terça-feira, 11 de agosto de 2015

MÃEGYVER | Como preparar uma festa Frozen lácoste: a ursa explica!


O TEMA

Nos dois primeiros anos fui eu que decidi os temas da festa de aniversário: no primeiro "O carrossel da Ana", em homenagem ao primeiro presente que ela recebeu do pai, ainda na minha barriga e um dos seus objectos preferidos e no segundo "O Arraial da Ana" numa clara justificação à churrasco-sardinhada que fizemos cá em casa com os amigos.  Percebi que o meu reinado face a este item acabou este ano quando, este ano, a Ana anunciou que queria uma festa da Frozen com um bolo da Elsa e da Ana e do Olaf e do Princípe e mais o diabo enregelado. 
Pensei ser do contra (e- oh senhores!- se eu gosto de ser do contra) e comprar uns frangos e atirá-los para cima de umas mesas com toalhas de papel e comam com as mãos e oh oh, e é se querem. Mas, nããã,, a Ana queria uma festa do Frozen, não uma festa com um pão de ló com rosas de açúcar como antigamente e eu alinhei na hora! E uma 'ssoa ou alinha com dignidade ou está sugadita, pelo que, incorporei a mãe fofi que há em mim e desafiei a minha motrocidade fina (que é igual à de uma foca) e o meu conhecido talento natural para a cozinha e propus-me a fazer a festa Frozen mais gira de que seria capaz. E, pedi ajuda! Fecórse! 

OS CONVITES

Quando soube que eu ia embarcar numa festa Frozen a minha amiga Marta (autora da Martisses) meteu-se comigo e enviou-me uma ilustração das dela para me encorajar com uma "Ana Frozen". Foi a partir dessa imagem que a coisa se desenvolveu. A minha amiga Rita, por sua vez, agarrou na imagem da Marta e fez os convites. A mim coube-me imprimi-los e espetar-lhes uma trança de lã para ficarem giros e- caraças!- ficaram mesmo!  Quando os enfiámos nos envelopes achámos que faltava ali qualquer coisa e mámen que é um habilidoso do caraças atreveu-se nuns origamis todos xpto (ele diz que não, que aquilo é tolo de se fazer) que colámos numa fita azul. Não podíamos ter ficado mais satisfeitos com o resultados e todos os amiguinhos da Ana assim que abriam o convite reagiram de forma entusiasmada!
A Ana gostou tanto que assim que entregava os convites, deixava os amigos abrirem e dizia, no alto da literacia dos seus quase 3 anos: "Já leste?" e arrancava-os das mãos dos convidados naquela de se já leste, está feito, agora devolve ao remetente que eu quero-os todos para mim. :D

A FESTA: TEMPO E ESPAÇO

Este ano decidimos fazer um almoço por várias razões: porque era domingo, porque os miúdos de manhã têm mais energia e estão menos cansados e podiam brincar mais uns com os outros, porque à tarde há sestas e as festas dos anos anteriores começavam tarde pelas 16h (no pós sesta) e, especialmente, para evitarmos o calor do meio da tarde. A hora de encontro estava marcada às 11h00 e estimávamos que pelo meio da tarde já a festa teria acabado. O que não calculámos é que os nossos amigos e respectiva filharada aguentassem estoicamente o calor  e se sentissem tão confortáveis na festa de todos que, os últimos a sair o tivessem feito pela 01h da manhã... do dia seguinte (beijinhos Rosa, Bia, Cláudia e Ross: somos as maiores! Bé, falhaste por pouco!). Resumindo: festa nesta casa é até cairmos para o lado, pelo que, vai deixar de haver regras no que diz respeito à hora marcada para celebrarmos!
Pensámos celebrar num espaço fora de casa. No primeiro ano fizemos desta forma e foi muito prático mas mais caro. No ano passado fizemos no espaço exterior da nossa casa e como vantagem percebemos que as pessoas se sentiam mais confortáveis e com mais vontade de se deixarem estar até lhes apetecer (e com mais à vontade para fazerem barulho e se sentirem, efectivamente, em casa). Este ano, estivemos até quinze dias antes, tentados a fazer num espaço destinado a festas de anos infantis. Mas a restrição nos horários (tínhamos um tempo limite para ocuparmos o espaço) e a diferença nos preços quer do lanche por pessoa quer das animações fizeram-nos optar pela mesma solução do ano passado. Claro que dois dias antes fomos ver a meteorologia e, dois dias antes, prometia chuva para o dia de aniversário da Ana: a 9 de Agosto! Estávamos quase a cortar os pulsos e a pensar que tínhamos que trazer toda a gente para dentro da nossa casa (o que não é justo, se estive grávida no Verão a comer com pés inchados, no mínimo o universo tem que me corresponder com bom tempo para as festas da cria até forever, pá!) quando nos lembrámos de um apartamento devoluto ao lado da nossa casa. Pedimos à senhoria se nos alugava e a senhora disse que nos emprestava a casa, que estava a precisar de obras mas que era capaz de servir para o fim a que nos propunhamos e... voilá! Problema mais que resolvido! Como a minha casa partilha do mesmo espaço exterior que este apartamento tínhamos um espaço com uma boa circulação, entre espaço interior e exterior que deu imenso jeito porque, vai na volta, e não só não choveu como fez um calor dos ananases!

