segunda-feira, 11 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil# 11




"Olá!
Envio duas quadripolarizações da Jordânia (mar morto e deserto em Wadi Rum)  (...)Eu gosto de ver as quadripolarizações, mas não faz muito a minha cena mandar fotos minhas para a net. Neste caso, decidi fazê-lo por duas razões. Primeiro, por carinho para com o blogue, o bairro e a ursa. Segundo, por amor à Jordânia. 

Conforme contei na minha mensagem, o pessoal de lá é bom demais... e a Jordânia constitui-se hoje em dia como um oásis de paz para as gentes que vivem os conflitos nas redondezas. A Jordânia não tem petróleo, vive essencialmente do turismo. Como as pessoas sabem que a situação na região é perigosa, julgam que a Jordânia é afetada, mas não é. É dos sítios mais seguros para onde tenho viajado. Eu gostava de contribuir para a divulgação deste destino. Gostaria que ao menos a Jordânia se aguentasse nas canetas lá para aqueles lados, e que seja um porto seguro para os que fogem. E fomos tão bem recebidos pelos jordanos, que são dos povos que ainda sabem o que é dar boa hospitabilidade (nós aqui já fomos mais hospitaleiros do que somos, acho eu).

Por isso, muito agradecia se mostrasse no seu blogue a quadripolarização da Jordânia e de caminho referisse às pessoas que eu lhe contei que é um destino maravilhoso e seguro (já que não poderá falar na primeira pessoa)."

Obrigada, querida India. Fiquei cheia de vontade de visitar a Jordânia. Quem sabe em breve? ;)


  • Conheça todos os países já quadripolarizados aqui.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil #6


"Quadripolarizar a Cidade do Cabo e os seus pinguins: checked. Vera"

Beijinhos gigantes, Veríssima! :P

  • Conheça todos os países já quadripolarizados aqui.


O Natal é quando três amigas quiserem

Gosto de tradições.
Gosto de criar rituais com as minhas pessoas. As tradições ajudam-nos a criar um código comum, a acertarmos os relógios para um determinado tempo e espaço partilhados, a reforçar ligações emocionais, a criar memórias colectivas partilhadas, uma identidade comum. 
Gosto que no Natal comamos sempre bacalhau com batatas cozidas e couves, mesmo que tenhamos que ter aberto a tradição a quem chega (e viva o polvo dos Açores!) como se cada elemento que entrasse reforçasse as memórias e as solidificasse, sem nunca deixar cair o que já existia (e às vezes a permeabilização a estímulos vindos do exterior é enorme). Gosto de bacalhau e aletria e mexidos no Natal, de saber que a árvore de Natal conta sempre com um enfeite novo todos os anos, gosto de saber que, o que quer que aconteça, no dia 08 de Fevereiro estarei sempre perto da minha mãe para juntas comemorarmos o seu aniversário, gosto de saber que todos os dias que jantamos em casa o fazemos à mesa da sala e sempre com a televisão desligada, gosto de incentivar a minha filha a ir ao "Pão por Deus" a cada primeiro de Novembro e beber um Mojito partilhado sempre que me consigo reunir com as minhas duas melhores que vivem fora de Portugal. 
As tradições trazem-nos um sentir comum, um sentimento de unidade, de respeito e esforço para que as pessoas sintam todas que fazem parte da mesma história, que estão comprometidas em criar laços comuns, que são leais, sentindo-se imprescindíveis na sua presença em cada tradição, precisas e insubstituíveis, que o todo só é todo com o alinhamento de cada um. 
As tradições transmitem estabilidade e segurança, a segurança de sabermos que, no matter wahat, naquele tempo e naquele espaço estaremos juntos, a unidade de que somos um todo, a exclusividade de pertença aquele núcleo, a sensação boa de pertencermos e de estarmos ligados uns aos outros, do passado ao presente, desde sempre e para sempre. A reforçar laços e a sentimo-nos comprometidos com os outros. 
É por isso que, desde que a Catarina voltou ao seu país Natal e a Xana emigrou em 2007 deixámos de trocar presentes no Natal e de enviar lembranças umas para as outras nos respectivos aniversários. Porque sabemos que, a cada reunião das três, a cada altura in usitada em que os relógios, os calendários e os meredianos se conjugarem e nos fizerem estar juntas no mesmo espaço e fuso horário, no mesmo sítio... comemoraremos o Natal. Mesmo que em Agosto no Luxemburgo, em Abril em Paris, em Março no Porto ou, agora, em Maio... em Famões. E comemoraremos sempre com um bolo de aniversário porque é Natal partilhado, é aniversário colectivo, é festa em nós. 

