domingo, 30 de setembro de 2012
Casa dos segredos versão blogosférica; sondagem
Se fechassem dez bloggers numa casa para se fazer a "Casa dos Segredos" versão blogosférica quem gostariam que fossem os escolhidos?
O Mundo divide-se entre...# 84
... as pessoas que em criança se deslumbraram com "O Jogo do Sabichão" e os outros.
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O Mundo divide-se...
Quadripolarize a sua praia- Praia da Comporta
[Chegada de férias, é hora de mandar a fótinha à Polo Norte.]
"Olá Pólo Norte,
Já andava para Quadripolarizar uma terra perto de mim à algum tempo, mas ainda não surgiu o momento. Como saiu o desafio de Quadripolarizar uma Praia, então eu e a minha amiga Patrícia, resolvemos Quadripolarizar a Comporta.
Não sabendo ou não se já o tinham feito, arrisquei.
O Senhor que aparece ali no meio daquelas ondas, não o conheço e ficou automaticamente Quadripolarizado também.
Ele fez questão de aparecer em todas as fotos que tirei.
Um beijinho,
Ana e Patrícia"
Um beijinho às meninas e nham nham ao maduro surfista,
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Religião: polarismo
sábado, 29 de setembro de 2012
Isto pode parecer uma metáfora. E, por acaso, até é.
Imaginem um petiz mimado. Um petiz que, assim que sai debaixo da casa dos pais, repressores, decide ir para a desbunda. Um petiz que, ainda que supostamente independente e autónomo, continua a receber mesadas das tias ricas, semanadas da mãe e umas notinhas sacadas do meio dos soutiens, assim enroladinhas, das avós.
Imaginem um petiz que não é muito trabalhador. Um petiz que gosta de facilitismos. Um petiz que sobrevive à custa deste dinheirinho e que, ainda assim, o esbanja em gadjets, telemóveis de últimas gerações e afins. Um petiz que cresce mimado e mal educado. Libertinário e estouvado. Imaginem um petiz cujas tias, mesmo sabendo do seu histórico de ser estróina, continuam a elegê-lo como o representante da família para assuntos de heranças e questões várias de dinheiro. Um petiz que, já crescido, estoura todo o dinheiro e património da família até a levar à banca rota.
Agora imaginem que o petiz pede ajuda a um credor. Um dinheiro emprestado para necessidades básicas, para endireitar a vida, que agora é que vai tomar juízo e entrar na linha. Imaginem que o credor lhe empresta, lhe aplica os devidos juros e que, não confiando no estouvado do petiz, lhe controla os movimentos bancários, impedindo-o de viver acima das suas possibilidades ou, neste caso, nas possibilidades do credor.
As tias protegem o petiz, coitado, que fez os seus erros mas todos têm o direito de errar. As tias são contra o malvado do credor, esse cruel, esse agiota, esse malvado que faz penar o petiz.
Pergunto eu: quem é o mau da fita? O petiz? Ou o credor?
Pergunto eu: quem é o mau da fita? O petiz? Ou o credor?
Manifestações? Podem contar comigo agora, sim. Para todas. Mas, por favor, nunca contra
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Rapaz, chega-te aqui à minha beira que eu digo-te onde raios está a Diana!
Diz que há um stalker romântico, de seu nome Ricardo, que fumou umas coisas daquelas que fazem rir que conheceu uma rapariga no Bairro Alto chamada Diana, que topou o chato que ele era e não lhe deu o número de contacto que decidiu ser misteriosa e o mandou procurá-la sem deixar qualquer rasto.
Ostalker rapaz procura-a incessantemente desde dia 15. Eu já lhe podia ter desvendado mais cedo o paradeiro da princesa mas roubaram-me o plasma, não assisti a telejornais e só hoje soube desta história. Ela bem lhe "disse" que era francesa mas ele, pelos vistos, não é atento a pormenores.
No entanto mais vale tarde (neste caso mesmo tarde) que nunca, por isso, Ricardo filho, não procures mais!
Ricardo, a Diana* está aqui:
(* ou parte dela, vá!)
O
No entanto mais vale tarde (neste caso mesmo tarde) que nunca, por isso, Ricardo filho, não procures mais!
Ricardo, a Diana* está aqui:
![]() |
| Túnel da Alma- Paris |
Ser optimista: Pólo Norte explica em post dirigido a Mámen
Respondendo a isto, aqui vão as vantagens de termos sido assaltados (ah, pois é, eu consigo ver vantagens!):
Forças de contenção (diz ele)
1. Entraram-nos em casa e violaram a nossa intimidade
2. Levaram-nos os dois computadores (o meu com um CD com um jogo de estratégia no qual eu era viciado) e o Ipad
3. Levaram-nos o frigorífico
4. Levaram as jóias da Pólo Norte
5. Levaram uma fotografia da Pólo Norte numa moldura da Vista Alegre
6. Levaram-nos o plasma
7. Levaram-nos a Wii, o respectivo tapete e as respectivas raquetes
8. Não voltámos a dormir naquela casa porque Pólo Norte sente-se insegura
9. Tivemos que encontrar uma nova casa e esta é ligeiramente mais pequena
10. Tivemos que mudar de casa e gastei a última semana das minhas férias a arrumar tralha e a acartar caixotes
11. Entre limpezas, pinturas na casa nova e arrumações, a Ana teve que ficar mais tempo com a avó e a tia em vez de estar sempre connosco
12. Partimos a cama da casa antiga nas mudanças
13. Andamos estafados
Forças de contenção (diz ele)
1. Entraram-nos em casa e violaram a nossa intimidade
2. Levaram-nos os dois computadores (o meu com um CD com um jogo de estratégia no qual eu era viciado) e o Ipad
3. Levaram-nos o frigorífico
4. Levaram as jóias da Pólo Norte
5. Levaram uma fotografia da Pólo Norte numa moldura da Vista Alegre
6. Levaram-nos o plasma
7. Levaram-nos a Wii, o respectivo tapete e as respectivas raquetes
8. Não voltámos a dormir naquela casa porque Pólo Norte sente-se insegura
9. Tivemos que encontrar uma nova casa e esta é ligeiramente mais pequena
10. Tivemos que mudar de casa e gastei a última semana das minhas férias a arrumar tralha e a acartar caixotes
11. Entre limpezas, pinturas na casa nova e arrumações, a Ana teve que ficar mais tempo com a avó e a tia em vez de estar sempre connosco
12. Partimos a cama da casa antiga nas mudanças
13. Andamos estafados
Forças de propulsão (digo eu)
1. Ainda bem que a casa estava desarrumada. Como já não voltámos a viver na casa assaltada foi menos uma tarde de arrumações que gastámos.
2. Há lá melhor desculpas para comprarmos um Ipad? E, já se sabe, que com um bebé pequeno não dá para passar tempo em jogos de computador. Assim, ao menos, não te ficas a lamentar que nunca mais pegaste no jogo porque... não há jogo! E lemos mais antes de dormir à noite, reparaste?
