sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Estou entregue aos bichos

Mamen a divagar:

". Se a Ana quer substituir as PASSAS da PASSAgem de ano por MARSHMALLOWS, logo, teremos uma MARSHMALLOWAgem de ano?!"

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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Era mesmo isto que eu queria



Depois de três dias intensivos, acabámos de ensinar um procedimento clínico a uma menina de 6 anos. No fim, a mãe sem jeito convidou-nos para uma cachupa de dia de Reis e despediu-se: “Deus vos abençoe!” 

Comprei vernizes pirosos para a C., institucionalizada desde sempre e que passa o Natal com os colegas no lar de acolhimento. Quando lá fomos entregar abraçou-me com muita força, abraçou a enfermeira com muita força e disse-me: “no dia 26 é o dia de todos aqui ligarem para as famílias: posso ligar para ti e para o Rui?!” Nó na garganta.

Seguimos para outra instituição onde tínhamos como missão entregar o mp3 e os phones dados pela minha amiga Mafalda ao Z, e o tablet oferecido pela minha amiga Teresa ao X,. Quando nos viram sorrisos grandes do mais desconfiado, abraços abruptos do mais dócil. O X. andava com um tablet velho que entretanto lhe tinham dado. Quando viu o nosso entrou numa espiral. “Queres dar o velho a outro menino aqui do lar?” Que não. Que queria dar ao irmão biológico, a viver noutro lar, que eu intercedesse por ele junto da tutora, que deixasse essa certeza garantida: “ele não tem e ele é O meu irmão.” Fechámos. Grande sorriso, grande abraço. 

Z. rasgou os três embrulhos e gritou “era mesmo isto que eu queria!” Colocou os phones nos ouvidos e desatou a dançar, com o seu andar claudicante, alegria em êxtase. O X.. volta; “podes voltar a embrulhar o presente que me trouxeste? Vou passar o Natal a casa e lá não tenho nada para abrir, assim abria-o outra vez!”. 

Saímos, exaustas, cansadas, ainda tristes com vidas tão diferentes das que gostaríamos que cada um tivesse, tão frustradas com um papel tão pequeno que é o nosso. 

Em casa recordo o abraço e a promessa do telefonema da C., a generosidade do X. com o irmão quando sou interrompida por uma mensagem da mãe de uma família que acompanhamos e que vive num abrigo: “boas festas para si. Que Deus a abençoe”. 

De volta, a memória da mãe da menina a quem ensinámos o procedimento clínico e a quem soaram as mesmas palavras.

 Deus já nos abençoou.  “Era mesmo isto que eu queria”- o Z.. é quem tem razão. 

 Era mesmo isto que eu queria.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Maria (36)



 A Maria foi a pessoa mais importante do meu dia e eu tive um dia de merda. Não há cá eufemismos. Mais relevante ainda: a Maria tem sido importante muitos dias seguidos e interpolados, numa amizade que não tenho com mais ninguém, de missão, de entrega, de colo aberto. De expressões rígidas e palavras brutas porque a vulnerabilidade é uma parva e não podemos chorar. 

Todos os anos a Maria oferece uma semana de voluntariado, em regime residencial, para acompanhar o campo de treino da Associação onde trabalho. Fá-lo há alguns anos, ainda antes de eu lá trabalhar, numa partilha de dias, experiências e vivências que nos tornou muito cúmplices e próximas. A Maria empurra cadeiras de rodas, dá banhos, ajuda com comidas, dinamiza actividades, arruma camas e quartos e faz tudo sempre com este ar plácido e sereno.No resto do ano dá-nos consultoria jurídica pro-bono, ajuda a resolver berbicachos, prepara contestações, alertas, estatutos, queixas formais e emails informais de defesa dos direitos das famílias de pessoas com deficiência adoptando como filha legítima uma causa que dificilmente seria a sua. Sempre com cara de gratidão quando quem deveria ser-lhe gratos éramos nós. 

 Ao colo da Maria estava, hoje, um bebé. Um bebé que, esta tarde, ficou sem tecto. Que há muitos dias tem ficado sem comida. Que só muda a fralda quando tem cocó porque as fraldas têm sido rastreadas e o xixi releva-se. Que não tinha água quente em casa. E dormia numa espuma no chão. Tem 18 meses e sorria ao colo da Maria, completamente inocente de tudo o que lhe estava a acontecer. 

Hoje a Maria estava em Vila Franca de Xira e parou tudo o que estava a fazer para correr ao meu grito de socorro, nos confins de Sintra. 

Hoje a Maria trazia um vestido para ir a uma exposição de pintura à qual não chegou a tempo porque foi advogada, tia de colo, irmã de abraço à mãe do bebé, deu a primeira refeição completa de há muitos dias a este bebé, ajudou no primeiro banho quente desde há muito e fez também a cama quentinha onde eles dormem neste momento. 

 Deu amor que é o que a Maria sabe fazer melhor. Ou quase. 

 Porque o melhor que a Maria sabe fazer é salvar o Mundo, ali taco a taco, empatadinha com o ser a pessoa importante que muitos dias é para mim. Irmã de tabanca. Liguei à mãe para saber como estava, Agradeceu-me e: acrescentou " E diga  muito obrigada à Maria. Muito obrigada”. 

Espero ter conseguido fazê-lo com este texto mas, de qualquer forma, aqui vai: obrigada, Maria, salvadora do (meu) Mundo. 

