quinta-feira, 30 de julho de 2015

A VISITAR | São Martinho do Porto






Aos meus amigos...

... que me desculpam eu nunca atender o telemóvel/devolver chamadas, que não me cobram, que não me criticam as escolhas diferentes das deles, que me desculpam datas importantes esquecidas, que se riem das minhas trapalhadas, que acham graça ao facto de eu ser desastrada, que gostam de mim apesar de todos os meus defeitos, que não se importam que eu não os veja durante meses e que quando me reencontram me fazem sentir como se nos tivéssemos visto na véspera, que me perdoam os dias/atitudes/reacções/bocas/comentários/humores maus ou infelizes ou só insensíveis, que não me tentam moldar de outro jeito, que respeitam todas as minhas decisões mesmo que não concordem com elas, que insistem quando eu não respondo a mensagens porque sabem que é porque sou desorganizada/esquecida/trapalhona/despassarada e não levam a mal, não personalizam, não vêem coisas onde elas não estão, aos que me confrontam na cara, aos que me questionam, aos que me fazem pensar duas vezes, aos que me fazem pôr as minhas verdades em perspectiva e muitas vezes me levam a mudar de ideias, aos que me ensinam coisas novas e diferentes e importantes, aos que insistem em abraçar-me sabendo que os vou repelir porque não sou de demonstrações públicas de afecto, aos que estão longe mas sabem que estão sempre perto, aos que estão perto e sentem saudades quando me sentem longe, aos que me perdoam que me esqueça de ligar nas datas de aniversário dos filhos, aos que me perdoam que esteja indisponível muitas vezes, aos que souberam estar presentes sempre que lhes pedi que me deixassem só, aos que tomam partido de mámen quando eu preciso de ser contrariada, aos que tomam o meu partido quando preciso de os ter do meu lado da barricada nas lutas que travo, aos que se juntam às minhas causas, aos que me ouvem quando eu também preciso de me ouvir falar, aos que não formulam juízos de valor, aos que não criticam nem elogiam quando só preciso que estejam por perto, aos que me ajudam a tomar decisões, aos que falam quando eu só preciso de ouvir, aos que viajam comigo e me oferecem memórias partilhadas, aos que gostam da minha filha como se fosse da sua família, aos que a tratam como sobrinha de verdade, aos que se lembram de mim sem ser nas datas especiais, aos que me arranjaram petit noms que eu odeio como forma de me demonstraram carinho, aos que embirram comigo como forma de mostrar que gostam de mim, aos que mesmo que um dia deixem de ser meus amigos irão respeitar a amizade que nos uniu de forma íntegra e adulta, aos que me fazem rir, aos que me pedem que os faça rir, aos que não me mandam ser forte quando eu não preciso de ouvir balelas, aos que sabem estar comigo em silêncio sem haver incómodo nem mau estar, aos que se importam com o que me importa, que gostam de mim com tão poucas virtudes, aos que gostam dos meus outros amigos que não pertencem às suas histórias comigo, aos que desprezam as pessoas por quem eu tenho desprezo, aos que não me exigem coisas que eu não posso, quero ou consigo dar, aos que me conhecem as expressões faciais, aos que já me viram chorar a rir e chorar de tristeza, aos que me aceitam como sou e não como gostavam que eu fosse e ainda por cima fazem o favor de gostar de mim assim...

um feliz dia!

Semana de férias sem filhos


1- Tempo livre para ler (mais que uma página seguida até. a loucura!)





2- Ir para a praia sem estar carregada com toalhas, sacos com cremes protectores factor 30, 40 e 50, baldes e pás e regadores, chapéu de sol, tenda e marmita com snacks e um garrafa de 1 litro de água e mais uma piscina porque na praia uma piscina de borracha faz sempre muito sentido.



3- Fumar na sala sem ser na varanda de um metro quadrado a enregelar no Inverno e a apanhar sol na moleirinha no Verão.



4- Ter uma refeição seguida sem ser interrompida por músicas, limpezas de bocas, ajeitamentos de ganchos porque o cabelo está na comida, assoadelas, repreensões porque o esterco em cima da mesa e no raio de um metro começa a ser inconcebível e outros percalços vários.


