quarta-feira, 19 de agosto de 2015

A EXPERIMENTAR | Arranjar o smartphone num sítio BBB

Era uma vez uma miúda que recebeu um smartphone de presente de aniversário e depois com o excitex e porque uma certa amiga lhe decidiu ligar para o stupidphone, cinco segundos após ter aberto o embrulho deixou cair o smartphone e era uma vez um vidro. 

Vai daí a miúda fez uma sondagem entre amigos e leitores e dos mil sítios indicados ou me pediam um valor de reparação mais caro que o próprio telemóvel ou então mandavam-me confiar o telemóvel a uns senhores indianos entre o beco e a esquina da rua não sei quê e a modos que uma pessoa gosta de confiar nos outros mas o telemóvel é novo e já nem em mim confio para segurar nele quanto mais.

Então, finalmente, depois de mil recomendações que os indicavam, consegui arranjar um sítio que me inspira confiança (I mean não-tenho-que-deixar-o-telemovel-novinho-em-folha-numa-loja-refundida-de-indianos-e-rezar-para-que-passadas-24-horas-me-devolvam-o-mesmo-telemóvel) e que não me cobrou o couro, o cabelo e as pontas espigadas e fui parar ao iServices. 

Pelos vistos, há uma série de lojas iServices mas acabei por ir parar à loja da Marina de Cascais que tem SÓ a vista mais bonita do Mundo, ali mesmo, mesmo a piscar o olho ao Farol de Santa Marta. 

Já tinha dado indicação de tooodos os detalhes acerca do modelo de telemóvel (não é um iPhone mas eles arranjam todos os smartphones) e quando cheguei ia matando o empregado de coração quando o senhor se apercebeu que me esquecera de referir um pormenor importante na nossa conversa prévia para que o mesmo pudesse encomendar o vidro: não tinha indicado que o bicho era branco.  

A solução era esperar mais um dia (caramba, tipos rápidos e bons!) para que viesse um novo vidro branco mas eu afiancei que não, que queria um telemóvel mulato e único, a modos que, meia-hora depois de ter esperado num pequeno deck à porta da loja com aquela vista ali estava ele: o meu telemóvel novinho em folha, inteirinho e... multi-racial.

Tenho agora sempre comigo um mulatão esperto e sensível E garanti ao empregado que isto vai virar moda. Ele só se ria. 

Saí de lá feliz e contente com o serviço prestado e com o (inesperado) resultado final. Foram 5 estrelas!  Se foram caguinchas como eu e se se recusarem a confiar o telemóvel em sítios duvidosos espreitem aqui: http://www.iservices.pt/

A modos que agora a questão que se impõe é: eu não preciso de uma capa para o telemóvel. Preciso de um airbag para smartphone. Já inventaram? Já? Já?



Encontrar o local perfeito para tratar de um telemóvel doente

Quem? iServices
Onde? Lisboa, Porto, Cascais, Faro, Luanda
Contacto: Pelo telefone 216 080 790
Saber mais? http://iservices.pt/

terça-feira, 18 de agosto de 2015

PROGRAMA QUADRIPOLAR | 5 spots a visitar este Verão em Cascais


Depois de uma longa travessia no deserto, Cascais começa a dar sinais de retoma, voltando ao charme a que sempre nos habituou, não abdicando de se afirmar como uma vila mas recuperando algum frenesim urbano de outros tempos (áureos),

Esta semana, por motivos de trabalho, tivemos que ficar por Lisboa e aventurámo-nos a explorar (com tempo e olhos de turista) a nossa própria terra. 

Estes são os 5 lugares que consideramos imperdíveis para visitar em Cascais este Verão:

sábado, 15 de agosto de 2015

"A mãe decide" não pára e vai chegar perto de ti




Inspirada no projecto americano "Stop Mum Wars, "A mãe decide" é o nome desta curta série fotográfica que pretende sensibilizar para o respeito pela diversidade na maternidade. 

Elisabete Covelinhas, a fotógrafa portuense, fotografou diferentes parelhas de mulheres em profundo e salutar convívio não obstante pertencerem a facções antagónicas no que diz respeito às suas vivências, escolhas e decisões relacionadas com a temática da maternidade. 

