segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A EXPERIMENTAR | Workshops ministrados pela Prochef Agency

Foi no sábado de manhã e saímos de lá a salivar tanto, tanto, que dá para descrever. 
O convite veio do meu Clube VII do coração que, em co-organizaçao com a Prochef Agency, dinamizou um  workshop de massas fabuloso, com a supervisão chefe José Serrano que vocês podem conhecer em http://www.thepersonalchef.pt/. 








Fotos da autoria da minha partner no crime: Sandra Alves


E, voilá, saí de lá com três receitas fáceis de confeccionar e que irão impressionar os meus convivas, mas assumo que fiquei a babar por mais gnocchi com trufas e frango. 
Se quiserem que partilhe convosco, avisem!

O Clube VII organizará mais dois workshops em parceria com a Prochef Agency sobre Hamburguers Gourmet (dia 29 de Novembro) e Doces de Natal light (20 de Dezembro). Pedidos de informação e inscrições deverão ser feitas por aqui. 

Encontramo-nos lá?




Frequentar um workshop de hidratos de carbono (e sem culpa)


Quem? Workshops da Prochef Agency
Onde? Consultar agenda
Contacto: Pelos telefones 912 016 694 | 912 052 501
Saber mais? http://www.prochefagency.com/

Eu, prematura.

Imagem Martisses


Nasci de quase sete meses. Mais coisa menos coisa, nos anos 80 não havia ecografias nem se falava de semanas de gestação. Quando estava grávida da Ana a minha mãe tentou fazer contas. Diz que nasci de 30 semanas, menos quatro do que veio a nascer a minha filha, também ela prematura,
O rótulo de prematura deve ser a única coisa semelhante na minha história e na da Ana. Tudo o resto foi diferente, tão diferente, provando que não há duas histórias iguais. 
Quando as águas rebentaram à minha mãe, naquele Julho de 1980, foi para o hospital da área de residência. Devido à prematuridade do parto não a aceitaram no banco de urgência e transferiram-na para a Maternidade Magalhães Coutinho, onde vim a nascer. Tinha 1 Kg e pouco, não me mediram, ou, pelo menos a minha mãe não se lembra. Para agravar a situação trazia de bónus uma malformação no tubo neural. Só desgraças. Ninguém deu os parabéns à minha mãe, no dia em que eu nasci,
A minha mãe chorava. Muito. Recebeu-me no mundo entre lágrimas e soluços, depois da parteira se ter recusado a dizer-lhe o sexo do seu bebé recém-nascido porque "nem vale a pena saberes, filha, que isto é para morrer". "Isto" era eu. 
Meteram-me numa incubadora para descargo de consciência. O prognóstico era feio. Não deixaram a minha mãe ver-me logo e quando o meu pai chegou com flores na mão, depressa deixou cair o ramo, tal o cenário de horror traçado: "Vai ter que acalmar a sua mulher que com os nervos quis levantar-se para ver o bebé, que está na incubadora noutra sala, e rebentou os pontos todos.". Mais de vinte, 
A minha mãe berrava, queria ver-me, queria tocar-me, queria cheirar-me e não deixavam. O meu pai queria a família dele, novinha em folha, e não a podia resgatar para casa. Eu na incubadora, a perder peso, à espera que os desígnios se cumprissem: "se morrer é uma benção que Deus lhe dá". 
Deram alta à minha mãe. Mandaram-na para casa de colo vazio. Tinha vinte anos, coitadinha, voltou para casa despejada da sua maternidade: "Vocês são novos, vão para casa e deixem-na aqui connosco que nós cuidamos dela até que se vá. Vocês são novos, depressa poderão ter outro filho". A minha mãe nunca parou de berrar, soluçar, chorar de dor, de raiva e de colo vazio. Secou-lhe o leite com os nervos. Não queria outro. Queria-me a mim.
Em casa pararam para pensar. Resgataram-me daquele hospital onde não me faziam a cirurgia essencial para eu sobreviver devido ao meu baixo peso, ao pronúncio que a prematuridade não me deixasse resistir a uma operação tão complexa e demorada. Assinaram o termo de responsabilidade. Pediram uma ambulância emprestada ao quartel de bombeiros onde o meu pai era voluntário e levaram-me para o Hospital Pediátrico de Coimbra, onde, após uma viagem com paragens cardíacas e reanimações várias, me receberam fraquinha e pequenina, franzina e prematura mas sempre resistente. 
Operaram-me com 15 dias de vida, ainda mais magrinha do que quando nascera, A seguir tive uma meningite. Fiquei lá por dois meses, com visitas aos fins-de-semana dos meus pais, que viviam longe e tinham que trabalhar para me sustentar. Todos os dias a minha mãe ligava para o hospital e chorava a minha distância, a minha recuperação, o seu colo vazio.
Depois desses dois meses, pode encher o seu colo, que independentemente do peso dos filhos, fica sempre cheio. Trouxe-me para casa. Tirou-me as primeiras fotografias. Pesava, aos quase três meses, o peso normal de um recém-nascido. A minha mãe só pode ser mãe de colo cheio já eu tinha nascido há quase três meses. Nunca ninguém lhe deu os parabéns pelo meu nascimento. 
O que ninguém sabe é que, desde sempre, estamos ligadas. Desde que saí das suas entranhas. Não houve hospitais, incubadora, fios, tubos, ambulâncias, auto-estradas e estradas nacionais, mamas secas, tempo ou distância que nos separasse ou o que quer que seja que tivesse beliscado a nossa relação umbilical, de pele, osmose, de entranhas. 
Por isso hoje, no Dia Mundial da Prematuridade, as minhas palavras, aquelas que lhe são devidas desde aquele dia 17 de Julho de 1980 são para ela:

"Parabéns, mãe!"

sábado, 15 de novembro de 2014

Afinal, caraças, temos uma música! (Obrigada, Spotify!)


