quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Depois das férias na zona saloia e em conversa com amigos surge a questão
Não há pão chouriço quentinho acabadinho de cozer em forno de lenha na tradição gastronómica dos outros países, pois não?
terça-feira, 30 de agosto de 2016
Siga a Marinha!
Lembram-se do marinheiro português que dava uma pazada ao norueguês vicking porque tinha aquele salero latino?
Lembram-se? (Para quem não se lembra é clicar aqui)
Pois bem, mandou-me uma mensagem que dizia qualquer coisa como: "Está feito. Sou o primeiro português a fazer um Duplo Ironman"
Fiquei contente e orgulhosa. Depois fiz um scroll down e fiquei...
![]() |
| "Aqui vai uma foto de Vilnius" |
... em êxtase!
We’re The Superhumans!
“We’re The Superhumans” é a campanha de apoio do Channel 4 à equipa Paralímpica Inglesa nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro.
Ao som de " I Can” assistimos a garra, superação, espírito de sacrifício, esforço, trabalho, disciplina, talento e, feito de tudo isto, desporto.
Brilhante!
Ao som de " I Can” assistimos a garra, superação, espírito de sacrifício, esforço, trabalho, disciplina, talento e, feito de tudo isto, desporto.
Brilhante!
Do meu Verão
As fotografias já não têm negativos, o que vem a ser uma espécie de verdade numa altura em que as imagens tendem a ser uniformemente positivas e felizes, como se ao darmos luz à vida, se mostrarmos apenas o lado solar, o Sol ganhe mais força, mais calor, mais sol. Assim, a vida.
Os negativos das imagens são agora substituídos pelos positivos das memórias, que são, de certa forma, o retrato fiel do andarilho papa-léguas, do viajante que, ao afastar-se fisicamente da sua casa, faz dentro de si uma viagem inversamente proporcional ao local de onde partiu.
Afastando-se por fora, aproxima-se por dentro.
[Eu também.]
domingo, 14 de agosto de 2016
Ia tendo um surto...
Colega: "Olha é uma chamada para ti. Podes atender?"
Eu: "De quem?"
Colega: "CMTV"
(Silêncio prolongado. Olhos arregalados. Cabeça em rewind a pesquisar no disco rígido "Ai o caraças, que merda fiz eu agora? Ai a minha vidinha?! Xaláver, xaláver...")
Colega (interrompendo-me): "Ah, não é CMtv televisão: é mesmo a Câmara Municipal de Torres Vedras, pá!"
...
...
...
Quando o amor tem uma morada # A história
[Prólogo aqui]
Primeiro pensámos em pintar paredes. Depois de criado um grupo de trabalho para as tintas: a Marta Tex pintaria alguns apontamentos, havia mãe-de-obra especializada (no Bairro do Amor temos um grupo de pinturas já criado e tudo: a loucura!) e a Rosa conseguiu arranjar o patrocínio das tintas Cin.
Primeiro pensámos em pintar paredes. Depois de criado um grupo de trabalho para as tintas: a Marta Tex pintaria alguns apontamentos, havia mãe-de-obra especializada (no Bairro do Amor temos um grupo de pinturas já criado e tudo: a loucura!) e a Rosa conseguiu arranjar o patrocínio das tintas Cin.
Paredes pintadas e se tratássemos, efectivamente, dos tapetes?
A Raquel, madrinha de Lisboa, tratou de tudo, a Patrícia Alves ministrou a formação e em Lisboa cerca de 20 maravilhosas e intrépidas voluntárias do Bairro aprenderam a arte do trapilho. Oh, e se elas tapetearam...
Já no Porto, com o apoio da Porto Social e da vizinha Otília, a Marta, madrinha do Porto, desafiou a Ângela Melo para dinamizarem um serão da Bonjóia. A queridíssima Paula Rodrigues ofereceu todo o trapilho que tinha armazenado e fez-se magia. Numa quinta-feira de Primavera, todos os participantes da Invicta, novos e velhos, homens e mulheres, deram à agulha.
Com os fabrico artesanal dos tapetes em curso, lembrámo-nos que as meninas queriam era cortiça para pendurar fotografias e bilhetinhos. Foi a Rita Regalado que tratou de tudo. E o objectivo inicial assim, fácil, fácil, já estava cumprido.
"Oh e se tentássemos angariar colchões novos para as miúdas?"- foi a pergunta insana que se seguiu. As camas seriam um objectivo impossível de alcançar mas se substituíssemos os colchões já era bom. Havia colchões com molas partidas, outros com covas do peso dos corpos e outros em muito mau estado. Foi a Maria Esteves Pereira e o João Campos que convenceram o Zahari Markov, exímio corredor, coração mole e CEO da Colchão.net a venderem-nos a preço de fabrico os 35 colchões novinhos em folha. Mas havia que angariar a verba necessária para os custear.
A nossa Marta Tex dinamizou um workshop de ilustração no Dia do Pai, cujo objectivo era angariarmos um colchão (obrigada à Marta Botelho e ao Colégio Piloto Diese que tão bem nos acolheu nesse dia!).
