terça-feira, 31 de março de 2015

Alice no Bairro das Maravilhas: e os sonhos concretizam-se!

 
Quem acompanha este blog há muito tempo, com toda a certeza, não se esqueceu de um dos dias mais felizes que ele me proporcionou: o dia em que a Alice Vieira comentou um dos meu posts e nos acompanhou numa viagem colectiva pelas personagens mais carismáticas do passado das pessoas da minha geração.  Um dia escrevi- e acredito mesmo nisso- que tudo o que de mais importante aprendi na vida vem nos livros da Alice Vieira.

É por isso com uma comoção enorme que vos escrevo este post.

Será no dia 18 de Abril, entre as 10h e as 13h. na sede do IAC (Sector da humanização) que a grande Alice Vieira dará o seu tempo ao Bairro do Amor.

Será uma manhã subordinada ao tema "Alice no Bairro das Maravilhas: tertúlia com Alice Vieira" e as vagas são limitadas a um número de 20: 10 vagas pagas e 10 vagas gratuitas a serem usufruídas pelos utentes do Bairro do Amor.

As inscrições devem ser feitas pelo email bairrodoamor@iol.pt. O evento no facebook está aqui.

Encontramo-nos lá? Eu sou a que vai levar uma catrefada de livros de adolescência para a formadora assinar.

Todos os que a Alice escreveu, confesso.

domingo, 29 de março de 2015

Nunca poderia ser professora universitária

Cheguei atrasada. Olhei para eles todos e identifiquei-me com eles. Sentir-me-ia mais na minha praia sentada ali nas cadeiras das carteiras ao invés de no palanque. Não sabia bem o que dizer. Apresentei-me e quando o primeiro me chamou de "professora" corrigi-o e relembrei-o do meu nome: Liliana. 
Falei do meu percurso académico e de como nunca me arrependi, um segundo sequer, de ter seguido Psicologia. "Spoilei" uma data de coisas que eles só deveriam descobrir no futuro: que não mudamos o Mundo, que nem toda a gente quer mudar, que nem toda a gente é recuperável, que a mudança social nem sempre é possível e que, às vezes, muitas vezes, ser psicólogo é muito, imensamente, ingrato. Especialmente quando cabeleireiras e taxistas confidenciam-nos que também "são assim um bocadinho psicólogos dos clientes", quando pensam que lemos mentes e somos telepáticos, quando confundem psicologia com astrologia e quando, no fim do mês, olhamos para o recibo do salário. Contei a célebre anedota da lâmpada e dos psicólogos. Disse alguns disparates. Preparei uma aula para metade do tempo que me tinham destinado. Improvisei. Mandei-os ir fumar ao intervalo. Desconstruí montes das ideias que me apresentavam. Detectei três alunas que liam o "Quadripolaridades" e disse alto que lhes ia dar melhor nota. Consegui não dizer palavrões. Apanhei pronúncia do Norte passadas três horas. Fiquei nervosa. Conheci um casal igual a mim e a mámen mas com pronuncia do Norte. Fiquei com pena que morassem a 300 km de distância. Seriamos amigos fácil, fácil. Voltei à sala de aula. Falei-lhes de pessoas, de nomes, de gente em vez de casos abstractos, números e estatísticas. Fiz cara de vómito quando falei no SPSS. Tratei-os a todos por tu. Pedi-lhes que me tratassem da mesma forma. Detectei uma aluna que era igual a mim há dez anos. Prevejo-lhe um futuro quadripolar. Ofereci boleia para o centro do Porto a outro aluno. Apeteceu-me trazer meia dúzia para trabalharem comigo no projecto que fui apresentar. Tenho medo que tenham achado uma seca. Gostava que a minha causa os tivesse tocado. Percebi que não tenho jeito para ser professora universitária. Ainda assim bateram-me palmas no fim. Alguns vieram-me cumprimentar. Outros pediram-me o meu endereço de email. Fiquei sensibilizada. Apenas uma me escreveu. Aquela que era igual a mim, há 10 anos. Saí de coração cheio. 
Eu já... fui professora unversitária. Mesmo que apenas por um dia. Um dia, extraordinariamente, bom. 

quinta-feira, 26 de março de 2015

Depois do coma patrocinado pelo Zyrtec adivinham-se evoluções dramáticas

Dei um mau jeito muscular no trabalho.
O enfermeiro espetou-me com um relaxante muscular.
Antes de sair do gabinete médico perguntei-lhe o que me tinha dado.

