domingo, 31 de julho de 2011

Wikipost ou a verdadeira novela blogosférica (e vejam se aprendem de uma vez por todas o que é, realmente, um post longo)

 As pessoas que lêem o meu blog devem tirar algumas ilações sobre o meu comportamento e conduta relativamente a alguns factos, entre os quais a minha repulsa por fofocas, caganças de postas de pescada sobre a vida dos outros e guerrilhas de egos blogosféricos.


O meu primeiro blog era colectivo. A minha melhor amiga tinha ido trabalhar para  fora do país e eu, ela e outras amigas tínhamos um blog onde comunicávamos umas com as outras e debatíamos temas sob diferentes pontos de vista. Corria o ano de 2005.
Nesse mesmo ano, criei o meu primeiro blog individual mais intimista e onde falava (demasiado e de forma meio ingénua) da minha vida. Foi nesse espaço que comecei a conhecer gente que também tinha blogs. No ano seguinte casei-me e deixei o blog para trás a pedido (legitimo) do marido, que não queria ver a sua vida exposta. Não havia qualquer duvida quanto ao que tinha de fazer: fechei o "Próxima Estação".
Entretanto, criei um blog despretensioso e onde exercitava a minha escrita (é googlar "A geometria das Palavras"). Nunca quis ter um blog que se transformasse num programa de rádio, nunca quis ser modelo e mostrar os meus outfits nem muito menos ser uma líder de opinião ou ditadora de tendências fashionistas e desatar a postar sapatos e vernizes de cores malucas.

A verdade é que sempre fui criando blogs porque gosto de escrever. Ponto.~

Para mim ter um blog nunca significou ter uma montra de exposição. Ter um blog é ter à disposição um meio aberto onde a minha escrita me permite comunicar e interagir com outras pessoas e, em boa verdade, foram as pessoas a razão primordial de o "Quadripolaridades" me ter dado tanto, mas tanto, gozo.

Em 2008, num ano horribilís da minha vida, uma pessoa que lia esse blog de escrita enviou-me um e-mail na perspectiva de me transmitir força, escrevendo palavras de conforto, que tão bem me souberam. E, sim, ter um blog mexe com o nosso ego e soube bem sentir que uma estranha tinha criado empatia com o que eu escrevia e que me achava interessante o suficiente para querer ser minha amiga. Só pela escrita. E assim aconteceu.
Nessa fase da minha vida, em que tinha muito pouco a perder, conheci imensa gente, incluindo da blogosfera. Conheci raparigas e rapazes. Tive casos e one night stands. Curti milhões e não me arrependo nem um minuto dessa fase, que eu cá continuo a achar que cada um faz o melhor que sabe com os recursos que tem. E eu, na altura, tinha poucos, muito poucos, recursos emocionais. Mas diverti-me à brava. 

Essa nova amiga atravessava uma fase caótica da sua vida. Eu? Eu tinha acabado de me separar, o meu avô tinha morrido, a empresa onde trabalhava tinha acabado de decretar insolvência devendo-me salários, a nova empresa era meio esquizóide e a relação que tinha ditado o fim do meu casamento tinha estoirado. Cenário perfeito de disfuncionalidade partilhado entre mim e ela. Foi, precisamente, nesse cenário que surgiu o "Quadripolaridades 1", porque havia que deitar para fora e, através da escrita, as bacoradas todas que nos apetecia dizer, sem grandes censuras nem filtros.
Pólo Norte (eu) e Pólo Sul (ela) em grande estilo a espalhar magia pela blogosfera fora e foi um "boom": as pessoas achavam-nos, realmente, graça.
A relação com a amiga começou a azedar na medida em que a senhora, não exercendo qualquer prática profissional, requeria demasiada atenção e uma disponibilidade total que eu não conseguia alimentar (nem com gajos eu gosto de dependências quanto mais com mulheres, foda-se!). Ligava-me várias vezes ao dia e enviava-me imensas sms, na maioria das vezes para falar das suas crises emocionais até à exaustão.
Ora, eu tinha uma vida profissional preenchida e uma vida pessoal em reestruturação e aquela amizade era coisa para cansar. Comecei a saturar-me daquela necessidade de atenção toda e de assistir a comportamentos obsessivos que a senhora tinha relativamente a uma série de pessoas que se tinham afastado de si. Como nas costas dos outros vemos as nossas, comecei a ficar de sobreaviso.
O corte deu-se quando a amiga reencaminhou o histórico do chat do blog conjunto, com conversas minhas com um blogger, para a namorada deste. Conversas descontextualizadas, que poderiam ser interpretadas de forma errónea e causar dano. Nesse mesmo dia acabei com o "Quadripolaridades 1" e decidi que bastava de aturar comportamentos desequilibrados. Afastei-me.


Mais de um ano depois apeteceu-me voltar a ter um blog e continuar a personagem Pólo Norte, que tanto gozo me tinha dado criar. Inaugurei o "Quadripolaridades 2". As pessoas continuavam a gostar do que eu escrevia e o blog atingiu um patamar de leituras diárias que eu nunca imaginei.
Sempre acreditei que o segredo era o facto de eu dizer o que pensava sem pudores nem tabus e de forma despreconceituosa. Continuo a acreditar nisso.


No ano passado, depois de um ano de ausência de notícias, recebo um mail dessa ex-amiga. Dizia ela que uma das pessoas que se tinha afastado dela era leitora do meu blog e que tinha comentado o "Quadripolaridades". Queria alertar-me para esse facto e pedir-me solidariedade, para que eu não respondesse nem interagisse, não lhe dando tempo de antena no Quadripolaridades. Aproveitava, ainda, para me pedir o meu número de telefone actualizado e para se vitimizar um bocadinho ("porque é que me viraste as costas numa altura em que precisava de ti e tal?"). Como à primeira todos caem mas à segunda só cai quem quer, não dei qualquer espaço para uma reaproximação.

 Desde então, as manobras de diversão foram muitas. A senhora criou blogs a troçar de personagem blogosféricas preferenciais. Aproximou-se de pessoas das minhas relações blogosféricas. Comentou, muito e anonimamente. E, por fim, na falta de reacções por parte das pessoas a quem pretendia maçar criou o "hate blog" que afinal não é um "hate blog", mas sim um blog que ofende (algumas) pessoas sob a capa do "blog de sarcasmo".

Ora, se há coisa que eu tenho é sentido de humor. Vão por mim. Ao vivo ainda é melhor.
Durante muito tempo ignorei a existência do Pipi. Conheci-o através de um comentário deixado no Quadripolaridades. Rapidamente percebi que as motivações da mentora do Pipi tinham que ver com o ataque a alvos preferenciais, entre os quais eu, a mulher certa (que também tinha sido em tempos amiga da senhora e se tinha, igualmente, afastado) e outros que tal. Não foi difícil chegar a conclusões.


