segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Joana sabes que tens Ausfahrt? :P




"Olá Polinho! 
 Segue a quadripolarização do lindo sítio onde estou desenterrada. Pertence à região da Pomerânia e estou mais perto da Suécia do que do resto da Alemanha. Dizem que isto é a Ibiza alemã... Ahahah! Só porque tem praia. 
De resto, não interessa nem ao menino Jasus, como já te tinha dito. 
 Beijooooo , Joana Ademar"

Beijinho, Joaninha! És tão gira, caraças!


Obama aos Óscares, já!



Não há negros nos Óscares? Ninguém melhor que Steven Spielberg e o próprio Obama para darem uma abordagem divertida que cabe inteiramente na polémica do momento.
A sátira é de 2013 mas é genial.
Através de um falsa apresentação de um hipotético filme acerca da vida do Presidente Obama, Spielberg relata a sua difícil decisão de escolher um actor à altura, confidenciando que, devido à sua versatilidade, a escolha recaiu em Daniel Day-Lewis, who else?! Ah, mas é caucasiano! Não importa, a maquilhagem faz milagres! 
Para suportar a sua argumentação acrescenta, ainda, que para representar o papel do vice-presidente Joe Biden não poderá haver melhor escolha que o humorista Tracy Morgan... negro, como não?! Maquilhagem é tudo!
Depois, depois é paródia e vários planos de Obama, ou melhor Obama incorporando Daniel Day Lewis incorporando Obama, a prepararem-se para a o papel, tidos os dramas e desafios que um papel daqueles representa. Hi-la-ri-an-te!

Obama aos Óscares, já!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Freud deveria tê-la apelidado da "fase escatológica"

Cocó. Ihihihihihi! Xixi. Eheheheheh! Fofó*. Ahahahahah! Cagalhoto! AHAHAHAHAHA! Onomatopeia de fofó e rebola a rir.




3 anos, 6 meses, 19 dias: a Ana entrou "naquela" fase.








(*pum em açoriano)

fa·ni·co (substantivo masculino) - Desmaio, chilique. - "fanico*", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa



Já não é Catarina- a Grande. 

Agora é a Catarina mais maior grande!


(* síncope, apoplexia, chilique, nérves, travadinha)

Preliminares de um post


Acabadinho de ouvir


"Atão, vizinha, já viu este tempo maluco?"

"Ah. mas hoje até se pôs bom""

"Poizé, já dizem os antigos que depois da tempestade vem a Bonanza"


                  

Continua a neve em Portugal...

É como dizia a outra: neva muito. E não é pouco. Bastante, até.


E voltam os Pastorinhos à baila

Ana a cantarolar: "Havia um pastorinho, que andava a pastorar, saiu da sua casa e pôs-se a cantar: dó ré mi fá fá fá, dó ré dó ré ré ré... "

(pára e olha para mim)

"Mãe, o pastorinho era a Lúcia, o Francisco ou a Jacinta?"

...

...

...

Um minuto de silêncio...

... por todas as pessoas que escreveram no seu mural de facebook que estiveram a brincar com granito. 













É granizo, meus estupores!

Já há muito tempo que aqui não se falava do Trampas



sábado, 27 de fevereiro de 2016

Ainda sobre os Três Pastorinhos

"Então, Ana, conta lá a história dos três Pastorinhos que a avó te contou!"

"Havia três Pastorinhos que construíram três casas: uma de palhinha, uma de madeira e uma de cimento, depois veio o Lobo Mau... (pára e dá uma belinha na própria testa) esquece, mãe, esta é a dos três porquinhos."

"E a dos três Pastorinhos?"- pico-a, enquanto controlo o riso.

"É parecida mas não tem o Lobo Mau e aparece a Nossa Senhora"

...

...

...

Esfregando neve na cara da inimiga


"Ah, Pólinho, abominável ursa das neves, tás contente com granizo em Alcabideche, tás?
Toma lá neve na Islândia só para te resumires à tua frozen insignificância. "

Islândia quadripolarizada pela querida Cristiana, cujas fotografias no facebook me fazem ter uma necessidade urgente de rumar a bué, bué Norte!
Estou com uma espécie de raivinha dos dentes cheia de inveja misturada com agradecimento genuíno por esta fantástica quadripolarização!


