quinta-feira, 30 de abril de 2015
Agenda para o próximo mês: Lisboa, Porto e Castelo Branco
3 de maio- Porto
O presente mais giro para o Dia da Mãe é exclusivo para as gentes do Porto e chega-nos pelas mãos de uma dupla imbatível: a Elisabete e a Ângela.
Estão abertas as inscrições para as Mini Sessões Fotograficas de Dia da Mãe, subordinadas ao tema- "My Mom Rocks" da Elisabete Family Photo com produção da Mary Poppins- Childcare vai tratar de deixar as Mães com ainda mais Mom Power e deliciar toda a gente com uma dessert table (quem já experimentou, sabe que tudo o que ela faz é delicioso)!
Vai haver as tatuagens temporárias mais giras e ainda um cenário com muito rock!
Melhor do que isto? Só acrescentarmos que 15% do valor total das receitas reverte para o Bairro do Amor!
9 de maio- Lisboa (Escola Superior da Cruz Vermelha Portuguesa- Alcântara)
30 de maio- Porto (Visual Centro de Negócios- Rio Tinto)
A Vera é, provavelmente, a mãe mais ternurenta da blogosfera. Daquelas pessoas de quem nos apetece mesmo, mesmo, ser amigas, pedir conselhos, trocar ideias, fazer programa com os putos todos.
O blog "Eu, ele, a Maria e o Miguel" é, provavelmente, o melhor blog sobre maternidade de toda a blogosfera. O único que é realista e que nos faz identificar com esta mãe, cabelos despenteados, sujidade limpa com cuspo, pés assentes no chão, terra-a-terra mas, ao mesmo tempo, sendo incrivelmente, inspiracional: todas nós queríamos ser como esta Menina-mãe-fada.
23 de maio- Castelo Branco (Cáritas Interparoquial de Castelo Branco)
A nutricionista Catarina lançará, durante 3 horas, o desafio dos pais participantes reflectirem acerca da temática da nutrição infantil e da educação alimentar, revisitando alguns temas, desmistificando algumas crenças e sugerindo algumas abordagens às ementas semanais das crianças sublinhando o quão saudável e divertida pode ser a hora da refeição
.
30 de maio- Lisboa (Parque da Serafina)
Nesta oficina as crianças poderão contactar, pela primeira vez, com o trabalho de um arqueólogo através da experimentação de algumas técnicas usadas na Arqueologia, entre as quais, identificação do sítio arqueológico, trabalhos de campo / escavações.
Esta oficina está limitada a 10 vagas e o valor para a sua frequência é de 1€ por criança
30 de maio- Lisboa (Parque da Serafina)
Nesta oficina as crianças poderão contactar, pela primeira vez, com o trabalho de um paleontólogo através da escavação e procura de fósseis. Garantimos que haverá dinossauros a espreitar! ,
Esta oficina está limitada a 10 vagas e o valor para a sua frequência é de 1€ por criança
Informações aqui (na secção eventos).
Incrições em bairrodoamor@iol.pt ou bairrodoamor.ass@gmail.com
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Bairro do Amor
terça-feira, 28 de abril de 2015
Mãegyver: Ana, a mãe.
Uma das últimas brincadeiras preferidas é o jogo simbólico: a Ana gosta de fazer de mãe e que eu faça de bebé. Dá-me a chucha, tapa-me, simula que me pega ao colo e ensina-me a falar:
"Vá, bebé: não xe diz Xofia: diz-se Xo-fi-a!"
(Aguenta-se de fofura?)
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Mãegyver
Mãegyver: Amor de filha
Dou-lhe beijinhos na palma das mãos. Ela fecha-as assim que os meus lábios se apartam das mãos. E encosta-as, cerradas, ao coração. Abre devagarinho e fecha os olhos, como se estivesse a sentir o meu beijinho a entrar no seu pequenino peito.
E eu acho que o amor é isto. Tão isto.
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Mãegyver
segunda-feira, 27 de abril de 2015
BUCKET LIST | Para os homens que lêem este blog: 6 presentes giros para o Dia da Mãe
Porta-chaves "Anjo da Guarda" e "Fada do Amor" da Martisses
Um voucher de fim-de-semana na estalagem mais mignon do Mundo: Estalagem de Marvão
Placas de metal e caixas da Tell me a store
Uma aguarela personalizada da Mirtilo for babies
Um voucher para o workshop mais querido de sempre do Bairro do Amor (Lisboa ou Porto)
Um vestido ma-ra-vi-lho-so da nova colecção da Muipiti
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Bucket List,
Sugestões quadripolares
domingo, 26 de abril de 2015
O Mundo divide-se...
... entre quem não consegue fazer isto com os membros superiores e as parvas das minhas amigas quem consegue.
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O Mundo divide-se...
Só há uma coisa pior do que uma filha fashionista...
[Eu: Poooorto!
Mámen ( a desconversar): Spoooorting!
Ana (Olha para um. Olha para outro): Mãe, isso é caca. Pai, isso é caca. O Benfica é que é bom! O Benfica e o Portugal. ]
... uma filha fashionista e benfiquista.
...
...
...
Passem-me o x-acto.
Mámen ( a desconversar): Spoooorting!
Ana (Olha para um. Olha para outro): Mãe, isso é caca. Pai, isso é caca. O Benfica é que é bom! O Benfica e o Portugal. ]
... uma filha fashionista e benfiquista.
...
...
...
Passem-me o x-acto.
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Mãegyver
Queria pronunciar-me acerca dos discursos políticos de ontem...
... mas depois lembro-me que o Presidente da República do meu país diz "cidadões" e não vale a pena.
Depois do 39º convite para ir comer caracóis, alguém tem que vos dizer isto:
os caracóis só são bons nos meses que não têm a letra "r", ok?
(Maio, Junho, Julho e Agosto, portanto)
(Maio, Junho, Julho e Agosto, portanto)
sábado, 25 de abril de 2015
Se fizemos isto com bandeiras para um campeonato de futebol, somos capazes disto, com uma perninha às costas, verdade?
