quinta-feira, 16 de maio de 2013

Eu cá não tenho BILFs de eleição...


Escolher um BILF award não é tarefa fácil. Para eleger um BILF estão em jogo vários critérios: qualidade da escrita, originalidade do avatar, o header ser giro, a fonte da letra dos posts não ser Comic Sens (sons de ohhhh)  e, não menos importante, a capacidade do autor fazer as leitoras e os leitores gay desejar andar no reboleixo com ele. Reboleixo badalhoco, que não é de se fazer o amor que é feito este prémio. 
No entanto, tendo em conta os anos anteriores, este anos gostava de imprimir uma conotação mais séria ao certame. Mais digna de uma autora mãe de família, mãe de Ana, pronto, mas uma filha já é uma família... Um evento que não me envergonhe junto das outras mães amiguinhas da criatura ("Ah, mãe brincalhona, estava a brincar não estava? Sabe que o meu marido trabalha na Comissão de Crianças e Jovens em Risco?!"). Prosseguindo...
Para este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), gostava que constassem no plantel dos nomeados alguns ilustres e prezados bloggers da praça cujo nome a ética e a imparcialidade não me permitem referir. Idealmente, gostava de conferir um tom mais sério a esta competição, sei lá,  que fossem mesmo nomeados bloggers "piu-pius e pipocos", bem apessoados, meninos da mamã, charmosos e distintos.
No entanto, a experiência de 4 anos de BILFalhada me diz que isto vai descambar para um certo estereotipo de blogger, amplamente apreciados pelo público feminino: o blogger blasé, dandy, com ar de patife, de pulha, de bom sacana, de toni dos bifes, que gosta de sandres de courato, tunnings e pistons, Gostava de ter bloggers com nomes bem como Pedro, André e Lourenço mas vou acabar por ter que contar votos para o Simão ou o Juvenal, que é para o que eu estou guardada.
Este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), queria um BILF príncipe e vou acabar com um BILF troll, queria um blogger que calçasse sapato de imitação cara de pele de  crocodilo (que fosse atento a causas e à ecologia e isso) e vou acabar por ter um com sapato de pele de jibóia cega. Queria um BILF confiante e cheio de moral, que vestisse outfits feitos à medida por um qualquer alfaiate lisboeta e vou acabar por eleger um com ar desajustado e aflito,  que usa todos os dias factos de treino. . 
Este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), queria um BILF à séria, não queria freaks, nem artistas, nem Alfs uma coisa do outro mundo, nem Johnny Guitars, nem barcos naufragados que nem Tolan,  nem tão pouco  anões gigantes. 
Este ano queria um BILF sério e procriadeiro, com um bom ego e, se pudesse ser, de moustache. Para o deboche mas o deboche fofi, o deboche badalhoco entre paredes e um ar benzoca na rua.
Este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), queria um BILF que para além de bilfável, de altamente fodível, que também servisse para casar. Queria um Mámen.

(Em resposta a isto)


Juri do BILF chamado à recepção!

Tendes até hoje, quinta-feira, ao meio-dia para me apresentarem as vossas nomeaçóes (dois BILFs p.p.). A poll sairá logo de seguida!

Esclareço que o plantel das boas foi reforçado com a inclusão da Leididi
Dêem prioridade à prenha, sff!


quarta-feira, 15 de maio de 2013

A minha família (a propósito do Dia Internacional da Família)

A minha família não é pequena nem nuclear, nem a que consta na declaração de IRS ou no boletim do CENSUS. 
A minha família é a de origem, é tão a minha mãe, mulher da minha vida, força da natureza, vento e ondas num dia de Verão. É a minha tia, tranquila e calma, sol de final de tarde de Primavera. O meu tio Nato, cabisbaixo e outonal e o meu tio Necas, Inverno em flor. É o meu tio Chico que veio ensinar que não há sangue por afinidade e que a família pode ser consolidada com felizes escolhas. A minha prima, ainda no outro dia bebé, às vezes chamo o seu nome à Ana, acto falhado de prima mais velha. 
A minha família são os meus avós, mortos no Mundo, vivos em mim. A minha avó a puxar o carrinho das compras, coluna muito direitinha, antes do AVC a matar devagarinho antes dela ter, efectivamente morrido. O meu avô, a contar anedotas e a comer amendoins como quem folheia um livro, olhos pequeninos e visão tão grande. 
A minha família é mámen, homem da minha vida, escolha minha, sangue que se partilha. 
E é a Ana, cereja no topo do bolo, quarta geração de nós, bebé comunitária. 
Porque a minha família é nossa, mãe, quatro estações, mortos que não deixamos morrer, Minho e Açores, cheiro de bebé, uma comunidade, tão única e singular na primeira pessoa de um plural que somos "nós". 