DECORAÇÃO DA SALA E DA MESA

Queríamos uma mesa de doces bonita e a sala do apartamento estava a precisar, efectivamente, de uma reforma, pelo que decorá-la era um desafio inevitável. E o que nos divertimos (eu e as dezenas de leitores do blog que me enviaram sugestões depois de também elas terem sido frozen-esmagadas nos aniversários das crias) a planear a festa? Impagável as trocas de mensagens no facebook, de emails e de conversas de café também com as minhas amigas já frozenzadas! Inesquecíveis as gargalhadas que resultaram dos preparativos desta festa de aniversário! Então cá vai disto:
  • No tecto pendurámos balões do IKEA (a bola branca grande é mesmo um candeeiro de papel e as azuis pequeninas estão na secção das festas) e da Tiger (as brancas e as azuis maiorzinhas com luzes LED lá dentro). Tudo baratíssimo e o efeito ficou mesmo muito giro. 


  • A mesa dos doces foi a rainha da festa, A toalha branca é uma das que guardo da festa pública da Ana e que te servido para inúmeras situações. O saiote azul da mesa foi comprado numa loja de festas e deu logo um toque de cor à coisa. 
  • Então, depois de constatar o inevitável (precisava de ajuda para fazer o estacionário [a.k.a. todas as coisas fofinhas de papel que se metem em cima da mesa dos doces] da festa, pedi ajuda à Andreia da Salpicos de Amor que executou a tela para fazer o fundo da mesa, as caixinhas para as pipocas e as batatas fritas, os palitos para enfeitar pratos de comida, flocos de neve que enfeitaram os potes de vidro e a tela, a moldura a dar as boas vindas à festa da Ana e as etiquetas onde escrevemos o nome dos doces. Eu acho que o segredo das mesas bonitas reside, precisamente, nestes detalhes e estou grata à Andreia pela sua prontidão em salvar-me quando gritei por socorro! Foi, sem sobra de dúvida, a melhor pessoa para me ajudar!


  • Toda a loiça e os adereços inteligentemente também sugeridos pela Andreia deram o toque final (mais uma vez fui salva por ela já que a maioria dos frascos, os dois tabuleiros onde assentam as gelatinas, um dos níveis para dentro dos armários e que serviu para dar dar altura aos fracos do fundo da mesa, a caixinha azul que armazenou os chocolates e a moldura eram dela!). Então a reter: 

  1. Ao fundo dois níveis para arrumar a loiça nos armários do IKEA a servirem de base dos potes com bolachas, suspiros, marshmallows e ovinhos de chocolate
  2. Um prato duplo da Tiger onde coloquei os queques no rés do chão (:P) e bolachinhas feitas por mim no primeiro andar
  3. Um suporte de bolo (da Loiça ao Kilo) onde coloquei duas campânulas da Salpicos de Amor com a Elsa e a Ana a dançaram numa mão cheia de sal grosso a fazer de neve (a ideia peregrina foi minha e ficou muita giro, modéstia á parte!) 
  4. Duas prateleiras do IKEA que serviram de base do bolo de aniversário. 
  5. A compor uma moldura do IKEA com o desenho da Ana Frozen a dar as boas vindas à festa da Ana, dois tabuleiros a servirem de base para as gelatinas azuis e os bolinhos de cenoura dentro das forminhas também compradas no IKEA, garrafinhas de Compal reutilizadas e com lacinhos azul a servirem de copos e, como alternativa, copos de papel coloridos e palhinhas da Salpicos de Amor que estiveram sempre cheios de bebidas, que um dia estava uma brasa. 



  • Talheres foram comprados pela minha mãe no Chinês cá do burgo e eram mesmo, mesmo giros (eram descartáveis mas em plástico resistente e encaixavam todos uns nos outros). Os dispensadores de bebidas foram comprados pela minha mãe e tia na loja Casa (um achado de baratos que foram!) e são, de facto, muito práticos. Estavam disponíveis em duas mesas do IKEA que são da decoração da minha casa e tinham como adereço um Olaf de peluche e como jarrinhas usámos botins de borracha da Frozen da aniversariante. Ficou engraçado! A mesa do café tinha uns copinhos de plásticos personalizados pela minha mãe e ficaram mesmo queridos!

  • A mesa dos salgados tinha prateleiras do IKEA também a darem altura, tinham tabuleiros de papel com naperons azuis e um balão de hélio com o número 3 que foi o mote para fotografias muuuito giras! 