Em Coimbra, a madrinha Neuza, a Daniela Braz, a Ana Mingatos, a Paula Ascenção, a Daniela Neves, a Ana Carolina Almeida levaram a cabo a 1ª Banca da Feira Sem regras do Bairro do Amor com material doado por um sem número de amigos de todo o país (obrigada Isabel Gonçalves, Ana Manana da Tell me a Store, Marina Melo, Joana Roque, Alexandra da I'm So Beautiful Acessórios, Lurdes Pereira, Lígia Antunes, à Ana Antunes que quis estar presente mesmoe stando em Angola fazendo-nos chegar aventais catitas bem como à querida Vera que, no próprio dia, foi entregar um bolo para as voluntárias lancharem ) e com o valor da receita das vendas garantiram que outro colchão seria custeado.
E angariámos, assim, os dois primeiros colchões que nos apressámos a divulgar no "Bingo dos Colchões", uma ideia espatafúrdia que resultou que, em menos de 12 horas, tivéssemos angariado o total dos colchões, um a um, gentilmente doados por vizinhos, amigos, amigos de amigos, colegas e empresas de amigos (beijinhos à Miriam e à Best Education à à Deedoo e à Olga, ao João e à Neuza e à Ceforcivil, e à florista da madrinha dos Açores, Sónia Sousa), todos unidos em torno de um sonho que era, agora comum, de um Bairro inteiro.
Colchões angariados e a Clarisse, madrinha de Santarém, atreve-se a fazer em voz alta a pergunta que todos esperavam: "e se tentásssemos angariar as camas?". Tudo com medo, era uma tarefa demasiado hercúlea, o valor de 35 camas era incomportável para uma IPSS sem financiadores, sem projectos financiados por entidadess públicas ou privadas, apenas gerida por voluntários. Mas, caraças, até ali não tinham sido as pessoas, só as pessoas civis, uma a uma, a concretizarem todos os objectivos, a avançarem com a concretização do sonho?
Feira de Artesanato de Benavente à vista e cravanço a todos os amigos artesão que conhecíamos (sempre a Ana Manana da Tell me a Store a socorrer-me, o meu amor Luciano Cavaco com a sua Companhia da Traparia, a Jonas tricotou meias artesanais, a Sílvia Melo com o seu Pontinhos, a Rosália e o seu Baú da Avó Bé, a Cátia com o seu Made for You, a Ângela com o seu Feito pela Ângela, a Lurdes Amador, a Carla e o seu My Lady, a Sónia Fernandes, a Zita e o seu Zitamina, a Vera Inácio e a minha sócia Paula Vidal). Resultado: duas camas angariadas.
Porto entusiama-se e avança-se com a primeira Francesinha Solidária do Bairro do Amor. E foi... a loucura! Entre muitos fornecedores, voluntários incansáveis (Armando, Marta, Sérgio Tavares, Ana Tavares, Ziza, Teresa Neves, Ângela, Susana, Rita e todos, todos) transformámos uma noite de francesinhas numa noite de solidariedade absolutamente memorável. e foi comovente a entrega de todos! Resultado: valor correspondente a 8 camas angariado e o entusiasmo a contagiar tudo e todos.
A nossa vizinha Vera planeava mudar de país e nada melhor que fazer um jantar de despedida com uma componente solidária. Todos os amigos da Vera juntaram-se a garantiram o valor de uma cama.
A criatividade não tinha limites, era uma certeza.
De repente aconteceu (novamente) magia. A nossa Susana mobilizou todos os colegas e partners da melhor sociedade de advogados do Mundo- a Miranda, a Sandra Alves espicaçou todos os colegas da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa, a querida Leonela da R2 Brand Nutrition e a intrépida Sandra da Babyblue responderam (como sempre, sempre) à chamada, a Imovidal da Nicole não quis ficar de fora,
Com os fabrico artesanal dos tapetes em curso, lembrámo-nos que as meninas queriam era cortiça para pendurar fotografias e bilhetinhos. Foi a Rita Regalado que tratou de tudo. E o objectivo inicial assim, fácil, fácil, já estava cumprido.
"Oh e se tentássemos angariar colchões novos para as miúdas?"- foi a pergunta insana que se seguiu. As camas seriam um objectivo impossível de alcançar mas se substituíssemos os colchões já era bom. Havia colchões com molas partidas, outros com covas do peso dos corpos e outros em muito mau estado. Foi a Maria Esteves Pereira e o João Campos que convenceram o Zahari Markov, exímio corredor, coração mole e CEO da Colchão.net a venderem-nos a preço de fabrico os 35 colchões novinhos em folha. Mas havia que angariar a verba necessária para os custear.
A nossa Marta Tex dinamizou um workshop de ilustração no Dia do Pai, cujo objectivo era angariarmos um colchão (obrigada à Marta Botelho e ao Colégio Piloto Diese que tão bem nos acolheu nesse dia!).