Valium.



(estou a aguardar a pancada)

sábado, 21 de março de 2015

"Se perguntarem por mim, digam que voei"

Fui almoçar ao Mercado do Bom Sucesso. Está lindo o espaço e bate a mil o da Ribeira, aqui em Lisboa.
Estava sozinha e percorri o espaço cheio de mulher imaculadamente bem vestidas e homens com pinta como não há a Sul. Pensei comer sushi, a fila estava interminável, ainda me meti na fila do risotto e sequei uns largos minutos, fui à banca do lado, diziam que tinham os melhores rissóis do Mundo.
Procurei mesa, tudo cheio, encontrei uma só com um banco. Levava a pasta do pc a tira-colo, a mala no outro ombro, o tabuleiro com os rissóis nas mãos. Sentei-me com dificuldades, tenho perna curta, estiquei-me, meti a pasta do pc enscostada à perna da mesa, no colo a mala, pousei à minha frente na mesa o tabuleiro. Não conseguia chegar à comida: era muito volume torácico de maminhas e mala a abarrotar ao colo. Pousei a minha mala também no chão, tive medo que me roubassem a mala e o tempo que eu demoraria  adescer do banco alto seria tanto que quando conseguisse descer a correr atrás do ladrão já a minha carteira estava em Vigo. Decidi dar uma laçada com o tornozelo na alça da mala.
Comecei, finalmente, a almoçar. Os rissóis eram uma porcaria. Fiquei descorsoada. Demorei cinciominutos, se tanto. Estava frustrada: ir ao Porto e comer rissóis maus é uma infâmia!
Desci do banco alto num pulo, agarrei no tabuleiro, tentei dar o primeiro passo, enriquecei-me na mala e, não sei se sonhei, mas ouvi ao lonhe a puta da música do Reininho:
"As asaaaas são para voar..."

quinta-feira, 19 de março de 2015

Post em moca maior

Post it mental: Não voltar a tomar anti-histamínico em horário laboral.

domingo, 15 de março de 2015

"O Bairro do Amor é feito a lápis de cor"

Uma das coisas boas disto do Bairro do Amor é o trabalho em rede. Somos muitos e todos vizinhos, mesmo que moremos a centenas de quilómetros uns dos outros.
A Lurdes, enquanto sócia do bairro, sinalizou-nos a questão da família. Está no terreno a acompanhar o caso, a verificar a veracidade dos factos, a actualizar todo o Bairro da situação de forma regular. Será ela que irá entregar a ajuda que consigamos recolher à família, será ela que fica responsável por fazer a ponte entre esta família e o Bairro.
Lançámos um "S.O.S. Bairro" que significa que precisamos de ajuda em espécie e imediata. Na sexta fui ao Porto e conheci (finalmente!) ao vivo a minh'Ana e a Marta, cheias de sacos para me entregarem. A filha da Marta, na véspera, quando ouviu a mãe contar a história das duas irmãs cuja casa ardeu foi buscar a sua mochila preferida- que estava guardada para passar de herança à sua irmã- sacou das toalhitas e passou a pente fino a mochila: limpou-a todinha para oferecer à menina da sua idade que ficou sem nada. No fim, escreveu uma carta e juntou-a ao presente que a mãe me entregou assim, a acompanhar o nó na garganta com que fiquei. E uma carta que fechada que, estou certa, chegará ao coração desta família. 
Hoje recebemos, em Lisboa, mais utensílios de cozinha e outros bens para entregarmos à família. A oferta de mobília e electrodomésticos. 
Amanhã a Lurdes estará com a família e levantará mais necessidades e agilizará a entrega do que juntámos. 
E foi por isto, pela menina a limpar a mochila para dar a uma desconhecida da sua idade que ficou sem nada, pelas pessoas que juntaram coisas e me vieram entregar numa zona erma da Maia, das que enviaram emails para o Bairro do Amor a marcar presença, pela Lurdes que está no terreno a servir de ponte e pela família que precisa de vizinhos assim, como nós, que o Bairro do Amor é, provavelmente, uma das coisas que me fazem acordar mais feliz todos os dias. 
Porque "If not us, who? If not now, when?" 



(Para se tornarem sócios do Bairro do Amor inscrevam-se aqui e enviem para bairrodoamor@iol.pt)

quinta-feira, 12 de março de 2015

O Bairro quer apagar fogos na alma e na vida de duas miúdas. Trazem a mangueira?