Ontem foi Natal para nós. 

Feliz Natal e Feliz Ano novo, miúdas!


(Reclamação pública aos senhores de "O Baloiço": bem sei que vos causou estranheza escreverem Feliz Natal no bolo mas a Xana sentiu-se defraudada quando percebeu que a cobertura não era de massapão mas sim de pasta de açúcar. Não se pode mudar assim as memórias de infância de bolos de uma lisboeta emigrada, senhores! Não há direito!)

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 35

Na segunda-feira jantámos no restaurante libanês com os nosso melhores amigos.
Ontem Mámen almoçou Joshua Shoarma.

Após o almoço, confidenciou à nossa amiga Maria que estava a sentir um peso no estômago.

Resposta pronta da espirituosa: "Tens noção que tens dentro de ti um conflito israeló-árabe?"

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terça-feira, 5 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil #5



"Provavelmente ja recebeste uma quadripolarizaçao de Luanda. Mas aqui vai uma do Mussulo, Luanda. Porque hoje esta um dia fantastico de praia. Sandra Ferreira."

Beijinhos, Sandra! <3

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil #4




"Olá Ursa! Tu queres, tu tens, sul de Luanda quadripolarizado! Não deu para ir à ilha, marginal e afins porque foi dia de peregrinação dominical à praia de sangano, a caminho parámos no Miradouro da Lua e pronto, é como se também lá tivesses estado! A Banda loves you! Beijinhos "

Mantenhas para a banda, querida Ana!

domingo, 3 de abril de 2016

Abril, quadripolarizações mil #3



"E como o prometido é devido, já comecei a quadripolar o México! Começo com San Pedro Garza Garcia, onde vivo.... Segue-se Monterrey...."

Beijinhos, guapa Carina Machado!

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Com a verdade m'enganas (ou a apologia às verdades inacreditáveis)

Fui a Virgem Maria, quatro anos seguidos, no presépio vivo da escola primária (sim, no meu tempo era verosímil que a Virgem fosse loira e com botas ortopédicas) | Encontrei um ex-namorado numa prisão (ele estava preso, não eu). | Já vi à venda numa montra um sabor de gelado "Pólo Norte" em honra à minha personagem blogosférica (obrigada Gelados do Chef Nino!). | Casei uma vez e recasei outra.. com o mesmo homem (tem um lugar no céu garantido, é limpinho!) | Sobrevivi a cinco paragens cardíacas com direito a reanimação e tudo e ainda a 18 anestesias gerais (sobrevivi mas fiquei com a cuca afectada, não há cá milagres!). | Fui Miss Vagueira há vinte anos e quarenta quilos atrás (agora imaginem como era a concorrência...). | Fui militante de um partido de direita (e entretanto vi a luz!) | Sei sacar cavalinhos e dançar em cadeira de rodas. | Já me apaixonei pelo meu melhor amigo (post it mental: lembrar a Ana, quando for tempo disso, para não fazer a mesma cagada!) | Assisti ao "Frozen" (seguramente) mais de 100 vezes, E não, não é hipérbole! | No liceu era marrona e chata. | Fui convidada a sair de uma tuna (na faculdade não era marrona nem era chata!) | Fui a um casamento de pessoas que conhecera, três dias antes, num bar no Bairro Alto (e foi bem giro o casamento!) | Já tive aulas meses seguidos deitada numa maca no hospital (e deviam ver a dificuldade que é manter o estado de vigília a aprender tabuada deitada e tapadinha...) | Assisti a um espectáculo de dança do varão | Já comi bifes de golfinho (e pensei que era atum e soube-me mesmo bem, glup!) | A minha casa foi assaltada e fiquei sem nada, quando a minha filha tinha apenas 1 mês de vida (até o frigorífico me roubaram, foi uma festa!) | Já recebi largas centenas de postais de Natal | Organizei uma festa de aniversário para centenas de convidados | Sobrevivi a um tremor de terra (sim, açorianos, chamem-me fraquinha mas aquilo foi quase 6 na escala de Richter) | Ser mãe foi a melhor coisa que me aconteceu na vida | I don't give a fuck, ou seja, estou-me a borrifar para a maioria das coisas que não interessam para nada, o que significa que me interesso por muito poucas coisas |Se a minha mãe não lesse este blog este post seria beeem diferente| Estou de bem com a vida. 



Abril, quadripolarizações mil #1


O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que são fãs de "Game of Thrones" e as outras.
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