COMES E BEBES

  • O almoço foi volante para adultos e graúdos. Muitas bebidas fresquinhas que em Agosto as pessoas têm mais sede que fome e, ainda assim, sobrou comida e bebida em barda (tenho o trauma de quem é de uma família do Minho: não quero que ninguém passe fomeca, pá!). Muita água, chá gelado, sumo de laranja e morangada caseira para os pequenos e vinho branco fresquinho e cerveja para os graúdos e já está!
  • bolo de aniversário é sempre o elemento "wow!" da festa e este ano não foi excepção. A Ana assim que o viu ficou em êxtase e não queria que eu o cortasse e destruísse o castelo do gelo. Nisto do bolo adoptamos o mote "em equipa que ganha, não se mexe!" e o bolo é sempre da autoria da Raquel da Homemade Cakes que, ano após ano, tem-nos conseguido sempre surpreender. Há cake design e depois há arte e a Raquel é uma verdadeira artista. De acrescentar que para além de liiiindo o bolo era delicioso e não sobrou uma única fatia no fim da festa!












  • Na mesa dos doces, para além do bolo de aniversário, havia bolachinhas feitas por mim (usei um cortador com o número 3 que comprei numa loja de festas e um com um floco de neve emprestado pela Ana e cobri com pasta de açúcar e... surpresa!- ficou top!), queques do LIDL (comprei os pré-feitos com sabor a nozes, juntei óleo, um ovo e leite e ficaram mesmo muito bons) que enfeitei com flocos de neve que também comprei numa loja de festas, marshmallows e gomas, beijinhos que trouxe das Caldas da Rainha dois dias antes, miniaturas de bolinhos de cenoura também do LIDL (são deliciosos!), pipocas, batatas fritas, gelatina azul (segredo: compra-se na Wonderland Parties e fizeram o maior sucesso) e mousse azul e amarela (foi a minha tia que fez). A minha mãe fez o seu famoso bolo de bolacha, a minha tia uma tarte gelada de natas azul e a madrinha Rosa da Ana fez beijinhos de côco e salame. 


  • Havia, também, a mesa complementar dos salgados com quiches, mini-quiches, folhados, queijos, miniaturas de salgadinhos, pães de leite, croissants, patés e tostas. Tudo feito por mim. Sem Bimby (que se avariou oportunamente). Estou tão orgulhosa de mim que desde então me convenci que, dentro de meses, posso concorrer ao Masterchef Bobadela. Me aguaarrrdem!

ANIMAÇÃO
  • Os putos gostam é de espaço. A casa de plástico da Ana serviu de albergue a muitas brincadeiras, espalhámos uma manta pelo chão, instrumentos musicais em barda ao dispor , bonecas e brinquedos, trotinete e soltámos as feras! Como temos muito espaço exterior houve correrias, brincadeiras e algumas birras de disputa de recursos (aviso: não cabem mesmo 20 miúdos numa casinha de Jardim!)
  • Pinturas faciais para os mais pequenos e um espectáculo de magia para os maiores foi o presente da tia Ross. E foi um apontamento de sucesso! Obrigada à Yammie Events que fez um trabalho espectacular com toda a criançada. A Ana queria dormir com a cara pintada e quando acordou no dia seguinte e se viu ao espelho de cara lavada esteve a chorar meia hora. Improvisei para a calar e juro que pensei que o Robert Smith dos The Cure tinha aterrado cá em casa. 
  • Uma máquina de fotográfica, cervejas geladas e a moda das selfies para os adultos e temos o circo montado! Tenho fotografias com as minhas amigas impagáveis (e vergonhosas!)

LEMBRANCINHAS

  • Chocolates personalizados da Salpicos de Amor e frasquinhos de bolinhas de sabão da Primark e voilá... final de festa perfeito!


O MELHOR DE TUDO?

1- Sentir que os preparativos para a festa de aniversário são momentos de partilha entre as pessoas que gostam da Ana. Obrigada à Marta e à Rita pela ajuda com os convites. Obrigada à Andreia por me ter salvo! Obrigada à Rossana pela prenda mais que perfeita. Obrigada à Cláudia, à Rosa e à Bia pela ajuda na cozinha! E o obrigada maior é para a minha mãe e para a minha tia, sempre envolvidas, sempre participativas, sempre disponíveis e entusiasmadas! Adoro-vos! Para o ano há mais!!!

2- Os amigos que se juntaram com ou sem crias. Que aguentaram o calor, que trocaram um domingo de praia para estarem presentes, que adiaram preparativos para os casamentos (beijinhos Sonyte!) e viagens para poderem almoçar connosco (xi à Sandra, ao Pedro, à Margarida e ao Paulo), que interromperam o dia de trabalho para irem dar um beijinho (grande João: ezomaior!), que prolongaram até uns minutos antes do derby para acompanharem as mulheres que são amigas tão queridas (Henrique: fico a dever-te esta!), que mesmo doentes não quiseram ficar de fora (um abraço Andrea!), que apesar da idade e do calor se aguentaram todo o dia (beijinhos tios), que se estrearam nas lides das festas de aniversário (beijinhos ao baby Manel!), que voltaram mais cedo do Andanças (thumbs up para o Nuno e a Cláudia!) e tudo e tudo.