(Todos os países quadripolarizados aqui)

Deu aqui uma enchurrada de granizo e nós fomos bimbos q.b. para fazer bolas de granizo no quintal e divertirmo-nos com uma pseudo-neve

Sinto-me uma bifa que com 20ºC ao sol já se põe de bikini na varanda do hotel e se bezunta de protector solar. 






Mas ao contrário, que é para ser ainda mais deprimente.

Ana a alistar-se no BE dentro de 14 anos, vai uma aposta?

A minha mãe mostra à Ana uma imagem dos Três Pastorinhos e conta-lhe a história da aparição de Fátima.


"Avó: e porque é que a Lúcia está zangada?"

"Ó Ana, a Lúcia não está zangada!"


(silêncio enquanto volta a mirar a pajela)



"Ai avó, já olhaste bem para a cara dela?!..."

Acerca do cartaz pouco católico do BE: o erro





"UM TIRO EM CADA PÉ


lol-300x220

Bruno Carapinha no seu "Alegria Breve"

"Morra a Elsa do Frozen, morra, pim!" ou "Não fosse a má sorte, não tinha sorte nenhuma"

Uma pessoa vai- de propósito!- à Serra da Estrela para ver neve. 
Nem um floco. 


Duas semanas depois tudo branquinho. 
Onde? 




No Cacém. 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A ASSISTIR | Catarina- a Grande em "Gata em Telhado de Zinco Quente"



Arrastei-me até ao Teatro São Luiz. Achei que a minha tosse iria servir de banda sonora a todo o teatro e doía-me o corpo todo. Não pisava o São Luiz há uns 30 anos, desde que apresentei (ainda com o meu pai) um espectáculo de beneficência. Tinha boas memórias do teatro. 
Regressei para ver "A Gata em Telhado de Zinco Quente" e pensei que difícil seria ter como referência a Elizabeth Taylor e o Paul Newman e como qualquer interpretação nunca corresponderia ao estandartes. Depois? Depois apagaram-se as luzes e ainda mal me tinha refeito da agradável surpresa de ver duas tradutoras de Língua Gestual Portuguesa a trabalhar para uma (boa) parte da plateia surda e ela surgiu em palco. 
Catarina Wallenstein - sim, vestida apenas de combinação!- surge num primeiro monólogo. Com aquele ar petrarquista-boneca de porcelana-diva-que nunca se descabela. Mámen ficou logo numa agitação (estupor!) e eu também mas no sentido inverso: descabelada. Querem lá ver que uma pessoa arrasta-se doente até ao teatro para esta agora me vir escarafunchar nas trombas tanta, demasiada, exagerada beleza? Mas eu mereço?
Depois deixei-me levar naquele tom de voz, na personagem, no perfume que se sentia na segunda fila onde estávamos, nos movimentos graciosos, no enredo, nos dramas femininos daquela gata em telhado de zinco quente. 
A meio da peça já eu estava a questionar a minha própria heterossexualidade, logo eu, que sou uma menina que aprecia deveras o sexo oposto! A peça, bem encenada, com um bom ritmo, boa cenografia, excelentes interpretações arrebatou-me. Não tossi uma única vez. Para dizer a verdade quase nem respirei tal a forma como aquela Maggie, ansiosa, apaixonada, ambiciosa e sôfrega me enrolou na sua voz, nos seus gestos, nos seus dramas, nas suas não-palavras. 
Acabei a peça com uma certeza: mulher que, durante duas horas,  consegue a proeza de me fazer não olhar duas vezes para o six pack do Rúben Gomes e me faz suster a respiração, a tosse, esquecer-me da maldita gripe e desejar que a peça não acabe é menina para qualquer heterossexual convicta abandonar qualquer convicção. Elizabeth Taylor dá voltas na divo-tumba graças a esta actriz. 
Obrigada, Catarina, fui tão feliz nos últimos 35 anos, antes de não duvidar da minha orientação sexual e agora... agora fico assim, graças a ti: uma gata em telhado de zinco quente!
Falece, pá! 

A peça "Gata em Telhado de Zinco Quente" é inesquecível e recomendo-a a toda a gente. A toda a gente, não. A toda a gente menos às tipas que querem continuar a acreditar que nunca deixariam de ser heterossexuais. Essas, essas fiquem em casa!