3. Não precisamos de inscrever a miúda na seita nos escuteiros quando crescer porque, com um mês, já aprendeu connosco regras de sobrevivência. Reparaste que não comemos gelados? Nem comida congelada pré-feita? Queres lá melhor método de dieta pós-parto?
4. Ficaste tu para me repores o stock. Já não te podes queixar que não tens ideias do que me oferecer em ocasiões especiais! Repões todos os anéis, pulseiras, colares, contas, medalhas e afins que foram roubados com a garantia que vais acertar em cheio no meu gosto. Só vantagens!
5. A moldura era feia. Tinha sido prenda de casamento da minha madrinha e tinha valor sentimental mas era feia. Molduras de vidro são feias. E a fotografia é uma boa desculpa para se aparecerem fotos minhas descascada em sites duvidosos (que uma pessoa teve uma vida sexual passada animada!), alego logo que é montagem feita pelos bandidos.
6. Li o livro do clube de leitura quadripolar de Agosto e de Setembro de uma assentada só. Perdemos a Casa dos Segredos mas, pelo que vi, não perdemos nada de especial. Ficámos sem saber que aumentaram a Segurança Social, a TSU e vivemos felizes e ignorantes uns dias. Ficámos sem ouvir notícias do Governo e do Pedro Passos Coelho e foi uma paz de espírito, feitas as contas.
7. Já não temos que levar com os filhos dos amigos a quererm jogar wii durante horas e a obrigarem os pais a fazerem noitadas em nossa casa quando já nos apetece despachá-los e ir dormir. Os miúdos sem entretenimento ficam aborrecidos e pressionam os pais a irem para casa assim que começam a ficar rabugentos e chatos a horas decentes. A balança do tapete da wii tinha o registo do meu peso nos últimos meses e isso deprimia-me. As raquetes não serviam para grande coisa. Raquetes por raquetes prefiro aquelas electrificadas que servem para matar moscas, sabes?
8. Estava farta daquela casa. Já não aguentava as putas das flores de vinil que colámos na parede e que não conseguíamos retirar sem o estuque vir todo atrás. O chão era feio e tinha pouca luz. Tomar banho de banheira gasta muita água e é mau para o planeta Terra e nesta, como só temos cabine de duche, não caímos na tentação e aumentamos a nossa pegada ecológica.
9. Casa mais pequena = menos porcaria acumulada, menos para limpar. Menos espaço implica que teremos que arrumar O CANDEEIRO na arrecadação, porque nesta nova casa não poderá ter o destaque que merece. Casa mais pequena implica que vamos deixar de ser cocós e acelerarmos a construção da casa nova, não nos prendendo com tantos detalhes.
10. Qual Holmes Place e Personal Trainer e o camandro! Reparaste no exercício que fizemos? Nas calorias perdidas? Viva a ginástica pós-parto a preço zero!
11. Pudemos comprovar a qualidade pedagógica e de mimo da minha família. Pudemos comprovar que a Ana nos prefere (mais a mim que a ti, bem sei...) e que já nos reconhece. Tivemos tempo a dois (ok, a acartar porras mas ainda assim a recomeçar a dois e somos bons em recomeços!).
12. Vamos arranjar umas espectaculares paletes e construir o sommier ecoklógico que queríamos construir há séculos. Agora temos desculpa porque estamos depenados!
13. Somos felizes, pá!.
Quadripolarize a sua praia- Praia da Morena
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Religião: polarismo
O parque de campismo de Monte Gordo e a Casa dos Segredos
É sabido que sou pelintra. Agora um bocadinho menos mas sempre fui pelintra. Durante alguns anos da minha adolescência parte das minhas férias de Verão eram passadas no Parque de Campismo de Monte Gordo. A minha experiência com parques de campismo não é vasta mas acredito que o Parque de Campismo de Monte Gordo, nos idos anos 90, não seria, propriamente, o melhor parque de campismo de Portugal.
O grande problema do Parque de Campismo de Monte Gordo não era a falta de sombras, a distância enorme até se atravessar o parque, a falta de água em dias de muito calor, as melgas ou a fila para se poder tomar duche. O problema do Parque de Campismo eram as pessoas. Eu, incluída.
Foi no parque de campismo de Monte Gordo que conheci o meu ex-namorado, musculado e com a mania que era bonzão, tatuado e pouco abonado do ponto de vista cognitivo, o tal que cresceu e chamou o filho de Enzo.
Foi no parque de campismo de Monte Gordo que conheci a Vera Lúcia, que fazia questão de ser tratada pelos dois nomes próprios, assim Verálúcia, a gaja mais puta das férias, orgulhosa portadora de brincos de plástico florescentes daqueles que saiam nos Cheetos, e que soube, posteriormente, que se tinha enrolado na tenda com o pai do Enzo, ainda este era meu namorado.
Foi no parque de campismo de Monte Gordo que conheci o Valentino, modelo com cara de índio, o bonzão lá do pedaço. O Valentino com quem meti conversa, abeirando-me da sua tenda numa manhã em que me enchi de coragem, a propósito de um corte no dedo- "Ah, tens um penso que me arranjes?", ao qual me respondeu com um penso higiénico da mãe. Sim, aquele Valentino que todas as miúdas do parque queriam engatar mas que não cedia a nenhuma estratégia de engate. Demasiado bom e inacessível para nós. Para mi também. Pffff.
Foi no parque de campismo de Monte Gordo que vi cenas dignas da Playboy (americana) nos duches públicos.
Foi no parque de campismo de Monte Gordo que a Verálúcia levou uma coça da Joana Patrícia quando a apanhou aos melos com o Fábio João no iglo, e o iglo era minúsculo e viam-se movimentos suspeitos no iglo e depois lá foi o iglo, voou iglo, voou Verálúcia e Fábio João, que toda a gente sabe que não é bom meter-se com mulheres do Norte.
Perguntam-me vocês o que tem o parque de campismo de Monte Gordo que ver com a Casa dos Segredos? É que, depois de vista uma série (e parece-me que é mais do mesmo), depois de ter perdido a estreia do programa por me terem roubado a televisão, parece-me que, desta vez, não serei espectadora assídua. Porquê? Porque já vivi, ao vivo e a cores, um cenário de igual putedo, intriga, gente que não sai do armário,gente muito burra, peixeiradas e afim.
Porque já acampei no parque de campismo de Monte Gordo.
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Só desgostos
O Mundo divide-se entre...# 83
... as pessoas que fazem refeições na mesa da sala e as pessoas que almoçam/jantam na mesa da cozinha.
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O Mundo divide-se...
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Pólo Norte disserta- finalmente!- sobre aquilo do Toddlers and Tiaras
Como fazer com que nunca passe pela ideia de uma mãe que seria giro inscrever a filha num programa de Misses infantis? Pólo Norte, usando o closet da baby bear, explica:
Comprar uma coroa de plástico para a filha
Alimentar o ego da mãe
Alimentar mais o ego da mãe
Alimentar ainda mais o ego da mãe
Em casos extremos, deixar a mãe usar a coroa da filha. E, neste caso, a madrinha.