Em Coimbra, a madrinha Neuza, a Daniela Braz, a Ana Mingatos, a Paula Ascenção, a Daniela Neves, a Ana Carolina Almeida levaram a cabo a 1ª Banca da Feira Sem regras do Bairro do Amor com material doado por um sem número de amigos de todo o país (obrigada Isabel Gonçalves, Ana Manana da Tell me a Store, Marina Melo, Joana Roque, Alexandra da I'm So Beautiful Acessórios, Lurdes Pereira, Lígia Antunes, à Ana Antunes que quis estar presente mesmoe stando em Angola fazendo-nos chegar aventais catitas bem como à querida Vera que, no próprio dia, foi entregar um bolo para as voluntárias lancharem ) e com o valor da receita das vendas garantiram que outro colchão seria custeado.
E angariámos, assim, os dois primeiros colchões que nos apressámos a divulgar no "Bingo dos Colchões", uma ideia espatafúrdia que resultou que, em menos de 12 horas, tivéssemos angariado o total dos colchões, um a um, gentilmente doados por vizinhos, amigos, amigos de amigos, colegas e empresas de amigos (beijinhos à Miriam e à Best Education à à Deedoo e à Olga, ao João e à Neuza e à Ceforcivil, e à florista da madrinha dos Açores, Sónia Sousa), todos unidos em torno de um sonho que era, agora comum, de um Bairro inteiro.
Colchões angariados e a Clarisse, madrinha de Santarém, atreve-se a fazer em voz alta a pergunta que todos esperavam: "e se tentásssemos angariar as camas?". Tudo com medo, era uma tarefa demasiado hercúlea, o valor de 35 camas era incomportável para uma IPSS sem financiadores, sem projectos financiados por entidadess públicas ou privadas, apenas gerida por voluntários. Mas, caraças, até ali não tinham sido as pessoas, só as pessoas civis, uma a uma, a concretizarem todos os objectivos, a avançarem com a concretização do sonho?
Feira de Artesanato de Benavente à vista e cravanço a todos os amigos artesão que conhecíamos (sempre a Ana Manana da Tell me a Store a socorrer-me, o meu amor Luciano Cavaco com a sua Companhia da Traparia, a Jonas tricotou meias artesanais, a Sílvia Melo com o seu Pontinhos, a Rosália e o seu Baú da Avó Bé, a Cátia com o seu Made for You, a Ângela com o seu Feito pela Ângela, a Lurdes Amador, a Carla e o seu My Lady, a Sónia Fernandes, a Zita e o seu Zitamina, a Vera Inácio e a minha sócia Paula Vidal). Resultado: duas camas angariadas.
Porto entusiama-se e avança-se com a primeira Francesinha Solidária do Bairro do Amor. E foi... a loucura! Entre muitos fornecedores, voluntários incansáveis (Armando, Marta, Sérgio Tavares, Ana Tavares, Ziza, Teresa Neves, Ângela, Susana, Rita e todos, todos) transformámos uma noite de francesinhas numa noite de solidariedade absolutamente memorável. e foi comovente a entrega de todos! Resultado: valor correspondente a 8 camas angariado e o entusiasmo a contagiar tudo e todos.
A nossa vizinha Vera planeava mudar de país e nada melhor que fazer um jantar de despedida com uma componente solidária. Todos os amigos da Vera juntaram-se a garantiram o valor de uma cama.
A criatividade não tinha limites, era uma certeza.
De repente aconteceu (novamente) magia. A nossa Susana mobilizou todos os colegas e partners da melhor sociedade de advogados do Mundo- a Miranda, a Sandra Alves espicaçou todos os colegas da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa, a querida Leonela da R2 Brand Nutrition e a intrépida Sandra da Babyblue responderam (como sempre, sempre) à chamada, a Imovidal da Nicole não quis ficar de fora,
sábado, 13 de agosto de 2016
Porque ser colono é ser-se mais feliz
Quando me perguntam de que forma as colónias de férias moldaram a minha infância começo num analepse interminável que mete Viseu, barcos-gaivotas no rio, a Vagueira (sempre a Vagueira) no tempo em que os bois puxavam as redes cheias de peixe areal fora, a barraca do Toni e da Lúcia onde se vendiam os melhores gelados da Camy, o Trolaró, o tanque a que chamávamos piscina, o café do Alemão e o início do vício dos ginger-ales, colecções de conchas, circo, fadinhas do mar, os suspiros da padaria, o Nuno corado e o meu primeiro beijo, a base aérea de São Jacinto, bolachas americanas e tripas de ovos moles, 1992, a Gala depois e o João- o miúdo por quem mais sofri por amor- músicas cantadas ao luar com guitarras desafinadas, o "Anzol" e eu que tantas vezes pensei em pintar o céu em tons de azul para ser original, melgas e molsquitos, beijos molhados atrás do pavilhão, Verdepois a Tocha, amizades que se tornaram paixões, segredos e cumplicidades que nunca serão desvendados, a primeira vez que fui monitora, a segunda, a décima, ele a vir comigo, nós a reproduzirmos o que nos proporcionaram, caças ao tesouro, luaus, Verões inesquecíveis.