domingo, 12 de maio de 2013

BILF 2013: tiro da partida


Relembrando: BILF é o acrónimo de "Blogger I'd Love to Fuck".
Na prática a questão é simples: se vocês tivessem que eleger um top ten de bloggers que não conhecem mas que, apenas pela leitura dos respectivos blogs, vos desse vontade de andar no deboche, de praticarem o sexo louco e desenfreado, quem escolheriam?
Depois de lermos as vossas sugestões, o júri residente em Portugal Continental e Açores (certificado pela norma ISO 9001 e HACCP)  inspira-se neste brainstorming e  elegerá um leque jeitoso para inaugurar a respectiva poll. Ou pool, que isto também é capaz de meter água. E toda a gente vota.
A saber, o júri para nomear os 20 BILF's 2013 a ir a votação será constituído por;


Xuxi- Amor Portátil
Luna- Crónica das Horas Perdidas
São João- Febre dos Fenos
Miss Complicações. Apenas 24 horas
Pipoca dos Saltos Altos- Dos meus saltos altos
Alexandra- Alexandra, a grande
Almofariza- Baunilha e Chocolate
Miss Murder-Singularidades de uma ruiva
Rita Maria- Boas intenções
Izzie- A arte da preguiça

Depois faremos a respectiva poll e é votar para encontrar o BILF 2013 (relembramos que o BILF 2010 foi o Pedro, o BILF 2011 o Tolan e o BILF 2012 o Aflito ).
Na próxima sexta-feira,apuram-se os resultados. De hoje a oito dias, lá se faz a cerimónia de entrega do prémio, com direito a prémio e a discurso. E debriefing sobre os outfits e as reacções dos vencedores e dos derrotados. 
Tudo a preceito, como se exige a um blog do bem. Ou não.


A caixa de comentários está aberta às vossas sugestões (assim como a página do facebook quadripolar).
Let the game begin. 

(Duas notas: Não vale votar nos vencedores anteriores. Mámen também não vai a votos, OKKKK?)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

Fashion advise à borla

Os vernizes da H&M são tão resistentes que não saem com acetona.