Comprar uma coroa de plástico para a filha
Alimentar o ego da mãe
| Oferta da madrinha Kicas |
Alimentar mais o ego da mãe
![]() |
| Oferta de Mámen |
Alimentar ainda mais o ego da mãe
| Mas a tia Xuxi é que sabe, pá! |
Em casos extremos, deixar a mãe usar a coroa da filha. E, neste caso, a madrinha.
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Mãegyver,
Só desgostos
A enfermeira e a maminha
Embora tenhamos uma pediatra fixe que só ela não dispensamos a ida ao Centro de Saúde. Invariavelmente somos atendidos por uma enfermeira demoníaca que faz a proeza de, cada vez que mede a Ana, lhe retirar 2 centímetros à pála do seu rigor profissional. Acaba sempre por acertar a altura dela tendo em conta as medidas que constam no boletim de saúde da miúda registadas, anteriormente, pela pediatra. Um must.
Das 5 ou 6 vezes que já nos atendeu pergunta-me sempre " E maminha, mãe? Ela está satisfeita?". Como, geralmente, sou educada, respondo sempre que não dou mama à minha filha mas sim leite artificial.
Ontem, depois de ter medido a Ana e de ter constatado que a miúda, passados quase dois meses, media o mesmo que quando nasceu, depois de eu lhe ter explicado que os bebés até podem emagrecer mas não mingam, olha para mim e faz a pergunta sacramental: "E maminha, mãe? Ela está satisfeita?".
Não resisti: "Ela não sei mas o pai não se tem queixado".
Toma, embrulha e leva para casa.
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Baby-bear
Resultado da ajuda de Mámen a arrumar armários da casa nova
Pedi a Mámen que arrumasse dois armários na casa nova: o baú que guarda toda a correspondência que recebo de leitores do blog (e prendinhas e recordações que tais) e o armário da entrada (que serve de farmácia, caixa de costura e caixa de engraxador).
Resultou nisto:
(Era uma Pólo Norte miniatura oferecida por uma leitora do blog no Natal passado e é agora umaboneca de vodoo almofada de agulhas. No comments.)
Resultou nisto:
(Era uma Pólo Norte miniatura oferecida por uma leitora do blog no Natal passado e é agora uma
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Fossem precisas provas que Deus é um tipo irónico...
Os assaltantes não me roubaram O CANDEEIRO.
(Ou, como diz Mámen " A Tieta até para os assaltantes eram demasiado do Agreste")
(Ou, como diz Mámen " A Tieta até para os assaltantes eram demasiado do Agreste")
Resumo de um assalto- versão sentimentalista da autora do blog
Dia 13 sempre foi um dia especial. E Setembro é um mês importante, também.
Neste 13 de Setembro acordámos e fomos tomar o pequeno-almoço à "Chaleira", enquanto eu fui às compras à Feira de Carcavelos, Mámen e Ana ficaram a namoriscar na esplanada.
Voltámos para casa e fizemos uma sesta a três. Fomos à pediatra da Ana, rejubilámos com o aumento de peso dela, ligámos à minha tia para combinarmos um café. Passámos por casa para reforçarmos a mala da Ana, eram seis da tarde. Tomámos café com a minha tia. Fomos jantar ao restaurante com a melhor vista do Mundo e fomos muito felizes, naquele início de noite de quinta-feira, 13.
Quando chegámos a casa, ao lugar que é mais nosso, luzes acesas, janelas abertas, objectos remexidos, objectos em falta, intimidade violada. Procurei, de imediato, a máquina fotográfica com o registo fotográfico do primeiro mês da Ana. Não deram por ela e respirei de alívio. Foram-se máquinas, metais preciosos, pedaços de vidro. Mas as fotografias da Ana ficaram. Foram-se electrodomésticos, computadores, discos rígidos, jóias de família, jóias recentes. Mas o registo fotográfico do primeiro sorriso da minha filha ali estava. E do primeiro banho. E do primeiro colo de cada uma das pessoas que a amam.
Nesse dia não dormimos na casa roubada e vazia, os três. Nem voltámos a dormir. Já não era a nossa casa. Mas lembro-me de pensar que este dia não ia ficar marcado como o dia em que me roubaram os objectos que me faziam falta para o corpo e para a alma. Este foi o dia em que fomos muito felizes a jantar com vista para o Atlântico. E que o destino nos salvou as fotografias do primeiro mês de vida da nossa filha.
O resto? O resto recupera-se. E dia 13 será sempre um dia feliz.
Resumo de um assalto- versão Pólo Norte
Uma pessoa acorda bem disposta. Decide mostrar ao Mundo como é que se poupa dinheiro, como é que se junta umas coroas, como é que não se desperdiça dinheiro e vai de ir à FIC (Feira Internacional de Carcavelos). Uma pessoa compra uma data de looks por menos de 10 euros.
Uma pessoa vai para casa e faz a sesta. Escreve um post no blog. Vai à pediatra às 16h30. Regressa a casa às 18h para apanhar mais um biberon e reforçar o tupperware do pó do leite. Vai jantar fora porque é dia 13 e às 22h chega a casa. Traz na cabeça um post sobre a FNO a que não assistiu. Encontra as luzes ligadas, janelas abertas, casa, literalmente, esvaziada.
Uma pessoa fica apática. Chega GNR. Vizinhos em roupa de dormir que pioram a visão do Inferno que já se tem. Constata que lhe roubaram uma foto. Pensa: "ena, até o ladrão me achou gira!". Respira fundo porque não lhe levaram a Bimby. Chega o perito da PJ. Cena à CSI Alcabideche. O agente desmistifica: levaram a fotografia porque estava numa moldura da Vista Alegre e não levaram a Bimby porque estava por lavar. Uma pessoa pensa que, afinal, ser badalhoca compensa. E que não é assim tão gira.
Ah, e tal agora já não vais louvar mais Alcabideche, pois não, Pólo Norte? Depois de me terem roubado o frigorífico em plena luz do dia acham que os ladrões não são de alto gabarito? Agora é que sim, em definitivo: Alcabideche a cidade, já!
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Sábado houve casório
E eu já conheço o guião de cor: beijinhos a porta da igreja, chega a noiva, entra a noiva, o noivo finge que repara no vestido e finge um ar surpreendido e deslumbrado, o padre beca beca, alianças, beijinhos, arroz na pinha e no rego do decote da noiva, beijinho aos noivos, buzinadelas até à quinta, fotografias com sorriso 33, canapés e álcool para aguentar a estopada, bacalhau com qualquer coisa, carne assada, talheres a bater para pedir beijos e linguados a casais que já nao se beijam desde antes de terem placa, mesa de doces, noiva com cesto à capuchinho vermelho a distribuir prendas que nao servem para nada, dança dos noivos, muito álcool, mesa dos frios e marisco, velhos a tirarem a barriga da miséria, convidadas de chinelos no pé e convidados sem gravata, o martírio do karaoke dos bêbedos, lá vai ramo, bolo de noiva, gajos a fumarem charuto de forma decadente, comboio de dança, gente a dispersar, caldo verde e bifanas a sobrarem, tupperwares nas mãos das tias velhas, noivos exaustos e fim da festa.
