terça-feira, 29 de novembro de 2016

Um dia histórico na nossa história

A Ana a rodopiar na sala vazia. Dança, canta, gira sobre o próprio corpo num movimento de rotação de felicidade e de translação de euforia. 
A Ana a abrir a porta dos armários, e ver se cabe lá dentro, a cantar alto para ouvir o eco na casa (ainda) desabitada, vazia de nós. Não há electricidade nem água nem gás, é de noite e acabámos de abrir esta porta pela primeira vez, ainda não conhecemos o truque das chaves da porta da entrada, não decorámos o código dos portões, é tudo estranho e fascinante, desconhecido e uma descoberta. 
Não acreditamos- ainda- que temos paredes por preencher com objectos nossos que contam a história de nós, candeeiros por pendurar e cantos por descobrir, um pátio para a Ana andar de bicicleta à vontade, janelas bonitas para colocar vasos ao sol. 
A casa está vazia, tão diferente da última que vimos uma casa nossa vazia, esvaziada por ladrões, eu com a Ana ao colo com um mês de vida, o choque de veres espaços vazios no lugar dos objectos que compraste com tanto esforço, tanto trabalho, tanto suor. O desalento de teres que começar tudo de novo, voltares à estaca zero, teres que superar a sensação de violação, de revolta, de profunda raiva e nojo.
 Esta casa está vazia mas está cheia de sonhos, de planos, de projectos, de desejos e de projecções. Está a abarrotar de todas as possibilidades do Mundo. 
Connosco nada foi fácil. Não herdámos casas, não temos pais ricos, não tivemos logo acesso ao crédito, somos filhos da crise, conterrâneos dos bancos a falir, geração à rasca que aprendeu na base do desenrasca. Uma casa para dois primeiro. Tinha tudo para ser para três. Depois o assalto e uma casa de S.O.S., uma casa de emergência já para três, uma casa provisória que o foi menos que o desejaríamos. 
A vontade de termos uma casa não para três mas dos três. A primeira visita a esta casa, a sensação de estar em casa, o sentir de boas energias, a compulsão para um "aqui vou ser feliz". A Ana a rodopiar na sala a dizer "Estou tão emocionada!", a excitação nos seus passos a correr, o entusiasmo no seu tom de voz, o brilho nos seus olhos. 
Nós a assinarmos a escritura, adultos,crescidos, proprietários. A rubrica com o sobrenome que herdei do meu avô, ter um impulso e depois lembrar-me que não lhes posso ligar para contar a novidade (e ainda lhes sei os números de cor), ligar à minha mãe, tia, sogros. Apertos de mão, entrega das chaves, dos códigos que um dia saberemos de cor. 
Entrar na casa ainda às escuras e sentir que connosco os três está cheia, infinita, plena de luz. A Ana continua a rodopiar na sala vazia. Dança, canta, gira sobre o próprio corpo num movimento de rotação de felicidade e de translação de euforia. 
"Abraço de família"- pede-nos. Baixamo-nos e sentamo-nos todos no chão. Num abraço, um único desejo comum: aqui vamos ser felizes. 
Bem-vindos a casa. Vamos rodopiar contigo, Ana. 

domingo, 27 de novembro de 2016

Dia 21 foi dia Nacional da Spina Bífida

E eu, que queria escrever alguma coisa do coração, fui calada assim.


[Estupor!]

Adivinham?

Pai da nossa amiga Cláudia a explicar uma direcção:

"Depois da rotunda do berbequim* viram à direita..."


*


(Estou a rir-me desde de manhã!)

Anos bissextos

Sempre tive mixed feelings acerca dos anos bissextos. Nasci num o que deveria ser uma razão para os associar a anos auspiciosos mas, tendo em conta todos os contornos que se sucederam ao meu nascimento, 1980 foi um ano duro para toda a minha família, provavelmente dos mais difíceis de sempre. 
1984 foi tramado, com o início de múltiplas cirurgias e internamentos prolongados e em 1988 os meus pais separaram-se e o meu pai demitiu-se das suas funções. 
1992 foi um ano bom, o primeiro ano bissexto bom de que tenho memória: publiquei dois livros, fiz as primeiras férias para fora do país sozinha com a minha mãe, a vida começava a entrar em velocidade de cruzeiro. A partir daí comecei a dar tréguas aos anos bissextos: 1996, 2000 e 2004 também nos sorriram com férias ao sol, relações estáveis, entrada no mercado de trabalho, tudo a compôr-se para o início de uma vida independente, da primeira casa, do casamento que se seguiu. 
2008 foi o pior ano da minha vida: a minha estreia nesta coisa do luto e da luta com o luto, a morte do meu avô, a minha separação, muita agitação no trabalho, a vida toda de pernas para o ar. 
2012 redimiu-se porque me trouxe a Ana e, ainda que com a morte da minha avó no fim do ano anterior, tudo se amenizou porque nasceu a minha esperança em deixar o Mundo melhor que o encontrei. 
2016 foi um ano estúpido. A doença bolorenta do meu tio, a espera pela morte prometida, a esperança vã em fintá-la, aquele dia de Verão em que o fomos entregar às cinzas, tão cheio de sol e tão triste, tão Verão na rua e Inverno dentro de nós, a provar-nos que pode haver bipolaridade no Mundo e em nós no Mundo. 2016 foi duro. Foi um ano de outras perdas das quais não quero escrever, de fechar capítulos, de constatar que nem sempre consigo, nem sempre posso e que não basta querer. Foi um ano em que fui forçada a dizer muitas vezes que não assumindo a minha incapacidade, constatando as minhas fraquezas, embandeirando a minha vulnerabilidade. Foi um ano em que precisei mais de receber do que consegui dar. 
Estou desejosa que acabe o ano. 2016 já deve uns meses à cova e eu assumo, de uma vez por todas, que não gosto de anos bissextos. 

