quarta-feira, 21 de novembro de 2018

We believe we can fly


"Quando eu nasci ninguém deu os parabéns aos meus pais. Ninguém festejou e o diagnóstico de Spina Bífida sobrepôs-se a tudo o resto.
Depois eu vivi para mostrar que afinal a Spina Bífida é apenas uma pequena parte de mim. E que isso... isso não muda nada!"

Foi com base neste trecho que lançámos a campanha deste ano alusiva ao dia 21 de Novembro, dia Nacional da Spina Bífida.

Não quisemos explicar que é uma mal formação congénita do tubo neural. Nem que a toma de um suplemento de ácido fólico antes de engravidar (3 a 6 meses antes) e durante os primeiros 3 meses de gravidez (o tubo neural começa a formar-se cerca do 20º dia de gestação) pode ajudar na prevenção desta patologia. Nem as consequências clínicas que daí advêm. 

Este ano quisemos mostrar a Diana de Porto Mós a segurar na Emely da Amadora e rodeada da Beatriz de Arronches a cantarem na piscina. A Bea, o Guilherme de Oeiras e a Alexandra de Gaia a soltarem o seu grito de Ipiranga. O Bruno de Albufeira- atleta federado em natação adaptada- a nadar energicamente. A Catarina de Sintra num joguinho de o padel. O Diogo da Moita a fazer musculação. O Carlos de Carnaxide numa partidinha de videojogo. O Francisco de Rio Maior a conduzir. A Liliana de Montargil a despejar os caixotes do lixo no seu trabalho. A Ana Margarida de Viana do Castelo a fazer flexões. O Marcelo de Sever do Vouga e a Inês do Estoril em clima de romance. A Rita do Monte da Caparica a surfar. A Stephanny de Sintra a dançar. O João de Lisboa a fazer breakdance. O Tiago de Cascais numa aula de esgrima. A Eurisa de Lisboa e a Sara de Olhão a cantarem e dançarem numa viagem de autocarro. O Tomás de Oeiras no primeiro dia em que aprendeu a coordenar a cadeira de rodas e o transporte de um prato, para se deleitar num belo repasto. A Leonor da Amadora a fazer um bolo. A Diana de Almeirim na apanha da azeitona. A Patrícia de Faro nas compras. O Luis de Carcavelos na mesma saga mas com o desafio de conduzir um cesta de compras e uma cadeira de rodas em simultâneo. O João de Setúbal a mostrar como se joga ténis a sério. E o Rafael a treinar para o Europeu de Atletismo depois de se ter classificado. 

Eu também lá estou, A dançar, feliz, num pub decadente de Edimburgo. A provar que não há super heróis. Que não somos especiais. Somos todos normais. Normais  e felizes. 
Porque- como para toda a gente- a felicidade pode estar nas coisas mais banais. 

Créditos do vídeo- Inês Gaidão (agradecemos as partilhas do mesmo via página da ASBIHP)

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Odeio o Halloween e outras subtilezas que tal com o hashatg #teampãopordeus



Odeio o Halloween. Pronto, já disse. E odeio não pelo que ele representa isoladamente mas pelo facto dele, a pouco e pouco, ter vindo tomar o lugar do pão por Deus. 

Deixem-me explicar: no ano passado estava em Paris, na Eurodisney, por esta altura. Maravilhoso o Halloween no estrangeiro como experiência de uma comemoração pagã diferente cheia de rituais engraçados e que leva os miúdos à euforia. Gostei. A sério, que gostei. Como gostaria de viver um Thanksgiven nos States, a dar a mão a amigos à volta da mesa e a mostrar-me grata pelas coisas fixes da minha vida.

E vá, até gostava de viver ambas em Portugal em festas temáticas, de forma isolada, pelo que representam nos países de origem, junto de comunidades desses países radicadas em Portugal e tudo e tudo (hey, Tehur: esta dica é para ti! Quero thanksgivar na tua casa este ano, tá?). 

O que me encuca é começarmos a permitir que estas comemorações importadas comecem a substituir outras que já existem, estão enraizadas e estão contextualizada na história e na cultura do meu país. 

