sábado, 31 de agosto de 2013

Rúben Patrick, o meu amor está p'ra Norte...



Foi o Ruben Patrick que tirou. Casa de Grieg, em Bergen. O meu honey bunny Pipoco, quadripolarizou a Noruega. 



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Férias 2013- dia 0: We'll always have Paris

Domingo de madrugada, a sair do Clube VII, da segunda festa de aniversário depois de dois dias ininterruptos de festas da Ana. Pólo Norte esfalfada, mámen esgotado, chegamos à carrinha, emprestada pelo meu tio, e percebemos que se escafodeu o vidro lateral do carro numa das viagens de carga e descarga de coisas para a festa. 
Colocamos a carrinha na garagem, preocupados pelo facto de, nesse dia à tarde, termos que devolver a carrinha ao seu dono e este ser picuínhas. 
Os planos de domingo eram ir almoçar com a Luisinha e mummy a Lisboa, para matar as saudades que não conseguimos na festa, ir buscar os restos do lanche da festa de sexta-feira ao local onde o mesmo decorreu, arrumar os 3526 brinquedos que a Ana recebeu, limpar a casa que estava num caos, fazer malas, tudo isto em 24 horas, já que o voo para Paris seria pelas 06h da manhã do dia seguinte. No meio disto tudo queríamos dormir mais que a média de 3 horas que tínhamos feito nos dois dias anteriores. Mas nada disso, eram oito da manhã e estávamos de pé por causa do cabrão do vidro do carro. 
Encontrar uma oficina aberta a um domingo de manhã é tão "fácil" como encontrar um símbolo da Hello Kitty em qualquer divisão da minha casa. É puramente conceptual: não existe!
Tentámos a Midas, a Precision e o Diabo a quatro.: nada! Aparentemente, ao domingo, as pessoas que fazem esse tipo de arranjos não estão disponíveis. 
O meu tio é um picuinhas do caraças e eu tremia só de pensar na fita que ia ser quando visse o estado do vidro, todo quinado para dentro da porta. Já mámen pensava que iam arder os seus planos de pedir a auto-caravana emprestada ao senhor, depois de termos feito aquele bonito servicinho à carrinha. 
Fomos às oficinas mais recônditas que possam imaginar, em armazéns com ar chunga recomendados por amigos de amigos. Nada. 
Duas da tarde e liga-me o meu tio a avisar que ia buscar a carrinha às seis. A esta hora, já dominava todo um curso de mecânica e bate-chapas intensivo e perecebera que não fora o vidro que se escafodeu mas, sim, o elevador do vidro. Sistema eléctrico, portanto. Encontrámos um mecânico numa tasca do Cabreiro, recomendado por um conhecido de um compadre do irmão de um amigo, que nos deu uma esperança: bastava encontrarmos um elevador compatível num ferro-velho, que ele faria o favor de o substituir e arranjar o estrago. 
Cinco e meia da tarde e tínhamos batido todos os ferro-velho de Cascais, Oeiras e Sintra: tudo fechado ou por ser domingo ou por ser Agosto, mês das férias. A esta hora já eu soltava mais palavrões que uma peixeira do Bolhão, exausta, cheia de pó de ter que andar em voltas e reviravoltas em sítios inóspitos de janela aberta (claro que o elevador avariado tinha que ser o do lado do pendura- of course!- para ser eu a comer com o pó!) e aborrecida de termos que sair do carro à vez em sítios como a Rinchoa (não gozem!), a Abrunheira e Cabra Figa, para que ficasse sempre um de guarda dentro da puta da carrinha, de ar condicionado natural ligado, com a janela sempre escancarada. 
Foi o meu outro tio que nos arranjou uma solução provisória, eram 17h45: desmontou a porta, colocou o vidro para cima, colocou ali uma engenhoca com um prego a segurar o vidro e fechou-o, dando-nos ordens que nos calássemos bem caladinhos e forjássemos que o vidro se "avariasse" quando fosse o dono da carrinha a tocar no botão de abrir o vidro. Assim esperávamos que acontecesse. 
Eram 19h, chegou o dono da carrinha, já atrasado. Nós mais pálidos que as roupas da Simara quando mete lá os búzios dela a Iemanjá e com um sorriso altamente amarelo. 
O meu tio pega na chave, despede-se e já na porta pergunta: "Olhem lá, o vidro da carrinha não caiu? É que esqueci-me de vos avisar que o elevador está estragado e que o prendi com um pauzinho, provisoriamente, para a janela estar sempre fechada. Como esqueci-me de vos alertar, se tentaram abrir a janela, de certeza que ela caiu, não? Não é grave, foi só uma solução provisória para poderem usar a carrinha no sábado, já comprei um elevador num ferro-velho e vou substitui-lo hoje... Caiu ou não?"
Duas directas em cima, um dia inteiro a comer pó, mil oficinas ilegais e ferro-velhos duvidosos visitados, percebi que sou capaz de transfigurar o meu rosto de uma maneira que qualquer guionista de filmes de ficção científica me contrataria sem casting.Só não espumava da boca literalmente porque, de resto, toda eu parecia um monstro apático e em choque.
Mámen, meio anestesiado, sorriu, com ar de quem levou com uma cena na cabeça, ainda abananado. 
Só o ouvi murmurar, a poucas horas de embarcarmos, com restos de comida em mil tupperwares na bagageira do nosso carro por distribuir, tristes por não termos conseguido ir ter com a Luisinha, uma torre de caixas de brinquedos a atafulharem o quarto da cria, uma casa num verdadeiro caos, um dia inteiro ardido e três malas por fazer (e roupa por lavar e sacar antes de ir lá para dentro) um sussurrante: "We'll always have Paris".
...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Angola? Done!