Desta vez duas variantes: bolsadela da Ana no meu vestido e cheirinho a azedo o dia todo. E... Pólo Norte a fazer das suas para afastar o tédio comum a todos os casamentos!
(sim, a alminha andou a passear o balão feita pata choca até se sentar...)
Fashion Night Out # 1 (o post que era previsto eu ter escrito)
Na meca da moda que é a Feira Internacional de Carcavelos esteve-se assim:
Mixórdia de posts
Pronto, a mudança para a casa nova está feita. Tenho quase quinze dias de posts para actualizar. Pois que, estou-me categoricamente a cagar para a falta de timming dos posts, mas vou escrever sobre a fashion night out, sobre o assalto à minha casa, a mudança para a casa nova,a casa dos segredos, o casamento a que fui e tudo o que mais que me apetecer.
Imaginem um bêbedo privado de álcool durante quinze dias. Assim que encontra álcool etílico emborca-o todo. Assim estou eu. Mas em versão blogosférica.
(Uma pessoa não pode ser assaltada e o blogger impõe esta porra da nova interface, pá! Não há direito!)
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
A casa
A casa albergava-me há sete anos. Quando sai de casa dos meus avós foi directamente para lá. Lembro-me de subir as escadas naquele 31 de Outubro, meter as chaves à porta e dizer como no anuncio do banco "Aqui vou ser feliz". E fui.
Foi naquela casa que me tornei adulta. Mulher. Que passei a pagar contas, a ir ao supermercado, que aprendi a cozinhar. Que ofereci o primeiro pão por Deus a um bando de miúdos. Que organizei o primeiro Natal fora de casa dos meus avós para toda a família. E, a partir dai, todos os seguintes. Foi nesta casa que organizei os preparativos do casamento. E foi a esta casa que regressei de lua de mel, que assisti ao filme da cerimónia vezes sem conta. Que comemorei o primeiro aniversário de casada. Que discuti muito. E foi nesta casa que chorei quando me separei.
Foi aqui que fiz as pazes. Que me reconciliei. Que tocaram a campainha em duas noites distintas para me avisarem da morte de cada um dos meus avós. Foi aqui que chorei de uma dor sem fim debaixo do chuveiro.
Foi nesta casa que tomei decisões importantes. Que queimei bolos no forno. Que recebi animais de estimação. E acolhi amigas vindas de longe. Que fiz jantaradas regadas a muita gargalhadas. Que fiz malas para partir em viagens e desfiz malas no regresso cheia de experiências novas nos ossos.
Foi nesta casa que fui tia. Que recebi facadas no ego directamente da caixa do correio. Que repensei na minha vida. Que me tornei mais humilde.
Foi nesta casa que contei aventuras de novos desafios profissionais. Que criei o meu blog. Que recebi chouriças da Manelinha. Broa de Avintes da Isabelinha. Um saco para o pão da Inês. E prendas mais de leitoras do blog. Postais de Natal foram centenas, envelopes abertos e sorrisos rasgados sentada neste sofá.
Foi nesta casa que soube que estava gravida. Que pulei de alegria no hall. Que esvaziei um escritório e o transformamos em quarto de bebé. Que fiquei horas a fio a vegetar, gravida até ao pescoço. Que escrevi cartas à minha filha ainda aninhada no meu útero.
Foi desta casa que parti para a maternidade. E a ela que regressei com uma Ana pelos braços. Que aconteceu a primeira noite a três, o primeiro banho da minha filha.
E é, hoje, a porta desta casa que fecho para sempre, como um passado que se tranca e se transforma apenas em memórias.
O essencial trago comigo para a nova casa: as pessoas que farão de quaisquer paredes a nossa casa, seja ela como e onde for.
Afinal... home is where my people are.
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Autopsicoterapia
Semana do regresso
Neste momento tenho um rapaz giro da Zon a instalar-me tv cabo, internet e ligação com o Mundo na casa nova.
Assim que me emprestarem um pc acabou o vosso sossego!
Assim que me emprestarem um pc acabou o vosso sossego!
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Sinto saudades
Sinto saudades de meter a chave na porta sem sentir o coração em arritmia.
Sinto saudades de me deitar no sofá no colo de Mámen a receber cafuné descansada.
Sinto saudades do que sentia de cada vez que olhava para o anel que Mámen me deu no dia em que fui mãe.
Saudades das memórias que cada jóia me trazia, pois foram-me todas oferecidas em ocasiões especiais.
Sinto saudades das imagens guardadas no meu computador à espera do post certo que lhes viesse dar sentido.
Sinto saudades de me sentar à noite a blogar, a rir-me e a fervilhar de ideias.
Sinto saudades do sol a entrar no quarto da Ana e a incidir na árvore que desenhámos a tinta de amor sem os estores estarem semi-cerrados.
Saudades dos risos e comentários mordazes a assistir a Casa dos Segredos na nossa televisão.
Não é das coisas que sinto saudades. É das sensações associadas aos objectos.
(estamos a mudar de casa, sem computadores e ainda sem internet na casa nova. Tenho saudades do blog mas volto, assídua, assim que conseguir).
Sinto saudades de me deitar no sofá no colo de Mámen a receber cafuné descansada.
Sinto saudades do que sentia de cada vez que olhava para o anel que Mámen me deu no dia em que fui mãe.
Saudades das memórias que cada jóia me trazia, pois foram-me todas oferecidas em ocasiões especiais.
Sinto saudades das imagens guardadas no meu computador à espera do post certo que lhes viesse dar sentido.
Sinto saudades de me sentar à noite a blogar, a rir-me e a fervilhar de ideias.
Sinto saudades do sol a entrar no quarto da Ana e a incidir na árvore que desenhámos a tinta de amor sem os estores estarem semi-cerrados.
Saudades dos risos e comentários mordazes a assistir a Casa dos Segredos na nossa televisão.
Não é das coisas que sinto saudades. É das sensações associadas aos objectos.
(estamos a mudar de casa, sem computadores e ainda sem internet na casa nova. Tenho saudades do blog mas volto, assídua, assim que conseguir).
domingo, 16 de setembro de 2012
Regra quadripolar número 1*
Rescaldo do assalto.
Mámen- Epá, que grande merda! Limparam-nos tudo mesmo.
Pólo Norte- Mentira! Não nos limparam a loiça suja que deixámos em cima da bancada...
* nunca perder o sentido de humor!
Mámen- Epá, que grande merda! Limparam-nos tudo mesmo.