4.2. Não pôr os pés na cozinha NUNCA mais


4.3- Comer todas as porcarias que nos apetecer sem ter que comer a sopa para dar o exemplo ou não beber refrigerantes porque não há no frigorífico. Ou comer gelado como se não houvesse amanhã porque tem que ser comido apenas em doses homeopáticas por causa do açúcar e mimimi.



5- Ir às compras com a interdição de entrar na secção infantil das lojas. Compras só para nós!


6- Dormir profundamente, uma noite seguida e acordar por si mesma, sem barulho de passos pequeninos, vozes de filhos, televisão aos berros na sala ou pedidos para alimentarmos as crias. Dormir.



7- Fazer uma viagem de carro sem ouvir "Já chegámos?", sem ter brinquedos, restos de comida, garrafas de água vazias na parte de trás do carro e, especialmente, sem ter que parar nas faixas de emergência da auto-estrada para pôr petizes a fazer xixi. Mesmo que tenhamos acabado de passar uma estação de serviço e a cria ter afirmado que não estava aflito para ir à casa-de-banho. Sim, há dois minutos atrás.



8- Ter tempo para actualizar todas as redes sociais, todas as novas tendências internáuticas e perceber que raios vem a ser aquela coisa do Periscope afinal (sim, ainda não tive tempo para perceber)



9- Beber álcóol. Sem medo de entrar em coma alcoólico e de não ouvir os putos darem sinal em caso de emergência. Sem medo de fazer figuras tristes.


10- Comportar-se como adolescente num programa só de miúdas.


11- Sexo louco e desenfreado. E barulhento, sem cá medos de acordar as crias.



12- Dizer palavrões enquanto se conduz.


12.1- Dizer palavrões em voz alta, whatever. 


13- Não fazer rigorosamente NA-DA. Nadinha mesmo.


15- Ouvir as pessoas dizer: "Não estás mortinha de saudades?"


Pior que tudo: estar mesmo.



"Para educar uma criança é preciso toda uma aldeia"

Há uma coisa absolutamente deliciosa quando nasce um bebé a que assisti aquando da chegada da Ana: o renascimento de toda a família. De luto recente pela morte da minha avó não esperei que a minha gravidez fosse vivida de uma forma tão plural. Lá em casa, as lágrimas deram lugar a sorrisos tímidos e cautelosos, a telefonemas diários para se saber do meu estado de saúde, a concílios familiares após cada ecografia e a um movimento quase cigano na maternidade no dia em que a Ana nasceu. 
Quando a Ana nasceu eu achei que bebé era minha e do pai. Puro engano. Desde a primeira hora que a Ana é o bebé de todos e de cada um, o "bebé comunitário", como tão bem baptizou a minha prima, tia-mor da minha filha. 
Quando a Ana nasceu parece que sempre tinha cá estado nesta família, como se estivessemos deitados todos num mesmo leito e, de repente, só tivéssemos que nos apertar um bocadinho mais para deixar repousar a bebé. Neste ajeitar de corpos, neste arranjar espacinho para a Ana entrar, se posicionar aqui, bem perto de nós, ficámos mais apertados- é certo- mas, indiscutivelmente mais próximos. 
Um bebé renasce toda uma família, traz de volta os mortos de quem temos saudades em expressões que nos remetem para cada um deles (oh, as beiças da minha avó na Ana, o revirar de olhos, tão Anas as duas...), traz de volta mais sorrisos nos lábios de quem fica, de quem se aperta para acolher quem chegou, abrindo espaço e dando o lugar a este novo membro, como se o lugar dela sempre aqui estivesse, apenas à espera que o dia chegasse. 
 A vinda da Ana trouxe-me um bebé e um amor sem fim mas trouxe, também, o apaziguamento com a perda dos meus avós, novos sorrisos da minha mãe, tão adormecidos, tão ternos, tão comoventes, o baixar das armas do duro do meu tio que derrete a cada xi-coração da pequena, beijos inesgotáves da minha tia, gargalhadas dos meus tios face a cada gracinha e um sentimento inexplicável de amor, ternura e orgulho da minha prima, a mesma que, sabiamente, na primeira semana de vida da pequena a baptizou de "bebé comunitária." 
Porque um filho não é apenas nosso, é de toda, mas toda a família. A família que se completou apenas porque ele chegou. Estamos apertadinhos mas inexplicavelmente mais felizes e completos que nunca. 
Ainda bem que vieste, Ana. 