Muito obrigada.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 41


X



"Talvez seja isto o que significa, de facto, ficar velho. Quando aqueles que são as nossas referências começam a desaparecer, e damos por nós, que sempre insistimos em nos manter modernos e facilmente adaptáveis, a sentirmo-nos como uns velhos do Restelo, cada vez mais sozinhos no mundo. 
 Isto a propósito das mortes de Belmiro de Azevedo e de Zé Pedro. Figuras tão distantes, mas igualmente tão presentes na minha, e provavelmente, na história de alguns de vocês. (...)
O Zé Pedro. O Zé Pedro foi a minha adolescência. E juventude. E um bocado idade adulta. Esteve em todas as minhas Queima das Fitas enquanto estudante académico. E foi por ele que continuei a ir à Queima das Fitas enquanto adulto, mesmo tendo de pagar o preço de putos bêbados a vomitar-me nos pés. 
 Mas o Zé Pedro “conheci” em 1988, com 12 anos de idade e acabado de chegar ao ensino secundário. Eu era o menino que nunca tinha tirado um Bom, apenas Muito Bons. Aterrei na Escola Secundária Rainha Santa Isabel, nunca percebi porquê. Uma escola que servia maioritariamente a zona de Campanhã, São Vítor e Fontainhas. Perdi todos os contactos anteriores e dei por mim numa turma com dois miúdos de… 18 anos. O Paulo e o Jonas (que é feito de vocês?). Cedo fui adotado mascote. Não vos contar o que aconteceu às minhas notas a partir daí. Lembro-me das tardes em casa do Paulo, algures em S. Vítor. O pai do Paulo era polícia, lembro-me da foto na sala. E lembro-me dos cigarros esquisitos com cheiro a resina que eles fumavam e nunca me davam. E lembro-me de eles desaparecerem para os quartos com as namoradas e eu ficar sozinho na sala, a fumar SG Ventil e a ouvir o “Circo de Feras”. O Zé Pedro era o rock. Era o punk. Era o farol e o SG Ventil de um puto que se precisava integrar. Eram as letras dos Xutos que serviam as cartas para as namoradas. E agora? As figuras políticas são o que são, já não há (poupem-me as críticas) Álvaros Cunhais, Ramalhos Eanes (ok, ainda respira), Mários Soares ou Sás Carneiros. Agostinho da Silva já ninguém sabe quem é. Mário Cesariny, idem. Mais um Outono ou dois, e o Miguel Esteves Cardoso também vai com as folhas. O MEC, quem eu no final da década de 80 devorava a “Causa das Coisas”. Eu não sei se todos eles partem cedo. Sei que viveram a vida 10 vezes. No fim, talvez só isso importe. 
Claro, mas e agora? Quem fica? Todas estas referências vão sendo substituídas por outras, a quem não conseguimos reconhecer estofo ou talento. Um millenial saído de um websummit, ou um guru da psicologia positiva que por muita atenção e benefício da dúvida que dermos à mensagem, sempre nos soa a produto para atrasados mentais e/ou desequilibrados emocionais. Isto, pela consciência do seu potencial significado, assusta-nos e questiona a nossa atualidade e validade. 
Nesta tormenta, vamos ansiosa e desesperadamente buscando as exceções, como pão para a boca, e agradecendo os amigos antigos, que nos aliviam a sensação de estar perdidos num sítio onde não era suposto estar. 
 E damos por nós com a letra do Manel Cruz, em Pluto, a ecoar-nos na cabeça: «Estranho quando dou por mim num mundo bizarro. E mais ainda quando lá o mais bizarro do mundo sou eu.»"

Do meu amigo Raul Pereira na sua página de facebook retratando tudo o que sinto

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

A PROVAR | Doce de Leite a sério


Olhem: faleci de deleite, sim?

[Obrigada minha Paula por zelares sempre pela minha dieta. ]

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Entretanto, no Mundo real


Cerca de 10% da população, isto é, cerca de 650 milhões de pessoas, vive com uma deficiência, constituindo a maior minoria do mundo. 

Na maioria dos países da OCDE a incidência da deficiência é mais elevada entre as mulheres do que entre os homens, constituindo uma dupla vulnerabilidade desta população, logo, alvo de múltipla discriminação. 

Cerca de 386 milhões de pessoas em idade activa são deficientes, segundo a OIT, sendo que, o desemprego atinge, em média, 80% desta população, devido à crença dos empregadores de que uma deficiência implica uma incapacidade para o trabalho. 

Por esta razão, as pessoas com deficiência continuam a estar sub-representadas no mercado de trabalho. 

A falta de recursos económicos é um dos problemas que mais afecta esta população, sendo que o ciclo de pobreza dificilmente é interrompido, devido à grande inexistência de rendimentos de trabalho, da dependência de subsídios estatais e da solidariedade das suas famílias. A empregabilidade é o pilar base deste problema.

Estas questões fazem parte do meu trabalho de todos os dias, aquele que me faz levantar e fazer-me à vida. Todos os dias, envio emails e propostas, marco presença em reuniões e o diabo a quatro para  apresentar candidatos com deficiência a potenciais empregadores, na expectativa que tenham a oportunidade que lhes é negada todos os dias. Um dia, devagarinho, um dia, desejo, muito, será o dia de todos. 

O BNP Paribas fechou connosco um programa de formação em posto de trabalho que vai já no seu segundo ciclo e com uma taxa de sucesso de 100% até ao momento (os candidatos que participaram no primeiro ciclo do projecto encontram-se empregados). É pouco mas são baby steps. 

As duas candidatas para o segundo ciclo precisavam de um incentivo extra. Faltava a parte exterior, o embrulho, o que se vê do lado de fora.


E embarquei num dia duríssimo em que fiquei a respeitar o trabalho de assessoria de imagem (é preciso paciência, resiliência, braços para carregar sacos e cabides e ouvidos para escutar emoções. É preciso disponibilidade física e mental e foi preciso a Mónica para me mostrar isto e deitar abaixo todos os meus preconceitos). Tenho sorte em ter a Mónica como amiga e dela ter disponibilidade para ouvir todas as minhas ideias- mesmo as que pareçam estapafúrdias- e de se juntar a mim com o seu know how e network.