Ora, eu fui ao Pão por Deus até já usar soutien e ter maminhas e já ser um bocado ridículo andar ao Pão por Deus. Onde sempre vivi, uma pequena aldeia saloia de Cascais, o Pão por Deus é tão enraizado quanto o Natal: no dia 1 de Novembro levantamo-nos cedinho, juntamo-nos a um ou dois amigos (não mais porque senão calha menos a cada um), agarramos num saco e num porta moedas e cá vai disto. Começamos pelas portas das vizinhas "Pão por Deus! Pão por Deeeus!" e ensacamos os primeiros doces, seguimos pela estrada até ao largo, no caminho se nos cruzarmos com adultos transeuntes gritamos "Pão por Deuuuus!" aos seus ouvidos até que, desprevenidos, nos saquem de uma moeda que enfiamos no porta-moedas, no largo entramos em todos os estabelecimentos comerciais (já se sabe quais são os cafés ranhosos que não dão e boicotamo-los o ano inteiro só por causa desta forretice diabética neste dia!) e adivinhamos de cor que no Cantinho do Morais nos dão pastilhas, no Safari é sempre chupas, na mercearia João Aires é sempre um sortido e que, mais à frente, na Ferradura são frutos secos. E continuamos, com ritmo e energia porque assim que tocar a sirene dos bombeiros ao meio-dia é altura de recolher a casa e contar os dividendos do dia.
E há de tudo no saco peganhento ao fim da manhã: rebuçados, chupas, castanhas, figos passados, beijinhos, maçãs, rebuçados, gomas, nozes e marshmallows: é a loucura! E depois contamos as moedas para as guardarmos no mealheiro à espera da oportunidade de se transformarem num brinquedo. É mágico e peganhento: uma espécie de treino para o Natal mas com mais socialização à mistura e doces fixes que nenhuma criança que se preze curte sobremaneira bolo-rei. 

Acontece que agora não sou a filha, sou a mãe. E desde que a Ana nasceu que vou com ela ao Pão por Deus, coisa boa. Os mesmos estabelecimentos comerciais a quererem preservar a tradição (dica para quem é de cá da terra: até a loja de animais dá amostras de ração para os vossos animais de estimação de pão por Deus, pá!)  mas as pessoas singulares a encolherem-se. Muitas não abrem a porta, outras transeuntes que passam e que não são da terra mas que vieram para cá viver recentemente que não sabem do que se trata (nem querem saber) e que respondem infâmias como "o Halloween foi ontem à noite!", e só não há meia dúzia de doces no saco da pequena porque eu tenho um roteiro fixado e vou com ela pedir às amigas da minha mãe, às senhoras antigas cá da terra e por aí fora. Mas já ninguém oferece os figos passados que eram o elemento principal para o saco ficar melado, o que me deixa um pouco nostálgica. 

Entretanto o Ana sempre frequentou uma escola católica e safámo-nos nos primeiros anos ao Halloween. Mas desde o ano passado que tivemos que entregar o corpo às balas, com muitos palavrões mentais à mistura. Imaginem que este ano até tivemos que fazer uma abóbora em família (claro que ficou assustadora como ficam, aliás, todas as manualidades em que participo para além destas do Halloween, ora espreitem aqui neste link do instagram deste blog).  São facadas para mim, senhores: facadas!

Mas as coisas não têm que ser mutuamente exclusivas, vocês por Deus, não me desgostem mais. Comprem gomas em forma de abóbora mas não se esqueçam dos figos passados!

Portanto hoje à noite faremos uma festa na garagem para as amigas Halloween-fãs (alguém me passa um x-acto?) mas amanhã de manhã, a miúda levanta-se da cama cedinho, agarra no novo taleigo que todos os anos recebe da avó dos Açores via correio e lá vai ela pela aldeia: "Pão por Deeeeus!", "Pão por Deeeus!". 

Fiquem a saber que rogo pragas a quem não lhe der uma moeda ou um doce. E não é uma praga católica à Pão por Deus, é uma demoníaca imbuída no espírito de Halloween contrariado da véspera. 

