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quarta-feira, 20 de abril de 2016

PROGRAMA QUADRIPOLAR| 9 dicas quadripolares para visitar o Faial

1- Arrende uma casa

A oferta de hotéis nas ilhas maiores (especialmente em S. Miguel e na Terceira) é francamente boa. Nas ilhas mais "pequenas" não há uma escolha de hotéis xpto por aí além. Mas há turismo rural e de habitação muito interessante, há casas em airbnb (curiosamente quase todo explorado por pessoas do Continente que perceberam o filão e mudaram-se para as ilhas para explorar o nicho) e há arrendamento temporário de apartamentos feito por gente da terra. 
Depois de pesquisarmos casas em airbnb, de fazermos contas, de apurarmos necessidades optámos pela opção que nos daria mais garantias: pedir conselhos aos nativos, claro. Assim, a minha amiga Teresa contou-me que o Jorge, seu namorado, costumava ficar hospedado nos Apartamentos de São João, ali na rua de S. João, por detrás da Igreja Matriz da Horta, mais central seria impossível. 
Dito, feito. Por 60€/noite arrendámos uma casa bastante simpática e acolhedora com dois quartos enormes com casas de banho privadas, kitchenette equipada e wi.fi. O bónus? Um jardim muito querido com espaço para as crianças brincarem e cujos baloiços fizeram as delícias da Ana. Tudo isto com um serviço de limpeza inigualável e uma simpatia que não nos admirou. Afinal, estávamos nos Açores...

Rua de São João, 25 - A, Matriz, 9900-129, Horta Portugal | 0,9 km do centro da cidade |  Mostrar no Mapa 
Telefone: +351(927)517518 |

2- Faça de um taxista o seu amigo de viagem 

Nos Açores os táxis não têm taxímetros. Existem  preços tabelados e que são valores médios propostos. Por exemplo, uma volta à ilha do Faial (que demora aproximadamente 3h30m)  pode variar entre os 65€ (até 4 pessoas) e os 90€ (de 6 a 8 pessoas) mas depois existem visitas mais curtas como uma ida ao vulcão dos Capelinhos ou à Caldeira que custa entre 25€ e 45€ com retorno e 15 minutos de espera para visita incluídos e de acordo com o número de passageiros conforme explanado acima.
Os taxistas açorianos são bastante civilizados quando comparados com os de outras cidades e muito amáveis e prestáveis, de uma hospitalidade única como qualquer bom açoriano. Portanto, imagine que encontra um de que gosta logo à saída do aeroporto, peça-lhe o cartão e combine com ele as suas necessidades de trajectos e planeie horários: garanto-vos que são fidelíssimos e pontuais. E sérios, que é coisa que muitos dos lisboetas estranham naquelas paragens. 

Mais informações aqui. Atenção que cada ilha tem os seus tarifários, ok?

3- Faça refeições em casa. Com produtos da terra. 


No supermercado encontra facilmente massa sovada (uma espécie de pão doce que se fabrica no grupo Central) ou pão lêvedo ( que se produz  no grupo Oriental) pode barrar com manteiga dos Açores e queijo de S. Jorge (mais picante) ou queijo do Faial (mais amanteigado). O chá Gorreana é produto interno e produz-se em S. Miguel e há também café de comércio justo que se produz em S. Jorge (nós conseguimos mas foram os meus sogros que o trouxeram da ilha) e que é fabuloso!
Para entrada aconselho qualquer marisco açoriano (é o melhor marisco do Mundo) mas as lapas grelhadas, os cavacos e as cracas. 
Para as refeições principais não há como fugir à carne de vaca, que se pode comprar em qualquer talho, tão tenra que ao cortar-se parece manteiga. Tempere os bifes com pimenta da terra (o grande segredo da cozinha açoriana na minha óptica) e cozinhe-os, acompanhados de inhame ou batata doce. Se preferir peixe, nos Açores encontrará uma belíssima variedade de peixe óptimo para grelhar. Eu sou louca pelos bifes de atum ou de tubarão e as lulas recheadas à moda da minha sogra são o meu prato preferido em todo o Mundo. Para sobremesa compre fruta como as feijoas ou os araçás, se quiser fugir ao cliché do ananás ou do abacaxi, que são dulcíssimos e sumarentos. Há ilhas onde as goiabas crescem muito bem e são um must taste. Licores há para todos os gostos e feitios, refrigerante só há um que não me canso de recomendar (kima de maracujá, fecórse e se vos oferecerem como opção fanta de maracujá mandem-nos dar uma voltinha ao bilhar grande!). Desta vez provámos mais que um vinho do Pico e não nos arrependemos. Vinho de cheiro e angelica são obrigatórios! (Para quem fuma mámen diz que o "Além Mar" é um tabaco único. Eu dispenso.)