Hoje já não sou colona mas acredito, cada vez mais, no poder das memórias que se criam em dias seguidos, em momentos partilhados, em experiências desvendadas, em afectos trocados, em Verões cheios de cumplicidades. E na descoberta de tudo, especialmente, da capacidade quando tudo em redor te aponta as incapacidades.
Este ano, na "colónia dos pequenos", houve magia. E estes colonos serão, para sempre colonos. No mais feliz que essa palavra transporta em si.
7
[Obrigada Ana Catarina e Secret Surf School: sois os maiores!]
Hoje já não sou colona mas acredito, cada vez mais, no poder das memórias que se criam em dias seguidos, em momentos partilhados, em experiências desvendadas, em afectos trocados, em Verões cheios de cumplicidades. E na descoberta de tudo, especialmente, da capacidade quando tudo em redor te aponta as incapacidades.
Este ano, na "colónia dos pequenos", houve magia. E estes colonos serão, para sempre colonos. No mais feliz que essa palavra transporta em si.
7
[Obrigada Ana Catarina e Secret Surf School: sois os maiores!]
Ainda sobre o post anterior...
... somos da geração em que, graças à banalização das imagens, uma imagem deixou de valer mais que mil palavras.
MÃEGYVER| Festa das sereias
Quando a Maria João me apresentou os serviços da Party Lovers, numa fase em que me apetecia tudo menos pensar em festas, preparativos, lanche, decoração da mesa, pude finalmente suspirar.
Adoro organizar as festas da Ana, adoro a excitação que antecede o grande dia, o entusiasmo da Ana, a escolha do tema, o facto das minhas grandes amigas, entre as quais a madrinha da Ana, se envolverem e participarem na organização de tudo mas este ano não tinha energia nem ânimo, motivação ou disponibilidade mental para o fazer.
E se, por um lado, gosto de acompanhar tudo, de controlar todos os detalhes, de pôr o meu amor em cada pormenor, este ano tive que me resignar à minha incapacidade para o fazer com a atenção e dedicação que a minha filha merece e confiar em alguém que fizesse a minha vez. E não me arrependi pois a Maria João percebeu o que a Ana queria e concretizou cada ideia, cada desejo, cada detalhe e organizou a festa com um ingrediente essencial, o único segredo que garantia que não se notasse a minha ausência de todo este processo: amor.
E assim foi. O tema estava escolhido desde há meses e era Rapunzel mas, como é apanágio da minha filha, a duas semanas antes do dia, decidiu alterar a temática e andava a suspirar por uma festa com sereias. Sabíamos que queríamos um lanche de final do dia para respeitarmos as sestas de quem ainda faz sesta, para evitarmos as horas de maior calor e para conseguirmos que quem trabalha pudesse juntar-se a nós no final do expediente e foi a melhor ideia de sempre.
Convite: Ditongo
Quanto ao espaço - e devido a todas as circunstâncias familiares- andámos à procura de um espaço que não a nossa casa (embora tenhamos espaço exterior) e, num instante, a escolha recaiu na Quinta do Marquês, mesmo ao lado de casa, um sítio que conheço desde sempre, onde brinquei muito em criança e fui muito feliz e que é, agora, também um local maravilhoso para festas, com um espaço exterior fresco e cheio de sombras, espaçoso e ideal para as correrias das crianças, a instalação de insufláveis e trampolins e com sombras onde os crescidos podem usufruir sentados em poufs fofos e confortáveis. Em suma: perfeito!
Espaço: Quinta do Marquês
Tivemos sorte com a tarde e uma brisa refrescou-nos durante toda a festa. Percebi este ano, pela primeira vez, que havendo um insuflável e um trampolim, a festa está feita para os mais pequenos e nunca mais abdicarei destes. Os miúdos puderam correr e saltar à vontade, tiveram espaço para gastar energias e sentirem-se livres e não passaram a vida "em cima" dos adultos, que puderam usufruir da festa, descansados, uma fez que o espaço estava resguardado e exclusivo para usufruto dos convidados da Ana, sentindo todos uma liberdade, uma descontracção e uma sensação de segurança partilhada. Obrigada à querida Vera da Quinta do Marquês por todo o apoio que nos deu, pela simpatia e disponibilidade constantes e parabéns pelo projecto que tem tudo, tudo, para continuar a ser o maior sucesso!
Depois? Depois aconteceu magia pelas mãos da Maria João da Party Lovers que decorou todo o espaço interior e exterior de uma forma querida e criativa que fez as delícias de todos mas, em especial, da Ana: afinal, havia sereias! Sereias por toda a parte!
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
Aos 9 de Agosto de 2016: à Ana por ocasião do seu 4º aniversário
És o meu maior amor e amar-te faz parte de mim como respirar, ter pulsação ou sorrir involuntariamente quando estou feliz.
Amo-te pelo que és e somos tão diferentes em tantas coisas. Amo-te pelas novidades que me trazes todos os dias, pela pessoa que te revelas a cada momento como um tesouro no fundo do mar, que se descobre devagarinho, quando mais fundo se mergulha, quanto mais abertos conseguimos manter os olhos debaixo de água, quanto mais crescemos juntas, tu e eu.