[2012: desculpa a generalização, sim?]

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

"Sexta-feira preta"- disse ele

"Sexta feira preta


Loucas são as noites que passo sem dormir

Duas noites seguidas. Duas insónias.
Um pensamento recorrente: que será feito da Pomba Gira?



(Freud explicará?)

Ana: a fashionista

A Ana e a minha mãe às compras:


Minha mãe: "Ana, escolhe lá quais as botas que queres que a avó te compre!"

Ana (apontando para umas botas de cano alto): "Avó, quero aquelas!

Minha mãe: " Essas não,essas são para meninas crescidas!"

Ana (insistindo): "Avó, mas eu gosto tanto!"

Minha mãe: "Ana, tem paciência, mas não. Escolhe umas destas pequeninas. Quando fores mais crescida a avó dá -te umas dessas... "

Ana (frustrada): "Avó, mas eu já tenho muitas botas de MANGA CURTA e gostava tanto de ter umas de MANGA COMPRIDA... "

Ideias de presentes de Natal gadget-quadripolares # 1

            



"Senhor, perdoai-me porque eu pequei. Em pensamentos. Mas pequei,"

Já percebi porque lhe chamam Black Friday

É, literalmente, uma black friday para todos os que se encontram a ver descontos imperdíveis na última sexta do mês antes de lhes cair o ordenado na conta.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Comer, orar e amar (versão Alentejo)

Um fim-de-semana pelo alto Alentejo e trouxemos algumas sugestões.

Para comer:

Em Ponte de Sor almoçámos carne do alguidar com migas maravilhosas no restaurante "O Barril" que não podemos deixar de recomendar. Muito. Atá ficarem embuxados.

Ficámos fãs das cornucopias

Uma 'ssoa vê o seu nome na revista preferida sem ser na necrologia e ganha o dia!




Quando uma jornalista te convida para te entrevistar e te diz "quando penso em altruísmo vens-me imediatamente tu à memória" deixam de importar as palavras que ela escolhe, o numero de frases que dedica à tua história porque já ganhaste o dia. 

[E, sim, quando comecei a falar, às dez da noite depois de um jantar solidário e de três dias seguidos com um balanço de sono de 10 horas, disse-lhe que ser altruísta era um profundo modo de viver egoísta, porque o que interessa, no fim, é a forma espectacular como o bem nos faz sentir em paz connosco mesmos, de contas fechadas com os nossos valores, em casa com o que sentimos ser o melhor. Ela suspirou, aliviada: "ufa, ainda bem que concordas, então, com o título que vou dar ao artigo". Concordo. Em absoluto. Obrigada pela sintonia, Sara! ]

Quando voltas a blogar todos os dias, Pólo Norte?

Hoje.



[Obrigada, Vanessa! És a maior!]

Esta coisa do Thanksgiving



Agradeceria à minha mãe em primeiro e último, como se o ciclo fosse todo dentro dela (porque o é). Ao meu pai pelo contributo genético que me deu e que, de quando em vez, muito me dá jeito. Aos meus avós pela sabedoria da humildade, pela bondade, pela generosidade, pelo Minho nas veias, pelo amor sem contrapartidas nem regras. À minha tia pelo amor diferente, materno-fraternal, uma coisa de cromossoma X, de mãe sem exigência, de cumplicidade fraternal. Aos meus tios pela testosterona que o meu pai me privou, pela protecção, pelo sentir de pertença. À minha prima, por existir, não precisa de fazer mais nada, a existência dez anos depois de mim perdoam-lhe tudo, justificam-lhe tudo, dão-lhe charme em tudo. 
Ao Rui pelo plural que me trouxe e do qual não quero abdicar, pela família que somos agora, pela Ana, pelo amor que se escolhe e se deixa ser escolhido. À Ana por fazer com que tudo faça sentido, por ser o meu amor de sempre e para sempre, fechada no ciclo que desenhou em mim. 
Aos amigos, os que partiram e os que ficaram, aos que resistem e os que insistem por darem recheio a tudo isto, que são o tijolo e o cimento desta estrutura maior, isolamento térmico das paredes da minha vida. 
Sempre a pessoas. Porque a minha vida são as pessoas. 
À minha mãe, outra vez, por tudo o que me fez e que me permite ser hoje grata por quem sou e saber agradecer. 
Ao meu pai, outra vez, por tudo o que não me fez e que me permite hoje ser grata por quem me tornei e, por isso, ter necessidade de a tantos agradecer. 
Ao Rui e à Ana, amores da minha vida. 