Ardeu uma casa a uma família na Foz do Arelho. A casa ficou inabitável mas era alugada e a familia está realojada em casa de familiares provisoriamente. Duas miúdas (uma de 14 e uma de 10) ficaram sem roupa, livros e tudo. Sem nada. 

A sócia Lurdes está no terreno a levantar necessidades e a listá-las. 

Mobilizamo-nos ou mobilizamo-nos?


(Amanhã estarei no Porto: se houver gente da Invicta que, na loucura, de hoje para amanhã, arranje roupas, material escolar ou outros objectos poderei recolher em mãos na Campanhã. 
E-mails para bairrodoamor@iol.pt)


Entretanto, quem se quiser tornar sócio do Bairro do Amor deverá fazê-lo aqui

O Mundo divide-se entre...

... quem não lambe as tampas do iogurte e os outros.

terça-feira, 10 de março de 2015

Família é dar colo e caldos. Sem ser de galinha.



Um dos meus tios ficou doente em Fevereiro.  Muito doente. Tão doente que eu pensei que ele ia morrer.
Quando o visitei no S.O. no dia em que foi internado saí de lá com um nó na garganta tão grande que quase não conseguia respirar, como acontecia com ele. Tive medo que ele morresse e pena que ele morresse.
O meu tio é alcóolico e fuma há 44 anos. Desde os 12. Naquela cama de S.O., magro e com uma cor bacienta, fazia-me lembrar os judeus nos campos de concentração: o mesmo ar esquálido e doente, o mesmo olhar vazio, o mesmo ar de aflição extrema, de espera da senha para ser atendido pela morte.
Sempre adorei o meu tio mas na maioria das vezes odiei-o. Viver com o álcóol no lugar dele foi, provavelmente, um dos piores pesadelos da minha vida, assistindo à minha avó suspirar, ralada por não saber a que horas ele chegaria a casa, em que estado chegaria a casa ou se, realmente, chegaria a casa.
Este é o meu tio preferido, padrinho e a pessoa que me levava muitas vezes às cavalitas na infância na estrada cheia de erva azeda a caminho de casa. Este foi o tio que me tentou converter ao Benfica a vida toda, subornando e oferecendo-me equipamentos vários. O tio que mais brincava comigo, que mais alinhava nas brincadeiras. O que, pré-adolescente, me levou à festa do Avante pela primeira vez. O que, na adolescência, me aparou golpes.
Sendo o meu tio preferido odiei-o a maior parte do tempo em que nos conhecemos. Gostava do meu tio tanto quanto odiava o álcóol que ele escolhia e que tanto nos assombrava a todos.
O meu tio esteve na anteâmara da morte há umas semanas, doente dos pulmões, do fígado, do coração. Não conseguia respirar e eu só queria poder dar-lhe um pulmão, sangue, juízo com retroactivos e capacidade de voltar atrás e fazer diferente.
Melhorou, o meu tio. A família tem uma genética poderosa, caraças. E eu só desejo que mantenha o álcóol e o tabaco por longe, como aconteceu no último mês. Porque mesmo que não vá a tempo vai sempre a tempo. Nem que seja para ter um final- ainda que final. feliz.
Teve alta ontem, ainda cheio de restrições e de cuidados de vigilância. Saí do trabalho e corri lá para casa, ansiosa por ler a nota de alta e verificar os compimidos prescritos, por lhe dar colo e caldos. No cachaço.

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Paula (26)



"Tenho 29 anos e sou mãe sozinha. Ou melhor, sou mãe viúva. 
O meu marido morreu de morte súbita. Estávamos os três sozinhos em casa, a nossa bebé tinha 1 mês. Ele tinha 29 anos.
Não consegui mais viver na nossa casa. Aluguei-a e comprei uma nova. Comecei tudo do zero. Eu tinha 27 anos.
As circunstâncias da vida moldam-nos"


Paula

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Tehur (25)






"Há muitos anos que deixei de ser americo-portuguesa e passei a luso-americana.
O meu coração pertence a Portugal, ao nosso sol, à nossa praia, ao nosso modo simples de viver. Para além disso apaixonei-me por um português, daqui só saio obrigada ou de férias. 
Aquilo que gostava que os meus filhos herdassem da cultura portuguesa é exactamente a nossa maneira simples de viver: o ser amigo do seu amigo, o ter tempo de ouvir, de onde jantam três, jantam quatro, da partilha, de termos tempo, tempo de ser.
Tenho muito orgulho em ser americana e quero que os meus filhos usufruam do que há de bom nas duas culturas, mas sem sombra de dúvida que o lado português é rico: infinitamente rico."


