domingo, 26 de junho de 2016

Vamos falar de coisas sérias




SABIAM QUE...

 * Cerca de 4500 gravidezes da União Europeia resultam em fetos com defeitos do tubo neural, como a Spina Bífida?

 * 38% a 50% das gravidezes, na Europa, não são planeadas?

 * 3 em cada 4 malformações congénitas do tubo neural podem evitar-se com um suplemento farmacológico de folatos antes de engravidar (3 a 6 meses antes) e durante os primeiros 3 meses de gravidez (o tubo neural começa a formar-se cerca do 20º dia de gestação)?

 * O suplemento de ácido fólico está indicado para todas as mulheres que desejem engravidar, devendo ser duplicada a dose em caso de haver antecedentes familiares com esta malformação?

 Se estão a pensar engravidar falem com o vosso médico sobre a toma de ácido fólico.

 Mais informações aqui

Ana a comentadora desportiva em 3 actos# jogo 4

Prólogo 

 Ana: "O meu jogador preferido é o de cor-de-rosa"

(É o guarda-redes da outra equipa...)



Acto I


Eu para mámen: "Queres ver que vem aí outro empate?"

Ana levanta os olhos das plasticinas que está a moldar e olha atenta para a televisão: "Quando vierem os empatinhos chamem-me!"

...

Acto II


Mámen (que raramente bebe álcool) vai buscar a segunda rodada de cervejas geladinhas ao frigorífico.

Ana: "Porque é que vocês estão a beber cerveja?"

Mámen: "Porque estamos a ver o jogo. É para dar sorte, filha!"

Ana: "Deram sorte? O Portugal está a ganhar?"

Eu: "Ainda não, filha!"



Ana dirige-se ao frigorífico: "Vou buscar uma para mim, pode ser?"

...

Acto III


"Mãe, posso adivinhar qual o teu jogador preferido?"

"Podes. Diz lá!"

"É o de preto, não é mãezinha?"

(Era o árbitro)

...


Epílogo


Um jogador cai.

"Acho que mãe dele agora vai lá e põe-lhe o Arnidol"

...

...

...

Movimento #jesuisQuaresma


Iniciado pela minha amiga Ana e seguido pela trupe quadripolar.
Nunca me desiludem, caraças!

Alguém me ajuda?

Ana, pela manhã, a ver a Ariel:

"Mãe, mas afinal como é que as sereias fazem xixi e cocó?"


Arrrhhh... Hum...

Pois.

100 Quadripolares que vale a pena conhecer # João (32)



"Para onde corres?"
"Corro sempre para um fim e por um fim.
Dizem os antropólogos que, se antigamente corríamos, ou era para caçar, ou era para evitar sermos caçados.
Eu, sou um corredor misto, ora fujo, de um medo, ora procuro, um objectivo."
João

Quaresma adormece, emocionado com todas as manifestações e carinho dos portuguesas, ao som da sua música

                                    

sábado, 25 de junho de 2016

O que tens a dizer acerca do Quaresma, Pólo Norte?

Jobi, jobava-o cá com uma pinta.

Comparando à respectiva escala

Fui a uma conferência representar Portugal. Estavam representantes de 17 países e cada um teve oportunidade de apresentar as suas acções, planos de actividades e actividades desenvolvidas. Os países do Norte muito back to basics, keep it simple e tal. Os países do Centro da Europa muito conceptuais, a discutir ferramentas e metodologias, com questões de pré teste e pós teste e acções concretizadas (que é bom!) nada.
Portugal e Espanha começaram, à vez, a relatar o que têm feito. Com constrangimentos, desenrascanços, improvisos e muito jogo de cintura fizemos- os dois países- mais que os outros 15 juntos. Somos, claramente, os que têm mais inteligência prática e os mais eficazes (não eficientes) e os que, realmente, fazem acontecer. Temos um péssimo marketing pessoal e esquecemo-nos é de fazer gala e empolar o que fazemos, de nos sabermos vender e de todo o show off.

No rescaldo dos trabalhos nós e os espanhóis pensámos em voz alta: na conferência como no Mundo?

Pequenas grandes vitórias

A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou por unanimidade, dia 21 de junho, a recomendação do BE para a adaptação dos parques infantis do concelho para crianças com deficiência. Para que um parque infantil seja inclusivo deve ter equipamentos adaptados para crianças com deficiência, assim como a zona circundante ao parque infantil deve também ser acessível a pessoas com deficiência, como por exemplo o estacionamento, o piso rebaixado e o pavimento deve ser adequado.

Por outro lado...

... nunca vi montras tão bonitas e queridas como em Budapeste.


Portugal também deveria aderir à vaga de referendos

Algumas sugestões de assuntos críticos a referenciar:

Correiodamanhexit

Chagasfreitexit

Frasesinspiracionaisdachiadoeditorexit

Xenófoboscontraoacolhimentoderefugiadosexit

Músicasdoandrésardexit

RevistaHappexit

LOLexit

HelloKittexit

Comentadoresdejonaisonlinexit

Maternobullyingexit




Brexit: foi assim

                                        

Análise sociológica dos Húngaros em 3 actos

Húngaros fofinhos. Só que não. 



Acto I

É madrugada e queremos apanhar o autocarro 16 que nos levaria a Buda. Entramos no autocarro, estendemos a nota e o motorista informa-nos que não tem trocos. Eu já estava sentada num banco e o motorista sugere que mámen saia do autocarro e vá comprar bilhetes nas máquinas do metro, ali ao lado (os bilhetes são iguais). 
Mámen sai e (literalmente) um minuto depois o motorista decide que não vai esperar pelo passageiro que teve que ir comprar bilhetes sem ser a bordo porque ele próprio não tinha trocos. E arranca. 
Comigo a bordo. 