4-  Cumpra todos os clichés 


Está a ver aquele cliché que diz que nos Açores há as 4 estações no mesmo dia? Não é cliché! Leve roupa fresca que o tempo é sempre mais quente no que diz respeito à temperatura, mas a humidade no ar é manifestamente superior e é raro o dia em que não sejamos brindados com um pequeno aguaceiro. Sim, o tempo nos Açores é verdadeiramente quadripolar!
Quanto a clichés para visitar no Faial, recomendamos uma visita à Caldeira (linda, linda!) e não perca a visita ao vulcão dos Capelinhos com uma paisagem ímpar de cortar a respiração. Vá beber gin ao Peter's (à noite com a afluência dos marinheiros a coisa pode ter especificidades muito próprias), suba ao Monte da Guia, ao Monte Carneiro e à Ponta da Espalamaca, aprecie a praia de Porto Pim e as suas areias negra e deslumbre-se com um passeio pela Marina da Horta. Não se negue a nadar com golfinhos ou a ver baleias ou ainda a mergulhar com tubarões (recomendo as empresas Dive Azores, ou o próprio Peter's). O Faial vive-se, devagarinho como o tempo que passa devagar e intensamente como o amor que sempre perdurará em quem visitar estas ilhas.








5- Mas não deixe de arriscar entrar em novas portas

Nós adoramos encontrar novos sítios, ouvir dicas dos habitantes da ilha, entrarmos em portas entre-abertas e mal sinalizadas. Foi assim que descobrimos a "CASA"- um dos nossos novos spots preferidos nos Açores. A CASA é uma casa de chá, um bar, um terraço com esplanada, um jardim com esplanada, uma sala de concertos, enfim, é um espaço multi-usos charmoso e eclético, sempre surpreendente, onde fomos ao entardecer para beber um chá (e a carta de chás é imensa) e onde voltámos para uma refeição ligeira de tostas com pão da terra, queijo de cabra, mel e alecrim que nos ficará, durante muito tempo, na memória. 
E foi também assim, à descoberta, que nos maravilhámos com a fantástica nova igreja dos Flamengos, cuja fachada foi preservada e recuperada ao máximo e fundida numa nova igreja moderna e progressista numa obra de arquitectura fa-bu-lo-sa! Imperdível!








6- Passeie sem destino nem trajecto planeado, Alguma coisa irá acontecer. 


Nós alugámos um carro por um dia (40€ por 24h) e decidimos partir sem destino. Chegámos a Flamengos e vimos um arraial. Parámos e logo um aldeão nos informou: "Senhores, as sardinhas e o pão são por conta do Divino Espírito Santo".  Este povo é muito religioso e, no Grupo Central, logo após a Páscoa começam as festas em honra do Senhor Espírito Santo, onde as comunidades celebram as graças que Este lhes dá e honram a sua benção. Ali ao lado tocava a banda filarmónica (os açorianos têm uma tradição musical fortíssima), um senhor vendia galos e galinhas que os crentes ofertaram para o efeito, um conjunto de pessoas assava sardinhas, outro servia pratos das mesmas prontas com pão e uma mesa no meio da estrada convidava todos a juntarem-se e a partilharem aquela refeição improvisada. Assim fizemos e não abandonámos a festa sem antes entrarmos no pequeno império (capelas onde se guardam as coroas do Divino Espírito Santo) e mámen cumprir as tradições religiosas açorianas com a filha, o que sempre me comove muito. 
Ah, isso acontece só nos Flamengos? Não. Acontece em várias freguesias das diferentes ilhas e sem dia e horas marcados. É partir à descoberta e misturar-se com os habitantes das ilhas 