Tehur

segunda-feira, 9 de março de 2015

Era menina para ir viver para Coimbra só para a Ana poder ter um pediatra que escreve, e sobretudo que pensa, assim...

"Um dos laços mais fortes à nossa animalidade é o aleitamento materno. Durante um período os bebés humanos não têm dentes e demonstram uma capacidade limitada para procurar, preparar e digerir outros alimentos além do leite humano. A nossa sobrevida esteve, e em muitas partes do mundo assim se mantém, dependente do aleitamento materno . As tentativas de substituição eram limitadas. Leite de outras mulheres, leite de fêmeas de outras espécies, mais ou menos modificado para se adequar às capacidades digestivas de um animal imaturo, foram soluções de recurso. Apesar de muito referidas, envolveram, num cômputo geral, um número reduzido de indivíduos e com sucesso limitado. Até que, no século XX, as sociedades industrializadas produziram derivados do leite de vaca compatíveis com as capacidades de digestão e absorção dos mais pequenos e, ao mesmo tempo, alimentos em quantidade nunca vista, entre os quais alguns permitiam o desmame precoce dos lactentes.  Pouco tempo depois assistia-se a um enorme aperfeiçoamento do controle reprodutivo e uma crescente democratização do acesso das mulheres à esfera pública, à participação política e a cargos de chefia. Nos anos 70 uma reacção iniciou-se, apoiada nos estudos da composição do leite materno e da sua superioridade relativamente aos artefactos de substituição e na valorização da ligação precoce mãe-filho e dos seus facilitadores.


Elisabeth Badinter, O Conflito, A Mulher e a Mãe, Relógio D` Água, 2010"
 
Dr. Luis Januário in "A natureza do mal"

quinta-feira, 5 de março de 2015

Preciso de vocês! Vêm?

ilustração: Martisses

O Bairro do Amor surgiu (também) porque eu escrevo neste blog.

Foi a Bia, cuja mãe estava internada no mesmo hospital que eu, grávida das mesmas semanas que trouxe o primeiro tijolo para o bairro. A Bia tinha leucemia e a mãe estava internada, grávida de alto risco, à espera do Guilherme, esperança de compatibilidade de uma medula para a irmã, esperança de vida para toda a família. A Bia irrompeu-me pelo quarto e perguntou-me "Tens um mano na barriga?". Eu tinha a Ana, minha filha, prestes a nascer. Doei as células do cordão umbilical da Ana para o banco Público na esperança da Ana poder vir a ser mana de um menino que precisasse, um que fossem, ainda que, infelizmente, não tenha sido a Bia. A família da Bia estava a passar sérias dificuldades financeiras (mãe internada e pai de baixa de assistência à família para acompanhar a filha doente) e os leitores do meu blog mostraram de que fibra são feitos e as ajudas não tardaram. Fizemos a diferença na vida deles, garanto-vos. Mais tarde pintámos o quarto da Bia com uma Kitty (obrigada Prezado!). Depois a Bia partiu mas deixou-nos um legado de esperança.

E depois chegou o Rodrigo e a sua mãe que precisavam, urgentemente, de ir à Alemanha tentar o tratamento de células dentítricas. Juntei-me às bloggers mais conhecidas e solidárias do país (Sónia Morais Santos do blog "Cocó na Fralda", Sofia Castro do blog "Às nove no meu blog" e Filipa Cortez Faria do blog "My happy kids") e a pessoas que não tendo blog têm um coração gigante (beijinhos Sandra e Selma!)  e, no espaço de uma semana, organizámos o evento "Todos por Um", onde angariámos mais de 7000€ a favor da causa. Infelizmente, o Rodrigo não resistiu mas a nossa crença de que podemos mudar, passo a passo, o Mundo, manteve-se.

Quando a Ana (minha filha) celebrou o seu primeiro aniversário decidimos (eu e o meu marido) organizar uma festa de aniversário solidária. Naquele 10 de agosto de 2013, o dia mais quente do ano, no espaço gentilmente cedido pelo Clube VII cake designers, pasteleiros profissionais, pasteleiros amadores, animadores, voluntários sem fim e marcas amigas juntaram-se para proporcionar a toda a comunidade que se quis juntar à festa uma tarde inesquecível. Em troca? A Ana não queria presentes, apenas que os seus convidados se inscrevessem como potenciais dadores de medula óssea e doassem sangue. Foi, provavelmente, um dos dias mais felizes de sempre!