Sou psicóloga: trato das imagens interiores, das questões do bem estar, das emoções. Com a Sofia e a Cláudia fiz um trabalho de delineação dos seus projectos de vida individuais, de escuta-activa, de envolvimento das suas redes de suporte e de um compromisso conjunto para concretizar os planos a médio-prazo para cada uma delas, tratámos das questões motivacionais e tive por detrás todo o apoio da equips espectacular com quem trabalho (uma equipa de assistente social, terapeuta ocupacional, enfermeira e fisioterapeuta porque it also takes a village to see people raise).

Mas foi a minha amiga que deu o twist que faltava. Obrigada Mónica Lice: sem ti nunca seria possível. Gosto muito, mas muito, de ti!


E a magia? A magia aconteceu assim.




[Obrigada C&A, O Boticário e Maria Lourenço Cabeleireiros: foram inexcedíveis e de uma generosidade ímpar! Sois os maiores!]

[Obrigada Kat V pelo registo fotográfico e Tiago Namorado Gil pelo vídeo mas, especialmente, pela paciência, pelo dia inteiro de trabalho que nos dedicaram e pela imensa generosidade: fico a dever-vos mil!]

O mundo divide-se entre...

... quem não gosta de comer favas guisadas e os outros.

Começando pelo fim



"Derivado a" problemas nas cruzes e ciática aos 37 anos acabei de vir do quiroprático ( a seguir vou à bruxa que já estou por tudo...) 

Liga-me mámen e pergunta-me sobre a consulta. Descrevo-lhe os tratamentos e ele remata:

"Acabaste de pagar 80 euros para ires ao São João do Porto sem Porto e sem trazeres o martelinho para casa, é isso?"

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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

É um fogo que arde e nós a ver



Há um sentimento de impotência face às imagens. 
Há a evitação de não querer que o zapping nos faça confrontar com a violência das chamas, o som aflito dos gritos das pessoas, as suas expressões faciais e a desgraça ali, pousada aos nossos olhos, a pele quase a queimar de tanta aflição. Coração queimado. 
Ardem-nos os sítios onde fomos felizes, os locais das nossas raízes, os espaços que são agora apenas imagens nas fotografias imprimidas em álbuns não digitais. 
Há a negação e o medo de não querermos abrir o feed do facebook atropelada pela necessidade de sabermos dos que queremos bem. Já não nos interessa a terra, os pastos, as árvores, os terrenos, já não nos importa que a matéria fique reduzida a pós: queremos as nossas pessoas vivas. E bem. 
Não quero saber de esquerda nem de direita. Não quero saber de política na versão mesquinha da coisa. Não quero saber de rezas, de superstições, de crenças e de danças da chuva. Quero- genuinamente- que o meu país seja gerido por pessoas competentes, independentemente da sua orientação política. Quero que quem esteja na Protecção Civil ganhe tudo o que tem direito, tenha o salário que justifique a responsabilidade do seu cargo, mas quero que seja a melhor pessoa em Portugal para gerir a protecção civil deste país, a pessoa mais preparada e mais à altura do cargo e não o amigo do amigo, o que lambeu melhor as botas nas Jotas destes país ou o mais fofo e fresco nas Universidades de Verão dos partidos. Quero que quem esteja à frente dos serviços competentes para lidar com vida, saúde, educação estejam preparados como nenhuns outros, academicamente e em termos de experiência, que tenham aprendido com os melhores e os mais bem preparados, que tenham replicado boas práticas que viram e testaram noutros países, que saibam fazer o melhor. Não o seu melhor, isso já não basta. O melhor, o mais eficaz, o que resulta. 
Nunca tinha sentido de perto uma calamidade pública. Uma tragédia nacional. Que nos afecta a todos, um a um, porque todos conhecemos uma daquelas cidades, fomos felizes num daqueles locais, conhecemos pessoas que ali vivem, que ali nasceram, temos lá raízes, memórias, afectos. 
Somos nós que estamos a arder, reduzidos metaforicamente à insignificância do pó que não acreditamos que seja real à nossa volta, à volta dos nossos. 
Somos nós com o coração na quinta de Tondela do Zé António; na família de Mira na Ana Mingatos, da Neuza, da Catarina Domingues, da Clara, da Paula; na Vagueira da minha infância, na ponte de Vagos onde fui tão feliz, no arraial da Tocha ardido onde fizemos, juntos, tantas sardinhadas nas colónias de férias, em Braga onde está a Sónia, a Maria João, a Fátima e a minha prima Su que entrou este ano para a Universidade do Minho, Somos nós sempre projectados nas gentes que amamos e nos sítios dos nossos afectos.  
Somos nós a chorar os que morreram no Inferno. São eles, os que morreram, e que podiam ser nós. 
É um fogo que arde e nós a ver. 
É o fogo que arde e nós a arder. 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Uma 'ssoa escreve um post de japoneses...

... e logo um leitor deste blog consegue provar que as coisas podem sempre piorar:




[Obrigada, Marco, sim?]

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Mas no dia seguinte ao meu 37º aniversário escrevi assim..