Amo-te em todas as nossas diferenças de personalidade, de gostos, de reacções ou formas de estar. Amo-te em cada reacção, em cada acção, em cada gesto, em cada obstáculo ultrapassado, em cada conquista, em cada resposta, em cada "amo-te, mamã!" que me dizes de repente, em cada birra, em cada pedaço de ti.
Nasceste dia 9 e eu sei que não foi por acaso. Trouxeste às nossas vida esta prova dos nove e alertaste-nos para cada erro, acertaste todas as contas das nossas vidas, puseste cada coisa, cada emoção, cada afecto, cada pedacinho do coração no sítio certo, sem margem de erro, sem subtracções nem divisões, só somas e multiplicações. E exponenciais.
Somos maus de matemática, nós os teus pais das letras e dos desenhos, das histórias e das cantigas, dos colos e das cavalitas, dos abraços de família. Tu trouxeste-nos a magia dos números que amas, das contas que te desafiam, dos dedos estendidos a fazerem cálculos, da prova dos nove e deste quatro que fazes hoje, como um teste de equilíbrio que trouxeste às nossas vidas.
Um teste de equilíbrio superado.
Fazes quatro, querida Ana, com o equilíbrio das 4 estações do ano, com a precisão das pontas dos compassos e com a plenitude dos quatro elementos. Com o espanto de um trevo de quatro folhas.
Quatro anos, querida filha: olhos de água, cabelo de terra, coração de fogo e sorriso do ar que faz todo o céu.
Feliz Ano Novo, meu amor. Para sempre.
[Texto escrito a 09-08-2016]
E na véspera do seu aniversário, à noite, ela abraçou-me...
"Quando voltas a ficar feliz, mamã?"
[Sim, consegue-se dar um intervalo à tristeza demorada, à tristeza resignada, à tristeza que veio para ficar.
Um filho consegue dar-nos motivos para dar intervalo à tristeza quando precisa da nossa alegria para ser feliz.
No dia 9 não fingi nem me esforcei. Estive feliz por ela. Para ela.
No dia 9 dei um intervalo à tristeza porque o amor é mais forte que a morte.]
Eu achava que a vida trazia GPS incorporado
Courage,
["Na verdade não traz. E eu perco-me algumas vezes, depois reencontro os caminhos, volto a situar-me e prossigo em frente. Pé no acelerador (sempre) mas, cada vez mais, o cuidado de ter a certeza de que os meus reflexos me assegurarão travar a tempo e carregar na embraiagem, para não deixar que isto vá abaixo, para não perder velocidade, para não parar.
Há poucas alturas em que me perco totalmente, fico desorientada, sem rumo e sem certezas, sem estrada de terra batida ou alcatrão, sem chão.
Hoje, pela terceira vez na minha vida, morreu-me uma pessoa. Morreu-ME que é diferente de morrer uma pessoa, morreu-ME para sempre, num caminho sem volta, num vazio que fica.
Quando morre um dos meus, um daqueles que sempre foram meus, que sempre fizeram parte da minha vida, perco-me por inteiro. Como quando vamos num caminho que percorremos todos os dias e, de repente, nos tiram uma referência, nos fazem questionar em que raio de estrada estamos, uma estrada sempre nossa, sempre familiar, uma estrada que sempre percorremos e que, de repente, nos afigura estranha e desconhecida. Assustadora apesar da sensação de dejá-vu.
O meu tio morreu. Esperámos a morte anunciada com uma esperança ingénua de que o amor contrariasse o destino. De que cada tratamento e protocolo prescrito pudesse trazer um milagre, um revés, uma esperança, um adiamento. Acreditámos na cirurgia que nos propuseram para que pudesse ouvir melhor o ajudasse, efetivamente, apesar do tumor lhe empurrar o canal auditivo. Acreditámos que estava melhor quando deixou de expulsar pelo nariz os líquidos que tentava ingerir apesar de ser apenas sinal que o tumor crescia e lhe bloqueava também esse canal. Pusemos fé nos protocolos combinados de radioterapia e quimioterapia e tentámos não nos impressionar com a pele do pescoço queimada e em sangue após cada sessão, a magreza crescente, as tonturas e os desmaios. Tentámos não valorizar a falta de audição e ajustámos o nosso tom de voz e a nossa impaciência e frustração para que continuássemos a comunicar. Tentámos não mostrar que era cada vez mais difícil perceber a sua voz, cada vez mais fraca, cada vez mais embrulhada naquele maldito cancro. Custou-me, a cada dia que passava, encarar a sombra em que o meu tio se ia entornando, confrontar-me com aquela imagem doente e cadavérica, às vezes evitava que os meus olhos se cruzassem com os seus, na expectativa vã que não percebesse o nó que me crescia, também a mim, na garganta, não por solidariedade mas por tristeza profunda, por medo que me percebesse o medo, o lamento, a minha sensação merdosa de impotência.