Acto II

No último dia, depois do secretariado ter assumido o erro e garantido que nos custeavam todas as despesas inerentes à nossa estadia não programada, almoçámos no hotel. À saída, o empregado da recepção garantiu-nos que tínhamos que pagar a refeição. Explicámos que não, mostrámos o email que a nossa interlocutora tinha enviado para o hotel como o nosso cc a pedir que a invoice fosse emitida no nome da Companhia e que todas as refeições estivessem incluídas. 
Resposta: "Aqui diz todas as refeições mas não especifica". 
Não estávamos a perceber: mas não especificava o quê? 
"Não diz jantar de domingo e almoço de segunda. Diz só todas as refeições!"
Pergunto-lhe se está a brincar comigo. 
"Não". 
Para não armar chinfrim paguei e pedi um comprovativo do pagamento para que a Companhia me ressarcisse. 
"Não"- foi a resposta. 
"Não quê?". continuei. 
"Não te dou o recibo, isto é para a contabilidade do hotel!"
Respiro fundo. Ligo para a Companhia. Ele recebe um email da minha interlocutora e arranca-me, literalmente, o cartão de crédito da mão: "I'm gonna refund you"
Filho, "refunda" o que quiseres com esse ar aziado, mas no fim dás-me os recibos dos dois movimentos contabilísticos, explico-lhe. 
"Não". 
Subo para o balcão (o meu metro e sessenta obriga-me a dar pulinhos para chegar aos colarinhos das pessoas), aponto-lhe o dedo e espeto-lho no peito: "Dá-me os dois recibos. Já!"
Deu fotocópias. Para lhe sacar os recibos acho que tinha que o espancar. 

Acto III

Nós perdidos no meio da cidade: "Desculpe, pode dar-nos uma informação?"
"Não"
Dirigimo-nos a um polícia: "Desculpe, temos uma dúvida quanto a transportes: pode ajudar-nos?
"Não. Sou polícia!"
Ficámos sem bateria no telemóvel e no bar onde fomos ver parte do jogo Portugal- Áustria pergunto, por cortesia, ao empregado se posso pôr o bicho a carregar numa tomada que ali tinha à beira.
"Não"
Estamos com uma vista brutal da Chain Bridge e pedimos a um transeunte se nos pode tirar uma fotografia aos dois. 
"Não." 


Uma simpatia que só visto.


Epílogo

Segunda viagem para o aeroporto depois do engano dos voos. 
Todos os taxistas que nos calharam na sorte não falavam quase nada de inglês e este começou logo a meter conversa. Era simpático e começou a contar a sua história. Que era russo e tinha sido polícia antes de ter emigrado para a Hungria e ser taxista. Conversa puxa conversa e falamos de futebol. Ele aborda a tensão entre os adeptos ingleses e os russos. "You know, they don't know us; we'll kill them!". Rimos da força da expressão. Ele continua" Nós, os russos falamos uma vez para as pessoas. Se elas não perceberem... then we kill them". Mais uns quilómetros e fala sobre a família. "Tenho 54 anos e a minha mulher 41. Agora sou uma homem novo. Mais calmo.Já não mato ninguém há mais de três anos..."
Olho para mámen e começo a rezar a todos os meus santinhos. Caraças, e se o homem parvo da recepção,  que por acaso, até foi quem chamou este táxi, mandou um homicida limpar-nos o sebo? O aeroporto nunca mais se avistava.  À chegada transpirava em bica. Demos-lhe uma gorjeta generosa, só por causa das coisas, O taxista despede-se de nós; "you're nice people. E would never killed you". 
Saímos no aeroporto e vim até Lisboa a olhar para trás para ver se ele nos seguia, 

Sobrevivi a Budapeste. Nem eu sei bem como.


Voltámos da Bobadela!

Fomos em trabalho e tínhamos o fim-de-semana tooodo ocupado com uma agenda carregada. Chegámos sexta à noite (voámos numa nova companhia low cost- a Wizz- e, pelo que percebemos, mete quer a Ryanair quer a Easyjet a um canto) e fomos direitos ao hotel que, btw, não recomendamos (noutro post, lá iremos). 
A Ana ficou, pela primeira vez, um fim-de-semana inteiro longe de nós e foi uma espécie de mixed feelings: soube-nos bem a rapidez com que nos despachámos em todo o lado, o tempo a render-nos mais, a capacidade de podermos improvisar sem termos que pensar no bem-estar e no conforto dela, a cumplicidade a dois (quase vinte anos depois ele continua a ser o meu melhor companheiro de viagem), as refeições com a conversa em dia sem milhões de interrupções e o sono profundo numa cama de hotel tamanho XL sem termos que estar de vigília para o caso dela chamar a meio da noite para pedir água, xixi, acordar de um pesadelo ou vir infiltrar-se na nossa cama; por outro lado, lembrávamo-nos dela amiúde, sempre que víamos coisas que ela gostaria reiterávamos que voltaríamos para lhas mostrar e parecia que nos faltava sempre qualquer coisa, o peso do seu corpo no colo enquanto andávamos, as mãos livres sem a dela a segurar a nossa enquanto caminha ao nosso lado, a voz como música de fundo. 
No sábado começámos a trabalhar logo de manhã

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Por coisas cá destas continua a ser o meu blogger-gajo preferido...

