sábado, 30 de junho de 2012

11 coisas que toda a gente deve saber sobre o IKEA em particular e o de Alfragide em geral*

1- Por mais que queiras dar umas hipóteses às almôndegas suecas, não vale a pena o esforço porque elas nunca sabem melhor que aquilo. Não é uma questão de ponto de cozinha, de mudança de fornecedores, do tempero das cozinheiras, nada. As almôndegas suecas do IKEA nascem em árvores e são apenas montadas nas cozinhas para se poupar no transporte e no preço das embalagens.

2 - Todo o salmão sueco é bom, excepto o salmão sueco do IKEA. No restaurante do IKEA conseguem a proeza de estragar um salmão que só precisa de vapor para ser cozinhado. É triste mas é verdade. Safam-se os medalhões de vegetais e os LCNI (legumes cozidos não identificados) que acompanham o menu. Vá-se lá saber de que vegetais e legumes se tratam.

3- O restaurante do IKEA não é um restaurante nem tão pouco um buffet: é uma cantina de escola reproduzida em contexto de loja de design sueca. Agarras no tabuleiro, ficas na filinha, tens direito a cozinheiras bonacheironas a servir-te, convidam-te a acompanhar a refeição com legumes intragáveis, pagas pouco e sais mal servido. O único aspecto positivo é que já não há alunos do 9º ano a passarem-te à frente na fila.

4- As bebidas com o sistema "volte a encher grátis" são muito divertidas mas não foram feitas a pensar no chico-esperto do Português. Como parecia mal retirar as máquinas de pressão, o que o IKEA fez foi colocar muuuuiiiita água e gás no depósito, muito gás messssmo. Ar, portanto. Refrigerante ou café nem vê-los. A não ser o xarope gaseificado sumo de mirtilo do IKEA mas isso não é bebida: é ofensa. Castigo. Dor.

5- As promoções perto da linha das caixas (do lado esquerdo ao fundo) servem apenas para testar o humor nacional e o quão baixo o Português pode descer para poupar uns trocos. Aquilo não são promoções, aquilo é o caixote de lixo do IKEA: peças que estiveram em exposição e estão todas quinadas, sofás sem forro e só com o estrado a ver-se, mesas pernetas, enfim...

6- A Susana Félix vai às compras ao IKEA. Tendo em conta que ela mede 1,30 m há que ter cuidado para não a pisar. Também já avisei a minha mãe para não a trazer por engano, na expectativa de servir de gnomo para enfeitar o jardim.

7- A Anabela do "Quando cai a noite na cidade", e que tem 1,40 m, também faz compras no IKEA. Continua com umas narinas dilatadas e ainda não inventaram a depilação nasal.

8- Nem tudo funciona mal. Se estiveres numa fila de pagamento, há mais de não sei quanto tempo e sem seres atendido, tens direito a uma espécie de hot dog grátis. Não é bem um hot dog, é mas mais uma "sande de salsicha". 

9- Podes roubar à vontade lápis, fitas métricas amarelas de papel e catálogos. Podem ser de empréstimo para os suecos mas para os Portugueses são bónus. Não te sintas radical por o fazeres, os gajos do IKEA contam com isso.

10- Os sacos azuis do IKEA não ficam bonitos quando usados como sacos de praia para transportar as toalhas. Vão por mim. Quanto muito servem para as feirantes clandestinas arrumarem os DVD's pirateados no mercado municipal ou para a minha tia transportar a roupa lavada para o estendal no quintal, quando não sabe onde enfiou o alguidar. De resto é absolutamente inútil do ponto de vista estético.

11- Os quadros do IKEA não são quadros. São posters impressos em telas. É confrangedor pendurar aquilo numa parede. Antes pendurar os posters centrais da revista do Correio da Manhã. Really. 



(* Repost)

Factos que me fazem ter saudades de estar internada no hospital

Estar no IKEA. Rodeada de almôndegas suecas por todos os lados.
Ninguem merece.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Aos 29 de Junho de 2012 (filosofia de vida para a Ana que aí vem)

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 14

(No skype)

Pólo Norte- Amanhã vou ao IKEA e não passo este fim-de-semana sem ultimar o quarto da miúda.

Xana- O que é que te falta comprar?

Pólo Norte- O candeeiro, uma estante e o varão. (referindo-me ao varão dos cortinados)

Xana- Não achas que ainda é um bocado cedo para a iniciares na arte do varão?

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 14

Depois das minhas tentativas frustradas de piadas com a expressão "Há uma linha que separa"

Mámen consegue superar-me em matéria de piadas secas. Acabei de receber a seguinte sms:

"Há uma linha que separa o Mundo em duas partes: a Pólinha". 

...

...

...

(Não sei se ria, não sei se chore.)

Voltar para casa

Estar internada é uma seca. Desta feita, a seca foi amenizada por vários factores: quarto particular, casa de banho privativa, o soro não excluía as refeições sólidas diárias, havia televisão e o colchão da cama tinha um comando com tantas posições que se os indianos o descobrem escrevem uma nova versão do "Kamasutra assistido".
O horário das visitas era alargado e, durante oito horas do dia, pude estar sempre acompanhada pela família e mámen. Levaram-me doces, iphone com internet, livros. Depois de tirado o soro podia, inclusivé, deslocar-me para a companhia da minha vizinha de lado para dois dedos de conversa. As enfermeiras eram amorosas, as auxiliares prestáveis e disponíveis e a equipa médica exemplar. A cereja no topo do bolo é que estive internada num hospital público e não paguei um cêntimo pela estadia.
Estando de baixa médica há mais de um mês as pessoas diziam-me "Ah, isto é igual a estares em casa! Aliás, é melhor porque aqui estás sempre acompanhada e assistem-te a qualquer altura!".Não valia rebater os argumentos deles porque eu sei que me queria consolar, e fingia que sim, que era igual.
Tive alta e voltei para casa. O meu hall cheirava ao óleo de laranja da Zara Home, a minha cama tinha os meus lençóis passadinhos e esticadinhos como eu tanto gosto, no frigorífico as garrafas de kima de maracujá geladinhas me enviaram a Almofariza e a Susana, os canteiros com ervas aromáticos estavam mais floridos porque ninguém se esqueceu de os regar, a chaise long do sofá vazia à minha espera. Visitas da família em casa, vozes de sempre a ecoarem nas paredes, encomendas que chegaram, entretanto, pelo correio com o meu nome, prendas que a Ana ganhou na nossa ausência já perfiladas no guarda-fatos. A minha amiga Cláudia a fazer-nos companhia enquanto assistimos ao jogo de futebol, pizza encomendada. Risos, gargalhadas.
Tudo isto faz uma casa, eu sei. Mas à noitinha, os dois sozinhos em silêncio na cama que é nossa, a minha cabeça no ombro dele, cada um a ler o seu livro, depois de me aquecer uma chávena de chá para acompanhar o antibiótico, percebi que voltar a casa é isto:  adormecer em conchinha.


O Mundo divide-se entre... (edição especial para os homens)

... os rapazes que, em pequenos, tiveram um bolo de aniversário que era um campo de futebol e os outros.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A minha semana de férias


Momento de diversão: bed-ski
Momento de diversão: hora do conto para bebés antes de CTG

Momento de diversão: bed-wii

Momento de diversão: ser acordada pelo Wall-E

Quem tem amigos não morre hipoglicémico

Hora da refeição (ainda mais) light


Quem tem leitores fixes não morre hipoglicémico (refeição assistida)

Hora da refeição light

Hora de refeição: cocktail de tília e tranches Marie

Tattircing= Tattoo "Constelação Ursa menor" + Piercing "Sou um coador"


Outfit 3- Pulseirinha (versão nude)


Outfit 2- Sapatinhos pink "Louboutin desbotado" style!

