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segunda-feira, 9 de maio de 2022

Poema da auto-comiseração

 


Batem leve, levemente,
como quem chama por mim...
Será rinite? Será covid?
Covid não é, certamente
e a rinite não bate assim...
É talvez a PDI;
mas há pouco, há poucochinho,
fui fazer um belo xixi
a ver era infecção urinária no p*p*
mas nenhum resíduo no caminho...
Quem bate, assim, fortemente,
com tão estranha espirralhada,
que mal se respira, mal se aguente?
Não é rinite, nem é covid,
nem é gripe, que maçada.
Fui ver. A pinga no nariz caía
dos confins do meu nariz,
branca e leve, a ranhoca fria...
Há quanto tempo a não via!
E tanta gosma, que infeliz!
Olho-me através do espelho.
A cara num belo degredo.
Olhos em tom de vermelho,
os pulmões num monelho
que horror, que tristeza, que medo...
Fico olhando estes sinais
desta gosmice que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
de nova mazela com pés de dança...
Que quem já é quinada
sofra tormentos... enfim!
Mas , Senhor, estou derreada
porque me dais tanta gosmada
Porque espirro tanto assim?!
E uma infinita dor de cabeça,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Odeio pólens e a natureza...
– do fundo do meu coração.

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Another maniac thursday

 

Uma das pessoas com quem trabalho está com covid e perante a pergunta acerca dos seus dados pessoais por parte da enfermeira da saúde 24 achou que lhe estavam a perguntar nome e telefone da pessoa de contacto.
Adivinhem quem foi referenciada como tendo covid-19 e não consegue falar com o centro de saúde, quem?




FML

domingo, 3 de abril de 2022

Ah, assim faz sentido!

 

Acordei às 08h. Adormeci a seguir ao almoço e estive a fazer uma sesta no sofá até agora.
Passei, portanto, a ser uma pessoa que dorme em suaves prestações....

FML.

La decadence

 

É domingo, a Ana está a passar o fim-de-semana na tia e eu acordo às 08h da manhã. Sem despertador.
A seguir o quê?

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

domingo, 23 de janeiro de 2022

Tenho uma amiga

 

Tenho uma amiga a quem a primirmã deu uma maquineta para aparar sobrancelhas no Natal.
Tenho uma amiga que, até ontem, não mexeu na profissional do sexo da maquineta mas que ontem, depois de uma semana adoentada e num dia de febre e sem nada com que se entreter, decidiu testar a máquina.
Tenho uma amiga que achou que a máquina não estava boa, deu--lhe uns safanões e em vez de testar a máquina noutra pilosidade corporal qualquer, decidiu testar na sobrancelha esquerda.
Tenho uma amiga que está, em pânico desde ontem, a ver tutoriais de maquilhagem com lápis de sobrancelhas porque já mandou mensagens a várias meninas das micropigmentações (todo um mundo que ficou a conhecer ontem) e dizem que o melhor é dar com o lápis mesmo até os cílios da sobrancelha voltarem a crescer.

sexta-feira, 10 de setembro de 2021

E estava óptimo. Mas hoje sinto-me a lamber todas as salinas desde Aveiro a Rio Maior.

Depois do périplo do almoço vou jantar a casa dos meus amigos Ines e Bruno que fazem o quê para jantar?

Bacalhau à Brás. 

Pode ser o último post deste blog

Fui comer uma pasta ao almoço ao Basílico no Corte Inglês.

Agarrei numa daquelas cenas de metal que costumam ter queijo ralado e carreguei. Saiu um pó e achei que eram coentros. Era pimenta.

Praguejei.

Agarrei na cena ao lado, outra coisa de metal igual com os furinhos e pensei que iria carregar no queijo. Carreguei. Era sal.

Não quis dar parte fraca, sorri e comi tudo como se nada fosse.

Acho que os meus rins vão parar, a tensão disparar e sinto que a minha boca se afogou no mar salgado e não sinto a língua como da última vez que tinha nove anos e achei que devia lamber a cuvete de gelo.

Sou menina para falecer.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

terça-feira, 26 de maio de 2020

É para verem a fé que estes canastrões têm em mim

Eu: a pessoa que informa no facebook que descobriu uma app de troca de casas durante as férias e cujos amigos mandam links complementares via mp de mais apps de trocas de CASAIS durante as férias.


Tá bonito.

terça-feira, 24 de março de 2020

Quem não tem cão, caça com unicórnio

Mamen não sabe onde meteu a embalagem e começa à procura de uma máscara para sair à rua. 

 Sugestão da Ana, muito séria e solicita : “se não encontrares podes usar a minha máscara de unicórnio..."