O Pipi continuou e eu nunca me referi a ele no Quadripolaridades. Acreditei, sempre, que o desprezo é a melhor arma. Não lia, efectivamente, o blog porque não legitimava a pessoa que estava por detrás do mesmo. E porque, de facto, os posts que diziam respeito à Pólo Norte não eram sequer muito originais: nunca era promovida de puta e narcisista. (bocejo)

Um dia, em pleno horário de expediente, recebi uma mensagem de uma amiga a alertar-me para o facto de ter sido criado um blog a imitar o da Pipi em que a minha fotografia (não a da Pólo Norte mas, sim, a da autora do blog) havia sido publicada (oh, bolas, e ainda por cima não escolheram uma fotografia em que eu estivesse particularmente favorecida, bah!).
Com o desagrado esperado numa pessoa que vê o seu retrato publicado, tentei perceber junto das outras visadas a possível origem do mesmo. Nessa altura, o nome da Pink Candy veio à  baila, uma vez que a Pipi teria sido insistentemente incorrecta com esta blogger e a senhora poderia, hipoteticamente, ter decidido vingar-se.
Pois bem, isto é tudo muito bonito mas por que raio a Pink Candy me teria metido ao barulho, caramba? Antes de culpar quem quer que fosse dirigi-me à Pink Candy por e-mail e perguntei-lhe de forma franca e directa (como é, aliás, meu apanágio) se era ela a autora do blog falso. Coloquei, de imediato, a hipótese de parte, a partir.do momento em que a mesma me negou o facto.
A Pink Candy pode ser impulsiva, pode ser reactiva, mas nunca me pareceu gratuitamente maldosa. Até hoje não é claro para mim de quem terá partido aquela ideia peregrina de publicar fotografias de bloggers que nem sequer têm vernizes giros, como se isso interessasse a alguém.
A única coisa que sei é que o denominador comum nesta história toda era, mais uma vez, a ex-amiga que destilava toda a sua frustração no blog Pipi. Era a razão de aquele blog falso ter surgido e, no fundo, tinha-se posto a jeito. A questão a lamentar era, efectivamente, que eu e duas amigas bloggers tivéssemos sido colocadas no mesmo rol e levado por tabela.
Horas depois o blog desapareceu, após eu ter assumido que faria queixa às autoridades competentes, pois não se tratava de difamarem uma personagem blogosférica mas sim de difamarem a autora deste blog, com nome próprio e personalidade jurídica. 


Mais uma vez, nunca falei nisto no meu blog porque não queria dar espaço de antena a "futriquices" e muito menos à Pipi. Porque tenho horror a escandaleiras, filmes de esgoto e guerrinhas de gente mal formada. A fotografia saiu de cena e as palavras pouco elogiosas também, portanto "so far so good".


Sei quem são (ou eram à data) os autores do Pipi. Sei que a ideia partiu da senhora de quem fui amiga um dia. Acredito que, à excepção do rapaz do grupo que comentou um par de vezes no meu blog com palavras ordinárias, as outras duas raparigas quisessem mesmo ter um blog de sarcasmo sem má fé.
Nunca consegui achar graça, de forma isenta, ao blog porque conheço as reais motivações por detrás dele e não as consigo dissociar de uma pessoa perturbada e com a inteligência emocional de uma galinha.


Após um comentário da "I" no meu blog ( que não conheço, cujo blog não costumava ler e nem sequer comentava no meu blog usualmente) e depois da polémica em que a mesma assumiu a sua participação no blog (grandes tomates, rapariga!), a minha mãe recebeu no seu Facebook uma mensagem com o link do Quadripolaridades. Vá-se lá saber de quem... (ironia)
Comigo fora de Lisboa e depois de ler por alto os últimos posts (sobre pilas e sobre o seu próprio processo menopáusico), a senhora minha progenitora não ficou muito contente (sim, saio ao meu pai no bom humor, nada a fazer). Pediu-me que retirasse aqueles posts da Internet. E mais uma vez, como há anos com o meu marido, não havia qualquer dúvida sobre o que tenho que fazer.
Não que acredite que o que escrevo seja ofensivo, porque não é. No entanto, a minha prioridade foi impedir que a minha mãe lesse o histórico do Quadripolaridades" e fizesse do blog leitura de cabeceira, razão pela qual o fechei de forma abrupta e sem dar justificações. Ainda que escrevesse sobre ping-pong e a minha mãe me pedisse para não o fazer, assim o faria na hora e sem pensar duas vezes. Nunca me chatearia com as pessoas que gosto por causa de um blog. Ainda que esse  blog seja o Quadripolaridades.
Assim, enviei uma mensagem às pessoas com quem tinha trocado e-mails a agradecer dois anos de gargalhadas e interacção. Porque valeu a pena – ainda assim  valeu a pena.
Sei que as pessoas mais atentas conhecem a minha conduta. Sempre fui frontal e directa e nunca precisei de me esconder por detrás de um blog colectivo para dizer o que penso. Acredito, aliás, que em grupo todos somos uns heróis mas depois, vai-se a ver, e individualmente somos poucochinhos. O blog Pipi continua mas o blog individual da ex-amiga está privatizado, e isso é capaz de explicar, mais do que estas palavras, o carácter da senhora.


Nunca ataquei ninguém gratuitamente na blogosfera. Já mandei recados, sim. Já respondi a provocações. Já trocei, utilizando metáforas. Mas nunca fui mal-educada nem ataquei de forma desigual. Nunca comentei anonimamente ninguém porque sou digna e não tenho medos de assumir as minhas posições. Sou frontal o suficiente para enviar mails a bloggers em privado se tenho algo a acrescentar face ao que quer que seja. Na maior parte das vezes, leio e não comento, porque defendo que cada um tem o direito de escrever o que pensa desde que não se ataque a liberdade individual dos outros. E, quando não gosto, não volto aos blogs porque a "selecção natural dos blogs é uma cena que me assiste".
Nunca me armei em puritana ou pudica nem nunca dei lições de moral a ninguém. Não temo falar da minha vida mas defendo que não devo contas a ninguém. Não sou uma figura pública nem uma blogstar (existe este conceito?). Sou uma rapariga que escreve palhaçadas num blog e nunca deixei de pensar assim. E se hoje entendo que devo esclarecer esta história toda é porque gosto pouco de especulações e abomino injustiças, ainda mais quando sou eu a lesada.


Acrescento, portanto, que nunca fiz parte do blog Pipi. Que me causa repulsa que alguém (guess who?) tenha andado a espalhar freneticamente nas caixas de comentários, e em anónimo, que eu fechei o meu blog porque sou uma das autoras do mesmo (talvez para dispersar as atenções, não?). Que sinto pena dos papéis a que algumas pessoas se sujeitam. Que é tudo uma questão de dignidade, falta de amor-próprio e auto-estima. Ah, e de mais que fazer.
Nunca pensei lavar esta roupa suja em hasta pública. Não me apetecia referir-me à senhora, tão-pouco. Não o fiz durante três anos. O contrário já não se verifica. Fui resiliente e educada até hoje. Enough is enough.


Posto isto, e porque o título do post prometia (e eu não quero que ninguém se sinta defraudado), confesso-vos que nunca comi o Capitão Microondas porque estou numa fase monogâmica (já lá vai o tempo em que não praticava essa filosofia.) Mas com pena, que há quem diga que o tipo é giro que se farta.  Ah, e as minhas maminhas são mesmo naturais, nada de silicone.


 (E agora vou ali lavar as mãos com sabão azul e branco porque escrevi vezes de mais a palavra "Pipi". E toda a gente sabe que eu prefiro escrever é sobre  pilinhas...)



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Quem escreve assim não é maneta

Noruega

Há maneiras de dar as notícias que são mais perigosas que as notícias em si.

Tem cuidado com o que desejas. Pode realizar-se.

Gosto deles duros, dão mais gozo quando os mordisco, aprecio a textura, aquela pele macia, que sabe bem quando os passamos pelos lábios, gosto deles rosados, gosto deles sumarentos, o sumo a escorrer-me pelos dedos enquanto os trinco, deliciada.