Lisboa mais floridaLisboa é a primeira cidade a aderir ao projeto “Eva Dream”, uma iniciativa que pretende desafiar os portugueses a espalharem flores pelas janelas, pelas varandas e pelas praças de todo o país.#lisboa
Câmara Municipal de Lisboa - Página Oficial
Cravos ao alto: isto é um assalto!
(Fotografia roubada à Maria João)
Nasci sete anos depois da Revolução, o tempo de um ciclo perfeito para se viver numa nova era. Cresci com a expressão "no meu tempo" quando o tempo dos outros era o tempo das amarras e das vozes silenciadas, do medo e da opressão, do elogio ao trabalho e da vergonha do prazer.
Cresci a acreditar que a liberdade, depois de conquistada, é um bem sem data de validade, sem talão de troca.
Vivi a minha adolescência a acreditar que podemos ser donos das nossas próprias escolhas, que a liberdade traz responsabilidade, que somos livres de pensar, dizer, agir de acordo com as nossas crenças sabendo que a "nossa liberdade acaba quando começa a dos outros".
Tornei-me adulta convicta de que nasci livre, sou livre e livre morrerei, num país que conquistou esta liberdade mais do que com os cravos que nos impingiram nos livros de História que preferiram ser romanceados do que fazer o balanço dos anos que se antecederam, de lutas, privações, torturas, homens bons exilados, torturados, desaparecidos e mortos.
Em 2015, 41 anos depois da revolução não tenho a certeza desta Liberdade que herdei, não sei o que o meu país vai fazer com ela, não sei que rumo lhe darão os homens que elegemos com a Democracia que só a a liberdade nos permitiu.
41 anos depois a Liberdade deveria ser uma espécie de religião universal partilhada pelos portugueses:
"Que a Liberdade esteja convosco. "
"Ela está no meio de nós"
Só que não.
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Actualidades
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Sabes que se exagerou nas margaritas quando ...
... à saida do restaurante a tua amiga diz que a lua "está desfocada".
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Ah 'migos
A distância é uma puta
Se não vivessemos em países diferentes hoje estariamos à volta de uma mesa a comer e a brindar e a rir como só rimos quando estamos juntas. Se milhares de quilómetros estúpidos não nos separassem hoje era dia de lhe cantar os parabéns com a minha voz desafinada e de fazer barulho e assobiar e fazer o maior banzé até ela me arregalar os olhos e sussurrar "olha o exemplo para os miúdos!". E depois eu calava-me e dizia-lhe que eu sou a tia mais fixe de todas e que os adoro e que ela não me devia ralhar e depois ela diria, como só ela sabe dizer, "tááá beeeeem" com aquele trejeito na voz que é só dela.
Se a distância não fosse puta ela teria vindo comigo ouvir a Alice Vieira no sábado passado e teríamos trocado olhares cúmplices e depois ela iria rir-se com as covinhas na parte inferior das bochechas quando dissessemos em uníssono "olha, podia ser praseodímio" e teria ficado com os olhos muito abertos e brilhantes, a segurar lágrimas, a ouvir histórias que nos unem para sempre.
Se este país quisesse promover que gente que se ama não se separasse, se este país desse condições para irmãs do coração estarem juntas nos dias especiais- como o de hoje- e, especialmente, nos dias não especiais, nos dias corriqueiros à distância de uma chamada gratuita de rede fixa, à distância de 1,35€ de portagem na A5, à distância de um capricho, de uma vontade de se querer estar por perto só porque sim, se a nossa vida fosse diferente eu não estaria parada num centro comercial da cidade que é dela, com medo que a diferença horária me atraiçoe, a escrever o que lhe poderia dizer em viva voz, em vivo olhar, em vivo sorriso e num abraço sem jeito que é só nosso, o quanto a adoro, que morro de saudades dela e que hoje é dia de "Parabéns".
"Parabéns, minha Gayle Xana!"
E ela responderia -daquele jeito que me deixa lágrimas nos olhos e um aperto gigante de saudades no coração - com aquele tão seu
"'tááá beeeem!"
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Ah 'migos
Sabes que se exagerou nas margaritas quando ...
... os mariachis do La Siesta te estendem umas maracas para tu os acompanhares na musica e te dizem para segurares com cuidado nos "huevos".
E ficas meia hora a rir.
quarta-feira, 22 de abril de 2015
Quando duas pessoas boas se juntam só pode resultar numa coisa maravilhosa
O presente mais giro para o Dia da Mãe é exclusivo para as gentes do Porto e chega-nos pelas mãos de uma dupla imbatível: a Elisabete e a Ângela.
Para mais informações, podem contactar por email ( efamilyphoto@gmail.com ) ou enviar mensagem pelos facebooks:
https://www.facebook.com/efamilyphoto
https://www.facebook.com/marypoppinsporto
Estão abertas as inscrições para as Mini Sessões Fotograficas de Dia da Mãe, subordinadas ao tema- "My Mom Rocks" da Elisabete Family Photo com produção da Mary Poppins- Childcare para tratar de deixar as Mães com ainda mais Mom Power e deliciar toda a gente com uma dessert table (quem já experimentou, sabe que tudo o que ela faz é delicioso).
Vai haver as tatuagens temporárias mais giras e ainda um cenário com muito rock!
Melhor do que isto? Só acrescentarmos que 15% do valor total das receitas reverte para o Bairro do Amor!
Para mais informações, podem contactar por email ( efamilyphoto@gmail.com ) ou enviar mensagem pelos facebooks:
https://www.facebook.com/efamilyphoto
https://www.facebook.com/marypoppinsporto
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Bairro do Amor
Porto: hello???
Dia 30 de Maio é a data (entre as 09h e as 13h)!
A menina do blog " Eu, ele, a Maria e o Miguel" e o Bairro do Amor vão responder aos inúmeros pedidos para organizar o worskhop "Estes dias" na Invicta.