[37 anos e um dia. 
Já penso na minha própria morte (durante mais de duas décadas não pensei nela), na minha mortalidade e finitude. 
O futuro está sempre na sombra e no encalço do presente. Li um dia que somos velhos quando temos mais memórias que sonhos, mais recordações do que projectos e planos, mais lá atrás, caminhos e estradas velhos conhecidos que atalhos desconhecidos por explorar. Estou cheia de sonhos simples e concretizáveis e guardo com alfazema num canto do meu coração todas as memórias de afectos e amor. Tudo o resto não tem espaço em mim, nem o rancor nem o ódio, nem coisas tóxicas nem nada que não me tenha acrescentado. O meu coração tem apenas memória RAM para o passado bom e o futuro de paz e leveza, que é isso que espero enquanto for envelhecendo. Dizem aos mortos "que a terra te seja leve" mas eu acho que deviam dizer aos vivos que o ar lhes seja leve para que o pensamento, os sonhos e os planos voem livres como o vento. Um céu leve. 
Deixei de saber só o que não quero e passei a ter uma clara e nítida noção do que quero. Quero a saúde minha e dos que amo, quero quem me quer bem por perto, a intimidade reservada para as gargalhadas de quem me ama na mesma proporção do que eu os amo. Quero reciprocidade e merecimento. Quero relações fáceis e simples, sem cobranças nem julgamentos, sem truques na manga nem agendas secretas, sem cerimônias nem formalidades. Quero ser eu, sem pensar no que dizem os outros. E quero só quem me quer assim, quem goste de mim como sou e não me queira, projecte ou fantasie diferente ou à sua medida. O meu molde é torto e único e nunca me conseguirei encaixar. 
 Quero sentar-me com as pernas à chinês no passeio se estiver cansada, não me importar com maneiras socialmente impostas, dizer vernáculos e rir alto, usar decotes e não fazer fretes e quando me disserem que já não tenho idade para isto, poder fazer um pirete e cagar-me para o facto da idade não me perdoar. 
A vida não é um juiz do certo ou do errado, não traz reguada incorporada e no fim morremos todos. Quero fazer o que sempre fiz: o que me dá na real telha, o que me faz sentir-me fiel aos meus valores e leal às minhas crenças. 
Quero morrer livre. Sempre livre.]

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Tenho uma vida boa

Lembram-se deste post?


Bolo do meu 37º aniversário da autoria de Les Gourmandises de Sophie: <3

Próteses ortopédicas tatuadas pelos muchachos mais queridos da Big Boys Tattoo (este item terá um post só para ele)


O presente mais emocionante (e emocionado) dos últimos tempos. Também terá matéria para um post só seu. 



O quadro que eu andava a namorar há tanto tempo da Movelvivo: agora na minha sala. 

Um desenho da minha filha acompanhado de uma escultura: o presente mais do coração. 



Falta, efectivamente, que a minha mãe deixe de fumar.

[Continuo a desejar com muita força.]

terça-feira, 8 de agosto de 2017

sábado, 15 de julho de 2017

Olh'á Croácia fresquinha!

                             



"Aqui vai a Croácia quadripolarizada. 
Mais concretamente, as cascatas do parque natural de plitvice. 
Beijinhos "

Filipa Guimarães


Obrigada, Filipa! Adorei!

Muita forte no crioulo

O meu talento ao nivel do crioulo exemplifica-se com o facto de lidar há meses com uma pessoa chamada Aminata e só passado muito tempo perceber isto.


[Sim, andei a chama-la de Aminete].

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Como entrar numa crise conjugal para totós em 3 actos?

["Acto I


- Mas vais deitar os desenhos da Ana fora?
- Repara, eu arquivei já uns 659 desenhos da Ana naquela pasta. 
- Mas e vais deitar toodos os outros fora? Os desenhos são todos diferentes, não vês?
- Tens noção que ao longo da vida da Ana e tendo em conta a rapidez na produção de arte seria impossível guardarmos toooodos os desenhos dela, especialmente os deste tipo: desenhos nos guardanapos do café e em folhas de rascunho, não tens?
- Ok, deita. Ela há-de ser grande e tu terás saudades destes desenhos.

...

Acto II

- Mas o que é que estás a fazer com o meu cachecol do Sporting?
- Vou deitar fora! Estamos juntos há 18 anos e nunca te vi com ele ao pescoço, está aqui só a acumular pós...
- Larga o meu cachecol do Sporting!
- Em que lugar está o Sporting no campeonato?
- Não desconverses. Passa-me o cachecol!
- Qual o nome do treinador actual do Sporting?!
(silêncio a ver se se lembra mas claro que não)- Dá-me o cachecol: a sério!
- Quando foi a última vez que foste ver um jogo do Sporting?
- Não me lembro mas olha lembro-me que foi no Estádio José de Alvalade"
- ....
- Tira as mãos do meu cachecol!

Acto III

- A sério que tens uma boina de agro-beto guardada na arrecadação e eu nunca a tinha visto?
- É a minha boina da Golegã. 
- Nós já não vamos à Golegã vai para dez anos...
- Podes parar de embirrar com as minhas coisas?
- Quando é que estás a pensar estrear a tua boina da Golegã? 
- Quando for velho..." ]



Arrumar a arrecadação a dois.




quinta-feira, 13 de julho de 2017

Isto é capaz de ser uma espécie de depressão pré-aniversário

            

Perguntam-me o que desejo que aconteça na minha vida  na próxima década. 

Com 40 e 50 anos a Ana será adolescente (suspiro*) e jovem adulta (expiro*). Não projecto nada. 

Projecto-me só depois dos 60.

E sonho muito com excursões do Inatel nos Natais em que ela passar na casa dos pais do marido, discotecas em cruzeiros de velhos nas férias, anúncios de Cogumelo do Tempo nos zappings da minha televisão e este blog patrocinado pela Egiro a oferecer-me uma scooter de mobilidade para eu andar na "boa-vai-ela" poupando estes belos joanetes. 



segunda-feira, 10 de julho de 2017

Ana, a guarda segredos

"Mãe, a avó comprou-te um presente de aniversário surpresa mas nem penses que eu te vou dizer de que cor é o vestido..."

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sábado, 1 de julho de 2017

O Mundo divide-se... (edição fonética)

... entre as pessoas que conhecem esta música como a música da Lasanha e as que a conhecessem como o hino da Liga dos Campeões.


             

Este será o ano novo blogosférico em que conseguirei pôr as quadripolarizações em dia: é uma promessa!



A minha querida Filomena nunca me falha. Desta feita, temos a Bielorrússia quadripolarizada!