Só com diluente.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

Todos por um: agradecimentos finais

Pólo Norte e Mámen agradecem a todos os amigos que se juntaram a nós no sábado. Não às marcas (às quais subscrevo tudo o que está escrito aqui) mas este agradecimento é especial para os amigos e pessoas individuais:
  • os que se tornaram dadores (foram 301 mas um beijinho especial ao rapaz que desmaiou e à Ana do Cacomãe que, mesmo grávida de 7 meses, deu o braço ao manifesto)
  •  os que levaram os amigos (foram tantos mas uma palavra especial de carinho à Tehur que arrastou um clube inteiro de motociclistas para se inscreverem como dadores de medula óssea)
  •  as que coagiram os maridos (e também às que, não sendo bem sucedidas em convencê-los, tentaram e apareceram na mesma)
  •  os que arrumaram e organizaram tudo na véspera (beijinho à Andreia, ao pai das duas M.'s, ao José Cid, ao Cocómen, ao Sr. Vitor da recepção, ao guarda costas e guarda tudo, às M&M e a todos os que possa omitir não intecionalmente)
  • os que levaram bolinhos e comida ( um abraço à Rita que nao pode comparecer porque o pai celebrava 80 anos no sábado mas que apareceu na véspera com um bolo maravilhoso, à Gina que arrastou o marido e uns amigos da Margem Sul para nos trazer caixas de morangos, à querida e doce Mariana que também apareceu no fim da noite de sexta para deixar comidinha, à Raquel dos Le Bons Vivants sempre solidária, à Patrícia Figueira, à Vera Martins, à Rafaela Frade e a tanta gente cujos nomes não consegui decorar  )
  •  os que transportaram mercadoria (beijinho à Vanessa e às menina dos Bichinhos Carpinteiros)
  •  os que cravaram patrocínios e os que ofertaram peças, mão de obra, vouchers,  os que se voluntariaram para ajudar (beijo à Luísa Santos, à Ana Bernardo, à Vera Leitão, à Titá Negrão, à Zitaminas, à Magma Photo e ao Tio do Algarve,  mas são tantos, tantos, tantos, impossível aqui referir todos)
  • os que tiraram cafés (uma palavra de especial apreço à menina dos Bicharocos Carpinteiros, marido, sogra e tia que tiraram bicas o dia todo!)
  • os que ajudaram a vender coisas (beijinhos à Isa Sena e filho ma-ra-vi-lho-so, à linda Ana Sá, à Lina e Rita Garcia, ao Rui Garcia, à ANA, à Rosa, ao Zé Miguel, à Débora, ao Vicente e demais)
  • os que no fim ajudaram a limpar (não me lembro de todos mas a Bárbara e o Filipe foram incansáveis)
  • os que tomaram conta da criançada (granda xi-coração à Cátia Simões e sus muchachos que foram de uma competência, dedicação e profissionalismos irrepreensíveis, Pólo Norte <3 you all. As meninas das pinturas faciais- se me lerem isto relembrem-me os vosso nomes!, a dos balões e a livraria que contou o conto são os maiores!))
  • os que tatuaram (grande beijo repenicado à Marina "Andreia", ao Sérgio e ao Rui)
  • os que foram tatuados (foram tantos mas um abraço especial à Niki Ansiedades, à Marta do Dolce Far Niente e à Pedagogia do Terror que é pró em segurar mãos)
  •  os que recolheram sangue e  os que ajudaram a preencher formulários (todas as enfermeiras e aquele enfermeiro giro da camisa preta doram incansáveis!)
  • os que tiraram fotografias  (Selma, Célia, Olga, Pau, Sofia, Carolina, Selma: sois grandes! - mais a Carolina que os outros, mas enfim... :P)
  •  os que serviram bolos e quiches (beijo repenicado à Teresa Martins e à sua companheira que só lá ia 5 minutinhos e acabou por não arredar pé o dia todo e cujo nome, infelizmente, me escapou)
  • os que compraram e os que connosco lancharam (tantos, imensos mas uma homenagem especial a algumas bloggers e leitora do blog: Leonor Noronha, Maria João Nunes, Bê Oliveira, Nicole Souto Vidal, Ana do Cacomãe, Tê, Me, Raquel do Asinhas, menina do Rei vai nu, Niki Ansiedades, Lénia do Not so fast, Marta do Dolce Far Niente, Ana do Pedagogia do Terror, menina do A Secretária Encantada et al. Um grande beijo repenicado à menina que veio, de propósito do Entroncamento, à Andreia dos balões que veio do Alentejo a correr dar-nos um abraço e à Rita cadeirante que se preveniu quanto às acessibilidades e não arranjou desculpa para ficar em casa) 
  • os que cantaram (odeio tunas mas a Cruzituna não me fez sangrar dos ouvidos, tá? Foram engraçados, até... :P)
  • os que se emocionaram e que nos abraçaram (um abraço especial a todos de volta mas não posso deixar de referir a Marta Luísa, a Sibila e a Ana Brás, exemplos de mulheres com "M" maiúsculo e cujo carinho me emocionou milhões)
  • à família do Rodrigo (um abraço sentido ao padrinho e às tias que a nós se juntaram)
 enfim, os amigos que fizeram o que fazem os amigos: os que se juntaram.

 O casal quadripolar agradece do fundo, mais fundo, do seu coração. Obrigada!
Pólo Norte <3 you all! 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

1oo Quadripolares que vale a pena conhecer # D. Palmira (1)




"Todas as noites venho aqui dar de comer aos bichinhos, faça chuva ou faça sol. Venho de autocarro até aqui e dou-lhes ração e água. Tenho dois cães em casa mas também gosto muito de gatos."

"Já pensou levar para casa algum destes gatos e alimentar os que adoptaria?"
"Não se escolhe dar de comer a um ser vivo e não a outro. Venho aqui e dou a todos. Não quero adoptar nenhum. Os gatos são animais de rua, são selvagens. 
Os gatos não usam coleira."