Numa consulta a que fui com ele o médico mandou-o despir a camisa. As lágrimas fugiram-me e tentei disfarçar: o meu tio parecia uma vítima do Holocausto. O meu tio que sempre gostou de comer, de beber, de chocolatinhos em miniatura e de enchidos gulosos, de passarinhos fritos que apanhava com ratoeiras com formiga de asa, de sandes de courato nas roulotes em dias de jogo na Luz, de moelas e petiscos. O meu tio que nunca foi requintado, o meu tio que era um bon vivant, cá da malta, o meu tio estava a desaparecer, de dia para dia, ossos a desvendarem-se, carne a evaporar-se, olhos a amarelecerem-se, pernas a fraquejarem.
Tentei sempre mostrar que ia passar, que havia esperança. Tentei não dar o flanco, ser rija, não mostrar que estava com medo, continuei a falar-lhe como sempre, sem mariquices nem mimimis que cá em casa somos assim, rijos e pragmáticos, excelentes escondedores de emoções.
32 quilos. O meu tio com 32 quilos, os olhos e a pele bacilentos, o sorriso fechado, o corpo a morrer. Eu a entrar no S.O., a pedido da minha mãe, a tentar convence-lo a deixarem-lhe instalar a peg que o impediria de morrer à fome, que lhe providenciaria a alimentação que o maldito cancro não deixava passar. O meu tio a encarar-me, a tentar gritar, desesperado, a dizer "Tu não! Tu não! Por favor, Liana, não!". Eu a pedir-lhe que me ouvisse, a falar-lhe ao ouvido que ainda escutava, a explicar-lhe a importância de permitir aquele tratamento, a desvalorizar e a simplificar o procedimento. Os olhos dele nos meus "Não! Por favor, não! Quero ir para casa!". Eu a sair do S.O. , a chorar na casa de banho, escondida, para ninguém me ver. Eu de cara fechada a voltar a entrar, a sussurrar-lhe ao ouvido que estava bem, que ele é que sabia, que iríamos para casa, que ia ficar tudo bem, que não se preocupasse, que ninguém o obrigaria, que tivesse calma. Eu a falar com a médica, a pedir à enfermeira que lhe tirasse o catéter, a empurrar-lhe o corpo na cadeira de rodas, a arranjar-lhe o cigarro pelo qual desesperava há horas, a ajudá-lo a entrar no carro, a subir as escadas, a deitar-se no meu sofá, este onde estou agora a escrever e onde ainda lhe sinto o cheiro, lhe vejo o rosto, lhe sinto a presença.
A noite inteira acordada a vê-lo em agonia silenciada. "Deita-te um bocadinho, tio!" "Se me deito fico-me, Liana" "Não ficas nada, que disparate!" Eu a pedir ao Deus que muitas vezes não encontro que não o deixasse ficar-se. Eu a ajeitar-lhe as almofadas. A oferecer-lhe fruta passada, "Tenho fome mas não consigo. Estou cheio de fome mas não consigo, arde-me tudo Liana" Eu a ampará-lo até à casa de banho, a dar-lhe todos os medicamentos, a passar-lhe as bombas, o cotonete gigante para fazer a limpeza, os bochechos. Ele aflito, a tosse, a dificuldade em respirar. Eu a querer ajudar e a não servir para nada. Ele a pedir-me que lhe arranjasse um cigarro, "não tenho, tio. O Rui deixou de fumar". Ele agitado, nervoso. Seis da manhã, "vai-me comprar cigarros, por favor, Liana!". Eu à procura de tabaco perdido cá em casa, a encontrar um maço e a vê-lo sorrir, com vontade de sorrir, com alívio e olhos a rirem-se para o maldito vício que o matou. O fumo a sair-lhe da boca que não deixava entrar nem sair nada mais.
A minha mãe a apanhá-lo. A minha mãe a fazer o que sempre fez, a assumir o comando do barco, a levá-lo para o hospital novamente, a gerir tudo. A minha mãe a ligar-me "o médico mandou despedir-nos dele. Está muito fraco. Ficou internado e não deve passar desta noite." A minha mãe a chorar e a minha mãe nunca chora e eu com mais medo e tristeza e um nó cada vez maior na garganta, numa noite em branco a aguardar, acordada, quem julgava que me iria acordar com notícias tristes, O sol a romper as frestas da janela. O telefone num silêncio que ansiava e temia.
O papel único do meu amigo Luis, enfermeiro de mão cheia. A sua intervenção para tudo o que se seguiu: "Se quiseres que ele não morra sozinho vai para lá para o pé dele". Vesti-me para o dia da morte do meu tio e cheguei, autómata, ao hospital.
Respirava com a ajuda de uma máscara, olhos semi-cerrados, máquinas por todo o lado, pele ainda quente, morfina ao lado e uma serenidade que nunca lhe conheci. Toquei-lhe no rosto, nos ombros, falei-lhe ao ouvido que ouvia aquele tempo todo, devagarinho. O seu coração acusava que me estava a ouvir, a frequência cardíaca aumentava ligeiramente a cada frase minha e eu rezava para que aquele gráfico das pulsações não parasse de subir e descer, mesmo que eu tivesse que falar para sempre, que nunca mais tivesse que me calar.