Conhecemo-nos em 1998. Começámos a namorar em 1999. Namorámos muitos anos. Casamos. Descasámos. Recasámos. Tivemos a Ana. A Ana e o pai tem uma música na banda sonora das suas vidas. Eu e a Ana temos uma música na nossa relação umbilical. Mas, quando nos perguntavam, a mim e a ele qual era a nossa música perdíamos num sem número de músicas que se ouviam no final dos anos 90, início de 2000 e não chegávamos a qualquer conclusão.
Hoje, a ouvirmos o Spotify lembrámo-nos de procurar álbuns cujos CDs tínhamos quando começámos a namorar, E esta música, enterrada nas catacumbas da nossa memória, começou a tocar nas colunas do computador, tão longe das colunas da minha aparelhagem gigantone no meu quarto de solteira, tão longe do auscultador do meu telefone de disco para onde ele me ligava dos Açores antes de dormirmos, mas tão nossa.
E olhámos um para o outro, enquanto arrumávamos a cozinha a ouvir a música, aquela música, e a letra saia-nos dos lábios, tão fresca, tão presente, tão perto, tão nosso. E dançámos agarrados, entre loiça no escorredor, pão a fazer na máquina e a Ana a dormir a sesta. Tão longe da vida dos tempos de namorados. Tão mais felizes.
Hoje reencontramo-nos com a nossa música.
Aguentem a fofi-melosó-parolice!



A che serve piangere
Rinunciare a vivere
Resta qua se ti va
Non pensare, abbracciami
Lasciami sognare
La tua pelle morbida
Voglio accarezzare
E finche non avro
Anche l'anima
Io saro sempe
Sulla tua scia
Non puoi fuggire
Perche sei mia
Perche ti voglio
Perche mi vuoi
Un mondo si apre
Intorno a noi
E se vorrai crederlo
Io saro l'angelo
Che non ti abbandonera
Quando sul tuo viso
Non vedra risplendere
Dolce il tuo sorriso
E finche non avro
Anche l'anima
Io saro sempre
Sulla tua scia
Non puoi fuggire
Perche sei mia
Perche ti voglio
Perche mi vuoi
Tutto sarai per me
Perche ti voglio
Perche mi vuoi
Un mondo si apre intorno a noi
Un mondo si apre intorno a noi

Uma pessoa acorda com um cenário parecido com este



(A Ana quer comer de beijos a Maria Emília)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A EXPERIMENTAR | VOLTAR SEMPRE À DEPILAÇÃO A LASER ALEXANDRITE NA DORA

Quatro sessões depois e tenho a pele como um peitinho de frango: li-si-nha! Deixei de ser a Ursita Wurst cá do burgo. 
A Dora diz que tenho eu cá voltar para garantir que as hormonas não são mais espertas que o laser mas eu até não me importo porque sempre que vejo a Dora meter os óculos de soldadora e agarrar na manápula da máquina de laser como se fosse uma manete de uma bomba de gasolina escangalho-me a rir às gargalhadas de tal forma que ganho o dia.
A Dora continua boa. E gira. Irrita-me um bocado. Os gajos é que ainda não a descobriram senão garanto-vos, minhas amigas, que o gajedo andava todo depenado.
E eu hoje enchi-me de coragem e perguntei à Dora se ela fazia um desconto cartão jovem, preço especial amigo, para uma série de pessoas que me enviam emails a perguntar pelos serviços dela e contactos. Dito, feito, almoçámos juntas e entre uma espetada de lulas e um doce espectacular ali no restaurante "Apeadeiro" de computador em cima da mesa, bolámos uma fantástica promoção.


A Dora diz "quadripoletes" em vez de póletes e não me apeteceu corrigi-la, que é por causa das tosses!
As marcações devem ser feitas,,  por e-mail (doracrsilva@gmail.com) porque ninguém avança para tratamento sem questionário de despiste e no assunto do email devem dizer "Dora- a miúda que a pele adora!. Pronto, a Dora não sabe desta parte do código-pólete mas vai ficar a saber!
Isto não é um concurso mas ficam a saber que se quiserem conhecer e likar na página da miúda devem ir aqui. Ah, o desconto só é válido para marcações realizadas até ao fim do mês de Novembro.
Se não quiserem agasalhem-se no pelume que o Inverno promete ser rigoroso (blherckkk!).


Sempre às ordens.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Uh lá lá!


"Minha querida Polo, mais um pontinho para a Cruzada Quadripolar. É o Castelo de Villandry no Vale do Loire em França Gosto bues de ti beijokas. Teresa"

Bisous, querida Teresa!

domingo, 9 de novembro de 2014

A CONHECER | Rita Correia

Por altura do primeiro aniversário da Ana a Rita fez-nos chegar o seu livro amarelo, cheio de corações encarnados perdidos entre as páginas, que se tornou um dos livros preferidos da Ana.
Hoje, a propósito do aniversário da Maria Clara, a Rita deslocou-se à festa para dinamizar uma hora do conto. E que surpresa!
A Rita é a verdadeira artista; ela desenha, ela escreve, ela é uma contadora de histórias, ela canta. Ficámos de coração cheio quando, terminada a história, a na saiu-se com um "Pai, compa o livro!"
E comprámos.
O livro verde cor da esperança para a Ana e outro para a minha sobrinha Catarina e um amarelo para a Mariana. E mámen comprou-me uma ilustração maravilhosa com ursos e abraços. E ainda tivemos direito a um puzzle fabuloso.
E só não trouxemos a Rita para casa porque a Júlia e o Jaime- os seus filhos- não deixaram...





Quem ainda não conhece a Rita deve fazê-lo aqui.