A quadripolarização que eu mais invejo

"Olá Polo Norte!

Estamos a meio da nossa viagem pelo Japão. Envio as quadripolarizações das cidades que visitámos até agora.

# Tóquio: (é o portão de entrada num dos templos de Tóquio... mas o mapa com o nome dele está no fundo da mala! envio o nome quando lá conseguir chegar)

# Nikko: fonte na zona sagrada de Nikko (zona considerada Património da Humanidade); estátua de Jizo em Kanmangafuchi Abyss (são 70 estátuas, mas esta pediu muito para segurar no papel!)




# Nagoya: Castelo de Nagoya. Este castelo foi quase completamente destruído pelos raides aéreos durante a II Guerra Mundial. A reconstrução ainda está a decorrer e está a ser baseada em plantas, desenhos e fotos do castelo original. A ideia é que fique o mais parecido possível com o original, incluindo os materiais utilizados. Nos jardins existe uma árvore que foi parcialmente destruída durante os bombardeamentos, mas que conseguiu recuperar e hoje é considerada Monumento Natural.


# Kanazawa: "Daruma" (talismã japonês). Este é um pouco diferente do habitual: foi pintado de dourado, numa alusão à folha de ouro, bastante utilizada no artesanato desta zona. Existem também algumas lendas que referem Kanazawa como tendo uma fonte de ouro. Este boneco é a mascote da zona.


# Quioto: Pavilhão Dourado, o mais conhecido símbolo da cidade.



A minha preferida é a da fonte... Foi lindo conseguir convencer o miúdo a tirar a foto! Claro que ajudou bastante o facto de ele não perceber nada do que eu estava a dizer e de os japoneses serem extremamente simpáticos e prestáveis por natureza :)

Em breve teremos mais algumas Quadripolarizações!
Beijinhos,
Mafalda"


Mafalda: 愛してます! <3



quarta-feira, 29 de julho de 2015

#Menospausdeselfieemaisselfiesdepaus*





Eu tinha uns 5 anos. Estávamos em Viseu num laguinho a andar numa espécie de gaivota (não me lembro onde era o sítio), o meu pai e a minha mãe pedalavam e eu ria-me. Eles guiaram o barquinho até pertinho de um outro barquinho onde estavam amigos a pedalar e eles tiraram-nos um retrato aos três, que ainda está guardado num album da minha infância. Era fácil: bastava pedir a alguém que nos fotografasse, conhecidos ou desconhecidos, com à vontade ou apenas com lata. 
Temos muitas fotografias dos três, num tempo distante onde éramos felizes. mesmo que viajássemos sozinhos. Naquele tempo não havia máquinas de disparos automáticos mas também não era preciso. Pedir a um desconhecido que nos tirasse uma fotografia era um acto natural, confiar num desconhecido que nos segurasse num equipamento fotográfico era inquestionável porque se partia do pressuposto que "toda a gente é honesta até prova de contrário". Cresci a acreditar nisso. 
Tive a minha primeira máquina fotográfica no meu 9º aniversário, primeiro presente após separação dos meus pais, um presente com gosto amargo, só da minha mãe sem o nome dele no embrulho, pela primeira vez. Acompanhou-me na colónia de férias que se seguiu, também pela primeira vez sozinha, andando nas mãos de desconhecidos que passavam a conhecidos na praia, numa espécie de quebra gelo: "Desculpe o incómodo: pode tirar-me uma fotografia?". 
Era assim, sem grandes intelectualizações. Confiávamos nos estranhos, sorríamos e fazíamos poses para eles, metíamos conversa e às vezes eles tornavam-se conhecidos, tiravam-nos fotografias com as suas próprias máquinas, pediam-nos as moradas e enviavam-nas reveladas, semanas depois, porque era assim que a vida era boa, sem grandes merdices. 
Todos os meus amigos de Verão, de colónias, de parques de campismo, terão, certamente, fotografias minhas reveladas como eu tenho deles. Quase todos foram, algures, meus fotógrafos, ainda quando eram estranhos. 
Anos mais tarde fui de lua-de-mel para um país muçulmano. Só os dois, com uma máquina digital com função de disparo automático que nunca usámos. Não havia selfies como as conhecemos hoje mas temos fotografias por todas as cidades do país onde fomos (e foram muitas) tiradas por outros turistas, transeuntes nativos, condutores profissionais de camelos e guias turísticos, de uma senhora que habitava uma casa berbere e de todos os elementos de uma família inteira da Sibéria, de quem ficámos amigos no resort cuja estadia partilhávamos. Quando chegámos a Portugal, tínhamos um postal deles com uma fotografia nossa no palco do resort, num dia especialmente divertido, em que nos tínhamos esquecido da máquina fotográfica no quarto e que, de forma imprevista, nos vimos num cambalacho. 
Consigo recordar-me de inúmeras situações em que as fotografias têm história de alguém por detrás da objectiva e que as memórias são também dessas pessoas, desses encontros e dessas ocasiões. 
Não compro um selfie stick. Resistirei. 
Assumo que talvez já nem toda a gente seja honesta até prova de contrário. Mas sacrifico a minha máquina fotográfica para correr o risco de acreditar que pedir ajuda a outro ser humano para nos eternizar memórias felizes será sempre um melhor princípio que socorrer-me de um pau para o fazer, de forma descrente nos outros e solitariamente autosuficiente. Não o quero ser. 
Resistirei. 