Vai ser... do carago!
Inscrições para bairrodoamor@iol.pt ou bairrodoamor.ass@gmail.com.
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Bairro do Amor
terça-feira, 21 de abril de 2015
Tenho uma amiga...
... que está a ter formação pós-laboral. Como anda constipada vai para quase dois meses e cheia de alergias anda a testar diferentes anti-histamínicos, prescritos pelo médico, até ver com qual se aguenta à bomboca. Deixou de tomar em horário laboral,antes de ir para o trabalho e, agora, optou por tomar após o horário laboral, mesmo antes da formação.
Hoje, a minha amiga ficou com uma moca. Pediu licença para ir à casa de banho e arrochou assim que se sentou na sanita. Encostou-se ao autoclismo e dormitou. Depois começou a doer-lhe o pescoço e mudou de posição: encostou-se ao suporte redondo de plástico do papel higiénico e bateu outra pequena sorna. Passada meia hora alguém foi ver se ela tinha quinado e chamou-a na casa de banho. Tossiu, respondeu com a voz mais bem colocada que conseguiu, ainda a limpar a baba, penteou-se com as mãos e voltou a entrar na sala, muito composta, peito para fora, barriga para dentro.
Não percebeu porque todos a olhavam com estranheza.
Até se ver no reflexo do vidro da janela com mega vergastada do filho da puta do suporte do papel higiénico na testa...
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Eu sou a Miss Bean de Deus
Se a Celine cantar se calhar comove-nos mais?
Daqui a uns anos, talvez, se faça um filme hollywoodesco acerca do naufrágio no Mediterrâneoo e do flagelo que passam, nos tempos modernos, uma série de imigrantes ilegais que tentam sair das terras que lhes couberam em sorte.
Talvez nesse filme as pessoas as pessoas não tenham vestidos bonitos, nem haja bailes nem glamour, nem casais telegénicos que se apaixonam a bordo, Damas e Vagabundos, copos a tilintar. Talvez a Celine já não cante a banda sonora e talvez não tenha todos os ingredientes necessários para ser um êxito de bilheteira por vir a ser cruel, real, triste e sem pinga de romantismo.
Mas talvez, nessa altura, as pessoas se comovam verdadeiramente e se questionem, por que raios, no distante ano de 2015 a sociedade civil da época era tão apática, afinal.
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Causas quadripolares
segunda-feira, 20 de abril de 2015
Hoje fiquei com um nó na garganta
Fomos ter com a avó do menino.
O Português da senhora é limitado: explicámos-lhe que uma série de pessoas boas se tinham juntado para pagar a prestação do ATL em atraso. Assim que ouviu a palavra pagar, interrompeu-nos com com um semblante preocupado:"Hoje ainda não tenho dinheiro, senhor!" Voltámos a explicar que a dívida estava paga. Olhou-nos com um ar profundo "E como pago?" Voltámos a achar que não nos tinha entendido, reforçámos que já não havia nada a pagar, estava a dívida saldada. "Vou explicar melhor, senhor, e como pago a essas pessoas?".
A avó queria pagar-nos. E nós explicámos que não queríamos pagamento, só ajudar, dar um empurrão. Ela insistiu e propusemos que desse uma aula de História da Ucrânia um destes sábados no Bairro do Amor (a avó era professora de História no seu país de origem). Sorriu. E ela nunca sorri.
Acrescentámos que a escritora de algumas das histórias do livro de Português do neto tinha mandado beijinhos e contribuído com a venda de livros. Olhou-nos de olhar incrédulo. Agradeceu. Agradeceu muito.
Antes de se ir embora convidámo-la a acompanhar-nos até ao carro: na bagageira estava o cabaz que a Vera tinha deixado para eles. Olhou para tantas coisas e, na presença do neto, que olhava com um ar incrédulo para o ovo kinder gigante que a pequena Maria lhe tinha cedido, agarrou no mesmo e estendeu-o a mamén: "para a vossa menina, para agradecer".
Dissemos que não, que o ovo tinha sido mandado pela Maria para o menino. Baixou os olhos. Acho que quis esconder lágrimas. O último chocolate que ela lhe havera dado fora a única prenda de Natal que o menino recebera.
Afastaram-se a pé. Ela levava o saco pesado numa mão e o neto pela outra. Não quis ajuda para o transportar. Iam em silêncio. Acho que a processar tudo isto: a dívida paga, o cabaz com os alimentos, os livros assinados pela escritora e o ovo, que o menino levava com muito cuidado mas de forma firme, como se de um verdadeiro tesouro se tratasse.
E deixou-nos atrás. Com um verdadeiro nó na garganta e a certeza que é neste Bairro que queremos morar.
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Bairro do Amor
Mulheres obrigadas a espremer as mamas para provarem que estão a amamentar?
Sou pela igualdade: pessoas de atestados médicos ou baixas por gastroenterites deveriam dirigir-se aos médicos de Saúde Ocupacional para fazerem prova dos motivos subjacentes às suas ausências do trabalho também.
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Actualidades,
Só desgostos
AGENDA QUADRIPOLAR | Jardim Zoológico de Lisboa
Ir ao Jardim Zoológico, a par da Feira Popular, era o ponto alto da minha infância. Não havia Kidzanias e Disneys só nos Estados Unidos, uma utopia inalcançável. Viviamos em Cascais e não íamos a Lisboa sem ser por assuntos sérios, não tínhamos carro e ir a Lisboa era, por si, só um acontecimento que significava, invariavelmente, consultas médicas, tirar o bilhete de identidade ou ir buscar os meus tios, na altura emigrados em Inglaterra, ao aeroporto.
Ir ao Jardim Zoológico, mesmo sem baías dos golfinhos nem teleféricos, era a maior emoção uma vez por Verão da minha infância. Uma emoção leve, sem a seriedade de quem visita a capital do império, sem obrigações: puro deleite.