3- Por último e o mais importante: a alegria da Ana, os seus olhos brilhantes a ver as velas do bolo a arder, o ar espantado a contemplar o bolo, o seu abraço sentido à avó, à tia e à Tidinha, a boa disposição e a galhofa com a madrinha Rosa e a tia Cláudia, a recusa em fazer sesta de tão entusiasmada e feliz que estava, o sono exausto no fim do dia no colo da Bia e a expressão que, até hoje, dois dias depois, usa quando lhe perguntam como correu a festa:

"Foi "formigável!"

E foi mesmo, caramba!


(E este é, oficialmente, o post mais comprido de sempre deste blog. Mas é serviço público para mães pelintras que querem festas fofis, sim? De nada.)

domingo, 9 de agosto de 2015

Aos 9 de Agosto de 2015, à Ana por ocasião do seu 3º aniversário

O amor é uma cicatriz de infinitos centímetros e meios: e tu tens-me nas tuas mãos.


Sabes, Ana, por debaixo do teu sobrolho direito, na pálpebra- mesmo cá em cima- tens uma pequena cicatriz.
Não se vê assim, à vista desarmada, mas eu sei que está lá. Deve medir 1 centímetro e meio. Mais coisa menos coisa.
Quando caíste, naquela tarde em que abriste esse bocado de pele, lembro-me dos decíbeis exactos e da cadência precisa do teu choro. Tu quase nunca choras, és pragmática e despachada, gostas de resolver os problemas ao invés de os chorares mas dessa vez doía-te o sobrolho. A mim doía-me o corpo, a cabeça e o coração, pequenino e mirrado do tamanho daquele centímetro e meio de pele que te rasgou a queda.
No hospital pegaram-te para te colar pontos, não me querias largar. Não chorei, nunca choro, porque quero que acredites que vai passar, que confies em mim. Doía-me a garganta do nó que quase me sufocava e os braços do colo vazio por te terem tirado de junto de mim. Olhavas-me com olhos de medo, de não-me-deixes e pedi-lhes de forma assertiva que me deixassem pegar-te. E foi no meu colo, num choro baixinho e controlado, a tua pele colada à minha, o calor do teu corpo junto ao meu, que te colaram aquele centímetro e meio de pele rasgada.
Sabes, Ana, talvez caso nunca chegues a ler este texto ou nunca te conte este episódio, te dês conta da cicatriz quase invisível de um centímetro e meio na tua pálpebra superior direita. Mas ela faz parte da tua história e eu estava lá quando tiveste que ser pegada ao colo, aninhar-te e consolar-te.
Fazes hoje 3 anos. A tua memória, provavelmente, não será tão poderosa que te recupere as imagens, os sons, os cheiros, os toques e os sabores destes três anos que vivemos juntas, os primeiros da tua vida, uma constante surpresa, uma descoberta sem fim. Mas, tal como a pequena cicatriz por debaixo do teu sobrolho direito, eles foram marcados por emoções intensas, por quedas, por colos, por secar de lágrimas com os meus lábios, e beijinhos mágicos a servirem de remédio para os teus dói-dóis, de olhares curiosos teus a quererem saber mais do Mundo, de palavras minhas a explicarem-te a vida e, sobretudo, das minha mãos. 
De dares de mão a conduzirem-te às tuas primeiras descobertas, o mar, o avião que rompia as nuvens, os animais do jardim zoológico, as mesmas mãos que te empurram o baloiço para que sintas o que é, mais ou menos, voar, que se fecham e se encostam à barriga para que o braço faça uma espécie de nó e te carregue num colo só teu para te poupar os passos pequeninos que se cansam, que te limpam as lágrimas quando cais, te penteiam o cabelo quando está desalinhado, te fazem cafuné quando queres vencer o sono que te fecha os olhos e eu peço-te que te rendas, te acariciam a face quando precisas de carinho, te preparam comida com minúcia e te estendem o prato na mesa, que te seguram para ires à sanita dos crescidos ou quando queres espreitar por cima de um gradeamento, que te massajam quando sais do banho e precisas de creme no corpo para te sentires um bombom, que te fazem cócegas para te acordarem gargalhadas, te apertam as mãos com força no Inverno para te darem calor e te seguram o dedo polegar enquanto rodopias em volta do teu próprio corpo quando queres dançar. 
Talvez, Ana, a tua memória não te ofereça as lembranças destes três anos que passaram mas essa cicatriz quase invisível e as minhas mãos- que irão envelhecendo enquanto tu cresces- serão testemunhas deste amor que fizeste nascer em mim  e que te retribuo sempre na medida do melhor que consigo fazer, estar e, principalmente, ser.  Que consiga sempre pegar-te ao colo quando te doer e assistir a cada sorrir. 
O meu amor por ti, Ana, pode ser como essa cicatriz, não se ver, assim, à vista desarmada, mas tu sabes que está lá. Tem a medida de todos os uns centímetros e meios das tuas células, todos os gramas da tua alma, toda a essência que carregas em ti. Mais coisa menos coisa.
Acredita em mim: estes três anos foram maravilhosos. Essencialmente, porque quem nasceu naquele 9 de Agosto de 2012, não foi mais ninguém: foste tu. Tu para mim.