"Ninguém tem que maternoevangelizar ninguém: as opções e escolhas que se adequam ao estilo de vida, questões valorativas ou opções de uma mãe não têm que se ajustar ao de outra. Somos todas mulheres diferentes, pelo que, cada uma viverá a sua maternidade de forma única e pessoal. Respeitar as diferenças individuais, celebrar a diversidade de pensamento, opiniões e decisões é o objectivo desta série fotográfica. Acabar com os juízos de valor, julgamentos públicos e críticas entre mães, apelando ao apoio e respeito entre todas as mães como forma de educar a geração seguinte para o respeito pela diferença é o objectivo major desta campanha." 

Depois do sucesso desta campanha com mães do Porto, o Bairro do Amor decidiu levar a mesma a todos os distritos do país, numa lógica de exposição itinerante.

Seguiu-se, assim, o Distrito de Portalegre onde dez mães alentejanas foram fotografadas pela lente da fotógrafa marvanense Vera Afonso, num cenário que mantém as ideologias da paz entre mães, desta feita evocando as flores de papel de Campo Maior e o mobiliário alentejano. 

Seguidamente será a vez de dez mães da Região Autónoma da Madeira se juntarem à campanha. Até ao final do ano o Bairro do Amor chegará a todos os distritos do país. 

Quem quiser fazer alguma sugestão ou participar na campanha deverá enviar email com o distrito a que pertence no título do email para bairrodoamor.ass@gmail.com.

Quem quiser espreitar a campanha, elogiá-la ou comentá-la poderá fazê-lo aqui


Três horas depois recebes um segundo mail da mesma pessoa a pedir desculpa. Reviu o email e o que queria ter escrito era a palavra "Namaste".

Aquele dia em que recebes um email que acaba com a palavra "Mamaste".

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Falta só o Mitch Buchannon e a C.J. Parker a correrem como pano de fundo para ser a melhor quadripolarização ever




A Dina quadripolarizou-me a Baywatch! A Dina quadripolarizou-me a Baywatch!
A Dina quadripolarizou-me a Baywatch!
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A Dina quadripolarizou-me a Baywatch!
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terça-feira, 11 de agosto de 2015

MÃEGYVER | Como preparar uma festa Frozen lácoste: a ursa explica!


O TEMA

Nos dois primeiros anos fui eu que decidi os temas da festa de aniversário: no primeiro "O carrossel da Ana", em homenagem ao primeiro presente que ela recebeu do pai, ainda na minha barriga e um dos seus objectos preferidos e no segundo "O Arraial da Ana" numa clara justificação à churrasco-sardinhada que fizemos cá em casa com os amigos.  Percebi que o meu reinado face a este item acabou este ano quando, este ano, a Ana anunciou que queria uma festa da Frozen com um bolo da Elsa e da Ana e do Olaf e do Princípe e mais o diabo enregelado. 
Pensei ser do contra (e- oh senhores!- se eu gosto de ser do contra) e comprar uns frangos e atirá-los para cima de umas mesas com toalhas de papel e comam com as mãos e oh oh, e é se querem. Mas, nããã,, a Ana queria uma festa do Frozen, não uma festa com um pão de ló com rosas de açúcar como antigamente e eu alinhei na hora! E uma 'ssoa ou alinha com dignidade ou está sugadita, pelo que, incorporei a mãe fofi que há em mim e desafiei a minha motrocidade fina (que é igual à de uma foca) e o meu conhecido talento natural para a cozinha e propus-me a fazer a festa Frozen mais gira de que seria capaz. E, pedi ajuda! Fecórse! 

OS CONVITES

Quando soube que eu ia embarcar numa festa Frozen a minha amiga Marta (autora da Martisses) meteu-se comigo e enviou-me uma ilustração das dela para me encorajar com uma "Ana Frozen". Foi a partir dessa imagem que a coisa se desenvolveu. A minha amiga Rita, por sua vez, agarrou na imagem da Marta e fez os convites. A mim coube-me imprimi-los e espetar-lhes uma trança de lã para ficarem giros e- caraças!- ficaram mesmo!  Quando os enfiámos nos envelopes achámos que faltava ali qualquer coisa e mámen que é um habilidoso do caraças atreveu-se nuns origamis todos xpto (ele diz que não, que aquilo é tolo de se fazer) que colámos numa fita azul. Não podíamos ter ficado mais satisfeitos com o resultados e todos os amiguinhos da Ana assim que abriam o convite reagiram de forma entusiasmada!
A Ana gostou tanto que assim que entregava os convites, deixava os amigos abrirem e dizia, no alto da literacia dos seus quase 3 anos: "Já leste?" e arrancava-os das mãos dos convidados naquela de se já leste, está feito, agora devolve ao remetente que eu quero-os todos para mim. :D

