sábado, 15 de junho de 2013

Absolutamente fabulosa

Segundo dia de piscina, no banco de reserva com as outras mães. Pais na piscina com as crias. 

Pólo Norte- Como é que vocês conseguem estar tão frescas logo pela manhâ? Acordam maquilhadas ou quê?

Mãe 1 (cabelo todo arranjado, unhas impecáveis, ar fresco que dói) - Ah, o meu acorda todos os dias às sete da manhâ, depois dorme uma sestinha antes de virmos para a natação e dá para eu dar um jeito à cara...

Mãe 2- Ah, não faça género. Também está maquilhada...

Pólo Norte- Sim, sim, mas isso é porque me esqueci mesmo de tirar a maquilhagem antes de adormecer...






quarta-feira, 12 de junho de 2013

A boina do meu avô no 59 para Chelas

Vinha à minha frente no autocarro. Sentei-me, sem prestar atenção e, quando levantei a cabeça, dei de caras com a boina. Castanha, quadriculada, muitos diriam que ribatejana. Para mim: a boina do meu avô. 
A psicologia explica com o efeito de halo e o Diabo a quatro. A mim, continua-me a maravilhar que sempre que me cruzo com uma criança estrábica, como a Joana- a minha melhor amiga da primária- sorria, de imediato, com uma ternura pueril que a idade já não me permite. O mesmo se passa quando vejo uma senhora de carrapito, melhor ainda se tiver aquela rede a prendê-la como a menina Maria, avó da minha vizinha Cláudia. Para mim, qualquer carrapito tem sempre o cheiro a doce de tomate, o mesmo que comíamos às colheradas na mesa castanha da cozinha da minha vizinha.
Novamente ali à frente, o meu avô naquele banco, respiro devagarinho como que a prolongar aqueles segundos de reencontro, o cheiro a pedra cortada na serração do meu avô, o macio do mármore, o som dos amendoins a estalarem-lhe na boca, a vida num sorriso imperfeito quando ali gargalhava. Ali, com o rosto bronzeado do sol do trabalho assente naquela boina. 
E hoje, passados cinco anos de me ter morrido, encontrei, no 59 para Chelas, memórias num turbilhão, à distância de um sopro, de um estender de mãos. E não fiquei triste.
Porque talvez seja isto que substitui a dor lancinante, estes pequenos reencontros, estes avivares de memória em coisas banais, do dia-a-dia, sem necessidade de datas ou efemérides a pontuarem.
Hoje o meu avô viveu ali. Naquela boina, num fim de tarde, dentro do 59 para Chelas.


terça-feira, 11 de junho de 2013

Pessoas que me inspiram # Pedro


O Pedro é um dos mentores da Limetree
Engenheiro civil de profissão viu-se a braços com a crise no sector da construção civil e pensou que ou mudava de área ou mudava de país. 
Mudou de área e fundou a Limetree, uma das start-ups mais promissoras dos últimos tempos. 
A Limetree é, basicamente, um álbum de criança virtual. Podemos lá deixar fotografias, cartas aos nossos filhos, gravações das suas vozes e vídeos caseiros. Tudo guardadinho na net e com acesso reservado aos pais, à prova de assaltos, cheias ou incêndios. À prova de filhos que retiram as fotografias dos álbuns e nunca mais as devolvem (desculpa mãe!). À prova de mudanças de cassetes VHS para dvds.À prova de qualquer imprevisto. 
As memórias ficam, assim, guardadas de forma segura (e gira!) para sempre. Espreitem o vídeo com a apresentação da Limetree aqui.
O Pedro não se conformou e deu à volta à crise. Não é uma inspiração?

(Sim, e é giro que se farta! Sim, e está em Dublin porque conseguiu uns investidores irlandeses. Sim- desculpem, meninas!- e ama a Pólo Norte! Tooomem!)

Irlanda quadripolarizada? Checked!


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Primeira festa de aniversário solidária da blogosfera # a ideia

O Rodrigo morreu e nenhuma criança deveria morrer. A Maria Raquel tem a vida, acabadinha de estrear, com prazo de validade. 
E depois há a Marina, cujo exemplo de coragem e valentia me há-de inspirar para sempre. 
E então, tive uma ideiaa Ana, a minha Ana, celebra o seu primeiro aniversário dia 09 de Agosto. Nesse dia, procuraremos celebrar intimamente com a nossa família e amigos próximos. 
Mas... Mas eu gostava de marcar esta efeméride de forma inesquecível. 
Então, pensei: no dia 10 de Agosto, sábado, vamos organizar a primeira festa de aniversário solidária da blogosfera. 
Vou procurar o patrocínio de um espaço em Lisboa (é Verão, um sítio desempoeirado!), vou pedir patrocínio de cake designers de Lisboa que se queiram associar à causa e cozinharem o mais solidário comboio de bolos para oferecermos uma fatia a quem se quiser juntar à festa e, em troca, peço uma prenda para a Ana: a inscrição de cada um de vós (ou que tragam um amigo que ainda não esteja inscrito) como dador de medula óssea. 
Porque a memória da esperança do Rodrigo tem que ser honrada e porque acho que posso contar com vocês. E porque os aniversários devem ser celebrados no meio dos amigos. 
Que me dizem? 

(Podem ir acompanhando os preparativos da festa aqui)

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Hoje foi um dia triste, avô.

Sabes, avô, acho que foi de ti que herdei o bom humor. Somos uns bem dispostos nós, os C. Tu rias com os olhos e os lábios, tu rias com a voz e as palavras. Tu rias com o corpo e a alma. 
Nunca perguntei a ninguém mas acredito que foste tu quem me ensinou a rir. 
Mas hoje estou triste, avô, porque por mais que teime racionalmente em não celebrar ou honrar aniversários da vossa morte, faz hoje cinco anos que me morreste. 
Sabes, avô, hoje estive triste. Às vezes penso que passou uma eternidade desde aquele dia de Junho, enublado e terrivelmente frio, não sei se lá fora, cá dentro, sim. Outras parece que foi ontem que o som das tuas gargalhadas ainda ecoavam lá em casa e que os teus olhos brilhavam assim que me vias empurrar a porta pesada da entrada. O tempo sem ti, meu avô, é confuso e mais triste, mesmo que agora haja a Ana que me mandaste do céu só para mim. 
Podia dizer que as saudades se apaziguaram e que não tenho lágrimas a quererem regar-me a cara e um nó de marinheiro na garganta, que nunca se desata quando penso em ti. Mas não, avô. E penso todos, rigorosamente, todos os dias em ti. Em vós. 
Hoje foi um dia triste, avô, e eu queria fechar os olhos e lembrar-me da sensação do vento a bater-me na cara enquanto me transportavas na parte de trás da tua bicicleta, molas da roupa a segurarem-te as perneiras das calças para não se enrodilharem na corrente, o amor de quem transporta uma neta adolescente até ao liceu (secundário) porque lhe doem os pés, o amor de quem responde de forma mal educada aos colegas que troçam deste quadro quando se chega ao liceu, o amor daquelas viagens de bicicleta que mantivemos até muito tarde, tão boas, tão nossas. Mas hoje não me lembrei do vento feliz das nossas viagens de bicicleta a dois mas do vento gélido do dia em que a terra engoliu o teu corpo, e silenciou as tuas gargalhadas, meu avô. 
Sinto saudades todos os dias, em cada dia, um a seguir ao outro, que passa a minha vida sem ti aqui. Queria voltar a sentir o vento à boleia da tua bicicleta, meu avô. Estou triste.
Beijo-te à distância daqui até ao céu que (estou certa) se enche de gargalhadas tuas.