Não, espera, volta: Rui Sinel de Cordes e as redes sociais

Rais parta, não percebem que o rapaz é sensível? O rapaz não pode sair das redes sociais, é necessário. Talvez ninguém esperasse que o rapaz se fartasse, pelos manifestos que faz cada vez que leva bordoada. O rapaz lá no fundo só quer ser compreendido e não ter de explicar, nestes manifestos cada vez mais extensos e explicativos, todas as piadas que faz. Claro que cada manifesto era uma chamada de atenção; primeiro a proverbial cabeça no forno, depois a overdose de comprimidos, mais à frente os pulsos cortados. Todos os manifestos gritavam "ajuda, por favor" e agora foi mesmo a sério. A esta hora o rapaz está trancado na garagem a queimar gasolina em vão. Eu julgava que o rapaz ia estar cá para sempre, porque julgava que os manifestos eram mesmo manifestos. Pessoas com convicções remam contra a maré porque sabem que estão certas. É por isso que precisamos, todos, de ter o rapaz de volta no Facebook. Por causa de convicções. As mesmas que muitas outras pessoas, mais obstinadas que o rapaz, teimam em não largar: homofobia, xenofobia, sexismo, racismo (e infelizmente, mau gosto, que a tal piada era fraquinha). Pessoas que encontram neste rapaz um ombro amigo, onde o humor se confunde com opinião. Precisamos do rapaz no facebook para poder encontrar as pessoas que têm estas opiniões. O rapaz é um aqueles galos que mudam de cor com o tempo. Não diz nada que eu não esteja à espera, mas diz muito sobre as pessoas que gostam de ter um galo que muda de cor em casa."

Prezado no seu "Perdido pela Cidade"

Fanico mode: eu explico

A propósito deste post na página de facebook do Quadripolaridades



Suspiro*

E eis que ela- ainda não recuperada da famigerada festa de Natal da escola da filha- percebe que chegou a véspera da festa de final de ano.


Desta vez não me apanham desprevenida:

Fato camuflado: checked
Treino de resistência para estar de pé 3 horas sem me mexer: checked
Capacete: checked
Acenar à princesa para não vazar o olho da mãe do lado: checked
Botas de biqueira d'aço: checked
Conhecimento de cor da música a cantar: checked
Competências de ventríloquo: checked
Smartphone em carga: checked

 I'm ready, bitches!



quarta-feira, 15 de junho de 2016

O Mundo divide-se...

... entre as pessoas que preferem areia e as que preferem as rochas.



[Mámen: esta é para ti!]

O que é nacional é bom!

Há uns tempos fez furor nas redes sociais um marinheiro norueguês muito bem apessoado, sim senhora, e eu até gosto de loiros nórdicos e tudo e tudo. Lasse Matberg é tudo de bom em jeito viking.
Mas a Marinha portuguesa, como se sabe, é do mais alto nível, pelo que, por aqui continuamos fiéis ao potencial nacional. 

Ora espreitem:


Gabão? Eh lá!






"Olá Polo Norte. 
 Tarda mas não falha. 
 Podes juntar o Gabão à lista. 
 E resume-se a isto: plataformas, petróleo, calor, água quentinha, pé na areia e muita praia. Bisous.

Andreia Silva"

Conheça todos os países já quadripolarizados aqui.

A culpa é do Abrunhosa, já se suspeitava!


terça-feira, 14 de junho de 2016

Ana a comentadora desportiva em 3 actos# jogo 1

Prólogo

Avisei a Ana de manhã que vamos ver o futebol fora à noite e mostrei-lhe a t-shirt de apoio à selecção. 

Resposta: "Não pode ser em cor-de-rosa?"



Acto I


(Ana a ver os hinos)

"Posso ser dos dos cabelos iguais aos meu?"

 ...

Acto II


Islândia marca.

Mámen, no calor do momento: "Ahhh, cabr..."

Interrompe a tempo o vernáculo, lembrando-se que a Ana está presente.

"Cabrões, pai! Querias dizer cabrões, não era, paizinho?"

...

...

...

Acto III


"Portugal ganhou?"

"Não, Ana!"

"Já posso pôr esta camisola no cesto da roupa suja e vestir uma cor-de-rosa?"

...




(Não percebo como o Record não contrata a Ana como comentadora)

Sai uma Cuba quadripolarizada!


Granda beijinho, querida Ana!

  • Conheça todos os países já quadripolarizados aqui.

Coisas que só os leitores açorianos perceberão

O anúncio do leite bom e das vacas felizes dos Açores é muito lindo mas exibir açorianos à laia de agro-betos ribatejanos vestidos à Golegã não cola com as imagens reais dos produtores de leite dos Açores, pá!

A PROVAR| Os waffles do David

Uma das coisas que mais gosto no caos das cidades, na impessoalidade e no anonimato colossais, são os pequenos segredos de quem lá vive: os bolos quentes que se vendem até altas horas num determinado bairro, o bar minúsculo e carismático escondido numa rua secundária ou a esplanada que só alguns nativos conhecem. 
Por isso, quando a Ana me falou dos melhores waffles do Mundo, confeccionados pelo David- um belga waffle-talentoso e ainda por cima giro- não tive como não ir experimentar. 
E foi assim, que numa das terças feiras em que a Waffles LX ocupa o espaço do Origami Hostel, ali no Intendente, lá estava na fila para provar e comprovar o que me afiançou a Ana: são, efectivamente, os melhores waffles do Mundo!
À primeira garfada do meu waffle com mousse de chocolate caseira e cobertura de calda de frutos do bosque apetecia-me cantar o hino da Bélgica. Soubesse eu o hino da Bélgica. Soubesse eu cantar. 
Estou ansiosa por provar o waffle com panna cotta caseira e ananás ou o de mousse de chocolate e côco ralado. 




Os waffles do Davis, às terças feiras, no Origami Hostel do Intendente eram o novo segredo mais bem guardado de Lisboa. Eram porque acabei de estragar tudo. Mas não o podia guardar: é um pecado não partilhar dicas destas.

  


Ora arrisquem em provar e logo me contam!

[Ô Belgique, ô mère chérie, À toi nos cœurs, à toi nos bras, À toi notre sang, ô Patrie ! Nous le jurons tous, tu vivras ! Tu vivras toujours grande et belle Et ton invincible unité Aura pour devise immortelle : Le Roi, la Loi, la Liberté ! Aura pour devise immortelle : Le Roi, la Loi, la Liberté ! Le Roi, la Loi, la Liberté ! Le Roi, la Loi, la Liberté !] 