Pólo Norte- Mentira! Não nos limparam a loiça suja que deixámos em cima da bancada...
* nunca perder o sentido de humor!
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Querido, assaltaram a casa!
Roubaram-nos os computadores, entre outras coisas.
Paragem forçada nos blogs. Avanço na vida.
Para a frente é que é o caminho.
Até já.
Paragem forçada nos blogs. Avanço na vida.
Para a frente é que é o caminho.
Até já.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Da série "Amigos de (Vitor) Gaspar # 2
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Actualidades
É quinta-feira. Yeahhhh!
Dia de FIC (Feira Internacional de Carcavelos) e lá vou eu. Outra vez, Pólo Norte?
Opá, fiquem informados que desafiei a Mónica Lice para um combate fashionista: quem conseguirá arrecadar mais peças giras por menos de 10 €?!
E não é que a Mónica aceitou?! Dia 27 de Setembro (daqui a 15 dias) a Feira de Carcavelos vai tremer!
Pelo exposto, nem é que me apeteça ir gastar dinheiro para a feira- que não me apetece.
Tenho é que ir treinando.
Opá, fiquem informados que desafiei a Mónica Lice para um combate fashionista: quem conseguirá arrecadar mais peças giras por menos de 10 €?!
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| Sim, voltaram as minhas fabulosas montagens em Paintbrush! |
E não é que a Mónica aceitou?! Dia 27 de Setembro (daqui a 15 dias) a Feira de Carcavelos vai tremer!
Pelo exposto, nem é que me apeteça ir gastar dinheiro para a feira- que não me apetece.
Tenho é que ir treinando.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
O Mundo divide-se entre... # 82
... as pessoas que não eram nascidas no tempo da "Gabriela" original e as outras.
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O Mundo divide-se...
Lembrei-me há pouco a propósito de um comentário no FB da ursa e vou ali acrescentar na minha lista de "Eu jás" (e vomitar, logo a seguir)
Eu já fui românticó-totó ao ponto de dizer a um tipo cujo sobrenome era Lopes "Ó Lopes, gosto de ti até com os copes!"
...
...
...
...
...
...
Da série "Amigos de (Vitor) Gaspar # 1
Mas em versão adaptada:
"Não vale a pena esperar
um salário mais alto
Vale a pena dar o salto
pra fora do barco
rumo ao estrangeiro
e pé ante pé ir mazé ganhar dinheiro
Recibos sem taxas que nunca vi
que o Governo queria para si
eu fugi
o que quis fugir afinal
É tão bom um Governo assim
Ai, faz tão bem saber com o que não contar
Eu quero fugir de quem me quer assim
É bom pra mim e é bom pra quem tão mal me quer
Vale a pena ver
Portugal aqui do alto
vale a pena dar o salto
Daqui vê-se tudo
TSU, IRS e IVA a milhas
Queremos fugir e não voltar
mandá-los dar uma curva
deixá-los derrapar
aos amigos do Gaspar."
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Actualidades
Vou para o Inferno
A minha mãe vai a Fátima.
Mãe- Queria trazer-te uma medalhinha do teu santo de eleição...
Pólo Norte- Não tenho nenhum santo de eleição.
Mãe-Como não? Toda a gente tem um santo a quem presta maior devoção.
Pólo Norte- Hummmm. O Sant...ini?
Mãe- Queria trazer-te uma medalhinha do teu santo de eleição...
Pólo Norte- Não tenho nenhum santo de eleição.
Mãe-Como não? Toda a gente tem um santo a quem presta maior devoção.
Pólo Norte- Hummmm. O Sant...ini?
Quadlipolalização de pôr qualquer um de olhos em bico
"Olá!
Antes de mais parabéns pela nova "aquisição" familiar! ;) Muitas felicidades para todos e rápida recuperação para a recém-mamã :)
E agora para o que é realmente importante ;) estive na China nas últimas semanas e tentei quadripolarizar a muralha da China... a foto não ficou nada de especial (pelo que peço as minhas sinceras desculpas) mas foi boa a intenção :)
Bjs
Cláudia"
Cláudia chao mins de beijos para ti, milheri!
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Religião: polarismo
Finalmente percebo os crimes passionais ou, como diria a Elsa do Big Brother 2 "Eu não sou burra, eu sou distraída"
Juro que tive uma sensação de dejá-vu mas ignorei-a.
Passei a noite toda a olhar para ele e para uma amofada e a pensar qual a melhor maneira de o asfixiar, dando a ideia de morte natural.
Passei a noite toda a olhar para ele e para uma amofada e a pensar qual a melhor maneira de o asfixiar, dando a ideia de morte natural.
A seguir o quê? Vão dar-me outro desgosto e contar-me que fizeram sexo sem ser da vez em que me conceberam?
A minha mãe e o meu pai, separados há 24 anos, de relações cortadas há 24 anos... tornaram-se amigos no facebook.
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(Um x-acto? Alguém?)
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(Um x-acto? Alguém?)
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Acabem com as especulações: a verdadeira razão para o Cristiano Ronaldo estar triste
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Actualidades
O Mundo divide-se entre... # 81
... as pessoas que acreditam na veracidade dos acontecimentos do 11 de Setembro e as que acreditam em teorias da conspiração.
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O Mundo divide-se...
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Disclaimer: post com humor negro
Juro que se eu tivesse escrito uma mensagem de anúncio de nascimento da Ana como a do post anterior, dar-lhe-ia autorização, na boa, para enviar a seguinte mensagem quando eu quinasse:
"Olá, o meu nome é Pólo Norte, morri hoje às 23h17, com 93 Kg e 162 cm. A minha filha está muito triste e tudo acabou muito mal. Espero pelas vossas coroas de flores no velório."
Cá se fazem, cá se pagam!
"Olá, o meu nome é Pólo Norte, morri hoje às 23h17, com 93 Kg e 162 cm. A minha filha está muito triste e tudo acabou muito mal. Espero pelas vossas coroas de flores no velório."
Cá se fazem, cá se pagam!
We don't care
Acabei de receber a seguinte sms:
"Olá, o meu nome é Bernardo, nasci hoje às 11h23, com 3475 Kg e 51 cm..O meu papá e a minha mamã estão muito felizes e correu tudo bem. Espero pela tua visita!"
Não sei se será das hormonas pós-parto mas apetece-me responder:
"Querida mamã e papá do Bernardo. Desde quando é que têm que anunciar o nascimento do V. filho colocando o discurso na voz do bebé? Não é querido, é só meio parvo, tá? Outra coisa, não interessa a ninguém, excepto a vocês a altura e o peso do bebé. Ou essa informação esconde o desejo secreto de vos bordar um quadro a ponto-cruz bem foleirinho? Ou de ir ao alfaiate mandar fazer um fato à medida* para a rapazinho?. Beijinhos, Pólo Norte"
SINCERAMENTE, INTERESSA A ALGUÉM O PESO E A ALTURA DOS BEBÉS DOS OUTROS? REALLY?
