domingo, 19 de setembro de 2021

 Quando engravidamos projectamos os nossos filhos rodeados de amigos e pessoas com quem possam aprender e ensinar afectos. 

Eu imaginei os amigos da Ana e eram invariavelmente os filhos dos meus amigos, como se eu lhe pudesse assim garantir a melhor linhagem de amizade. Não aconteceu comigo como não acontecerá com tanta gente. No meu caso não só porque as minhas amigas com filhos vivem fora de Portugal (excepção feita à Marta e à Inês: avé!) e as amigas de sempre que cá vivem não sejam mães como- mais importante ainda!- a Ana me deu uma lição importante que quem manda nos afectos dela não sou eu, é a própria. 

O Duarte apareceu assim (como a Ana Leonor, a Leonor, os Afonsos, o Tomás e a Lara) e foi a Ana que trouxe a novidade de crianças incríveis para a nossa família. O Duarte é querido, sensível, criativo, divertido e uma boa pessoa e, provavelmente, o amigo com quem a Ana mais aprende coisas importantes sobre e para a vida. E com o Duarte vem a Susana e o Diogo, com a Ana Leonor a Elisabete e o Ricardo e tanta gente boa e bonita que Ana nos traz e somos nós que temos que aprender com ela, e éramos nós que nos tínhamos que ter projectado mais abertos para o Mundo e mais humildes.

 Ontem foram à estreia da Pequena Sereia no Politeama, tiraram a fotografia com o Filipe Lá Féria e a Ana vinha eufórica e feliz (obrigada Susana!).

Os filhos ensinam-nos tanto ou mais sobre afectos do que nós a eles, afinal.

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