terça-feira, 4 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A VISITAR | Monte Novo Montargil (Montargil)

Depois de uma manhâ de sábado agitada, rumámos a Montargil para um fim-de-semana inesquecível. Houve barragem, houve lapas grelhadas, houve cegonhas pelo caminho, houve gargalhadas de criança, houve migas de espargos com entrecosto, houve espalhos, houve histórias regadas a vinho verde e a vinho tinto (também houve minis), houve birras, houve uma vista de cortar a respiração, houve brincos feitos com cerejas e pulseiras feitas de florinhas, houve mais que uma vez a conversa de "podíamos não voltar e ficar a morar aqui para sempre", houve caldeirada de atum e morcela frita com ananás, houve muitos mergulhos na piscina, houve sesta, houve amigos a rirem-se e houve a noite com o céu mais lindo e estrelado de que tenho memória. 



Bijuteria eco-friendly. 


Alentejo: tumbas!












Pãozinho alentejano na Terra e Deus Nosso Senhor no céu



O verso da miúda mais linda do Mundo


Barragem de Montargil (vista da "nossa" sala)



Barragem de Montargil (vista da "nossa" sala)



Barragem de Montargil (vista da "nossa" sala)





E houve amor.




(Beijinhos à Sandra, ao Pedro, ao Francisco, à Inês e à Maria. Um xi-coração à Selma e ao Hélder.
Obrigada especial cheio de carinho à Virgínia.)




Adormecer aos pés de uma barragem

Quem? Monte Novo Montargil
Onde? Estrada Nacional nº 2, 7425-000 Montargil
Reservas: Pelo telefone 915 347 236 
Saber mais? http://portugalbestholiday.com/alentejo-villas.html



quinta-feira, 30 de maio de 2013

Ana- a sobredotada

Os dois, na estrada do Guincho, de carro. Final da tarde, miúda na cadeirinha no banco traseiro. Fim de tarde e luz solar bucólica.

Pólo Norte- Olha para a luz do pôr do sol, olha para o céu!

Mámen (ar instrospectivo) e Pólo Norte (ar assustado) ao mesmo tempo:

Mámen- Agora desciam peruanos dum ovni a tocar pan pipes...
Pólo Norte- Agora descia do céu a Nossa Senhora e os pastorinhos!


(silêncio de 1 segundo)

Ana dá uma gargalhada (supostamente) do nada.

Já chegámos à NASA ou quê?


Já!
Obrigada e um granda beijo ao Zé Miguel. <3

(acompanhem a cruzada de quadrievangilização aqui)

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Pink Day- o debriefing

Estou determinada a ser menos anti-social na minha vida bloguística e este ano, acedi em comparecer ao Pink Day na Rua Castilho. 
A minha amiga Sandra, que me esperava à frente da loja que me endereçou o convite, ia-me enviando sms a dar conta do ambiente que se vivia neste glamouroso evento. 
Eu, ainda em casa e atrasada, deparava-me com uma discussão conjugal: queria levar a miúda vestida à contra-corrente, com umas jeans giras e uma túnica cool. Estava assim vestida a Ana com umas jeans com animal print estampadas quando mámen chegou. Começou a pândega: que não a levava assim vestida, que não a queria a "destoar" das outras crianças que por lá haviam de estar, que não queria a miúda ser discriminada socialmente aos 9 meses e patati patatá. Eu a bater o pé, que tínhamos que provar que para se ser fashion não era precisa vestir igual a todos os outros, que a moda era só a norma estabelecida por uns criadores cocaínados, que era para o que lhes dava na telha, agora queres lá ver que se se voltar a usar saias da lambada, eu lá vou deixar a miúda fazer as mesmas figurinhas tristes que eu fiz" e o Diabo a quatro. Nisto fomos interrompidos pela minha mãe com uma prenda: um vestido todo chique para a Ana levar ao Pink Day. Tenho para mim que eles estavam combinados, aquarianos de um raio, mas acabei por ceder que não tinha tempo para aquilo e ainda queria chegar a tempo da Paula Bobone se andar a bambolear na Castilho. Fomos. 
A meio do caminho mámen olhou para o meu outfit, um vestido à Pólo Norte, meio hippie, um dos meus preferidos (estou-me a cagar para se estão na moda ou não, a minha moda dito-a eu!) da Promod de há quatro estações atrás e exclamou: "mas tu vais assim vestida?". Olha que merda cocó, han, querem lá ver, mas como é que o homem queria que eu fosse? De colar-babete com missanguinhas e sapatinhos de compensação para quem tem uma perna mais curta que a outra, vulgo, Litas? Não. O tipo estava era espantado por eu não obedecer ao dress code: "mas se é o pink day, não devias ir vestida de cor-de-rosa?". Pronto, estamos bem um para o outro, só se estraga uma casa, moda é um assunto que dominamos tanto quanto a alimentação dos dromedários. Moda e eventos. 
Por falar nisso: "e que se faz num evento numa rua da capital?"- perguntam-me vós. Percebi isso quando cheguei à Castilho. Anda-se. Pronto, é o que se faz. Anda-se, desfila-se, passeiam-se os modelitos. E o que faz quem se borrifou para os outfits e foi com o vestido Promod Primavera-Verão 2009-2010? Análise sociológica. 
Então a reter algumas regras:
  • Começa-se numa ponta da rua, de preferência de cima para baixo, e vai-se seguindo os balões cor-de-rosa. Tentar não parecer agressiva e neurótica quando alguém nos oferecer um balão para a miúda e não desatar a correr dali para fora como se se tivesse o Diabo no corpo. Explicar, depois de se afastar dois metros, que somos alérgicas ao látex (sim, eu sei, poupem-me as piadinhas que já estão gastas...)
  • Aproveita-se a alcatifa que jaz na calçada para se andar confortavelmente. Sem intelectualizações. Não se demora mais que cinco minutos a ter uma discussão conjugal sobre ácaros em alcatifas numa rua pública, desconversando de tal modo que se acaba a cantar a música do genérico do "Era uma vez a vida".
  • Cumprimenta-se as pessoas que nos riem e nos acenam na rua como se nos conhecessem. Não se dá o ar barrasqueiro de quem sem está num evento pink pela primeira vez e não se responde "deve estar equivocado, nós não nos conhecemos!" (que querem? uma pessoa foi tão fofa e fresca no passado que tem que estar sempre na defensiva, sempre a provar a seu esposo que não se conhece aquele rapaz fashion doutros carnavais, não vá o Diabo tecê-las e o homem ficar encasquetado...)
  • Deve-se rir e acenar a pessoas que não conhecemos mais gordas e que nos vão cumprimentar, de forma educada, na mesma. Dá aquele ar social e popular. 
  • Se houver um senhor fashion que decide passear o seu cavalo cão de porte grande durante o evento para dar nas vistas porque o cão tem que se exercitar, não começar a desejar, baixinho, que o cão alce da perna numa das alcatifinhas rosinhas com ácarozinhos fashion.
  • Não se deve levar uma amiga que diz "esfola" depois de nós dizermos "mata" (cá beijinho, Sandrinha!). Agora usam-se calças daquelas foleiras brilhantes de ciclista e nós fizemos um jogo de "onde está o Wally" versão "onde estão as calças medonhas?". Não deve ter sido simpático para gente fashion séria ter que levar com gargalhadas sentidas, cá do fundo, cá do povo. 
  • Ser fashion é dar nas vistas. Só isso justifica que uma apresentadora de televisão, elegantérrima e gira, que dá nas vistas mesmo que vestida de burka, tenha decidido espetar um laçarote tamanho XL rosa choque na pinha, a fazer pandant com uma malinha da mesma cor. Rosa fluorescente, rosa pimba, rosa música popular portuguesa. 
  • Fazer o percurso rua acima, rua abaixo mais do que uma vez. Aproveitar as bebidas gratuitas que oferecem à porta das lojas. Perceber que é por isso que as fashionistas estão magras: enchem o bandulho de álcóol e fazem cama para a alface. 
  • Fazer o percurso rua acima, rua abaixo mais do que uma vez. Aproveitar os bons músicos que tocam no meio da rua sem sentimos obrigação de dar uma moeda que aquilo não é a rua Augusta: é a Castilho!
  • Dar só um beijinho a toda a gente. Assim com'ássim pode-se correr o risco de alguém ficar pendurado. Mas nunca nós. 
  • Não fazer compras. Fashion que é fashion aparece, dá um ar da sua graça mas não compra. Toda a gente sabe que os sacos das lojas não combinam com os outfits. 
  • A fazer compras, colocar as alças dos sacos de papel fashion a tira-colo, como se fossem malas. Muitas alças de preferência, como se fosse uma canseira tanta compra, tanto VISA, tanto frissón.  
  • Não pensar que se é a mais mal vestida do evento. Afinal, we´ll always have Paula Bobone. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Não há coincidências