(*Título meramente controverso depois de sugestão de uma leitora brasileira do "Quadripolaridades". Estou capaz de fazer uma t-shirt com este hashtag!")

O melhor comentário acerca da morte do leão Cecil

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"Amnistia Internacional Portugal repudia restrições aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres

A Assembleia da República votou este mês alterações à lei do aborto que para a Amnistia Internacional impõem restrições aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

São modificações que a AI considera regressivas a nível dos direitos humanos das mulheres, dado que obrigam, por exemplo, ao pagamento de taxas moderadoras ou a uma consulta de aconselhamento psicológico e social prévia à decisão da mulher. As consultas de planeamento familiar para mulheres que decidam efetuar uma interrupção voluntária da gravidez (IVG) serão obrigatórias bem como um período de reflexão prévio. Na prática, o processo pode tornar-se complexo e moroso e dificulta a resposta aos pedidos das mulheres no período previsto na lei.
Protelar o acesso à IVG através de mecanismos que atrasem o processo leva a casos desesperantes em que a mulher se vê privada dos seus direitos. Foi o que aconteceu a Lupe (nome fictício para proteção de identidade) na Irlanda, que foi obrigada a carregar no ventre um feto morto durante mais de dois meses, em 2012, com todas as implicações que isso teve para a sua saúde física e psicológica, devido à inação dos profissionais de saúde irlandeses.
A Amnistia Internacional destaca também que, segundo os dados do Serviço Nacional de Saúde e de outras fontes, não só o número de abortos e de hospitalizações devido a más práticas de aborto tem vindo a diminuir, como também tem aumentado o uso de contracetivos e o recurso a consultas de planeamento familiar. Para além disso diminuiu também o número de mulheres que efetua mais do que um aborto e a grande maioria que realiza um aborto começa depois a utilizar contracetivos.
A Amnistia Internacional Portugal repudia estes retrocessos em matéria de direitos sexuais e reprodutivos das mulheres a nível nacional. Lançada a 8 de março de 2014, a campanha “O Meu Corpo, os Meus Direitos” tem como objetivo cessar o controlo e criminalização dos direitos sexuais e reprodutivos por parte de agentes estatais e não estatais. Lutando pela autonomia do corpo das mulheres e pela sua liberdade de escolha, a Amnistia Internacional espera, assim, que os direitos sexuais e reprodutivos que já são protegidos pela lei internacional sejam respeitados na íntegra pelo Estado português".

É ler o nome da mocinha. Depois ler outra vez.


E no fim dizer "hey Macarena".


(Post a relembrar o post mais lido de sempre neste blog e com os comentários mais geniais ever)

Segundo sítio preferido da minha filha para dizer que está aflitinha para fazer xixi e não aguenta nem mais um bocadinho

Comboio regional Cascais-Lisboa em andamento.