Adoro pêssegos.

PROGRAMA QUADRIPOLAR | Conhecer a ilha de Santa Maria numa volta de táxi

Viver os Açores é uma coisa diferente de visitar os Açores. 
De visita a Santa Maria decido entrar num táxi e pedir uma volta à Ilha. Não há taxímetros, pelo que, é importante combinar o valor da volta antes de se entrar no carro. O senhor Caetano tem um um ar rude e fala pouco (estou habituada aos taxistas de Lisboa). 
Leva-me ao Pico Alto e pede-me que o siga na subida de umas escadinhas até ao ponto mais alto da Ilha. Sinto um medo Continental e tento pensar numa data de "turn off" para o caso do homem ser o Violador de Vila do Porto e, quando chegamos lá acima, deslumbro-me com a vista. No caminho, consigo quebrar o gelo e perguntar-lhe onde posso jantar sopas do Espírito Santo. Diz-me que nessa noite não há restaurante nenhum que as sirva e cala-se. 
Mais à frente, depois de me mostrar as aldeia de Santa Bárbara com as suas chaminés algarvias, numa paisagem que parece um presépio falésia abaixo, pergunta-me se  podemos parar em sua casa (fico, novamente, cheia de miáufa). 
Fazemos um desvio para eu poder ver com os meus próprios olhos uma praia de areia branca nos Açores e o Sr. Caetano trata-me por "senhóra". Penso que se for um assassino, ao menos, é um assassino educado. 
Paramos à porta de casa do senhor. Não há rede Optimus na ilha e nem sequer consigo enviar uma sms com a matrícula do táxi. Estou prestes a ser morta, Senhor Santo Cristo!
Cinco minutos depois, sai o taxista com um saquinho na mão. Deixa-me no centro da vila para jantar e no fim, quando lhe pago a conta, oferece-me o saco que tinha ido buscar a casa.
 "Sementes de endro, senhóra."- explica-me. "Para poder confeccionar as suas próprias sopas do Espírito Santo e para guardar umas perto do seu coração, que diz que protegem do mau olhado e das apoquentações".
- "Pareci-lhe muito stressada, Sr. Caetano?".
- "Pareceu, senhóra. Tem que descontrair. Não vale a pena vivermos numa correria e apoquentados: o mar é já ali!".
E veio-me à memória uma música batida do outro Caetano- Oração do Tempo- que serviria de banda sonora a esta lição que os (cada vez mais) meus Açores me proporcionaram. 
Bem-haja, Caetano. 

terça-feira, 26 de julho de 2011

"Tarenónes"

Homem que é homem não me pede que o aconselhe a escolher entre o perfume Dolce & Gabbana e Lanvin, não se queixa de dores nas costas para se desculpar de não me pegar ao colo, não se queixa dos colegas de trabalho, aliás, não se queixa de nada, não depila as pernas, bebe cerveja pela garrafa e limpa a espuma dos lábios com as costas da mão, não usa t-shirts de alças só para se ver bem o músculo, não usa brincos nas orelhas, sabe mudar pneus e percebe qual é a avaria só pelo barulho do motor, não é maníaco dos vegetais, sabe quando é altura de uma rapidinha e quando não, prefere Eça a Kafka, prefere cães grandes a hamsters, ri-se sem medo, beija de olhos fechados.

Não percebi bem...

O Guedes é o do skate ou é o que vai a conduzir a Ford Transit? (sim, aquele barulho do motor não engana, aquilo é Ford Transit)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Rapazes, chegai aqui à minha beira que a Ursa quer explicar-vos meia dúzia de conceitos que poderão mudar a vossa vidinha para sempre - (Três)

O poder, meus meninos, todo o vosso poder, está na ponta dos vossos dedinhos. Não precisam de se preocupar com mais nada, em sabendo usar convenientemente esses dedinhos que o Senhor vos deu, o poder estará convosco.

Lembrem-se disto, pela vossa rica saúde.

Taxonomia de fotogenia de pilas

Tendo em conta o post anterior tenho a declarar que dever-se-ia organizar as pilas pela sua fotogenia.
Já nem me lembrava duma pila circuncidada (só tive uma e fechava os olhos para não ter que a ver) mas garanto que falta-lhes ali qualquer coisa, são esquisitas, pronto. 
Tenho, também, a acrescentar que pilas cheias de veias não são bonitas de se fotografar, pleaaase! Fazem lembrar os braços dos endrogados.
Agradecida.

Pilas ainda vá que não vá...

Queria esclarecer a pessoa que anda no chat do Bla (ó Deus, nem sabia o que isto era)  a dizer que me chamo Sara e sou de Samora Correia bem como a fornecer o e-mail deste blog para recepção de fotografias com pilas  (até porque como se sabe eu adoooro pilas, se fossem pipis é que me constrangia) que não me chateia nada que tenha tido conversas eróticas/pornográficas em meu nome ("miga, o livro que você anda a ler, fui eu que o escrevi"), mas POR AMOR DA SANTA peço-lhe, encarecidamente, que não volte a dizer que eu sou da Margem Sul.
Agradecida.

O que eu gosto de DJ's, senhores...

Obrigado à Joana, dessa magnífica cidade que é o Funchal.

domingo, 24 de julho de 2011

Rapazes, chegai aqui à minha beira que a Ursa quer explicar-vos meia dúzia de conceitos que poderão mudar a vossa vidinha para sempre (Dois)

Conduz-me com os olhos. Podes tocar-me ao de leve, a tua mão em zona neutra, acima da linha de cintura, um toque suave para me indicares onde me queres. Mas, se puderes, conduz-me só com os olhos, não descures o poder dos teus olhos. Usa o ter olhar distante, eu entenderei que precisas de espaço, ouvirás sozinho a tua música, talvez ouças jazz enquanto lês autores que me são estranhos, eu farei que conta que não estou ali, nem darás por mim, a sério que não. Usa o teu olhar mais luminoso, eu perceberei que é hora de irmos até ao fim do mundo e mais além, empurraremos portas abertas, seremos imparáveis.

Conduz-me com os olhos, talvez nunca te tenham dito, mas há alturas em que as mulheres gostam de ser conduzidas.

sábado, 23 de julho de 2011

Rapazes, chegai aqui à minha beira que a Ursa quer explicar-vos meia dúzia de conceitos que poderão mudar a vossa vidinha para sempre

Passo Um - O poder da palavra

Não menosprezar o poder que as palavras têm na líbido de uma mulher. A troca das palavras certas, ainda que seja por sms, tem um poder detonador várias vezes superior à visão de um cavalheiro desnudado dotado de membro de calibre tanzaniano ou superior. As palavras certas ditas no momento certo são o garante da vossa felicidade imediata, uma espécie de rifa em que vos sairá sempre o prémio maior. Um dito que aproveite na sua plenitude o non-sense de uma situação tensa, por exemplo, quando a vossa mãe nos chama a atenção para a maneira de pegar nos talheres, significa a imediata admiração eterna da mulher mais bonita da mesa, acompanhada do brinde imediato que é o nosso pé descalço a subir lentamente pela vossa perna direita acima.

Rapaz que escreva bem, sem erros, que domine as palavras, que faça com que nós foquemos os sentidos onde ele quer que fiquem focados nem precisa de mais nada, a barriga redonda fica aos nossos olhos um abdómen musculado, as mãos com unhas roídas transformam-se em mãos de pianista.