7- Aproveite a localização do Grupo Central

O Grupo Central, infelizmente, está pouco divulgado (sou suspeita, é o meu grupo preferido nas ilhas!). Mas, especialmente as ilhas do triângulo (Pico, Faial, S. Jorge), têm uma localização privilegiada. Se o tempo o permitir (e o tempo nem sempre o permite) e os horários dos barcos forem favoráveis aos planos de rota, as viagens de barco são uma mais-valia: em 3 horas conseguimos chegar a S. Jorge (com escala feita na Madalena- Pico) e numa hora e quinze minutos alcançamos o Pico. Aos fins-de-semana os horários permitem que se parta às sextas-feiras e se regresse aos domingos ao final da tarde. A viagem? Isso não vos posso garantir. Já vi várias vezes toninhas (golfinhos mais pequenos) a brincarem com as ondas que os nossos barcos fazem e a nadarem ali ao nosso lado, já vi o mar tão agitado que percebi porque existe um livro chamado "Mau tempo no canal" e a minha pobre mãe já quase que viu S. Jorge por um canudo, No Verão, regra geral, a coisa corre sempre bem. No resto do ano contem com uma divertida e surpreendente imprevisibilidade. 

8- Confie nos ilhéus.
Os açorianos são pessoas especiais. Regra geral bem dispostos e solícitos, fazem da sua hospitalidade bandeira. Os açorianos gostam de receber e abrem, literalmente, as portas das suas casas, a quem vem por bem. E eles conseguem perceber quem vem, realmente, por bem. Por isso, não desconfie se um açoriano convidar o seu filho para beijar uma coroa do Espírito Santo que tenha acabado de receber em sua casa, se lhe oferecer para lhe dar boleia de volta à cidade se o encontrar a regressar cansado depois de um trilho pedestre ou se reforçar a sua sandes com queijo extra por mera simpatia. Os açorianos são, na sua maioria, orgulhosos da sua naturalidade e os melhores guias turísticos das sua lhas, não se importando de desvendar segredos e spots que não vêm nos guias nem se negando a dois dedos de conversa em qualquer esplanada. Não há estranhos que não tenham potencial de se tornarem amigos para um açoriano. 
Um aviso, há duas coisas que irritam os açorianos: referirem-se ao continente como "Portugal", uma vez que pertencemos todos ao mesmo país e perguntarem a um açoriano que não micaelense porque carga de água ele não tem "sotaque açoriano". É que isso não existe, tá? (o que nós, aqui no continente, chamamos de "pronúncia dos Açores" é apenas o sotaque de uma ilha- S. Miguel. Para terem noção e a título de exemplo: no Faial fala-se de forma muito parecida com a que se fala em Coimbra).



9- Não compare as ilhas (todas são melhores que as restantes em alguma coisa)


As ilhas são todas tremendamente belas e tremendamente diferentes.
Cada ilha é única e especial, por isso, é uma parvoíce perguntarem a alguém que as conhece a todas qual é a mais bonita. Não há resposta para essa pergunta.
Se me perguntarem a mim direi que S. Miguel tem um equilíbrio perfeito entre a cidade e a natureza e uma beleza natural muito diversificada e toda ela de se tirar o fôlego, S. Jorge é a ilha mais "crua", a mais natural, a com menor intervenção humana, a mais apetecível para aventureiros e exploradores e tem o sítio mais bonito dos Açores (a Caldeira de Santo Cristo), o Pico é a mais imponente e rústica, a mais caseira e com cheiro a vinhas, a de beleza mais agreste, a Terceira tem as pessoas mais maravilhosas, festeiras, divertidas e o sentido de comunidade com que mais me identifico.
Ah, e o Faial, Pólo Norte? O Faial é a ilha onde mais me sinto em casa nos Açores, simultaneamente pequena e bela, arejada e luminosa, transpira azul por todos os poros. A Horta é uma pequena cidade cosmopolita e de charme, uma cidade boutique. O Faial é a ilha mais mimosa. 