Agradecida. 

domingo, 21 de outubro de 2018

Perna de pau



Foi assim durante 4 anos. O Rui Monteiro inventou o mimo: "perna de pau". Apontava para as minhas botas ortopédicas, aparelhos de ferro até aos joelhos, presilha de velcro a prender as talas e gritava "perna de pau! perna de pau!".
Havia dias em que me custava ir para a escola, logo a mim, que sempre adorei estudar. Havia dias em que não me apetecia sair para o recreio, logo a mim, que sempre fui sociável e popular, brincalhona e gaiteira. Havia dias em que tinha saudades da escola do hospital, com a educadora Fernanda e outros meninos a terem aulas deitados em macas, todos em reabilitação naquele Alcoitão.
Sempre que, em convalescença de uma das inúmeras cirurgias o absentismo me tocava à porta meses seguidos, suspirava por voltar para junto da professora Emília e das minhas melhores amigas Joana e Sofia. Tinha também saudades do Hugo, minha paixoneta e do Bruno que batia em toda a gente que se metesse comigo. E voltava feliz com as conquistas físicas que a minha ausência me recompensava e com a possibilidade de voltar ao lugar onde pertencia. Mas, dias depois, a vontade morria com o eco das palavras gritadas no recreio "perna de pau! perna de pau!"
Nunca me importei com a minha diferença. Nascer e crescer com uma deficiência física nunca me perturbou. A minha realidade, desde sempre, era aquela, o meu conceito de "normalidade" era aquele, estava bem, tranquila, em paz com quem era, como era e como me sentia acerca disso. Aparentemente, só o Rui Monteiro se importava com a minha diferença, gritando alto aquele "perna de pau" todos os intervalos, todos os dias, todos os anos lectivos. Eu fingia não me importar, nunca verbalizei o quanto acreditava que aquela maldade intencional é que me fazia diferente, aquelas palavras a ecoarem no intervalo, a entrarem nos ouvidos dos outros meninos em jeito de um: "reparem, reparem, ela tem botas ortopédicas e anda de forma diferente!". 
Não era eu que me sentia diferente, era o Rui Monteiro que fazia questão que eu me sentisse. Não eram as minhas pernas encarceradas naquelas botas, magoadas pelos vincos dos aparelhos de ferro que me lembravam da minha diferença, era a voz cantada em jeito trocista daquele rapazinho, franzino e inseguro, que me usava como bode expiatório para desviar as atenções da sua gaguez, da sua dislexia, das suas dificuldades de aprendizagem, da sua própria diferença. 
Passei os quatro primeiros anos de escola sem tocar num gelado "perna de pau". 
Eu não tinha qualquer problema com a minha diferença, eu acreditava no poder da diversidade, eu era bem sucedida nas aulas, uma das melhores alunas da professora Emília, tinha a Joana e a Sofia para brincar nos recreios e o Bruno a dar sovas a todos os que não me queriam incluir a jogar "ao mata", Rui Monteiro incluído. Mas, ainda assim, havia dias em que me apetecia ficar em casa, aninhada no colo do meu avô, a comer o pão com manteiga aquecida nos bicos do fogão da minha avó. 
O problema nunca foi meu: era dele, do Rui Monteiro. Um dia percebi isso. Era Verão e estávamos nas férias grandes e na colónia de férias a Guida pediu-me que segurasse no seu gelado enquanto apertava os ténis. O Perna de Pau derretia e ela gritou-me que o impedisse: provei o gelado! Oh céus, o que andava a perder nos últimos 4 anos, eu, que era uma boa menina, que merecia coisas boas, era eu que perdia a alegria de ir para a escola, a deleite de comer perna de paus, a felicidade de crescer sem fantasmas. Era eu, que não tinha qualquer problema com a minha diferença, que estava a perder. 
O Rui Monteiro lá continuava, cheio de problemas acerca das minhas pernas, a verbalizar isso com ofensas, a correr feliz no recreio, a jogar futebol, a assobiar no caminho para a escola, a comer perna de paus. Não era justo. Nesse dia, percebi isso. 
Desejei regressar à escola rápido, mostrar que não fazia mal, que as minhas pernas não eram bonitas mas que andavam e me levavam para tantos sítios, que as minhas botas eram bastante mais feias que os sapatos de verniz da Cátia mas que, ainda assim, me permitiam dançar, que se a minha diferença não me afectava, não me condicionava, não era mais forte que eu, logo, nenhuma voz maldosa o poderia ser. 
O Rui Monteiro avistou-me, naquele primeiro dia de aulas da quarta classe, "Perna de Pau! Perna de Pau!" Sorri, vitoriosa, olhando-o bem fundo nos olhos! Já não me sentia envergonhada, já não temia ouvir em voz alta o mimo, já não lhe dava qualquer poder sobre mim. Tinha 9 anos e foi, esse dia comum de escola, um dos mais importantes da minha vida.
Eu tinha provado o gelado. E nunca mais abriria mão de me deliciar em dias quentes de Verão com aquele sabor de nata e morango com aquela pequena folha de chocolate por cima só para desenjoar. Eu sabia quem era, assumia a minha diferença e escolhia viver bem com ela. Quando me chamou de perna de pau, nesse dia, senti-o como um elogio, de frescura e sabor: era a minha mente que mandava em mim,  no que sentia, não a voz maldosa do Rui Monteiro. 
Hoje, 25 anos depois, coordeno um projecto de combate ao bullying em crianças com deficiência e hoje, dia internacional da pessoa com deficiência, coordenei uma actividade com 100 crianças da mesma idade que eu e o Rui Monteiro tinhamos naquela altura, falei sobre diferenças mas, acima de tudo, sobre semelhanças, celebrei a diversidade e preconizei aquilo em que mais acredito: todos diferentes e não todos iguais: todos diferentes e ainda bem! Porque ser diferente é ser único e isso é o que torna, cada um de nós, especial. 
Assumir quem somos sem medo de ser único e diferente e fazer disso uma bandeira, a bandeira da diversidade. A minha desenho-a de cor branca, encarnada e um bocadinho de castanho. Da cor dos pernas de paus que deixei por comer naqueles quase quatro anos da minha infância, da cor do perna de pau que a Guida me passou para a mão para eu lhe segurar enquanto apertava os atacadores, da cor das meias que calçava debaixo das botas, nos vincos que os aparelhos me causavam e do couro das botas ortopédicas que me ajudaram a que hoje corra o Mundo pelos meus próprios pés. A que viva, segura, condicionando a MINHA acção e a MINHA vida pela MINHA realidade, não pela opinião dos outros.
Obrigada, Rui Monteiro: não imaginas o quanto fizeste por mim!

