segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Ana, a pragmática

 

Comprámos há mais de um mês a fantasia de Carnaval deste ano: rainha de copas da Alice no País das Maravilhas.
Entretanto, recebemos da escola um e-mail a avisar que o tema deste ano (e dos últimos cinco anos) era os oceanos.
A Ana trata logo do assunto: "Enfio os óculos de mergulho e fica a Rainha de Copas a ver peixinhos no Oceano, que achas?!"
...

Só para quem vê Netflix

 

"Mãe, há alguma hipótese de amanhã me mascarar de Anna Delvey?"

...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022

Ah, o maravilhoso mundo dos trabalhos manuais que a escola manda para casa

 

O desta semana era o de concebermos uma cadeira dos afetos.
A Joana Vasconcelos terá sucessora e ... eis a nossa!







Mandem vir a Floribela para compor, pode ser?

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

Ana, a esfalecer


Ana liga-me enquanto estou a caminho de casa, na auto-estrada:
-"Ai mãe, demoras muito?! Estou a sentir-me mal, com fome. Estou a "ESFALECER".
Eu (preocupada): "Pede à avó que te dê de alguma coisa de petisco, só para aconchegar..."
Ana: "Calculei que ias dizer isso. Então é ok que tenhamos mandado vir pizzas, não é?"

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Fui eu que fiz esta miúda

 

A Ana fez a sua própria banda desenhada em que a Mona Pizza farta de estar sempre a sorrir e o Frito farto de estar sempre a gritar fazem uma manif e decidem mudar de expressão.






Não sei lidar ❤️

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Croma dourada

 


A Ana foi para a cozinha fazer o seu bolo de cenoura.
Quarenta minutos depois apresentou-nos a sua obra prima (DON'T ask!) com uma proposta:
"Bora cantar os
parabéns
ao covid?!"
Nós: "Credo! Que bolo é esse? "
Ana: "É para o covid!"
Eu: "Que forma usaste? Isso está uma desgraça..."
Ana: "Qual é a parte do "é para o covid" que não percebeste?!
...
Eu mereço?!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Está oficialmente para adopção


Ana anda entusiasmada com as histórias do Asterix, influenciada pelo pai.
Ana para o pai: "Eu sou o Astérix, que sou muito esperta. Tu és o Obelix, porque és divertido e gorducho"
Eu (armada em confiançuda a pensar que ela iria responder que eu seria a Falbala): "E eu, Ana, sou quem?"
Ana (num impulso): "És o peixeiro..."
...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Causa Própria

Se não viram, ainda vão a tempo.
Uma série incrível, com uma direcção de fotografia soberba e interpretações geniais. Na televisão pública, que está melhor que nunca.

Passando a critica intelectual, a verdade é que tem o Nuno Lopes e lalalala. #fazia 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Era o "Absolutamente Fabulosas" e a CPCJ deve estar a bater-me à porta



Ana: "Hoje no intervalo eu, o Duarte, a Leonor e a Ana Lúcia brincámos ao "Esplendidamente Perfeitas"
Eu: "Ao quê?"
Ana: "Ao "Esplendidamente Perfeitas". Eu era a Edwina, claro .."
...
(Não sei como vou encarar os pais destes colegas da Ana na próxima reunião na escola...)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

"Sonhos que sonhei: onde estão?" Aqui.

Em Agosto quando fomos à Eurodisney a Ana atirou uma moeda para o poço de desejos na caverna dos piratas. Eu ouvi ela a desejar baixinho, de olhos fechados, enquanto a atirava: quero voltar aqui com toda a minha família.


A minha mãe e a minha tia fazem tudo pela Ana desde o dia em que ela nasceu. Apanham-na na escola, levam-na a lanchar, ficam com ela até regressarmos de Lisboa e chegamos sempre antes de jantar, às vezes dao-lhe elas o jantar e adiantam o banho, vão às compras com ela, a passear, a fazer aventuras na natureza (aqui é a minha mãe!), Se ficamos até tarde em projetos pós laborais, reuniões, formações, lá estão elas sempre a dar suporte. E isto tudo sem nunca se queixarem, felizes por estarem com a Ana, gratas por a poderem acompanhar. E nas férias ainda ma raptam para praia, campismo, piscina e dão-lhe os melhores Verões da infância.