Outfit 1- Pulseirinha (versão branca)

Pulseirinha de acesso ao resort. Tudo incluído. Também serve de desconto de 50% em cartão Continente.

Closet inspirado no "No Sex and the Hospital". Cadeira de plástico ergonómico.


Colcha "Paris em Cascais" no hotel de 5 estrelas. TV com 4 maravilhosos canais nacionais. Em plasma.
Sem comando para um ambiente menos tecnológico e mais zen. 


Nobody looks on the bright side of life as me. :)))

Mámen. Cognome: o espirituoso.

Mámen passa em casa a meio da manhã para ver se estou bem e me trazer queijinho fresco para o almoço. 
Dá-me um abraço meiguinho e olha para a minha barriga a tocar na dele.

Mámen- Pólo, tenho que te confessar uma coisa...

Pólo Norte- Mauuuu! O que é que foi?

Mámen- Há uma mulher entre nós...


...

A culpa é do Ronaldo e da Dolores que o pariu

"CRISTIANO,


És um desmancha prazeres. Bem sabes que há quinze dias a malta apostava tudo no falhanço desta selecção, tu à cabeça. Sim, tu estavas destinado a ser o principal culpado e enganaste muita gente. Pobres coitados, gente sofredora abnegada na sua tristeza cuja réstia de esperança era poderem profetizar a própria razão. Esta gente apostou com cafés inteiros, nos cabeleireiros, nos bancos de jardim e nas praças de táxis, que nem um jogo ganhávamos e que tu nem um golo marcavas! Mas não, tinhas que vir com as tuas e seres mais uma dor de cabeça para os portugueses. Convencido! E pioraste desde que foste jogar com os espanhóis! Estás feito como eles, só queres ganhar, celebrar, regozijar-te com isso! Sabes que mais, o melhor é voltares para Espanha. Vai lá ganhar campeonatos, bolas e botas de ouro mas respeita o nosso sofrimento, que saber gerir expectativas e felicidade não é connosco, está bem?"

Do meu querido amigo Jibóia Cega

Há uma linha que separa a derrota da vitória...

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Diálogos da vagina (a ver o jogo de futebol)

"Tens um mano na tua barriga?"

"Tens um mano na tua barriga?" - entrou de rompante pelo meu quarto. A mãe, internada no quarto ao lado, tentou demove-la. " Não incomodes a senhora! Anda cá!". Mas ela continuava a olhar para mim, de pé, à beira da minha cama de hospital. Olhos azuis, cabelo louro, 4 anos de gente.
"Também tens um mano na barriga?"- insistia. Pego-a ao colo para se sentar aos pés da cama, leve que nem uma pluma. "Cuidado com o meu cateter!". A mãe, pálida e com ar gasto, grávida do mesmo tempo gestacional que eu, a contar-me da leucemia da filha, dos tratamentos de quimioterapia, da gravidez que pode ser uma esperança de vida, de mais vida ainda, o verdadeiro milagre da vida, para a filha que já vive. Das possibilidades de compatibilidade do novo bebé, que entretanto ganha pouco peso no útero, fruto do sistema nervoso da mãe que, internada, não acompanha pela primeira vez, em dois anos e meio, o ciclo de químio da filha.
"Tens um Bobi?"- fita-me, a pequena, de olhos pregados no suporte com rodas que me eleva o soro. E a mãe sorri, gasta e cansada, velha no pico dos seus 26 anos, a aguardar um milagre que são dois, agora. O bebé só tem um rim mas não lhe importa. A doença da filha ensinou-a a racionalizar a realidade. "Vive-se só com um rim, eu quero é que ele nasça bem, mesmo que não seja compatível,. Quero- os aos dois, bem! Percebe-me, não é?" Percebo tão bem.
E a menina canta- me aos pés. Elevo-a no elevador da cama, fica alta no cimo do colchão elevado. "Vou tocar no sol!"- e não parece doente, enquanto escorrega pelas minhas pernas, se ri às gargalhadas e folheia um livro que me ofereceu uma leitora deste blog.
A mãe a insistir que me deixe sossegada, sorriso exausto. Está desempregada, " ninguém dá trabalho a uma mulher que tem que faltar uma semana por mês para acompanhar a filha na quimioterapia". E, agora, internada. O marido teve que meter baixa para a substituir- "o dinheiro da baixa não vem logo no mês em que gozamos a baixa, este mês nao sei como irá ser". A filha, tagarela, dá gargalhadas e, por um momento, o sorriso abre-se, alheio aos problemas. Acaricia a barriga, como que a regar o crescimento do bebé que aí vem.
Falamos dos bebés que esperamos. Chega mámen para a visita, senta a menina ao colo, faz-lhe desenhos a pedido. A mãe elogia o jeito dele para desenhar. Mostro- lhe a fotografia da parede do quarto da Ana, pintada por ele. A menina pergunta se ele lhe pode desenhar uma Kitty na parede. Sorrimos os dois, cúmplices. Hoje toleramos a Kitty. Sim, irá pintá-lá, logo que a mãe regresse a casa. A menina salta de alegria.
Chega o jantar, a mãe e a menina recolhem ao seu quarto, não sem antes a pequena insistir: "Tens um mano na barriga?".
Lembro- me das discussões que temos tido acerca da preservação de células estaminais. Banco Público ou empresa privada? Se colocarmos no Banco Publico e aparecer alguém que precise, a nossa filha fica sem as suas células disponíveis. No Privado as células serão sempre guardadas para ela.
E a menina ali ao lado, a precisar de um transplante de medula. Não pode haver egoísmo na humanidade. Nem umbiguismo. Se a nossa filha fosse compatível, não hesitaríamos um segundo, sabemo-lo com o olhar, as palavras não são precisas.
E, finalmente, respondo "Sim, tenho uma (m)Ana na barriga!". Porque todos os bebés deveriam ser irmãos da menina.
A minha sê-lo-á.

terça-feira, 26 de junho de 2012

O Mundo divide-se entre... # 74

... as pessoas que não lambem as tampas dos iogurtes depois de os abrirem e as outras.

Oh no, another baby post!

( CTG da manhã. Para quem não sabe o CTG é a máquina que controla os movimentos do útero e monitoriza a frequência cardíaca do bebé. Pará quem não pesca um boi de obstetrícia é a máquina que sintoniza uns barulhos que parecem uma ventoínha género radar dentro das nossas barrigas.)

Enfermeira- Hoje está difícil apanhar a bebé. Muita interferência. Está a ouvir estes sons? A miúda está aos soluços. Vamos esperar dez minutos para ver se lhe passa, ok?

(quinze minutos depois a soluceira continua)

Pólo Norte- Enfermeira, os soluços normalmente passam com um susto , não é?

Enfermeira ( a rir-se)- O senso comum diz que sim.

Polo Norte (virando-se para a barriga)- Ana, é altura de te contar acerca do meu passado amoroso...

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O contrário de must have é less have?

Pior que homens que no Outono\Inverno vestem aqueles coletes de malha fechados sem mangas com camisas por baixo são os homens que na Primavera/Verão vestem camisas de manga curta e bolsinho no peito.

O carteiro toca sempre duas vezes


Obrigada à Sibila que me enviou os melhores pastéis de feijão do Mundo. Marcharam que nem ginjas!



E obrigada à Luisinha que me enviou um livro lindo, lindo, lindo para a Ana.



Vocês sao as maiores! Pólo <3 you!