Para final, fiquem-se com esta: somos capazes de nos dar por inteiro, sem vos ver. Assim digam as palavras certas.

Gato que és

Foste das melhores coisas com que os 30 me brindaram. Chegaste como um gato bravo, num misto de pêlo eriçado e olhos meigos, tímido e esquivo, curioso e cheio de receios, selvagem mas passivo de ser domesticado, numa tarde de Inverno boreal.  
Depois foi fácil: bastou-te confiar nos sentidos, na tal espécie de intuição de que falamos ocasionalmente, para chegares cada vez mais perto, até que eu te conseguisse tocar com as palavras, com os olhos nos olhos e os sorrisos, finalmente, alinhados.  
Hoje não importa como chegaste. Importa, apenas, a forma como te aninhaste na minha vida e aqui te mantens, quente e ronronante, curioso e trocista, selvagem e domesticado, dando-me a sensação que todos os gatos me dão, a de que me domesticaste tu, afinal. 
Isto tudo para te dizer que a tua existência e a tua permanência me importam e que, no dia de hoje, te desejo um Feliz Ano Novo, porque, de facto, o mereces. 
Miau. 

Coisa mai'linda...

Com os costumados agradecimentos à Marta.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Voa, Maria, voa

A esta hora a Maria voa rumo a Timor, se bem conheço a rota Frankfurt-Singapura estará neste preciso momento a sobrevoar a Bulgária, algures a noroeste de Plovdiv. Talvez tenha conseguido levar um livro, gosto de acreditar que levou qualquer coisa do Garfield, associar a Maria a livros e a gatos é o cliché perfeito e é sabido o que eu gosto de clichés.

Apetece-me que a Maria tenha boa sorte, apetece mesmo, é daquelas coisas que não se sabe bem explicar, apetece-me e pronto. Além de tudo, sei que a sorte costuma aparecer aos que trabalham na dureza, por isso não me parece que aconteça outra coisa que não seja a Maria ter toda a sorte que lhe é devida.

E cá aguardamos as notícias, que chegarão quando tiverem que chegar, que isto por aquelas bandas nunca se sabe. E havemos de nos sentar no sofá da Maria, daqui por uns meses, a ouvi-la contar as histórias que lhe ficarão para a vida, o gato muito sossegado a olhar embevecido para a Maria e a pensar "Foda-se, gosto mesmo desta minha dona!".

Qualquer animal percebe isto. Ou não?



quinta-feira, 21 de julho de 2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A nova saga polar

Ontem, tal qual Nicolau Breyner numa série que passava na TV há uns tempos, o novo Administrador de Condomínio foi nomeado.
O meu vizinho do lado foi eleito por "quase unanimidade" (cit).
Promete que " agora é que este prédio vai entrar nos eixos" (cit.) e eu agradeço- em surdina- que a construção da minha casa nova fique concluída antes do tempo previsto.
Vai haver muitas citações. 
Temos nova rubrica, portanto.

Deixem a banda passar...


Uma grande beijufa para a menina da gaita de beiços, Marianinha! ;)

Eu (também) não papo grupos


"Não há cá grupos



terça-feira, 19 de julho de 2011

A Pólo Norte é que sabe # 20

O amor é cego. - Provérbio popular

A paixão é autista. - Provérbio polar

PROGRAMA QUADRIPOLAR | MADRID

  • Reservar a viagem com antecedência mínima de duas semanas se se estiver em contenção de despesas. A Easyjet pratica preços simpáticos e voa de Lisboa e a Ryanair também consegue ser baratinha e tem partidas de Faro/Porto. A TAP nunca desilude, já se sabe, embora os preços sejam menos simpáticos.
  • Se se viajar em low-cost, atenção se não se quer pagar taxas-extra de bagagem, que é o que acontece se se despachar malas de porão: a Easyjet tem umas formas perto da porta de embarque onde a bagagem de mão deve encaixar, sendo que se pode apenas levar apenas uma peça de bagagem de mão para a cabine. As dimensões máximas são 56 x 45 x 25 cm. As carteiras de mão, as pastas, os computadores portáteis e as respectivas malas são todas contabilizadas como uma peça, portanto, se, por exemplo, tiver uma carteira de mão e uma mala de portátil, poderá considerar colocar uma dentro da outra. No caso da Ryanair, a estas exigências ainda acresce a obrigatoriedade do peso máximo da bagagem ser de 10 Kg.
  • No Aeroporto de Barajas o metro apanha-se no Terminal 2. Comprem um bilhete de 10 viagens porque vao utilizá-las todas de certeza (o custo é de, aproximadamente, 10 €). Se não gastarem as viagens todas, a máquina devolve o dinheiro. Não se esqueçam de sacar um mapa do metro.
  • Se querem visitar museus e, mais uma vez apertando o cinto, aqui ficam as sugestões (na lógica do fim-de-semana, aconselho dois museus num dia, preferencialmente o Prado e o Reina Sofia):
Prado
Bom para quem gosta de pintura do "intigamente" e para se fazer chalaças do género "Nunca fiz uma cirurgia mas já fui ó Prado".
Anda-se imenso e vêem-se 500 pinturas de Jesus Cristo, ora deitado ora estendido. O ideal, quanto a mim, é agarrar-se no mapinha e ir-se directamente espreitar as "master-pieces" do Museu.
A loja do Museu não é nada de especial (ao contrário da loja do Reina Sofia) mas os guapos que servem na cafetaria são bem giros.
Não se pode tirar mesmo fotografias (nem sem flash).
Entrada grátis:
Segunda a sábado das 18h00 às 20.00
Domingo das 17.00 às 20.00

Reina Sofia
Bom para quem gosta de arte moderna e novas interpretações artísticas.
Cuidado se levarem saias curtas que os elevadores panorâmicos podem ser mesmo panorâmicos.
Pode-se tirar fotografias sem flash, excepto ao Guernica, vá-se lá saber porquê, afinal a arte tem hierarquias.
Há duas espanholas raivosas a guardarem o Guernica que rosnam se vêem uma máquina fotográfica apontada. A questão é que toda a gente se faz de parva e dispara na mesma, naquela de "jo soy muy radical e tirei un retratito ao Guernica".
Fixe, fixe, é detectarem um guia português e colarem-se ao grupo. Ainda que seja um grupo do Inatel (don't ask).
Os jardins interiores do Museu são simpáticos e têm uma cafetaria com uns queques bons  para se nos apetecer descansar um bocadinho.
A loja do Museu é fabulosa e têm imensos souvenirs à escolha mas, o best of, ainda vem a ser a livraria, localizada junto a uma das saídas do Museu. Enjoy.
Entrada grátis:
Sábado das 14.30 às 21.00
Domingo das 10h00 às 14h00

Palácio da Sofia e do João Carlos
Não vi. Se o Filipe ainda fosse solteiro ainda me tinha atrevido, assim co´m'ássim deixei-me ficar sugadita.
Entrada grátis:
Quartas e quintas para cidadãos da EU das 17.00 às 20.00

Museu Thyssen-Bornemisza
É a pagar, não há como dar a volta.