Dona Palmira

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que dizem "salsicha" e as que dizem "salchicha".

Crónicas de um hospital: como descobrir um telespectador da Júlia Pinheiro no meio de uma extensa enfermaria (mista)

Enfermeira: Então senhor José, vai almoçar uns bifinhos com cogumelos?

Doente: Ó sra. enfermeira, diga-me lá: são cogumelos do tempo?


(Não, não estou no Hospital Júlio de Matos...)

Crónicas de um hospital: a companheira de quarto

Sandra Cristina. 42 anos. Assistente de laboratório. Cabelo loiro platinado e um pele de fazer inveja a uma miúda de 20. Conhecemo-nos na manhâ de segunda, somos companheiras neste quarto de hospital. 
A Sandra Cristina diz muitas vezes "é evidente" e também "chiça penico!". Quando está com dores diz "chiça penico" umas 232 vezes por minuto. 
Há dois horários de visita. Um das 13h às 14. E outro das 16h às 20h. Desde segunda que recebe a visita de um homem muito bem apessoado à hora de almoço. Tem sapatos de comercial, e embora ainda não tenha tido lata de lhe perguntar, aposto que é comercial (os sapatos traem-nos sempre). Chega, dá-lhe um beijo na boca e fica ali a falar da vida enquanto lhe dá o almoço à boca. As enfermeiras entram e ela lá se justifica "aqui o meu irmão isto  " ou pede ele" podia arranjar uma almofadinha extra para a minha irmã". Riem-se quando a enfermeira sai e piscam o olho. A mim não me dizem nada e eu tenho pena porque andei desde segunda, encasquetada, por haver famílias cujos irmãos se osculam nas beiças. 
Na visita da tarde vem outro homem. Mais velho e com pêlo a saltar-lhe do peito, tipo volumoso, uma permanente peitoral. Num dia dá-lhe uns chinelos novos, no outro umas revistas. Beija-a sempre na boca mas só com beijos bate-chapas. 
Mantive-me calada estes dias todos. A Sandra Cristina não é de muitas conversas. E eu não quero parecer intrusiva. 
Ontem a Sandra Cristina estava melhor. O "irmão" veio à hora de almoço e ela pediu-lhe ajuda para tomar banho. Ouvi uns "ais" dentro da casa-de-banho que partilhávamos mas, já se sabe, uma cirurgia à coluna não é pêra doce. O "irmão", coitado, deve ter tido uma carga de trabalho para a ajudar, saiu transpirado e com a roupa respingada. Ouvi, ao longe, um "chiça penico" seguido de risadinhas. A Sandra Cristina é uma pessoa limpinha, apreciou o banho de certeza. 
À tarde chegou o outro senhor e trouxe o Fábio e a Íris e lá foi avisando "temos que poupar a mãe quando tiver alta, que agora não pode fazer muitos esforços, têm que a ajudar a fazer as coisas que o pai trabalha muito e não pode". "É evidente!"-. respondeu a minha companheira de quarto. A Sandra Cristina fica mais queixosa na presença do homem com pêlo volumoso com mise ao peito. 
Três dias depois pergunto-lhe a que foi operada, afinal. Responde-me, secamente, como se não quisesse socializar: "medula ancorada". 
E eu deslindo o mistério todo desta D.Sandra Flor Cristina da Rinchoa e seus dois maridos : com tanto marinheiro a saltar-lhe à espinha, CHIçA PENICO, não é de admirar que a medula ancore. É EVIDENTE!


("Irmão"! Pfff. Eu sou mesmo toné...")

