sexta-feira, 28 de novembro de 2014

As minhas amigas são mais eficazes na resolução de problemas que eu...

Aparentemente, para além do meu, todos os maridos das minhas amigas usam a mesma desculpa se queixam do efeito lacrimejante da cebola quando chega a hora de ficarem a cheirar a refogado cozinhar. 


A minha amiga Bé não deu abébias resolveu de forma hábil o problema ao marido:


Mámen manda um abraço solidário, querido Henrique!

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

domingo, 16 de novembro de 2014

Dos amigos que nos escolhem

Quando nos mudámos para esta casa, há dois anos, vínhamos um bocadinho na penúria, depois de nos terem assaltado a casa anterior e levado (quase) tudo. Levaram-nos todos os aparelhos eléctricos, partiram-nos mobília à procura de bens valiosos, estragaram-nos praticamente todo o recheio de maldita casa.
Quando chegámos a esta, fomos, aos poucos, repondo nas várias divisões tudo aquilo que tínhamos vindo a comprar ao longo dos vários anos e que, de repente, tanta falta nos fazia: a cama, os computadores, a televisão, o dvd, os aparelhos da cozinha, o colchão, praticamente tudo. 
Foi ficando para o fim a mesa da sala de jantar, razão pela qual, há praticamente dois anos temos vindo a evitar grandes jantaradas cá em casa, pois a mesa da cozinha não tem muita lotação. 
O nosso amigo Nuno, quando cá esteve em casa a jantar, percebeu essa história da lotação da mesa da cozinha e a forma como uma coisa tão insignificante inibe a socialização indoor desta família. Dissemos-lhe que iríamos, só agora, depois de muitas outras compras prioritárias, procurar no OLX uma mesa gira e barata. 
Ele, de uma forma que tanto nos comoveu, disse que ia resolver o assunto. E está a pôr, literalmente, mãos à obra:

                              

Quantos de vocês têm amigos assim, han?
Não há assaltante que nos roube este sentimento tão bom, tumbas!


sábado, 15 de novembro de 2014

Afinal, caraças, temos uma música! (Obrigada, Spotify!)


Conhecemo-nos em 1998. Começámos a namorar em 1999. Namorámos muitos anos. Casamos. Descasámos. Recasámos. Tivemos a Ana. A Ana e o pai tem uma música na banda sonora das suas vidas. Eu e a Ana temos uma música na nossa relação umbilical. Mas, quando nos perguntavam, a mim e a ele qual era a nossa música perdíamos num sem número de músicas que se ouviam no final dos anos 90, início de 2000 e não chegávamos a qualquer conclusão.
Hoje, a ouvirmos o Spotify lembrámo-nos de procurar álbuns cujos CDs tínhamos quando começámos a namorar, E esta música, enterrada nas catacumbas da nossa memória, começou a tocar nas colunas do computador, tão longe das colunas da minha aparelhagem gigantone no meu quarto de solteira, tão longe do auscultador do meu telefone de disco para onde ele me ligava dos Açores antes de dormirmos, mas tão nossa.
E olhámos um para o outro, enquanto arrumávamos a cozinha a ouvir a música, aquela música, e a letra saia-nos dos lábios, tão fresca, tão presente, tão perto, tão nosso. E dançámos agarrados, entre loiça no escorredor, pão a fazer na máquina e a Ana a dormir a sesta. Tão longe da vida dos tempos de namorados. Tão mais felizes.
Hoje reencontramo-nos com a nossa música.
Aguentem a fofi-melosó-parolice!



A che serve piangere
Rinunciare a vivere
Resta qua se ti va
Non pensare, abbracciami
Lasciami sognare
La tua pelle morbida
Voglio accarezzare
E finche non avro
Anche l'anima
Io saro sempe
Sulla tua scia
Non puoi fuggire
Perche sei mia
Perche ti voglio
Perche mi vuoi
Un mondo si apre
Intorno a noi
E se vorrai crederlo
Io saro l'angelo
Che non ti abbandonera
Quando sul tuo viso
Non vedra risplendere
Dolce il tuo sorriso
E finche non avro
Anche l'anima
Io saro sempre
Sulla tua scia
Non puoi fuggire
Perche sei mia
Perche ti voglio
Perche mi vuoi
Tutto sarai per me
Perche ti voglio
Perche mi vuoi
Un mondo si apre intorno a noi
Un mondo si apre intorno a noi

Querida Ana, algumas dicas da tua mãe para lidar com os gatos (e, daqui a uns anos, com os homens)