[Temos a Europa praticamente quadripolarizada. Falta apenas quadripolarizar a Albânia, o Azerbeijão, a Bósnia Herzegovina, a Croácia, o Kosovo, a Macedónia, Malta, a Moldávia, a Roménia, a Sérvia e a Ucrânia. Sintam-se à vontade para o fazer, tá? Enviem as V. fotos para quadripolaridades@hotmail.com.]


Conheça todos os países já quadripolarizados aqui.

Os leitores deste blog são melhores que os dos vossos #17


"Porque nos apresentaste a música do camaron aqui tens um tesourinho deprimente das nossas conversas animadas no carro. Ele ficou super fã da música graças a ti... a letra é que saiu ao lado!"

Querida Joana: agora o disco pedido é isto mas... com coreografia! ;)

Beijinhos

sexta-feira, 30 de junho de 2017

O Mundo divide-se... #edição sopeira

... as pessoas que têm a tábua de engomar e o ferro ao género de instalação artística permanente no meio da sala o ano inteiro e as outras.




suspiro*

Uma pessoa fica aqui a cismar...





Olha se me desse uma travadinha musical destas a mim?


É que - fora de brincadeiras- sou alérgica ao látex.
Sim: ao látex- leram bem.


Quando a realidade supera a ficção que supera a realidade que supera a ficção and so on

"Luciana Abreu apresentou hoje o seu novo tema, 'El Camarón'. Esta música de ritmo latino e muito alegre foi, na verdade, inspirada no choque choque anafilático que a cantora sofreu em janeiro de 2016. Nessa altura, Luciana precisou de ser assistida de urgência no hospital depois de ter ingerido camarão.A cantora ficou sem ar, muito inchada e aflita.Cerca de um ano depois, a cantora usa a sua arte para alertar os fãs para este problema.
 Luciana mostra assim que é capaz de encarar a vida com boa disposição e humor, apesar de nem sempre tal ser fácil."


Oh céus: foi intencional. Esta música é propositada. Oh nossa senhora do marisco me valha!

           

quinta-feira, 29 de junho de 2017

O Mundo divide-se... (edição fonética)

O mundo divide-se entre quem toda a vida cantou "Vamos à la praia" em vez de "Banhar-nos à praia" e os outros.

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Ana, a zen... a crédito

Ana, canta o mantra que aprendeu na escola para se acalmar quando está destrambelhada (sim, sim: destrambelha que é minha filha, não há cá milagres!). 

Ana: "I am happy,
          I am good,
          I am happy,
          I am good,
         CETELEM, CETELEM, CETELEM, ji
         Ariuru, ariuri, ariuri, jim"


Nós: "Ó filha, tens a certeza que é  CETELEM?"

Ana: "Claro que sim: o professor de meditação cantou isto o ano todo!"

Nós: "Epá, filha. Não deve ser CETELEM, tu ouve lá melhor isso..."

Ana: "É CETELEM, sim! Que eu sei, que eu é que estou lá a ouvir..."


Reunião de pais, a educadora convida-nos para fecharmos a dita com a música da meditação. Afino a minha melhor voz  e dou-lhe com alma:

         "I am happy,
          I am good,
          I am happy,
          I am good,
         CETELEM, CETELEM, CETELEM, ji
         Ariuru, ariuri, ariuri, jim"


Fica tudo a olhar para mim.





Não era.

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Vamos lá voltar à quadrievangilização que já estavamos cheios de saudades




"Olá Pólo Norte,

quadripolarizei o Chipre, mais um país para acrescentares à tua lista!
As fotos são da Petra tou Romiou ou Rocha de Afrodite. Segundo a mitologia é o local de nascimento da deusa Afrodite!

M."

Querida M., desculpa o atraso na publicação de tão nobre quadripolarização, ainda mais com um país à estreia: mea culpa!

Graças a ti temos  agora 91 países quadripolarizados: é muita fruta! Obrigada!



[Chipre quadripolarizado. Todos os países quadripolarizados aqui]

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Diálogo apenas perceptível por açorianos



Eu: "Ui, agora está tudo muuuuito ofendido porque o Salvador Sobral disse "peido" na televisão..."

Mámen (à nora sobre a polémica): "Vês, porque é que eu ensino a miúda a dizer "fofó"?"

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Há um episódio do "This is us"...




... em que é véspera de Natal e a Kate tem que ser operada de urgência. 
A mãe agarra num raminho de pinheiro e coloca-o na mão da filha, reforçando que "nada pode correr mal na véspera de Natal". 
No dia 21 deste mês- dia do aniversário do meu avô- a minha vida podia correr muito mal, o pior que me podia acontecer e olhem que a mim já me aconteceu muita coisa manhosa...
No dia 21 de Junho- dia de aniversário do meu avô- na sala de espera de uma clínica pensei no "This is Us": nada pode correr mal no dia de aniversário do meu avô. 

Não correu. Soube-o ontem, depois de uma semana de insónias, angústias e um aperto no peito nunca antes sentido. 

Ainda que já acreditasse, agora sinto-o com mais força, Sim, acredito em milagres. 