Amor (cego) é...

Mámen comprar-me uma camisa de noite linda e oferecer-ma para eu ter o outfit mais giro do hospital.

O tamanho ser o "S".

...

...

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domingo, 24 de junho de 2012

Problema de expressão

As pessoas perguntam-me porque não quero visitas aqui no hospital. À excepção da família mais próxima não quero ver mais ninguém neste quarto de hospital.
Sou má na expressão da minha fragilidade. Ou, às tantas, sou mesmo má a expressar-me.
Não gosto de beijos e abraços por dá cá aquela palha e só porque sim. Choro muito raramente, tanto que quando acontece deixo as pessoas em meu redor em pânico. Não verbalizo a dor, não gosto de falar das minha mágoas ou medos. Gosto da minha imagem de dura que não é só imagem, sou eu, sim. Não sou uma pessoa frua, não confundam.
Sou sensível mas não estendo a minha fragilidade ao sol à espera que core e mostre as suas cores ao Mundo. Enxugo-a dentro de casa. Com aquecedores ligados à corrente, ainda que para isso a factura da electricidade doa a pagar. As pessoas como eu sabem que há sempre um preço a pagar por esta reserva, este pudor, este resguardo.
Não é que seja má de afectos, que não o sou. Sou má na expressão de tudo o que expõe a minha fragilidade. De tanto me mostrar dura ganhei uma carapaça rija. A carapaça colou-se, entretanto, à pele, unas num só corpo que é o meu.
Tornei-me rija desde o tempo em que, internada, via a minha mãe sair da minha beira, ao fim da tarde, para voltar para casa depois de mais um dia, a somar meses, em que a enfermaria se tornou quarto e o hospital, casa.
Nunca chorei durante o beijinho de boa noite dela, velha com trinta anos,estóica a fingir que sabia que tudo ia passar, curvada de levar às costas a sua própria juventude a enterrar e a minha infância a passar de validade. Nunca lhe vi uma lagrima e sabia que tinha que lhe seguir o exemplo. E de tanto as engolir, convenci-me que era valente e que a fragilidade era um luxo ao qual eu não me podia dar.
Talvez por isso as palavras, como cães de fila, nunca deixaram de me fazer guarda. Treinei-as e, obedientes, sempre me fizeram a vontade, rosnando ao primeiro sinal de desconfiança, lambendo-me as feridas, rebolando aos meus pés quando me apetece brincar. As palavras substituíram as lágrimas, as beijocas, os abracinhos, o colinho, a auto-comiseração e os lamentos. O mesmo que dispenso nos outros que gosto de ter por perto mas não em momentos de fragilidade, que os vou tendo, com a resignação que os trinta nos trazem. Acho que com as palavras me saio melhor.
Porque a fragilidade é uma coisa muito, muito íntima.
Ficam as palavras. Acho que não me saio mal.

Há uma linha que separa os homens das mulheres

É a pi.

Já arranjei segundo nome para a minha filha!

Dá-se o caso de, entre aumentos de peso pouco significativos e perdas esporádicas, eu ter somado pouco mais de dois kg desde o inicio da gravidez.

Mas, felizmente, da-se o caso da minha filha estar com um tamanho normal e um peso de percentual médio tendo em conta o seu tempo de gestação.

A médica brinca a dizer-me que a miúda me aspira a gordura.

Pelo que, a partir de hoje, chamem-lhe Depuralina. Ana Depuralina.

sábado, 23 de junho de 2012

Querido sistema imunitário....

Agradeço que tenhas a bondade ou a possibilidade de me auxiliar.

Para que saibas:
- Cascais Cool jazz
- Abertura da Feira de Artesanato do Estoril
- MUSA Cascais
- Cine Conchas
- Ver fotografias do casamento e da lua de mel da Ines e do Pedro
- Final do Euro no Pipper's ou no Jardim da Cerveja
- Meu ultimo aniversario antes de ser mãe

Agradecida.

Quem tem amigos não morre hipoglicémico

E porque ir ao Gregório em Sintra dá vontade de tudo menos de vomitar...

( Obrigada Vanda e Paulo)

Bela e radiante vai a noiva

Para a Ines:

Pensa sempre enquanto colectivo sem nunca desprezares as tuas necessidades individuais
Quando estiveres pronta a discutir pensa macro
Entre teres razão em coisinhas menores e seres feliz, escolhe sempre a ultima
Concentra-te no que torna o Pedro único e especial e não nos defeitos que te provocam raivinha dos dentes
Casa a Sentir que é para sempre mesmo que penses que os casamentos podem não durar ad eternum
Nunca deixes de tratar a tua sogra pela terceira pessoa do singular
Promove a empatia: tenta sempre por-te no lugar do Pedro
Facilita a comunicação: explica sempre como te sentes e o que esperas para que ele consiga por-se no teu lugar
Nao queiras que ele adivinha o que tu queres/ sentes/ pensas ou então deverias casar com o professor Bambu
Faz ao outro aquilo que gostavas que te fizessem a ti
Mantém o teu mundo secreto porque há dias em que precisaras de viajar sozinha até lá
Tem sempre noção do caminho percorrido, dos erros, das aprendizagens, dos desafios e das oportunidades
Convence-o que ninguém quer saber da falta de cabelo dele porque tem uns olhos lindos e uma inteligência acima do normal
Leva-o a muitos restaurantes decentes para ver se ele aprende a escolher melhores spots
Se ele resistir a esses restaurantes nao insistas: e o material de humor que esses sítios nos potenciam?
Lembra-te sempre que ele é aquele que perante as tuas sucessivas e desastrosas escolhas de pratos no menu troca de refeição contigo sem pestanejar
Foca-te no ADN: o homem tem umas feições bonitas!
Se ele chegar tarde a casa nao desates a gritar e a amuar. Aproveita o atraso e bimba umas coisa especial, recebe-o bem disposta e faz com que ele, no dia a seguir, queira ou faça por voltar para casa cedo porque é em casa que se sente bem
Interioriza que a vida com um homem que gosta de ler e lê da forma que ele faz será muito mais cheia, rica e feliz
Resiste a mudares-te para a margem Sul ( nobody is perfect!)
Guarda a dica que te escrevi na tua despedida de solteira como um segredo absoluto para manter um casamento bem sucedido.
Sê feliz, porque o mereces!

Para o Pedro:

As mulheres só precisam de uma coisa: de se sentirem queridas, gostadas e que se importem com elas! Que são únicas e especiais.
Continua a fazê-la feliz, tens jeito para a coisa! ;)

Para ambos:

Mantenham-se por perto. É uma sorte danada terem-nos escolhido como amigos!

Fui acordada pelo Wall-E

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Euro e o Harry Potter

Quando vejo antes do inicio do jogo aquela apresentação do plantel de jogadores de cada equipa a cruzarem os braços lembro-me sempre dos quadros dos filmes do Harry Potter em que as figuras se mexiam.

O Mundo divide-se entre... # 73

... As pessoas que entalam o chuveiro entre as pernas enquanto colocam gel e shampoo no duche e as outras.

Angustias de uma grávida internada

Será que terei alta a tempo do evento glamouroso que são as Festas da Rã?

Humor de bata branca

Polo norte- Nao desfazendo, quando é que faço check-out aqui do hotel de cinco estrelas?

Médica- Como é uma cliente VIP prolongamos-lhe a oferta da estadia, pelo menos, durante o fim de semana. E não faça essa cara que ao fim de semana as diárias são mais caras...