[Tanta merda que copiam, halloweens e coisos e isto que até é bonito assobiam para o lado. Ide cagar à mata, pá!]

How to save a life?



Tive uma insónia. Vim para a sala fazer zapping. Nada de jeito na televisão. Vim para o instagram. Aborreci-me passada meia hora. Apeteceu-me escrever no blog mas tive preguiça de me levantar do sofá para ir bucar o portátil. Parei o zapping na Anatomia de Grey. Não via um episódio desde a terceira série para aí. Já não há homens bonitos na Anatomia de Grey nem a barbie loura em cujo corpo eu desejava ter nascido e da chinesa nem sombra. Passou demasiado tempo desde que eu tinha tempo para seguir séries, passou demasiada energia desde que eu tinha energia para me levantar e alcançar o portátil para blogar, passaram-me demasiados interesses pela frente desde que eu tinha interesse em ver o TLC em noites de insónias. 
Acho que virei adulta. 
Ou se calhar já o era há muito tempo mas só agora me caiu a ficha. Estou muito chata numa série de coisas, muito pragmática noutras, as vezes acho que são sinónimos: pragmatismo e chatice. Não sei bem. Cada vez tenho menos certezas e cada vez vivo melhor com esse facto. 
Ontem limpei o guarda fatos e assumi que há roupa que não vou voltar a usar. Ou porque provavelmente não voltarei a ter 50 kg ou, na maioria dos casos, porque já não tenho idade para usar t-shirts do Planet Hollywood ou camisolas com frases de afirmação tipo "I'm the boss". "Ah, a idade é um estado de espírito!" O caralhinho. Avisem as minhas costas dessa do espírito quando muda o tempo e alertem a minha incapacidade para lidar com ressacas de que afinal tem 20 anos de humor. Só que não. (Não me sinto bem como t-shirts que realcem a minha necessidade de afirmação. Cada vez preciso menos de me afirmar. Cada vez sei mais quem sou. Despida. De quaisquer artefactos, t-shirts incluídas). Desfazeres-te de roupa emocional é como te despedires de quem já foste e sabes que não voltarás a ser e assumires que não voltaras a ter 50 kg nem sequer é a parte mais dolorosa. 
Não consegui ver a parva da Meredith até ao fim mais os seus dramas de primeiro mundo (eu disse que ser pragmática era uma chatice, não disse?) e depois, ainda por cima, metia ao barulho uma criança às portas da morte e já se sabe que depois de ser mãe projecto a Ana em todas as crianças do mundo, o que é uma espécie de "maternóia" (paranóia maternal) da qual provavelmente nunca me verei livre. 
Tenho saudades da minha avó que acordava a cada insónia minha e em silêncio se enroscava ao meu lado e me embalava, mesmo adulta, até me sentir adormecida novamente. "Mesmo adulta" é um jeito de dizer porque, na verdade, só me senti adulta depois deles morrerem e de eu já não ser a menina de ninguém. E depois de hoje, depois de me ter despedido das minhas roupas tamanho "S" coloridas e cheias de certezas, para ficar com um guarda roupa de "adulta". 
Guardei a camisola roxa com uma estrela ao peito. Ele olha para mim e sorri. 
"É para, um dia, a Ana a usar"- justifico-me em voz alta. 

 (Ninguém acredita. Especialmente eu. Até porque a Ana nem gosta de roxo).

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Ana- a poliglota

Todas as quartas-feiras são dia de Inglês na escola da Ana.
Ela adora as aulas e quando chega a casa apressa-se sempre a contar-nos as novas aprendizagens.

Hoje chegou e começou o relato.

- "Sabes mãe, hoje aprendi uma frase muito difícil, já não me lembro bem..."

- " Hum, deixa ver se a mãe te consegue ajudar... Era uma pergunta?"

- "Sim, mamã. Era uma pergunta com o nome do pai."

- "Com o nome do pai? Tinha a palavra "dad"? "Father"?"

- "Não. A resposta era "I'm Ana!".

(ambas em silêncio a pensar)

- "Já sei, mãe! "RUI are you?"
...

...

...

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Muito bem escolhido, sim senhora!

