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sábado, 26 de novembro de 2016
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
Ana: a fashionista
A Ana e a minha mãe às compras:
Minha mãe: "Ana, escolhe lá quais as botas que queres que a avó te compre!"
Ana (apontando para umas botas de cano alto): "Avó, quero aquelas!
Minha mãe: " Essas não,essas são para meninas crescidas!"
Ana (insistindo): "Avó, mas eu gosto tanto!"
Minha mãe: "Ana, tem paciência, mas não. Escolhe umas destas pequeninas. Quando fores mais crescida a avó dá -te umas dessas... "
Ana (frustrada): "Avó, mas eu já tenho muitas botas de MANGA CURTA e gostava tanto de ter umas de MANGA COMPRIDA... "
Minha mãe: "Ana, escolhe lá quais as botas que queres que a avó te compre!"
Ana (apontando para umas botas de cano alto): "Avó, quero aquelas!
Minha mãe: " Essas não,essas são para meninas crescidas!"
Ana (insistindo): "Avó, mas eu gosto tanto!"
Minha mãe: "Ana, tem paciência, mas não. Escolhe umas destas pequeninas. Quando fores mais crescida a avó dá -te umas dessas... "
Ana (frustrada): "Avó, mas eu já tenho muitas botas de MANGA CURTA e gostava tanto de ter umas de MANGA COMPRIDA... "
quinta-feira, 24 de novembro de 2016
Esta coisa do Thanksgiving
Agradeceria à minha mãe em primeiro e último, como se o ciclo fosse todo dentro dela (porque o é). Ao meu pai pelo contributo genético que me deu e que, de quando em vez, muito me dá jeito. Aos meus avós pela sabedoria da humildade, pela bondade, pela generosidade, pelo Minho nas veias, pelo amor sem contrapartidas nem regras. À minha tia pelo amor diferente, materno-fraternal, uma coisa de cromossoma X, de mãe sem exigência, de cumplicidade fraternal. Aos meus tios pela testosterona que o meu pai me privou, pela protecção, pelo sentir de pertença. À minha prima, por existir, não precisa de fazer mais nada, a existência dez anos depois de mim perdoam-lhe tudo, justificam-lhe tudo, dão-lhe charme em tudo.
Ao Rui pelo plural que me trouxe e do qual não quero abdicar, pela família que somos agora, pela Ana, pelo amor que se escolhe e se deixa ser escolhido. À Ana por fazer com que tudo faça sentido, por ser o meu amor de sempre e para sempre, fechada no ciclo que desenhou em mim.
Aos amigos, os que partiram e os que ficaram, aos que resistem e os que insistem por darem recheio a tudo isto, que são o tijolo e o cimento desta estrutura maior, isolamento térmico das paredes da minha vida.
Sempre a pessoas. Porque a minha vida são as pessoas.
À minha mãe, outra vez, por tudo o que me fez e que me permite ser hoje grata por quem sou e saber agradecer.
Ao meu pai, outra vez, por tudo o que não me fez e que me permite hoje ser grata por quem me tornei e, por isso, ter necessidade de a tantos agradecer.
Ao Rui e à Ana, amores da minha vida.
[Tanta merda que copiam, halloweens e coisos e isto que até é bonito assobiam para o lado. Ide cagar à mata, pá!]
How to save a life?
Tive uma insónia. Vim para a sala fazer zapping. Nada de jeito na televisão. Vim para o instagram. Aborreci-me passada meia hora. Apeteceu-me escrever no blog mas tive preguiça de me levantar do sofá para ir bucar o portátil. Parei o zapping na Anatomia de Grey. Não via um episódio desde a terceira série para aí. Já não há homens bonitos na Anatomia de Grey nem a barbie loura em cujo corpo eu desejava ter nascido e da chinesa nem sombra. Passou demasiado tempo desde que eu tinha tempo para seguir séries, passou demasiada energia desde que eu tinha energia para me levantar e alcançar o portátil para blogar, passaram-me demasiados interesses pela frente desde que eu tinha interesse em ver o TLC em noites de insónias.