  Descobrir os melhores waffles de Lisboa

O quê? Waffles caseiros da Waffles Lx
Quando? Às terças-feiras nos chamados "Waffledays", a partir das 18h
Onde? Origami Hostel, no Intendente, em Lisboa

E o descalabro segue dentro de momentos

Poucas coisas me frustram mais que a gestão da caixa de mensagens da minha conta de facebook bem como da página de facebook do Quadripolaridades.

Frustração porque, infelizmente, não consigo responder a toda a gente em tempo útil, o que faz de mim a megera, cascavel, jararaca, peneirenta com a mania que não sou. Sou só desorganizada e giro mal o meu tempo.

Com a nova obrigatoriedade imposta pelo Mark do facebook

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Chegou, finalmente, a Primavera!


Ana com brincos de cereja- Santo António de 2016

Mais asco

Imprensa condena, através de notícias várias, a chacina de Orlando em que morreram 50 pessoas por razões de aparente homofobia.

Mesma imprensa agarra num post genial da autoria de Rui Maria Pêgo acerca deste crime hediondo e selecciona o quê para os títulos gordos? Excertos da opinião bem construída e fundamentada? Trechos de um texto incrivelmente lúcido e bem escrito?

Que o rapaz assume a sua homossexualidade.


Nojo.

Barómetro da amizade

Passar férias em conjunto com outras famílias: pernoitar, partilhar refeições e despesas, respeitar ritmos, negociar, celebrar diferenças, experimentar rotinas alheias e permitir que experimentem as nossas, ser flexível e acabar os dias em comum desejando que se repita a experiência. 

Não basta ser-se amigo para se fazer férias em conjunto. Até na amizade é preciso haver compatibilidade.



[Paulo e Margarida: obrigada.]

Do nojo geral

"

Sexo, bufos e os filhinhos da mamã


Circula na Internet um vídeo de um casal que faz sexo à luz do dia ao lado de uma criança de 10 anos, que assiste. A melhor série que vi nos últimos tempos foi a Candice Renoir, na RTP 2, uma impecável crónica de costumes da actualidade, em França, mas que podia ser aqui ou noutra qualquer sociedade ocidental. É um espelho do que somos hoje. Nem por acaso no episódio deste Sábado, a Candice, uma bela e irreverente inspectora da polícia, descobre que a filha e os colegas com 16 anos roubaram um exame e confronta-os, aos gritos de indignação. Alguns deles, com 16 anos, protegidos por um grupo de 20, insultam-na. A filha diz-lhe que a detesta e sai da casa da mãe, para casa do pai – o casal está separado. Um dos miúdos filma a cena dos berros e insultos, coloca na internet, ela é alvo de chacota e o procurador-chefe confronta-a dizendo que ela põe em causa a imagem da polícia. Portanto o grave não foi roubar o exame, copiar, insultar em grupo uma senhora, mais velha, desrespeitar a mãe, e filmar, numa invasão escandalosa da privacidade – tudo isto na minha infância chamava-se roubo, mentira, delação. O grave foi, imaginem!, que ela gritou com os pobres adolescentes, já se sabe, Oh a adolescência!, e isso colocou em causa a “imagem” da instituição. Já o procurador actuar assim é uma defesa da “imagem da instituição”.
Não sei se configura crime a cena de sexo e que tipo de crime, mau gosto, puro exibicionismo, simples estupidez e brutalidade sobre a criança, tenho a certeza que é. Mas sei que nada legitima que esse vídeo seja colocado na internet, mesmo que seja isso que o casal “estava mesmo a pedir”. Chamam-se as autoridades competentes, entrega-se a prova e o caso fica fechado em investigação. Os emails pessoais, os vídeos, as gravações estão protegidas. Abri-los, expô-los, filmá-los é exactamente o que se fazia na sede da polícia política, chama-se totalitarismo – violação de correspondência, imagem, privacidade. Não me venham dizer que o problema central se resume à cena degradante do sexo ao lado da criança – aliás, se a achavam degradante, como eu acho, podiam ter interrompido, aos berros, em vez de se colocarem de fora, caladinhos, a assistir, até ao fim, filmar, e depois, sob anonimato, colocar online.
A bufaria está instalada na nossa sociedade e é bom que quem tem ainda dois neurónios a funcionar e quer que fiquemos a viver neste país, comece a levantar processos em tribunal a esta gente que circula a nossa correspondência e a nossa voz e imagem, e que quando eles passem na rua sejam tratados como reles informadores, que é isso que são. Já agora, filho meu que assistisse em silêncio aos colegas a insultar-me, com ou sem razão, chegava a casa e ficava um mês de castigo. Se o pai o recebesse depois disso em casa, em fuga da sua cobardia, era porque eu tinha tido filhos do homem errado. O castigo podia ser ir já trabalhar porque estudar, ou seja, viver à custa dos outros, no caso os pais e quem paga a escola através de impostos, implica uma série de regras elementares, entre elas pedir desculpas quando se erra em vez de insultar, em grupo. Sobre insultar a própria mãe esperava-se que o pai pusesse a filha fora de casa e que o procurador-chefe passasse pela filha e disse-lhe assim “sabes, a tua mãe é uma grande profissional, preocupa-se convosco, cuida de ti, trabalha por ti, vocês roubaram, vai lá e pede-lhe desculpa”. Mas sobre os chefes que protegem os bufos…já sabemos quase tudo – as empresas estão transformadas nisto. Têm ganho com isso afastar os mais capazes, promovendo a mediocridade moral e laboral."

sábado, 11 de junho de 2016

Vou ter muitas saudades deste Presidente

Resolvi um problema. Mais ou menos, vá.

A Ana diz a palavra "mãe" com uma frequência inimaginável. Propus-lhe um jogo: cada vez que vai dizer "mãe" substitui a palavra por "giraça". Expliquei-lhe a regra ao que ela acedeu:

"Sim, giraça!"

Já conto uma hora de ego inflamado. 

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Chegou aquela altura do ano...

... em que começo a pensar na festa da Ana (estamos a dois meses da comemoração dos 4 anos, como é possível?!).