Marcaram a ida do fotógrafo à escola da Ana para o mesmo dia da "Missão Pijama 2016".










Não sei que diga.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

"Suddenly Kayne West 2020 isn't so ridiculous sounding"



A minha amiga Xuxi aposta que daqui a 4 anos a Kardashian é a primeira dama.


[Já não duvido de nada. ]

O Peter Rabbit é que tinha razão

Ainda bem que já não estamos no Governo do Passos Coelho.

Pedro Dias acabou de provar que se pode sobreviver 29 dias com 60€ no bolso.

Era um ver se te avias com o valor do SMN para 2017...

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Prognósticos para o resultado desta noite

RTP3: 1 - CMTV: 0

Houston, we have a problem!

As minhas amigas das dietas paleo vão ter um desgosto ao constatarem que o homem, tendo só sobrevivido a comer nozes, castanhas e bagas, não perdeu grande coisa de peso. 

Eu resumo...

... diz que esteve sempre no mato, que comeu nozes e castanhas, que sobreviveu com apenas 60 euros, que tomou banho no rio, que teve com balas a cruzarem-lhe o pêlo, que os pais nunca o ajudaram, que nunca ninguém o ajudou, que estava a dormir no carro quando os agentes da GNR o abordaram, que andou no meio das populações e ouvir falar dele próprio sem que ninguém o reconhecesse, que pediu carros emprestados, que nunca matou ninguém, que se assustou com a perseguição que lhe estavam a fazer, que fugiu porque temia pela vida, que tiraram ilações erradas, que se entregou agora perante as câmaras da RTP por questões de segurança e porque estava a ser ameaçado de morte sem razões nenhumas para tal.

Em suma:

O Robinson Crusoe de Aguiar da Beira não perdeu peso, não precisou de dinheiro para nada, não aparece sujo, escapou a tiros, não teve a ajuda de ninguém, é inocente, esteve rodeado de indígenas ignorantes, está saudável e tem confabulações próprias de quem tem uma psicopatologia grave. Acredito que terá feito isto tudo só com a ajuda de um clip. 


Passou, portanto, no casting para qualquer edição do "Survivors" que se venha a fazer.

Ou para McGyver do novo milénio, vá. 

Finalmente o Mundo tridivide-se entre...

... Hillary Clinton, Donald Trump e... Pedro Dias.

Esqueçam o Trump! Esqueçam a Clinton!

O Pedro Dias entregou-se!

(RTP 3- 21h55 minutos de hoje)

Nobel das manifestações para os empresários da diversão já!

Passei hoje pela manifestação dos empresários de diversão à frente do Ministério das Finanças.

Realmente confere: foi uma diversão ver que dispensaram apitos, palavras de ordem, canções revolucionárias, "o povo unido, jamais será vencido" e ruídos cários próprios de manifs.

É, de facto, muito mais eficiente ao nível do incómodo que as manifestações pretendem causar, usar a música da Maria Leal em looping em decíbeis pornográficos.

Estava assssim de sair do táxi e aplaudir de pé.

Mas, entretanto, na fila de trânsito, os meus ouvidos entraram em coma profundo.




Ana, a raínha do equídeo-gado

A nova tara da Ana são unicórnios. A Elsa já se reformou (e nem quero pensar na quantidade de coisas frozenianas que tenho cá por casa), a Rapunzel não chegou a ficar velha e andamos numa fase pouco virada para personagens de filmes de animação. 
Não sei como aterrou a tara dos unicórnios cá em casa mas já não suporto os poneys mono-cornos e já vomito os bichos por todos os poros. 
Como se está a aproximar o Natal e porque a Ana fala de unicórnios com tooooda a gente achei por bem deixar um aviso público a toda a minha rede. Qualquer coisa como um status de facebook a suplicar a pedir: "Amigos queridos, POR FAVOR, não dêem todo um Mundo de unicórnios à miúda pelo Natal sob pena dela passar a ser a raínha do equídeo-gado!"
Claro que os meus amigos são uns estupores fofinhos e a minha amiga Sandra, feliz proprietária da Babyblue e estupora fofa que só ela, decidiu que não ia esperar pelo Natal para me desafiar dar um miminho à Ana e cá vai disto:

Estou preocupada com esta nova paixão da petiza e vou escrever baixinho o porquê:

A avaliar pela mochila, temo que a miúda me consiga unicórnio-evangelizar fácil, fácil. Humpft!