O meu tio com mais dificuldades em respirar. Senti que estava quase na hora. Dei-lhe a mão e pedi-lhe que se sentisse em paz. Apertou-ma pela última vez e deu um suspiro mais alto. Depois a máquina começou a ter linhas rectas, a pulsação começou a parar e ficámos ali os dois, ainda de mãos dadas, ainda quentes, mais um tempo, não sei precisar, os meus olhos inundados num mar de dor, a minha garganta num nó cego, o meu coração numa escuridão que esvazia.
O meu tio morreu, estava calor na rua mas a sua pele arrefeceu e eu fui a pé para casa, a chorar devagarinho com pena dele e da vida, lamentando escolhas e infortúnios, sentindo-me cada vez mais só no Mundo e esvaziada de amor.
Eu achava que a vida trazia GPS incorporado mas não traz. E quando desaparece, assim, uma referência que sempre lá esteve, eu perco-me e dificilmente me volto a achar, até posso voltar ao caminho mas o caminho nunca mais é o mesmo e fico perdida de qualquer maneira. Morrem-me pessoas e eu morro sempre um bocadinho com elas, as pessoas para quem eu sou a Liana, a miúda, as pessoas para quem eu posso ser só eu.
A vida não tem satélites que ajudem a recalcular o percurso mais rápido, mais fácil, onde se pagam menos portagens ou onde cheguemos mais rápido ao nosso destino. A vida não tem sequer mapas ou bússolas e às vezes temos que nos resignar a prosseguir pelos caminhos confiando na fé e nas estrelas.
Talvez seja por isso que acredito naquilo que disse à Ana: "O tio foi para o céu e mora agora numa estrelinha".
Que a sua estrela, como a do meu avô e da minha avó, me guie sempre que me perca já que tenho a certeza que a vida não vem com GPS incorporado.
Por agora? Por agora só vejo- ainda- escuridão." ]
Aos 6 de Agosto de 2016, pela morte do meu tio
domingo, 7 de agosto de 2016
"Somos só sobreviventes com carimbos falsos nas credenciais"
Vamos lá contar as armas
tu e eu, de braço dado
nesta estrada meio deserta
não sabemos quanto tempo as tréguas vão durar...
há vitórias e derrotas
apontadas em silêncio
no diário imaginário
onde empilhamos as razões para lutar!
Repreendo os meus fantasmas
ao virar de cada esquina
por espantarem a inocência
quantas vezes te odiei com medo de te amar...
vejo o fundo da garrafa
acendo mais outro cigarro
tudo serve de cinzeiro
quando os deuses brincam é para magoar!
Vamos enganar o tempo
saltar para o primeiro combóio
que arrancar da mais próxima estação!
Para quê fazer projectos
quando sai tudo ao contrário?
Pode ser que, por milagre,
troquemos as voltas aos deuses
Entre o caos e o conflito
a vontade e a desordem
não podemos ver ao longe
e corremos sempre o risco de ir longe demais
somos meros transeuntes
no passeio dos prodígios
somos só sobreviventes
com carimbos falsos nas credenciais
quinta-feira, 4 de agosto de 2016
31 dias que prometem
... nascimento de uma nova sobrinha. Uma festa para preparar. Promessa de sal na pele. Aniversário da filha. Somersby no congelador. Tempo a dois. Tempo a três. Tempo. Um campo de férias para preparar. Juntar pessoas boas. Sal nos pés. Despertador a ignorar. Surpreender pessoas que precisam de ser positivamente surpreendidas. Cabeças no ar. Abolição das pressas. Verbo piscinar. Campo de férias. Mais peixe que carne no prato. Manhãs sem birras, Uma lua-de-mel para preparar. Acordar com a luz do sol. Voltar a este blog como uma fénix que coaxa. O luxo do tempo.
Sempre o luxo do tempo.
Festa do 4º aniversário da Ana: preparativos
"Então Ana, como vamos fazer a tua festa este ano?"
"Eu queria uma festa da Pequena Sereia, mãe!"
"Hummm, boa! Deixa a mãe pensar..."
"É fácil: tu mascaras-te de Athena, o pai de Tritão e alugamos o fundo do mar, que achas?"
...
...
...
terça-feira, 2 de agosto de 2016
Estou um bocadinho mais pesada...
Bem-vinda ao Mundo, querida sobrinha L!
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
Para todos aqueles que me enviaram mensagens a querer contribuir
"A minha primeira colónia foi aos 13 anos, depois de um ano difícil. Foram duas semanas diferentes é certo, penso que na altura foi a primeira vez que dormi fora de casa, que estive fora de casa duas semanas "sozinha". Dessas colónias dos mais novos já não tenho grandes lembranças, mas sei que em todas elas me diverti, que fiz amizades, cresci e aprendi.