Vão daqui os parabéns para a Maria Clara e para a Rosália que me deu a conhecer esta maravilhosa ideia de hora do conto da Rita em festas de aniversário que irei, com toda a certeza, replicar numa próxima festa de anos.

Um bocadinho de Psicologia à la carte

"




Ah e tal, mas sabes que os teus pais vão ter que morrer um dia, qual é a celeuma do anúncio da Fidelidade?"
O evitamento do pensamento relativamente a eventos traumáticos que projectamos é uma belíssima estratégia de sobrevivência emocional (e não falo de "coping" para não vos dar seca...).
Quem é a Fidelidade para me fazer abdicar dela?

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Por falar em legionellas

O mundo divide-se entre as pessoas que dizem bactéria e as que dizem báctéria.

Tem cuidado com o que desejas, Pólo Norte

Amanhã estou de prelectora num colóquio em Vila Franca de Xira.
Tive o dia todo consumida porque ainda não preparei nada para não fazer má figura (nada mesmo).
Pensei: epá, poda acontecer uma coisa qualquer, uma ameaça de bomba daquelas de gozo, uma dor de barriga aos organizadores que fizesse com que o evento tivesse que ser adiado, qualquer coisa, enfim...
Diz que há uma bactéria na água do concelho.

Está legal.
Se fosse a algumas pessoas começava a ter medo de mim...

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A Nova Associação*

Está a ganhar forma.
 
E eu estou inquieta para vos contar tudo em primeira mão. Falta só um bocadinho.
 
(Respondendo de uma só vez a todas as pessoas que me têm enviado emails e mensagens manifestando a intenção de se juntarem aos trabalhos peço que me adicionem aqui).


 
 
 
* Sim, já tem nome e logotipo e imagem e tudo mas ainda não vos posso desvendar... 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Não ter medo do ridículo é...

... estar no trabalho, chover lá fora, não trazer chapéu-de-chuva e estar prestes a sair com o que a Ana da "Tell me a store" trouxe-me há pouco de presente para a minha Ana.
Meus amigos, se virem uma loira com um chapéus com bonecas lindo, lindo, igual ao da imagem: sou eu!

Da Vinci versão facebook


segunda-feira, 3 de novembro de 2014

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Paulo (21)

Estava à espera do Paulo no aeroporto.
Nunca vira o Paulo antes mas já gostava dele há muito como se a presença fossse um mero acessório na nossa história. De facto, é.
A primeira vez que ouvi falar do Paulo foi em 2012 numa das iniciativas mais gira já promovidas a propósito deste blog: a organização de recolha de possíveis dadores de medula óssea em todos os Distritos do País. Foi overwhelming!
O Paulo ficou responsável por dinamizar um determinado distrito do país e foi o maior sucesso. E foi logo ali que fiquei fã da sua proactividade, generosidade, capacidade de acção e dinamismo.
Ao longo deste tempo fomos conversando amiúde, comentando status um do outro, picando-nos com o mesmo tipo de humor “fininho” e corrosivo, politicamente incorrecto e despreocupado. Há uma certa excentricidade que me une ao Paulo, um certo "i don't care" caprichoso, uma atitude anti-herói que nos une.
Depois o Paulo ajudou uma das pessoas para quem eu pedi ajuda. E há uns tempos desafiou-me para avançarmos com a associação. E agora, quando lhe disse que gostava de ajudar a Mariana, retirando o valor necessário para a cadeira do montante que ele me tinha disponibilizado para o arranque da associação surpreendeu-me com a oferta desse valor para a compra da cadeira da Mariana.
O Paulo é o herói mais anti-herói que eu já conheci. Tem o coração do tamanho do Universo mas diz palavrões. Ajuda sem olhar a meios e não é bonzinho. Tem uma generosidade ímpar mas reclama muito. E não quis fazer discursos, nem tirar fotografias nem nada. Só abraçar, assim meio sem jeito, a Mariana.
Viajar para os Açores com o Paulo, recém-conhecido em carne e osso ali, no terminal de partidas do aeroporto, foi um privilégio. "Mas tu vais viajar para os Açores quase num blind date?"- perguntaram os meus amigos.
É difícil explicar que, mesmo sem ter visto o Paulo antes, já o conhecia muito bem.
O Paulo é um herói anti-herói, uma das melhores pessoas que já conheci e, por isso, provavelmente a única pessoa com quem eu poderia embarcar numa aventura como a que aí vem.
Obrigada, "Mr. Fantastic"!


[Obrigada Paulo por esta amizade que começámos agora e que promete muitas e boas aventuras.
Vou apertar o cinto! E treinar as gargalhadas.]

Uma aventura no aeroporto (nas partidas)

Os senhores da loja não tinham a cadeira imediatamente disponível. Depois tinham que adaptar o joystick para o lado esquerdo que a Mariana é canhota. Depois estávamos em cima da hora e quando estava tudo arranjado só havia tempo para me entregarem a cadeira... directamente no aeroporto.
Os multibancos ainda não permitem que se levantem quantias avultadas, pelo que, assim que o Paulo chegou foi ver-nos a sacar de um maço de notas, assim à antiga, e entrega-los aos empregados da loja, ali, no terminal das partidas.
A cadeira não estava embalada e estava toda montada e empurra-la até ao check-in manualmente era uma tarefa árdua. Que fez, Pólo Norte?
Sacou da sua experiência prévia em condução de cadeiras de rodas e foi de fazer um test-drive. À antiga: com velocidade ("ahhhh, coitada, deve ter sido um acidente!"), a andar na passadeira rolante ("também deve ser avariadinha da cabeça para além de andar na cadeira, pobrezinha, já viste que ela parece uma maluquinha a conduzir aquilo?"), a galgar na rampa, tudo, tudo, tudo.
Pelo que, sim senhora, a cadeira é top, tem duas velocidades, atinge 7,5 Km/hora, faz curvas que é um primor e teria sido uma experiência muito positiva este test-drive pelo aeroporto todo até ao balcão de check-in da SATA não fosse aquele pequeno incidente de quase ter morto do coração as hospedeiras de terra que correram até mim para me prestar apoio assim que me viram chegar e eu ter-me levantado da cadeira, ligeirinha e a andar, proclamando: "Milaaaaaaagre!".