Partilham o dia-a-dia, todos os dias, desde há dez anos, com a Ana. Era normal que a Ana quisesse retribuir. Porque se trata de gratidão, este desejo da Ana.


Há seis meses que fazemos mealheiro: a Ana guardou todas as notas e moedas do Pão por Deus, do Natal, da venda dos seus macramés aos amigos e vizinhos, da venda no OLX de livros, brinquedos e roupa usados, eu das formações que dei fora de horas, o Rui das aguarelas que tem pintado timidamente.


Neste fim-de-semana o sonho da Ana tornou-se magicamente real.


A lâmpada do Aladino funciona mesmo. Fomos mesmo, mesmo felizes.

Para registo

4 semanas é o tempo que uma sobrancelha demora a crescer.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

A minha mãe fez anos e eu não lhe escrevi nada

 A minha mãe fez anos e eu não lhe escrevi nada.

Fiquei a consumir-me desde então porque não lhe tinha escrito nada. Não gosto de estar em falta com a minha mãe.

Estava doente nesse dia. Uma infecção urinária que não passa. Mas fui deixar a Ana à escola e passei no supermercado para comprar coisas para fazer o jantar para a família, na minha casa. E depois fui à fábrica de bolos e comprei o melhor bolo de amêndoa e chantilly do mundo, com raspas de chocolate por cima. E passei no shopping para lhe comprar um presente. No espaço de uma hora, sempre a correr. Trabalhei toda a manhã e tinha febre. Na minha hora de almoço dei uma geral na casa, para que ao jantar estivesse tudo apresentável. Arrastei-me a fazer isto. E voltei a trabalhar até ao fim da tarde. Acabei o trabalho e pus a mesa bonita. Fiz bacalhau espiritual, leite creme e preparei todo o jantar. Encomendei picanha e fomos buscá-la ao restaurante.

Chegou a minha mãe com a Ana e a seguir toda a família. Foi um jantar tão bom, que quase me esqueci da febre, da infecção urinária e do cansaço extremo.

Depois ao deitar-me percebi que não lhe tinha escrito nada bonito. A minha mãe gosta de palavras bonitas, eu bem sei. E merece todas as do Mundo, porque é a mulher mais valente e inteira que eu conheço.
A minha mãe fez anos e eu não lhe escrevi nada. Na sala ainda há restos do seu aniversário, incluindo o quadro de luz que a Ana lhe preparou.

A minha mãe gosta de palavras bonitas mas ensinou-me que as palavras valem pouco quando não são acompanhadas por gestos de bem querer. Acho que estarei perdoada.
Eu tenho a minha mãe e a Ana tem-me a mim: todo o amor entre mães e filhas é por aglutinação. Não poderia ter melhor. Acho que mereço esta mãe, a minha mãe, apesar de não ter escrito palavras mas lhe ter dedicado todo o meu dia, mesmo sem estar ao seu lado.

Amar é sempre cuidar e querer bem.

Talvez as palavras estejam sobrevalorizadas.

Fico a dever-te um poema, mãe mas tenho troco, gorgeta e juros no amor infinito que sinto por ti. No bem querer.

Parabéns. Também a mim que te tenho só para mim.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

No soy Georgina

 Descias as escadas a caminho da ala autónoma e eu vi-te pela primeira vez. Os nossos olhares cruzaram-se num segundo e eu senti qualquer coisa cá dentro que podia ser amor à primeira vista, acreditasse eu na altura ou mesmo hoje no amor à primeira vista. Horas depois éramos amigos, como se nos conhecessos desde sempre, como se eu na altura soubesse onde ficava São Jorge no mapa e eu nem sabia ao certo tão pouco o nome das nove ilhas dos Açores. 

Depois mudei-me para a tua turma, os professores ficavam confusos, nunca pedi transferência mas às tantas as minhas notas saiam nas vossas pautas e tudo fluía, sentávamo-nos lado a lado no auditório, tu davas-me, pacientemente, explicações de história nos jardins de Belém e eu retribuía, trocista, tudo o que sabia sobre neurónios e sinapses e a estrutura do cérebro naquela cadeira do professor esquisito. 