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Crónicas de um hospital: o internamento

Acordei paralítica. Não é eufemismo: paralítica. Não me mexia nem conseguia sair da cama. Mámen começou a gozar e eu ali, tipo vegetal. Às tantas o tipo assustou-se. Fomos para o hospital na expectativa de levar uma injecção de Voltaren ou whatever e me vir embora. Maldisse as hérnias umas 2325 vezes e acho que esgotei todo o meu vocabulário de palavrões.
No hospital levo a primeira injecção. A dor, a dormência continuavam. Vai ao soro e aos analgésicos intra-venosos. Tudo na mesma. Quer dizer, tudo pior que para além das dores nos costados agora doía-me o nalguedo que se fartava e tinha uns 32 furos na mão (veias mais lindas e mais bailarinas da sua dona: fodei-vos!).
O médico lá nos adianta: têm que ir para o Hospital de São Francisco Xavier. "Ah, está bem, vou buscar o carro e vamos já, não se preocupe!"- sossegou-o mámen. Nada disso. O doutor achou por bem que eu teria que ir de ambulância. Nesta altura eu já não praguejava, eu já tinha reencarnado numa peixeira do Bolhão. Chegam os bombeiros e enrolam-me numa coisa tipo aqueles sacos térmicos prateados que arrefecem os vinhos nas tascas e sacam das sirenes. Sim, com sirenes e tudo! Um show! E, pronto, mais um "eu já" ali para cima para o separador da ursa: "eu já cheguei a um hospital mascarada de Kenny dos South Park mas em versão silver-Cher". Uma lindeza!
Chegada ao hospital S. Francisco Xavier eu só dizia: "é uma ligeira dor nas cruzes" mas ninguém me dava ouvidos e, quando dei por mim, parecia um peru a entrar no forno no dia de Natal mas em versão máquina de TAC. 
Entretanto, metem-me nos cuidados intensivos e mámen ali, assustado como tudo, tipo "dói-te assim tanto as costas?". Ia eu responder quando o homem apanha o susto da vida dele: Pólo Norte apaga. Sim, tipo aquele faduncho do Hérman do "mãezinhaaaa, nãaaooo te apagues!". Mámen pensou que eu tinha quinado e desatou aos berros, até que o vieram acalmar. Tinham-me dado a beber e administrado no soro dois relaxantes musculares, cujo efeito secundário era sonolência. Mámen, ainda agora sussurra: "Sonolência o caralhinho, que parece que entraste em coma em dois segundos!" (ok, ele não diz "caralhinho" porque é um queque, mas eu agora não me lembro do vernáculo beto que ele usa). 
Não morri. Acordei a entrar noutra ambulância. Eu e dois senhores doentes psiquiátricos que também vieram transferidos para este hospital, de onde vos escrevo agora. 
Na ambulância, meio atordoada, com um bombeiro do Dafundo a dar-me a mão e a fazer-me festinhas na cabeça e a dizer-me "vá, tenha calma!" pensei que tinha quinado e estava no Inferno. "Tenha calma?" As putas das médicas deram-me um relaxante muscular que até me tinha provocado dormência na boca e ele ainda queria mais calma? 
Entretanto, acorda um dos tripulantes e reage mal à camisa de forças. Olha para mim, e diz: "Shakira!" ao que o outro, mais calmo e controlado responde "Não faça caso... Dona Madonna!"

E assim, começa a minha aventura neste périplo hospitalar. Amanhã há mais. 

Entretanto estou a treinar a voz. O bombeiro disse que eu era parecida com a Jessica Simpson mas mais gordinha. Eu dos Simpson só conheço a Marge, a Lisa e a Maggie, pelo que, não sei se era, propriamente, um elogio...

(Já disse que me doem as cruzes?)

domingo, 7 de abril de 2013

sábado, 6 de abril de 2013

Frio polar? Pólo Norte explica o que é frio polar!


"Querida Pólo -Norte,

O mais perto que estive do Pólo Norte foi quando pus os pés na Islândia, no mês passado, e como não podia deixar de ser tratei de espalhar a palavra e quadripolarizar uns marinheiros que por lá andavam (estavam um bocadinho para o estáticos, talvez fosse do frio gélido que se fazia sentir). Pus de lado a ideia de evangelizar os locais porque embora civilizados e mui educados são - digamos - parcos em simpatia!... :$ 

E pronto, depois da evangelização a sul, com a Namíbia, Botswana, etc... eis que chega a vez da Islândia! Nada mau para começar o ano de 2013, não é? ;)"

O brrrrrr igada, querida Dulce!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

sábado, 30 de março de 2013

Oh céus, ao que eu cheguei! (private post para mães de criaturas)

Sabes que andas a assistir a demasiados episódios do Pocoyo quando a tua interjeição de eleição deixa de ser "foda-se!" ou "porra!" ou "caramba!" e passa a ser "oh céus!".
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...