[Obrigada, avô!]

quarta-feira, 21 de junho de 2017

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Catarina (35)



A Catarina é leitora deste blog.
Uma tipa inteligente e audaz, perspicaz e boa gente.
A Catarina viveu cercada pelo Inferno, viu os cenários das suas memórias, os espaços que pertencem às suas lembranças, vida vivida, terras com raízes suas confundidas com as das árvores arderem assim.
A Catarina não conseguia dar notícias e eu rezei por ela. Não a conheço pessoalmente mas sei-a inteligente e audaz, perspicaz e boa gente.
Eu não sou de apontar dedos, ruminar em culpas, preocupar-se com acusações políticas. Lá chegaremos quando as terras e as cinzas estiverem arrefecidas.
A Catarina esteve assim e eu fazia refresh de minutos a minutos no seu perfil de facebook. E rezava. E eu não sou de rezar.
Mas quando a impotência nos esbofeteia a cara, nada nos resta senão sermos humanos e vulneráveis, humildes e crentes num desfecho com vida. Porque aqui - não haja enganos- há apenas desfechos porque não há nenhum final feliz.
Sejamos humanos e rezemos, oremos, enviemos energias positivas, façamos figas ou o que nos aprouver. Juntemo-nos para acrescentar e sejamos humanos e empáticos.
A Catarina- inteligente e audaz, perspicaz e boa pessoa- está bem. E eu vergo-me à sua valentia, faço uma vénia à sua coragem.
"Acredita, mesmo para mim que estava em cima do telhado na minha melhor versão gata em telhado de zinco quente islâmica, a sensação de me limitar a meter água e de esperar que o fogo venha ter connosco é só pior..."
Tenho um novo herói: Catarina, a grande.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Os finalistas (com chapéu de cartolina preta à americana e tudo)

Resultado de imagem para finalistas


Tenho assistido, por força do trabalho do homem cá de casa, a um fenómeno interessante que surgiu nos últimos anos: as festas de finalistas. 
No meu tempo éramos finalistas em duas fases da nossa vida: no fim do secundário e no término da universidade. Tal como éramos caloiros no primeiro ano da universidade, apenas. Aparentemente, sou do tempo dos dinaussáurios. 
Hoje em dia vejo festas de "finalistas" no último ano do Jardim de Infância, no quarto ano das escolas primárias, no nono ano dos liceus e por aí além. Tenho, ainda assistido, em fotografias do facebook da minha rede um proliferar de fotografias de meninos a envergarem pseudo-capas académicas e chapéus de finalistas à americana, feitos de cartolina preta, alguns até (heresia!) com capas com fitas autografadas pelos colegas da escola primária. Que irão rever no quinto ano...
Hoje toda a gente foi finalista uma vez, duas vezes, três vezes, quatro vezes e , finalmente, finalista- finalista na universidade. Também há os finalistas no último cinturão do judo, os finalistas na nataçao, no centro de línguas e na catequese. Já não aguento finalistas!
Temo o dia em que, à saída da maternidade, "adeus-adeus vamos para casa", alguma enfermeira espete um chapéuzinho de cartolina ou de feltro, vá, na cabeça de um bebé e uma faixa à miss a dizer "Finalista do berçário". Na colónia de férias, um monitor se encarregue de "finalistar" as crianças no último dia com o título de "finalista da praia 2013". 
Porque ser finalista deixou de ser um título único, que coroa o fim definitivo do percurso escolar de um indivíduo e passou a ser um título cíclico, um título ocasional, a fazer perder o encanto que têm os títulos que demoram a alcançar, a deixar cair a magia dos títulos que implicam tempo, esforço, trabalho... acumulados. Porque ser finalista passou a ser banal.
Chegaram ao fim deste post? Boa, vou ali buscar a cartolina para vos fazer um chapéu. Considerem-se leitores finalistas do presente post. 
Eferreá!

[Repost]

A genética não foi minha amiga (mas quem tem uma mãe tem tudo ;) )

A minha mãe sabe fazer malha. Crochet. Penteados maravilhosos nos cabelos da Ana. Fazer bainhas. Pregar botões. Trabalhar com trapilho. Cartonagem. Forrar com tecidos todos os objectos possíveis e imagináveis. Bricolage variada. Dá uns toques de costura. Fazer vestidos de Carnaval com sacos de lixo se for preciso. Pintar a miúda no Carnaval sem que pareça uma travesti. Fazer o melhor bolo de bolacha do Mundo. E salame. E bolinhas de côco. Decorar todas as canções infantis para ensinar à neta. Sabe fazer macramé. Trabalhar com madeira. Fazer bijuteria e laços para o cabelo da Ana. Desenhar bem. Pintar bem. 

Eu?

Foto de Liliana (Pólo Norte) Caridade.


Foto de Liliana (Pólo Norte) Caridade.


Eu sei fazer-lhe olhinhos de gato das botas do Shrek.


(O meu mural de espanta-espíritos hygge, feito pela minha mãe, é oficialmente o mais bonito do Mundo].

O tipo de ídolos que gostaria de ensinar a minha filha a admirar

                                             Ines Alves, 16, fled yesterday’s inferno from the 13th floor of the block in West London


Bravo, Inês! Bravo!


[Crowdfunding para ajudar a família da Inês: aqui.]

This is us ou a revolta dos psicoterapeutas

Resultado de imagem para this is us

Não sou uma pessoa de séries: não saco nada da internet pirateado, não gosto de esperar o regresso de novos episódios semana após semana, muito menos de esperar novas temporadas, esqueço-me de gravar episódios quando não estou em casa, às vezes estou semanas sem ligar a televisão e não sou metódica nem como espectadora.
Mámen, ao contrário de mim, tem uma adição tão grande que, para não se deixar viciar, opta por nem sequer começar a ver. À excepção de mini-séries de carácter histórico (papa-as todas como apaixonado por História que é...) e da Guerra dos Tronos, que este ano promete estragar-me a festa de aniversário cá em casa, tal o entusiasmo que para aqui vai já a contar os dias que faltam para 17 de Julho. 
Bem, estou a dispersar porque do que eu quero mesmo escrever é desta série que tem o condão de me prender, aliás, de nos prender aos dois, à televisão desde que a nossa amiga Ana Margarida nos falou dela. 
"This is us" é uma série tão boa, mas tão boa, que o título consegue ser o pitch perfeito para se apresentar a si mesma.
É uma série onde as nossas vidas, as vidas de cada um de nós, com histórias diferentes e opostas, com contextos e trajectórias tão díspares conseguem encaixar em cada episódio: o meu casamento no casamento de Randall e Beth,  o nosso estilo de parentalidade cool  reflectido na parentalidade do Jack e da Rebecca, a minha história de resgate do amor na história de Kevin e Sophie, a  pressão com a necessidade de perfeição do corpo e a fome emocional de Kate, a morte e os lutos mal resolvidos a emergirem com a morte de William, o adeus à vida executiva após perceber que ninguém recebe medalhas por trabalhar de sol a sol como Randall and so on and on. 
"This is us" é- so far- a minha série preferida de todos os tempos. E a única que me consegue levar do riso às lágrimas em minutos, da discussão em voz alta à introspecção em segundos, da chamada para reagendar psicoterapia à edição de posts deste blog em milésimos de segundo. 
"This is us"? Sim. No que me toca, "this is so fucking me!"