A FESTA: TEMPO E ESPAÇO

Este ano decidimos fazer um almoço por várias razões: porque era domingo, porque os miúdos de manhã têm mais energia e estão menos cansados e podiam brincar mais uns com os outros, porque à tarde há sestas e as festas dos anos anteriores começavam tarde pelas 16h (no pós sesta) e, especialmente, para evitarmos o calor do meio da tarde. A hora de encontro estava marcada às 11h00 e estimávamos que pelo meio da tarde já a festa teria acabado. O que não calculámos é que os nossos amigos e respectiva filharada aguentassem estoicamente o calor  e se sentissem tão confortáveis na festa de todos que, os últimos a sair o tivessem feito pela 01h da manhã... do dia seguinte (beijinhos Rosa, Bia, Cláudia e Ross: somos as maiores! Bé, falhaste por pouco!). Resumindo: festa nesta casa é até cairmos para o lado, pelo que, vai deixar de haver regras no que diz respeito à hora marcada para celebrarmos!
Pensámos celebrar num espaço fora de casa. No primeiro ano fizemos desta forma e foi muito prático mas mais caro. No ano passado fizemos no espaço exterior da nossa casa e como vantagem percebemos que as pessoas se sentiam mais confortáveis e com mais vontade de se deixarem estar até lhes apetecer (e com mais à vontade para fazerem barulho e se sentirem, efectivamente, em casa). Este ano, estivemos até quinze dias antes, tentados a fazer num espaço destinado a festas de anos infantis. Mas a restrição nos horários (tínhamos um tempo limite para ocuparmos o espaço) e a diferença nos preços quer do lanche por pessoa quer das animações fizeram-nos optar pela mesma solução do ano passado. Claro que dois dias antes fomos ver a meteorologia e, dois dias antes, prometia chuva para o dia de aniversário da Ana: a 9 de Agosto! Estávamos quase a cortar os pulsos e a pensar que tínhamos que trazer toda a gente para dentro da nossa casa (o que não é justo, se estive grávida no Verão a comer com pés inchados, no mínimo o universo tem que me corresponder com bom tempo para as festas da cria até forever, pá!) quando nos lembrámos de um apartamento devoluto ao lado da nossa casa. Pedimos à senhoria se nos alugava e a senhora disse que nos emprestava a casa, que estava a precisar de obras mas que era capaz de servir para o fim a que nos propunhamos e... voilá! Problema mais que resolvido! Como a minha casa partilha do mesmo espaço exterior que este apartamento tínhamos um espaço com uma boa circulação, entre espaço interior e exterior que deu imenso jeito porque, vai na volta, e não só não choveu como fez um calor dos ananases!

DECORAÇÃO DA SALA E DA MESA

Queríamos uma mesa de doces bonita e a sala do apartamento estava a precisar, efectivamente, de uma reforma, pelo que decorá-la era um desafio inevitável. E o que nos divertimos (eu e as dezenas de leitores do blog que me enviaram sugestões depois de também elas terem sido frozen-esmagadas nos aniversários das crias) a planear a festa? Impagável as trocas de mensagens no facebook, de emails e de conversas de café também com as minhas amigas já frozenzadas! Inesquecíveis as gargalhadas que resultaram dos preparativos desta festa de aniversário! Então cá vai disto:
  • No tecto pendurámos balões do IKEA (a bola branca grande é mesmo um candeeiro de papel e as azuis pequeninas estão na secção das festas) e da Tiger (as brancas e as azuis maiorzinhas com luzes LED lá dentro). Tudo baratíssimo e o efeito ficou mesmo muito giro. 


  • A mesa dos doces foi a rainha da festa, A toalha branca é uma das que guardo da festa pública da Ana e que te servido para inúmeras situações. O saiote azul da mesa foi comprado numa loja de festas e deu logo um toque de cor à coisa. 
  • Então, depois de constatar o inevitável (precisava de ajuda para fazer o estacionário [a.k.a. todas as coisas fofinhas de papel que se metem em cima da mesa dos doces] da festa, pedi ajuda à Andreia da Salpicos de Amor que executou a tela para fazer o fundo da mesa, as caixinhas para as pipocas e as batatas fritas, os palitos para enfeitar pratos de comida, flocos de neve que enfeitaram os potes de vidro e a tela, a moldura a dar as boas vindas à festa da Ana e as etiquetas onde escrevemos o nome dos doces. Eu acho que o segredo das mesas bonitas reside, precisamente, nestes detalhes e estou grata à Andreia pela sua prontidão em salvar-me quando gritei por socorro! Foi, sem sobra de dúvida, a melhor pessoa para me ajudar!