Aviso: os que são grátis obrigam, ainda assim, a que se levantem os bilhetes na respectiva bilheteira, ok?
  • Se fizer muito calor a seguir ao almoço vão até ao Parque do Retiro. Não se excitem com os Mickeys que andam por lá travestidos porque vos sacam uma moeda se vos apertarem só a mão. Há um lago artificial grande mas a água está porca como tudo e andar de barco a remos também pode ser uma sugestão (não para mim. que não me apetece torrar a moleirinha enquanto ando de barco em águas badalhocas).  O ideal é deitarem-se na relva à sombrinha perto de um dos músicos que por lá tocam (é importante escolherem bem o músico que há uns que têm uma boa voz para escreverem à máquina, tá?)
  • A Estação Atocha também é um bom spot, até porque fica perto dos museus que vos recomendei. Lá dentro há uma espécie de Jardim de Inverno. Percorram-no e, lá ao fundo, verão imensas tartarugas (segundo me afiançaram). Eu não cheguei a ver porque fiz um desvio para tomar uma zurrapa um café e  ir à farmácia porque o dedo do pé quinado estava a dar de si e quem estava a virar tartaruga a andar era eu. Prioridades... Ah, há lá uma loja que vende aquelas pulseiras de croché dos decenários ou lá o que é, a dois euros. Depois não digam que a Pólo não é amiga, ó velhacas!
  • O Mercado de San Miguel é imperdível. O conceito é muito giro e podem provar iguarias mil num espaço concentrado de quiosques. Difícil é encontrar mesa mas, se fizerem um ar feroz e se aproximarem de uma mesa ocupada, podem conseguir pressionar as pessoas que lá estão a sentirem-se incomodadas e a cederem-vos lugar. Palavra de ursa.
  • O Rastro é a feira de Carcavelos misturada coma  Feira da Ladra lá do sítio. Acontece ao domingo de manhã e compram-se coisas giras e baratas. Para quem gosta de calor humano, pechinchas e confusão, recomendo. Pólo likes.
  • Bairros a visitar: Chueca (bairro gay e alternativo), Lavapiés (bairro multicultural e o meu favorito), Ortega y Gasset (para as fashion bloggers: Pradas, Channeles, Xixi Shoos…), Latina (bares).
  • Outros "must go": Plaza de España, Plaza Mayor, Gran Via. Sol (evitem tirar fotografias com um barrigudo vestido de homem aranha que por lá anda. É português e mal educado e só não levou com um pirete porque eu tinha o dedo do pé partido e não seria muito veloz a fugir...Se forem meus amigos gritem-lhe um "o homem aranha é boi". Obrigadinha.)
  • Se forem nesta altura estejam preparados para muito calor de dia e de boite e uma praga de "cucarachas". São pequenas e não vooam (são umas chicas ao pé das baratas dos Açores) mas, para almas sensíveis, é capaz de fazer alguma confusão. Not me.
  • As espanholas são boas. Boas, cuidadas e muito bem vestidas. Ponto. Por isso, minhas amigas, ou têm uma boa auto-estima ou ir-se-ão sentir miseráveis.
  • Madrid, como aliás qualquer outra cidade, visita-se melhor na companhia de alguém que lá viva. Atrevam-se a conhecer gente nova. Ainda que sejam Jibóias Cegas (e giras).
(O roteiro gastronómico segue dentro de momentos)


(*a.k.a. "Low Cost")

Presentes de aniversário # 2


Sai uma Kima de maracujá "igualinha" para a mesa da Pólo!

(Obrigada Almofariza e Sylvim!)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A minha música de ontem, de hoje, de sempre

Presentes de aniversário # 1



Obrigada, B. Cérise!

Análise do campo de forças de se comemorar 31 anos

Forças:
  • Ter dinheiro na conta para ir comemorar o aniversário a Madrid, sem reservar viagem com 7 meses de antecedência e podendo provar iguarias várias sem ter que comer sempre fast food ou levar "sandes" na mochila
  • Não ter pressa de visitar a cidade toda nem medo de perder tempo com coisas insignificantes e atrever-se a deitar-se na relva do "El Retiro" a ouvir, de olhos fechados, um músico a tocar guitarra espanhola
  • Mandar o obrigação de se fazer uma festa gigante às urtigas, começando a comemorar a passagem de ano com 1 semana de antecedência com almoços e jantares vários com amigos específicos ou pequenos grupos de amigos, em que se conversa calmamente com todos e se dá atenção a toda a gente sem culpas
  • Preferir um bar a uma discoteca e poder ouvir as vozes e as gargalhadas das pessoas que começam a madrugada connosco em vez de música a altos berros
  • Já ter trabalhado em grandes empresas em que as festas eram rituais de obrigação e ter a sensação que se ouvia "um caralho das caldas" em vez de "uma salva de palmas" durante os parabéns cantados por 100 pessoas e valorizar os brigadeiros com uma vela espetada trazido pela equipa de meia dúzia de gatos pingados
  • Dar-se ao luxo de se ocultar a nossa data de aniversário do facebook e  inibir a possibilidade de nos felicitarem através do mural porque os amigos verdadeiros sabem de cor a nossa data de nascimento e têm o nosso número de telefone e ligam a cantar os parabéns ou enviam mensagens faladas ou sms personalizadas
  • As melhores amigas escreverem coisas bonitas e já não termos vergonha das lágrimas de alegria que não conseguimos travar porque nos sentimos queridas e estimadas e cheias de sorte por nos terem escolhido como irmãs
  • Não ter medo de deixar pessoas novas entrarem na nossa vida e saber que gostaríamos que permanecessem e agradecer a generosidade e os braços abertos
  • Ter a certeza que fazemos parte de uma equipa vencedora e perceber, finalmente, a expressão que "em  equipa que ganha não se mexe"
  • As prendas já não importarem por aí além porque o importante é sentirmos-nos cheias de amor e plenas de vida e- caramba!- se a minha vida acabar aos 31 anos vou de barriguinha cheia
  • Preferir acabar o dia a jantar com quem é realmente importante e está sempre lá, mesmo sendo apenas a família nuclear disfuncional  desafiadora e barulhenta
  • Ter poucas certezas mas a segurança de que o que vier - o bom e o mau- nos encontrará preparadas para a luta e que, no fim, tudo acaba bem
  • Sentir- genuinamente, verdadeiramente, a cagarmo-nos para as invejas, as raivinhas dos dentes, as azias dos outros- que somos felizes.
Fraquezas:
  • Serem 31 anos em cima do pêlo e não sabermos se a vida vai chegar para tudo aquilo que ainda queremos viver.

Análise psicanalítica da prenda de 31º aniversário oferecida pela minha mãe.

Uma playstation.

Então e que tal Madrid?

Foi assim. 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Quem tinha razão era a "outra": não há coincidências

No dia em que sai esta notícia vou jantar com a Pipoca dos Saltos Altos...

Porque hoje é dia 13...

Não querendo pressionar mas já pressionando

Onde estão as fotografias prometidas, meus amigos zzzzzz?

O meu Iphone não colabora com o processo menopáusico da minha mãe

Segunda-feira fui a uma consulta de ortopedia no CMR Alcoitão (sim, o dedo do pé partido não foi ao lugar). 
Enquanto aguardava pela minha vez aproveitei para brincar no Iphone: actualizar Facebook, ver blog, enviar e-mails. 
Uma das aplicações que experimentei foi o localizador, naquela de actualizar o meu status do FB a dizer que encontrava no Alcoitão, para dar um ar de drama-queen, estou tão doente, quase que paraplégica à custa da porra de um dedo mindinho partido. 
Acontece que a puta da médica me chamou enquanto eu estava a actualizar o status e ao lado do hospital de Alcoitão fica:

Desliguei o som do bicho para entrar na consulta mas, finda a mesma, fui trabalhar esquecendo-me de voltar a colocar som.