De seguida, veio a ideia de rumar a Norte, entregando agasalhos aos sem abrigo. o "Make the Homeless smile" foi uma das experiências mais duras que vivi, à chuva no Porto, acompanhada de pessoas encharcadas a distribuir água, sopa quente, cobertores e roupa (Filipa, Isabelinha, Rosa, Elisa, Titá, Mariana, Marisa estamos juntas para sempre!).


A Vânia, depois de pregar uma rasteira ao cancro, contactou-nos para  ajudarmos a promover a sua campanha "Lenços de Solidariedade". A chamada aos leitores do blog foi feita e, como sempre, aderiram em massa e entusiasticamente. Muitas pessoas fizeram dos seus postos de trabalho ponto de recolha de lenços e muitas outras enviaram lenços sem fim destinados às mulheres em fase de tratamentos de quimioterapia. Recolhemos centenas de lenços para o grande dia! Houve quem cozinhasse bolos saudáveis e providenciasse a partir da sua cozinha para a Escola Superior da Cruz Vermelha, onde decorreu o evento, um lanche maravilhoso, as meninas da Como Branco decoraram o espaço de uma forma maravilhosa, juntaram-se maquilhadoras (obrigada Marta e Sónia!), consultoras de imagem (beijinhos Diva!), uma fotógrafa da casa (Olga: you rule, girl!) e um quarteto que, só por si, seria capaz de mudar o Mundo (Mónica, Sandra e Diana: sois as maiores!). Foi um dia me-mo-rá-vel!

Depois a Carolina chegou-nos pelas mãos da Diana e da Sílvia. E arranjámos roupas, electrodomésticos, contactos importantes para resolver questões estruturais da família e muito, mas mesmo muito, afecto. E tentámos virar o Mundo (ainda tentamos), todos os dias, para que o lagarto na saia fique desbotado, se apague devagarinho. Lá chegaremos, agora já com a ajuda do Bairro do Amor que acompanha, no terreno, com apoio técnico, esta família.

Este Bairro do Amor que surgiu pelo convite do Paulo, a caminho dos Açores numa viagem oferecida pela SATA, para entregar uma cadeira de rodas eléctrica à Mariana, que teria que desistir do sonho de estudar em São Miguel caso não visse resolvida esta situação. O Paulo ofereceu-lha, depois de ter lido a sua história neste blog, trazida pela minha querida amiga Sónia. E no regresso, algures a sobrevoar o oceano Atlântico, perguntou-me: "E se toda a ajuda que o blog tem veiculado, todas as pessoas que lêem o blog e se têm junto às diferentes causas, identificado e posto mãos à massa se pudessem juntar num espaço estruturado, numa associação? Mas uma associação de gente com pés no chão, de gente real para gente real, não de caridade, mas de promoção das competências, de capacitação dos seus utentes, "de ensinar a pescar e não de dar o peixe"?

O Bairro do Amor nasceu em Dezembro e tem como equipa de gestão de projectos eu, o Paulo, a Filipa, a Maria, a Rita e a Flávia; tem 20 maravilhosos sócios fundadores; tem já voluntários maravilhosos que estão a ajudar a pôr de pé esta associação;  tem como equipas distritais todas as madrinhas do Bairro que se quiseram juntar à causa e tem como equipas no terreno todos os que se quiserem tornar voluntários. Tem pessoas com nomes, rostos, sorrisos e amor dentro do peito.

Dois meses depois, com trabalho no terreno já feito, com parcerias a serem concretizadas, com ideias prontos a serem trabalhadas e com mangas arregaçadas, saiu a nossa primeira newsletter (subscrevam-na aqui). 
Falta muito, tanto, imenso para fazer! Precisamos de vocês! De todos! Que se tornem sócios, que se ofereçam como voluntários, que perguntem como podem fazer parte disto (agora já temos ideias mais concretas, será mais fácil responder-vos com alternativas), que se avizinhem de nós. 

Porque no Bairro do amor há sempre lugar para mais alguém. Vens?


Site provisório do bairro aqui
Facebook do Bairro do Amor aqui

Inscrevam-se como sócios aqui
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