O Mark devia-me contratar para ser eu a disparar aquelas sugestões do facebook.



terça-feira, 21 de maio de 2013

O mundo divide-se entre...

... as pessoas que já comeram leite condensado às colheradas e os outros.

Votações para o BILF encerradas


Amanhã divulgo o grande vencedor (quem sabe, sabe, peço que não se chibem que estou a preparar uma surpresa!)



sexta-feira, 17 de maio de 2013

Marrocos? Checked.


Em Marraqueche, o Abdul, do Riad 144.

Obrigada, Sara!


(Aos poucos conquistaremos o Mundo. Vejam os países já quadripolarizados aqui!)

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Eu cá não tenho BILFs de eleição...


Escolher um BILF award não é tarefa fácil. Para eleger um BILF estão em jogo vários critérios: qualidade da escrita, originalidade do avatar, o header ser giro, a fonte da letra dos posts não ser Comic Sens (sons de ohhhh)  e, não menos importante, a capacidade do autor fazer as leitoras e os leitores gay desejar andar no reboleixo com ele. Reboleixo badalhoco, que não é de se fazer o amor que é feito este prémio. 
No entanto, tendo em conta os anos anteriores, este anos gostava de imprimir uma conotação mais séria ao certame. Mais digna de uma autora mãe de família, mãe de Ana, pronto, mas uma filha já é uma família... Um evento que não me envergonhe junto das outras mães amiguinhas da criatura ("Ah, mãe brincalhona, estava a brincar não estava? Sabe que o meu marido trabalha na Comissão de Crianças e Jovens em Risco?!"). Prosseguindo...
Para este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), gostava que constassem no plantel dos nomeados alguns ilustres e prezados bloggers da praça cujo nome a ética e a imparcialidade não me permitem referir. Idealmente, gostava de conferir um tom mais sério a esta competição, sei lá,  que fossem mesmo nomeados bloggers "piu-pius e pipocos", bem apessoados, meninos da mamã, charmosos e distintos.
No entanto, a experiência de 4 anos de BILFalhada me diz que isto vai descambar para um certo estereotipo de blogger, amplamente apreciados pelo público feminino: o blogger blasé, dandy, com ar de patife, de pulha, de bom sacana, de toni dos bifes, que gosta de sandres de courato, tunnings e pistons, Gostava de ter bloggers com nomes bem como Pedro, André e Lourenço mas vou acabar por ter que contar votos para o Simão ou o Juvenal, que é para o que eu estou guardada.
Este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), queria um BILF príncipe e vou acabar com um BILF troll, queria um blogger que calçasse sapato de imitação cara de pele de  crocodilo (que fosse atento a causas e à ecologia e isso) e vou acabar por ter um com sapato de pele de jibóia cega. Queria um BILF confiante e cheio de moral, que vestisse outfits feitos à medida por um qualquer alfaiate lisboeta e vou acabar por eleger um com ar desajustado e aflito,  que usa todos os dias factos de treino. . 
Este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), queria um BILF à séria, não queria freaks, nem artistas, nem Alfs uma coisa do outro mundo, nem Johnny Guitars, nem barcos naufragados que nem Tolan,  nem tão pouco  anões gigantes. 
Este ano queria um BILF sério e procriadeiro, com um bom ego e, se pudesse ser, de moustache. Para o deboche mas o deboche fofi, o deboche badalhoco entre paredes e um ar benzoca na rua.
Este ano, se tivesse BILFs de eleição (que não tenho!), queria um BILF que para além de bilfável, de altamente fodível, que também servisse para casar. Queria um Mámen.

(Em resposta a isto)


Juri do BILF chamado à recepção!