Singularidades de uma rapariga da loira

Uma pessoa quer tomar o pequeno almoço ao pé do trabalho.
Uma pessoa não tem opções que obedeçam às normas mais básicas de HACCP.
Uma pessoa é arrastada pelos colegas para a Padaria que nunca frequentou nem fazia a mínima intenção de frequentar por motivos que dizem respeito a essa pessoa.
Uma pessoa vai, contrariada.
Uma pessoa bufa.
Uma pessoa tira uma senha para ser atendida.
Uma pessoa abeira-se do balcão.
Uma pessoa começa a narrar um facto, entusiamada, de costas para o balcão, enquanto espera.
Uma pessoa esbraceja.
Uma pessoa fita o olhar de pânico dos colegas.
Uma pessoa sente-se naquelas cenas de câmara lenta e olha para trás.
Uma pessoa vê um cesto que estava exposto em cima do balcão a entrar. em camara lenta, pelo balcão adentro.
Uma pessoa vê sandes de leitão everywhere.
Uma pessoa nem gosta de sandes de leitão desde este dia.
Uma pessoa fica aflita.
Uma pessoa vê os colegas a segurarem as gargalhadas
Uma pessoa entra pelo balcão adentro para ajudar os funcionários.
Uma pessoa é banida do espaço do balcão com olhares ferozes: "deixe estar! deixe estar!"
Uma pessoa vê funcionários com uma expressão muito zangada.
Uma pessoa continua aflita.
Uma pessoa fita os colegas, à espera de olhares de consolo,e  vê-os a contorcerem-se e a calarem risos.
Uma pessoa diz, entre dentes para o que está a dar mais bandeira: "Vê lá se queres comer uma sandes de leitão ao almoço!"
Uma pessoa ouve de resposta: "Eu? Eu até sou vegetariano!"
Uma pessoa bebe uma bica em silêncio.
Uma pessoa queria beber uma bica em silêncio.
Uma pessoa não consegue porque os parvos dos colegas não param de se contorcer de risos.
Uma pessoa jura que ouve um deles sugerir em sussurro: "podemos assumir o prejuízo e hoje toooda a gente come sandes de leitão no trabalho!"
Uma pessoa faz uns olhos de morte para o colega.
Uma pessoa fica, finalmente, em silêncio e chateada por toda a situação. Durante 5 segundos.

Uma pessoa volta a ouvir, baixinho: "É que nem penses. Eu até sou vegetariano..."

...

...

...


O Mundo divide-se entre...

... a possível vitória de Hillary Clinton nas eleições de hoje e a possibilidade do Mundo deixar de se dividir no quer que seja.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Web Summit? Eu traduzo:



"Portem-se bem! Não façam a piada "you want a glass of water or a glass with water?" nem a outra do "You would like? So you no longer like it?". Controlem os impulsos reprimidos desde o tempo dos liceus e, por favor, não dêem carolos aos nerds. Façam vénias. Muitas vénias aos empreendedores. Desta vez ponham os vossos preconceitos de lado e ensaiem os maiores sorrisos aos despenteados. Não barrem a entrada aos calçados com ténis nem peçam 500€ de entrada aos senhores com cara de pelintras ou cuja cara vocês não achem fofinhas ou com outros critérios usados habitualmente, nomeadamente no Lux, e que são tão válidos quanto "o teu signo hoje está no último lugar da tabela da Maya, és o elo mais fraco: adeus". Deixem entrar, só desta vez, os tipos com cara de sem abrigo, barba de 15 dias e - quiçá- até com falta de banhos porque podem estar cheios da paca. Guito. Pasta. Cacau. Dinheiro. Façam-lhes vénias, já vos dissemos? E abram-lhes excepções, mostrem o quão não rigorosos podemos ser, o quão tacanhos, serviçais e vassalos sabemos ser, tratem-nos com deferência como não tratam os clientes de todos os dias, não chamem a polícia às 3 da manhã se o bar que é obrigado legalmente a fechar à meia-noite e se têm bebés a querer descansar, finjam ser um país cool e trendy, que sabe tudo de pitchs e networks, usem muitas expressões anglo-saxónicas empreendedoras, sorriam muito mas só se tiverem a dentadura completa, não se esqueçam de reforçar as lojas de souvenirs com muitas sardinhas, não roubem os azulejos do Galo de Barcelos da Joana de Vasconcelos como roubam os das paredes dos edifícios para venderem na feira da ladra, se forem taxistas não dêem uma volta maior nas corridas e não enganem estes bifes e- por favor- façam do 28, só por estes dias, um free-pickpocket  tram. 
E escusam de se pentear. O despenteado is the new black."



A notícia não traduzida aqui.

Chocolates para fins medicinais: eu quero!

A minha tia Maria Francisco manda-me o link disto.

E eu- que não sou invejosa- partilho aqui para as leitoras do Quadripolaridades que sofram deste mal.

Tudo pela saúde.

Tu-do.

Ana e o início da literacia

À noite estamos a comer sopa com massa de letras.

Ana acaba o prato, esfrega a barriga e exclama:

"Tantas letras, tantas letras. Nham, Nham. Já estou cheínha de palavras na barriga, mãezinha!"

...

...

...

O que é Nacional é mesmo bom!

