quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Uma visão assustadora de Halloween segundo a minha filha



"Mãe, isto para ser perfeito tu ias buscar o teu fato de Power Ranger cor-de-rosa* e íamos assustar os vizinhos, que achas?"


...


[[Um dia escrevi num status de facebook: Atiram-me com um: "Ah, deixas a miúda ir vestida de princesa para a escola?" Filhas, ofereçam-me um fato e verão se não vou vestida de power ranger cor de rosa pelo menos uma vez por semana para o trabalho..."

A minha amiga Xana ofereceu-me.

Don't ask.]

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Et voilá, Portugal assimilou sem pudores o Halloween

Eu estou com uma virose que pareço a gaja d’O Exorcista.

Três Eurodeputados portugueses votaram contra a vida de refugiados e assumiram os monstros que vivem dentro de si

domingo, 27 de outubro de 2019

Nota-se que não é muito boa a decorar nomes?

Ana antes de se deitar vem ter connosco à sala e percebe que estamos a assistir ao "The Voice", perguntando com genuína e séria curiosidade:

“Então quem acham que vai virar a cadeira: o Diogo PICASSO* ou o António ZAROLHO**?



*Diogo Piçarra

** António Zambujo

sábado, 26 de outubro de 2019

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Fui convidada para ir dizer coisas ao Programa da Cristina

A primeira vez que me convidaram queriam que eu falasse de maminhas. 

Desta vez queriam que eu falasse de partos.

Temo que me peçam para falar nos desafios de integração da minha filha na creche quando ela estiver a entrar na Universidade.

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Gracias a la vida que me hay dado tanto

Desde a última vez que aqui vim, doente e deprimida até ao dia de hoje, com uma recidiva, passou um ano e três meses. 

Quem me acompanha acha que este tratamento durou pouco e que as dores voltaram num piscar de olho. Não sinto o mesmo. ´

Neste ano e três meses dancei ao som de Jorge Palma ao vivo, desci a muitas fajãs nos Açores e nadei em muitas lagoas e tanto no Oceano Atlântico até parecer um bacalhau seco, brinquei na piscina com a minha filha, dancei slows com o meu marido, dei muito colo, tanto, imenso com a Ana encaixada nesta anca que tem uma artrose gigante antes de eu ter 40 anos mas que serve de ramo para a minha pequenina gaivota pousar, viajei muito de carro sentada e também sentada trabalhei centenas de horas a fazer coisas que me fazem feliz, dormi noites seguidas, profundamente, sem dores e pude sonhar e fazer co-sleeping com a minha filha em noites de trovoada no Inverno e encaixar-me em conchinha com o meu marido, baixei-me dezenas de vezes no rodapé do quarto da Ana junto às portas de fadas e pude transformar-me numa delas e assim alimentar de fantasia a infância da minha filha, subi à casa da árvore que habitava nos nossos sonhos de família e encaixei o meu quadril em tantas montanhas russas e diversões na Isla mágica onde pude ouvir gargalhadas em uníssono com a minha família, fiz caminhadas por Espanha nos Pueblos Blancos e uma road trip e sentei-me à chinês a ver o pôr do sol e a comer cachorros quentes no meu aniversário, pedalei com a miúda de bicicleta na serra, fiz a gincana dos pais na festa do dia da mãe na escola a custo mas fiz e somei muitos momentos felizes à minha existência neste ano e três meses sem dores. 

Prefiro ser grata por esta máquina que é o meu corpo responder positivamente a tratamentos e ser funcional ao invés de me frustrar por ela não ser sempre saudável e perfeita. 

O corpo é uma flor muito fresca e mortal, nunca me esqueço disso. 

Hoje viemos pedir mais uma temporada sem dores e a possibilidade de mais tempo cheio de experiências memoráveis porque pernas, anca, coxas, gluteos, quadris e pés se entenderão numa imperfeição tal que se sintonizarão para me abençoar com vida. 

Vida é tudo o que se quer.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Alice Vieira

"Faz hoje 17 anos. Às primeiras horas da manhã ligam-me do hospital a dizer que o meu marido tinha morrido. Fiquei parada, sentada no chão ao pé do telefone sem saber o que fazer. O meu filho vivia em Inglaterra, a minha filha estava como eu--salvou-me o meu irmão que foi logo para o hospital e tratou de tudo.Escolheu fato, sapatos, tudo. Mas no meio daquilo tudo esqueceu-se de ver os bolsos do casaco. E no meio do velório um telemóvel desata a tocar. Estava no bolso do casaco dele. Corro para lá, tiro-o e olho a ver quem estava a telefonar.Um velho amigo nosso,que já não ligava há imenso tempo. De seu nome José de Deus. Mas que o Mário tinha, na sua lista de amigos, apenas como "Deus". Eu olhei, sorri e murmurei : "Já lá chegou".


