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domingo, 31 de março de 2013

Os Deuses devem estar loucos


Vamos repôr todas as quadripolarizações em atraso. 

Hoje: Índia pela queridíssima Bluebluesky

Obrigada!

sexta-feira, 29 de março de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que têm famílias com tradições pascais, cabrito assado, missa, cabrito assado, padre a benzer as casas, cabrito assado, mais comida, entre a qual cabrito assado e as pessoas com famílias como a minha.

Humpf.

quarta-feira, 20 de março de 2013

O Mundo divide-se...

... entre as pessoas que vivem numa terra que tem uma "rua direita" e os outros.

terça-feira, 19 de março de 2013

Ao Pai cá de casa (para mim, sempre, Mámen!)


... hoje é o teu dia, este, a coroar todos os que já se somam e os que se seguirão. Hoje é o meu dia também, um dia do Pai com Pai, ainda que não o meu, o que foi escolhido por mim. Hoje é o dia da Ana, cópia de ti, olhos de mar, sorriso húmido como as brumas das ilhas. Filha. 
Ofereceste-te por inteiro e hoje és o Pai desta casa, ofereceste-me um Pai para dedicar a uma filha, tão linda, tão tua, tão nossa. 
Hoje é o teu dia e queremos que saias cedo do escritório. Gostamos de ti assim, calmo e pachorrento, cool e divertido, adulto e ao mesmo tempo criança. Tu tens sempre vagar, Pai cá de casa, e quando te apressam dizes como quem tem todo o tempo do mundo que "o mar é já ali!" Não gostas que te pressionem e vives ao ritmo da dolência das ondas do mar dos Açores, azul como os olhos da Ana. É uma questâo de metabolismo insular.
No entanto, Pai cá de casa, sabemos que o tempo pára quanto pegas na Ana ao colo, lhe fazes cócegas na barriga, brincas com os lábios barulhentos na curva do seu pescoço ou a atacas com uma crise de beijos sem fim. Sabemos que aí, só aí, não há pressa nem tempo e gostamos quando nos confidencias que durante o dia de trabalho fechas os olhos, tão iguais aos dela, e te concentras nesse azul tão vosso, no riso dobrado e te apetece dar corda aos ponteiros do relógios e varreres o tempo para te juntares a nós. Aqui, onde a vida passa ao ritmo dos teus Açores. 
Sabemos que, durante o teu dia de trabalho, o mar às vezes está longe e não é já ali. Que o tempo tem que ser mastigado, que o ritmo te esgana o compasso da vida e que só tens pressa de voltar a casa, filha nos braços, colo do tamanho de um oceano. 
Por isso, Pai cá de casa, queremos dizer-te que o teu posto de abrigo é aqui. Pedir-te para te apressares de todas as obrigações, para beliscares os ponteiros dos relógios quando as horas nos apartam e que te lembres dos olhos cor de mar da tua filha, que te espera com um sorriso de estrela. Estrela do Mar. Porque aqui, Pai cá de casa, o tempo tem outra dimensão e é vivido à velocidade do amor. Porque aqui podes ser tu. E esperamos-te sempre com olhos de riso e de mar.
Porque, afinal, o mar é já aqui. Amar é já aqui. 





quarta-feira, 13 de março de 2013

Porque hoje é dia 13...




You're a part time lover and a full time friend
The monkey on you're back is the latest trend
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

We both have shiny happy fits of rage
You want more fans, i want more stage
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't, you forgive me?
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du
I don't see what anyone can see, in anyone else, but you


terça-feira, 12 de março de 2013

O mundo divide-se...

... entre as pessoas que na adolescência compravam a "Bravo" em alemâo, sem perceberem um boi do que lá vinha escrito só por causa das fotografias dos ídolos da altura e as outras. 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Eu também já fui pita. E parva.

Sim, a minha mãe foi a melhor mãe do Mundo e era atenta, regrada e rígida e tudo e tudo. Tinha até a pretensão de que me policiava 24 horas por dia. E isso não me impediu de:

- Sair de casa com uma roupa tapadíssima em Dezembro e chegar à escola e mudar de vestimenta na casa de banho das raparigas e vestir, por diversas vezes, decotes em que se via o meu estômago;

- A minha mãe dar-me boleia para o ILPA no Estoril, cuja mensalidade era na altura 7 contos, chegar lá, assistir a uma hora e ao intervalo ir com a minha amiga Cláudia para a praia, ali a 200 metros, e voltar para apanhar boleia da minha mãe à hora de término da aula de Inglês, como quem não quer a coisa e com medo dela topar grãos de areia na minha roupa;

- Dizer que ia dormir à casa da Tânia porque tinha que fazer trabalhos de grupo e ir passar a noite n vezes com o namorado que já tinha casa própria;

- Esperar pelo dia em que fazia 18 anos para fazer um piercing depois de várias tentativas em acorrer à "Bad Bones" para mo fazerem antes da idade.  

- Tatuar o nome do amor da minha vida, aos 16 anos, na omoplata. Era Inverno e a minha mãe só deu por isso na Primavera porque me entrou de rompante na casa de banho enquanto tomava duche. Levei uma coça memorável, fiz uma  remoção a laser daquela porra (não sem antes a minha mãe quase me ter arrancado a pele com esfregão com palha de aço na tentativa de poupar dinheiro) e trabalhei dois Verões seguidos para repor o dinheiro em caixa.*

Portanto, estou solidária com todas as mães das miúdas acampadas para assistirem ao concerto do Justin Bieber. E solidária também com as galhetas que elas derem às filhas depois destas aparecerem constipadas por terem dormido ao relento numa tenda.

Ser pai é alertar para o erro. Por vezes ter que ser condescendente e deixar os miúdos provarem do próprio veneno e verem as consequências dos seus actos.
Deixá-los aprender no duro, na constipação por culpa do decote, na pior nota a Inglês no final do período e no respectivo castigo, na dor do esfregão de palha de aço na pele. Deixá-los aprender com a raivinha de terem que ouvir o célebre "Bem feita! Eu não te avisei?"

Não sei se serei uma mãe permissiva ou rígida, porque a miúda ainda é bebé. Sei que nestas coisas da educação cada vez menos cuspo para o ar, cada vez menos julgo ou critico.  Ainda que à vista desarmada me apetece dar um chapadão à miúda das seis tatuagens. Talvez porque saiba que o ADN é uma coisa lixada.

E, meus amigos, nada é definitivo. Sim, o amor pelos nossos ídolos não é. As certezas próprias da adolescência muito menos. Mas, espero pela graça a Deus, que o maior disparate que a Ana me faça na adolescência seja tatuar uma merda no corpo ou fazer um piercing.
É que ou furos fecham. E com o laser, nem as tatuagens são definitivas.
And we'll always have... palha de aço.


(*Chamava-se Sérgio e o idiota do tatuador, ainda por cima, esqueceu-se do acento.)

domingo, 3 de março de 2013

O mundo divide-se entre...

... as pessoas que dizem iquêá e as que dizem iqueia.