Relembro:




sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O Nel Monteirro da Torre

O jantar era de miúdas com duas das minhas melhores amigas com o pretexto do Natal. Há dois dias que tinha a prenda da Rosa lá em casa, um piriquito verde e estava mortinha para lho entregar em primeiro porque não gosto nada de pássaros sem ser nas árvores e em segundo porque a Ana também não é fã, pelo que, o bicho não era uma presença muito estimada cá em casa.
Assim que a Rosa abriu a caixinha com o Chiquinho II (vem substituir o Chiquinho que lhe morreu recentemente, passados uns 15 anos de habitar na sua casa, o que a deixou mesmo triste) foi uma alegria. Mas, mas... levávamos o pássaro para o restaurante? Pois claro que sim. 
O restaurante escolhido é novo e chama-se Mr. Pizza e fica ali na Torre, em Cascais. O ambiente é muito giro e as crianças têm um espaço para fazerem as suas próprias pizzas e os donos são... alemães. Ou então são familiarres do Conde de Contarrr pois falam com uma prrronúncia estrrrranha. 
Assim que entrámos agarrámo-nos ao saco onde transportávamos o Chiquinho, pois os senhores são tão simpáticos que só não nos levaram ao colo porque somos pesadas e estávamos mesmo a ver que iriam querer colocar os sacos com as prendas no bengaleiro ao pé dos nossos casacos. Chiquinho protegido e chega o empregado, de agora em diante designado pelo Nel Monteirro da Torre. 
Fui eu quem detectei logo as parecenças mas a minha amiga Rosa disse que não era bem assim que este tinha mais 1,50 cm que o Nel Monteiro original e a minha amiga Cláudia perguntou quem raios era o Nel Monteiro mas isso agora não interessa nada. 
O Nel Monteirro da Torre, tinha a mesma prronúncia de todos os empregados do restaurante com uma particularidade: ele estava em todo o lado. Eu virava-me para a direita  e o Nel Monteirro estava do meu lado a servir-me a bebida, a Rosa deixava cair o guardanapo e o Nel Monteirro ali estava a substitui-lo no mesmo segundo, a Cláudia olhava para a ementa e ali estava o Nel Monteirro a sugerir-lhe uma pasta, o Chiquinho piava e o Nel Monteirro ali estava a oferecer-nos queijo feta com pimentos saído do forno e a explicar-nos detalhadamente que vinha da Bulgária de um amigo deles que tinha uma quinta e mandava para Portugal em baldes o abençoado queijo (que era bom, sim senhora!), enfim, o Nel Monteirro estava em cada centímetro cúbico do nosso perímetro, ora a oferecer-nos panfletos para levarmos para casa ora a pedir-nos que preenchessemos num livro de visitas os nossos contactos de email ora a querer fazer-nos uma visita guiada à agrradável esplanada (estava frio, homem! "deslargue-nos!"), enfim, o homem estava em todo o ladão com o seu cabelo impecavelmente pintado de cor castanha Nel Monteiro. Era isso! Estava descoberta a semelhança: a mesma tintinha "Lórrrrreal" no mesmo cabelo com caracolito ao pé da nuca e ligeira poupa, um regalo para as vistas!
Acabámos o jantar e recomendamos o restaurante. Eu pisguei-me e deixei as miúdas para trás, não era por mim, o Chiquinho precisava de apanhar ar. Elas vinham desmanchadas a rir logo atrás e eu cheia de medo que o Nel Monteirro da Torre viesse colado às solas dos sapatos delas, credo, que o homem não desgrudava. 
A última vez que o vislumbrei estava à porta do restaurante, o que foi uma grande maçada pois os fechos das portas do carro da minha amiga Rosa estragaram-se e ela teve que entrar pelo porta bagagens e o carro levou uma trepidação tal que o Chiquinho que estava no saco em cima do tejadilho a repousar enquanto nos armávamos todas em contorcionistas ia voando dentro da caixa e tudo. 
Fomos beber o digestivo ao nosso bar preferido e, desta feita, o Chiquinho ficou no carro. Demorámo-nos pouco que a Rosa estava com medo que o pássaro se constipasse e em vez de "piu" largasse um "piun" anasalado mas juro que ao sairmos as três do bar, no meio de gargalhadas, tememos que o Nel Monteirro da Torre estivesse ali a abrir-nos a porta do porta-bagagem, à laia de carrapato, com as suas melenas castanhas e a prronúncia de conde de Contarrr.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Amor (cego) é...

Mámen comprar-me uma camisa de noite linda e oferecer-ma para eu ter o outfit mais giro do hospital.

O tamanho ser o "S".

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