"Tanto tempo andei a congeminar a quadripolarização e hoje, sem contar, a coisa deu-se! (Mais depressa te tivesse eu enviado o email de ontem...)
Ora aqui tens, querida Ursa: a Portuguesita já com cores de África (bem sei que não parece, mas acredita em mim!) no candongueiro, a dominar uma Cuca (cerveja nacional)!
Comentário do motorista: "Tia, vê lá, não vai me vender em Portugal!". Portanto, olha, diz que o moço não está a venda! ;)

Beijinhos!"

Obrigada e um granda beijo aí para a banda, "tia" Susana!
Pólo Norte <3 you!


domingo, 21 de julho de 2013

Mónaco? Uh lá lá!



Um grande bisous para os chiques e giros Filipa e Pedro que cumpriram a "dolorosa" tarefa de quadripolarizar o Mónaco...

Pólo Norte inveja-vos- é certo!- mas <3 you!

quinta-feira, 18 de julho de 2013

"Nem bem passado nem mal passado. Médio."

Já não me lembrava porque não fazia festa de aniversário há quatro anos mas hoje recordei-me: é um stress!
Primeira questão: convidados. Eu gosto de muitas pessoas diferentes. Com backgrounds diferentes, com estilos diferentes, com interesses e gostos diferentes, com idades diferentes, enfim, pessoas que podem não ter, rigorosamente, nada que ver umas com as outras.
Depois: tenho sempre um galo tramado para organizar festas. tenho boa intenção, boas ideias mas a minha pontaria é sempre a pior. 
Em terceiro lugar: fico sempre com o amargo de boca de não conseguir dar a atenção exclusiva e o tempo necessário a cada um dos convidados. 
Mas desde 2009 que já não havia festa de aniversário quadripolar e este ano apeteceu-me. Tumbas. 
Consegui sentar monárquicos e republicanos do bloco de esquerda na mesma mesa, pessoas com 63 anos e miúdos de 10, anárquicos e agentes da GNR, ex-alunos do Ramalhão e ateus com ódio profundo à religião, pessoas só crente em medicinas alternativas e acupunturas e fisioterapeutas mega científicas, psicólogas e malucos, gente muito caladinha e estouvados, adolescentes aborrecidos e crianças cheias de sono à mesma mesa. Ou melhor, em duas. Já lá iremos...
O restaurante escolhido é um dos meus preferidos. Vou lá frequentemente com mámen e somos muito bem servidos. Há uma semana que reservei mesa e avisei que seríamos um grupo grande. Hoje, quando lá chegámos não se lembravam da marcação. Assim, tivemos que esperar que preparassem as mesas e nos instalassem em duas mesas distintas. Começou bem. 
Passada meia hora de nos sentarmos (excepto dois amigos que esperaram para aí uma hora que colocassem mais dois lugares numa das mesas) nada de couverts nem bebidas em cima das mesas. A coisa ficou tão feia que acabei eu por ir à cozinha e servir às mesas pãozinho, sangrias e garrafas de água na minha própria festa de anos. A recolher os pedidos, a dona do botequim, uma brasileira perua, quase que me comia vida, danada que estava por eu lhe estar a dar negócio. Bufava, soprava, não esboçava um sorriso de simpatia e ainda se lembrou de me repreender porque eu devia ter confirmado o menu, depois dela me ter sugerido escolhermos à carta há uma semana atrás. Respirei fundo, sorri e acenei. Caramba, tenho 33 anos, não me posso dar ao luxo de criar rugas. 
Entretanto, enquanto a dona do restaurante afirmava, muito assertivamente, que os bifes de alcatra viriam para a mesa médios, sem opção de bem ou mal passados por parte dos clientes, eu começava a stressar. A Ana, que hoje me presenteou com um monumental mau humor durante todo o dia, decidira que não queria ir para o colo de ninguém, excepto o meu e de mámen, que éramos precisos a recolher pedidos e a agilizar o serviço às mesas da minha própria festa de aniversário... num restaurante!
Contei todos os convidados e pedi os respectivos pratos e, passadas quase duas horas de termos chegado ao restaurante,  as pessoas começaram a jantar. Todas excepto eu, pois na contagem dos convidados e na conferência dos pedidos, esqueci-me de contar comigo (loira!), pelo que, fiquei sem jantar. Pedir, áquela hora, outro prato seria coisa para estar servida amanhã ao lanche, pelo que, o jantar de aniversário dos meus 33 anos fica marcado como o não-jantar de aniversário, ou melhor, o dia 0 da dieta dos 30 dias da Agata Roquette, até porque estou, efectivamente gorda. 
O livrinho da nutricionista, prenda do namorado da minha mãe, atesta essa opinião. 