Fomos em trabalho e aproveitámos para levar a nossa filha para visitar os avós. Queremos agradecer a Azores Airlines que patrocinou a minha viagem e a de mámen, ao abrigo da sua estratégia de responsabilidade social e sem a qual teria sido impossível a ASBIHP (associação com a qual colaboramos) realizar acções nas escolas de pessoas portadoras de deficiência no sentido de sensibilizar e informar as comunidades educativas com vista a uma real inclusão sócio-escolar destes cidadãos. Obrigada, Azores Airlines!

quinta-feira, 10 de março de 2016

PROGRAMA QUADRIPOLAR | Speed date com Coimbra

Já não ia a Coimbra com olhos de ver há muitos anos (demasiados). Ou tenho ido em trabalho em versão expresso ou fui num fim-de-semana era a Ana acabada de nascer para aproveitar uma estadia num Hotel maravilhoso e de lá não saí o tempo tempo a descansar e a ser mimada ou Coimbra era escala de estrada para outros destinos. 
Voltei no sábado, a pretexto de uma reunião com as Madrinhas a Norte da Bobadela do Bairro do Amor. Não vi todas as pessoas que queria (e queria muito rever a minha Joana, visitar a Catarina e a escola DNA, dar um beijo à Vera) mas, ainda assim, acho que tive  5 experiências bastante giras para uma visita express a Coimbra. 

A saber:

1- Tomar o pequeno-almoço na esplanada da cafetaria do Centro Interpretativo do Mosteiro de Santa a Clara-a-velha



Não era a minha primeira vez naquela esplanada e eu cá gosto de voltar aos sítios onde já fui feliz. 
A cafetaria do Centro de interpretação estava vazia das duas vezes em que a visitei e tem para mim, uma das melhores vistas da cidade. É ampla e simples, inspiradora e secreta, espaço de refúgio e de segredos. Reuni com a Marta enquanto nos deliciávamos com umas Clarinhas (doces típicos ma-ra-vi-lho-sos!) e o não demos pelo tempo passar.  Coimbra tem aquela coisa boa de ainda não estar engolida por turistas, de se ainda conservar muito para os coimbrenses, de ser virada para dentro sem deixar de abraçar quem vem de fora.
Se vivesse em Coimbra e precisasse de um sítio calmo e tranquilo para trabalhar fora de casa, da esplanada menos despretensiosa e, ainda assim, mais cool de todas, era sempre aqui que viria. 

2- Almoçar num restaurante típico de Coimbra

Não há sugestões melhores que as dos "nativos", pelo que, quando a Diva, excelsa leitora deste blog me disse que eu ia ser bem-servida no "Pancinhas" não hesitei um minuto e pus-me a caminho entre ruas e ruelas da cidade dos estudantes. 
O Pancinhas estava cheio, e não era cheio daquelas pessoas trendy e todsas fashion-coiso. Estava cheio de mesas com famílias inteiras o que, por si só, é preditor da qualidade da comida e da simpatia dos preços. Não nos enganámos: eis um verdadeiro restaurante bbb!
Pedi uma dose que daria para o meu almoço e jantar daquele sábado e do domingo seguinte. A vitela no forno estava no ponto, tenrinha e suculenta e a simpatia do dono do restaurante foi um bónus que já é difícil de encontrar nos restaurantes das cidades grandes. 
Fica na Rua da Figueira da Foz, 150, em Coimbra. 

3- Deambular na Feira sem Regras de Coimbra


Créditos Fotográficos: Coussier


Diz que acontece no primeiro sábado de cada mês  e fica ali no Parque Verde, contíguo ao Convento Velho de Santa Clara e Avenida Inês de Castro, ladeando pelo lado sul a Avenida João da Regras, de onde herdou o nome.
O conceito é simples: procura-se todas as quinquilharias de que nos queiramos ver livre ou artesanato que produzamos, monta-se a banca e vende-se sem grandes burocracias, legislações ou complicações. Quem quiser pode também, num estilo speaker's corner, chegar e fazer uma animação, cantar ao vivo, pintar, fazer performances circenses ou que lhe der na telha.
O acesso à feira é vedado a comerciantes profissionais. As actividades culturais, artísticas ou lúdicas podem eventualmente realizar-se nos jardins ou passeios imediatamente contíguos sem prejuízo da normal circulação de peões, desde que obtida licença prévia da Comissão de Acompanhamento da Feira, que cuidará das autorizações da(s) tutela(s) quando se revelarem necessárias.
Vale (quase) tudo e eu fiquei tão fã do conceito que estou "assiiiim" para fazer uma colecta de tralha gira e fazer uma venda que reverta a favor do Bairro do Amor!