Especialmente entre o troço Oeiras-Algés nos comboios que não páram nas estações intermédias.

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Sítio preferido da minha filha para dizer que está aflitinha para fazer xixi e não aguenta nem mais um bocadinho

A5 (Auto-estrada Cascais-Lisboa).

Preferencialmente muito antes de chegarmos à estação de serviço ou 1 minuto depois de a termos passado.

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Precisa-se de roupa e calçado de criança, brinquedos e material escolar

            

O Porto será a primeira cidade Portuguesa a acolher, pelas mãos do Bairro do Amor, o evento “The Street Store”, com o apoio e autorização da “The Street Store Organization”- o seu mentor internacional e eu lá estarei com uma série de voluntários fabulosos que já se encontram no terreno a mexer cordelinhos para um evento que se espera épico. 

A primeira “The Street Store” do país será inteiramente direccionada ao público infantil, nomeadamente, às crianças pertencentes a famílias sem-abrigo ou com comprovadas carências sócio-económicas. 

O projecto surgiu em Janeiro de 2014, na Cidade do Cabo (África do Sul), como uma loja de rua sem fins lucrativos, cujo objectivo é doar roupa a pessoas desfavorecidas (essencialmente sem-abrigo), oferecendo a este público-alvo a experiência de escolha de produtos. 

Em Portugal e dado o âmbito de intervenção desta IPSS para o ano de 2015, o Bairro do Amor avança com esta iniciativa direcionada estritamente a crianças. 

Quando? 26 de Setembro de 2015, das 11 horas às 17 horas. 

Onde? Rua do Porto (a definir) 

Destinatários: Crianças pertencentes a famílias sem-abrigo ou com comprovadas carências socio-económicas. 

Bens a doar: Roupa e calçado infantil, material escolar, brinquedos. 

Local de recepção de bens doados
Red Apple Porto - A/C: Marta Pereira 
Estrada da Circunvalação, Nº 13590, 
4460-286 Srª. da Hora / Matosinhos 
Tel: 229 374 729 | 914 747 905 
De 2ª a 6ª feira, das 10:30h às 19:30h. 

A publicitação do evento está disponível no Facebook, aqui. Também aqui poderão encontrar toda a informação relacionada com o evento, tal como: local de realização, tipo de bens a doar, locais de entrega dos bens, contactos, inscrição para voluntariado no projeto bem como outras atualizações pertinentes.

Neste momento queremos receber roupa e calçado para crianças assim como material escolar e brinquedos em bom estado de conservação e limpeza. Caberá aos voluntários fazer a triagem para que no próprio dia os destinatários desta acção possam fazer as suas compras de forma digna. 

Conto convosco?

terça-feira, 28 de julho de 2015

Receber um smartphone, 30 MINUTOS depois deixá-lo cair e estilhaçar o écran é mau. Muito mau.


Podia ser pior. 

(Mas aceitam-se dicas de onde se pode arranjar écrans estilhaçados sem que me peçam um valor superior ao do próprio telemóvel, sim?)

Coisas que se me ocorrem



Como cojones a platinada consegue deslizar na neve com o manto todo ensopado de gelo, carai?

A VISITAR | Casa da Meia Lua (Vilamoura)

Sim, eu já passei (muitos anos da minha adolescência) férias no parque de campismo de Monte Gordo. Sim, que eu era feliz a dormir num colchão com 5 cm de espessura a dar-me conta das cruzes. Sim, que eu era feliz a tomar banho nos duches da rua a tentar lavar-me condignamente de bikini vestido para não ter que ir para as filas dos duches de água quente nas casas-de-banho. Sim, que eu era feliz a comer saladas de massa com atum. Sim, que eu era feliz a ter o Valentim como vizinho de tenda e o Leonardo, o rapaz que vendia revistas na praia, como curte de Verão (era tão giro, agora que me lembro!). Sim, que eu era feliz na praia apinhada de gente com alforrecas mas com temperaturas que ainda hoje me tentam. Sim, que era feliz à noite a ir beber um copo no Bar 42. E tudo e tudo e tudo que uma 'ssoa não pode cuspir no prato (de plástico) onde comeu. 