                                       

O novo anúncio da Nacional- que conta com a participação dos meus amigos Ana e Gui- foi buscar pessoas comuns, famílias reais e decidiu partilhar histórias, não apenas de comida e de alimentos mas, sobretudo, de afectos.
Este é o vídeo institucional que dá o pontapé de saída na campanha que assinala o rebranding da Nacional, no entanto, apenas em Dezembro a campanha lançará os filmes de cada família, focados nas suas quatro categorias de produto. 
Sendo que o Guilherme tem uma deficiência congénita- Spina Bífida- não posso aqui deixar de aplaudir de pé a estratégia da Nacional querer explorar a relação de cumplicidade ímpar dele com a sua mãe ao invés de se focar no facilitismo da história do menino de cadeira de rodas, provando que o que é Nacional é- mesmo!- bom. 

Bravo!
Inicialmente será lançado um filme institucional com imagens das diversas histórias, estando previsto para Dezembro o início da campanha mais focada nas suas quatro categorias de produto, nessa altura com a revelação de histórias reais.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Chamada quadripolar ao pessoal do Norte!



Depois do sucesso do ano passado com a Children Street Store que deu frutos tão bonitos que a parceria se estendeu para além do evento (sim, tenho um post em atraso desde Julho, mas prometo que o recupero tão breve quanto possível) o Bairro do Amor este ano arranca com "A Loja do Bairro do Amor."

E o que vem a ser isto, Pólo Norte?- perguntam-me vocês, com muita pertinência.

A Loja Do Bairro do Amor é um evento destinado a crianças provenientes de contextos desfavorecidos, residentes na região metropolitana do Porto, com idades compreendidas entre os 3 aos 18 anos de idade.

Porquê fazer compras ao invés de simplesmente encaminhar roupa doada para as instituições que acolhem estas crianças e jovens? Porque o processo de fazer compras implica liberdade de escolha, capacidade de selecção e de decisão, ao invés do habitual processo de recepção do que é doado, em que cada criança simplesmente recebe o que lhe é dado, numa lógica mais funcional do que de gosto pessoal, numa lógica de recepção sem critério e nunca de escolha. 

As crianças poderão percorrer a loja e experienciar a o processo de escolha de produtos, onde, mesmo sem troca de dinheiro, podem “comprar” roupa, brinquedos, calçado e material escolar ao seu gosto, bem como usufruírem do serviço de cabeleireiro, animação e lanche. 

Em 2015 participaram na nossa loja cerca de 120 crianças que se encontravam institucionalizadas. Toda a reportagem desse dia com imagens maravilhosas pode ser vista aqui.

E este ano, a loja acontecerá quando?

Assim, este ano, no dia 3 de dezembro apenas estarão presentes na Loja do Bairro do Amor os “clientes” e os voluntários lojistas do Bairro que se inscrevam para o efeito, de forma a preservar a privacidade dos que participam, não os expondo mas recebendo-os num ambiente contentor. 

Quem pode participar?

Todos podem participar, contribuindo para o stock da loja através de donativos de roupa, calçado, material escolar e brinquedos, entregando-os num dos pontos de recolha que disponibilizamos para o efeito e que se encontram indicados no evento. 

Onde posso entregar os meus donativos, Pólo Norte?

Nos variados pontos de recolha.A saber:

LAR NOSSA SENHORA DO LIVRAMENTO
Rua Santos Pousada, n.º 182 | 4000-478, Bonfim, Porto
De Segunda a Quinta feira, das 9:00h às 11 horas

CAFÉ INOVADOR
Travessa da Mouta n.º 150 | 4470-089 Maia
Das 7:00 às 22:00 horas, de Segunda-feira a Sábado.

CLÍNICA DR. FERNANDO PÓVOAS - PORTO
Av. Fernão Magalhães n.º 1585 | 4350-170 Porto
De segunda a sexta feira das 9:00 às 19:00 horas.

CLÍNICA DR. FERNANDO PÓVOAS - LISBOA
Estrada da Luz, 90 - 11ª - Sala E
1600-160 Lisboa
De segunda a sexta feiras, das 9:00 às 19 horas.

INDOOR KARTING CALDAS DA RAINHA |
CALDAS DA RAINHA
Rua João Reis, Zona Industrial
De Terça feira a Domingo, das 16:00h às 00:00horas

CINTA, LDA. - SINTRA
A/C: ROSA SANTOS
Terrugem
2705-869 Terrugem | Sintra
De segunda a sexta feira, das 8:30 às 17:30h.

Dúvidas, questões, ansiedades?