  • Toda a loiça e os adereços inteligentemente também sugeridos pela Andreia deram o toque final (mais uma vez fui salva por ela já que a maioria dos frascos, os dois tabuleiros onde assentam as gelatinas, um dos níveis para dentro dos armários e que serviu para dar dar altura aos fracos do fundo da mesa, a caixinha azul que armazenou os chocolates e a moldura eram dela!). Então a reter: 

  1. Ao fundo dois níveis para arrumar a loiça nos armários do IKEA a servirem de base dos potes com bolachas, suspiros, marshmallows e ovinhos de chocolate
  2. Um prato duplo da Tiger onde coloquei os queques no rés do chão (:P) e bolachinhas feitas por mim no primeiro andar
  3. Um suporte de bolo (da Loiça ao Kilo) onde coloquei duas campânulas da Salpicos de Amor com a Elsa e a Ana a dançaram numa mão cheia de sal grosso a fazer de neve (a ideia peregrina foi minha e ficou muita giro, modéstia á parte!) 
  4. Duas prateleiras do IKEA que serviram de base do bolo de aniversário. 
  5. A compor uma moldura do IKEA com o desenho da Ana Frozen a dar as boas vindas à festa da Ana, dois tabuleiros a servirem de base para as gelatinas azuis e os bolinhos de cenoura dentro das forminhas também compradas no IKEA, garrafinhas de Compal reutilizadas e com lacinhos azul a servirem de copos e, como alternativa, copos de papel coloridos e palhinhas da Salpicos de Amor que estiveram sempre cheios de bebidas, que um dia estava uma brasa. 



  • Talheres foram comprados pela minha mãe no Chinês cá do burgo e eram mesmo, mesmo giros (eram descartáveis mas em plástico resistente e encaixavam todos uns nos outros). Os dispensadores de bebidas foram comprados pela minha mãe e tia na loja Casa (um achado de baratos que foram!) e são, de facto, muito práticos. Estavam disponíveis em duas mesas do IKEA que são da decoração da minha casa e tinham como adereço um Olaf de peluche e como jarrinhas usámos botins de borracha da Frozen da aniversariante. Ficou engraçado! A mesa do café tinha uns copinhos de plásticos personalizados pela minha mãe e ficaram mesmo queridos!

  • A mesa dos salgados tinha prateleiras do IKEA também a darem altura, tinham tabuleiros de papel com naperons azuis e um balão de hélio com o número 3 que foi o mote para fotografias muuuito giras! 


COMES E BEBES

  • O almoço foi volante para adultos e graúdos. Muitas bebidas fresquinhas que em Agosto as pessoas têm mais sede que fome e, ainda assim, sobrou comida e bebida em barda (tenho o trauma de quem é de uma família do Minho: não quero que ninguém passe fomeca, pá!). Muita água, chá gelado, sumo de laranja e morangada caseira para os pequenos e vinho branco fresquinho e cerveja para os graúdos e já está!
  • bolo de aniversário é sempre o elemento "wow!" da festa e este ano não foi excepção. A Ana assim que o viu ficou em êxtase e não queria que eu o cortasse e destruísse o castelo do gelo. Nisto do bolo adoptamos o mote "em equipa que ganha, não se mexe!" e o bolo é sempre da autoria da Raquel da Homemade Cakes que, ano após ano, tem-nos conseguido sempre surpreender. Há cake design e depois há arte e a Raquel é uma verdadeira artista. De acrescentar que para além de liiiindo o bolo era delicioso e não sobrou uma única fatia no fim da festa!












  • Na mesa dos doces, para além do bolo de aniversário, havia bolachinhas feitas por mim (usei um cortador com o número 3 que comprei numa loja de festas e um com um floco de neve emprestado pela Ana e cobri com pasta de açúcar e... surpresa!- ficou top!), queques do LIDL (comprei os pré-feitos com sabor a nozes, juntei óleo, um ovo e leite e ficaram mesmo muito bons) que enfeitei com flocos de neve que também comprei numa loja de festas, marshmallows e gomas, beijinhos que trouxe das Caldas da Rainha dois dias antes, miniaturas de bolinhos de cenoura também do LIDL (são deliciosos!), pipocas, batatas fritas, gelatina azul (segredo: compra-se na Wonderland Parties e fizeram o maior sucesso) e mousse azul e amarela (foi a minha tia que fez). A minha mãe fez o seu famoso bolo de bolacha, a minha tia uma tarte gelada de natas azul e a madrinha Rosa da Ana fez beijinhos de côco e salame. 