Tinha 13 chamadas perdidas de toda a gente e mais um par de botas. 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Para que os bloggers machos da blogosfera tenham a sensação que eu tenho quando leio um blog masculino escrito para impressionar as meninas

"Imaginem o onze do Benfica: Matic e Javi (médios-defensivos), Nuno Coelho e Ruben Amorim (médios não tão defensivos qt isso, só um bocado), Enzo Pérez, Witsel e Yacob (pela direita, conforme caibam), Nolito, Bruno César e Gaitán (espalhados pela esquerda)". 

La movida

Quinta-feira rumo a Madrid.

E é isto.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A EXPERIMENTAR | Mercearia Vencedora








Mercearia Vencedora das Fontaínhas (Cascais) porque as outras são imitações fajutas desta. 

Da velhice

Comprei um vestido na C&A.
Seguem-se as férias no Inatel.

Pólo Norte ♥ MPB

Esta semana conheci uma série de pessoas que lêem este blog

E continuo a achar que o saldo é tão, mas tão, positivo.


(Beijinhos ao Rúben, ao Pedro, à Mónica e à Larinha. E ao Pedro II, que não sendo leitor, ficou logo vacinado!)

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 7


Negação: definição

Se os 30 são os novos 20, eu quero voltar a ter os novos 10.

A bebé dos Beckham a.k.a. "A desfolhadinha"



Aqui.

Depois fico a pensar que há gente muito mal formada mesmo

Cheguei a ler horrores sobre a Maria, como se a Maria fizesse mal a uma mosca, como se a Maria fosse uma burlona, uma agiota, uma Vale e Azevedo do Blogspot, uma gatófila, a songamonga a atrever-se a ter um sonho, um objectivo.
De vez em quando a Maria fervia, colocava algumas pessoas ressabiadas e invejosas no seu lugar, educada que só ela, com a assertividade e a diplomacia que a caracterizam, soltando um "carai" em vez de um belíssimo "caralho".
Hoje, lembro-me de um provérbio que a minha mãe tão bem emprega: "as pragas e as maledicências são como as procissões: voltam sempre ao lugar de onde partiram".
Para todas essas pessoas a quem a Maria só ripostou um "carai", segue o meu brejeiro "E agora, caralhinho, han?", porque eu cá não sou fina e nunca terei categoria para me candidatar à ONU.
Isso e uma imagem que se adequa tão, mas tão bem:

Embrulhem.

A Maria é fixe e o resto que se lixe!

A Maria é das pessoas mais geniais que a blogosfera pariu nos últimos tempos. 
A Maria tinha um sonho e decidiu que não ia ficar à espera que a sorte lhe batesse à porta. Gosto de pessoas com sonhos próprios e gosto da Maria desde a primeira vez que bati com estes olhos de ursa no seu "Take us to Bruges"
A Maria decidiu perder o amor a coisas materiais, a objectos, a coisas com história, em prol de um sonho. Quantos de nós o conseguiríamos fazer sem apelo nem agravo? 
O sonho da Maria era o Colégio da Europa como veículo para chegar à ONU. Como a tal sorte favorece os audazes, a Maria ingressará na ONU, na qualidade de voluntária, no final deste mês. 
Recebi a notícia por e-mail com a alegria de quem fica genuinamente feliz com o sucesso dos amigos, porque a Maria (ainda que não lhe conheça o cheiro) é cá da malta e merece o melhor porque é inteligente, obstinada, focada e boa pessoa. Daquelas pessoas que conseguimos sentir, ainda que o contacto seja apenas cibernáutico. E o sonho da Maria foi partilhado com o coração aberto e é um bocadinho meu, do Pipoco, da Teresa, da Luna e de todos nós. 
Por isso, ainda que a Maria nos próximos meses possa não ter ligação à Internet, estou certa que "she will take us to Timor". 
Até já!




domingo, 10 de julho de 2011

Toda a verdade sobre o "Peso Pesado"


  • Aquelas amigas online são tão amigas online como a Ana Zanatti e a Lara Li
  • A Júlia Pinheiro toma calmantes antes das galas
  • A treinadora tem uma afasia e ainda ninguém teve coragem de lhe dizer
  • O Rodrigo vai sair do armário não lhe dou 1 ano
  • O Ricardo devia ir a um casting para o Twilight porque daria um excelente lobisomem
  • A Vánessa quer falar caro e só diz bacoradas tipo "eu acho imenso espectacular!" ou "aquele treino foi muito maravilhoso"
  • Os produtores deviam poupar os telespectadores e não mostrar as peles caídas das barrigas dos concorrentes nesta fase do campeonato
  • A Susana Félix é um pigmeu

Eu até sou do tipo de pessoas que não acredita nas relações para sempre

Durante todo o dia de hoje o "Blogspot" não me deixou postar.
"Erro 500 e qualquer coisa" o dia todo.
Já fui infiel por bem menos...

Ideias que me ocorrem

Se o Mooty's "rakinguiasse" a blogosfera é que seria uma coisa esperta.

sábado, 9 de julho de 2011

Os meus leitores podiam não ser melhores do que os vossos mas, por acaso, até são # 2




Um grande beijinho à Lara que, não só adoptará a gatinha da minha amiga, como já lhe preparou a recepção que está à vista.

(E um blink cúmplice ao marido da Lara que deve ter tido um sábado dos Diabos porque quando uma mulher mete uma ideia na cabeça, não há quem a pare... ;) )

Pleonasmos que Pólo Norte adora

 "Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré"- Provérbio popular                                                                                                                                                                                                           "Quem nasceu para Gata Borralheira nunca chega a Cinderela"- Provérbio polar

Blog Open Day

Entrem na caixa de comentários e digam o que vos aprouver. Sirvam-se.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Update

No ano passado foi assim.
Este ano, porque estamos em crise, quero apenas fotografias "I ♥ Pólo Norte". Mas fotografias pseudo-eróticas pois, já que a lambisgóia sou eu e o aniversário é meu, aproveito para resolver aqui algumas fantasias recalcadas pelo meu super-ego (esse cabrão!).

A ver:


- Um arrumador de carros portuense (sim, são diferentes)

- Estudante devidamente trajado (Juni)

Alentejano típico de bigode sentado no pial de uma casa branca (Lâmpada Mervelha)

- Nazarena vestida a rigor (rcp)

- o Emplastro

- Escuteiro fardado (Joana)

- O Miguel Stanley

- Forcado com calcinhas justinhas e sem touro

- Senhora vestida à rancho folcórico (traje do Minho) (recebido)

- Um DJ giro (recebido)

- A Margaridinha do Clube das Virgens que já deixaram de ser Virgens

- Motoqueiro de cabedal e ar feroz

- Um boxeur

- Um cowboy americano (recebido)

- Um senhor daqueles indianos que vendem flores à noite (recebido)

- Condutor de moliceiro com o respectivo moliceiro incorporado (Sara)

- Um escocês com kilt sem roupa interior incluída (recebido)

- Nadador salvador a segurar uma bóia à la Baywatch (Sara)

- Um pastor com cajado e ovelhas (recebido)

- Taxista de bigode e dentro do táxi (Sara)

- O Zezé Camarinha ou um "camone" bronzeado que nem lagosta

- Um anão fofinho

- Um vendedor de bolas de berlim na praia

- Um chef de cozinha com o chapéu de cozinheiro (Taberneiro)

- Uma espanhola Lolita Carmenzita vestida à Sevilhana

- Piloto de aviões (Sara)

- Um geek

- Rapaz das pizzas (recebido)

- Um madeirense com aquele chapéu engraçado enfiado no toutiço

- Um porteiro de discoteca tipo armário (Joana)

- Um mecânico cheio de fuligem

- O Sócrates (recebido)

Deixo mais ideias à V. consideração.  O e-mail é o do costume: quadripolaridades@hotmail.com

Quem quer alegrar a Pólinha, que é tarada e fritinha?