Feliz Ano Novo, meu amor. Para sempre. 

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

quinta-feira, 30 de julho de 2015

A quadripolarização que eu mais invejo

"Olá Polo Norte!

Estamos a meio da nossa viagem pelo Japão. Envio as quadripolarizações das cidades que visitámos até agora.

# Tóquio: (é o portão de entrada num dos templos de Tóquio... mas o mapa com o nome dele está no fundo da mala! envio o nome quando lá conseguir chegar)

# Nikko: fonte na zona sagrada de Nikko (zona considerada Património da Humanidade); estátua de Jizo em Kanmangafuchi Abyss (são 70 estátuas, mas esta pediu muito para segurar no papel!)




# Nagoya: Castelo de Nagoya. Este castelo foi quase completamente destruído pelos raides aéreos durante a II Guerra Mundial. A reconstrução ainda está a decorrer e está a ser baseada em plantas, desenhos e fotos do castelo original. A ideia é que fique o mais parecido possível com o original, incluindo os materiais utilizados. Nos jardins existe uma árvore que foi parcialmente destruída durante os bombardeamentos, mas que conseguiu recuperar e hoje é considerada Monumento Natural.


# Kanazawa: "Daruma" (talismã japonês). Este é um pouco diferente do habitual: foi pintado de dourado, numa alusão à folha de ouro, bastante utilizada no artesanato desta zona. Existem também algumas lendas que referem Kanazawa como tendo uma fonte de ouro. Este boneco é a mascote da zona.


# Quioto: Pavilhão Dourado, o mais conhecido símbolo da cidade.



A minha preferida é a da fonte... Foi lindo conseguir convencer o miúdo a tirar a foto! Claro que ajudou bastante o facto de ele não perceber nada do que eu estava a dizer e de os japoneses serem extremamente simpáticos e prestáveis por natureza :)

Em breve teremos mais algumas Quadripolarizações!
Beijinhos,
Mafalda"


Mafalda: 愛してます! <3



quarta-feira, 29 de julho de 2015

Precisa-se de roupa e calçado de criança, brinquedos e material escolar

            

O Porto será a primeira cidade Portuguesa a acolher, pelas mãos do Bairro do Amor, o evento “The Street Store”, com o apoio e autorização da “The Street Store Organization”- o seu mentor internacional e eu lá estarei com uma série de voluntários fabulosos que já se encontram no terreno a mexer cordelinhos para um evento que se espera épico. 

A primeira “The Street Store” do país será inteiramente direccionada ao público infantil, nomeadamente, às crianças pertencentes a famílias sem-abrigo ou com comprovadas carências sócio-económicas. 

O projecto surgiu em Janeiro de 2014, na Cidade do Cabo (África do Sul), como uma loja de rua sem fins lucrativos, cujo objectivo é doar roupa a pessoas desfavorecidas (essencialmente sem-abrigo), oferecendo a este público-alvo a experiência de escolha de produtos. 

Em Portugal e dado o âmbito de intervenção desta IPSS para o ano de 2015, o Bairro do Amor avança com esta iniciativa direcionada estritamente a crianças. 

Quando? 26 de Setembro de 2015, das 11 horas às 17 horas. 

Onde? Rua do Porto (a definir) 

Destinatários: Crianças pertencentes a famílias sem-abrigo ou com comprovadas carências socio-económicas. 

Bens a doar: Roupa e calçado infantil, material escolar, brinquedos. 

Local de recepção de bens doados
Red Apple Porto - A/C: Marta Pereira 
Estrada da Circunvalação, Nº 13590, 
4460-286 Srª. da Hora / Matosinhos 
Tel: 229 374 729 | 914 747 905 
De 2ª a 6ª feira, das 10:30h às 19:30h. 

A publicitação do evento está disponível no Facebook, aqui. Também aqui poderão encontrar toda a informação relacionada com o evento, tal como: local de realização, tipo de bens a doar, locais de entrega dos bens, contactos, inscrição para voluntariado no projeto bem como outras atualizações pertinentes.