  • Havia, também, a mesa complementar dos salgados com quiches, mini-quiches, folhados, queijos, miniaturas de salgadinhos, pães de leite, croissants, patés e tostas. Tudo feito por mim. Sem Bimby (que se avariou oportunamente). Estou tão orgulhosa de mim que desde então me convenci que, dentro de meses, posso concorrer ao Masterchef Bobadela. Me aguaarrrdem!

ANIMAÇÃO
  • Os putos gostam é de espaço. A casa de plástico da Ana serviu de albergue a muitas brincadeiras, espalhámos uma manta pelo chão, instrumentos musicais em barda ao dispor , bonecas e brinquedos, trotinete e soltámos as feras! Como temos muito espaço exterior houve correrias, brincadeiras e algumas birras de disputa de recursos (aviso: não cabem mesmo 20 miúdos numa casinha de Jardim!)
  • Pinturas faciais para os mais pequenos e um espectáculo de magia para os maiores foi o presente da tia Ross. E foi um apontamento de sucesso! Obrigada à Yammie Events que fez um trabalho espectacular com toda a criançada. A Ana queria dormir com a cara pintada e quando acordou no dia seguinte e se viu ao espelho de cara lavada esteve a chorar meia hora. Improvisei para a calar e juro que pensei que o Robert Smith dos The Cure tinha aterrado cá em casa. 
  • Uma máquina de fotográfica, cervejas geladas e a moda das selfies para os adultos e temos o circo montado! Tenho fotografias com as minhas amigas impagáveis (e vergonhosas!)

LEMBRANCINHAS

  • Chocolates personalizados da Salpicos de Amor e frasquinhos de bolinhas de sabão da Primark e voilá... final de festa perfeito!


O MELHOR DE TUDO?

1- Sentir que os preparativos para a festa de aniversário são momentos de partilha entre as pessoas que gostam da Ana. Obrigada à Marta e à Rita pela ajuda com os convites. Obrigada à Andreia por me ter salvo! Obrigada à Rossana pela prenda mais que perfeita. Obrigada à Cláudia, à Rosa e à Bia pela ajuda na cozinha! E o obrigada maior é para a minha mãe e para a minha tia, sempre envolvidas, sempre participativas, sempre disponíveis e entusiasmadas! Adoro-vos! Para o ano há mais!!!

2- Os amigos que se juntaram com ou sem crias. Que aguentaram o calor, que trocaram um domingo de praia para estarem presentes, que adiaram preparativos para os casamentos (beijinhos Sonyte!) e viagens para poderem almoçar connosco (xi à Sandra, ao Pedro, à Margarida e ao Paulo), que interromperam o dia de trabalho para irem dar um beijinho (grande João: ezomaior!), que prolongaram até uns minutos antes do derby para acompanharem as mulheres que são amigas tão queridas (Henrique: fico a dever-te esta!), que mesmo doentes não quiseram ficar de fora (um abraço Andrea!), que apesar da idade e do calor se aguentaram todo o dia (beijinhos tios), que se estrearam nas lides das festas de aniversário (beijinhos ao baby Manel!), que voltaram mais cedo do Andanças (thumbs up para o Nuno e a Cláudia!) e tudo e tudo.

3- Por último e o mais importante: a alegria da Ana, os seus olhos brilhantes a ver as velas do bolo a arder, o ar espantado a contemplar o bolo, o seu abraço sentido à avó, à tia e à Tidinha, a boa disposição e a galhofa com a madrinha Rosa e a tia Cláudia, a recusa em fazer sesta de tão entusiasmada e feliz que estava, o sono exausto no fim do dia no colo da Bia e a expressão que, até hoje, dois dias depois, usa quando lhe perguntam como correu a festa:

"Foi "formigável!"

E foi mesmo, caramba!


(E este é, oficialmente, o post mais comprido de sempre deste blog. Mas é serviço público para mães pelintras que querem festas fofis, sim? De nada.)

domingo, 9 de agosto de 2015

Aos 9 de Agosto de 2015, à Ana por ocasião do seu 3º aniversário

O amor é uma cicatriz de infinitos centímetros e meios: e tu tens-me nas tuas mãos.