Mas o Algarve também tem um certo encanto em Vilamoura. Numa casa particular. Com um nome mágico: Casa da Meia Lua. Com mergulhos a seguir ao pequeno-almoço, depois de almoço, ao lanche, antes de jantar e antes de dormir, quando as noites são abafadas e quentes. Com espreguiçadeira em uso desde de manhã até a lua aparecer, com a minha filha sempre de tronco nu a saltar e a brincar com conchas que apanhámos na praia, com o homem que amo a brindar com o seu rosé fresquinho preferido e acordar feliz e adormecer a cria ao colo, embrulhada num pareo colorido, enquanto contamos as estrelas. 

O céu é o mesmo, o Algarve é o mesmo. Seríamos felizes na mesma num parque de campismo, colchão fininho e tenda a abrigar-nos, duches ao relento e praia apinhada de gente. O que importa são eles, somos nós, enquanto um todo. 

Mas ser feliz sem culpas, sem medo que um dia não possamos ter acesso a estes prazeres que custam dinheiro, sem medo do que o futuro nos reserva é bom. É libertador. A Casa da Meia Lua tem uma energia de lua cheia. 

Porque mesmo que não consigamos voltar a ter férias com piscina à porta, numa casa onde só conseguiríamos morar nos nossos sonhos mais longínquos, com condições a que não temos acesso durante o resto do ano, porque mesmo que nunca mais voltemos aqui, estas memórias já ninguém nos roubará. São nossas para sempre. 

Somos felizes sem culpa. E é bom.  



Há mais fotos para espreitar no Instagram do blog: @polonorte

"Ai Lello!" (Só que não)

(Fotografia da Andreia)


Imagine-se que um empresário tem uma discoteca. Na discoteca ouve-se música, dança-se, bebem-se copos, quiçá, comem-se umas tostas mistas enquanto se descansa entre músicas
Imagine-se que o empresário é dono de uma discoteca com uma decoração especialmente fantástica: boa arquitectura, boa decoração. Uma arquitectura soberba!
Imagine-se que o empresário decide reservar o direito de admissão a quem quiser frequentar a discoteca do qual é proprietário, impondo um consumo mínimo para quem quiser entrar. 
Imagine-se que as pessoas se insurgem, especialmente, as que gostam muito de entrar na discoteca, xeretarem todos os pormenores arquitectónicos, posarem para selfies ao pé de cada pedacinho de decoração sublime mas que nem gostam de música, muito menos de dançar e que não contribuem nem com um cêntimo para a sobrevivência daquele espaço que- voilá- não é um museu, não é um monumento mas sim em espaço comercial, que sobrevive através da venda de entradas de acesso às pistas de dança, de bebidas e até de tostas mistas. Porque se trata de uma discoteca, uma discoteca ímpar e única mas, ainda assim, uma discoteca. 
Imagine-se que o empresário decide reservar o direito de admissão a quem quiser frequentar a discoteca do qual é proprietário, impondo um consumo mínimo para quem quiser entrar e que, para mostrar a sua boa vontade, o valor desse consumo mínimo dá direito a uma bebida, não apenas à entrada na discoteca. 
Imagine-se que as pessoas se continuam a insurgir: porque não têm sede, porque não gostam de bebidas, porque não gostam nada de música e muito menos de dançar. E que querem continuar a entrar de borla, estorvando quem entra para, efectivamente, dançar, beber, conviver ao som da música. Querem porque querem, entrar para ver a decoração e tirar fotografias. 

É mais ou menos isto. Mas com livros. Difícil de perceber? Talvez porque não gostem de ler, não percebam metáforas ou, simplesmente, não entendam uma coisa tão simples como o facto dos espaços comerciais sobreviverem de- a loucura!- vendas efectivas e não de selfies postadas em redes sociais com a Lello de fundo. 

Deixem-se de merdas, sim?

O problema de se pôr a fasquia alta desde o primeiro momento...

Bolo do primeiro aniversário da Ana (festa pública)

Bolo do primeiro aniversário da Ana

Bolo do segundo aniversário da Ana (bolo musical)

Eu e a querida Raquel da Homemade Cakes andamos aqui às voltas de um bolo de terceiro aniversário que (ainda) consiga surpreender os convidados.