(*Obrigada, Alda, pela piada!)
Ó Má-men, vai pró...
Eu avisei.
Ele insistiu.
Eu tentei dissuadi-lo.
Ele contra-argumentou.
Eu aposto que o blog não dura um mês.
Ele diz que é bom a ganhar apostas.
Mámen "emancipou-se". E criou o seu próprio blog.
Ele insistiu.
Eu tentei dissuadi-lo.
Ele contra-argumentou.
Eu aposto que o blog não dura um mês.
Ele diz que é bom a ganhar apostas.
Mámen "emancipou-se". E criou o seu próprio blog.
As austríacas são umas putas
As notícias confirmam: José Figueiras separou-se.
O que tenho a dizer depois disto:
disto:
e, especialmente, disto:
... é que as austríacas são umas ingratas, que é para não dizer putas!
O que tenho a dizer depois disto:
disto:
disto:
... é que as austríacas são umas ingratas, que é para não dizer putas!
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Actualidades
domingo, 9 de setembro de 2012
À Ana, porque hoje é dia 9
It's a little bit funny, this feeling inside
I'm not one of those who can easily hide
I don't have much money, but boy if I did
I'd buy a big house where we both could live
If I was a sculptor, but then again, no
Or a man who makes potions in a traveling show
I know it's not much, but it's the best I can do
My gift is my song, and this one's for you
And you can tell everybody this is your song
It may be quite simple, but now that it's done
I hope you don't mind, I hope you don't mind that I put down in words
How wonderful life is while you're in the world
I sat on the roof and kicked off the moss
Well, a few of the verses, well, they've got me quite cross
But the sun's been quite kind while I wrote this song
It's for people like you that keep it turned on
So excuse me forgetting, but these things I do
You see I've forgotten if they're green or they're blue
Anyway the thing is what I really mean
Yours are the sweetest eyes I've ever seen
And you can tell everybody this is your song
It may be quite simple, but now that it's done
I hope you don't mind, I hope you don't mind that I put down in words
How wonderful life is while you're in the world
I hope you don't mind, I hope you don't mind that I put down in words
How wonderful life is while you're in the world!
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Baby-bear
sábado, 8 de setembro de 2012
Portugueses propõem medidas a Peter Steps Rabbit
- Mudança do nome de Pedro Passos Coelho para Pedro Passos Lebre
- Mudança da tinta do cabelo para disfarçar os brancos. Henna também é bonzinho. Ou "áugua oxigenada". Ou deixa de pintar o cabelo, ó esbanjador!
- Aliás, mudança do nome Pedro Passos Coelho para Pedro Passos-de-gueixa Lebre
- Mudança das lentes dos óculos para lentes de aumentar que as diopetrias aumentaram. Olha, em calhando a cegueira já não tem cura! Sugere-se deixar de usar óculos mesmo.
- Pensando bem, para quê a fartazana de três nomes? Dois não chegam, Dr. Pedro Lebre?
- Poupança das cordas vocais em discursos como os de ontem. É que, de qualquer das maneiras, já não te podemos ouvir, homem!
- Mudança da forma de transporte de Massamá para Lisboa. Carros de governo são um luxo! Solas de sapato, jogging mesmo ali na berma da IC19 para dar o exemplo.Run, Peter, run!
- Corte de unhas rentinhas porque isto de andar sempre a meter a unha no que não te pertence já enjoa.
- Uso de microlaxes, ou à laia da poupança, uso de clisters de mangueira à antiga numa estratégia dois em um: o cocó não te sobe ao cérebro e assim dás valor aos portugueses, Dói, não dói?
- Diminuição dos níveis de oxigénio que respira. Assim com'assim da paralisia cerebral já ninguém te livra, ó ... P. Lebre! P.L?
Quadripolarize a sua praia- Porto Pim
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Religião: polarismo
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Cascais, Toy, AlphaVille e ... oh céus!
Hoje, em Alcabideche, canta o Toy nas festas da Nossa Senhora do Cabo. Ouvi-o assim que fui à janela, pegámos no carro e na miúda e viemos até Cascais.
Em Cascais, já instalados na esplanada do Jardim da Cerveja, ouvem-se agora os cantores dos anos 70 do Remember Cascais com "Forever young" e "I'm feeling like a fool, bye bye daddy cool".
Temo ir até ao Estoril. Dentro do espírito burlesco que assolou a linha nesta sexta-feira, será que o Boy George ainda é vivo?
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Cascais,
Eu sou a Miss Bean de Deus
Peter Steps Rabbit fala ao país
As apostas do Quadripolaridades quanto ao pedido de esforço, de apertanço de cinto e medidas de austeridade e tal são:
- A partir de agora vamos adoptar o modelo dos países nórdicos: nada de desperdício solar. Sol só 4 horinhas por dia, bem racionado e não digam que vão daqui. Os contactos encetados entre S. Pedro e a troika garantem a exequibilidade desta medida.
- O mar só pode ser usado para banhos no Verão e na região de Lisboa e Algarve. Assim com'assim o mar é perigoso, encrespado e a água fria no Norte do país. Não precisam. No Alentejo litoral e Figueira da Foz o que se gasta em solas e em plantas dos pés a caminhar na areia para se chegar ao mar não compensa o investimento.Também não precisam! Os nadadores salvadores andam a queixar-se muito e matam-se dois coelhos (ups, palavra mal escolhida! Censure-se!) de uma assentada só. Morre gente afogada e assim evitam-se acidentes também. Resta Lisboa (porque assim poupa-se em tempo de circulação e em combustível na A5 e na 2ª circular, à pala dos contribuintes que vão para a Costa da Caparica e desamparam a capital). No Algarve tem que ser, sob pena dos Zezé Camarinhas debandarem para Marrocos e lá se vão pilares da economia nacional veronil).
- O cozido à portuguesa só pode levar hortaliça. Com a taxa de colesterol que se regista no país e sendo Portugal um dos países com maiores índices de AVC's na Europa é apostar na prevenção. O cozido à portuguesa vegan dispensará carnes que, em tempos de vacas magras, já não compensa matar os bichinhos para fazer render carne para o prato.
- Há que fazer render a fama do futebol nacional. Aproveitando a tristeza recente do Cristiano Ronaldo sugere-se o engarrafamento de lágrimas do jogador em pequeninas garrafas e a sua venda como souvenirs assim, a taco a taco, com os pintos de Barcelos (quais galos, quais carapuça?! Pintos chegam, que assim não tem que se esperar mais tempo e gastar mais ração até se engordar os bichos e vê-los chegar a galos).
- O fado só poderá ser cantado em "dó". Não estamos em época de desperdício de notas assim ao Deus dará. E cantado à capela, que dar à unha por dar à unha é no batente. Quais guitarradas, quais quê?!
- O vinho do Porto, devido à elevada taxa de exportação, terá uma região demarcada mais extensa e poderá ser produzido em todo o território nacional, para além da região do Douro. Os rótulos serão enviados aos produtores interessados.