Polo Norte comenta a evolução do seu quadro clinico em linguagem dejogador de futebol

Uma alegria. Objectivo cumprido. Infecção fora do rim. Soro na veia. Antibiótico na veia. Tranquilidade. Etapa cumprida. Um passo de cada vez. A força do colectivo médico. Resultado justo Agora pensar na próxima etapa. Pés assentes na terra.

(Nao é difícil: é só suprimir o uso de uma data de verbos. E usar, pelo menos uma vez, o termo "tranquilidade".)

Preservação células estaminais

Já me tinha debatido sobre este tema ainda antes de estar gravida. O senso comum dizia-me que a resposta será inquestionável usando chegasse a minha altura de tomar essa decisão.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Am I Alone?

Cada vez que tomo um antibiótico só me lembro dos glóbulos brancos nos desenhos animados do "Era uma vez a vida".

Mãe galinha?

Mamen- No ultimo jogo o Cristiano Ronaldo marcou dois golos e dedicou-o ao filho que completava dois anos. Hoje é a mãe que faz anos...

Polo norte- Se eu fosse a D. Dolores hoje tinha que marcar os mesmos golos para mim...

Mamen- Porra! Mas a Dolores faz para aí setenta anos . O homem nunca mais saia dali a marcar golos...

...

Coisas pior que estar internada# 1

Estar internada, de cama, com soro e com as grades da cama subidas. A minha mãe ter sintonizado a TV na TVI com o volume num tom escandaloso, ter-se ausentado há meia hora para aproveitar e visitar uma colega internada no sétimo piso e não há meio de regressar.

O comando caiu-me ao chão.

O Mundo divide-se entre... #72

... as pessoas que tinham bichos da seda a comer folhas de amoreira numa caixa de cartão como animais de estimação quando eram crianças e as outras.

Sou má de Junho

Morreste-me há quatro anos atrás. Era Junho também. Dizem que hoje fazias anos mas eu sei que o verbo não deve ser conjugado no passado. Não eras Tu quem fazia anos. Era o mundo que fazia anos de ti. Continua a fazê-lo, avô.
Era meia-noite, neste quarto de hospital, quando fechei os olhos e te sussurrei "parabéns". Sabes que sou sempre a primeira a fazê-lo, espero sempre pela meia-noite. Antes de me morreres em Junho eu era boa de Junho. Agora, aqui neste quarto de hospital maldigo este mês. Este ano é uma infecção urinária. Ou ordinária, como dirias tu com o humor que era só teu.
Leio o ultimo livro de crónicas de Lobo Antunes e como um pastel de feijão que me mandou uma querida leitora do blog. Nunca tive tempo para te explicar quem é Lobo Antunes nem o que é um blog. Na altura em que rias alto e a tua pele fazia cama aos meus beijos eu não gostava de ler Lobo Antunes. Acho que mudei um bocadinho, avô. E não sei se isso é bom. O Lobo Antunes escrevia os meses em minúsculas e isso irritava-me.
Estar no hospital não me é desagradável. As pessoas querem visitar-me e eu peço-lhes que não. Acham que estou a fazer cerimonias e insistem com cortesia que fazem questão. Não me querem ver sozinha.
Os meus mortos fazem-me companhia e a minha quase vida também. Quando se tem um bebe na barriga e avós no coração ninguém esta só. Sentes a Ana a dar pontapés? Não estarei só , nunca mais, ainda que Me tenhas morrido porque o Mundo continua a fazer anos de ti.
O escritor escreve os meses com minúscula e agora percebo-o bem. Sou má de junho, com minúscula, também . Hoje sou um Plural a cantar-te os parabéns. Consegues ouvir-nos?Amar-te é um verbo que só se conjuga no presente.
Parabéns, avô!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Hotel de 5 estrelas

Quarto privado. Colchao com 300 opçoes de comando. Casa de banho privativa. Aguas correntes. TV. Staff qualificado e simpático.

Nao fosse nao ter wireless e nao me dar jeito escrever posts no iPhone mudava-me de vez para este hospital.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Ao cuidado dos Azeitonas e das leitoras que gostam da música dos aviões



Ver os aviões



Ver o porto de Leixões



Ver os automóveis



Ver os foguetões

Pólo Norte explica: isto NÃO são turn ons, ok?!

As mulheres não querem ir ver os aviões nem muito menos ir ao porto de Leixões, tá?

Letra
Anda comigo à Mango aos saldos
Eu a experimentar roupa
Tu carregas os sacos

Anda comigo dançar o tango ou salsa
sentires-te másculo
em danças de salão

Um dia eu danço a rumba
Ou faço uma macumba
(e nem que eu faleça, sim)
Homem tu hás-de saber que me amas,
O quanto gostas de mim
E que eu faleça, sim
Se um dia não me pagas uns implantes
Nem que me tragas implantes pr'a mim

Anda comigo experimentar malas à "Luisviton"
Não temos "plafon"
 mas tiramos fotos no provador

Um dia vamos ver a casa da Carrie ao vivo
Tu serás o Mr. Big
 mesmo que meças 1,60m...

Um dia viras jogador da bola
E dás comigo à sola
E nem que eu faleça, sim
Homem tu hás-de saber que me amas,
O quanto gostas de mim
E que eu faleça, sim
Se um dia não me pagas uns Louboutin
Nem que me tragas Louboutin pr'a mim 

Um dia viras jogador da bola
E dás comigo à sola
E nem que eu faleça, sim
Homem tu hás-de saber que me amas,
O quanto gostas de mim
E que eu faleça, sim
Se um dia não me pagas uns Louboutin
Nem que me tragas Louboutin pr'a mim 

Pólo Norte loves Coca-Cola!

Baby-shower blogosférico- a saga continua ( e sabe tãoooo bem!)


Obrigada à tia Ângela! A baby bear agradece os saquinhos para transportar a primeira muda de roupa e de sapatunfos para a maternidade.
E a ursa teme que o porta-moedas lhe dê mais jeito que o previsto (oh God, as coisas de menina são irresistíveis!).

Beijinhos das duas (uma e meia, vá!)

O Mundo divide-se entre... # 71

... entre as pessoas que adoram rebentar aquelas bolhinhas de ar dos revestimentos de plástico e as outras.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Parecia mesmo que estava a visitar a campa de um morto num cemitério

Tive que ir buscar a fotografia da vaca azul ao meu Hi5.

Casar é como a tropa de antigamente # As damas de horror, amigas afins e a vaca azul