O que me encanita...

... não é o "gay e trabalhador" nem a repetição desses dois requisitos que soa a desespero, nem o cão carinhoso (seja lá isso o que for).

O que me encanita é o pagamento do "calção com entrada imediata".

domingo, 2 de novembro de 2014

O Mundo divide-se entre...

... quem gosta de canja feita com arroz e quem a prefere confecionada com massa de pevide.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A CONHECER | Mirtilo for babies



Acabou de nascer a Mirtilo for Babies, da Raquel (e da Teresa dentro da barriga-limão da Raquel) e do João- casal mais terno do Mundo. 

E o produto que vendem é feito de água e cor, como só as coisas bonitas, incrivelmente bonitas e simples, conseguem ser. 

Ide lá espreitar! E likem, likem muito!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O mundo divide-se entre...

... as pessoas que, em criança, fizeram uma bailarina a partir de uma papoila e os outros.

Oh, a Sardenha...


 

"Olá Pólo Norte,

Aqui vai uma praia da Ilha de Caprera, no arquipélago de La Maddalena - Sardenha, desta faialense que começou a seguir-te por causa um post sobre Kima :)

M."
 
Beijinhos, querida M. Pólo Norte <3 you!

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A ASSISTIR | Curta "Nin"



"Achara Poonsawat or ‘Nin’ remembered losing her father when she was very young. She grew up having her mother as the role model and mentor. Her mother’s struggling experiences gave Nin valuable lessons. The little girl gradually trained herself to never give up despite hardships that lie ahead.

Nin’s mother had never been in school, yet she became Nin’s crucial teacher. She made a living by selling fresh fruits in a trolley circling a market in Petchburi province from dawn until dusk.

Nin was raised to be tough. Her mother’s way of teaching was unorthodox – she liked to ask Nin questions. She taught Nin to observe, analyze, try out, and face problems with courage. She encouraged her daughter in pursuit of answers by herself while watching her from afar. Such parenting became and inspiration for Nin to think of something new, to be innovative.

On a holiday at the age of seven, Nin enthusiastically brought scrumptious pineapple ice-cream made by her mother to sell at the market thinking that she could help mom make extra money. Mother and daughter helped fulfilling each other in harmony, and AIS helped fulfilling Nin’s dream by providing Sarnrak scholarship that supported her financially until she completed a Bachelor’s Degree.

Nin’s dream of becoming a teacher has come true. Today, she is teaching elementary students not only school subjects but also life experiences that she has learned from her beloved mother."

Só havia uma pessoa que conseguiria explicar de forma racional o que eu penso sobre aquilo do combate entre as pessoas com e sem filhos

"Foi no carro, ontem, a caminho de casa que falávamos no texto do P3 e ela, ferverosamente, me alinhavava o que iria contrapor no seu post.
Eu já estive dos dois lados da barricada. Não concordo nada quando os pais se passam a apresentar como seres iluminados, pessoas num estádio evolutivo superior, como se ao se ter filhos se desse um passo para um degrau evolucionista acima, com aquele ar condescendente e seguro de "agora é que eu sei o que é... o amor/a vida/dar valor às coisas/a felicidade", como se o passaporte para a legitimidade de se dizer coisas viesse com as criancinhas. Não vem.
 Mas também me faz muita confusão quando os próprios pais vendem a ideia de que ser pai é um martírio, um corte absoluto com uma vida plena, um rol de sacrifícios, uma carga pesada e uma estrada sinuosa para se percorrer e que "nunca mais se tem descanso". Não é verdade. Pelo menos no que a mim me diz respeito.
 O problema das generalizações é este. Com certeza que haverá gente para quem a parentalidade mudou demasiado a vida e que tem saudades da vida que tinha. Que, talvez, no passado tivessem uma vida com mais tempo, disponibilidade, momentos de lazer ou mais prazeirosa. Cada um sabe da sua vida. Mas, como diz a minha excelsa esposa, há pessoas para quem a parentalidade não mudou assim tanto a vida e que não sentem que tenham deixado de ser gente tal como eram antes, de ter qualidade de vida e para quem o seu grau de satisfação com a vida não tenha entrado em declínio. Há de tudo ou não fossemos nós, a quem tentam muitas vezes aglomerar na categoria única dos "pais com filhos", um conjunto de pessoas com a sua própria individualidade, experiências de parentalidade únicas, pessoais e intransmissíveis.
 Já conheci muita gente sem filhos e com uma vida muito insatisfatória. Tal como já conheci muita gente com filhos e que se sente miserável. O contrário também é válido: tenho amigos sem filhos com uma vida fabulosa e que não querem nem sentem necessidade de ter filhos porque a vida que têm lhes serve lindamente. Bem como pessoas com filhos que sentem que agora é que têm a vida que sempre sonhavam e que não voltavam ao registo sem filhos por nada.
Cá em casa pertencemos a estes últimos. Eramos felizes antes de sermos pais. Aliás, houve de tudo: momentos muito felizes como momentos de grandes chatices antes de termos a Ana, ou não fosse isto uma relação. Mas eramos, genericamente, pessoas felizes, de bem com a vida e enquanto não a tivemos não achávamos necessidade nenhuma de termos filhos para sermos mais felizes. Quando começámos a viver juntos, saídos de outros registos de co-habitação, de outras dinâmicas familiares, tivemos que nos adaptar à nova realidade, construir os nossos próprios hábitos e rituais e aprender a viver um com o outro. Não foi nenhum sacrifício, foi, antes, uma necessidade a que fizemos face porque queríamos partilhar a vida um com o outro. Nunca nos lamentámos que antes é que era bom, nunca a ouvi dizer que na casa da avó é que ela vivia bem, que era muito melhor sentar-se e já ter o jantar na mesa, não se preocupar com a roupa suja ou ter mais dinheiro para fazer uma data de coisas porque não tinha que pagar renda. Ela nunca me ouviu reclamar que viver sozinho é que era bom, que saudades que eu tinha de não ter que negociar o comando de televisão, que bom que era poder espalhar roupa pela casa sem que ninguém me chagasse o juízo. Escolhemos viver juntos e fizemos concessões para o bem estar comum.
  Depois da Ana nascer continuamos felizes. Aliás, também temos de tudo: já tivemos momentos muito felizes como também já tivemos chatices. Ou não fosse isto uma vida.
 Não sei se somos mais ou menos do que antes de sermos pais, não me interessam comparações. Somos muito felizes com esta escolha que fizemos e as coisas que valorizamos hoje e que contribuem para essa sensação de felicidade serão, com certeza, diferentes das que tinhamos antes de ser pais. Não melhores nem piores. Apenas diferentes. Não fazemos nenhum sacrifício, mas, antes,  respondemos aos desafios que a vida nos coloca porque decidimos que queríamos partilhar a vida um com o outro e com um filho de ambos. Escolhemos viver juntos, escolhemos ser pais e fizemos concessões naturais para o bem estar comum.
 E fazem todo o sentido na nossa nova dinâmica familiar não havendo espaço para comparações nem para lamentos do bom que era antes e das diferenças na vida do quotidiano que a parentalidade nos trouxe.
 A única diferença que sinto é que quando a Ana nasceu nasceu uma mãe nesta casa. E nasci eu como pai. E gosto, muito, de conviver com essas duas figuras, mesmo que me cruze com elas, ensonado e de mau humor, todos os dias quando acordamos mais cedo porque há um terceiro elemento que madruga e depende de nós e que contribui, em grande escala, para esta sensação presente de felicidade e satisfação com a vida. Não melhor nem pior do que a que sentíamos antes de sermos pais. Apenas diferente. E que, neste momento, nos cabe mesmo mas mesmo bem. "