Uma vez por ano, desde 2012, temos ido ao Jardim Zoológico com a Ana. Já estávamos a planear debutar o Zoo em 2015- agora na Primavera- a Ana com quase 3 anos, já estávamos a imaginar a euforia. E eis que chego a casa e tenho um envelope com a melhor prenda recebida desde que escrevo neste blog.
Obrigada ao Jardim Zoológico que nos ofereceu bilhetes para tooooda a família.
Preparem-se que vamos fazer o maior banzé!
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Agenda quadripolar
domingo, 19 de abril de 2015
Alice, a maior
"Tu deves ser tu". Foi assim que me senti quando entrei na sala e a vi.
Em círculo (algumas) caras conhecidas, vizinhas de Bairro que voltaram para tomar chá, ouvir esta vizinha acabadinha de se mudar, cheia de histórias e experiências, memórias e gargalhadas. Mámen apanhara a Alice em casa, pediu desculpa pela desarrumação no carro, muito envergonhado, e ouviu um "Posso pôr os pés em cima do que está no chão, é essa a regra, não é? Tenho um filho que, por sua vez, tem filhos e cães: conheço as regras!". Suspirou de alívio: caraças, ela só podia ser ela, sem salamaleques nem cerimónias, de calças de ganga e dedos cheios das palavras que viram crescer todos os que ali estavam para a conhecer.
Foi uma manhã com algumas regras impostas pela Alice: nada de tratamentos por "Dona", nada de adjectivos, reticências nem pontos de exclamação.
Para nós não foi uma manhã. Foi A manhã. A manhã em que a Vera não pode assistir à tertúlia mas foi deixar um cabaz para a avó e para o menino, A manhã em que a Paula deu saltinhos quando viu a Alice chegar no carro, foi A manhã em que a vizinha do andar de cima viu a Alice pela janela e desceu para lhe pedir um autógrafo em livros que a jornalista trouxe para vender e cujas receitas reverteram a favor do Bairro do Amor, foi A manhã em que a Di recuperou os autógrafos há muito esperados, foi A manhã em que o Rui reclamou que os livros são demasiado urbanos e que para um açoriano adolescente no início dos anos 90 era difícil imaginar porque é que as pessoas comiam bolos em pastelarias em vez de uma fatia de bolo em casa logo de manhã, foi A manhã em que a Sandra mostrou ao vivo aos três filhos de que fibra e paixão é feita uma escritora, foi A manhã em que a Vera A. descobriu que partilha a terra com a Alice, foi A manhã em que a Patrícia tomou conta das crianças do Bairro, foi A manhã em que a Cristina contou a história do avô que lhe deixou uma biblioteca de herança, foi A manhã em que a Maria João deu a provar o seu bolo de laranja à Alice Vieira e nos presenteou com o plural que se tornou desde o último encontro, foi A manhã em que a Marta deu um autógrafo ao ídolo de todos nós e foi A manhã em que eu pensava que ia conhecer, finalmente, a Alice Vieira.
Só que, afinal, não foi. Foi A manhã em que a reconheci.
Porque, no fim de contas, ela só podia ser ela. E é.
Conhecer o teu ídolo de infância
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Bairro do Amor,
ISO QUADRIPOLARIDADES
sábado, 18 de abril de 2015
Mãegyver: "Afinal, a Dra. Brinquedos é fashionista!"
Versão da Ana para a música da Dra. Brinquedos:
"Vamos ao shoping, vamos ao shoping"
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"Vamos ao shoping, vamos ao shoping"
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Mãegyver
sexta-feira, 17 de abril de 2015
O Bairro, ela e as dicas dela sobre dias como os que gozam a Maria e o Miguel
A Menina é, provavelmente, a mãe mais ternurenta da blogosfera. Daquelas pessoas de quem nos apetece mesmo, mesmo, ser amigas, pedir conselhos, trocar ideias, fazer programa com os putos todos.
O blog "Eu, ele, a Maria e o Miguel" é, na minha óptica, o melhor blog sobre maternidade de toda a blogosfera. O único que é realista e que nos faz identificar com esta mãe- cabelos despenteados, sujidade limpa com cuspo, pés assentes no chão, terra-a-terra- mas, ao mesmo tempo, sendo, incrivelmente, inspiracional: todas nós queríamos ser como esta Menina-mãe-fada.
A Menina irá dar um workshop ao Bairro do Amor.
O workshop "Estes dias" acontecerá no dia 9 de Maio, entre as 09h e as 13h, em Lisboa. A Menina irá, durante 4 horas, partilhar com os participantes o seu projecto "Escola em casa", revisitando algumas actividades, projectos, ideias, programas e brincadeiras que partilha no seu blog com todos e que podem ser replicados ou inspiradores para outras mães.
O público-alvo serão pais e, na óptica do "Dá cá 5!" metade da turma será frequentada por utentes do Bairro do Amor, neste caso, mães/pais desempregados e que são estão com os filhos em casa.
As incrições deverão ser feitas através dos emails de sempre bairrodoamor@iol.pt ou bairrodoamor.ass@gmail.com e são limitadas.
Quem se junta?
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Bairro do Amor
O Mundo divide-se entre quem gosta de ler Lobo Antunes e os outros
"Em primeiro lugar quero dizer que estou farto de ser orfão, eu que, em criança, tantas vezes desejei a vossa morte, durante umas horas, quando ralhavam comigo ou não me deixavam fazer o que me apetecia e obrigavam-me a actos desnecessários tais como lavar os dentes, comer sopa ou pegar nos talheres como deve ser. A ordem
- Pega nos talheres como deve ser
ainda ecoa, horrível, dentro de mim, tal como a sinistra pergunta
- Não lavaste as mãos antes de vir para a mesa?
ou a resposta
- Um dia falamos sobre isso
quando calhava interessar-me pelo modo como as crianças apareciam dentro da barriga das mães. Apesar de tudo eu tinha alguma cultura: sabia, claro, que os rapazes faziam chichi pela pilinha, que as meninas por um buraquinho mas um dia vi uma mulher de cócoras no pinhal em Nelas e fiquei banzo: fazia por uma escova. Naturalmente interessei-me:
- Porque é que as mulheres fazem por uma escova?
