a filha doente) e os leitores do meu blog mostraram de que fibra são feitos e as ajudas não tardaram. Fizemos a diferença na vida deles, garanto-vos. Mais tarde pintámos o quarto da Bia com uma Kitty (obrigada Prezado!). Depois a Bia partiu mas deixou-nos um legado de esperança.
E depois chegou o Rodrigo e a sua mãe que precisavam, urgentemente, de ir à Alemanha tentar o tratamento de células dentítricas. Juntei-me às bloggers mais conhecidas e solidárias do país (Sónia Morais Santos do blog "Cocó na Fralda", Sofia Castro do blog "Às nove no meu blog" e Filipa Cortez Faria do blog "My happy kids") e a pessoas que não tendo blog têm um coração gigante (beijinhos Sandra e Selma!) e, no espaço de uma semana, organizámos o evento "Todos por Um", onde angariámos mais de 7000€ a favor da causa. Infelizmente, o Rodrigo não resistiu mas a nossa crença de que podemos mudar, passo a passo, o Mundo, manteve-se.
Quando a Ana (minha filha) celebrou o seu primeiro aniversário decidimos (eu e o meu marido) organizar uma festa de aniversário solidária. Naquele 10 de agosto de 2013, o dia mais quente do ano, no espaço gentilmente cedido pelo Clube VII cake designers, pasteleiros profissionais, pasteleiros amadores, animadores, voluntários sem fim e marcas amigas juntaram-se para proporcionar a toda a comunidade que se quis juntar à festa uma tarde inesquecível. Em troca? A Ana não queria presentes, apenas que os seus convidados se inscrevessem como potenciais dadores de medula óssea e doassem sangue. Foi, provavelmente, um dos dias mais felizes de sempre!
De seguida, veio a ideia de rumar a Norte, entregando agasalhos aos sem abrigo. o "Make the Homeless smile" foi uma das experiências mais duras que vivi, à chuva no Porto, acompanhada de pessoas encharcadas a distribuir água, sopa quente, cobertores e roupa (Filipa, Isabelinha, Rosa, Elisa, Titá, Mariana, Marisa estamos juntas para sempre!).
A Vânia, depois de pregar uma rasteira ao cancro, contactou-nos para ajudarmos a promover a sua campanha "Lenços de Solidariedade". A chamada aos leitores do blog foi feita e, como sempre, aderiram em massa e entusiasticamente. Muitas pessoas fizeram dos seus postos de trabalho ponto de recolha de lenços e muitas outras enviaram lenços sem fim destinados às mulheres em fase de tratamentos de quimioterapia. Recolhemos centenas de lenços para o grande dia! Houve quem cozinhasse bolos saudáveis e providenciasse a partir da sua cozinha para a Escola Superior da Cruz Vermelha, onde decorreu o evento, um lanche maravilhoso, as meninas da Como Branco decoraram o espaço de uma forma maravilhosa, juntaram-se maquilhadoras (obrigada Marta e Sónia!), consultoras de imagem (beijinhos Diva!), uma fotógrafa da casa (Olga: you rule, girl!) e um quarteto que, só por si, seria capaz de mudar o Mundo (Mónica, Sandra e Diana: sois as maiores!). Foi um dia me-mo-rá-vel!
Depois a Carolina chegou-nos pelas mãos da Diana e da Sílvia. E arranjámos roupas, electrodomésticos, contactos importantes para resolver questões estruturais da família e muito, mas mesmo muito, afecto. E tentámos virar o Mundo (ainda tentamos), todos os dias, para que o lagarto na saia fique desbotado, se apague devagarinho. Lá chegaremos, agora já com a ajuda do Bairro do Amor que acompanha, no terreno, com apoio técnico, esta família.