Neste momento queremos receber roupa e calçado para crianças assim como material escolar e brinquedos em bom estado de conservação e limpeza. Caberá aos voluntários fazer a triagem para que no próprio dia os destinatários desta acção possam fazer as suas compras de forma digna. 

Conto convosco?

terça-feira, 28 de julho de 2015

Receber um smartphone, 30 MINUTOS depois deixá-lo cair e estilhaçar o écran é mau. Muito mau.


Podia ser pior. 

(Mas aceitam-se dicas de onde se pode arranjar écrans estilhaçados sem que me peçam um valor superior ao do próprio telemóvel, sim?)

A VISITAR | Casa da Meia Lua (Vilamoura)

Sim, eu já passei (muitos anos da minha adolescência) férias no parque de campismo de Monte Gordo. Sim, que eu era feliz a dormir num colchão com 5 cm de espessura a dar-me conta das cruzes. Sim, que eu era feliz a tomar banho nos duches da rua a tentar lavar-me condignamente de bikini vestido para não ter que ir para as filas dos duches de água quente nas casas-de-banho. Sim, que eu era feliz a comer saladas de massa com atum. Sim, que eu era feliz a ter o Valentim como vizinho de tenda e o Leonardo, o rapaz que vendia revistas na praia, como curte de Verão (era tão giro, agora que me lembro!). Sim, que eu era feliz na praia apinhada de gente com alforrecas mas com temperaturas que ainda hoje me tentam. Sim, que era feliz à noite a ir beber um copo no Bar 42. E tudo e tudo e tudo que uma 'ssoa não pode cuspir no prato (de plástico) onde comeu. 

Mas o Algarve também tem um certo encanto em Vilamoura. Numa casa particular. Com um nome mágico: Casa da Meia Lua. Com mergulhos a seguir ao pequeno-almoço, depois de almoço, ao lanche, antes de jantar e antes de dormir, quando as noites são abafadas e quentes. Com espreguiçadeira em uso desde de manhã até a lua aparecer, com a minha filha sempre de tronco nu a saltar e a brincar com conchas que apanhámos na praia, com o homem que amo a brindar com o seu rosé fresquinho preferido e acordar feliz e adormecer a cria ao colo, embrulhada num pareo colorido, enquanto contamos as estrelas. 

O céu é o mesmo, o Algarve é o mesmo. Seríamos felizes na mesma num parque de campismo, colchão fininho e tenda a abrigar-nos, duches ao relento e praia apinhada de gente. O que importa são eles, somos nós, enquanto um todo. 

Mas ser feliz sem culpas, sem medo que um dia não possamos ter acesso a estes prazeres que custam dinheiro, sem medo do que o futuro nos reserva é bom. É libertador. A Casa da Meia Lua tem uma energia de lua cheia. 

Porque mesmo que não consigamos voltar a ter férias com piscina à porta, numa casa onde só conseguiríamos morar nos nossos sonhos mais longínquos, com condições a que não temos acesso durante o resto do ano, porque mesmo que nunca mais voltemos aqui, estas memórias já ninguém nos roubará. São nossas para sempre. 

Somos felizes sem culpa. E é bom.  



Há mais fotos para espreitar no Instagram do blog: @polonorte

sexta-feira, 17 de julho de 2015

35 anos e 40 cêntimos

Almoçámos numa esplanada a melhor açorda de marisco do Mundo: eu e as pessoas de quem mais gosto no Mundo. 
A seguir decidimos ir beber um café rápido, só os dois. Ele parou na papelaria para comprar tabaco. Acompanhei-o. Lá dentro encontrámos a avó: remexia na mala, no fundo, apalpava o forro. Quando nos viu cumprimentou-nos "Olá, professor. Olá, senhora!" e suspirou. Ele não é professor mas para ela toda a gente que trabalha na escola do neto é professora. Estava cabisbaixa e arrumou o envelope amachucado de novo na mala. 
Ele perguntou-lhe o que se passava. "Nada, professor, nada." Insistimos. A custo, confidenciou-nos que lhe faltavam 40 cêntimos para conseguir pagar a conta da electricidade, cujo prazo de pagamento terminava hoje. Que como trabalha a dias, recebe à semana e só hoje ao final do dia a patroa lhe ia dar o salário da semana: "Mas não faz mal, segunda eu resolvo. Segunda pago a multa e resolvo." E sorria com ar triste, enquanto se afastava, cumprimentando-nos de forma envergonhada. 
Quarenta cêntimos, era o que faltava à avó e tinha medo que segunda de manhã lhe cortassem a luz. E teria que pagar uma multa mesmo que não lha cortassem. 
Ficámos gelados. Ele abriu, de imediato, a carteira e tirou as duas moedas de 20 cêntimos: "Pague já, estão aqui os 40 cêntimos". Sentia-se ridículo a discutir por menos de 50 cêntimos. Ela dizia que não "Deixe, professor, eu logo resolvo. Não quero, professor. Obrigada, professor". Ele abriu-lhe a mão, depositou-lhe as duas moedas lá dentro, ela olhou-o nos olhos com os olhos marejados, ele fechou-lhe a mão: "Precisa de mais dinheiro? Depois paga-me!"- perguntou-lhe. "Não, professor, logo recebo, mas só depois das seis. Já não ia a tempo de pagar a luz. Só preciso de 40 cêntimos. Logo quando for buscar o rapaz dou-lhe o dinheiro". Ele insistiu "Não é preciso!" e ela respondeu "Mas eu quero pagar, professor. Obrigada. Muito obrigada".
Despedimo-nos. Com menos 40 cêntimos na carteira. Mais ricos milhares de euros na alma pela gratidão de não sabermos o que é, de facto, precisar de duas moedas de vinte para não deixar desligar o frigorífico e estragar-se o leite, para aquecer o mesmo leite a uma criança, no microondas, antes de adormecer. Tínhamos acabado de comer uma açorda de marisco. Ele tinha comprado tabaco.
Hoje faço anos: 35.
35 anos e quarenta cêntimos: é a minha idade de hoje. 