De mámen, meu excelso esposo, no seu "Contrapolaridades"

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A EXPERIMENTAR | Refeitório Hare Krishna

Fica na Rua D. Estefânia bem no coração de Lisboa. É uma cantina, à laia de refeitório, mas com uma aura de restaurante gourmet, daqueles que fazem tudo para parecer despretensiosos. Só que não. É zen, cool, claro, arejado e ... genuíno.
Mais do que um restaurante (que não é), este é um verdadeiro espaço espiritual, que alberga um templo desta comunidade de monges que gere todo o espaço (o da comida do corpo e o da comida da alma) e que aqui vive em comunidade. 
A cozinha é indiana vegetariana (cozinha ayurvédica)em regime de buffet e o menu é único e muda todos os dias, pelo que, nos basta sentar e esperar que nos sirvam em malgas de inox enquanto gozamos a paz que envolve os vários espaços do edifício: a sala do restaurante, a esplanada do pátio, a loja contígua e o templo. O preço também é fixo (7€) por refeição completa e só estão abertos ao almoço.  
Mesmo para quem não tem este carácter espiritual vale a pena uma visita ao REFEITÓRIO HARE KRISHNA para poderem comer, orar e amar... sem sair de Lisboa. 

Se tiverem sorte de irem num dia que haja sopa de amendoim, deliciem-se! E não digam que vão daqui!






terça-feira, 21 de outubro de 2014

A ASSISTIR | "O Macaco do Rabo Cortado"

Desta vez foi a Theatron que nos convidou para a estreia da peça infantil “O Macaco do Rabo Cortado”, no dia 4 de Outubro, às 16h00, no Museu Nacional do Teatro, em Lisboa.

 Inspirado no conhecido conto tradicional homónimo e adaptado para teatro por Philippe Leroux, "O Macaco do Rabo Cortado" é um espectáculo divertido, que nos conta as aventuras de um macaquinho irresponsável e muito impulsivo, que lança a confusão por onde passa!

Desta vez a nossa repórter quadripolar foi a Célia que foi, acompanhada pelo seu filho, assistir à peça e que me deu o seguinte feedback:



"Grande Ursa, OBRIGADA!
 A experiência foi 5 *.
O King amou!"










A peça estará em cena no Museu Nacional do Teatro de 4 de Outubro a 15 de Novembro, Sábados às 16h00, com André Filipe, Paula Manso, Paula Testa e Rita Ruaz.

Vão perder?