(Amigos, valeu ter-vos revisto a todos no meio daquela confusão. Irei marcar, com cada um de vós, cafés exclusivos para pormos toooda a conversa em dia. Fica confirmado que, se depois desta festa, ainda gostarem de mim vocês são MESMO os maiores! Obrigada a todos!)

(Dona brasileira do restaurante: até nunca mais! E desculpe ter feito a minha festa no seu restaurante, sim? Desculpe a maçada! Não se zangue, vá!)

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Tenho tantas saudades de Bruges...





"Ursa, é com imenso prazer q envio esta foto para aumentar a cruzada quadripolar! Envio-te a foto da Bélgica, Brugges, onde moro à ano e meio. 
Sigo diariamente o quadripolaridades e é tão boa a maneira como através da escrita me mantém conectada ao meu país. Obrigada pelos seus posts! 
Quando vier a Brugges não hesite em contactar! Terei todo o prazer de tomar um cafezinho! assim, com um muito obrigado, lhe envio a foto do : I love Pólo Norte & Ursa! 
 Um beijinho, Ana Marques"

Ana, não sabes onde te meteste! Eu quando aí voltar cravo-te um café meeeesmo!
Beijinhos!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A quadripolarização mais coerente de todos os tempos


"Apanhei-o na casa de banho pública a lavar os dentes
fiquei 20 minutos à espera
 esteve 20 minutos a lavar os dentes.
Mas ei-lo"

Mariana Camargo: eu amo-te!

domingo, 16 de junho de 2013

Só por causa das tosses: Bulgária!


"A Bulgária acabou de ser quadripolarizada por Cátia, Cecília, Daniela, Ana e Áurea numa louca aventura por Sofia. O resultado foi este, mesmo em frente a Alexander Nevsky Cathedral, Sofia Agradecemos desde já ao Mc Donald's pelo patrocínio do livro (obtido no belo do Happy Meal com desconto!) Extremamente felizes estamos por contribuirmos para tão nobre causa!"

Meninas, a ursa love all of you!


Registo dos bastidores:




Chile. Não a praça. Chile mesmo.




Gracias, Sara mais linda.

Chile quadripolarizado? Checked. 




Quadripolarização "coltoral", tumbas!


Quadripolarização de Kosice- 2ª cidade maior da Eslováquia- Capital Europeia da cultura 2013. 

Obrigada, Alima!


terça-feira, 11 de junho de 2013

Pessoas que me inspiram # Pedro


O Pedro é um dos mentores da Limetree
Engenheiro civil de profissão viu-se a braços com a crise no sector da construção civil e pensou que ou mudava de área ou mudava de país. 
Mudou de área e fundou a Limetree, uma das start-ups mais promissoras dos últimos tempos. 
A Limetree é, basicamente, um álbum de criança virtual. Podemos lá deixar fotografias, cartas aos nossos filhos, gravações das suas vozes e vídeos caseiros. Tudo guardadinho na net e com acesso reservado aos pais, à prova de assaltos, cheias ou incêndios. À prova de filhos que retiram as fotografias dos álbuns e nunca mais as devolvem (desculpa mãe!). À prova de mudanças de cassetes VHS para dvds.À prova de qualquer imprevisto. 
As memórias ficam, assim, guardadas de forma segura (e gira!) para sempre. Espreitem o vídeo com a apresentação da Limetree aqui.
O Pedro não se conformou e deu à volta à crise. Não é uma inspiração?