Este ano já não tive qualquer hipótese e o tema está escolhido por ela há meses.

Mas depois, tropeço neste album da Parties Love e apaixono-me:






Fotografias: Parties Loves


Quem se atreve a adivinhar o tema da festa que aí vem?

As gentes de Viana estão indignadas


Como sabem as minhas raízes são minhotas e tenho assistido a um chorrilho de indignações acerca do cartaz deste ano alusivo à festas da Nossa Senhora da Agonia.
Independentemente dos argumentos contra a escolha do fato de Domingar (e não o de mordoma ou o de lavradeira), do ouro e da filigrana não estarem a preceito, de usarem uma imagem desenhada que parece a Anita no campo e não uma vianesa de carne e osso, o que eu me parto mesmo a rir é com a santinha ali à laia de emplastro...



Portugal, Portugal



À parte dos impostos, da política, dos autos de fé facebookianos, da crise, de gente sem problemas de mobilidade que continua a estacionar no lugar de estacionamento reservado a deficientes; à parte do preço das sardinhas em Junho, das pessoas continuarem a achar lindo e a partilhar citações bacocas de Pedro Chagas Freitas, da poluição de algumas praias, do valor das portagens e da gasolina; à parte da falta de apoio à cultura, à arte e às instituições sociais, da Margarida Rebelo Pinto vender livros, da burocracia generalizada, da falta de civismo dos condutores de automóveis, da existência de uma coisa chamada Correio da Manhã e outra chamada CMtv, da taxa de desemprego; à parte dos comentadores de jornais online, de patrões abusivos e empresas que fazem bullying, da ainda existência de touradas, da falta generalizada de dinheiro, da Chiado Editora, da comida excepcionalmente deliciosa e terrivelmente calórica, dos índices de crimes de violência doméstica; à parte de todas as merdas e merdices que este país tem- caraças tenho que o dizer: à parte de muitos portugueses- Portugal continua a ser um país bom para xuxu!

Bom feriado para todos!

A vida que fica depois da morte

Fez , por estes dias, oito anos que o meu avô morreu.
2008 foi o ano horribilis da minha existência e o início de um ciclo mau que não sei se já terminou. Em 2008 tive um desgosto de amor, separei-me, morreu o meu avô, mudei para um trabalho que se provou vir a ser um pesadelo. Tudo correu mal em 2008 mas nada foi pior que a morte do meu avô, a primeira morte em mim.
Quando nos morre alguém, pela primeira vez, entramos num beco escuro e gelado. Não reconhecemos aquele lugar. Sentimos o frio e o escuro e não sabemos se algum dia voltaremos a sentir calor e luz. Demora muito tempo essa travessia

quinta-feira, 9 de junho de 2016

"Parentalidade sem cromices."


Mafalda Anjos in "Revista Visão"

"Vou a Cascais, o que é me aconselhas a fazer?"

Ver o nascer do Sol no Guincho. Tomar uma meia de leite e um mini-croissant açucarado uma mini-bola de Berlim recheada com doce de leite na Sacolinha ao pequeno almoço. Descobrir que a Cresmina é a melhor praia da linha. Ou que a de S.Pedro é a melhor para levar os filhos. Comer um croissant de gila no Gianni dentro do Jumbo. Visitar o Museu Paula Rego. Andar de BICas na ciclovia do Guincho. Espreitar a Dejà Lu na Cidadela de Cascaus. Comer Hot Dogs no Centro Comercial Riade. Comprar sapatos de criança na Sapataria Paulo no Centro Comercial Assunção. Passear no paredão de manhã entre Cascais e o Estoril. Ver uma partida de futebol enquanto se come um hamburguer especial no Piper's. Ir às termas no Estoril. Ir às compras de fruta e legumes aos sábados de manhã no mercado de Cascais. Conhecer o borboletário. Beber uma cerveja especial e levar toda a família ao Jardim da Cerveja numa noite com música latina tocada ao vivo. Alugar uma gaivota na praia da Conceição e pedalar muuuito. Comer lamujinhas no Camões. Descobrir o nome "cascalense" da praia das Avencas. Namorar ao pôr do sol na esplanada do Farol Design Hotel. Encontrar na Avenida Valbom a Comer um gelado Santini no Santini original ou, se a fila estiver assustadora, descobrir que a gelataria Tchipepa não lhe fica atrás. Alinha num baptismo de voo no Aeródromo de Tires. Levar os miúdos para jantar e fazerem a sua própria pizza no Mr. Pizza Cascais. Descobrir que a Garret no Estoril é a pastelaria mais charmosa do Mundo. Tropeçar no alfarrabista mais querido da vila na Avenida Valbom. Subir ao terraço da House of Wonders e descer ao restaurante vegetariano para jantar (é, provavelmente, o melhor restaurante da vila neste momento). Comprar espanta espíritos de conchas e búzios no passeio ao pé da Baía. Espreitar a Boca do Inferno. Fazer um picnic no Parque Marechal Carmona e tentar encontrar penas de pavão caídas na relva. Comer um muffin no Bulain. Visitar o Museu Condes Castro Guimarães. Ter pena do que fizeram à praia de Santa Marta. Lanchar uma tosta na esplanada do Bar do Guincho ou na esplanada da Pedro do Sal. Maravilhar-se com a beleza do Farol de Santa Marta. Descobrir a Quinta do Pisão. Descobrir, sem pistas de nativos, onde se esconde o Alcatruz. Jantar a Picanha e a batata recheada da Mercearia Vencedora. Apanhar sol na pequeníssima praia da Rainha. Tentar perceber, depois disto tudo, porque é que os cascalenses parecem mais felizes.
 
É porque, de facto, o são.

AGENDA QUADRIPOLAR| Zumba na caneca em Mira

 
Será já no próximo sábado que os vizinhos do Bairro do Amor moradores em Coimbra, Figueira da Foz e Aveiro se juntarão num evento divertido e solidário: uma aula de zumba solidária!
 