Aos 17 anos entrei para o campo de férias dos adultos. Ai cresci imenso a nível pessoal e aprendi muito. Creio que a palavra de ordem é aprendizagem. No campo aperfeiçoei competências do dia a dia. Aprendi tantas coisas que estaria aqui um dia inteiro a relatar essas aprendizagens. No campo de férias encontrei uma família, a seita, que está la sempre nos bons e nos maus momentos, fico muito feliz por pertencer a esta família que cada vez se alarga mais e é cada vez mais unida.
Sou muito mais rica desde que entrei nesta família e todos os verões anseio por esta semana, por voltar a reunir.me com eles para uma semana de aprendizagem e diversão."
Sofia Mendes (Lisboa)
Ajudar a ASBIHP é fácil ! Entre outras formas, pode fazer-se através de donativo. Quer seja um cidadão individual, profissional liberal ou empresa, pode aliviar desta forma a sua carga fiscal, ajudando.
Donativos IBAN: PT50 0010 0000 1759 9800 0017 0
Quais os Benefícios Fiscais para quem doa?
• Particulares: A atribuição de um donativo em dinheiro traduz-se num benefício fiscal dedutível à colecta de IRS às pessoas singulares que o atribuem à Associação de Spina Bifida e Hidrocefalia de Portugal.
• Empresas: O valor doado à Associação de Spina Bifida e Hidrocefalia de Portugal é dedutível a 130% no IRC da empresa (artigo 62.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais, aprovado pelo Decreto-Lei N.º 215/89, de 1 de Julho).
Para qualquer informação adicional não hesite em contactar-nos usando o telefone (218596768) ou email ( sede@asbihp.pt ).
Estamos em preparativos de uma nova edição de um Campo de Treino
Este ano não queremos nada mais que isto: fazer com que cada um dos participantes (quinze assegurados, 30 interessados e nós em trabalho árduo para não deixarmos ninguém de fora) sinta que é fantástico da forma como é.
Sem tirar nem pôr. Just the way they are.
"O meu nome é Pólo Norte e sou uma Somersbyana anónima"
Querida Somersby,
chegaste de mansinho, como uma passa que alguém oferece atrás do pavilhão da escola, e uma 'ssoa pega só naquela de não ser "cortes" e xaláver se isto presta para alguma coisa.
Prestavas.
E passaste a ser companheira de esplanada, confidente de finais de noite quentes no quintal, companheira aconchegadinha no congelador, ali, inofensiva, entre as ervilhas e os congelados, só naquela de não te dar muita importância.
De repente instalaste-te como uma paixão fugaz e passageira. Os ginger-ales são sugus líquidos, as imperiais passaram a ser sensaboronas, as minis uma coisa meia nheca, o licor beirão um caloiro na arte de me fazer feliz e os gins uns petulantes que muito prometem e pouco cumprem. Só ainda não bates as kimas porque, pronto, não há amor com'ó primeiro e kima é kima.
Querida Somersby, não sei se é da frescura, se do sabor, se da acidez, se da memória a trina de maçã da minha infância mas com álcool em bom; mas, a verdade, a grande verdade, é que chegaste de mansinho e já não posso passar sem ti.
Não me ofereçam outras cidras, outras mijocas que tais nem sequer a tua irmã feia com sabor a amoras.
Somersby original só tenho uma reclamação:
"Para quando um grupo de Somersbyanos anónimos?"
[Não volto a beber a primeira Somersby com o pretexto "ah, é só uma!". Não volto a beber a primeira Somersby com o pretexto "ah, é só uma!". Não volto a beber a primeira Somersby com o pretexto "ah, é só uma!". Não volto a beber a primeira Somersby com o pretexto "ah, é só uma!". Não volto a beber a primeira Somersby com o pretexto "ah, é só uma!". Não volto a beber a primeira Somersby com o pretexto "ah, é só uma!". Não volto a beber a primeira Somersby com o pretexto "ah, é só uma!". Não volto a beber a primeira Somersby com o pretexto "ah, é só uma!". Não volto a beber a primeira Somersby com o pretexto "ah, é só uma!". ]
Agosto, o tempo e as ideias a pousarem
Tenho a idade em que as coisas são vistas com mais calma, mas com o interesse de seguir crescendo.
Tenho os anos em que os sonhos começam a acariciar com os dedos e as ilusões se convertem em esperança.
Tenho os anos em que o amor, às vezes, é uma chama intensa, ansiosa por consumir-se no fogo de uma paixão desejada.
E outras vezes é uma ressaca de paz, como o entardecer em uma praia.
Quantos anos tenho?
Não preciso de um número para marcar, pois meus anseios alcançados, as lágrimas que derramei pelo caminho ao ver minhas ilusões despedaçadas…
Valem muito mais que isso
O que importa se faço vinte, quarenta ou sessenta?!
O que importa é a idade que sinto.
Tenho os anos que necessito para viver livre e sem medos.
Para seguir sem temor pela trilha, pois levo comigo a experiência adquirida e a força de meus anseios.
Quantos anos tenho? Isso a quem importa?
Tenho os anos necessários para perder o medo e fazer o que quero e o que sinto."
(estou á procura do autor)
Subscrever:
Mensagens (Atom)



