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Está oficialmente inaugurada a silly season




"Al bailar el mundo entero comendo marisco
Que es la fiesta del camarón

 Camarón, camarón, hay que picazón ´
Se me pone la cara roja y mi palpita el corazón"

Epá, nem sei que diga...


[Aguardo pelas faixas da ameijoa, da conquilha e do mexilhão...]

 [Ainda fui ver duas vezes se não era a Ana Malhoa. Juro. ]

Mea-culpa no Divertidamente



Só agora assistimos ao filme "Divertidamente".

A Ana perdeu o interesse a meio do filme e eu e mámen continuámos, entusiasmados, a visioná-lo até ao fim.

No fim mámen elogia o guião. Eu torço o nariz e contra-argumento que aquilo não está bem feito e que tem imprecisões.

"Como imprecisões?"- diz-me o psicólogo de serviço.

"Meu caro, na cabeça da mãe da Riley quem comanda o centro de operações é a tristeza. Toda a gente sabe que, para a história ser credível, só haveria uma personagem no cérebro da mãe. Uma personagem bem gooorda, espaçosa e amarela: a culpa. "



A CONHECER | O paraíso do Dão














Rio. Cerejas colhidas directamente das árvores das redondezas. Barragem. Cerejas, Vinho frisante. Cerejas. Calor. Cerejas. Piscinas. Cerejas.  Sossego. Cerejas. Paz.  Cerejas. Simpatia. Cerejas. Sol.

[Referi as cerejas?]


Montebelo Aguieira Lake Resort & Spa: so far, o sítio mais paradisíaco em Portugal para uma escapadinha. Melhor? Só com  (ainda mais) cerejas.





Encontrar um resort paradisíaco em Portugal

Quem? Montebelo Aguieira Lake Resort & Spa
Onde? Vale da Aguieira, 3450-010 Mortágua 
Contacto: 231 927 060 
Saber mais? Aqui

terça-feira, 6 de junho de 2017

Parabéns, mámen!



Assume que ainda lhe custa. Muitos dias. Não todos. Que ainda lhe apetece. Muitos dias. Não todos. Que seria mais fácil recomeçar. Mais prazenteiro. Melhor. 

Ainda assim mantém a sua posição de pedra e cal. Mámen escolheu parar de fumar há um ano e eu sinto um orgulho desmedido nele. 

Bravo, grunguinho!


[Para quem quiser deixar de fumar, recomendo a leitura do método aqui de casa aqui. E do método de uma grande amiga aqui. E coragem!]

Coisas bonitas em Junho: Ariana, (a) Grande



"What's wrong with the world?"

E penso na minha máxima da idade adulta: ""When injustice becomes law, resistance becomes duty."

Bravo, Ariana (a) Grande!



Letra para a comunidade surda:

[What's wrong with the world, mama
People livin' like they ain't got no mamas
I think the whole world addicted to the drama
Only attracted to things that'll bring you trauma
Overseas, yeah, we try to stop terrorism
But we still got terrorists here livin'
In the USA, the big CIA
The Bloods and The Crips and the KKK
But if you only have love for your own race
Then you only leave space to discriminate
And to discriminate only generates hate
And when you hate then you're bound to get irate, yeah
Madness is what you demonstrate
And that's exactly how anger works and operates
Man, you gotta have love just to set it straight
Take control of your mind and meditate
Let your soul gravitate to the love, y'all, y'all
People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach?
Or would you turn the other cheek?
Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)
Where is the love (The love) [2x]
Where is the love, the love, the love
It just ain't the same, old ways have changed
New days are strange, is the world insane?
If love and peace are so strong
Why are there pieces of love that don't belong?
Nations droppin' bombs
Chemical gasses fillin' lungs of little ones
With ongoin' sufferin' as the youth die young
So ask yourself is the lovin' really gone
So I could ask myself really what is goin' wrong
In this world that we livin' in people keep on givin' in
Makin' wrong decisions, only visions of them dividends
Not respectin' each other, deny thy brother
A war is goin' on but the reason's undercover
The truth is kept secret, it's swept under the rug
If you never know truth then you never know love
Where's the love, y'all, come on (I don't know)
Where's the truth, y'all, come on (I don't know)
Where's the love, y'all
People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach?
Or would you turn the other cheek?
Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)
Where is the love (The love)? [6x]
Where is the love, the love, the love?
I feel the weight of the world on my shoulder
As I'm gettin' older, y'all, people gets colder
Most of us only care about money makin'
Selfishness got us followin' the wrong direction
Wrong information always shown by the media
Negative images is the main criteria
Infecting the young minds faster than bacteria
Kids wanna act like what they see in the cinema
Yo', whatever happened to the values of humanity
Whatever happened to the fairness and equality
Instead of spreading love we're spreading animosity
Lack of understanding, leading us away from unity
That's the reason why sometimes I'm feelin' under
That's the reason why sometimes I'm feelin' down
There's no wonder why sometimes I'm feelin' under
Gotta keep my faith alive 'til love is found
Now ask yourself
Where is the love? [4x]
Father, Father, Father, help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love?
Sing with me y'all:
One world, one world (We only got)
One world, one world (That's all we got)
One world, one world
And something's wrong with it (Yeah)
Something's wrong with it (Yeah)
Something's wrong with the wo-wo-world, yeah
We only got
(One world, one world)
That's all we got
(One world, one world)]

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Luísa

Foto de Liliana (Pólo Norte) Caridade.