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # Artur (7)




Conheci-o no dia da festa pública do primeiro aniversário da Ana: a ele e a toda a família- e não são poucos- loucos o suficiente para se enfiarem os seis num dia de calor extremo e virem dar-me um beijo a Lisboa directamente vindos de Tavira.

Nunca mais me esqueci.

A mãe- a Fátima- é uma mulher ímpar: mãe de (agora) cinco filhos, educa-os com o mesmo rigor, exigência, cuidado, disciplina e amor desde o mais velho- este Artur- ao mais pequeno Valentim, com um ano acabado de completar. E é um exemplo de educadora, o que se reflecte em todos eles mas hoje o post é para o Artur, o meu "sobrinho" chef, afoito e corajoso, destemido e criativo, bravo e rigoroso.

O Artur começou a interessar-se por cozinha no secundário, tendo concluído o Curso de Gestão e Produção de Pastelaria na Escola de Hotelaria e Turismo de Faro, ao qual se seguiu um primeiro estágio curricular em grande, no The Oitavos na Quinta da Marinha como parte da equipa do então Chef  Pasteleiro Joaquim Sousa (o Chef que criou aquela sobremesa da flor negra que abria no prato e correu todos os facebooks, instagrams e masterchefs deste Mundo). 

Em 2014 acabou  o Curso e entrou no Belcanto do José Avillez onde estagiou  durante 3 meses, seguindo-se de um estágio no El Celler de Can Roca em Girona, que tem 3 estrelas Michelin e era naquele ano o “Melhor Restaurante do Mundo” pela 50 Best Restaurant. 

Foi aqui que começou a entrar mais na parte "salgada" da cozinha e trabalhou em quase todas as secções do restaurante incluindo o Laboratório. Regressou a Portugal e em 2015 foi pela primeira vez até Copenhaga para experimentar uma semana intensiva no Relae, e onde, mesmo em tão curto espaço de tempo,  despertou para a importância da origem do produto, a sua caminhada até chegar ao restaurante, à sustentabilidade e ao “foraging” (consiste em recolher plantas, ervas, frutas, cogumelos selvagens).