Chegada a data uma coisa eu tinha certeza: não queria meninos das alianças, com vestidinhos de noiva em miniatura, mangas de balão e folhinhos por todo o lado. Para isso contribuiu o facto do noivo ter uma sobrinha pequenina que tirava conguitos do nariz a toda a hora e que berrava tanto que metia medo.
Posto isto, escolhi levar as minhas primas e duas das minhas melhores amigas como damas de honor.
A escolha da cor dos vestidos começou por ser o pior drama, de tal forma complexo que originou intervenção e fashion advises da Mónica Lice e tudo. Eu queria um tecido acetinado cinzento, elas exigiam tudo menos cor-de-rosa, ficámos pelo azul. Depois, uma tinha mamas grandes e três mamas pequenas, duas eram altas e duas mais baixinhas e não havia modelo que ficasse bem a todas.
Resultado: fui aos Bispos, ali na Parede, e comprei metros de tecido e ofereci a cada uma: o que originou modelos diferentes de vestido (home made, pois está claro!) mas todos compridos e no mesmo tecido. Todas contentes e eu também.
Outro aspecto interessante que aqui já falei: nenhuma das damas era católica praticante, sendo uma delas judia, o que potenciou momentos hilariantes de descoordenação entre os momentos sentados e em pé e companhia para a minha própria actuação enquanto ventríloqua durante as orações que eu não sabia de cor. 
Para não correr o risco de ter mais damas de honor que as marchantes de Alfama e, não querendo desvalorizar todas as outras minhas amigas do coração, distribuí papéis a toda a gente: a Rosa foi a minha companhia na escolha do vestido, o Vi tocou a marcha nupcial, houve quem lesse salmos, distribuísse fitinhas para as antenas dos carros, missais feitos por nós e frasquinhos com água e sabão para se fazer bolas de sabão que substituíssem o arroz à saída da Igreja. De nada valeu e o meu pior pesadelo verificou-se quando uma beata que morava ao pé da igreja decidiu ir ver a neta dos meus avós e me espetou com 1 Kg de arroz trinca na mona que, no fim do dia, se transformou em papas de arroz cozido alojado no rego das mamas. Grande foda-se!
Dizia eu que achava que as minhas amigas tinham ficado todas contentes. Aparentemente tinham tudo para ficar. No entanto, quando cheguei ao salão do repasto e olho para todos os convidados sentados noto um certo comprometimento na mesa das ditas e eis que a vejo! Lá jazia a vaca azul, como centro da mesa "São Jorge", depois de ter mergulhado no centro de mesa com água com corante e malmequeres (what else?) flutuantes.
Elas juram, a pés juntos, até hoje que foi um acidente. Mas hoje sei que deveria ter incluído todas no rol das damas de honor. Ainda que de arquinho e balão. 

                           

Dica nº 8- Atribui um papel de destaque a todas as tuas amigas por igual. Não caias na tentação de levar 564 madrinhas que isso é tonto. Ter damas de honor pode ser uma boa solução mas certifica-te que ensaias antes com as ditas para não te ajudarem a fazer má figura. Atribui papéis a cada uma para teres a coisa sob controlo e não te esqueças de incumbir uma de espancar velhas beatas penetras antes das mesmas terem a divina ideia de te regarem com arroz trinca. 
E, se tiveres uma amiga com um nome de 4 letras começado por "R" e acabado em "a" e com "os" no meio, inclui-a obrigatoriamente no rol das damas sob pena de seres contemplada com uma vaca azul a coroar uma mesa de honra. 
E não, não acredites na teoria do acidente! 

Sabes que não podes descer mais baixo na escala de blheca quando...

... as outras bloggers rejubilam com o início dos saldos na Mango.

Tu ficas histérica porque hoje as fraldas estão a 50% de desconto em cartão Continente.

.

Pior que enfiar os dedos numa tomada

Faz, mais coisa menos coisa, um mês que estou de baixa médica. 
Pensei, por diversas vezes, enfiar os dedos numa tomada tal a emoção de estar em casa em inactividade actividade moderada. Mas depois, depois descobri o TLC. 
O TLC é o culpado de eu não escrever tanto neste blog como seria previsto: um estudo de caso televisivo para qualquer psicólogo de bancada, quanto mais para mim. 
O TLC tem o Buddy que é um italiano que faz bolos em NY e está sempre irado. 
O TLC tem o programa das americanas que parem sem querer, por não sabiam que estavam grávidas durante 9 meses. 
O TLC tem uma mulher que pariu 8 filhos e que vive à custa de mostrar ao Mundo o dia-a-dia "normal" das 8 crianças (com especial destaque para a alimentação do seu próprio ego). ~
O TLC tem o programa da "Pior mãe do Mundo" que ensina as mães americanas a deixarem os filhos atravessarem a rua, de trânsito proibido, para irem deitar o lixo no contentor, sem supervisão. 
O TLC tem o programa das pessoas que mergulham, literalmente, em contentores do lixo para sacarem cupões de desconto e fazerem compras de 500 € a custo zero no hipermercado.
 O TLC tem a série das noivas que gastam 8000 dólares num vestido e ainda o plus dos vestidos das damas de honor em episódios que duram uma hora. 
E o TLC tem o programa das mães que gastam 30000 dólares em festas de anos temáticas para os filhos como aquela que vivia no Texas e quis fazer uma festa subordinada ao tema Havaii, mandando montar ondas artificiais para se surfar e tudo. 
Juro que eu achava que não era normal. 
Mas depois veio o TLC e mostrou-me o maravilhoso mundo dos Americanos. 

Agora é votar, fregueses! É votar!

Carregar aqui e votar.

O primeiro prémio é uma viagem a NY e se este post ganhar será para um dos leitores do Quadripolaridades!

Dêem ao dedinho, por gentileza!

domingo, 17 de junho de 2012

Sim, sou egoísta! Mea-culpa.

Descobrir um spot giro, bem decorado,com um espaço exterior agradável, num sítio em que passa sempre uma aragem, com sobremesas de comer e chorar por mais e decidir se o partilho ou não com o Mundo. 
Bem sei que não devemos ser egoístas. 






Mas eu sou filha única: tenho desculpa, não tenho?

Coisas que me aterrorizam no anúncio da GALP de apoio à Selecção

A dada altura, o Ângel O diz que não quer sair de Portugal.


...


...


...

Oh, fuck!

Habemos o melhor post do Mundo (quadripolar)!

Vamos concorrer com este post:

Coisas que sempre odiei na minha mãe (por ocasião do seu 52º aniversário)


Logo à noite, crio a conta de facebook para o concurso e logo vos pedincho votos.
Como sabem, se o post ganhar o primeiro prémio, o mesmo reverterá para um leitor do Quadripolaridades!

sábado, 16 de junho de 2012

Das famílias que são clãs

Descobri que estava grávida duas ou três semanas depois da minha avó ter morrido. A minha família estava de luto mas permaneceu uma família. A minha gravidez veio relembrar a necessidade de nos mantermos perto uns dos outros, interdependentes, abelhas da mesma colmeia. 
O quarto da Ana é expressão máxima dessa união, desse trabalho em equipa: mámen pintou as paredes, mãe arrumou as gavetas, tios ajudaram a montar os móveis, tia tem tratado dos têxteis e prima vai dando os seus palpites ("não ponhas dossel que isso ainda cai e sufoca a miúda!!!). 
Eu? Eu carrego-a, embevecida, ansiosa pelo dia em que a possa trazer para fora de mim e oferecê-la um bocadinho a cada um deles, de nós, como se fosse uma peça de um puzzle pronto a ser completado. 
E à minha avó, também. Ela sabe-o, lá onde está. Aqui.

Como fazer uma esfoliação total ao corpo e um branqueamento dentário completamente gratuito em 6 passos? Pólo Norte responde.

1- Decida que quer ir à praia
2- Ignore que o tempo (especialmente o vento) não está assim tão favorável
3- Vá até ao Guincho
4. Desfrute da esfoliação corporal
5- Abra a boca e sinta a esfoliação dentária
6- Volte para casa

Um dia tomaremos o Mundo!




"Um dos sítios que faltava no seu mapa
Punta Cana - República Dominicana"
Obrigada, JP!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

O melhor post do Mundo é nosso!

Vamos lá concorrer à coisa e tentar sacar uma viagem a NY para um leitor do Quadripolaridades.

Seleccionei 5 posts para vocês escolherem o que vai a concurso. O critério foi baseado nas V. sugestões no facebook da ursa, a temática da Limetree (maternidade, crianças e filhos e mimimi) e, claro, NY.

E os nomeados são:


Amanhã submeto a minha candidatura. Ajudam-me a decidir?

Ah, queres morangos?

Lembram-se deste post?