O ponto de encontro será pelas 15h45 no Pavilhão dos Bombeiros Voluntários de Mira e aula terá início às 16h. A entrada tem o custo de 3€ que reverterão integralmente para as acções do queridíssimo Bairro do Amor.
 
Encontramo-nos por lá?
 
Inscrições para coimbra@bairrodoamor.com

Tenho uma amiga...

... que não acordou a horas e despertou em pânico.
Ao mesmo tempo que vestia a miúda, enfiava-lhe o pequeno almoço pelas goelas abaixo. Geriu a birra matinal do "eu queeeero levar o vestido da Rapunzel para a escola, buáááá!" e passou, num género de corrida de estafetas, a miúda ao pai para a calçar e pentear enquanto enfiava um vestido à pressão. Não teve tempo, obviamente, para tomar o pequeno almoço. Toda a família saiu de casa em tempo record.
Tenho uma amiga que disse bom dia ao porteiro da escola e não percebeu o olhar curioso do senhor. Que entregou a miúda à auxiliar e não entendeu o sorriso diferente e que ainda teve tempo para trocar dois dedos de conversa com a educadora da filha ignorando o olhar perscrutador que esta lhe dirigiu.
Tenho uma amiga que não sabe se se chateia com o marido que não reparou no sucedido depois de uma hora juntos, se parta o despertador que não tocou ou se se preocupe simplesmente porque ninguém teve coragem de lhe dar o toque de que tinha o vestido vestido do avesso.
 
...
 
...

...

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Georgia on my Mind




"Querida Pólo,
Sou leitora quase diária do blog e adoro a cruzada quadripolar!
Este ano contribuí com a Geórgia e a Arménia!!! Espero que seja a primeira!
A primeira foto é do lago Sevan, na Arménia (destaque para as montanhas com neve lá atrás!) e a segunda é uma vista da capital da Geórgia, Tbilisi. Viajei um pouco por estes países, de norte a sul.
A viagem foi óptima e recomendo, as montanhas do Cáucaso são lindas mesmo!

Um grande beijinho,
Matilde"


Obrigada, querida Matilde! Graças ao teu duplo contributo, na Europa só nos restam, agora, 17 países por quadripolarizar! Yey!

  • Conheça todos os países já quadripolarizados aqui.

Dia dos melhores amigos

Joana. Cláudinha. Cláudia. João Carlos. Tânia. Rosa. Xana. Catarina.

Sempre Rui.

[De 1980 até agora: obrigada].

terça-feira, 7 de junho de 2016

E tu, Pólo Norte, não te pronuncias sobre aquela discoteca que barrou a entrada de um cadeirante?

Comentei, no facebook do Bosq, que em Agosto monitorizarei um campo de férias destinados a deficientes motores e que pretendemos visitar o espaço, pelo que, estava a avisar com a devida antecedência para poderem ter tempo para providencia rampas e todas as acessibilidades necessárias. E que seremos 30 cadeirantes. 

Infelizmente, o gestor da página de facebook do Bosq apagou o meu educado comentário e o meu antecipado pedido. 

Felizmente, não preciso da página do Bosq para nada. Felizmente, tenho um blog com 13 milhões de visualizações para convidar todos os cadeirantes que nos quiserem acompanhar, em Agosto, numa saída nocturna ao Bosq, para se juntarem. 

Avisarei, aqui, atempadamente 

Somos todos cidadãos do Mundo




Isto é bonito como tudo, caramba!

AGENDA QUADRIPOLAR| Tapetear na Quinta da Bonjóia

Metáforas? A Ana explica.

Ana- a bucólica- cheira flores. Pára numa e exclama:

- "Credo avó, esta flor tem tão mau hálito!"

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Queijo e vinho sobre a mesa

Já de pontos no queixo, o marido da minha amiga acorda no dia seguinte cheio de fome, depois de uma noite nas urgências à espera de ser cozido.

A minha amiga tira um café enquanto o observa a cortar queijo-ilha e, de repente, sangue por todo o lado:  pingas de sangue na bancada da cozinha, no chão e, evidentemente, no caminho entre a cozinha e a casa-de-banho.

Guardanapos primeiro, papel higiénico depois, compressas quando se percebe que a coisa está a ficar séria, toalha de mãos já na aflição.

Voltam ao hospital. Na triagem:

Enfermeira- "O senhor outra vez? Não esteve cá ontem à noite? Não me diga que se magoou novamente no vinho"

Marido da minha amiga. "Não, não: agora foi a cortar queijo..."

Enfermeira- "Só por causa das coisas, afaste-se da faca do presunto..."

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[Vamos acabar este campeonato do deixar de fumar com mais pontos que o Sporting Benfica.]

Renato Seabra team


Tenho uma amiga cujo marido ia abrir uma garrafa de vinho tinto para o jantar e sacou da rolha com tanta pujança que bateu com o saca-rolhas no queixo e abriu um lenho enorme que não parava de sangrar.
Ora como o bacalhau à braz era bom, o marido da minha amiga, enquanto segurava o queixo embrulhado num guardanapo para estancar a ferida, acabou- tranquilamente- de jantar e mamou o vinho, com o argumento que a garrafa não se ia ficar a rir dele. ‪

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[Vamos acabar este campeonato do deixar de fumar com mais pontos que o Sporting.]

Analfabetismo em 2016 e responsabilidade social à séria



Quando, há dois anos, me pediram ajuda para gerir um projecto ao nível da psicologia social nunca pensei que, dez anos depois de ter deixado de colaborar com aquela instituição, fosse encontrar uma realidade pior que a que tinha deixado. 

Em 2016 existem jovens adultos, todos com idades superiores a 16 anos, a quem nunca foi dada a oportunidade de aprender a ler e a escrever. 

Em 2016 existem jovens adultos com deficiência motora, sem comprometimento cognitivo que o justifique, que nunca tiveram acesso à escola- tal como a conhecemos- por assumpção empírica e sem evidências reais de que não teriam potencial de aprendizagem ao nível da educação formal. 