Este Bairro do Amor que surgiu pelo convite do Paulo, a caminho dos Açores numa viagem oferecida pela SATA, para entregar uma cadeira de rodas eléctrica à Mariana, que teria que desistir do sonho de estudar em São Miguel caso não visse resolvida esta situação. O Paulo ofereceu-lha, depois de ter lido a sua história neste blog, trazida pela minha querida amiga Sónia. E no regresso, algures a sobrevoar o oceano Atlântico, perguntou-me: "E se toda a ajuda que o blog tem veiculado, todas as pessoas que lêem o blog e se têm junto às diferentes causas, identificado e posto mãos à massa se pudessem juntar num espaço estruturado, numa associação? Mas uma associação de gente com pés no chão, de gente real para gente real, não de caridade, mas de promoção das competências, de capacitação dos seus utentes, "de ensinar a pescar e não de dar o peixe"?
O Bairro do Amor nasceu em Dezembro e tem como equipa de gestão de projectos eu, o Paulo, a Filipa, a Maria, a Rita e a Flávia; tem 20 maravilhosos sócios fundadores; tem já voluntários maravilhosos que estão a ajudar a pôr de pé esta associação; tem como equipas distritais todas as madrinhas do Bairro que se quiseram juntar à causa e tem como equipas no terreno todos os que se quiserem tornar voluntários. Tem pessoas com nomes, rostos, sorrisos e amor dentro do peito.
Dois meses depois, com trabalho no terreno já feito, com parcerias a serem concretizadas, com ideias prontos a serem trabalhadas e com mangas arregaçadas, saiu a nossa primeira newsletter (subscrevam-na aqui).
Falta muito, tanto, imenso para fazer! Precisamos de vocês! De todos! Que se tornem sócios, que se ofereçam como voluntários, que perguntem como podem fazer parte disto (agora já temos ideias mais concretas, será mais fácil responder-vos com alternativas), que se avizinhem de nós.
Porque no Bairro do amor há sempre lugar para mais alguém. Vens?
Site provisório do bairro aqui
Facebook do Bairro do Amor aqui
Inscrevam-se como sócios aqui
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Bairro do Amor
segunda-feira, 2 de março de 2015
domingo, 1 de março de 2015
O baby blues pode chegar dois anos e meio depois do parto?
Levantei-me cedo. Vesti-a duas vezes. Isto só antes de sair de casa, Ela foi brincar para o parque com o pai enquanto fui para uma reunião de manhã. Almoçámos fora e voltámos para casa para... a mudar de roupa. Estava toda cheia de medalhas. Adormeceu, Fomos ao IKEA. Fui a outra reunião, esta do Bairro do Amor. Fui visitar o meu tio ao hospital. Sujou-se toda enquanto esperávamos a vez de mámen descer do internamento na hora da sua visita (revezámo-nos). Voltei para casa. Demos-lhe banho. Vesti-lhe o pijama. Sentei-a para jantar ao lado da mesa da cozinha na sua cadeirinha. Enquanto me virei para a servir ela alcançou a embalagem de esparguete que eu tinha deixado em cima da mesa. O chão da minha cozinha era um tabuleiro autêntico de mikado. A gata a comer esparguete cru. Repreendi-a. Ela chorou e com o choro entornou o prato do jantar em cima do pijama e do robe.
Comecei a chorar. Ela respondeu:
"Pronto, mãe, não chores! Vamos vestir outro pijama?"
Não sei comece a fazer um buraco naqueles sacos pretos do lixo para ela enfiar a cabeça e lhe vista esta farda todos os dias, se compre acções da Skip ou se corte os pulsos de uma vez.
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Mãegyver
Mulher és, mãe serás
Um dia eu parti a cabeça ao homem.
Voltei a partir (assumo).
Dois anos depois a minha filha, na brincadeira, deu-me com um mata moscas na mona (don't ask) e abriu-me um lanho no cocuruto.
Parti a cabeça, pela primeira vez, aos quase 35 anos,
Voltei a partir (assumo).
Dois anos depois a minha filha, na brincadeira, deu-me com um mata moscas na mona (don't ask) e abriu-me um lanho no cocuruto.
Parti a cabeça, pela primeira vez, aos quase 35 anos,
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