Tendes até hoje, quinta-feira, ao meio-dia para me apresentarem as vossas nomeaçóes (dois BILFs p.p.). A poll sairá logo de seguida!

Esclareço que o plantel das boas foi reforçado com a inclusão da Leididi
Dêem prioridade à prenha, sff!


quarta-feira, 15 de maio de 2013

A minha família (a propósito do Dia Internacional da Família)

A minha família não é pequena nem nuclear, nem a que consta na declaração de IRS ou no boletim do CENSUS. 
A minha família é a de origem, é tão a minha mãe, mulher da minha vida, força da natureza, vento e ondas num dia de Verão. É a minha tia, tranquila e calma, sol de final de tarde de Primavera. O meu tio Nato, cabisbaixo e outonal e o meu tio Necas, Inverno em flor. É o meu tio Chico que veio ensinar que não há sangue por afinidade e que a família pode ser consolidada com felizes escolhas. A minha prima, ainda no outro dia bebé, às vezes chamo o seu nome à Ana, acto falhado de prima mais velha. 
A minha família são os meus avós, mortos no Mundo, vivos em mim. A minha avó a puxar o carrinho das compras, coluna muito direitinha, antes do AVC a matar devagarinho antes dela ter, efectivamente morrido. O meu avô, a contar anedotas e a comer amendoins como quem folheia um livro, olhos pequeninos e visão tão grande. 
A minha família é mámen, homem da minha vida, escolha minha, sangue que se partilha. 
E é a Ana, cereja no topo do bolo, quarta geração de nós, bebé comunitária. 
Porque a minha família é nossa, mãe, quatro estações, mortos que não deixamos morrer, Minho e Açores, cheiro de bebé, uma comunidade, tão única e singular na primeira pessoa de um plural que somos "nós". 

domingo, 12 de maio de 2013

BILF 2013: tiro da partida


Relembrando: BILF é o acrónimo de "Blogger I'd Love to Fuck".
Na prática a questão é simples: se vocês tivessem que eleger um top ten de bloggers que não conhecem mas que, apenas pela leitura dos respectivos blogs, vos desse vontade de andar no deboche, de praticarem o sexo louco e desenfreado, quem escolheriam?
Depois de lermos as vossas sugestões, o júri residente em Portugal Continental e Açores (certificado pela norma ISO 9001 e HACCP)  inspira-se neste brainstorming e  elegerá um leque jeitoso para inaugurar a respectiva poll. Ou pool, que isto também é capaz de meter água. E toda a gente vota.
A saber, o júri para nomear os 20 BILF's 2013 a ir a votação será constituído por;


Xuxi- Amor Portátil
Luna- Crónica das Horas Perdidas
São João- Febre dos Fenos
Miss Complicações. Apenas 24 horas
Pipoca dos Saltos Altos- Dos meus saltos altos
Alexandra- Alexandra, a grande
Almofariza- Baunilha e Chocolate
Miss Murder-Singularidades de uma ruiva
Rita Maria- Boas intenções
Izzie- A arte da preguiça

Depois faremos a respectiva poll e é votar para encontrar o BILF 2013 (relembramos que o BILF 2010 foi o Pedro, o BILF 2011 o Tolan e o BILF 2012 o Aflito ).
Na próxima sexta-feira,apuram-se os resultados. De hoje a oito dias, lá se faz a cerimónia de entrega do prémio, com direito a prémio e a discurso. E debriefing sobre os outfits e as reacções dos vencedores e dos derrotados. 
Tudo a preceito, como se exige a um blog do bem. Ou não.


A caixa de comentários está aberta às vossas sugestões (assim como a página do facebook quadripolar).
Let the game begin. 

(Duas notas: Não vale votar nos vencedores anteriores. Mámen também não vai a votos, OKKKK?)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

Fashion advise à borla

Os vernizes da H&M são tão resistentes que não saem com acetona.

Só com diluente.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

Todos por um: agradecimentos finais

Pólo Norte e Mámen agradecem a todos os amigos que se juntaram a nós no sábado. Não às marcas (às quais subscrevo tudo o que está escrito aqui) mas este agradecimento é especial para os amigos e pessoas individuais:
  • os que se tornaram dadores (foram 301 mas um beijinho especial ao rapaz que desmaiou e à Ana do Cacomãe que, mesmo grávida de 7 meses, deu o braço ao manifesto)
  •  os que levaram os amigos (foram tantos mas uma palavra especial de carinho à Tehur que arrastou um clube inteiro de motociclistas para se inscreverem como dadores de medula óssea)
  •  as que coagiram os maridos (e também às que, não sendo bem sucedidas em convencê-los, tentaram e apareceram na mesma)
  •  os que arrumaram e organizaram tudo na véspera (beijinho à Andreia, ao pai das duas M.'s, ao José Cid, ao Cocómen, ao Sr. Vitor da recepção, ao guarda costas e guarda tudo, às M&M e a todos os que possa omitir não intecionalmente)
  • os que levaram bolinhos e comida ( um abraço à Rita que nao pode comparecer porque o pai celebrava 80 anos no sábado mas que apareceu na véspera com um bolo maravilhoso, à Gina que arrastou o marido e uns amigos da Margem Sul para nos trazer caixas de morangos, à querida e doce Mariana que também apareceu no fim da noite de sexta para deixar comidinha, à Raquel dos Le Bons Vivants sempre solidária, à Patrícia Figueira, à Vera Martins, à Rafaela Frade e a tanta gente cujos nomes não consegui decorar  )
  •  os que transportaram mercadoria (beijinho à Vanessa e às menina dos Bichinhos Carpinteiros)
  •  os que cravaram patrocínios e os que ofertaram peças, mão de obra, vouchers,  os que se voluntariaram para ajudar (beijo à Luísa Santos, à Ana Bernardo, à Vera Leitão, à Titá Negrão, à Zitaminas, à Magma Photo e ao Tio do Algarve,  mas são tantos, tantos, tantos, impossível aqui referir todos)
  • os que tiraram cafés (uma palavra de especial apreço à menina dos Bicharocos Carpinteiros, marido, sogra e tia que tiraram bicas o dia todo!)
  • os que ajudaram a vender coisas (beijinhos à Isa Sena e filho ma-ra-vi-lho-so, à linda Ana Sá, à Lina e Rita Garcia, ao Rui Garcia, à ANA, à Rosa, ao Zé Miguel, à Débora, ao Vicente e demais)
  • os que no fim ajudaram a limpar (não me lembro de todos mas a Bárbara e o Filipe foram incansáveis)
  • os que tomaram conta da criançada (granda xi-coração à Cátia Simões e sus muchachos que foram de uma competência, dedicação e profissionalismos irrepreensíveis, Pólo Norte <3 you all. As meninas das pinturas faciais- se me lerem isto relembrem-me os vosso nomes!, a dos balões e a livraria que contou o conto são os maiores!))
  • os que tatuaram (grande beijo repenicado à Marina "Andreia", ao Sérgio e ao Rui)
  • os que foram tatuados (foram tantos mas um abraço especial à Niki Ansiedades, à Marta do Dolce Far Niente e à Pedagogia do Terror que é pró em segurar mãos)
  •  os que recolheram sangue e  os que ajudaram a preencher formulários (todas as enfermeiras e aquele enfermeiro giro da camisa preta doram incansáveis!)
  • os que tiraram fotografias  (Selma, Célia, Olga, Pau, Sofia, Carolina, Selma: sois grandes! - mais a Carolina que os outros, mas enfim... :P)
  •  os que serviram bolos e quiches (beijo repenicado à Teresa Martins e à sua companheira que só lá ia 5 minutinhos e acabou por não arredar pé o dia todo e cujo nome, infelizmente, me escapou)
  • os que compraram e os que connosco lancharam (tantos, imensos mas uma homenagem especial a algumas bloggers e leitora do blog: Leonor Noronha, Maria João Nunes, Bê Oliveira, Nicole Souto Vidal, Ana do Cacomãe, Tê, Me, Raquel do Asinhas, menina do Rei vai nu, Niki Ansiedades, Lénia do Not so fast, Marta do Dolce Far Niente, Ana do Pedagogia do Terror, menina do A Secretária Encantada et al. Um grande beijo repenicado à menina que veio, de propósito do Entroncamento, à Andreia dos balões que veio do Alentejo a correr dar-nos um abraço e à Rita cadeirante que se preveniu quanto às acessibilidades e não arranjou desculpa para ficar em casa) 
  • os que cantaram (odeio tunas mas a Cruzituna não me fez sangrar dos ouvidos, tá? Foram engraçados, até... :P)
  • os que se emocionaram e que nos abraçaram (um abraço especial a todos de volta mas não posso deixar de referir a Marta Luísa, a Sibila e a Ana Brás, exemplos de mulheres com "M" maiúsculo e cujo carinho me emocionou milhões)
  • à família do Rodrigo (um abraço sentido ao padrinho e às tias que a nós se juntaram)
 enfim, os amigos que fizeram o que fazem os amigos: os que se juntaram.