Pôr à prova a sua heterossexualidade numa peça de teatro 

Quem? Peça de teatro "Gata em Telhado de Zinco Quente"
Onde? Por agora no Teatro Municipal São Luiz, Lisboa
Quando? Quarta a Sábado às 21h; Domingo às 17h30
Contacto: Pelo telefone 213 257 640
Saber mais? http://www.artistasunidos.pt/programacao/62-pecas/fora-do-teatro-da-politecnica/1001-gata-em-telhado-de-zinco-quente-de-tennessee-williams

A preocupação que me deixa a história do Tinder e da Isabel Moreira

A Isabel Moreira

Este corpinho já não é o que era


                          

E não, não falo da barriga padrão estrio-tigresse que nenhum óleo de amêndoas doces foi capaz de salvar, do rabo que foi usado como evidência genética para o meu pai conseguir a nacionalidade brasileira, dos cabrões dos cabelos brancos que escolhem sempre o cocuruto e o alto da pinha para terem erecções (há alguma explicação para os cabelos brancos serem mais fortes e mais espetados, senhores?). das mamas...- bem, na verdade, as mamas continuam iguais- prosseguindo, não falo da carcaça que já teve melhores dias: é o recheio que já deu o que tinha a dar.
Uma pessoa passa a primeira, a segunda e a quadragésima infância em hospitais. Uma pessoa come com vírus e bactérias hospitalares, leva com micróbios e protozoários e mais fungos de enfermarias, salas de cirurgia, salas de recobro, S.O.s e piscinas de reabilitação, uma pessoa mama com estas pastilhas todas e a par disso, ainda tem a sorte de assistir ao "Era uma vez uma vida" e convence-se que, sim senhora, ficou imune a toda a bicheza, cheia de super poderes imunológicos e segue a sua vidinha, feliz e contente.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

AGENDA QUADRIPOLAR| Peça de teatro "O cavaleiro da armadura enferrujada"



Estreia já no próximo sábado, dia 20 de fevereiro, pelas 16h00, no Museu Nacional do Teatro e da Dança, em Lisboa, o espetáculo O Cavaleiro da Armadura Enferrujada.

Cavaleiro da Armadura Enferrujada é um conto acerca de um cavaleiro à procura de si mesmo!

Com Paula Manso, Philippe Lerroux, Quimbé e Rita Ruaz, numa adaptação do conto original de Robert Fisher, com encenação de Philippe Leroux

Bilhetes:Crianças (6 - 12 anos): 5 euros;
Adultos:7 euros

Duração : 50 minutos

Reservas pelo 217567410

Mais informação aqui

Agend

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Entretanto, em Coimbra: dança, Constança, dança!

Constança Bulha é uma bailarina portuguesa de 11 anos, apurada para as finais da maior competição de ballet do mundo para jovens: YAGP 2016, em Nova Iorque, a decorrer entre 22 e 29 de Abril de 2016. 



Este evento ficaria muito dispendioso : inscrições, viagem, estadia etc e a família da Constança não consegue suportar o encargo. A ida às finais permitir-lhe-ia a oportunidade de obter bolsas de estudo vitais para poder sonhar com uma carreira internacional no restrito mundo da dança clássica.


 A escola de dança da Constança promoveu um crowdfunding mas estava longe de reunir o valor necessário para possibilitar a concretização deste sonho em tempo útil.





A propósito do foco de acção do Bairro do Amor em 2016 adivinhem quem vai realizar o sonho de uma menina, quem vai possibilitar que o trabalho, esforço, dedicação de uma criança de 11 anos tenha resultados directos, quem vai mostrar que com um empurrão e trabalho os sonhos se concretizam, quem vai custear integralmente o valor da ida da Constança? 

 Pois, o Bairro do Amor! ♥

Neuza Martins- a madrinha de Coimbra do Bairro do Amor e a querida Constança!






























Este é só o melhor Bairro para se viver em todo o Mundo. O me-lhor!

Limpa os ouvidos e escuta. Há quem chame por ti.




Uma pessoa que muito estimo escreve num post de facebook o desespero que sente: está com uma depressão profunda, no fundo do poço, sem capacidade para cuidar de si ou da sua família. ~

O marido teve que meter férias para cuidar dela e da filha de dois anos, pois a baixa por assistência à família não é remunerada nestes casos e eles estão numa situação financeira delicada. 

Ambos profissionais competentíssimos, ele a trabalhar há mais de vinte anos numa empresa, ela foi despedida de uma grande editora de revistas num despedimento colectivo e andou a receber salários em atraso misturados com uma indemnização aldrabada durante meses, em tranches de meia dúzia de euros. Ainda lhe devem centenas de euros e deixaram de pagar, Continuam as suas vidinhas, frescos e fofos. 