Vocês sabem que eu nem sou destas merdas

Está para adopção e tem dois meses e meio. E, como bónus, levam-me a mim como madrinha da diva.

ADOPTADA!

(Beijinhos à Lara)

Tipo revista Caras mas em versão Blogosférica

O Pedro é muito giro ao vivo. Tem uns dentes fabulosos e é confundido com um pivôt da SIC Notícias.
O Prezado também dá ares de famoso. É confundido com o João Gil no Bairro Alto. E com o Djavan.
A Rafaela é a Rafela: única e inconfundível.
A "Tasca do urso" no Príncipe Real é um must!
Conhecemos um polvo humano.
Pólo Norte já não aguenta chegar a casa a altas horas da madrugada num dia de semana e ter que ir trabalhar no dia seguinte.
A Luna em conference call não é a mesma coisa que a Luna ao vivo, pelo que, o encontro lá terá que se repetir para no próximo mês. Que chatice...

(Já disse que o Pedro é mesmo muito giro???)

Ainda não falei sobre o Moody's

Há uma coisa muito nossa no "ser português", uma coisa que as mães aprendem no minuto a seguir a parirem um bebé feio que dói, muito encarnado do esforço, cheio de rugas e com a cabeça meio achatada por ter sido tirado a ferros: é que só nós próprios podemos dizer mal dos nossos.

Portugal até pode ser um bocadinho "lixo" numa série de sectores mas ai de quem vier de fora arrotar postas de pescada!

Moody's, "vai-ta foder"!

Oportunismo: definição # 2

Os cuidados de beleza da Pólo Norte (repost)

De manhã, sempre que pago a conta do gás natural, lavo a cara com água quentinha.
Se está muito frio, e falta o gás, molho as pontas dos dedos indicadores e passo os cantos dos olhos e as pestanas por água. O importante é retirar as remelas.
Depois ponho creme nas fuças. O meu segredo é o caríssimo creme "Nivea". Mas a argamassa do boião azul de metal que eu cá não gosto de modernices.
Para disfarçar as olheiras uso óculos de sol.
Tiro a cera dos ouvidos com os maravilhosos cotonetes da marca "Continente".
Tiro o buço ocasionalmente com aquelas bandas que se esfregam nas palmas das mãos e não me queixo. As melhores são as da "Lycia".
Se tiver imperfeições na pele- tipo borbulhas que nem crateras lunares- espeto-lhes "Bacitracina", a pomadinha milagrosa que custa 3 euros e qualquer coisa.
Para os pontos negros uso os dedos para os espremer e depois cubro o buraco que fica com "Halibut".
Depois escovo o cabelo com uma escova de pontas de metal espectacularmente normal. Se o cabelo fica indomável prendo-o num rabo de cavalo.
Para o corpo Nívea mais uma vez. Ou, em alternativa, o imperdível "Óleo Johnson".
Para os cuidados das mãos e dos pés o priceless "Creme Barral" é o mais aconselhável. Para estrias há o imprescindível "Óleo de amêndoas doces".
Para o rabinho só pó-de-talco. Noutras ocasiões "Vaselina". Sou exigente. Gosto do melhor.


Nota- Um dia destes perco a cabeça e arrisco numa "Água das Rosas". Alguém já experimentou? Opiniões? Contem-me tudo, não me escondam nada...

Não há coincidências

Quando o Prezado desenhou o retrato da Pólo Norte a pelagem castanha intrigou algumas pessoas. Mas...os ursos polares não são brancos?

Tenho-vos a dizer que o meu amigo está muito, muito à frente.

(Obrigada pela informação Nemoluso)

Toda a verdade sobre a Pólo Norte ou porque é que nunca serei uma blogger cool

Não vejo a série "Gossip Girl" e não sabia o que queria dizer xoxo.
Não visto o 34.
Não sou doida por corridas e não frequento o Holmes Place (o que está directamente relacionado com a afirmação de cima).
Estou-me a cagar para a balança e não passo a vida em dietas (idem, idem, aspas, aspas).
Não penso cor-de-rosa.
Há dias em que saio de casa com a primeira roupa que vejo no guarda-fatos e nem sempre "espalho magia".
Não sou fofinha e meiguinha.
Não tenho qualquer pudor em comprar roupa na Feira de Carcavelos.
Às vezes tenho borbulhas na cara.
Não gosto de desafios, selos nem correntes blogosféricas.
Não odeio todas as segundas-feiras.
Gosto de coisas non sense.
Não tenho pudor em enaltecer publicamente os meus momentos felizes nem em maldizer os meus momentos infelizes.
Falo de sexo como quem fala de calendários vendidos pelos escoteiros, o que faz de mim uma badalhoca ordinária.
Digo palavrões.
Não estou in love todas as Fridays.
Não uso sapatos da Zilian.
Acho ridícula a febre dos cupcakes que não são mais que madalenas com capachinhos.
Não vou passar férias a NY.
Não gostava de ter uma vida igual à das personagens do "Sexo e a cidade".
Não gosto de guerrinhas blogosféricas e muito menos participo ou sou conivente com elas.
Nunca fui doida pelo "Lost".
Acho uma chachada posts com fotografias dos pés na areia e mãos a imitarem corações.
Não posto outfits.
Aceito naturalmente que algumas pessoas não gostem da Pólo Norte (embora considere que têm mau gosto) como me regozijo com o facto de haver pessoas que simpatizam com a bicha.
Regra geral, não pinto as unhas.
Não sou louca por saldos.
Tenho pontas do cabelo espigadas.
Não escrevo "lol".
Como frango assado com as mãos.
É raro comentar blogs mas leio todos os blogs dos quais sou seguidora (e são muitos).
Não gosto que me peçam para colocar "likes" em concursos chatos do facebook.
Não leio blogs de pessoas das quais não gosto só para poder criticar.
Sou desbocada.
Não uso maquilhagem da MAC.
Não vou a todos os festivais de Verão.
Acho que aquele Starbucks ao pé dos Pastéis de Belém é um atentado à boa cafetaria portuguesa.
Não cito Clarice Lispector.
Lembro-me sempre que os pc's se podem desligar.
Não percebo os bloggers que sofrem com comentários anónimos e não moderam a caixa de comentários.
Às vezes faço depilação com gilette.
Nunca comentei anonimamente (ainda que já me tenha apetecido).
Não percebo nada do conceito de tumblr.
Da-me vontade de rir com o sobrenome da Olivia Palerma em vez de a olhar como um ícone de estilo.
Não ando sempre bem disposta (mas nunca perco o sentido de humor).
Dou calinadas.
Não fui ao Moda Lisboa.
Tenho gases, às vezes arroto e acordo remelosa ocasionalmente (só para que conste que sou mesmo bardajona e não tenho qualquer glamour).
As minhas maminhas são as de origem.
Não saio à noite para bares e discotecas todos os fins-de-semana.
Acordo com a cara inchada.
Não uso roupa interior da Hello Kitty.
Tenho um blog porque me divirto com ele.
Apesar de fazer/não fazer esta imensidão de coisas acima descritas respeito a liberdade de cada um postar o que entende e não sou crítica em relação a nada. Just doesn't fit me.
Faço sempre o que me dá na real gana.
Estou de bem com a vida.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Eu vivia na escuridão

Até há cinco minutos eu acreditava que havia uma série de lésbicas corajosas na blogosfera.