 O casal quadripolar agradece do fundo, mais fundo, do seu coração. Obrigada!
Pólo Norte <3 you all! 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

1oo Quadripolares que vale a pena conhecer # D. Palmira (1)




"Todas as noites venho aqui dar de comer aos bichinhos, faça chuva ou faça sol. Venho de autocarro até aqui e dou-lhes ração e água. Tenho dois cães em casa mas também gosto muito de gatos."

"Já pensou levar para casa algum destes gatos e alimentar os que adoptaria?"
"Não se escolhe dar de comer a um ser vivo e não a outro. Venho aqui e dou a todos. Não quero adoptar nenhum. Os gatos são animais de rua, são selvagens. 
Os gatos não usam coleira."



Dona Palmira

quinta-feira, 11 de abril de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que dizem "salsicha" e as que dizem "salchicha".

Crónicas de um hospital: como descobrir um telespectador da Júlia Pinheiro no meio de uma extensa enfermaria (mista)

Enfermeira: Então senhor José, vai almoçar uns bifinhos com cogumelos?

Doente: Ó sra. enfermeira, diga-me lá: são cogumelos do tempo?


(Não, não estou no Hospital Júlio de Matos...)

Crónicas de um hospital: a companheira de quarto

Sandra Cristina. 42 anos. Assistente de laboratório. Cabelo loiro platinado e um pele de fazer inveja a uma miúda de 20. Conhecemo-nos na manhâ de segunda, somos companheiras neste quarto de hospital. 
A Sandra Cristina diz muitas vezes "é evidente" e também "chiça penico!". Quando está com dores diz "chiça penico" umas 232 vezes por minuto. 
Há dois horários de visita. Um das 13h às 14. E outro das 16h às 20h. Desde segunda que recebe a visita de um homem muito bem apessoado à hora de almoço. Tem sapatos de comercial, e embora ainda não tenha tido lata de lhe perguntar, aposto que é comercial (os sapatos traem-nos sempre). Chega, dá-lhe um beijo na boca e fica ali a falar da vida enquanto lhe dá o almoço à boca. As enfermeiras entram e ela lá se justifica "aqui o meu irmão isto  " ou pede ele" podia arranjar uma almofadinha extra para a minha irmã". Riem-se quando a enfermeira sai e piscam o olho. A mim não me dizem nada e eu tenho pena porque andei desde segunda, encasquetada, por haver famílias cujos irmãos se osculam nas beiças. 
Na visita da tarde vem outro homem. Mais velho e com pêlo a saltar-lhe do peito, tipo volumoso, uma permanente peitoral. Num dia dá-lhe uns chinelos novos, no outro umas revistas. Beija-a sempre na boca mas só com beijos bate-chapas. 
Mantive-me calada estes dias todos. A Sandra Cristina não é de muitas conversas. E eu não quero parecer intrusiva. 
Ontem a Sandra Cristina estava melhor. O "irmão" veio à hora de almoço e ela pediu-lhe ajuda para tomar banho. Ouvi uns "ais" dentro da casa-de-banho que partilhávamos mas, já se sabe, uma cirurgia à coluna não é pêra doce. O "irmão", coitado, deve ter tido uma carga de trabalho para a ajudar, saiu transpirado e com a roupa respingada. Ouvi, ao longe, um "chiça penico" seguido de risadinhas. A Sandra Cristina é uma pessoa limpinha, apreciou o banho de certeza. 
À tarde chegou o outro senhor e trouxe o Fábio e a Íris e lá foi avisando "temos que poupar a mãe quando tiver alta, que agora não pode fazer muitos esforços, têm que a ajudar a fazer as coisas que o pai trabalha muito e não pode". "É evidente!"-. respondeu a minha companheira de quarto. A Sandra Cristina fica mais queixosa na presença do homem com pêlo volumoso com mise ao peito. 
Três dias depois pergunto-lhe a que foi operada, afinal. Responde-me, secamente, como se não quisesse socializar: "medula ancorada". 
E eu deslindo o mistério todo desta D.Sandra Flor Cristina da Rinchoa e seus dois maridos : com tanto marinheiro a saltar-lhe à espinha, CHIçA PENICO, não é de admirar que a medula ancore. É EVIDENTE!


("Irmão"! Pfff. Eu sou mesmo toné...")