Em 2016 existem jovens adultos que, devido às suas limitações motoras, não têm acesso a postos de trabalho que impliquem requisitos físicos e nunca terão acesso a postos de trabalho que implique competências de literacia. Existem jovens que querem trabalhar, ter um papel activo na sociedade, contribuir para o PIB, pagar impostos e que não podem porque para além da incapacidade dos seus membros inferiores ficaram metaforicamente "de mãos atadas".

Em 2016 existem jovens adultos que não trabalham e que vão para escolas de "educação especial" fazer grafismos durante anos, como se fossem crianças eternas, infantilizadas para sempre, para se entreterem, para passarem o tempo. Existem jovens que não trabalham e que os pais mantêm cativos em casa, a servirem de damas de companhia a avós velhas, a deitarem um olho a sobrinhos irrequietos, a olharem pela janela a ver o Mundo lá fora, porque há prédios nas cidades sem elevador e sem se ler não há internet nem livros, só janelas para a rua. E o Mundo a acontecer. 

Em 2015, a Ana e o Rogério ouviram esta ladaínha da minha boca. 

E contaram-na à Leonela Santos da R.2-comunicação E Publicidade Lda por altura do Natal. E a Leonela ofereceu ao marido este presente em vez de um perfume caro, de uma peça de roupa de marca, de uma playtation ou de outro presente caro: a oportunidade de canalizar esta valor para mudar o Mundo de duas pessoas. 

O presente do Paulo foi este: custear mensalmente o programa de alfabetização de duas pessoas que não sabem ler, uma delas que quer ser cozinheiro mas que nunca poderá preparar um prato sem saber ler rótulos e receitas, outra que gostava de comunicar com a família que está longe mas que sem letras não sabe ligar um computador, enviar sms, gerir uma conta de facebook, comunicar no ano 2016. 

O pessoal da R.2-comunicação E Publicidade Lda quis associar-se a este projecto e fazer dele não apenas um projecto pessoal da Leonela e do Paulo mas um projecto de todos. E ofereceram mochilas, cadernos personalizados e material escolar bonito para que a aprendizagem seja mais colorida. 

Obrigada, Leonela, Ana e Rogério. E obrigada, especialmente ao Paulo. 2017 promete ser um ano com letras e números, receitas experimentadas e chamadas de skype. E, depois, quem sabe, o desejado emprego, a desejada inclusão social em pleno. 

Tudo graças a vós. 

sexta-feira, 3 de junho de 2016

A vida de mámen: a.C e d.C

Mámen a.C. (antes do Champix)




Mámen d.C. (depois do Champix)




Não percebo porque ninguém pega nestas ideias e as desenvolve

Loiça biodegradável e descartável (e barata)
Camas que se fazem sozinhas
Doces que emagrecem
Comandos de televisão que fazem zapping telepaticamente
Chaves de carros com ímans que vêm ao de cimo das bolsas
Bebidas não alcoólicas que sabem igual às alcoólicas e não a mijoca
Roupa gira e descartável (e barata)
Robot-a-dias


(em actualização)

A saga de mámen deixar de fumar em 3 actos (acto I)

Come a papa (da) Joana, come a papa!

A Joana é, indubitavelmente, a melhor blogger de culinária portuguesa. E a minha preferida. Calha também ser minha amiga e eu gostar muito, muito dela. 
A Joana na culinária (tal como a Mónica na moda) é minha contemporânea nos primórdios da blogosfera, quando as pessoas tinham blogs mas não tinham pretensões de ser bloggers, escreviam para comunicar e para partilhar e não para receber borlas, fazer parcerias ou fazer negócio com os blogs. Era um tempo diferente na blogosfera e acredito que os que resistem dessa altura são verdadeiramente resilientes, genuínos e originais. A Joana é uma delas: a rainha da culinária da blogosfera, uma cozinheira de mão cheia, mais preocupada com o sabor que com a fotografia, mais implicada na comida de conforto, na comida que junta pessoas à volta da mesa, que remete aos afectos, às histórias das famílias que nos pratos e nos ingredientes da moda. 
E o blog "As minhas receitas" da Joana comemorou, por estes dias, 10 anos e só me resta desejar-lhe, para os próximos dez, o mesmo que conseguiu reunir nesta última década: originalidade, genuinidade, talento, audácia, seriedade e inovação. E manter-se fiel ao que sempre tem sido porque a Joana é tudo de bom. 

            

Um beijinho, minha guru culinária! Venham mais dez!



Subscrevam o canal de youtube da Joana aqui

Fosse possível fazer amor com vozes...

Ricardo Carriço.

O piolhame nunca me fará estremecer..

A Jonas emprestou-me o seu maravilhoso e infalível pente elétrico.






[Ontem passei revista à cabeça da Ana e até agora nada. ]

O drama da escolha do creme solar

Amigos indesejados, o caracinhas!