1- Ignora-os. Se andares a persegui-los vão fugir sempre de ti. Finge que não lhes estás a passar cartão nenhum e, devagarinho, começarão a sentir curiosidade acerca de ti, a chegar-se mais perto e a quererem festinhas.
2- Não os sufoques. Não os estrafegues, não os apertes em demasia, não lhes tires o ar à força de tanto os quereres. Sê meiga, acarinha-os quando estiverem pousados mas aprecia a ligeireza com que andam à solta. Se assim fizeres, voltarão sempre para fazer ninho no teu colo.
3- Dá-lhes comida, bebida, afecto e calor e tens-nos felizes da vida. Não precisam de muito mais para querer ficar.
4- Na maior parte das vezes preocupas-te apenas com os parasitas externos. Mas lembra-te que expurgar os internos é mil vezes mais importante.
5- Podes comprar algo para eles arranharem mas irão sempre dar cabo dos teus sítios preferidos com as unhas É a maneira de mostrarem que gostam de ti.
6- Adoram coisas que mexem e fazem barulho. Diverte-te com o chinfrim!
7- Se eles se portarem mal dá-lhes um grito. Bater não faz nada. Eles detestam barulho. Cedem sempre com resmunguice. 
8- Estes seres não têm dono. Têm mates.
9- Nunca tenhas a prepotência de achar que os escolhestes. Eles é que te escolhem, sempre, a ti.
10- Aparentemente não são a melhor companhia, a mais leal, a de amor mais condicional. São mais independentes, desligados, cheios de personalidade e, até, um bocadinho snobs. E é, exactamente por isso, que tu nunca lhes vais conseguir resistir.

Uma pessoa acorda com um cenário parecido com este



(A Ana quer comer de beijos a Maria Emília)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Uh lá lá!


"Minha querida Polo, mais um pontinho para a Cruzada Quadripolar. É o Castelo de Villandry no Vale do Loire em França Gosto bues de ti beijokas. Teresa"

Bisous, querida Teresa!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Por falar em legionellas

O mundo divide-se entre as pessoas que dizem bactéria e as que dizem báctéria.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Os meus amigos são demasiado literais...

Post it mental: nunca mais escrever como status no facebook pessoal - "A Ana está doente. Já papei 5 vezes o Aladino".

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Paulo (21)

Estava à espera do Paulo no aeroporto.
Nunca vira o Paulo antes mas já gostava dele há muito como se a presença fossse um mero acessório na nossa história. De facto, é.
A primeira vez que ouvi falar do Paulo foi em 2012 numa das iniciativas mais gira já promovidas a propósito deste blog: a organização de recolha de possíveis dadores de medula óssea em todos os Distritos do País. Foi overwhelming!
O Paulo ficou responsável por dinamizar um determinado distrito do país e foi o maior sucesso. E foi logo ali que fiquei fã da sua proactividade, generosidade, capacidade de acção e dinamismo.
Ao longo deste tempo fomos conversando amiúde, comentando status um do outro, picando-nos com o mesmo tipo de humor “fininho” e corrosivo, politicamente incorrecto e despreocupado. Há uma certa excentricidade que me une ao Paulo, um certo "i don't care" caprichoso, uma atitude anti-herói que nos une.
Depois o Paulo ajudou uma das pessoas para quem eu pedi ajuda. E há uns tempos desafiou-me para avançarmos com a associação. E agora, quando lhe disse que gostava de ajudar a Mariana, retirando o valor necessário para a cadeira do montante que ele me tinha disponibilizado para o arranque da associação surpreendeu-me com a oferta desse valor para a compra da cadeira da Mariana.
O Paulo é o herói mais anti-herói que eu já conheci. Tem o coração do tamanho do Universo mas diz palavrões. Ajuda sem olhar a meios e não é bonzinho. Tem uma generosidade ímpar mas reclama muito. E não quis fazer discursos, nem tirar fotografias nem nada. Só abraçar, assim meio sem jeito, a Mariana.
Viajar para os Açores com o Paulo, recém-conhecido em carne e osso ali, no terminal de partidas do aeroporto, foi um privilégio. "Mas tu vais viajar para os Açores quase num blind date?"- perguntaram os meus amigos.
É difícil explicar que, mesmo sem ter visto o Paulo antes, já o conhecia muito bem.
O Paulo é um herói anti-herói, uma das melhores pessoas que já conheci e, por isso, provavelmente a única pessoa com quem eu poderia embarcar numa aventura como a que aí vem.
Obrigada, "Mr. Fantastic"!


[Obrigada Paulo por esta amizade que começámos agora e que promete muitas e boas aventuras.
Vou apertar o cinto! E treinar as gargalhadas.]

domingo, 2 de novembro de 2014

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 24

Comenta uma das minhas melhores amigas numa determinada imagem de facebook:

"Olha, eu quero um funeral com guest list.

Entrada permitida apenas a pessoas importantes na minha vida: nada de primos em 5º grau, tios ñ vistos há mais de 10 anos, beatas, carpideiras e afins!

Tenho dito!"

O Mundo divide-se entre...

... quem gosta de canja feita com arroz e quem a prefere confecionada com massa de pevide.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...