e os meus pais primeiro banzos também e depois a lutarem para ficar sérios. Não me explicaram nada e vários mistérios subsistiram durante muito tempo. Primeiro, porque é que as mulheres têm uma escova ali. Segundo, porque é que as escovas, que passei a olhar com desconfiança, fazem chichi. Terceiro, isto acontecerá ao conjunto das meninas, ao crescerem, ou só àquela? Quarto, o exame minucioso a que submeti todas as escovas que encontrei em casa não me deu nenhum resultado esclarecedor: não havia uma que não estivesse seca. As de escovar a roupa, as de escovar o cabelo, as de esfregar o chão. E os meus pais sem responderem. A minha mãe ainda abriu a boca mas não chegou a falar, embaraçadíssima. O meu pai não abriu a boca mas qualquer parte dele parecia divertir-se às escondidas, quando qualquer parte dele parecia divertir-se às escondidas a minha mãe a censurá-lo
- João
e ele logo sério, ausente, a interessar-se pelos meus estudos que, em geral, o desgostavam porque os meus resultados escolares costumavam roçar o trágico e constituíam uma preocupação constante para a família. O facto de eu ser escritor
(sempre fui escritor desde que me conheço e a minha mãe previa-me um futuro de miséria negra)
não desagradava inteiramente ao meu pai, que tinha um respeito sagrado pelos artistas, mas os meus resultados escolares preocupavam-no, queria que eu tivesse uma profissão sólida que me amparasse as veleidades criativas. Para ele, a única profissão sólida e digna era ser médico
- E depois, nos intervalos, escreves
como Júlio Dinis ou Duhamel. Acabei por lhe fazer a vontade, pai, tornei-me médico, mas o meu curso foi um tormento para ele: reprovações, notas baixíssimas, os seus colegas, professores também, lá me iam deixando passar por amizade. Lembro-me que no fim da prova de Medicina Operatória o catedrático me disse com bonomia, diante do anfiteatro cheio:
- Olha, filho, tens treze e diz lá ao pai que não pôde ser mais.
Isto para além de cartas que ele me mostrava com desgosto, género
O seu rapaz esteve aqui e não sabia nada
ou, comparando-me com o meu irmão
- O Lobo Antunes tem dois filhos, um é bom, o outro é uma nódoa.
Ainda me espanta a razão pela qual o meu pai não me matou. Mas sei que lia às escondidas o que eu escrevia e tinha muitas esperanças literárias no filho, embora nunca me tivesse falado nisso, porque não era dado a confidências ou elogios. A mim não me disse nada mas dizia aos meus irmãos
- O António tem faísca, o António tem faísca
e que, quando comecei a publicar, se orgulhava dos meus produtos. Eu acho que os meus irmãos e eu tivemos muita sorte com os nossos pais, que eram pessoas de uma honestidade irrepreensível, inteligentes, cultas, complexas, rigorosas, com qualidades muito superiores aos defeitos que obviamente também possuíam. Tivemos muita sorte, manos. Agora somos orfãos e não tenho jeito para orfão. Eles também não. E depois perdemos há pouco o Pedro que será sempre uma ferida aberta para nós. E depois da morte do Pedro a nossa mãe informou que não tinha o direito de estar viva com um filho morto. E morreu de puro desgosto, sem doença. Somos orfãos do Pedro também. Sobramos cinco e eu não quero que nenhum deles morra antes de mim. Gostamos uns dos outros sem palavras, com o imenso pudor que herdámos dos nossos pais. Não suporto a ideia da morte do João, do Miguel, do Nuno, do Manuel, como continuo a não suportar a ideia da morte do Pedro. Vou dizer uma coisa. Não devia dizer mas vou dizer. Quando fomos contar à nossa mãe que o Pedro se tinha ido embora ela pronunciou só uma frase:
- Tenham misericórdia de mim.
Sentada na sua cadeira, na sua sala:
- Tenham misericórdia de mim.
Agora está com o nosso pai, a contar, entre muitos outros episódios
- Lembras-te daquela história da escova?
e o meu pai a responder
- Ah
que, no seu caso, às vezes, era um discurso muito comprido. Esta crónica saiu toda descosida e mal feita. Não importa, de que outra forma podia fazê-la? É a minha maneira aselha de pedir que tenham misericórdia de mim, porque não sou o adulto que pensam. Peguem-me ao colo. Às vezes tenho tão poucos anos nos meus anos todos e fico tão leve nessas alturas."
António Lobo Antunes aqui: http://visao.sapo.pt/carta-aos-meus-pais=f814513#ixzz3VoorMrJp
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Homens da minha vida
O meu pedido de desculpa a todas as leitoras veteranas deste blog a quem vou desapontar com o post que se segue
Eu não ligava nenhuma a sapatos. Tooooda a infância de botas ortopédicas, o que eu gosto mesmo é de pés descalços. Não ligava nenhuma, boi, zero, nicles, a sapatos.
Mas depois nasceu a Ana e... senhor, perdoai-me porque eu (ainda hoje) pequei:
(E cheiraaaaamm tããaooo bem!)
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Mãegyver
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Para todos os que querem ajudar o menino e a avó
O primeiro passo é tornarem-se sócios do Bairro do Amor (sim, sim, isto é um link: carregai!).
O processo estava loooongo e demorado e pouco prático. Agora não, podem preencher aqui a ficha de inscrição online e fazerem a transferência do valor das quotas e respondemo-vos com o numero de sócio atribuído e um recibo que confirma o pagamento.
No caso de haver pessoas desempregadas que queiram ser sócias basta preencherem a ficha de inscrição e anexar um comprovativo que ateste a situação de desemprego e serão considerados sócios não pagantes. Aqui ninguém fica de fora!