A minha mãe regressou das suas mini-férias da quinta de Tondela e:

Isto é um caixote com 5 Kg de cerejas! :D

Das separações e divórcios deste "Portugale"

Eu até posso falar com conhecimento de causa: I've been there sob várias perspectivas. Sou filha de pais separados e já me separei.
Primeiro o meu Vítor Baía. O meu Vítor Baía, protagonista de tanto sonho erótico na adolescência (ok, e não só...) que se casou com a Xana dele, teve dois filhos, divorciou-se sem drama, sem escândalo, com toda a dignidade do Mundo. Ninguém ouviu um rumor sobre o primeiro casamento do Vítor Baía, ninguém ouviu a sua ex-Xana chamar-lhe de pulha, dizer que faltava aos compromissos com os dois filhos, zero, nadica de nada.
Vai e o Vitor casa com a Béééééé. A Bé não era uma Xana, o Vitinho deveria ter topado à primeira. A Bé sempre gostou de aparecer. E agora, passados sete anos de aparente harmonia, separam-se. E a Bé vem para a escandaleira dizer que o homem é mau pai, que não vê o filho há semanas, que é mau marido, enfim.
Não conhecendo os intervenientes (quer dizer, o Vítor Baía conheço na óptica do utilizador de sonhos eróticos) parece-me estranho que de uma primeira separação discreta e digna se passe a um papel de pai negligente com o terceiro filho, algo que nunca veio a público relativamente aos primeiros. Cheira-me a Bé, aliás, cheira-me a esturro...

Depois a Luce e o Djaló. Vamos começar por esclarecer uma coisa: eu não simpatizo nada com a Luce. A Luce é muito apegada aos santinhos dela, o facto de tratar as pessoas todas por Xôr e Xodóna e aqueles olhinhos de Daniel Oliveira gato das botas do Shrek põem-me doente dos nervos.
Mas vamos lá fazer a análise de conteúdo do comunicado do ex-marido: 

"Divergências de vária ordem levam-me a pôr termo à minha ligação com a Luciana. A existência do meu filho mais velho nunca foi aceite pela Luciana, dificultando o meu papel de pai", explicou o jogador do Benfica, em comunicado, referindo-se a Chrystyan, de quatro anos, fruto da sua relação anterior com Ana Sofia Miguel. "Estou certo das minhas responsabilidades familiares e continuarei a cumprir todas elas", garante ainda Yannick, lembrando que a sua vida profissional não se compadece com "uma vida social activa".

Começamos por onde? Epá, estou nervosa! O meu pai separou-se da minha mãe e esteve dez anos sem me ver. Querem lá ver que a culpa era da amante que ele arranjara, entretanto? Quem é que tinha obrigações familiares? Ele ou ela? A quem é que cabia negociar, desde o princípio, os contornos da nova relação que deveria inclui o papel de pai de uma filha de um anterior casamento? A ela ou a ela? Epá, não me venham com merdas! 
O homem esteve junto mais de dois anos e só agora é que lhe caiu a ficha? Isto não era para ser negociado e uma rotina imposta logo no início da relação? Pleaaaase!
Depois ainda vem a parte do "a minha vida social não se compadece com uma vida social activa. " Epá Djaló, vai comer cocó às colheradas! Quando te juntaste procuraste uma contabilista? Uma advogada? Uma manicure? Foste buscar uma "actriz", certo? Foste ao engano? Sonso, é o que és. Um grande sonso. Vai cagar à mata!

Posto isto: alguém faz o obséquio de apresentar o Djaló à Bé?

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Heranças da minha mãe

A minha mãe achou que era altura de ajudar a reduzir a minha ansiedade e de me passar todo um legado de experiência maternal.
Para começar, desencantou o que ela chama da sua "Bíblia da gravidez", sendo que a senhora esteve grávida uma única vez. Há 31 anos.
Como lhe hei-de dizer que a "Bíblia" está um bocadinho para o... desactualizada?



Isto de ser (quase) mãe

Há coisa de uns dias suspeitou-se que a filha que carrego no ventre fosse portadora de uma anomalia congénita. Uma primeira ecografia morfológica não permitiu visualizar convenientemente o orgão da pequena e uma segunda não foi facilitada porque D. Ana não gosta de se pôr a jeito e insiste em virar o rabo para o ecógrafo (não sei a quem sairá...). Posto isto, a médica obstetra transferiu-nos para outra unidade hospitalar onde a tecnologia era mais avançada e poderíamos confirmar ou não, de forma certeira, a sua suspeita. 
As amigas do coração mobilizaram-se para antecipar a data do exame e para encontrarem soluções alternativas (Catarina, Xana, Inês, Pedro, Vanda e Ana Luísa: vocês são os maiores!) e tentaram, de forma comovente, animar-me (Rosa e Cláudia: you rule!). Durante os dias- que pareceram anos- em que estive à espera dormi pouco. Dormi mal. Cheguei a não dormir. Procurei literatura na internet. Falei com pessoas cujos filhos tinham essa mesma anomalia. Projectei todos os cenários. Choraminguei. Fiz-me de forte. Fiquei calada mais tempo que o habitual. Rezei. Fiquei aterrorizada. E acreditei, com muita força, que tudo se iria resolver.   
Estar grávida é diferente de ser mãe, isso eu sei. Mas nunca, antes, senti este peso, este aperto no peito, este medo de não estar a fazer o que é certo, esta relutância em tomar decisões que não me afectam só a mim, esta quase culpabilidade de ter que pensar no plural e ter terror de falhar.  
O dia do exame chegou. O pai da minha filha acompanhou-me, como sempre, como de todas as vezes que vou ao hospital, nem que seja para fazer análises. Mais calado que o costume, também. Senti-o nervoso mas os seus olhos-mar transmitiam-me confiança. Nunca concebi a parentalidade sem ser a dois, percebo-o cada vez mais porquê. Antes de entrarmos no consultório disse-me que "isto não vai ser nada e, ainda que seja, desta vez somos três para fazer face à coisa, portanto, estamos em vantagem mais que nunca!".
Não foi nada, de facto. Um falso alarme. Más imagens ecográficas e diagnóstico errado. A miúda está óptima e recomenda-se.
Saímos de lá, ainda em silêncio, como se o Mundo tivesse voado para além dos nossos ombros. De mãos dadas. Os três. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

O mámen pode não ser o mais maior grande, mas eu até acho que sim...

Mámen acordou-me com uma mensagem subtil:


Chamou-me ao quarto da filha e presenteou-me com uma obra de arte:


A miúda ainda não nasceu e já a dar-lhe maus exemplos a pintar-lhe a parede. Pfffff! :P

Ser lisboeta: análise do campo de forças

Forças restritivas:

Há pombos por todo o lado e cagam indiscriminadamente. É nojento.
A CP e o metro fazem greve por dá cá aquela palha e andar nos autocarros da CARRIS é um suplício.
O trânsito na A5, na IC 19, na 2ª circular, no eixo Norte-Sul e afins é demoníaco.
Paga-se para estacionar em todo o lado. Quando não se paga há arrumadores a quem tem que se dar uma moedinha. E, na maioria das vezes, tem que se pagar parquímetro e arrumador em simultâneo.
Se vives num bairro histórico a possibilidade de teres a soleira da porta com cheiro a chichi todas as manhãs é enorme.