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A sinestesia do amor

Enquanto vejo a Ana a roer uma maçaroca de milho transporto as memórias da minha avó para o futuro, alimentando este presente das lembranças do que juntas vivemos. 
Constato que há uma tendência actual dos pais em querer desenvolver a cognição dos filhos. "Menina, faça isto, conte até mil, diga  olá em mandarim e programe aqui algoritmos!. Eu própria, dou por mim, muitas vezes, a cair na competição das mães, "que a minha é tão esperta", "ó Ana conta lá até vinte, diz "I love you" e mostra lá aí no tablet da avó o teu vídeo preferido".  Depois cai-me a moeda e lembro-me que o maior legado da minha infância prende-se muito mais com sensações que com conhecimentos, mais com sinestesias do que com aprendizagens. 
E é nessas alturas, que agarro na Ana, cada uma com o seu cesto tosco e pouco fashion e rumamos à feira de Cascais. É aos sábados (e também às quartas-feiras) e, se lá forem, de manhã, com certeza que nos cruzaremos. Levamos nas mãos cestos e falamos com todas as senhoras das bancas, que, invariavelmente, mimam a Ana com bolachas que guardam em tupperwares, oferecem-lhe pequenas abóboras, castanhas , cenouras e romãs que ela, a muito custo, transporta na pequena cesta, que leva numa mão, na outra segura as flores do campo que compramos, sábado após sábado.
Nesta quarta foi tudo isto, plantar memórias do cheiro dos frutos de Outono, romãs, castanhas, diospiros e abóboras, memórias do perfume das flores e dos cânticos dos pregões, das cores do mercado e do sabor das maçarocas de milho, que a Ana provou pela primeira vez.
As memórias da minha infância são feitas de sensações: o pão com planta aquecido no bico do fogão, o molho de tomate em cima do peixe cozido, a voz da minha avó  cantar o "eu vi a Amélia", o cheiro  pó da serração de pedra onde trabalhava o meu avó, as gargalhadas das vezes em que lhe roubava a boina castanha de xadrez e lhe descobria a careca. 
E sinto-me a dar continuidade a esta espécie de linha de tempo, de ligação entre o passado e o futuro, trazendo o sabor do milho do Minho da minha avó para a nossa casa, em Cascais, 30 anos depois, e alegria de quem se comove com os olhos azuis da Ana, com a expressão do espanto de quem rói, pela primeira vez, uma iguaria sem par.  


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Jessica Athaíde e a revolta do pastel de nata

Diz que a Jessica Athaíde está gorda, ouço eu no café, enquanto trinco um pastel de nata. As duas raparigas, na casa dos vinte anos, fofocam sobre a polémica, na mesa ao lado. Dizem que sim, senhora, que não percebem o sururu, que há ali chichinha na barriga, que não tinham coragem de se "pôr de biquini numa passerele com aquela forma física"- diz a entendida na matéria- olho-a de ladex, uma miúda normal, nem gorda nem magra, com toda a certeza com uma barriga não mais tonificada que a da Jessica, não consigo ver bem, olho para baixo, a minha barriga tão mais mole do pós-parto, da vida de trabalho na secretária, dos pastéis de nata. Olham para o tablet, reparo que estão a ver um comentário que vi ontem do Rui Unas, criticando as raparigas que são só pele e osso, "meninas-cabide" como lhes chama um amigo meu, defensor da chicha.
Parece-me igual, tudo o mesmo, criticar a chichinha da Jessica ou os ossos das modelos anónimas, como se o corpo definisse a pessoa, a sua segurança, o seu modo de vida, a sua forma de ser e estar, a sua sensação de felicidade. Vêm-me à memória as pessoas estupidamente queridas que já conheci: a minha amiga Rosa com chichinha, das pessoas mais fabulosas que a vida me deu, a minha amiga Cláudia que nunca conseguiu dar sangue por não passar a barreira dos 50 quilos, tanto me faz as suas carcaças, o revestimento dos seus ossos, são maravilhosas ambas, para quê hierarquizar beleza, formatar padrões, julgar células, massa óssea, gordura. Acreditar que a vida depende de um número ditado por uma balança, seja um número pequeno ou grande, tanto me faz, faz-me revirar os olhos.
Suspiro. Olho para elas com ar meio esquizóide, vejo que me acham meia maluquinha (e sou), não quero saber, e sai-me uma deixa à Maria do Frei Luis de Sousa: "O corpo é uma flor muito fresca. E mortal.". Foi ele que me disse, um dos homens que  mais amei, num dia em que também na casa dos vinte, reclamava da minha forma física. Era mais magra do que hoje e tive dias mais felizes e menos felizes do que os que tenho hoje, a minha felicidade não depende do meu peso, isso é limpinho. As medidas dos corpos nada têm que ver com as medidas da felicidade.
Diz que a Jessica Atahíde está gorda e eu sorrio. Lembro-me que, assim sendo, de acordo com os padrões que esta sociedade impõe- esta sociedade cheia de meninas da mesa do lado- constato que, desta forma, sofro de obesidade mórbida. 
E acabo de comer, prazenteiramente, o meu pastel de nata. 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Até tu, Facebook Tradutor?


Diz a minha amiga aveirense Flávia: "De todos os comments a este post, o meu pc acha que preciso de tradução num deles!!!"



A ASSISTIR | 4'33 (quatro minutos e trinta e três segundos)


John Cage foi um compositor que, certo dia, decidiu entrar numa câmara anecóica para experimentar o silêncio profundo. Uma câmara anecóica é usada muitas vezes para testar a precisão dos microfones, aparelhos auditivos e outros instrumentos de trabalho com o som. Depois de Cage entrar na câmara saiu frustrado: afinal, tinha ouvido dois sons- um alto e um baixo. Assim que saiu da dita câmara inquiriu os cientistas que o acompanhavam acerca da falta de precisão do silêncio e dos dois sons que tinha ouvido, pelo que,lhe foi explicado que o ruído mais alto era o do seu sistema nervoso central a trabalhar e o mais baixo do seu fluxo sanguíneo a circular.
Cage quis ir mais longe na experiência e decidiu compor "4'33" para poder transmitir a complexidade do silêncio. A composição trata-se precisamente de mostrar que a música também é feita de pausas, de silêncio, pelo que o silêncio também pode ser intercalado por música. Assim, "4'33" é uma música que não possui nenhuma nota, sendo composta inteiramente por pausas.
Na primeira apresentação pública desta obra, o pianista convidado para interpretar a peça entrou no palco, abriu a tampa do piano, e permaneceu sossegado; interrompendo o silêncio em alturas próprias e com convicção apenas para mudar a página da partitura.
Numa primeira fase, o público permaneceu imóvel e sereno à espera do´início musical da composição. Depois ficou meio absorto, tentando compreender o porquê do silêncio, mas passados alguns segundos começaram a ouvir-se tossidelas, sussuros, conversas, e, finalmente, o protesto colectivo.
Posteriormente, o compositor explicaria que "4'33" não é uma música composta apenas de silêncio. A música, na realidade, era formada pelos sons ambientes dentro do teatro: pelas tais tossidelas, sussurros e pelo burburinho.
Ou seja, "4'33" é uma música única, pois é diferente de cada vez que é apresentada dependendo dos barulhos da audiência que assiste ao concerto.
Com isto Cage quis provar o que tinha aprendido quando da sua experiência na câmara anecóica: que não só é mais difícil fazer silêncio do que música, de que todas as pessoas conseguem fazer música e de que onde há matéria nunca pode haver silêncio absoluto.