O email veio da escola: atenção "amigos indesejados" na sala x. Entenda-se por "x" a sala da Ana.
Li aquilo (como leio todos os emails vindos da escola da Ana) com atenção, sem ter percebido à primeira do que se tratava. Foi preciso dar de caras com os "amigos indesejados", os "caminhantes" até ao termo técnico de "pediculose da cabeça" para perceber do que se tratava: piolhame. Piolheira. Piolhos. Lêndeas. Bicheza.
O email estava escrito com a formalidade que não se exige a um email do tipo: "queridas mamãs há amigos indesejados na sala, alerta para inspecionarem a cabeça dos filhos, os caminhantes são altamente contagiosos, atenção que a pediculose da cabeça não tem que ver com questões de higiene e mimimi" e nem uma referência à palavra... piolhos. Nada. Nicles.
Não sei quais os critérios de escolha de amigos da escola da Ana mas estou verdadeiramente preocupada que considerem piolhos e lêndeas bichos amigos, ainda que indesejados, aliás não pesco mesmo nada do conceito de se ser amigo e, mesmo assim, ser-se indesejado. Deve ser tipo quando damos jantares na nossa casas e já é super tarde e não há meio dos nossos amigos bazarem e não nos resta mais nada senão soltar um sonoro: "Ó mámen, vamos para a cama que as visitas querem ir-se embora!". Será?
Primeira coisa que constatei ao ler o email: Pavlov explica porque ao imaginar-se piolhos se começa, automaticamente, a coçar a cabeça. Explica Pavlov e explico eu que, nunca tive piolhos em 35 anos de vida, mas comecei logo no coça-coça.
Segunda constatação: a Ana é uma mártir pois atirei-me à sua cabeça de tal forma que sou capaz de ter noção exacta do número de fios de cabelo que a miúda tem. E se ela tem imenso cabelo...
Terceira constatação: nunca tendo visto piolhos/lêndeas não sei bem o que andei à procura mas não vi nada que se parecesse com um bicho microscópico. No entanto descobri-lhe um sinal no couro cabeludo igual a um que eu tenho.
Tal como eu, os restantes pais receberam a missiva e deu-se todo um sururu: uma mãe sugeria que a escola lavasse a altas temperaturas os chapéus e as fardas das crias. De todas. Outra sugeriu um tratamento de Quitoso intervalado com Nix de 4 em 4 horas, tipo quando se intervala Benuron e Brufene mas em versão lavagem capilar esquizofrénica. Outra que os miúdos fossem de lenços ou toucas para a escola (eu sugiro capacetes). Uma quarta que se lavasse a cabeça diariamente com vinagre. E uma quinta afiançou que a solução é lavar a cabeça das crias com água de ferver tremoços. Ao que uma sexta respondeu que maionese é que é.  
Pelo sim pelo não entrego o corpo às balas: assumo já aqui que não sei se resisto à convivência com um marido com um feitio execrável à custa de estar a deixar de fumar. E com uma filha em vias de andar com más companhia e amigos indesejados na gadelha.
É que eu dos piolhos ainda dou conta (das lêndeas será mais difícil nos cabelos loiríssimos da Ana mas tenho muitos anos de prática à procura do Wally em páginas impossíveis) agora com amigos desta espécie é que não sei se aguento.
Afinal, com amigos destes quem precisa de inimigos?


quinta-feira, 2 de junho de 2016

Por favor, não me mostrem mais gadgets de cozinha!


Quer fazer uma criança feliz? Não atrapalhe!




A maioria das pessoas olhará e tenderá a lamentar a minha infância, a questionar até que ponto terá sido feliz. 
As crianças têm uma propensão inata para serem felizes: chateia-as a condição de doentes, aborrecem-se com a tristeza, entedia-as a infelicidade. Eu não fui excepção. 
 Da criança que fui, entre muitas outras coisas, guardo isso: um instinto inato e inconsciente para ser feliz. Para procurar coisas positivas na adversidade: aprender a ler aos 4 anos porque tinha que estar, durante meses, deitada numa maca de barriga para baixo e nada mais me restava senão aprender a ler; lembrar-me do meu pai assim, presente e brincalhão, mesmo depois dos anos imensos de escuridão que se seguiram; fechar os olhos e recordar-me dos sapatos de verniz ou das sabrinas douradas de purpurinas que a minha mãe me comprou, depois de anos seguidos a usar botas ortopédicas, ali no largo do Rato. 
Onde as pessoas vêem doença e dor eu vejo reabilitação e vitória, onde as pessoas vêem abandono e ausência eu vejo reforço na vinculação com a minha mãe e com a minha família materna, onde as pessoas vêem cadeira de rodas eu lembro-me do dia em que aprendi a fazer cavalinhos. 
Da criança que fui resta muito. Tantas coisas que não vos passa pela cabeça: a impulsividade, a alegria, o coração aberto a quem passa, a crença no ser humano, a fé num futuro melhor. Mas, acima de tudo conservo, assumidamente sem medo de ser ingénua, este impulso para procurar ser feliz. E ua espécie de preguiça: é que ser triste, macambúzio, pessimista dá muito, mas mesmo muito, trabalho. 
Para se fazer uma criança feliz e criar memórias felizes na infância dos nossos filhos acredito que não seja preciso muito: acho que basta que os adultos não atrapalhem. 

Não atrapalhemos, então.

Ser pelintra: definição

Estar, todos os dias, a ver se é hoje que validam o teu reembolso de IRS,

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Soneto à Primavera

A espirrar vai para o trabalho
 Pólo Norte, pela verdura;
vai ranhosa e nada a cura.



Leva na garganta a tosse,
 e ranho não é de menos,
 sintomas de febre dos fenos,
 na pele uma certa micose;
Uma carraspana que é dose
mais gosma que um caracol
Fartinha de Panadol
Anti-histamínicos que dão moca
Na máquina de vapores só falta água benta
Está tão queixosa que ninguém a aguenta
Com lenços mais húmidos que pele de foca
Tão rouca que ninguém a ouve
Tão doente que Deus a louve!
Não tem graça nem formosura
Há mais de quinze dias que esta porra dura!

Conclusão actualizada acerca do périplo de mámen deixar de fumar

O Champix tem feito efeito e o homem está sem fumar desde dia 26 de Maio.





















O homem está com tão mau humor que quem anda com vontade de começar a fumar sou eu ...

O que te aconselharia a criança que foste como conselho para o futuro? Do que irá lamentar a velha que serás acerca do passado?

"Safavas-te mais se engolisses mais sapos!"




(Que fazer? A tipa que sou acha os sapos indigestos. E tem problemas de vesícula...)

Isto é bonito, caramba! (e tenho, finalmente, o pc arranjado!)



Sérgio Godinho actuou ontem, num festival, em Belgrado. Alunos sérvios, estudantes de Português surpreenderam-no assim. Isto é maravilhoso, caramba!

"Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir"
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