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Depressão pré-aniversário ou that's what husbands are for

Mámen acorda-me com um beijinho. Abro um olho. Abro outro olho e ouço:

"Fónix, estás toda enquerquilhada da almofada mas, pronto, assim com'assim amanhã já são 35 anos, não há milagres!"

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Na maternidade, como na vida, eu decido

Na maternidade como na vida sermos o que queremos, podemos ou conseguimos ser. Sermos fiéis às nossas circunstâncias, às nossas vivências, aos nossos valores, ideais e escolhas. 
Escolhermos ser, fazer ou estar da forma como melhor nos sintamos. Vestir a pela que melhor nos assenta. Sentirmo-nos confortáveis com quem somos, como somos e quem queremos ser. 
Celebrarmos as diferenças ao invés de apenas as mascararmos sob a batuta da tolerância. Aceitarmos e celebrarmos de coração e mente aberta, sem preconceitos, sem juízos de valor e mesquinhices. 
Sou uma mãe única como todas as mães são, consequência de um adn único e singular compostos por uma combinação de aspectos biológicos, de personalidade, valores, ideologias, crenças, vivências, circunstâncias e decisões. Ninguém é um mãe igual a mim, ninguém vive uma maternidade da mesma forma que eu vivo a minha, ninguém tem a minha dinâmica familiar, as minhaas preferências, as minhas emoções, os meus medos e angústias. as minhas forças e as minhas vulnerabilidades. Isso faz de mim, como de qualquer outra mãe, um ser maternal único. 
Porque- sim!- a maternidade é uma questão muito pessoal e intransmissível! Como diz o meu amigo Raúl 
"Crescer é aceitar a vulnerabilidade. Se quisermos explanar a ideia, é a capacidade de nos conhecermos e a coragem de sermos honestos connosco próprios. É ainda a maturidade para abandonarmos a arrogância moral da tolerância, construída pelos nossos dogmas, em prol da genuína aceitação em relação aos outros. Mas no final resume-se só a isto: crescer é aceitar a vulnerabilidade. E nada tem a ver com a idade."




Conheçam a campanha "A mãe decide", pelo respeito pelas diferentes formas de ser mãe, viver a maternidade, estar na maternidade  e escolher na maternidade.
E partilhem-na.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Em breve no Porto através do Bairro do Amor...




E não conseguimos deixar de nos emocionar com a oportunidade que a Street Store Organization nos está a dar para organizarmos a primeira Street Store do Porto.

Em breve estaremos na Invicta! Nos aguarrrdem!

Vamos à PJ

Os projectos do Bairro do Amor (felizmente) não páram. 
Fomos desafiados para, em conjunto com o Instituto de Apoio à Criança procedermos à humanização de um espaço muito importante: a sala onde crianças vítimas de crimes sexuais aguardam antes de serem ouvidas pelos queridos inspectores da Polícia Judiciária.
 A sala é uma sala meio "chocha" e, não obstante não querermos fólclore, a ideia é humanizar o espaço. 

Como? 

 1- Teremos que pintar as paredes da sala todas primeiro num verde clarinho. Precisamos de tinta (já temos voluntários mobilizados) 

2- A nossa Marta Tex irá construir uns stencils com as suas ilustrações maravilhosas. Mais uma vez precisamos de esponjas e tintas. 

3- Gostaríamos de deixar alguns elementos de decoração na sala. Para isso contamos com a ajuda da Ana Araújo da fantástica loja Móvel Vivo e da sua network. Mas precisamos de alguns elementos extra, mesmo que usados, desde que estejam em bom estado. 

Basicamente, estamos numa (primeira) missão de "Crianças, vamos mudar a sala". Não que o espaço sirva para minimizar a dor. Mas pode ajudar a dar (algum) conforto. 