Tenham medo! :P

segunda-feira, 27 de julho de 2015

PROGRAMA QUADRIPOLAR | 9 dicas e meia para um repasto de sushi perfeito*

1- Refeição de sushi SEMPRE aos dias de semana: sem necessidade de reserva, sem filas de espera, sem gente a atropelar-se para se servir, sem atrasos no serviço e sem uma barulheira desenfreada.


2- Fugir a sete pés da ideia de comer sushi em restaurantes chineses/asiáticos. Sushi bom come-se em restaurantes de... sushi! O peixe, para ser de qualidade, não é barato, pelo que , se deve desconfiar de restaurantes com sushi ao preço da uva mijona. A não ser que se queira comer sushi de delícias do mar e sashimi de potas.
Há imensos restaurantes de sushi bons em Lisboa (todos com preços a rondar os 35/40€ pp) mas o melhor restaurante buffet de Lisboa é o ARIGATO na categoria de BBB (bom, bonito e barato), tendo e conta a qualidade e frescura do peixe e a precisão do seu corte, a variedade oferecida, a rapidez com que o pessoal substitui as travessas vazias, a simpatia dos empregados e, claro, o preço. Encontrar um sitio que conjugue preço e qualidade não é fácil. Procurem bem. E quando encontrarem mantenham-se fiéis.

3- Se levar crianças é aconselhável levar material didático para as entreter sob pena de se proporcionar luta de rolinhos de arroz pela mesa e pauzinhos a servirem de baquetas de bateria a tocarem na mesa. 


4- Ainda neste tema, recomenda-se a escolha de restaurantes com opções cozinhadas como hot rolls e rolinhos com salmão grelhado para crianças mais conservadoras e que não alinhem no sushi tradicional, como é o caso da Ana que sem ser as versões cozinhadas, só alinhou num rolinho de suhi. Adivinham qual?



5- Lembrem-se que antes de provarmos sushi todos torcíamos o nariz à ideia de comer peixe cru. É importante ir sempre de mente aberta a novas sugestões porque, na maioria das vezes, as surpresas, mesmo que com ingredientes imprevisíveis, são sempre muuuito positivas!



6- A qualidade de um restaurante de sushi mede-se sempre pela frescura do seu sashimi. 



7- Frio ou quente, sushi combina sempre com chá. 


8- Não se guardem para as sobremesas. Regra geral os restaurantes de sushi não são os sítios mais indicados para os amantes de doces.

9- Se puderem escolher a hora de degustação, guardem o sushi para o jantar...

9 e 1/2- ... diz que o wasabi e o gengibre têm propriedades afrodisíacas! ;)




* Post em parceria com o restaurante ARIGATO, de onde são aliás, todas as fotografias  (e, de repente, toda uma carreira blogosférica faz sentido quando recebes um convite para fazeres uma review do teu restaurante de sushi preferido. Obrigada, ARIGATO!)



Ir jantar ao restaurante japonês mais BBB de Lisboa

Quem? Arigato
Onde? Centro Comercial Campo Pequeno, Loja 605, 1000-082 Lisboa
Contacto: Pelo telefone 21 795 06 73
Saber mais? https://www.facebook.com/ArigatoSushihouse

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Eu nem sou simpatizante do Bloco de Esquerda mas, face a esta matéria, está tudo aqui

"
A lei que não pode ver a luz do dia
trocada por miúdos
PSD/CDS querem os votos da direita mais retrógrada sem perderem os do centro. Para isso fizeram aprovar u...ma lei que persegue as mulheres que decidem fazer uma interrupção voluntariamente a gravidez (IVG), fazendo de conta que não o fazem. Como a política exige clareza e o que está em causa não é coisa pouca, é bom compreender a lei que aprovaram.
O que diz a nova lei?
1. A partir de agora uma mulher que deseja fazer uma IVG tem de ter aconselhamento obrigatório. Deixa de ser se quiser, para ser obrigada. Mesmo que queira tomar a decisão sozinha, não a deixam. Não acontece com mais nenhuma decisão sobre a saúde e aplica-se, claro, só a mulheres.
2. O aconselhamento é obrigatório, mas os profissionais de saúde que são objectores de consciência (que não participam em IVG por serem contra a possibilidade de uma mulher decidir) podem participar nele. E participam sem que a mulher saiba que à sua frente, em vez de um conselheiro para ouvir o seu caso concreto, tem alguém com a posição de princípio travar qualquer IVG.
3. Pagar ou não pagar a taxa moderadora da IVG passa a depender dos motivos. De uma vez só, a taxa transformada em multa e fim da privacidade dos dados. Se o motivo for considerado bom (mal formação do feto, perigo de saúde da mulher, violação) não paga, se for considerado mau (outro motivo qualquer) ou a mulher não o quiser revelar, paga. Agora imagine que entra num hospital com um AVC. Se o teve por bons motivos não paga, se for por maus motivos, paga. Confuso? Pois, mas mais uma vez o absurdo só se aplica a mulheres.