- Os pastéis de nata deverão passar a ser confeccionados com molho béchamel para diminuir os custos de produção.
- A Hello Kitty será interdita aquém fronteiras. Porque sim.
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Actualidades
Faltava-lhe o pretexto
A minha mãe e três amigas à conversa numa mesa de café. Pólo entra e senta-se à conversa.
Pólo Norte- Então, tia Luísa, vai ao Remember Cascais?
Tia Luísa- Credo! Eu lá iria a essa festa?! Isso cheira a mofo, filha!
Pólo Norte- Ah, é que a minha mãe vai...
Tia Luísa (ar chocado, dirigindo-se à minha mãe)- Tu vais??? Aquilo é só velharia, caramba!
Mãe de Pólo Norte (embaraçada)- Ah... Hum. Mas eu, agora, sou avó.
Pólo Norte- Então, tia Luísa, vai ao Remember Cascais?
Tia Luísa- Credo! Eu lá iria a essa festa?! Isso cheira a mofo, filha!
Pólo Norte- Ah, é que a minha mãe vai...
Tia Luísa (ar chocado, dirigindo-se à minha mãe)- Tu vais??? Aquilo é só velharia, caramba!
Mãe de Pólo Norte (embaraçada)- Ah... Hum. Mas eu, agora, sou avó.
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Assuntos de Família
Estava aqui a morder-me toda e podia ficar com uma úlcera no fígado se não cagasse a minha sentença. E, não tendo vesícula, seria perigoso.
Há algo que aprendi com a idade, com cabeçadas que dei e com a puta da vida: só podemos controlar as nossas atitudes e somos apenas responsáveis pelos nossos comportamentos .
Tudo o resto: olharmos para o lado, criticarmos a vida dos outros, indignarmos-nos com as suas opções, decisões, elevarmos a voz perante a vida alheia , fazermos juízos de valor como se fossemos donos da razão (e, meus amigos, as bitolas dos valores diferem tanto entre as pessoas!) é puro ruído.
Cada um sabe de si. E se é giro brincar com figuras publicas (sim, não pensem que a MRP se livra de mim!) com quem sem embirra, a verdade é que as mesmas se assumem exactamente assim- figuras PÚBLICAS.
O caso muda de figura na blogosfera. Há milhares de blogs. A escolha é gigante. E só lê determinado blog quem quer. Quem gosta. Ler um blog com o exclusivo intuito de criticar faz-me lembrar aqueles intelectuais que compram o "Correio da Manhã" ou "O Crime" para se sentarem na mesa do café e comentarem- em voz alta, claro!- o disparate que é o espaço que um jornal dá a cada noticia da treta. Intelectuais que precisam de validação externa tipo " epá, ele sabe mesmo do que fala, que eloquente que ele é a dissecar as notícias tontas do CM". Intelectuais que, vai-se a ver, fechado o "Correio da Manhã" e dobrado sobre a mesa com toalha de linóleo, não têm assunto para conversa.
Talvez eu não postasse directamente da maternidade como fez a Miss Glitering em 2010 (vai daí nem tenho a certeza, que o tempo de espera entre o clister e anestesista chegar foi uma seca e se tivesse o Iphone comigo até me tinha entretido). E também não me parece que se a Ana caísse eu postasse fotografias da ferida. Ou fotografias da própria Ana ( e a tentação é grande, acreditem, que ando tão vaidosa que não me cabe uma agulha no pandeiro!). Lá está... but that's not about me. Se fosse EU, EU faria diferente. E tenho o livre arbítrio para o fazer.
Da mesma forma que quer a Miss Glitering quer a Sónia Morais Santos talvez não postassem descrições sobre aniversários que acabaram em valentes caganeiras, como eu já cheguei a fazer. Ou dos seus decotes, como já aqui o fiz, também, E, da mesma forma, também elas podem fazer diferente. Escrever diferente. Têm livre arbítrio para o fazer e fazem-no.
Cada um gere a sua vida pessoal e os posts sobre a sua vida pessoal como entende. Cada um expõe-se como quer e está sujeito aos riscos que isso acarreta. E se, no domínio privado, eu posso fazer fofoca com as minhas amigas sobre este post ou aquele de blogger x ou y, parece-me ridículo que faça da vida dos outros tema para os meus próprios posts públicos.
Afinal, isso não é também uma forma de se fazer o que tanto se critica e querer protagonismo?
Afinal, isso não é também uma forma de se fazer o que tanto se critica e querer protagonismo?
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Looks por menos de €10 # 1
Eu acho que a blogosfera fashion não é democrática. Ora se faz publicidade ao Freeport, ora à Bimba e à Lola, ora à Inditex. Ninguém- repito: ninguém!- se lembrou dessa fasquia que tanto faz pela confecção de roupa nacional, esses que acordam cedo, se montam em carrinhas brancas, palmilham o país de banca em banca, toldo em toldo, megafone em punho, voz bem colocada: os ciganos.
Pois bem, cá está Pólo Norte para repor a justiça social e lutar pelos direitos de quem gosta da marca Lello. E, porque hoje me deu para isto, e porque "é quinta-feira, yeahhhh", foi manhã de calçar sabrinas fechadas (levar sandálias para lá é sinónimo de trazer os pés pretos de surro que doem!) e palmilhar... a FIC (Feira Internacional de Carcavelos).
Assim, Pólo Norte lança o primeiro post de looks por menos de 10 € (Mónica Lice, cuida-te!).
Vamos lá ver as peças:Camisola azul bebé
Apeteceu-me usar o Instagram porque é mais fashion, mas vocês acreditam que a camisolinha é azul bebé, não m'acreditam?
É da Petit Patapon (original, contrabando do bom, ok?) e pode-se conjugar com tudo: calças, saias, fofos (adoro chamar fofos aos macacões), vestidos com decote, saias de peitilho, fatos de macaco e afins. Se estiver calor até com a fralda do bebé e pernas ao léu combina. O preço? 2,5 €.
Não sendo barato, no contexto Lello, é da Petit Patapon e a cagança até na feira se paga, ok?
Body branco
Se "com um vestido preto, nunca me comprometo", a minha filha "com um básico branco vai aprender a procurar roupa na Primark e na Blanco".
Também é da Petit Patapon (ainda mais original, atentos à etiqueta!) e pode-se conjugar com tudo o referido na peça anterior. Com a vantagem desta peça ser um 2 em 1: pode servir de body interior. Também a 2,5 €. Um must have no closet de bebés de mães pelintras como eu.
Macaquinho branco
É uma peça mais masculina que feminina mas "a macaquinho quase dado, não se olha a paneleirices". Pode-se conjugar com qualquer parte de cima das anteriores. Como tem pezinhos, dispensa meias e sapatos, logo é uma mega pechincha. Quanto, fregueses? Quanto? 1 €. Ah, poizé!