O valor total das quotas é dividido pelo número de meses do ano e, durante este ano, o valor correspondente a cada mês é entregue a uma família com filhos que necessite de um "empurrão" para se reorganizar. Queremos ajudar pessoas que não precisem de uma ajuda continuada (não temos recursos para o fazer e existem imensas IPSS vocacionadas para esse tipo de ajuda) mas de uma ajuda pontual que lhes seja suficiente para se reestruturarem e seguirem, de forma autónoma e sem dependência de instituições, em frente, tendo vistos resolvidos os problemas específicos e concretos que as fizeram contar com a ajuda desta vizinhança.
Recebemos emails e mensagens de cinco pessoas que se disponibilizaram para fazerem o pagamento integral da dívida desta avó. Emocionámo-nos com a capacidade de resposta, com a prontidão e a generosidade. Iremos responder a estas 5 pessoas ainda hoje convidando-as a dividirem este valor pelas 5, no espírito comunitário que caracteriza o Bairro. Todas as outras que queria, de alguma forma, contribuir, estão convidadas a vir morar cá dentro, no Bairro. Há tanta gente a precisar de um empurrão...
Existem mais casos (infelizmente muitos) como o desta criança. Queremos envolver-vos neste Bairro, queremos que nos ajudem a ajudar e a forma mais fácil para o fazerem é fazendo parte, sendo sócios e acompanhando o dia-a-dia deste Bairro.
Ah, só para rematar: as receitas do evento de sábado servirão para podermos assegurar o pagamento das mensalidades até ao final deste ano lectivo. Assim, ajudamos todos!
Há tantas oportunidades de mudar a vida de quem está por perto, de ajudar, de contribuir para o Mundo ser um lugar um bocadinho melhor.
Vêm?
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Bairro do Amor
quarta-feira, 15 de abril de 2015
E agora vamos falar de coisas importantes...
Foi sinalizado junto do Bairro do Amor o caso de uma criança orfã de pais, ambos de Leste a viver em Portugal. Aquando da doença terminal da filha, a avó veio cuidar desta e do neto e ficaram ambos a residir no nosso país após a morte da mãe do menino.
Esta avó, trabalha noite e dia nas limpezas para sustentar o pequeno, neste momento a frequentar o 4º ano. No entanto, deixou acumular uma dívida de 105€ de ATL do miúdo que corre, agora, o risco de não poder continuar a frequentar esta componente não lectiva da qual usufrui e que é a única forma da avó conseguir trabalhar durante o periodo após o término das aulas.
A avó tem vindo a saldar a sua dívida acumulado, mediante as suas possibilidades, com o dinheiro que lhe resta no final do mês: 2€ num mês, 3€ no outro.
O Bairro quer pagar esta dívida e deixar a avó numa situação de conta corrente limpa, porque a mesma garante que consegue gerir o pagamento mensal, o que não consegue é mesmo pagar o que está em atraso.
A Alice Vieira irá fazer uma tertúlia para o Bairro no próximo sábado, entre as 10h e as 13€, em Lisboa. O valor que o Bairro cobrará é de 15€ (5€/hora) a quem se quiser juntar. Todo o dinheiro angariado com esta acção servirá para que esta avó consiga continuar a trabalhar para que nada falte ao neto. E para que esta criança possa continuar a ter acesso ao direito de frequentar uma componente não lectiva, onde brinca, joga e lê livros. Incluindo livros da autoria da Alice Vieira.
(Inscrições para bairrodoamor@iol.pt ou bairrodoamor.ass@gmail.com.)
(Quem não for de Lisboa e queira tornar-se sócio do Bairro do Amor contacte a Associação pelos mesmos e-mails).
(Quem não for de Lisboa e queira tornar-se sócio do Bairro do Amor contacte a Associação pelos mesmos e-mails).
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Bairro do Amor
terça-feira, 14 de abril de 2015
Chamemos-lhe, hipoteticamente, Pat ou Patucha ou Patxoca, por exemplossss!
Um dia descobres quem é a tua hater de eleição.
E que até a conheces ao vivo e que, se bem te lembras, as duas vezes que se cruzaram foste bastante cordial com ela. Que a senhora te queria conhecer ao vivo e tudo, que foi ao teu encontro nas vezes que se viram ao vivo, que numa altura em que escreveste sobre a Ana estar com problemas respiratórios ofereceu-se para te ceder uma máquina de aerossóis e tudo (não chegou a fazê-lo).
Mas que, um dia, com pouco que fazer senão estender os tapetes no Parque das Nações, decidiu criar um blog com um título parasita, tentando ganhar protagonismo e visitas através de comentários no teu blog que não aprovaste, pois não dás palco a abutres.
Na altura, ainda que sob pseudónimo, trataste de lhe responder via email ao alter-ego explicando as razões pelas quais não lhe darias palco, mas entre as férias na neve, as reuniões na associação de pais e dondoquices várias, não quis entender..
A partir daí uma fixação fofinha, com posts seguidos a falar sobre ti, os teus posts, as tuas ideias, os teus status, enfim, uma fonte de inspiração que sou para a senhora, mas sempre cheia de confiança e com a sensação parva e ingénua de que ninguém a descobriria. Em paralelo, ofereceu-se como voluntária para a festa da Ana (onde esteve a ajudar) como se nada fosse... Quão doente se pode ser?
Sem moral, sem ética mas com muito tempo livre, talvez porque trocar o certo pelo incerto em termos profissionais não terá sido a melhor escolha, porque a Católica ensina muito mas não educa ninguém, esta pessoa, para quem sempre fui cordial ao vivo, que adicionei na página de facebook da Pólo Norte como amiga, é, afinal, a mais insossa. E se pimenta branca no meu cu já era refresco, agora é, apenas, uma pequenina e insignificante Petazeta que me faz rir de tão ridícula e parva que é.