Têm uma filha pequena. de dois anos, que ainda não conseguiu ser integrada em creche, por falta de vaga na área de residência e porque a mãe está em casa, não fazendo do seu caso prioritário. A mãe deprimida. 

A pessoa (aliás o casal) são do mais digno e íntegro que eu já conheci. São escoteiros, voluntários numa série de sítios, resgatadores de animais abandonados, bons cristãos, gente com carácter e valores. Pessoas que estão habituada a dar, nunca a pedir. 

A pessoa pede ajuda, não pede dinheiro, mas grita por ajuda: precisa de tempo, de mãos a ajudarem, de apoio ao marido que não está a conseguir lidar com tudo, com o trabalho, chegar a casa e fazer as tarefas domésticas que ela não consegue realizar, o jantar, o banho da filha, as refeições para ambos para o dia seguinte. 

Não há rede familiar. Ele é estrangeiro e toda a sua rede familiar encontra-se no seu país de origem. Ela é orfã e filha única. Ele teve uma depressão que mal teve tempo de tratar, teve que voltar ao trabalho, o dinheiro do único salário de casa faz muita falta. Ela não consegue tratar-se convenientemente, não pode cumprir regradamente a medicação sob pena de ficar o dia todo pouco alerta e sonolenta e há que estar de vigília para tomar conta da pequena. Mas só consegue fazer isso, não lhe sobram energias para mais nada: para limpar a fundo a casa, para cozinhar, para as tarefas domésticas, para limpar as porcarias dos animais, vários e todos velhos, a família que ela teve durante mais de dez anos, antes dele e da pequena fazerem parte desta nova vida. 

Ela não pedia dinheiro no post. Pedia tempo, atenção, gritava "socorro" (e ela não é de pedir, ela é de dar...)

Comentários no facebook ao status desesperado: 4. 

Um a mandar beijinhos gigantes, outro a carpir as próprias mágoas e a queixar-se das hérnias discais (sim, é verídico!), um terceiro a constatar que outros amigos se podem chegar à frente, que com ela é sempre tudo à pele e não se consegue desdobrar mas muita força, beijinhos e o caralhinho. 
 Todo o resto da rede de facebook a assobiar para o lado e a fazer-se de morto. 


Meia noite e vinte e três

                                  

 Meia noite e vinte e três. Eras as horas que luziam no despertador do meu avô. Naquele dia dormi com eles, embora já tivesse nove anos. Lembro-me que me levantei da cama, meio sonolenta, fui até ao quarto dos meus avós e perguntei: "já nasceu?". Ainda não. Mas era Fevereiro e estava frio e aproveitei e infiltrei-me na cama deles.
O telefone preto, de disco, tocou naquele som metálico que os telefones agora não têm. Era a minha mãe e o meu tio. Tinha nascido, à meia noite e vinte e três. Dezassete era o meu dia e agora também o dela, o desta primirmã que iria mudar a minha vida e o meu amor para sempre, soube-o assim que o meu coração disparou com a notícia.
Sempre gostei de ser filha única (ainda gosto). Nunca senti falta de ter um irmão e nunca incorporei os estereótipos de filha única. Gosto da díade que tenho com a minha mãe, gosto do espaço que temos na nossa relação parental, está-se à larga e confortável na nossa vida. Naquele dia de 1990 eu não era  neta nem sobrinha única mas era como se fosse, pois a minha outra prima vivia distante física e emocionalmente. Na prática eu reinava naquela família, único foco de todos. E gostava. Estava bem assim.
Quando ela nasceu senti ciúmes. Chamei mais vezes a atenção. Quando ela cresceu tive que dividir foco, tive que dar o exemplo, partilhar a cama, gramar com Harry Potters e Titanics em looping (e  mais a maldita música), ser a mais velha, tomar conta dela, protegê-la, dar-lhe nas orelhas, encobri-la, quase esganá-la, ter insónias à custa dela, levá-la comigo a fazer de pau de cabeleira, introduzi-la nos festivais de Verão, ajudá-la a safar-se de sarilhos, orgulhar-me, gozar com ela, levar com todas as reclamações de estudante, partilhar a dor em mortes comuns, encontrar conselhos sensatos e ponderados para lhe dar, dar-lhe a minha filha para amar do jeito que só ela sabe, chorar quando finalmente entregou a tese, ficar de coração cheio no dia em que começou a trabalhar, ter um orgulho desmedido por ter sido ela que aquela meia noite e vinte e três me trouxe. Ela e mais nenhuma outra primirmã. Ela que me ensinou uma nova forma de amar, entre pares, um amor de calduços e belinhas, de embirrações e poucas mariquices, um amor de quatro estações no mesmo amor, um amor de sol, às vezes chuva, alguma trovoada e muitas flores, um amor de moches e estrafoganços, um amor desajeitado e bom, um amor de primas que são filhas únicas e que, por isso, tiveram necessidade de se tornar primirmãs. 