Claro que nem tudo são rosas, ou não fosse isto a vida, e foi também neste ano que teve uma experiência péssima que quase o fez desistir desta área e onde o chefe queria servir lavagante com 3 dias de cozido e onde não havia qualquer sentido de hospitalidade, respeito pelos ingredientes e sobretudo, respeito pelos clientes. Este episódio afectou bastante o Artur, um tipo franzino e sério, sem tempo a perder e em 2016 pensou como alternativa o ensino, tendo começado a dar aulas na Escola de Hotelaria e Turismo de Faro. No entanto, Artur é "hands on", não é galinha de capoeira, é de campo e das bravas e logo, logo, começou a trabalhar no Restaurante Vistas no Monte Rei Golf & Country Club, tendo na sequência desta colaboração sido seleccionado para a final ibérica do San Pellegrino Young Chef of the Year 2018, que reuniu os 10 melhores jovens cozinheiros de Portugal e Espanha (com a participação de apenas dois portugueses). 

Rumou novamente à capital, o Artur intrépido, tendo ajudado a abrir a Confraria do Polvo, que aqui recomendei e cuja colaboração ter-se-ia mantido se não tivesse sido chamado pelo Noma, o melhor restaurante do Mundo, onde se encontra a estagiar há quatro meses. 

Durante os 2 primeiros meses esteve na produção e em algumas das estações a ajudar no serviço e preparações para serviço, que a vida de cozinheiro não é só glamour.  No entanto, o Artur brilha por onde passa, e no final do segundo mês foi convidado por um dos Sub-Chefs a fazer parte do Laboratório de Fermentação, Investigação e Desenvolvimento e ainda por lá anda, feliz e contente. Neste momento está a desenvolver produtos novos para o Menu de Peixe e Marisco que será servido a partir de 9 de Janeiro de 2019.
Se por um lado assisti orgulhosa e embevecida, como uma tia a sério, ao pulsar do Artur pelas cozinhas deste Mundo, por outro, não vejo a hora dele voltar a Portugal e marcar um jantarinho parolo e saloio à tuga e cozinhar só para mim!

Artur. Nome de Rei. Anotem que ainda vão ouvir falar muito dele.

Julio Isidro é o maior!

Ontem à noite no canal "My cuisine" foi regalar-me a vê-lo a oferecer a uma apresentadora de televisão francesa uma "sandes de coirato"!


Haja hospitalidade!

O segundo dia de missa da Ana# terceiro acto*

Na hora da saudação de paz na missa, as pessoas começam-se a saudar e a cumprimentar e ouço a Ana para os colegas da catequese que se sentaram ao lado:

"A minha mãe diz que não sou obrigada a dar beijinhos!"


[*Ia escrever um post sobre o assunto do dia mas a Ana explica tudo melhor que eu.]

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

O segundo dia de missa da Ana# segundo acto

Meto uma moeda no porta-moedas da Ana para ela a poder dar na altura do ofertório.

Aproxima-se o rapazinho com o saco, vejo a Ana abrir o porta-moedas, olha com surpresa para a moeda de um euro, deposita-a pouco convicta no saco,olha para o rapazinho e pergunta:

"Podes dar-me o troco?"

...

...

...

O segundo dia de missa da Ana# primeiro acto



O senhor padre começa a falar para os meninos da catequese em tom pedagógico A dada altura pergunta: - "Quem é o vosso melhor amigo?"


Todos os meninos em coro: "Jesuuuuuuuus. "


Ana numa vozinha esganiçada: "A Biiiiiiiaaaaa!"

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Sexta-feira da terceira semana # 4 e último acto

Ambiente tenso dentro do carro a caminho da escola.

Mámen "tenta desanuviar" e começa a cantarolar:

"É sexta-feira
Yeahhh
Menti à minha mãe a semana inteira
Yeahhhh
Bola amarela não é bom
bom, bom, bom 
Não, não, não, não"




Estou entregue aos bichos.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...