Os encantos de trabalhar na zona oriental de Lisboa (a verdadeira, não a chatice do Parque das Nações)



Para ser melhor tinham acrescentado um "s" e escrito "já fostes!". Ou "Incha Pacheco!" Ou "Tumbas! Vai buscar" ou "É bem feita porque o cão tem a mania que é espertalhão!". Ficam aqui as sugestões. De nada.


"A poizé!Velhinho mas pago, enquanto os nossos estão a crédito!"

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Ainda no cabeleireiro

A senhora da recepção do cabeleireiro disse que eu sou uma sósia da Barbara Guimarães.

Acho que ainda assim sou mais parecida com o xuxu da cabeleireira.
 Ou com o espanador da Neide Aparecida.

Isto é para os apanhados do "Sai de Baixo", tenho a certeza.

Estou num daqueles cabeleireiros de shopping para gente que tem um horário de trabalho incompatível como cabeleireiros de horário regular. 

 A senhora que me cobriu a miséria das brancas chama-me "quérida" e "xuxu". 

O senhor que me faz o brushing diz que o meu cabelo é uma "chiqueza". 

 Sinto-me o Caco e estou à espera que a Neide Aparecida entre por aquela porta com o espanador em riste.

domingo, 6 de outubro de 2019

Democracia também comporta a escolha de não querer democraticamente votar



Durante o dia de hoje vi pejada por essas redes sociais a ideia de que quem não vota, não tem direito nem legitimidade a reclamar.
Não podia discordar mais.
Votar é um direito. Não é obrigatório. E os direitos podem ser reclamados ou não, a liberdade também é isto. Mesmo que não concordemos, mesmo que fizéssemos diferente.
O que a democracia trouxe foi o direito a todos de escolhermos: escolhermos à direita ou à esquerda, ao centro ou para dentro, escolhermos pelas ideias ou pela filosofia de base, escolhermos pelos partidos ou pelas pessoas, pelas causas ou pelos reformados, animais, gente que acredita que deveríamos voltar a ter Reis ou cretinos da extrema direita fascista e execrável e, no limite, escolhermos não escolher.
Eu escolhi o partido que mais e melhor defende o que acredito: na liberdade das minorias terem voz sem ser por caridade ou responsabilidade social ou quotas ou benefícios fiscais, na diversidade, na política feita nas aldeias, nas ruas, nas gentes do povo e não nas universidades de verão dos partidos e que conhecem a vida da maioria dos portugueses. A maioria que é feita pela riqueza diversa de muitas minorias conjuntas.
O ganho da democracia é a liberdade de poder escolher, de haver escolha, de já não estarmos reféns de dois partidos, de emergirem partidos pequenos que colocam na agenda questões diversas e não apenas as “fracturantes” para as maiorias várias. Da maioria absoluta não ser um destino ao qual não se consegue escapar.
O ganho da democracia é a liberdade de escolha. Mesmo que se escolha não escolher, e depois reclamar na mesma porque é possível, porque vivemos em liberdade, porque sim.
Quem não vota escolhe não decidir quem quer que governe o seu país. Não escolhe não reclamar (aliás, vemo-los durante os quatro anos a seguir às eleições fazerem-no e tudo bem). Não escolhe comer e calar. Escolhe não escolher o que comer e, depois, ao comê-lo, pode sempre reclamar. Com a legitimidade que cada um, subjectivamente, lhe pode conferir.
Viver em democracia é maior do que qualquer partido, governo ou legislatura. Que se continue a ter esta liberdade de escolher. Mesmo que se escolha não escolher.
Liberdade, sempre.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Sobre o furacão Lorenzo

... diz o meu marido (açoriano):

“Lembras-te quando estávamos grávidos e só percebemos a quantidade de gente que não gostamos quando foi altura de escolher o nome da miúda?”

Sim.

“Nós nos Açores só percebemos a quantidade de tempestades que vivemos quando todos os nomes de bebés que estão em cima da mesa já foram nomes de furacões...”


...
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