(Agora identificava-a lá na página de FB, onde ainda a conservo, depois de ver fotografias dos putos, das férias, nome dos irmãos e tudo mas como tivemos, claramente, educações diferentes eu, ao contrário dela- que num comentário a um post escreve o meu primeiro e último nome de forma a aparecer a minha relação com o blog numa pesquisa simples de google, disponível a pessoas da minha esfera profissional e acha isso normal- fico só a pensar como se deve sentir uma pessoa tão poucochinha assim...)
domingo, 12 de abril de 2015
Mãegyver: "Tradições de família: yes, we can!"
Às vezes não damos por elas mas as tradições de família estão lá: o meu pai, na minha primeira infância, a fazer magia e a aparecerem do céu chocolates Nestlé, a minha mãe, enquanto tomava banho, no caminho para o café ou da escola, a cantar comigo, cantávamos sempre, desafinadas, músicas infantis que ambas gostávamos, a minha avó a fazer lanches de pão com Planta aquecido nos bicos do fogão e leite com cevada e cacau numa mistura que nunca mais consegui reproduzir, o meu avô sempre sentado no mesmo lugar, os desenhos com bonecas sexys da minha tia, as sandes com flores feitas com tomate do meu tio, os Natais sempre barulhentos na sala pequena com pequenos espectáculos representados por mim ou pela minha prima, a aletria com desenhos escanifobéticos feitos a canela a enfeitarem-na e os mexidos a arrefecerem na mesa da casa do tio Necas.
A infância é feita de muitos pequeninos pedaços de acções com pessoas, espaços e tempos concretos, certezas absolutas que naquele sítio, naquela ocasião específica e na presença daquela pessoa determinadas coisas mágicas e boas irão acontecer. Certezas boas, emocionantes ou apenas aconchechegantes, as tais tradições do dia-a-dia ou das ocasiões especiais.
Na minha família nunca houve qualquer tradição pascoal. No entanto, decidimos que cá em casa a caça aos ovos passa, oficialmente, a fazer parte das memórias que queremos embrulhar em papel de fantasia para um dia a Ana desembrulhar, no futuro, com o coração aconchegadinho e um sorriso nostálgico feliz.
E este ano foi assim:
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Mãegyver
sábado, 11 de abril de 2015
Post it: comprar um saco de sal com arruda
Antentem o pneu furou.
E o esquentador começou a pingar água.
Ontem o pneu sobressalente que tinha substituído o furado, furou também.
Hoje a torneira do lava loiça estragou-se.
Não sei se vá primeiro à Norauto, ao canalizador ou à bruxa.
E o esquentador começou a pingar água.
Ontem o pneu sobressalente que tinha substituído o furado, furou também.
Hoje a torneira do lava loiça estragou-se.
Não sei se vá primeiro à Norauto, ao canalizador ou à bruxa.
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Eu sou a Miss Bean de Deus
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Diz que hoje é dia dos irmãos
Beijinhos também a todos os filhos únicos.
(estou há séculos para escrever sobre esta dicotomia filhos únicosVs irmãos, com sorte ainda é hoje....)
(estou há séculos para escrever sobre esta dicotomia filhos únicosVs irmãos, com sorte ainda é hoje....)
Aos que reviram os olhos acerca desta nova corrente dos 21 dias sem açúcar, nada temeis: tudo passa!
Relógios da Swatch. Feministas. Ser executiva. Sapatos altíssimos. "Sexo e a Cidade". Vinho tinto. Contas da Pandora. Cupcakes. Cocktails. Sushi. Danças latinas. Risotto. Fotografias de pés na areia. Implantes de silicone. Comporta. Lipoaspiração não invasiva. Homens depilados. Ser freelancer. Escova marroquina. Fotografias de mãos a imitarem corações. Macarrons. Unhas de gel. Desafios, selos e correntes blogosféricas. Starbucks. Foto-depilação. Não comer carnes vermelhas. Fotografias de cotos com vista para o mar. Gelinho. Homens despenteados. Croissants do Careca. "Epifanias". Fotografias bonitas dos anjos da Victoria's Secret. Wink. Nutella. Anti-feministas. "Nunca mais é Verão". Depilação a lazer. Tróia. Pães de Deus da Padaria Portuguesa. Littas. Sementes de chia e bagas de goji. Comprar kits de preservação de células estaminais por questões de saúde. Overnight Oats. Alisamento japonês. Sumos verdes. Dieta dos 31 dias. "Procrastinar". Beber ou não beber leite de vaca? Granola. Extensão de pestanas. Papas de aveia. "Odeio segundas feiras". Gin. PTs. Fotografias a correr e a suar. Ténis coloridos. Ser mãe a tempo inteiro. Banhos públicos. Não dar vacinas às criancinhas por questões de saúde. Selfies. Beleza real. Homens com barba. 21 dias sem açucar.
(Qual será a próxima histeria colectiva?)
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Nunca serei uma blogo-star
quinta-feira, 9 de abril de 2015
É oficial: as minhas amigas são melhores que as vossas!
Chegámos ao restaurante. Na mesa ao lado da nossa uma folha manuscrita a dizer "Reservado: Nuno". Começámos a jantar- eu e a minha amiga Rita- a mais destrambelhada de todas.
Chega o suposto Nuno com uma babe toda ela cheia de "não me toques". O Nuno a bater, claramente, o couro à rapariga. A rapariga com um ar enjoado, cheio de mania.
A minha amiga Rita levanta-se para ir à casa-de-banho, passa pela mesa do Nuno, olha-o e cumprimenta-o efusivamente. Com um entusiasmo excitado, até. Pergunta-lhe se ele tem o número de telefone certo dela pois ficou à espera da chamada e nada...
O Nuno faz um ar confuso, um sorriso amarelo e não se desmancha. A "não me toques" fica de trombas o resto do jantar.
A minha amiga acaba de jantar e antes de sairmos acena ao Nuno e pisca-lhe o olho. Faz-lhe mímica que indicia telefonemas posteriores.
Saímos.
- "Conheces o Nuno?"
- "Não. Mas aderi aquela merda dos 21 dias sem açúcar e se alguém tem que levar com o meu mau humor provocado pela falta de açúcar no sangue que sejam gajas com a puta da mania e garanhões com a mania que são engatatões... "
...