Parabéns, caçula! Gosto buéééé de ti!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Teorias de spots para arranjar date depois depois 35 anos


As minhas amigas ENC perguntam-me, constantemente, onde raios se arranjam dates depois dos 35 anos que não sejam casados e já não vivam na casa dos pais. 

Eu farto-me de desvendar o segredo e ninguém me leva a sério: escolas de dança. 

Maduros decentes entretêm-se a aprender salsa, merengue, tango e kuduro. 

Preciso de ouvir as opiniões de quem arranjou homem (decente e não casado) depois dos 35 anos. 
Chibem-se dos locais onde os encontraram, sff!

Bom dia a todas as Carlas, essas inesquecíveis!




segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A CONHECER | Maria Albertina



O Maria Albertina é o novo restaurante bbb da linha. Não é um restaurante com decoração de capa de revista mas é castiço e pitoresco. Não é um restaurante de estrelas Michecoiso mas come-se tão bem, a carta de vinhos é tão boa, o pessoal é tão atencioso que merece estrelas, luas, sóis e palavras bonitas ditas pelos clientes.  Não é um restaurante caro mas a comida é tão fresca e simples e ao mesmo tempo engenhosa e surpreendente que uma pessoa fica ali numa espécie de dissonância. Não é um restaurante com paredes de tinta de ardósia e menus escritos a giz, empregados com fardas pretas presunçosas e chapéus estrambólicos. É um restaurante que nos faz sentir em casa, sem peneiras, nem maneirismos, sem mariquices e frufrus. 
Chegámos para jantar a um dia de semana e levávamos a cria. Num instante deram-lhe papel e lápis de cor, um prato com bonecos, um individual colorido e uma palhinha castiça e rendi-me mesmo antes do pedido vir para a mesa. "Quem meus filhos beija, minha boca adoça", já se sabe.
O peixe era fresco, tão fresco que temo que o tenha ouvido a dar o último suspiro já no prato. Estava saborosíssimo grelhado em forno de lenha: di-vi-nal! O naco de carne estava no ponto, ao passarmos a faca parecia manteiga, já não comia carne tão boa desde a última vez que estive nos Açores. O vinho da casa era muito, muito bom (bom demais que vim para casa meio atordoada) e as farófias (minha sobremesa preferida) eram das melhores que já comi. E- oh senhores- se eu sou especialista na degustação de farófias! Mámen comeu um vaso de mousse de chocolate com morangos crocantes e "berlindes" que acredito que estivesse genial. Digo isto porque o cretino nem me deixou cheirar a taça!  
No final o chef Eduardo Crespo veio cumprimentar-nos à mesa e só tínhamos palavras de parabéns para o brindar! 
Acreditamos que o Maria Albertina tem tudo para ser um sucesso. No que depender de nós, já nos rendemos. Mesmo que chame Vanessa à sua menina.



Descobrir um restaurante bom, bonito e barato na Linha

Quem? Restaurante Maria Albertina
Onde? Rua Ary dos Santos, 62, Parede
(antigos Viveiros da Madorna)
Contacto: Pelo telefone 21 453 2667
Saber mais? https://www.facebook.com/maria.albertina.madorna 

O Mundo divide-se entre...

.... as pessoas que se manifestam publicamente contra o Dia dos Namorados e as pessoas que se manifestam publicamente contra as pessoas que se manifestam publicamente contra o Dia dos Namorados. 

Pizza para o jantar de Dia dos Namorados, Pólo? Isso lá é jantar romântico?!




Gordurinha romântica do queijo, extra cogumelos petrarquistas, calorias em cupido a baterem palmas.
Sabem lá vocês o que é um jantar romântico... :P

Problema da ceia de Natal 2016 resolvido!