Na sala de espera deste hospital penso em ti. Ataco por todas as frentes: oro, desejo coisas boas, projecto energias positivas, penso pensamentos bonitos. 
Nascer ao entardecer é bonito e poético como se a vida se anunciasse tranquila e doce, serena e dolente. 
 Na banca do mercado vi-as. A senhora que mas vendeu garantiu-me que eram as primeiras e as mais frescas, pronúncio de um novo dia que começa em vós, da frescura do Verão que a tua vinda anuncia, inaugura e celebra. 
 Que a tua vida seja assim: simples, bela, meiga e doce. Perfumada. ~

Um beijo da tia moura

domingo, 7 de maio de 2017

Feliz dia da Ana Maria


Nasci de 32 semanas. Antes do tempo, para lá do que se tinha desejado, longe do que se tinha projectado. 
Ela tinha 20 anos e quando pariu levaram-lhe o bebé para longe do colo, perto dos médicos, das máquinas e das incubadoras. Ela não sorriu no dia em que foi mãe, antes do tempo, para lá do ideal que se tinha desejado, longe do que tinha projectado, sonhado, construído na sua cabeça e nos seus planos. Ela não recebeu os parabéns no dia em que se tornou mãe, só o choque, o medo, as lágrimas. Ela não pode ser mãe de colo, de mama, de toque, de cheiro até que dois meses depois me trouxe para casa. Para o seu regaço. Para o lugar onde sempre pertenci e não pude logo morar. 
Ela foi mãe (é mãe) todos os dias da sua vida desde então. Eu passei todos os dias da minha vida a tentar recuperar-lhe o sorriso, a tentar dar-lhe motivos para se sentir orgulhosa e parabenizada pela pessoa em que me tornou, para ser a melhor filha que eu consigo ser. 
Nós crescemos uma com a outra, acertámos os relógios e passámos a estar no tempo certo, a sermos aquilo que desejamos ser (livres, sempre livres), a projectarmos coisas simples: colo, presença, amor. Nós somos uma da outra, desde aquele primeiro dia que percebemos que nada nos poderia apartar, nem o tempo, nem os sonhos ou anseios e muito menos os planos. 
Para a minha mãe só quero sorrisos. 
Parabéns mãe, não os que não te deram no dia em que te tornaste mãe mas os que mereces pela mãe que és desde então: a melhor. 
Feliz dia da Ana Maria. Porque MÃE só há uma. A minha.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

O Mundo divide-se (edição "fuck my life")

O Mundo divide-se entre as pessoas que já enviaram um email com a frase "junto envio-lhe um peido" ao invés de "junto envio-lhe um pedido" e as outras. 

Selecção natural das espécies aplicada ao Facebook em 3 passos

1- Eliminem-se todos os contactos que partilham notícias da cnnotícias.net ou posts que apregoam "TAP Portugal está oferecendo gratuitamente dois bilhetes para todos em seu aniversário", pessoas que partilham as crónicas do Henrique Raposo,  pessoas que escrevem "Boa noite minha jente linda do facebook, kero comentários!", gente que posta fotografias de uma imagem de uma santa acrescentando "SE TENS FÉ PARTILHA ! Esta foto deve correr o mundo, para ver se o Mundo fica melhor. Obrigado a Nossa Senhora de FÁTIMA #amém", gente que escreve status anti-vacinas, anti-acolhimento de refugiados, e anti coisas que são tão básicas que dói, pessoas que alinham em "Desafio amor próprio, aceito! Se você não foi marcada, não fique brava, pois eu só marquei quem eu acho que realmente vai topar desafio! Poste 1 foto sua em que você esteja sozinha e marque 25 ou mais mulheres do seu facebook. E se marquei você, é por que eu acho vc linda e poderosa.", pessoas que partilham telediscos de kizomba (sim, eu digo telediscos, não me chateiem!), senhoras que postam frases como "em cima da cadeira" ou "na gaiola do canário" para sensibilizarem para o flagelo do cancro da mama e afins. 

2- Depare-se com uma sensação de paz profunda.

3- Curta a solidão.

Bom dia!



Quando o nosso filho crescer
Eu vou-lhe dizer
Que te conheci num dia de sol
Que o teu olhar me prendeu
E eu vi o céu
E tudo o que estava ao meu redor
Que pegaste na minha mão
Naquele fim de verão
E me levaste a jantar
Ficaste com o meu coração
E como numa canção
Fizeste-me corar

Ali
Eu soube que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda. (bis)

Quando ele ficar maior
E quiser saber melhor
Como é que veio ao mundo
Eu vou lhe dizer com amor
Que sonhei ao pormenor
E que era o meu desejo profundo
Que tinhas os olhos em água
Quando cheguei a casa
E te dei a boa nova
E que já era bom ganhou asas
E eu soube de caras
Que era pra vida toda

Ali
Dissemos que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda. (bis)

Quando ele sair e tiver
A sua mulher
E quiser dividir um tecto
Vamos poder vê-lo crescer
Ser o que quiser
E tomar conta dos nossos netos
Um dia já velhinhos cansados
Sempre lado a lado
Ele vai poder contar
Que os pais tiveram sempre casados
Eternos namorados
E vieram provar

Que ali
Vivemos um amor para a vida toda
Que foi contigo a minha vida toda
Que foi contigo a minha vida toda

Que ali
Vivemos um amor para a vida toda
Que foi contigo a minha vida toda
Foi um amor para a vida toda

Foi um amor para a vida toda

Carolina Deslandes
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