A minha mai-nova entregou a tese

A minha prima mais nova encerrou, definitivamente, o seu percurso escolar hoje: entregou a tese e está preparada para que um juri lhe ateste que, sim senhora, que é arquitecta. Depois de 18 anos de percurso escolar. Dezoito. Nem uma reprovação. Dezoito.
Lembro-me de a levar à escola no seu primeiro dia de aulas, os trolleys eram a última coca-cola no deserto e ela tinha uns óculos maiores que a cara e uma franja catita. Lembro-me da entrada no liceu, das chatices de pré-adolescência, da compra dos livros, ano após ano na papelaria Rui, na entrada no colégio de freiras, da saída do colégio de freiras, do espanto dela querer seguir artes, nem sequer nunca a achei com jeito para o desenho. 
Dos exames do 12º ano, do de Geometria Descritiva naquele dia em que o meu avô morreu, da entrada na universidade, das praxes, minha pequenina crescida, no desgosto dela querer ser cotovia mas da resignação de quem ama depois de lhe ter oferecido o traje- fui eu que lho dei-, das queixas, dos professores marados, dos filmes amorosos, da benção das pastas, do nó na garganta quando lhe assinei a fita, da camisola envergada pela pequena Ana "I love Arquitectura" na Praça do Comércio, naquele dia de confusão, nós na garganta, muitos nós na garganta. 
A minha (prima) mai-nova é agora a mai-velha e entregou a tese depois de meses de trabalho intenso, depois de um projecto que eu adorava que um dia ganhasse vida, depois de ter que ir ler bibliografia para o café à conta do escareceu que a Ana faz cada vez que fica lá em casa da minha tia, depois de lágrims, nervos, ideias em barda e muito suor. 
A minha mai-velha entregou a tese. E eu sou mais feliz agora, orgulhosa que estou pelo caminho que ela traçou e já recomposta dela não me ter querido seguir os passos, tornando-se psicóloga. Porque amar é isto, apropriarmo-nos das alegrias e das tristezas das pesssoas que nos são queridas, comemoramos as suas vitórias como fazendo parte delas. Sei que o meu nome consta na página dos agradecimentos da tese mas quem está grata por ser sua prima sou eu. Grata, orgulhosa e, sim, com um nó comovido na garganta!

Parabéns, Daniela, ézamaior!

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Legolândia? Quadripolarichecked!


"Olá Ursa,
Como leitora habitual achei que devia dar o meu contributo para a Cruzada Quadripolar.
Confesso que a foto ja deve ter um pouco de po (ja tem alguns meses) mas a organizacao nao e o meu forte.
Desculpa la a ma qualidade do "escrito" (foi o que se pode arranjar) mas acho que ficaste linda na foto.
Bejios,
Sonia"

Beijinhos gelados, Sonyte!

Ahahahahahah (not)

Taxista da manhã: "Já viu o que vem aqui no Correio da Manhã de hoje?"

Eu (revirando os olhos e esboçando um sorriso amarelo): Não, não compro o Correio da Manhã. 

Taxista: Que o Paulo Portas engravidou a Diana Chaves. Mas olhe, ao contrário da história do irrevogável e dos submarinos desta vez foi um homenzinho e vai assumir a criança... O César Peixoto é que está fininho...

Eu (com ar confuso): Ahn?

Taxista: Ah, nada! Já escolheram nome para o puto e tudo. Vai ser o .... Porta Chaves! Ahahahahahahahahahahahahahahhaha!



(mas os taxistas espirituosos estão todos reservados para mim?)

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O mundo divide-se entre...

... as pessoas que preferem massa de pizza fininha e estaladiça e o os que preferem massa alta e fofa.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O mundo divide-se entre...

... as pessoas que dizem "obrigado/obrigada" de acordo com o seu sexo e os outros.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A PROVAR | Pizzas do bar do cinema S. Jorge

No bar do cinema S. Jorge, em Lisboa, a Mafalda- professora por vocação e pizzeira do coração- faz umas pizzas ma-ra-vi-lho-sas com uma massa fina e estaladiça de comer e chorar por mais. 

De nada. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Repost: "Eu também tive as minhas confusões fonéticas"

A propósito de um post antigo do Tolan dei por mim a pensar nas minhas próprias "confusões fonéticas".
Acho que os lapsos começaram bem cedo, quando a minha avó, católica convicta, me ensinou a rezar o "Pai Nosso" e, quando chegava a altura do "rogai por nós, pecadores", eu percebia sempre "rogai por nós, pescadores". Foi aí que começou, inequivocamente, o meu primeiro desentendimento com a religião católica. Ora, rogai pelos pescadores? Mas porquê? E os agricultores? E os comerciantes? E o meu pai que era jornalista? Por ele ninguém rogava? Não estava certo.
Depois, na pré-adolescência vieram os slows e o que eu adorava a música "lechurrremondére". Cantarolava-a no meu melhor francês, aprendido em Agosto com os vizinhos que viviam em Paris de França e vinham passar as férias de Verão à pátria-mãe. Pois...
Por fim, vieram muitas outras bandas e um dia dei por mim a ouvir os Men at Work e a jurar, pela minha saúdinha, que os gajos até cantavam um bocadinho de uma música em português. Pá, que orgulho patriótico! É ouvirem, meus amigos, é ouvirem! E continuo na minha, eu seja surdinha se no princípio desta música, logo na estrofe inicial, o tipo não diz "Cavalinho na Feira a comer", caramba!