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Crónicas de um hospital: o internamento

Acordei paralítica. Não é eufemismo: paralítica. Não me mexia nem conseguia sair da cama. Mámen começou a gozar e eu ali, tipo vegetal. Às tantas o tipo assustou-se. Fomos para o hospital na expectativa de levar uma injecção de Voltaren ou whatever e me vir embora. Maldisse as hérnias umas 2325 vezes e acho que esgotei todo o meu vocabulário de palavrões.
No hospital levo a primeira injecção. A dor, a dormência continuavam. Vai ao soro e aos analgésicos intra-venosos. Tudo na mesma. Quer dizer, tudo pior que para além das dores nos costados agora doía-me o nalguedo que se fartava e tinha uns 32 furos na mão (veias mais lindas e mais bailarinas da sua dona: fodei-vos!).
O médico lá nos adianta: têm que ir para o Hospital de São Francisco Xavier. "Ah, está bem, vou buscar o carro e vamos já, não se preocupe!"- sossegou-o mámen. Nada disso. O doutor achou por bem que eu teria que ir de ambulância. Nesta altura eu já não praguejava, eu já tinha reencarnado numa peixeira do Bolhão. Chegam os bombeiros e enrolam-me numa coisa tipo aqueles sacos térmicos prateados que arrefecem os vinhos nas tascas e sacam das sirenes. Sim, com sirenes e tudo! Um show! E, pronto, mais um "eu já" ali para cima para o separador da ursa: "eu já cheguei a um hospital mascarada de Kenny dos South Park mas em versão silver-Cher". Uma lindeza!
Chegada ao hospital S. Francisco Xavier eu só dizia: "é uma ligeira dor nas cruzes" mas ninguém me dava ouvidos e, quando dei por mim, parecia um peru a entrar no forno no dia de Natal mas em versão máquina de TAC. 
Entretanto, metem-me nos cuidados intensivos e mámen ali, assustado como tudo, tipo "dói-te assim tanto as costas?". Ia eu responder quando o homem apanha o susto da vida dele: Pólo Norte apaga. Sim, tipo aquele faduncho do Hérman do "mãezinhaaaa, nãaaooo te apagues!". Mámen pensou que eu tinha quinado e desatou aos berros, até que o vieram acalmar. Tinham-me dado a beber e administrado no soro dois relaxantes musculares, cujo efeito secundário era sonolência. Mámen, ainda agora sussurra: "Sonolência o caralhinho, que parece que entraste em coma em dois segundos!" (ok, ele não diz "caralhinho" porque é um queque, mas eu agora não me lembro do vernáculo beto que ele usa). 
Não morri. Acordei a entrar noutra ambulância. Eu e dois senhores doentes psiquiátricos que também vieram transferidos para este hospital, de onde vos escrevo agora. 
Na ambulância, meio atordoada, com um bombeiro do Dafundo a dar-me a mão e a fazer-me festinhas na cabeça e a dizer-me "vá, tenha calma!" pensei que tinha quinado e estava no Inferno. "Tenha calma?" As putas das médicas deram-me um relaxante muscular que até me tinha provocado dormência na boca e ele ainda queria mais calma? 
Entretanto, acorda um dos tripulantes e reage mal à camisa de forças. Olha para mim, e diz: "Shakira!" ao que o outro, mais calmo e controlado responde "Não faça caso... Dona Madonna!"

E assim, começa a minha aventura neste périplo hospitalar. Amanhã há mais. 

Entretanto estou a treinar a voz. O bombeiro disse que eu era parecida com a Jessica Simpson mas mais gordinha. Eu dos Simpson só conheço a Marge, a Lisa e a Maggie, pelo que, não sei se era, propriamente, um elogio...

(Já disse que me doem as cruzes?)

domingo, 7 de abril de 2013

sábado, 6 de abril de 2013

Frio polar? Pólo Norte explica o que é frio polar!


"Querida Pólo -Norte,

O mais perto que estive do Pólo Norte foi quando pus os pés na Islândia, no mês passado, e como não podia deixar de ser tratei de espalhar a palavra e quadripolarizar uns marinheiros que por lá andavam (estavam um bocadinho para o estáticos, talvez fosse do frio gélido que se fazia sentir). Pus de lado a ideia de evangelizar os locais porque embora civilizados e mui educados são - digamos - parcos em simpatia!... :$ 

E pronto, depois da evangelização a sul, com a Namíbia, Botswana, etc... eis que chega a vez da Islândia! Nada mau para começar o ano de 2013, não é? ;)"

O brrrrrr igada, querida Dulce!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

sábado, 30 de março de 2013

Oh céus, ao que eu cheguei! (private post para mães de criaturas)

Sabes que andas a assistir a demasiados episódios do Pocoyo quando a tua interjeição de eleição deixa de ser "foda-se!" ou "porra!" ou "caramba!" e passa a ser "oh céus!".

Se não tens uma tradição pascal: cria-a!

Hoje chorei-me ao pé da minha tia que "não tinhamos terra". Refutou que Cascais é uma terra. "Que não tinhamos tradições pascais". Refutou que o padre de Alcabideche não vai de casa em casa a dar o Cristo a beijar há séculos. "Que não tínhamos iguarias pascais".

Amanhã inicia-a a tradição do "cozido à portuguesa para o almoço de domingo de Páscoa" nesta família. 

(Ana, ficas-me a dever uma, filha!)


sexta-feira, 29 de março de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que têm famílias com tradições pascais, cabrito assado, missa, cabrito assado, padre a benzer as casas, cabrito assado, mais comida, entre a qual cabrito assado e as pessoas com famílias como a minha.

Humpf.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Todas as terras deviam ser assim

A minha terra tem uma "Rua Direita". Tem um "Café Central" e um "Cantinho do Morais". No Largo da Igreja há um coreto. Tem um padeiro que ainda faz pão em casa e o deixa de manhã à porta das pessoas. Flores amarelas de erva azeda em vez de ervas daninhas pelas bermas da estrada, Há uma Rua 25 de Abril. Tem pessoas que dizem sempre "bom dia" a quem passa, mesmo que sejam desconhecidos. Ao meio dia toca a sirene dos bombeiros. Tem um campo da bola. Tem festas em honra da padroeira com bailaricos. Tem um velho rebarbado que adora dar beijinhos e abracinhos às amigas de infância da filha. Um posto da GNR. Andorinhas a fazer ninho nos beirais dos telhados na Primavera. Tem uma marginal. Um Grupo União Desportivo. Tem um moinho de vento. Tem um grupo de gordas que vestem coletes reflectores amarelos e fazem marcha pela aldeia à noite. Um carteiro que se entrega cartas deslocando-se numa Zundapp Famel. Tem um café com uma empregada que sabe tudo da vida de toda a gente e que se chama Patrícia mas que tem o apelido de "Correio da manhã". Tem Pão por deus dia 1 de Novembro. Tem uma mercearia que toda a gente achou que ia à falência com a abertura do shopping mais próximo mas que resiste porque vende o pão de Mafra,  o chouriço de sangue do Minho, os queijos frescos mais frescos e iguarias típicas directamente dos fornecedores locais. Tem ovelhas e pastores que fazem parar o trânsito, às vezes. Tem beatas que moram ao pé do adro da Igreja e que vão a todos os funerais e velórios, mesmo que não conheçam os mortos. Tem uma poetisa popular que faz quadras à desgarrada. Tem um sino que se ouve, altaneiro, às onze da manhã de domingo. Tem vizinhos que se cumprimentam por "vizinhos" como se fosse um parentesco. Tem um cata-vento no telhado da escola primária. Tem muita gente que não sabe o meu nome mas sabe de quem sou filha e neta. Tem o "enterro do bacalhau" todas as quartas feiras de cinzas. Tem gente que se conhece pelo nome próprio. 
A minha terra tem vida lá dentro. 