Sinto-me mais aliviada.

Amigos dos meus amigos meus amigos serão? Não no Facebook, please.

Tenho 58 convites de amigos dos meus amigos em vigésimo grau pendentes no facebook.
No Facebook, a máxima "Amigos dos meus amigos meus amigos serão" não se aplica, tá?
Mais, é um bocado estranho que as amigas dos meus amigos não queiram ser minhas amigas do facebook também.
Portanto, rapazolas, já paravam de enviar os ditos convites, boa? Agradecida.

Blogothing as a neighbourhood

Há lá coisa melhor que ir almoçar com uma amiga daquelas supimpas ao Mesa, comer um gelado fabuloso nos Gelados do Chef Nino, chegar ao escritório bem disposta porque só te restam três horas e meio de trabalho, ires apanhar uma encomenda a outro amigo bem fixolas e seguires para uma noitada no Bairro com o cocó, a ranheta e a facada?

(E sim, minhas bombocas que não gostam de posts de felicidade e de vidas fabulosas mas hoje o meu dia está a ser irritantemente "weeeee" e mete-nojo. Embrulhem.)

quarta-feira, 6 de julho de 2011

terça-feira, 5 de julho de 2011

O bichinho já tem novos donos

É seguir aqui.

Campanha Quadripolar: Este Verão, não abandone o seu blog!

Muitas pessoas, quando criam um blog, esquecem-se das férias. Pois bem, se tem alguém que cuide do seu blog nas próximas férias, melhor. Mas se o seu blog faz parte do programa de férias, então deverá ter em atenção se o hotel ou parque de campismo permite a actualização regular do mesmo.

O abandono é a consequência da irresponsabilidade daqueles que pensaram muito vagamente (muitos nem pensaram e nem pensam) neste assunto e que resolveram o problema de uma forma desumana e cruel para o blog e respectivos leitores. É precisamente isto que queremos evitar…com a sua ajuda, obviamente.

Antes de viajar certifique-se que há net-cafés nas imediações do mesmo. Informe-se quais as condições exigidas. Se o blog for de grande porte informe-se se têm rede wireless no hotel e faça previamente a reserva.
Seja responsável: divulgue esta campanha, colando o selo no seu próprio blog.

Juntos faremos a diferença neste Agosto...


Selo da autoria do brilhante Prezado, benemérito desta causa.

Oportunidade: cede-se blog com LOP (para ver se assim pega...)


Blog de raça "blogspot".

Pedigree reconhecido pelo Blogómetro.

Entregue ao próximo dono com LOP (Licença Obrigatória de Parvoíce), vacinação e desparatização adequadas, bem como termo de responsabilidade.

Ascendência de campeões (neste caso, de campeã ursa).

TEMOS UM PROFUNDO CONHECIMENTO DAS RAÇAS DE BLOGS, BASEADO EM ANOS DE CRIAÇÃO E COLOCAMO-LO AO SEU DISPOR.

Parabéns à minha Floribaby favorita, bebé da sua ursa-madrinha



Parabéns, Juni.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Blog para adopção

Não preciso dele para nada mas acabei de o criar porque o nome era tããããão giro!


Encontra-se em risco de abandono, é de porte vazio, com pelagem azul. Encontra-se desparasitado, vacinado e esterilizado (ainda não lhe toquei praticamente).

Muito meigo, asseado e sociável. Sabe sentar, deitar e apanha pedras (e retribui se se irritar porque, no final de contas, foi criado por mim, não há milagres...).


Alguém o quer adoptar?

PQP Julho!

Aniversário à vista outra vez?
Passo a outro e não ao mesmo.

Parvos que (não) são

Recebi um e-mail a pedir-me para escrever um post sobre uma determinada empresa em troca de dinheiro. Acho estranho alguém propor um negócio destes no "Quadripolaridades" depois deste post.
Mas a ideia seria simples: eu escrever um post na primeira pessoa, contendo uma palavra-chave e um link de um vídeo que me enviavam. O texto tinha que ter no mínimo x palavras e eu deveria enaltecer os benefícios desse produto, citando a campanha televisiva do mesmo.
A abordagem não foi a de me questionarem se eu conhecia o produto, se já o tinha experimentado e se fiquei contente com o mesmo. Era mais simplista: escreves um texto a dizer bem de nós e com o nosso link e nós pagamos.
Recusei.
Não gosto que me façam de parva, pelo que, evito também fazer os outros de parvos. Acredito (ou quero acreditar) que a maioria das pessoas que gosta de ler o que escrevo é porque considera que escrevo de forma genuína. Assim permanecerei.
Se eu chego a um blog e me deparo com um post de texto corrido (muitas vezes parecem minutas) e a dizer trinta vezes o nome de uma marca, regra geral, percebo logo que é publicidade camuflada. E, não só não acabo de ler o mesmo como fico até com alguma repulsa pelo produto. Subscrevo, exactamente, o que diz a minha amiga Teresa neste pertinente post. Não gosto que me façam de parva.
Ofereceram-me um perfume do Boticário e odiei o cheiro. Não gostei. Não sei se é bom ou se é mau do ponto de vista do controlo de qualidade, mas não gostei. Cheirava-me a álcool e a perfume da loja dos 300.
Não compro cosméticos por catálogo porque gosto de testá-los na minha pele: Oriflame, Avon e afins não são para mim. Ponto final.
Em tempos em que me preocupava com a dieta fui à Clinica do Tempo do Dr. Humberto Barbosa e saí de lá a chorar o dinheiro da consulta. E não recomendo.
Gosto de Nívea de boião azul. E da Taberna Ideal, em Santos. E, para mim, o melhor japonês de Lisboa será sempre o Aya. E pago cada um deste serviços quando me dirijo ao respectivo restaurante.
A minha opinião honesta não está à venda. Não acho que tenha qualquer perfil nem tenho pretensões de me tornar uma líder de opinião. Se digo que gosto e que recomendo é porque, efectivamente, gostei e recomendo. Não é verdade absoluta: é a minha opinião.
Recomendo com a mesma naturalidade com que a transmitiria numa mesa de café aos meus amigos pessoais. E o inverso também se verifica.
E se já gostei e me arrependi, se entretanto deixei de gostar, também o posso dizer. E se não gostava e afinal mudei de ideias e passei a gostar, também o assumo sem qualquer pudor. Não tenho nenhum contrato, obrigação, ou cheque que mo impeça de fazer.
A tentação de receber uns trocos não mexe comigo por aí além. Gosto mais da confiança das pessoas que me lêem do que de dinheiro. Gosto mais da minha liberdade de opinião do que dinheiro.
Cada um faz como quer e respeito os bloggers que não se regem pelo mesmo critério do que eu. Há blogs assumidamente comerciais e que fazem publicidade a marcas de forma aberta. Respeito-os. Só que não é o caso do Quadripolaridades.
Enquanto isso, não faço publicidade camuflada. Este blog não está à venda.
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