(Sim, e é giro que se farta! Sim, e está em Dublin porque conseguiu uns investidores irlandeses. Sim- desculpem, meninas!- e ama a Pólo Norte! Tooomem!)

Irlanda quadripolarizada? Checked!


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Já chegámos à NASA ou quê?


Já!
Obrigada e um granda beijo ao Zé Miguel. <3

(acompanhem a cruzada de quadrievangilização aqui)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Marrocos? Checked.


Em Marraqueche, o Abdul, do Riad 144.

Obrigada, Sara!


(Aos poucos conquistaremos o Mundo. Vejam os países já quadripolarizados aqui!)

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Crónicas de um hospital: como descobrir um telespectador da Júlia Pinheiro no meio de uma extensa enfermaria (mista)

Enfermeira: Então senhor José, vai almoçar uns bifinhos com cogumelos?

Doente: Ó sra. enfermeira, diga-me lá: são cogumelos do tempo?


(Não, não estou no Hospital Júlio de Matos...)

Crónicas de um hospital: a companheira de quarto

Sandra Cristina. 42 anos. Assistente de laboratório. Cabelo loiro platinado e um pele de fazer inveja a uma miúda de 20. Conhecemo-nos na manhâ de segunda, somos companheiras neste quarto de hospital. 
A Sandra Cristina diz muitas vezes "é evidente" e também "chiça penico!". Quando está com dores diz "chiça penico" umas 232 vezes por minuto. 
Há dois horários de visita. Um das 13h às 14. E outro das 16h às 20h. Desde segunda que recebe a visita de um homem muito bem apessoado à hora de almoço. Tem sapatos de comercial, e embora ainda não tenha tido lata de lhe perguntar, aposto que é comercial (os sapatos traem-nos sempre). Chega, dá-lhe um beijo na boca e fica ali a falar da vida enquanto lhe dá o almoço à boca. As enfermeiras entram e ela lá se justifica "aqui o meu irmão isto  " ou pede ele" podia arranjar uma almofadinha extra para a minha irmã". Riem-se quando a enfermeira sai e piscam o olho. A mim não me dizem nada e eu tenho pena porque andei desde segunda, encasquetada, por haver famílias cujos irmãos se osculam nas beiças. 
Na visita da tarde vem outro homem. Mais velho e com pêlo a saltar-lhe do peito, tipo volumoso, uma permanente peitoral. Num dia dá-lhe uns chinelos novos, no outro umas revistas. Beija-a sempre na boca mas só com beijos bate-chapas. 
Mantive-me calada estes dias todos. A Sandra Cristina não é de muitas conversas. E eu não quero parecer intrusiva. 
Ontem a Sandra Cristina estava melhor. O "irmão" veio à hora de almoço e ela pediu-lhe ajuda para tomar banho. Ouvi uns "ais" dentro da casa-de-banho que partilhávamos mas, já se sabe, uma cirurgia à coluna não é pêra doce. O "irmão", coitado, deve ter tido uma carga de trabalho para a ajudar, saiu transpirado e com a roupa respingada. Ouvi, ao longe, um "chiça penico" seguido de risadinhas. A Sandra Cristina é uma pessoa limpinha, apreciou o banho de certeza. 
À tarde chegou o outro senhor e trouxe o Fábio e a Íris e lá foi avisando "temos que poupar a mãe quando tiver alta, que agora não pode fazer muitos esforços, têm que a ajudar a fazer as coisas que o pai trabalha muito e não pode". "É evidente!"-. respondeu a minha companheira de quarto. A Sandra Cristina fica mais queixosa na presença do homem com pêlo volumoso com mise ao peito. 
Três dias depois pergunto-lhe a que foi operada, afinal. Responde-me, secamente, como se não quisesse socializar: "medula ancorada". 
E eu deslindo o mistério todo desta D.Sandra Flor Cristina da Rinchoa e seus dois maridos : com tanto marinheiro a saltar-lhe à espinha, CHIçA PENICO, não é de admirar que a medula ancore. É EVIDENTE!


("Irmão"! Pfff. Eu sou mesmo toné...")