E a tua?

O Mundo divide-se...

... entre as pessoas que vivem numa terra que tem uma "rua direita" e os outros.

terça-feira, 19 de março de 2013

Ao Pai cá de casa (para mim, sempre, Mámen!)


... hoje é o teu dia, este, a coroar todos os que já se somam e os que se seguirão. Hoje é o meu dia também, um dia do Pai com Pai, ainda que não o meu, o que foi escolhido por mim. Hoje é o dia da Ana, cópia de ti, olhos de mar, sorriso húmido como as brumas das ilhas. Filha. 
Ofereceste-te por inteiro e hoje és o Pai desta casa, ofereceste-me um Pai para dedicar a uma filha, tão linda, tão tua, tão nossa. 
Hoje é o teu dia e queremos que saias cedo do escritório. Gostamos de ti assim, calmo e pachorrento, cool e divertido, adulto e ao mesmo tempo criança. Tu tens sempre vagar, Pai cá de casa, e quando te apressam dizes como quem tem todo o tempo do mundo que "o mar é já ali!" Não gostas que te pressionem e vives ao ritmo da dolência das ondas do mar dos Açores, azul como os olhos da Ana. É uma questâo de metabolismo insular.
No entanto, Pai cá de casa, sabemos que o tempo pára quanto pegas na Ana ao colo, lhe fazes cócegas na barriga, brincas com os lábios barulhentos na curva do seu pescoço ou a atacas com uma crise de beijos sem fim. Sabemos que aí, só aí, não há pressa nem tempo e gostamos quando nos confidencias que durante o dia de trabalho fechas os olhos, tão iguais aos dela, e te concentras nesse azul tão vosso, no riso dobrado e te apetece dar corda aos ponteiros do relógios e varreres o tempo para te juntares a nós. Aqui, onde a vida passa ao ritmo dos teus Açores. 
Sabemos que, durante o teu dia de trabalho, o mar às vezes está longe e não é já ali. Que o tempo tem que ser mastigado, que o ritmo te esgana o compasso da vida e que só tens pressa de voltar a casa, filha nos braços, colo do tamanho de um oceano. 
Por isso, Pai cá de casa, queremos dizer-te que o teu posto de abrigo é aqui. Pedir-te para te apressares de todas as obrigações, para beliscares os ponteiros dos relógios quando as horas nos apartam e que te lembres dos olhos cor de mar da tua filha, que te espera com um sorriso de estrela. Estrela do Mar. Porque aqui, Pai cá de casa, o tempo tem outra dimensão e é vivido à velocidade do amor. Porque aqui podes ser tu. E esperamos-te sempre com olhos de riso e de mar.
Porque, afinal, o mar é já aqui. Amar é já aqui. 





quinta-feira, 14 de março de 2013

Sou má de março

Morreste-me e a minha vida ficou amputada como uma árvore a que cortam as raízes. O meu tronco mantém-se de pé (sim, as árvores morrem sempre de pé, lembro-me da lição!) e a minha vida tem flores e até deu frutos, avó. Mas nunca serei eu inteira sem vós, sem ti. 
Morreste-me e fecho os olhos, todos os dias, para manter presente cada sinal de ti, a pele enrugada, o cheiro a terra, a erva, a Minho. As orelhas furadas com as argolas de ouro e as mãos- ingratas- a falharem-te, rijas como que solidificadas à força do pulso forte com que regias a vida. Os olhos verdes escuros, o nariz arrebitado, as sobrancelhas que me deixaste de herança. Fecho os olhos e oiço, todos os dias, a tua voz rouca, a pronúncia do Norte, o tom impaciente, as expressões tão tuas. 
Morreste-me e não passa um dia sem que me lembre de ti à força de não te querer esquecer, ainda que arda a tua morte recente, o ontem que ainda aqui estavas, a tua pele, avó, o pão com manteiga aquecido nos bicos do fogão, os teus cabelos negros, o leite morno com café e cacau, coisas tuas. 
Morreste-me mas perduras para além de todas as memórias que faço questão de alimentar, tenho medo de um dia a memória me falhar, avó, e preciso saber-te de cor e salteado- como ontem- para sempre. Perduras numa presença invisível, de sentir, sem explicação. Mas morreste-me e não podias ter morrido assim. 
Hoje é o teu dia, avó, e falo contigo no presente porque morreste-me mas nunca morrerás em mim. Serás presente enquanto eu existir porque o pretérito não foi perfeito, porque te levou num passado recente, para longe de mim. 
Quando passarás a provocar-me um sorriso saudoso nos lábios em vez de lágrimas de perda e de solidão, avó? A vida, sem ti, não me sacia. Fazes-me tanta falta. 
Hoje é o teu dia, avó. Escuta-me, baixinho, a cantar-te os parabéns. O avô ri e tu zangas-te com ele. Rimo-nos os três. Não me voltas, avó mas eu estou aí, agora estou aí, a cantar-te os parabéns. No regresso, trago um restinho etéreo de ti para alimentar a Ana pequenina, que te vai conhecer como se vivesse contigo. No regresso, trago essa raiz que a tua morte me levou para a plantar nos pés desta bebé, por estaca ou por semente, não sei, mas vai pegar, avó. 
Tu sempre me dizias que se deve falar com as flores para elas crescerem mais bonitas. 
Parabéns para ti, minha, nossa avó!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Porque hoje é dia 13...




You're a part time lover and a full time friend
The monkey on you're back is the latest trend
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

We both have shiny happy fits of rage
You want more fans, i want more stage
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't, you forgive me?
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du
I don't see what anyone can see, in anyone else, but you


terça-feira, 12 de março de 2013

Hipoactiva e subdotada. Mas é incrivelmente bonita e isso é capaz de lhe vir a dar mais jeito! (Tooomem, que já não vos aguento!)