Sabes, Ana, por debaixo do teu sobrolho direito, na pálpebra- mesmo cá em cima- tens uma pequena cicatriz.
Não se vê assim, à vista desarmada, mas eu sei que está lá. Deve medir 1 centímetro e meio. Mais coisa menos coisa.
Quando caíste, naquela tarde em que abriste esse bocado de pele, lembro-me dos decíbeis exactos e da cadência precisa do teu choro. Tu quase nunca choras, és pragmática e despachada, gostas de resolver os problemas ao invés de os chorares mas dessa vez doía-te o sobrolho. A mim doía-me o corpo, a cabeça e o coração, pequenino e mirrado do tamanho daquele centímetro e meio de pele que te rasgou a queda.
No hospital pegaram-te para te colar pontos, não me querias largar. Não chorei, nunca choro, porque quero que acredites que vai passar, que confies em mim. Doía-me a garganta do nó que quase me sufocava e os braços do colo vazio por te terem tirado de junto de mim. Olhavas-me com olhos de medo, de não-me-deixes e pedi-lhes de forma assertiva que me deixassem pegar-te. E foi no meu colo, num choro baixinho e controlado, a tua pele colada à minha, o calor do teu corpo junto ao meu, que te colaram aquele centímetro e meio de pele rasgada.
Sabes, Ana, talvez caso nunca chegues a ler este texto ou nunca te conte este episódio, te dês conta da cicatriz quase invisível de um centímetro e meio na tua pálpebra superior direita. Mas ela faz parte da tua história e eu estava lá quando tiveste que ser pegada ao colo, aninhar-te e consolar-te.
Fazes hoje 3 anos. A tua memória, provavelmente, não será tão poderosa que te recupere as imagens, os sons, os cheiros, os toques e os sabores destes três anos que vivemos juntas, os primeiros da tua vida, uma constante surpresa, uma descoberta sem fim. Mas, tal como a pequena cicatriz por debaixo do teu sobrolho direito, eles foram marcados por emoções intensas, por quedas, por colos, por secar de lágrimas com os meus lábios, e beijinhos mágicos a servirem de remédio para os teus dói-dóis, de olhares curiosos teus a quererem saber mais do Mundo, de palavras minhas a explicarem-te a vida e, sobretudo, das minha mãos. 
De dares de mão a conduzirem-te às tuas primeiras descobertas, o mar, o avião que rompia as nuvens, os animais do jardim zoológico, as mesmas mãos que te empurram o baloiço para que sintas o que é, mais ou menos, voar, que se fecham e se encostam à barriga para que o braço faça uma espécie de nó e te carregue num colo só teu para te poupar os passos pequeninos que se cansam, que te limpam as lágrimas quando cais, te penteiam o cabelo quando está desalinhado, te fazem cafuné quando queres vencer o sono que te fecha os olhos e eu peço-te que te rendas, te acariciam a face quando precisas de carinho, te preparam comida com minúcia e te estendem o prato na mesa, que te seguram para ires à sanita dos crescidos ou quando queres espreitar por cima de um gradeamento, que te massajam quando sais do banho e precisas de creme no corpo para te sentires um bombom, que te fazem cócegas para te acordarem gargalhadas, te apertam as mãos com força no Inverno para te darem calor e te seguram o dedo polegar enquanto rodopias em volta do teu próprio corpo quando queres dançar. 
Talvez, Ana, a tua memória não te ofereça as lembranças destes três anos que passaram mas essa cicatriz quase invisível e as minhas mãos- que irão envelhecendo enquanto tu cresces- serão testemunhas deste amor que fizeste nascer em mim  e que te retribuo sempre na medida do melhor que consigo fazer, estar e, principalmente, ser.  Que consiga sempre pegar-te ao colo quando te doer e assistir a cada sorrir. 
O meu amor por ti, Ana, pode ser como essa cicatriz, não se ver, assim, à vista desarmada, mas tu sabes que está lá. Tem a medida de todos os uns centímetros e meios das tuas células, todos os gramas da tua alma, toda a essência que carregas em ti. Mais coisa menos coisa.
Acredita em mim: estes três anos foram maravilhosos. Essencialmente, porque quem nasceu naquele 9 de Agosto de 2012, não foi mais ninguém: foste tu. Tu para mim.

Feliz Ano Novo, meu amor. Para sempre. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

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