Contactem-nos para: porto@bairrodoamor.com

20º FIBAQ e todos podem ficar com a cabeça nas nuvens





A Andreia foi uma das pessoas que este blog me trouxe e eu fico sempre admirada com as pessoas diferentes e espectaculares que este blog me tem trazido, logo a mim, que por aqui só escrevo balelas. Quando, há dois anos, me garantiu que me iria realizar o sonho de andar de balão de ar quente quase que tive uma apoplexia. O sonho concretizou-se, no ano passado, num jour me-mo-rá-vel com o bónus da Publibalão (a entidade responsável pela organização do Festival de Balões) tem feito uma parceria com a ASBIHP, que perdura até aos dias de hoje.
Assim, este ano a ASBIHP será, novamente, entidade beneficiária do 20º Festival Internacional de Balões de Ar Quente, um certame único e memorável que dá a oportunidade de muitos realizarem o sonho de voar sobre as planícies do Alentejo.
O que fazer para voar e, em simultâneo, ajudar? Aderir à campanha da "T-shirt solidária" em que, através da reserva da T-shirt com indicação do nome completo e morada para voosolidario@asbihp.pt.
Com a compra da t-shirt a organização oferece 1 Voucher Individual de Voo. O valor de cada t-shirt é de 49,9€ e o stock é limitado a 35 t-shirts por voo. 
Após o recebimento do email para reserva da T-SHIRT SOLIDÁRIA será enviado um email de confirmação desta mesma reserva e qual o dia de voo referente ao voucher oferecido. 
O levantamento da T-Shirt e respectivo pagamento será realizado no dia do voo nos meeting-points. Para o voo da manhã a hora de encontro será às 6h30 e para o voo da tarde será às 14h30 e esperam-se voos memoráveis e inesquecíveis. 

Vêm voar connosco?

Consultem a seguinte nota para verificar onde são os meeting-points de voo: aqui

Aplicam-se as mesmas condições e termos de responsabilidade de voo dos demais passageiros e que podem ser consultados: aqui

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O Mundo divide-se entre...

... quem se recusa a ler livros em formato digital e os outros.

Deixou de haver horário de expediente?

São dez da noite e estás num jantar de amigos. Um espreita o telemóvel e comenta com a mulher, ali ao lado, que acabou de receber no email o relatório do trabalho e que, chegando a casa, ainda tem que pegar naquilo. Fica impaciente, a partir daí. É sexta-feira. A mulher recebe uma sms