Eu não suspiro por uma filha racing. Não aspiro uma filha que dê voltas à pista da vida mais depressa que os outros. Que chegue primeiro a lado nenhum.
Eu não faço questão que a minha filha se sente aos 4 meses, que ande aos 6 e que fale aos 9. Eu quero uma filha com tempo para experimentar a vida, ao seu ritmo. Uma filha que não engula a vida, com pressa, mas que a saboreie devagarinho.
Eu não sonho com uma filha que leia aos 3 anos, que faça fracções aos 6. Eu quero uma filha com tempo para questionar cada aprendizagem, para reflectir sobre ela, a aperfeiçoar ou a pôr de lado e explorar alternativas. Uma filha que experimente a vida como se estivesse num provador e que escolha a que melhor lhe assente, sem olhar a moda ou padrões impostos.
Eu desejo que a minha filha tenha o seu próprio estilo de vida. Sem pressões para ser mais rápida, mais esperta, melhor. Eu ambiciono que a minha filha não entre em corridas, comparações, inseguranças de quem se baliza pela norma. Eu desejo uma filha que crie as suas próprias regras de felicidade e seja fiel às suas convicções . Eu quero uma filha com tempo para poder reflectir naquilo que serão os seus dogmas, as suas crenças, a filosofia com que regerá o que a torna feliz. 
Eu não quero que a minha filha seja "primeirasss!", uma filha de "quadro de honra" da vida, uma filha que faz para se sentir admirada, invejada ou role-model para os outros. Eu não quero uma filha que precise de validação externa, de palminhas, de público. Eu quero uma filha que tenha os aplausos dentro de si. 
Eu não desejaria uma filha sobredotada. Eu quero mesmo é uma filha sobrefeliz. 




O mundo divide-se...

... entre as pessoas que na adolescência compravam a "Bravo" em alemâo, sem perceberem um boi do que lá vinha escrito só por causa das fotografias dos ídolos da altura e as outras. 

domingo, 10 de março de 2013

Quadripolaridades da minha vida familiar

Mámen prepara-se para fazer o jantar. Pergunta-me pelo martelo dos bifes. Respondo-lhe que parti o cabo e o deitei fora. Cala-se. Vai à lavandaria, passa no armário da casa de banho, vislumbro-o a passar no corredor com um frasco de álcool etílico. Encosta a porta da cozinha. Oiço-o a martelar os bifes.  Silêncio. Sinto o cheiro a carne grelhada, 
Muito intrigada, espreito pela friesta da porta da cozinha.
Em cima da bancada jaz isto:

Martelo IKEA

...

...

...


sexta-feira, 8 de março de 2013

A maior glória de uma blogger


Theme song à laia da Ally McBeal

Reunião às 08h da manhã. O interlocutor chama-se Serafim.
Maldito Herman, que me impediu de me concentrar na conversa pois estava ocupada a tentar silenciar isto na minha cabeça:


quinta-feira, 7 de março de 2013

Com tão pouco se faz feliz uma criança

No Santini a empregada tratou-me por "menina". 

Fiquei tão contente que enfiei logo no bolso a mão da aliança e virei-me para a bebé e disse-lhe "a tia já te pega ao colo...". :P

domingo, 3 de março de 2013

sexta-feira, 1 de março de 2013

Ó p'ra mim armada em psicóloga social!

"A teoria frustração-agressão de Dollard et al. (...)  No quadro desta teoria, a frustração, decorrente de interferências na realização de expectativas, conduz à agressão (v. Monteiro, 1993), e, quando um mesmo conjunto de factores produz simultaneamente em diversos indivíduos um estado de frustração, assiste-se à produção de formas de agressão colectiva"- Professor Jorge Vala (Avé!)

(crise/desemprego/país na miséria)




 "No grupo experimental, apenas um dos sujeitos é o verdadeiro sujeito experimental, e por isso é o sujeito ingénuo, enquanto os restantes 7, são comparsas do experimentador. Cada um dos sujeitos dá a avaliação em voz alta, sendo que os comparsas dão doze respostas erradas em dezoito ensaios experimentais. Estes respondem antes do sujeito. Deste modo, o sujeito ingénuo encontra-se numa posição minoritária e, apesar de não existir qualquer tipo de pressão explícita por parte do grupo, este chega a cometer erros que atingem os 5 cm. Como resultados, Asch obteve que menos de 30% dos sujeitos experimentais não se conformaram à pressão implícita pelo grupo, ou seja, um terço dos sujeitos mantiveram-se independentes o que leva a colocar a questão de quais são os factores que explicam o conformismo. O conformismo do sujeito será aumentado se reforçarmos a dependência do indivíduo em relação ao grupo: por exemplo, se o grupo é apresentado como particularmente atraente, o indivíduo deseja integrar-se nele. No entanto, é preciso notar que, quando o sujeito está de novo sozinho, ele volta às estimativas correctas." 

(fenómenos de interacção grupal/influência social/normas de grupo/conformismo(carneirada)

Polémicas várias de Pépa. Et al. 

(o "et al" em latim é para dar um ar de entendida no assunto, mesmo!)

Sim, meistre!


E assim voltamos com a rubrica "Avé, facebook!"

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Se fosse eu, processava o Mark do Facebook...

Aqui vai a minha solidariedade a todos os meus amigos que fazem anos dia 29 de Fevereiro e que estão a ser alvo de facebook-jacking hoje, com votos de parabéns antecipados, porque a rede social conclui que, em ano não bissexto, estas pessoas comemoram o aniversário no dia antes ao do seu nascimento. 


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A parábola do nosso amor na história de outros

"Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver. 23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse... e foi assim."- Maeve Jinkings

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Também estava a pensar ir à Seaside comprar umas sandalitas para a cerimónia, ó se estava...

Mas se a Rita Pereira.- que é a Rita Pereira-compra umas no número acima e ainda tem que usar pensos nos calcanhares, nem me atrevo...


Há a numeração romana. E há a coloração romana.

Desde a gravidez que não pinto o cabelo. Está da minha cor natural um loiro escuro. Tinha-me decidido a voltar a fazer umas madeixas agora para o baptizado da Ana.
O Nuno Markl trouxe ontem, até mim, a luz. Ou melhor, as trevas. 


Obrigada, Nuninho. Se a coisa do ""Homem que mordeu o cão" não resultar como as "Traquitanas" tens toda uma carreira como fashion-adviser à tua frente.

(E aquilo é uma permanente? Ou faz-se trancinhas com o cabelo molhado à noite, e de manhã desentrança-se e fica-se assim? Contem-me tudo!)
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