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É isto a minha vida.
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É isto a minha vida.
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Ah 'migos
Partilhar as injustiças até que os dedos me doam
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Causas quadripolares
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Por isso é que ela é uma das minhas bloggers preferidas...
"
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The Polo's next top blogger
Acabaram de me perguntar e fiquei aqui a pensar
"A felicidade é uma questão de predisposição?"
(Que acham vocês?)
(Que acham vocês?)
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Autopsicoterapia
Mãegyver: "Nobody is changing and I don't feel the same"
É uma questão que, volta e não volta, me martela a pinha: que fazer do Mãegyver- o meu blog materno-coiso, criado aquando do nascimento da Ana?
Lembro-me de ter esta conversa com a Lénia aquando da sua criação e com um dilema existencial semelhante ao de agora: deveria incluir o meu novo-eu maternal no Quadripolaridades? Isso não o iria desvirtuar? E as pessoas que me liam há séculos e que continuavam sem ser mães deixariam de se identificar? Desiludi-las-ia? A Pólo Norte, as we know her, iria amansar?
Por outro lado a oxicotina toldava-me o pensamento: durante mais ou menos um ano eu não queria ser mais nada que não mãe. Todos os meus póros respiravam maternidade e amor maternal e (ainda) me sobrava alguma lucidez para perceber que não queria enjoar os leitores do Quadripolaridades com tanta materno-nonhice.
Na prática, achei que tinha dois públicos distintos para as coisas que eu escrevia: os de sempre, os genuínos, as póletes, os fixolas, os que gostavam e se reviam na Pólo Norte e os novos os que, de repente, me acolhiam no mundo da maternidade e que se identificavam com a mãe que acabara de nascer em mim. Nunca ponderei que houvesse leitores que liam ambos, acreditava (mesmo) que o Quadripolaridades era para gente cool e o Mãegyver para mães cool. E que os dois Mundos não se cruzavam, os dois públicos-alvo não se interessassem um pelo outro.
Não encher o Quadripolaridades de merdices maternais era uma prioridade. Este blog era eu, era a minha história de alguns anos, era o eu-genuíno, sem filtros, sem super-egos, sem pudores. Não o queria "estragar" com conversas de critérios de escolha de pediatras, reviews sobre as tretas das banheiras shantala nem com materno-mariquices. E, especialmente, não o queria anular e transformá-lo num baby-blog e, naquela altura, tinha tantos assuntos materno-nhonhós que o iria afogar em baby-posts.
Criar o Mãegyver foi uma forma de escoar todos os assuntos (e opiniões e certezas absolutas e dicas e sugestões e tudo e tudo) sobre maternidade que, de repente, tinham inundado a minha vida. E eram tantos que, per si, havia mais que matéria suficiente para se criar um blog autónomo.
De vez em quando, aqui, um ou outro post sobre a Ana (era inevitável). Mas durante algum tempo convivi bem como a co-existência de dois blogs, como quem dorme um dia no apartamento de solteira, sem horários nem regras, com comida congelada a aquecer no microondas e sem grandes preocupações de limpeza, para no seguinte, dar um pulinho à casa da família, onde há horários para sestas, sopa fresquinha cozinhada todos os dias, esterelizador de biberãos e silêncio a partir das nove da noite, para não acordar a menina.
Mas depois o tempo passa e fica cada vez mais curto e é difícil fazer o percurso entre o apartamento de solteira e a casa de família, limpar ambas as habitações, conseguir distribuir equitativamente o tempo que se pernoita num lado ou no outro, com a culpa de que poderíamos sempre ser mais-eu num lado ou não renegarmos as nossas responsabilidades familiares do outro.
Houve alturas em que o Quadripolaridades teve menos atenção mas, na maioria dos casos, foi o Mãegyver que foi deixado ficar para trás, como uma casa de família mais espaçosa mas mais rotineira, menos dinâmica e desafiante. Não que as questões maternais deixassem de me interessar mas, a pouco e pouco, a Ana e o Rui (mámen) começaram a vir cá para dentro, para o Quadripolaridades, a ocupar aqui mais espaço, a deixarem beatas no cinzeiro e brinquedos espalhados pelo chão e, embora este apartamento de solteira esteja mais abarrotado e seja menos espaçoso é aqui que eu me sinto mais em casa. E eles são também a minha casa.
Eu mudei.
E percebo que haja quem se identifica cada vez menos (percebo mesmo, juro). Antes da oxitocina, perdão, da maternidade revirava os olhos a todas as merdices maternais, Mas depois o comboio atropela-te e já não consegues mesmo ficar igual, dizer as mesmas merdas, pensar os mesmos disparates.
Ficas diferentes, dizes outras merdas e pensas outros disparates. Mas passas a ter outras responsabilidades sobre ti, sobre o Mundo e sobre as coisas que dizes e pensas, porque, a montante ou a juzante, isso pode interferir na vida daquele pequeno ser.
E isso de mudar não é, necessariamente, mau nem desvirtua quem és. Não deixas de ser tu, não deixarei de ser a Pólo Norte que se está a cagar para a opinião dos outros de quem não gosta ou por quem não tem respeito, não deixarei de dizer palavrões e de ser do contra. Isso faz parte de mim, da minha génese, da quadripolaridade que me assiste, sendo ou não mãe.
Mas mudei. E percebo quem se identifique cada vez menos (eu há 5 anos não me identificaria com quem sou hoje) mas é um caminho sem retorno. A mudança veio para ficar.
E trouxe estrias na barriga. E trouxe o maior presente de todos que é uma loira de olhos azuis.
Menos, mal, podia ser feiosa.
(Isto tudo para vos dizer que estou a ponderar migrar o Mãegyver para aqui para o Quadripolaridades. Estou farta de fazer piscinas e de ter o outro lado a cheirar a bafio. Usem a caixa de comentários para dizer de vossa justiça. Gostava de saber a vossa opinião.)
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