Do meu Santo António

Este ano não desci a Avenida. Este ano abri a janela e assisti de camarote ao arraial que se fez na rua de trás: tocavam Ténis Bar, esse mítico "conjunto musical" de Cascais. 
O "Xôr" Presidente da Junta discursou: "Há vinho e sardinhas grátes à fartazana! É comer até acabar. Quando acabar, acabou!"
Os meus vizinhos desceram até ao Arraial. A minha vizinha, que emagreceu 30 Kg nos últimos três meses, decidiu experimentar o corpo novo e abanou as ancas, os quadris e (sim!) a púbis, de uma forma que me vai fazer escancarar-me às gargalhada de cada vez que me voltar a cruzar com ela. A outra vizinha  mete-nojo  convidou a rua inteira para se juntar no quintal dela e tinha tudo a preceito: toalha de linóleo e grelha a riste. A rua inteira... excepto nós. 
As minhas amigas juntaram-se cá a casa porque se a Pólo não pode ir aos Santos vêm os Santos até à Pólo. Mámen provou que sabia fazer caldo verde. A minha amiga Rosa provou que não sabe usar a assadeira de barro e o frasco de álcool para assar chouriços. A minha outra amiga provou que ser civilizada não é uma boa ideia. 
Tentámos pensar em amigos para dispensar à dita amiga. No entanto, excluindo os amigos comuns, os nossos amigos pessoais que, não sendo amigos da minha amiga, ela e o ex-marido conhecem de festas, casamentos e encontros ocasionais,  os ex de cada uma e os amigos casados, comprometidos ou choninhas o suficiente para alinharem nesta maluquice, não sobraram mancebos disponíveis.
As marchas na televisão e os comentários mordazes valeram pela noite. Aspecto positivo: o número de marchantes sem dentes não se disseminou mas está a reduzir significativamente. O José Calvário ainda está vivo! 
Álcool para todos e kima de maracujá para a ursa. Dança dentro da sala e muitas gargalhadas. Marchas infantis a desfilarem lá fora. Ténis-Bar muda a agulha do mood marchas para o mood António Carreira e depois Xutos. Plateia ao rubro. 
As sardinhas a acabar-se. O fogareiro com menos carvão. Noite, lá fora, a chegar ao fim. Os últimos bêbedos a dançarem sozinhos e a tocarem virtual guitar. 
Quase três da manhã. Arraial disperso e enfeites caídos no chão. Foi uma noite feliz.  
Quem disse que Santo António só se ilumina na Avenida?

Santos 2012 numa imagem

terça-feira, 12 de junho de 2012

Procura-se mancebo bem apessoado

A história é simples: uma das minhas melhores amigas achou que era uma tipa civilizada. Após se ter divorciado, amigavelmente, do marido, não só continuou a relacionar-se com este como insistiu para que continuassem os melhores amigos. (Burra!)
A coisa, civilizada que só ela, tomou proporções tais que há dias o ex lhe comunicou que tinha arranjado uma namorada (facadas!). E que, a pretexto do seu aniversário, no dia 22 de Junho seria uma altura ideal para apresentar a minha amiga à nova namorada (esperamos que seja muito feia!). 
Lembram-se da história "civilizada"? Pois, a minha amiga não quer dar figura de "não civilizada", pelo que, aceitou o convite, ajudou a organizar o jantar acrescentando mais dois casais ao mesmo, esquecendo-se que a única peça solta que sobra é... a própria! (Burra ao quadrado). 
Pólo Norte, em sua salvação, recruta jovem mancebo, com mais de 30 anos, bem apessoado que tenha disponibilidade para jantar no dia 22 de Junho, em Carcavelos, com jantar inteiramente pago por nós. 

Nota: a minha amiga é gira, boa e civilizada. Só que, de vez, em quando, deveria levar um par de estalos. 

Respostas para quadripolaridades@hotmail.com

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Volta a campanha quadripolar!


Muitas pessoas, quando criam um blog, esquecem-se das férias. Pois bem, se tem alguém que cuide do seu blog nas próximas férias, melhor. Mas se o seu blog faz parte do programa de férias, então deverá ter em atenção se o hotel ou parque de campismo permite a actualização regular do mesmo. 

O abandono é a consequência da irresponsabilidade daqueles que pensaram muito vagamente (muitos nem pensaram e nem pensam) neste assunto e que resolveram o problema de uma forma desumana e cruel para o blog e respectivos leitores. É precisamente isto que queremos evitar…com a sua ajuda, obviamente. 
Antes de viajar certifique-se que há net-cafés nas imediações do mesmo. Informe-se quais as condições exigidas. Se o blog for de grande porte informe-se se têm rede wireless no hotel e faça previamente a reserva. 
Seja responsável: divulgue esta campanha, colando o selo no seu próprio blog.



Juntos faremos a diferença neste Verão...




Lambam o selo e colem-nos nos V. blogs, minha gente! 

LAST NEWS: ursa polar prevê resultados do Euro 2012

Primeiro foi o polvo. O Paul. Diz que adivinhava os resultados do Euro 2008. Pois sim, vida curta teve o bicho!
A coisa pegou moda. Veio a vaca Yvonne, a elefanta Citta e o furão Fred. Portugal não quis ficar atrás e, original como somos, apresentou a toda a gente o polvo... Paulo. 
Sendo assim, a blogosfera não podia ficar de fora. Era mais o que faltava!
A ursa Pólo Norte vem dar toda uma nova dinâmica a esta coisa das previsões e já afinei o meu científico  instrumento de futurologia.* É olhar para as nuvens e catalogar decentemente (isto é, de acordo com as minhas preferências) casa uma das janelinhas com o nome dos dois países que se defrontarão em cada uma das partidas. 
A avaliar pelas nuvens, cheira-me que a equipa de Portugal será representada, maioritariamente, pelo José Figueiras da direita. A ver vamos. 



Estais preparados?

(*Se não resultar, apresentem-me duas travessas de sushi com os nomes da equipa que testamos essa solução, boa?)

A importãncia das tias da minha filha

domingo, 10 de junho de 2012

A praça virou mercado (post regionalista)