Prezado nunca (me) falha!


Obrigada, manjerico! Florença quadripolarizada!

terça-feira, 9 de setembro de 2014

A VISITAR | MINAS DE SÃO DOMINGOS



[Há algo de incrivelmente mágico do Alentejo. Aquela nudez da paisagem como se pouco houvesse a esconder, solo escancarado ao sol, um deboche de beleza simples e desmaquilhada, natural e óbvia, uma beleza sem fim. O desafio da auto-caravana foi delicioso. A Ana adorou "a casinha" e sentimo-nos numa espécie de toca, ambiente contentor, aconchegante e bom. 
Acordámos com o galo, literalmente. A Ana cantou as musicas galináceas todas que conhece e mal saiu da porta da "casinha" começou a dançar. 
Comemos melancia e melão comprado ao raiar do dia no mercado, pão como nenhum outro lugar do país consegue fazer, queijo das cabras a quem a Ana foi dar comida na véspera. E fomos ao restaurante "a Paragem" na rua da Paragem, no Largo da Paragem, em "A-dos-Corvos" comer o melhor cozido de grão de que há memória. E dormimos sestas. E apanhámos uvas do quintal do tio. 
Espreguiçámo-nos na "tapada" que agora se chama "praia fluvial" e tirámos fotografias que retratam calor. E recebemos beijos lambuzados da boca suja de gelado e abraços enquanto estávamos sentados no pial a assistir à felicidade da nossa filha.  
As crianças precisam de poucas coisas. A Ana, para ser feliz, precisa de chão. De muito chão para correr, saltar, dançar, apanhar flores do campo. Para se deitar à noite, aconchegada numa manta entre os pais, a contar "estrelas", o sítio onde vivem os "avójinhos".  O Alentejo é chão. Foi chão e palco de uns dias de infância que a Ana nunca irá esquecer-  mesmo que a memória de dois anos não a ajude- mas que se alaparam no crescer dos ossos e no engordar das carnes, no brilho dourado da pele, nas cores das faces e nas gargalhadas oferecidas à planície. 
Trouxemos o Alentejo no coração, como uma espécie de reserva de harmonia e tranquilidade, cujas memórias iremos resgatar ao longo do ano que aí vem. 
Neste Verão, numas férias de pés-descalços, a bordo de uma auto-caravana, fomos alentejo-felizes. ]


Comer o melhor cozido de grão na Mina

Quem? Restaurante "A paragem"
Onde? Corvos, Mértola- 7750-312 Mértola
Reservas: Pelo telefone 245 993 059
Saber mais? http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g1068892-d4189934-Reviews-A_Paragem-Mertola_Beja_District_Alentejo.html

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Aniversário

Ontem o empregado de mesa percebeu que havia comemoração. Esteve ali à conversa connosco um bocadinho, confidenciando-nos que gostaria de descobrir o segredo de se manter uma relação. Não lhe soubemos responder. 
A nossa relação não tem segredos. Ou melhor, já os teve, bem ocultos, já deixou de os ter, expostos como uma cicatriz ao sol, e agora vai tendo alguns, os necessários para cada um preservar a sua agenda secreta, a sua individualidade, num plural que escolhemos ser. 
Manter uma relação não é fácil mas também não é tão complexo como, à partida, pode parecer. Talvez nunca o tenhamos racionalizado muito bem porque isto gere-se mais com o coração do que com a razão. Não percebo nada das relações dos outros- muitas vezes nem da minha- mas sei que a música do Jorge Palma tão bem se adequa a nós "enquanto houver ventos e mar, a gente não vai parar, enquanto houver ventos e mar". 
Capacidade de empatia. Sabermo-nos pôr no lugar do outro, calçar os seus sapatos, sentir onde lhe apertam, onde se deformam com o desgaste dos passos. 
Tolerância. Compreender, aceitar muitas vezes sem compreender, preferir muitas vezes ser feliz do que provar que se tem razão, seleccionar criteriosamente as lutas que se quer travar, relevar as insignificâncias do dia-a-dia, nunca esquecer que se gosta daquela pessoa, do que se gosta e do que nos faz continuar a querer gostar. 
Resiliência. Escolher não desistir ao primeiro obstáculo, olhar para cada problema como um desafio, não perder de vista o que se quer, que se quer estar junto, não esquecer do que se gosta, das características que nos fizeram apaixonar por aquela pessoa, alimentar-lhe os risos, contribuir para o outro ser feliz. Querer-lhe bem. 
Não há receitas mágicas, varinhas de condão ou poções milagrosas para se manter uma relação. Nem sempre é bom, nem sempre é aprazível e nunca, mas nunca, é perfeito (oh, se não é!).
Na nossa prevalece a ideia, partilhada, de que queremos fazer o outro feliz e que somos responsáveis por ele enquanto parte de um todo, que somos nós. E vivemos nessa tentativa diária, constante e permanente. Empurrando a vida com o coração. 

(Feliz aniversário, meu amor. Quero-te muito bem.)

terça-feira, 29 de julho de 2014

O Mundo divide-se entre...

... qquem prefere comer canja com arroz e quem prefere com massa de pevides.
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