Mas era preciso mudar a lei que existia?
Não. A IVG foi consagrada depois de um referendo. Toda a população foi ouvida e decidiu acabar com a perseguição às mulheres que interrompem voluntariamente a gravidez. E ainda bem. Com essa decisão acabou também o aborto clandestino e as mortes a ele associadas. O ano passado nenhuma mulher morreu por esse motivo, o que é um avanço extraordinário. E Portugal tem hoje uma taxa de IVG e de mulheres que repetem IVG mais baixa que a média europeia. Está a correr bem. Só corre mal para quem não convive bem com direitos plenos de cidadania para as mulheres.

E agora?
A lei tem 90 dias para ser regulamentada e temos eleições em Outubro. Agora, cabe a cada uma e cada um eleger deputados e deputadas que não permitam a humilhação das mulheres e garantam que a lei é revogada antes mesmo de ver a luz do dia. "

Esta coisa de ser mãe

Faz agora, por estes dias, três anos em que estava farta, fartinha de estar grávida. Não tenho saudades nenhumas desse tempo em que o meu corpo engolia a minha energia, as dores mascaravam o prazer da maternidade que se adivinhava e a ansiedade pelo fim de um estado debilitado de uma gravidez de alto risco se equiparava à ansiedade de conhecer o rosto da minha filha.
Eu já era mãe da Ana, faz agora três anos, mas não era, ainda, esta Ana a minha filha. Amo-a mais hoje do que a amava há três anos e há três anos já a amava tanto quanto sabia amar.
Cresce rápido, a minha Ana, e vivo todos os dias num misto de saudades de ontem e de expectativa do que virá amanhã, saudades da bebé que se vai libertando para dar lugar à expectativa da menina em que se tem tornado. É um caminho desconhecido e fabuloso este: a maior aventura da minha vida.
Amo-a mais um bocadinho todos os dias e mesmo que pense que o meu amor já está a rebentar pelas costuras e já não dá para mais, no dia seguinte acordo e olho-a com paixão e ternura e contemplação e espanto e consigo-a amar ainda mais do que há um segundo que seja. Como aguenta tanto amor um coração?
Isto da maternidade é a magia de renovar o amor de segundo a segundo, reforçando os laços como se o amor tivesse forro e entretela e depois um tratamento anti-nódoas e nunca se rasgasse e sobrevivesse ao frio, ao calor, às intempéries e ao uso diário, ao degaste do tempo.
Esta coisa de ser mãe é viver com saudades todos os dias, comemorando todos os dias conquistas de há um ano, dois, (agora) três, recordando histórias que se acumulam e adivinhando outras que virão.
Esta coisa de ser mãe é um sismo de amor ao começar e um infindável, sucessivo e permanente número de réplicas, todos os dias, para sempre, e que nem a morte nos separe.
Nada nos separará. O cordão umbilical permanece, invisível, para sempre. Ela aqui dentro, no forro de mim. Eu aqui fora, a protegê-la de rasgões do Mundo. Aqui juntas, as duas, eu, ela, uma só: nós.
Desde sempre.
Para sempre.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Uma bateria.

A minha mãe perguntou à Ana o que queria de presente de aniversário.



(Um x-acto para cortar os pulsos, sff!)

A minha mente é uma cena do camandro

Encontro a professora que mais odiei na universidade ao meu lado a assistir à ópera.

Resultado?

Dá-me uma vontade danada de voltar a estudar.

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Ice Party Challenge

Googlo à procura de ideias para ir construindo a minha mood board para a festa da Ana.






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