Acho que virei adulta.
Ou se calhar já o era há muito tempo mas só agora me caiu a ficha. Estou muito chata numa série de coisas, muito pragmática noutras, as vezes acho que são sinónimos: pragmatismo e chatice. Não sei bem. Cada vez tenho menos certezas e cada vez vivo melhor com esse facto.
Ontem limpei o guarda fatos e assumi que há roupa que não vou voltar a usar. Ou porque provavelmente não voltarei a ter 50 kg ou, na maioria dos casos, porque já não tenho idade para usar t-shirts do Planet Hollywood ou camisolas com frases de afirmação tipo "I'm the boss". "Ah, a idade é um estado de espírito!" O caralhinho. Avisem as minhas costas dessa do espírito quando muda o tempo e alertem a minha incapacidade para lidar com ressacas de que afinal tem 20 anos de humor. Só que não. (Não me sinto bem como t-shirts que realcem a minha necessidade de afirmação. Cada vez preciso menos de me afirmar. Cada vez sei mais quem sou. Despida. De quaisquer artefactos, t-shirts incluídas). Desfazeres-te de roupa emocional é como te despedires de quem já foste e sabes que não voltarás a ser e assumires que não voltaras a ter 50 kg nem sequer é a parte mais dolorosa.
Não consegui ver a parva da Meredith até ao fim mais os seus dramas de primeiro mundo (eu disse que ser pragmática era uma chatice, não disse?) e depois, ainda por cima, metia ao barulho uma criança às portas da morte e já se sabe que depois de ser mãe projecto a Ana em todas as crianças do mundo, o que é uma espécie de "maternóia" (paranóia maternal) da qual provavelmente nunca me verei livre.
Tenho saudades da minha avó que acordava a cada insónia minha e em silêncio se enroscava ao meu lado e me embalava, mesmo adulta, até me sentir adormecida novamente. "Mesmo adulta" é um jeito de dizer porque, na verdade, só me senti adulta depois deles morrerem e de eu já não ser a menina de ninguém. E depois de hoje, depois de me ter despedido das minhas roupas tamanho "S" coloridas e cheias de certezas, para ficar com um guarda roupa de "adulta".
Guardei a camisola roxa com uma estrela ao peito. Ele olha para mim e sorri.
"É para, um dia, a Ana a usar"- justifico-me em voz alta.
(Ninguém acredita. Especialmente eu. Até porque a Ana nem gosta de roxo).
terça-feira, 8 de novembro de 2016
Ana, a raínha do equídeo-gado
A nova tara da Ana são unicórnios. A Elsa já se reformou (e nem quero pensar na quantidade de coisas frozenianas que tenho cá por casa), a Rapunzel não chegou a ficar velha e andamos numa fase pouco virada para personagens de filmes de animação.
Não sei como aterrou a tara dos unicórnios cá em casa mas já não suporto os poneys mono-cornos e já vomito os bichos por todos os poros.
Como se está a aproximar o Natal e porque a Ana fala de unicórnios com tooooda a gente achei por bem deixar um aviso público a toda a minha rede. Qualquer coisa como um status de facebook a suplicar a pedir: "Amigos queridos, POR FAVOR, não dêem todo um Mundo de unicórnios à miúda pelo Natal sob pena dela passar a ser a raínha do equídeo-gado!"
Claro que os meus amigos são uns estupores fofinhos e a minha amiga Sandra, feliz proprietária da Babyblue e estupora fofa que só ela, decidiu que não ia esperar pelo Natal para me desafiar dar um miminho à Ana e cá vai disto:
Estou preocupada com esta nova paixão da petiza e vou escrever baixinho o porquê:
A avaliar pela mochila, temo que a miúda me consiga unicórnio-evangelizar fácil, fácil. Humpft!
O Mundo divide-se entre...
... a possível vitória de Hillary Clinton nas eleições de hoje e a possibilidade do Mundo deixar de se dividir no quer que seja.