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Crónicas de um hospital: o internamento

Acordei paralítica. Não é eufemismo: paralítica. Não me mexia nem conseguia sair da cama. Mámen começou a gozar e eu ali, tipo vegetal. Às tantas o tipo assustou-se. Fomos para o hospital na expectativa de levar uma injecção de Voltaren ou whatever e me vir embora. Maldisse as hérnias umas 2325 vezes e acho que esgotei todo o meu vocabulário de palavrões.
No hospital levo a primeira injecção. A dor, a dormência continuavam. Vai ao soro e aos analgésicos intra-venosos. Tudo na mesma. Quer dizer, tudo pior que para além das dores nos costados agora doía-me o nalguedo que se fartava e tinha uns 32 furos na mão (veias mais lindas e mais bailarinas da sua dona: fodei-vos!).
O médico lá nos adianta: têm que ir para o Hospital de São Francisco Xavier. "Ah, está bem, vou buscar o carro e vamos já, não se preocupe!"- sossegou-o mámen. Nada disso. O doutor achou por bem que eu teria que ir de ambulância. Nesta altura eu já não praguejava, eu já tinha reencarnado numa peixeira do Bolhão. Chegam os bombeiros e enrolam-me numa coisa tipo aqueles sacos térmicos prateados que arrefecem os vinhos nas tascas e sacam das sirenes. Sim, com sirenes e tudo! Um show! E, pronto, mais um "eu já" ali para cima para o separador da ursa: "eu já cheguei a um hospital mascarada de Kenny dos South Park mas em versão silver-Cher". Uma lindeza!
Chegada ao hospital S. Francisco Xavier eu só dizia: "é uma ligeira dor nas cruzes" mas ninguém me dava ouvidos e, quando dei por mim, parecia um peru a entrar no forno no dia de Natal mas em versão máquina de TAC. 
Entretanto, metem-me nos cuidados intensivos e mámen ali, assustado como tudo, tipo "dói-te assim tanto as costas?". Ia eu responder quando o homem apanha o susto da vida dele: Pólo Norte apaga. Sim, tipo aquele faduncho do Hérman do "mãezinhaaaa, nãaaooo te apagues!". Mámen pensou que eu tinha quinado e desatou aos berros, até que o vieram acalmar. Tinham-me dado a beber e administrado no soro dois relaxantes musculares, cujo efeito secundário era sonolência. Mámen, ainda agora sussurra: "Sonolência o caralhinho, que parece que entraste em coma em dois segundos!" (ok, ele não diz "caralhinho" porque é um queque, mas eu agora não me lembro do vernáculo beto que ele usa). 
Não morri. Acordei a entrar noutra ambulância. Eu e dois senhores doentes psiquiátricos que também vieram transferidos para este hospital, de onde vos escrevo agora. 
Na ambulância, meio atordoada, com um bombeiro do Dafundo a dar-me a mão e a fazer-me festinhas na cabeça e a dizer-me "vá, tenha calma!" pensei que tinha quinado e estava no Inferno. "Tenha calma?" As putas das médicas deram-me um relaxante muscular que até me tinha provocado dormência na boca e ele ainda queria mais calma? 
Entretanto, acorda um dos tripulantes e reage mal à camisa de forças. Olha para mim, e diz: "Shakira!" ao que o outro, mais calmo e controlado responde "Não faça caso... Dona Madonna!"

E assim, começa a minha aventura neste périplo hospitalar. Amanhã há mais. 

Entretanto estou a treinar a voz. O bombeiro disse que eu era parecida com a Jessica Simpson mas mais gordinha. Eu dos Simpson só conheço a Marge, a Lisa e a Maggie, pelo que, não sei se era, propriamente, um elogio...

(Já disse que me doem as cruzes?)

sábado, 6 de abril de 2013

Frio polar? Pólo Norte explica o que é frio polar!


"Querida Pólo -Norte,

O mais perto que estive do Pólo Norte foi quando pus os pés na Islândia, no mês passado, e como não podia deixar de ser tratei de espalhar a palavra e quadripolarizar uns marinheiros que por lá andavam (estavam um bocadinho para o estáticos, talvez fosse do frio gélido que se fazia sentir). Pus de lado a ideia de evangelizar os locais porque embora civilizados e mui educados são - digamos - parcos em simpatia!... :$ 

E pronto, depois da evangelização a sul, com a Namíbia, Botswana, etc... eis que chega a vez da Islândia! Nada mau para começar o ano de 2013, não é? ;)"

O brrrrrr igada, querida Dulce!

domingo, 31 de março de 2013

Os Deuses devem estar loucos


Vamos repôr todas as quadripolarizações em atraso. 

Hoje: Índia pela queridíssima Bluebluesky

Obrigada!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Theme song à laia da Ally McBeal

Reunião às 08h da manhã. O interlocutor chama-se Serafim.
Maldito Herman, que me impediu de me concentrar na conversa pois estava ocupada a tentar silenciar isto na minha cabeça:


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