Vestido cor-de-rosa às florinhas
Se não apetecer vestir e despir coordenados de outras peças, conjuntinhos e afins, aqui está a solução: enfia-se um vestido. Não há que pensar no que é que combina, basta enfiar pela cabecita da cria e já está. Vestido com forro, ar chique e caro e que- garanto-vos!-vai sacar elogios! E olhares de "esta gaja gasta um balúrdio em roupa para a miúda, devem ganhar bem e sair cedo, os cabrões! A miúda estreia roupa quase todos os dias, viva o luxo! Em calhando,o parvo do marido sustenta aquela vaidade toda, dela e da filha, e ela à conta. Soberba é o que ela é.. E puta, claro! "
Mais 1 €. Vão buscar!
Mais 1 €. Vão buscar!
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Segredos de belaza polares
Sobre a celeuma do post polémico da Cocó na Fralda
Qual é o mal de se postar cápsulas de Skip, caramba?
"Lava, lava, esfrega, esfrega, com cheirinho a..."
Sensíveizinhos, pá!
"Lava, lava, esfrega, esfrega, com cheirinho a..."
Sensíveizinhos, pá!
Tenho 11 anos e meio outra vez
Pólo Norte- "Ahhhhhhhhhhhhhh, sangue!"
Mámen:- "Não achavas MESMO que não ias voltar a ter período*, pois não?"
...
...
...
(*Sim, os homens dividem-se entre os que dizem período e os que dizem outras coisas como menstruação [homens eruditos] ou O-Benfica-está-a-jogar-em-casa [gajos].)
Mámen:- "Não achavas MESMO que não ias voltar a ter período*, pois não?"
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(*Sim, os homens dividem-se entre os que dizem período e os que dizem outras coisas como menstruação [homens eruditos] ou O-Benfica-está-a-jogar-em-casa [gajos].)
Quem dá o que tem...
Estou aqui a pensar: será que se eu oferecer O CANDEEIRO ao Cristiano Ronaldo lhe alivio a tristeza?
Estou pronta a sacrificar-me.
(Podíamos, numa roda de generosidade blogosférica, fazer um "give away" de um cabaz detrambolhos que nos queiramos livrar objectos que possam alegrar os dias do Cris, que me dizem?)
Estou pronta a sacrificar-me.
(Podíamos, numa roda de generosidade blogosférica, fazer um "give away" de um cabaz de
Quadripolarize a sua praia- Lagoa de Albufeira
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Religião: polarismo
11 razões para Cristiano Ronaldo estar triste
1- Ser irmão da Kátia Aveiro
2- Ser conterrâneo do Aberto João Jardim
3- Ser do conhecimento geral que a banana da Madeira é pequenina
4- Ter pago para que a Kátia Aveiro fosse cantora e ela ter-lhe retribuído com isto
5- Ser conterrâneo doFock you Joe Berardo
6- Os chapéus que cobrem o toutiço do traje típico da Madeira ainda não se terem extinto
7- As roupas da Kátia Aveiro e o "K" do nome adaptado da Cátia Aveiro
8- Ser conterrâneo do Luis Jardim
9- A pronúncia da D. Dolores fazer com que chame a Irina de Urina
10- A Irina não beber poncha nem comer bolo de mel por causa das calorias
11- Não ser filho único (logo, a existência da Kátia Aveiro)
2- Ser conterrâneo do Aberto João Jardim
3- Ser do conhecimento geral que a banana da Madeira é pequenina
4- Ter pago para que a Kátia Aveiro fosse cantora e ela ter-lhe retribuído com isto
5- Ser conterrâneo do
6- Os chapéus que cobrem o toutiço do traje típico da Madeira ainda não se terem extinto
7- As roupas da Kátia Aveiro e o "K" do nome adaptado da Cátia Aveiro
8- Ser conterrâneo do Luis Jardim
9- A pronúncia da D. Dolores fazer com que chame a Irina de Urina
10- A Irina não beber poncha nem comer bolo de mel por causa das calorias
11- Não ser filho único (logo, a existência da Kátia Aveiro)
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
No lo creo em brujas
Hoje, ao fazermos a viagem de regresso a casa, deu-se mais uma das crises. Depois de 15 minutos, alguém tenta a sua abordagem à coisa:
Mámen- "Ana, sabes que vais herdar o candeeiro da Tieta do Agreste, não sabes?"
Coincidência ou não, juro-vos que os soluços passaram em menos de um minuto.
Dahm it! Lá terei que doar a preciosidade a uma instituição de caridade.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
O Mundo divide-se entre... # 80
... entre as pessoas que ao brindarem dizem "tchim tchim" e as que dizem outras coisas.
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O Mundo divide-se...
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
sábado, 1 de setembro de 2012
O tio que morreu sem nunca ter vivido em mim
Parecendo que não, sou uma pessoa de família. As minhas raízes minhotas e uma cultura matriarcal criaram-me assim: próxima, parte de um clã, preocupada, presente, familiar como se pertencesse a uma família cigana.
Na minha família metemos o bedelho na vida uns dos outros. Damos palpites. Cagamos sentenças e postas de pescada. Criticamos. Temos chaves de casa suplentes uns dos outros. Toques especiais de campainha para nos anunciarmos. A nossa família somos todos, cada um dos nove (agora dez, que a Ana é a bebé comunitária) e a identidade de cada um transporta este sentimento de pertença à família.
Talvez por isso, durante anos, me fez confusão o total distanciamento ao outro lado da minha família, a do meu pai. Os meus avós paternos morreram antes de eu ser gente. Os dois meio-irmãos do meu pai, mais velhos 25 anos que ele, completos desconhecidos. O meu pai ausente durante décadas.
Durante anos foi como se eu vivesse neste universo da família materna, desconhecendo que se pertence a dois lados, a duas genealogias, a duas histórias.
Há tempos conheci um primo direito. O mais próximo de mim em termos etários. Reconheci-lhe (reconheci-me?) expressões, feições, trejeitos. A genética é uma coisa lixada.
Hoje soube que o seu pai, meu tio, morreu. Não senti nada, para além de um enorme lamento por não ter sentido nada. Fui acreditando, durante anos, que um dia haveríamos de nos conhecer. De retomar a história. De ouvir, da boca dos intervenientes, episódios da vida da minha avó, essa louca que desistiu da universidade para casar, que desistiu do casamento para viver um amor proibido, que desistiu de ser dondoca no Algarve, de um primeiro casamento, de filhos criados, para vir para a capital viver com um marialva, que veio a ser meu avô.
Fui acreditando que o futuro me traria a oportunidade de encontrar estes tios, de lhes reconhecer também expressões faciais, gostos, parecenças. Que iriam haver mais dias pela frente, dias em que seria possível dar voz, dar tempo passado, rugas aquelas pessoas que jazem,imóveis, em fotografias a preto e branco.
Mas o meu tio morreu sem nunca ter vivido em mim. E acabaram-se os dias pela frente. Já não há mais oportunidades. Mais tempo. Mais dias.
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