"Diga-se, desde já, que serei «velho do Restelo», «bota-de-elástico». Aceito os apodos e espero ter oportunidade de me demonstrarem que errei.
            E explico: o mercado saloio vive da espontaneidade, da vizinhança, das vendedeiras e vendedores que, há anos, se conhecem pelo nome, sem necessidade de uniformizantes placas identificativas como nos supermercados (onde os contratos a prazo mudam os empregados como quem muda de camisa…); sem necessidade de etiquetas nos produtos; todos vestidos à saloia, sem necessidade de uniformes – e lembrei-me logo das estátuas funerárias perfiladas, todas iguais e uniformizadas que se mostram no Buddha Eden, ali na Quinta dos Loridos (Carvalhal), Deus me perdoe!...
            Fui à apresentação, e, portanto, não partilho da euforia oficialmente veiculada. Cheguei atrasado à sessão. Vi, porém, a passadeira vermelha para os VIPs (será que fecharam a outra entrada nascente, bem adequada para o efeito?), passadeira bordejada de velas tremeluzindo (a recordar que estávamos em noite de Senhora de Fátima ou em cerimonial de Iemanjá, seria?), guardada por duas meninas das Relações Públicas e, por perto, dois guarda-costas. É a primeira vez que vejo guarda-costas em iniciativas da Câmara; deve ser moda ou a Polícia Municipal estaria noutras funções. Uma multidão acotovelava-se, dizia impropérios contra a organização, porque alguém estava a tocar, mas não se via nada e, na torre, insistentemente, constantemente, repetidamente, passavam as imagens do que iria ser o novo visual do mercado. Lembro-me da etiqueta duma Carolina, toda contente… E havia dois holofotes a bailar na entrada, como naquelas festas dos clubes nocturnos. A gente punha-se em bicos de pés. Se calhar, os músicos estavam lá adiante, em frente dos felizardos (uns 200?) que tinham conseguido cadeiras. A multidão acotovelava-se, «com licença»... E veio alguém dizer que uma garrafinha de água, por ordem da Câmara, custava um euro e meio, e uma bica um euro, também por ordem da Câmara, que mandara afixar os preços, para ser tudo igual. Fôramos pela Carminho. A noite de 12 de Maio estava uma delícia de temperatura e de amenidade. Mesmo de encomenda para fados numa voz vibrante e jovem e far-se-ia silêncio quando ela começasse. Demorou a começar e muita gente abalou antes, rogando pragas à organização, decerto inexperiente nestas andanças (opinava-se). Quando sentimos que Carminho iria entrar em palco (eu digo ‘palco’, mas não cheguei a ver se havia, pois cá de traz não se enxergava nada!), todos pensámos: agora a publicidade à nova imagem desaparece e as câmaras põem-se diante da fadista e nós, cá ao fundo, e os que estão lá fora vêem a menina projectada na torre, ouvem-na melhor e… «silêncio que se vai cantar o fado!»… Nada disso! No mesmo ritmo frenético, as imagens continuaram; havia tentativas de se ver se Carminho vinha de preto ou de vermelho; as vozes de indignação impediam uma audição perfeita e estou convicto de que, apesar de se ter declarado muito contente por estar ali a actuar, Carminho gostaria de ter tido um público mais atento e silencioso. O Sr. Presidente ainda veio até à porta, antes do fado, e os circunstantes aproveitaram para lhe dizer do seu descontentamento, falarem da pirosice da passadeira vermelha e das velinhas, da falta de visão de quem terá sido pago para organizar o ‘evento’. Todos nos interrogávamos como era possível isto estar a passar-se em Cascais…
            Carminho quase nos ia apaziguando, no final, cantando para além de uma hora, na voz doce e profunda que muito lhe admiramos. E esperamos que volte, noutro cenário."

Faço minhas as palavras do meu ilustre amigo José D'Encarnação no seu "Notas e Comentários"

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Casar é como a tropa de antigamente # O tema que mal-me-quis

Uma das coisas que me assustou quando começámos a organizar a boda foi a história do tema. Aparentemente, um casamento não pode ser ele próprio um tema, tem mesmo que ser temático. Sendo o noivo açoriano a questão do tema das mesas foi simples: as ilhas dos Açores. Nove mesas mais a mesa dos noivos e assim acabaríamos por definir o número máximo de convidados. Simples as nutella.
Os centros de mesa deveriam levar hortenses, pois está claro, e aproveitámos e acrescentámos malmequeres, a minha flor preferida. E aqui surgiu o problema.
Toda a gente decidiu colaborar. Quando me perguntavam "o tema" eu respondia que eram as ilhas dos Açores. Ah, e também vai haver malmequeres. 
Para além dos centros de mesa e da igreja enfeitada com as flores quer no altar quer nas laterais dos bancos, eram malmequeres no vestido, nos sapatos.
Ah, a melhor amiga da mãe fez questão de oferecer o bouquet. Eu tinha pedido um bouquet simples...

                                                 
                        

Os convites? Ah, os convites foram feitos por um amigo designer, em formato de CD audio com a marcha nupcial gravada. Giríssimos. E como era a capa do CD?

                                          


Huuuum, e as lembrancinhas, o que pensaram oferecer? Epá, essa porra é uma coisa de curta duração que vai para o lixo na primeira limpeza a fundo das casas dos meus amigos. Ah, a minha prima quer oferecer? Na boa. Para as senhoras velinhas e para os senhores caixas de fósforos e charutos açorianos. O tema fica por conta da prima. Ah, pois...
                                         

                                         


A tia-avó emigrante ofereceu-se para mandar fazer umas máquinas descartáveis personalizadas para distribuir pelos convidados de forma a tirarem fotografias espontâneas aos noivos. Máquinas giras, pois então:

                                  

E nas antenas dos carros? Queres tules? Ah não. A tia resolve: compramos uns malmequeres giros para enfeitar as mesmas.

Em suma, eu sou a pessoa que quase morreu de malmequeroverdose no seu casamento. 
E tenho pena, porque gostava tanto mas tanto de malmequeres.

Dica nº 7- As pessoas são generosas e, regra geral, vão querer ajudar-te. Certifica-te que lhes explicas, exactamente, o que não gostas. Ou qual é o limite do exagero e do enjoo. Dá-lhes um tema suficientemente abrangente. E supervisiona tuuuudo antes do grande dia. Malmequeres? Muito? Pouco? Ah, (eu) NADA!

Gravidezes new-age- elas existem!

Uma das coisas giras de se estar grávida é que, mesmo que tenhas cara de mula como eu tenho, de repente toda a gente passa a olhar para ti de forma ternurenta e delicada, a dirigir-te palavras de simpatia, a meter conversa contigo por dá cá aquela palha e- medo!- quem sabe a querer ser tua amiga. Já não sentia isto desde os Verões da minha infância quando ia à praia e tinha as forminhas mais giras para se fazer castelos de areia ou quando na puberdade participei num programa de televisão e as câmaras foram filmar-me à escola. Toooda a gente queria ser minha amiga, caramba!
Ontem estava sentada numa esplanada a fim da tarde e a senhora sentada na mesa do lado meteu conversa comigo. Com o pretexto habitual: a gravidez.
Primeira pergunta assim logo de chofre: "Vai contratar uma doula?"
Uma quê? Diz que uma doula é coisa chique, um retorno às origens, uma figura de suporte emocional e que ajuda na preparação para o parto. "Ah, uma parteira?!"- perguntei eu. Respondeu-me logo que não, que as doulas não fazem procedimentos médicos, que ajudam durante a gravidez com apoio e informação e no parto e pós-parto com suporte emocional. "Ah, eu tenho a minha mãe e a minha tia, não obrigada!"
A senhora deveria ter uma missão parecida com as Testemunhas de Jeová mas no que concerne à propagação das filosofias new-age para grávidas. Continuou.
"Ah, e o parto? Já ponderou fazê-lo em casa?". Gargalhada de mámen: "Minha senhora, corríamos a risco de eu ter uma paragem cardíaca e, ainda por cima, da vizinha de baixo chamar a GNR se passasse da meia-noite, que já não é hora para se fazer chinfrim. Sabe, ainda que lhe passassem essas ideias pela cabeça ela não poderia pois está a ter uma gravidez de alto risco."
"Ah, coitada!"- continuou. "Mas isso não a vai impedir de ter parto natural, pois não?". Já a perder a paciência, respondi-lhe que sim, que impediria e que estava de cesariana marcada. "Oh que pena, sabe, não é a mesma coisa: parir é dor. Os antigos é que sabiam, era tudo a natural e assim é que deveria continuar a ser". E suspirou.
 A esta altura eu já estava com as narinas dilatadas e como o destino é um cabrão, a mulher entorna o café em cima da camisa de seda.
"Ah, que maçada! Vou ter que pôr a camisa na lavandaria, bolas!"- queixou-se, enquanto limpava a nódoa com um paninho com água quente que tinha pedido à empregada.
"Na lavandaria?"- perguntei-lhe eu, com ar escandalizado. "Então não tem um tanque onde possa lavar com sabão azul e branco a camisa, à mão?"
"Um tanque? À mão? Onde é que já se viu isso nos dias de correm?"- respondeu-me, com espanto.
"Tss, tsss. Que pena! Sabe, os antigos é que sabiam..."

Afinal ainda sou mula. E aposto que aquela não volta a querer ser amiga de mais nenhuma grávida.


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