Depois foi num instante Natal e fomos ao Martim Moniz comprar prendas, não tínhamos dinheiro para nada, comiamos sempre na macrobiótica da cantina, pediste-me dinheiro emprestado e eu achei que não voltarias das férias da ilha que eu não sabia localizar no mapa, nem me devolverias os cinco contos e era início do segundo semestre e eu tinha saudades tuas, queria lá saber do dinheiro para alguma coisa. E voltaste, devolveste o dinheiro e trouxeste-me um presente, só para mim, para mais nenhuma amiga e uns dias depois cravaste-me um beijo e eu não me fiz de esquisita, mortinha que estava para deixar de fazer cerimónias.

 E depois já desciamos a avenida de mãos dadas, e passávamos férias juntos, e um dia os teus pais vieram cá e conheci-os, também já ias a minha casa há algum tempo, todos sempre gostaram de ti, é mesmo fácil gostar de ti. 

E estudavas e trabalhavas no café, eu dava explicações, íamos de carreira que apanhavamos no arco do cego passar fins de semana em pensões com percevejos em terras mais longe e depois o curso acabou, tu ficaste, começámos a trabalhar, eu, tu, daí a alugar a casa na praceta foi um passo, casar pela igreja dois, ter a Ana num piscar de olhos, mudarmos de casa uma e depois outra vez, mobília às costas, literalmente, sempre fácil, mesmo quando era dificil.

E houve crises que não nos lembramos por preguiça ou por escolha, não gostamos de coisas complicadas, e há sempre histórias a serem escritas, aguarelas a serem pintadas, vida a ser vivida e momentos importantes a ser construídos.

 Foste e és a melhor escolha da minha vida, a única que fica sempre, a decisão mais acertada, a companhia mais certeira, a pessoa mais fácil de gostar, o pai mais fantástico que já conheci e um marido, acima de tudo, incrivelmente bondoso, generoso, paciente e um homem bom. Depois há o amor, mas do amor não há muito que se lhe diga, não tem mérito, não dá trabalho, é fácil gostar de ti, se acreditasse em amor à primeira vista seria isso, assim eu só amor em todas as vistas, em todos os ciclos, em todas as células que amo em ti. 

É fácil amar-te porque não há outra alternativa face ao homem incrível que foste crescendo comigo. Para a Ana. Para mim. 

Parabéns, Rui. 

No soy Georgina, mas o melhor do Mundo sequei-o eu.

domingo, 6 de fevereiro de 2022

Ana, a horticultora

 

Ana plantou uma semente e todos os dias a rega, esperando ansiosamente que aquilo pegue.
Hoje sugeriu uma nova estratégia: "Li que devemos falar com as plantas que elas com amor crescem mais rápido. Vou ser mais querida com a semente. Já lhe arranjei um diminutivo fofinho e tudo."
Vai buscar o vasinho e aponta-me:
"Mãe, diz bom dia à sémen..."
...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Mámen, o crítico gastronómico

 

Depois do incrível gelado de pipocas do Continente que sabia a gavetas velhas, mámen, meu ryco marido, decide continuar a sua carreira de crítico gastronómico.
Esta manhã, prepara um sumo daqueles todos pipi com beterraba, banana, bagas xpto e tudo e tudo.
Enquanto ele bebe (primeiro que eu, porque, lá está, alguém tem que avançar sempre nestas coisas) vejo-o a passar a língua nos dentes, muito sério.
Eu: "Então? É bom? Sabe a quê?"
Mámen: "Sabes quanto estás na relva e tropeças, cais e vais com a cremalheira ao chão e comes relva e terra e tudo? Sabe a isso".
...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Era mesmo isto que eu tinha encomendando*

 

Férias de Natal que acabam quase a meio de Janeiro. Covid. Isolamento de sete dias com todos em casa. Ana volta à escola na segunda-feira. O que se segue?
Pausa lectiva.
Hoje é quarta-feira.


suspiro*

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Ana e a vibe motivacional

 

Ana: "Sabes aquilo de tu estares sempre a dizer que é treta que somos nós que fazemos a sorte porque não chega trabalharmos, temos também de ter sorte por termos nascido em Portugal, por haver paz, por sermos da Europa e isso?"
Eu: "Sim."
Ana: "Eu por acaso acho que nós podemos mandar na nossa sorte toda."
Eu: "Como assim?!"
Ana: "Estás a ver a caixa dos cookies da sorte que estavam na despensa? ... (Pausa)
...
Comi-os todos!"
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