Nunca tínhamos encomendado pizza take away com a Ana em casa. 
Ontem estava frio e pensámos que um jantar romântico de São Valentim caseirinho era bom era com pizza. Dito, feito: em dois minutos já estávamos a visitar o site da Telepizza. 
Explicámos à Ana como se processava a dinâmica: escolhíamos o que queríamos comer, telefonávamos, o senhor vinha de mota com a nossa pizza numa caixinha, tocava à campainha, abríamos o portão, abríamos a porta e voilá, tínhamos o jantar em casa!
A Ana ficou num excitex que ninguém imagina. "Falta muito? Falta muito? Mãe faltam quantos minutos? Trepava a arca e espreitava à janela a ver se via o pobre do rapaz da Telepizza. 
Finalmente o moço chegou e tocou à campaínha. A Ana ficou tão histérica que andava a correr aos círculos na sala e quando o rapaz abeirou-se da soleira da porta, ela urrou de alegria. 

Coisas que eu não percebo: a minha filha fica mais eufórica com o rapaz da pizza do que com o Pai Natal. Juro. 

Poucas coisas me deixam sem palavras...




Melissas: o tratado

O meu pai não é propriamente um avô participativo (longe, muito longe disso). A Ana tem 3 anos e ele nunca a viu sem ser através do skype. Dá-se a situação que o meu pai envia presente de Natal para a Ana e a encomenda nunca mais chega. Começo a duvidar que o homem tenha mesmo enviado o presente, esqueço-me do assunto e um mês depois chega-me a notificação da alfândega de que tenho que lá ir levantar a encomenda.

Sinto-me como as marronas que estudaram bué e no dia do teste a st'ôra falta e os calões todos contentes e ela amuada que só visto

Uma 'ssoa passa parte do dia dos namorados a registar e a verificar facturas suas, do cônjuge e da dependente (e uma 'ssoa pede facturas em todo o lado meesssmo) e agora adiam o prazo de validação no e-factura?! 

Não há direito. 

Nas últimas semanas

Tive a melhor notícia do ano: vou ser tia. Vi o projecto do J. começar as aulas de literacia finalmente ver a luz do dia. Deliciei-me com baklavas. Tive uma apoquentação com a miúda de tal forma que andei semanas inteiras sem dormir (já passou!). Fiz um skype espectacular para o Luxemburgo. Fui indigitada para organizar um babyshower em Abril e nem sei por onde começar. Conheci pessoas genuinamente generosas graças à São João. Fui de intruja a uma festa de anos íntima e só para a família de uma família que não é a minha (e adorei!). Assoei mais vezes um nariz alheio que o meu a vida inteira. Comi o melhor cheese cake light do Mundo. Senti orgulho do meu amigo Paulo Barros Cardoso que acabou de lançar uma revista digital muito, muito boa. Perdi 3 horas da minha vida na alfândega de Lisboa para resgatar umas Melissa e parecia que estava a participar num sketch de humor. Fui resgatada pelo meu amor para um almoço solarengo num dia não especial no melhor terraço de Cascais. Conheci um restaurante espectacular na linha. Ajudei a Ana a completar a sua primeira colecção de cromos (Elsa, já não não te aguento!). Costumizei um fato de Carnaval. Fui à Serra da Estrela ver neve mas não havia neve. Não consegui almoçar no Folgosinho (e fiquei cheia de pena). Apanhei laranjas na quinta de Tondela. Aqueci-me numa lareira maravilhosa. Recebi uma massagem fabulosa. Voltei a ser feliz no Grande Hotel das Caldas da Felgueira. Vi-me no meio de um inesperado baile de Carnaval. Cantei os parabéns ao meu marido no meio de simpáticos estranhos. Cantei os parabéns ao meu marido em família. Cantei os parabéns à minha mãe. Vi-me rodeada de cerca de 100 pessoas todas mobilizadas para ajudar um casal que muito estimo. E comovi-me (comovo-me sempre!). Emocionei-me com um sorriso de ballet e covinhas. Tive um jantar de Dia de São Valentim deliciosamente fajuto e a três. Não consegui vir ao blog. Mas queria muito falar de cada um destes acontecimentos. 

Por onde começo mesmo?

É mais ou menos como adormecer com uma tipa muita gira toda produzida e maquilhada e acordar com um guaxinim remeloso

Adormecer em Dia de São Valentim e acordare em dia de pagar o IVA.

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