Quem pode ajudar?

Lhindo, lhindo, este casaco que te dou...

A minha mãe andou a fazer limpezas no roupeiro. 
No fim dia dia a jantarmos no quintal passava uma aragem e ela achou por bem ir-me buscar um casaco. 
Meteu-mo sobre os ombros e quando olhei para baixo ia tendo um piripaque. 
Mámen olhou para mim e verbalizou: "Oláá Armando Gama!!!"


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domingo, 5 de julho de 2015

Meio ano de Bairro do Amor


A VISITAR | Casa da Meia Lua (Vilamoura)

Há sítios em que mal botamos os olhos queremos habitar. Nem que seja um dia, um fim-de-semana, nas férias, numa ocasião especial. É o caso da "Casa da Meia Lua". Só o nome já apetece, assim num misto entre poesia e sal, noite e cheiro a bronzeador na pele. 
As nossas férias começarão aqui, para nos contaminarmos pelo bom astral, pela boa energia, pelo ambiente cool e zen. 
Que cheguem as férias! Que cheguem a correr. 












Passar o fim-de-semana na casa mais lunática do Algarve

Quem? Casa da Meia Lua
Onde? Rua da Venezuela, 19, Vilamoura
Contacto: Pelo telefone 967 006 156
Saber mais? https://www.facebook.com/CasaDaMeiaLua

sexta-feira, 3 de julho de 2015

O Bairro do Amor vai batendo, devagarinho, a algumas portas


 
O Bairro do Amor apoiou durante o mês de Junho, e ao abrigo do seu Movimento 12:12 o início de uma família a estrear. ~
Uma família que se tornou família porque à mãe se juntaram os pequeninos gémeos. Esta mãe é empregada doméstica e tem muitas limitações não só a nível financeiro mas também ao nível das suas competências de parentalidade acrescidas ao facto de não ter uma rede social de suporte familiar consistente.
Ora, o Bairro já tratou do mais importante: a Cristina, uma vizinha enfermeira está a acompanhar esta família em termos de apoio domiciliário e será a "madrinha do Bairro" destes bebés. E estará sempre disponível, num regime de tutoria, para ajudar esta mãe.
Posto isto- que é o mais importante- o Bairro usou todo o seu orçamento do 12:12 referente ao mês de Junho mais os donativos dos dois últimos meses da marca Mirtilo for babies​ (obrigada Raquel!) e ainda mais donativos que chegaram, propositadamente, para este efeito para comprar um carrinho de gémeos.
Como sabem o Bairro do Amor não foi criado numa perspectiva assistencialista. Não iremos sustentar esta ou outra família ad eternum. O Bairro do Amor foi criado para ensinar a pescar, para dar um empurrão na vida de pessoas e de ajudá-las a estruturarem-se com os recursos que têm. Foi isto que fizemos em Junho: ajudar esta mãe no seu novo papel, ajudar esta mãe nas despesas iniciais de forma a levar já um balanço para os tempos que se avizinham e ajudar estes bebés a terem um início de vida mais leve, para que todas as preocupações desta mãe, nesta fase, se resumam a descobrir em si o que é o amor de mãe.
Neste caso, para melhorar tudo ainda, a dobrar. Obrigada a todos os vizinhos sócios que se juntaram (em especial à Ana Póvoas e à Teresa Neves que me ajudaram na recolha do carrinho no Porto e, claro, ao Dr. Fernando Póvoas que fez o favor de o transportar até Lisboa)! ~
Obrigada do coração!

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A LER | Acabar com as fraldas e com o chichi na cama

Primeiro a Olga era apenas a mãe da Nonô. depois um dia conhecia-a e achei-a linda e doce, daquela estirpe de quem temos uma inveja pirracenta, uma espécie de raivinha dos dentes. Depois comecei a acompanhar mais de perto o blog e aí a coisa agravou-se: a linda e doce Olga tem o desplante de, ainda por cima, ser inteligente, humilde, esforçada, empreendedora e trabalhadora. Há como não gostar e admirar uma pessoa assim? Claro que não.
Recebi hoje o seu novinho "Acabar com as fraldas e com o chichi na cama" e, apesar da Ana ter desfraldado há uns largos meses (mérito toooodinho para a minha mãe que conseguiu a proeza de, numa semana, a Ana ter largado as fraldas de noite e de dia em simultâneo e para mámen com as suas estratégias de psicólog infantil) não posso deixar de recomendar este livro tão útil e criativo (tem uma tabela destacável para a rotina e uns autocolantes que são uma tara!) garantindo que é um investimento com um ROI rapidíssimo. É que desde que a Ana desfraldou o que poupo por mês quase que dá para comprar um bacio de ouro. 
Bravo, querida Olga! Muito sucesso. Porque o mereces.

Aqui vai um quadripolar "Uaaaaauuuuu!"
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