Ele não deixou de fumar


Seis meses. Está a fazer seis meses que ele parou de fumar. Digo "parou" de fumar porque é  o verbo que ele usa, embora eu preferisse o compromisso do verbo "deixar". Ele diz que não deixou de fumar, que parou e ele precisa dessa conotação não permanente, não definitiva, não castradora e fatalista: ele parou de fumar. 
Sempre o conheci fumador. 95% das nossas fotografias têm o cigarro como elemento adicional, um amigo eternizou-o numa tela e, quando a recebemos, ali estava ele: o cigarro no meio dos dedos.
Nunca fui fundamentalista quanto ao tabaco nem nunca fui cigarro-fóbica. Respeito as escolhas de cada um, desde que não interfiram no meu bem estar, na minha liberdade. Sempre o conheci a fumar e nunca o cigarro foi um assunto entre nós, sou filha de pais fumadores, na minha casa sempre se fumou, "normalizei" o tabaco em cima dos móveis da entrada e os cinzeiros pela casa. 
Um dia, tínhamos acabado de sair da adolescência, a minha mãe ficou com um pólipo na faringe e teve que ser operada. Nunca tive tanto medo na vida e ele soube-o. Tentou deixar de fumar a seguir, sem que eu lho tenha pedido, voltou a fumar, ao princípio às minhas escondidas, ele não percebia, até aí, que mais que a tristeza que sentia por ele voltar fumar, foi a falta de confiança em admitir perante mim a vulnerabilidade do seu vício que me matava por dentro. Nunca lhe pedi para deixar de fumar, gosto dele com cigarro ou sem, o tabaco não tem o poder de mudar o amor que sinto por ele. 
Depois engravidei e ele voltou a falar-me do assunto, sempre com planos para o futuro, sempre a empurrar a data com a barriga, sempre a procrastinar a decisão. "Quando ela nascer logo deixo de fumar!". Não deixou. E depois vieram problemas no trabalho e começou a fumar mais, o cigarro servia de super-ego, de tampão de emoções, de forma de descomprimir e de se auto-controlar, de tubo de escape da alma. 
E o meu tio ficou doente. Muito doente. 
O meu amigo Luis, o melhor enfermeiro do Mundo, avisou-me que não havia nada a fazer, que ele iria morrer. O tumor naso-faríngico iria levar a melhor e- sim!- fumar 3 maços de cigarros por dia contribuía para aquele diagnóstico. E o meu tio não deixou de fumar até à véspera de morrer onde, no meu sofá, o vi rir pela última vez quando lhe estendi para a mão um maço de cigarros. 
E ele viu-me a chorar. E a sofrer. E a fazer-me de forte. E a ser bruta. E a engolir soluços e nós na garganta, medos e ansiedades, o terror de quem tem que esperar a morte das pessoas de quem gosta, inútil e incapaz, sem nada poder fazer para travar o dia em que o cigarro se apagaria das mãos dele- do meu tio- de vez. 
E um dia disse-me "vou parar de fumar". Eu nunca lhe pedi. Aliás, posso ter-lhe pedido no desespero de quem espera a morte de quem ama com o assassino a fumegar-lhe nos dedos mas aí, era o desespero a pedir-lhe, não eu. Estava eu a contar, um dia disse-me "vou parar de fumar" e eu nunca acreditei, não gosto de me desiludir, não gosto de criar falsas expectativas, não porque não acreditasse nele mas porque conheço o poder inebriante do vício, a fugacidade da motivação de quem se consola com um cigarro aceso ao relento de uma varanda. 
Comprámos os comprimidos e ele cumpriu todo o tratamento. Poucas vezes falámos disso, de ele estar a parar de fumar, às vezes via-o ansioso, sempre de halls no bolso e a roer, muitas vezes sem saber o que fazer às mãos nos momentos de tensão, a snifar fumos passivos dos amigos que fumavam à sua beira, mais irritado, com menos paciência, mais intolerante e com o pavio mais curto. Conheci-lhe insónias, sonhos agitados, começou a reduzir o número de cafés porque o café pede o cigarro, os cinzeiros foram desaparecendo, começámos a fazer programas durante mais tempo seguido sem intervalos para fumar, a pele a ficar mais bonita, os dedos a cheirarem bem, os dentes mais brancos. Começou a ter mais energia, força, endurance. A conseguir correr com a miúda sem cuspir os pulmões, a ser mais energético e ágil. Poucas vezes falámos disso, de ele estar a parar de fumar mas eu conheci-o, meses a fio, a lutar contra o vício, a dar o seu melhor, a sofrer imenso com o processo, a esforçar-se horrores. E, mesmo que ele não conseguisse, só por isto, só por tentar eu amo-o ainda mais, porque a motivação dele era apenas uma: não me ver sofrer por ele assim, como estava a sofrer pelo meu tio, não me ver a mim- que não fumo- ser mais uma vez vencida pelo maldito vício.
E um dia acabaram, de vez, os comprimidos e ele não voltou à farmácia. "Conseguiste mesmo deixar de fumar?"- perguntei-lhe, em euforia. 
"Não deixei de fumar: parei de fumar!"
Para mim tanto me faz que ele não tenha deixado de fumar, que tenha engordado um bocadinho, ande mais impaciente e menos tolerante: ele parou de fumar. O meu tio, entretanto, deixou de fumar. De vez.  Morreu. Não me importo que ele tenha parado de fumar para que um dia não deixe de vez assim.
Sinto muito orgulho nele. Mesmo que não tenha deixado de fumar. Mesmo que apenas tenha parado, um dia de cada vez, há quase seis meses. Que pare para sempre.


[E, sim, sem qualquer interesse comercial nisto porque pagámos todas as caixas de medicamentos e o tratamento não nos saiu, propriamente, barato, sim, o Champix foi, no caso dele, bastante eficaz.]

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Saí de manhã com a miúda para irmos ao Pão por Deus...

... sacudiu o taleigo costurado pela avó e pôs-se em marcha, passámos na mercearia dos primos, deram-lhe uma sacada de doces, na padaria para tomar o pequeno-almoço ofereceram-lhe as línguas de veado, na papelaria deram-lhe gomas, na rua as "tias" que passavam deram-lhe moedas tal como fez a empregada da farmácia, na taberna deram-lhe pastilhas porque não lhe podiam dar uma bjeca, na loja de animais deram-lhe guloseimas e comida para o gato, no café preferido um anjo com o nome dela para pendurar à cabeceira, um vizinho deu-lhe flores, na loja de produtos regionais deram-lhe areias de Cascais, ela abria o saco e o porta-moedas, gritava "Pão poooor Deus e distribuía beijinhos e abraços- e ela não é de beijinhos e abraços- almoçámos fora ("Queres pagar o almoço com o dinheiro do teu Pão por Deus? Não, mãezinha, vou juntar para quando for grande pagar uma casa, um carro, gasolina, gás, luz, água e brinquedos para os meus filhos), fomos à esplanada beber café ("A sua filha parece uma boneca! Anda cá pequena que te dou o pão por Deus!" Mais moedas. Muitas moedas.) e lanchámos com a madrinha dela que lhe deu todo o amor de um pão por Deus numa romã com chocolates a acompanhar, a tia ligou e passámos em casa dela, mais dois presentes e um convite para jantar, ela aos saltinhos "Adoro o Pão por Deus!". 


Saí de manhã com a miúda para irmos ao Pão por Deus. Voltei com ela a dormir, feliz e cansada, na cadeirinha na parte de trás do carro. Diz que adora o Pão por Deus. Nós também. 

[Hallow quê?]
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...