4- Conhecer as Galerias

"As Galerias" (Galeria de Santa Clara) é um síto da moda em Coimbra: não há como fugir ao óbvio. Têm a  mesma vista que a esplanada da cafetaria do Centro de Interpretação mas de outro ângulo o que poderia não ser nada de novo para quem, na mesma manhã, tinha sido feliz ali a 90 graus.
Mas as Galerias valem o destaque pelo ambiente jovem e descontraído, pelas paredes carregadinhas de cor e arte, pela ousadia de terem criado um café que não é um café, uma galeria de arte que não é uma galeria de arte, um restaurante que não é um restaurante e um sítio que acaba por ser isso tudo com horta, jardim e tudo o que a imaginação permitir incluído.
Im-per-dível! (Mais informações aqui ).

5- Comer pastéis de tentúgal, queijadas de leite e pastéis de santa clara à beira Mondego



Enquanto esperávamos pelo comboio deliciámo-nos com as duas caixas de delícias que a Neuza nos oferecera há minutos quando nos deixara na estação e nos instruira: abram o porta-bagagem e tiremos bolos que comprei para vós! Trouxemos tudo: as nossas caixas e as que ela tinha comprado para o lanche dela e do Hugo. Veio tuuuudo! E enquanto esperávamos pelo comboio com a Rafaela, entre conversas e doses de açúcar em barda, acabámos o dia assim: felizes e adocicados, com vontade de não partir e de voltar em breve para mais tempo, mais lugares, mais sabores e mais amigos.

Coimbra tem mesmo encanto na hora da despedida!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

A VISITAR | Segredo d'Alecrim (Fronteira)

Nunca tinha estado em Fronteira nem em Alter do Chão. Mas o pretexto do Festival de Balões Rubis Gás levou-me até este Alentejo distante e sem auto-estradas a ajudar. Um Alentejo mais fresco e menos plano, mais desconhecido e igualmente encantador.
E depois de dois fins-de-semana inesquecíveis a cereja ameixa no topo da sericaia foi ficar instalada no Segredo D'Alecrim, em Fronteira, onde cada quarto é um segredo por descobrir e onde acabámos por pernoitar num cenário de pura inspiração. 




terça-feira, 20 de outubro de 2015

A VISITAR | Cooperativa Terra Chã

O ALDI tem uns pãezinhos de abóbora com nozes de bradar aos céus.

 E não digam que vão daqui...



Deliciar-se com pãezinhos 

Quem? Tabbouleh
Onde? Lojas ALDI

terça-feira, 18 de agosto de 2015

PROGRAMA QUADRIPOLAR | 5 spots a visitar este Verão em Cascais


Depois de uma longa travessia no deserto, Cascais começa a dar sinais de retoma, voltando ao charme a que sempre nos habituou, não abdicando de se afirmar como uma vila mas recuperando algum frenesim urbano de outros tempos (áureos),

Esta semana, por motivos de trabalho, tivemos que ficar por Lisboa e aventurámo-nos a explorar (com tempo e olhos de turista) a nossa própria terra. 

Estes são os 5 lugares que consideramos imperdíveis para visitar em Cascais este Verão:

terça-feira, 28 de julho de 2015

A VISITAR | Casa da Meia Lua (Vilamoura)

Sim, eu já passei (muitos anos da minha adolescência) férias no parque de campismo de Monte Gordo. Sim, que eu era feliz a dormir num colchão com 5 cm de espessura a dar-me conta das cruzes. Sim, que eu era feliz a tomar banho nos duches da rua a tentar lavar-me condignamente de bikini vestido para não ter que ir para as filas dos duches de água quente nas casas-de-banho. Sim, que eu era feliz a comer saladas de massa com atum. Sim, que eu era feliz a ter o Valentim como vizinho de tenda e o Leonardo, o rapaz que vendia revistas na praia, como curte de Verão (era tão giro, agora que me lembro!). Sim, que eu era feliz na praia apinhada de gente com alforrecas mas com temperaturas que ainda hoje me tentam. Sim, que era feliz à noite a ir beber um copo no Bar 42. E tudo e tudo e tudo que uma 'ssoa não pode cuspir no prato (de plástico) onde comeu. 

Mas o Algarve também tem um certo encanto em Vilamoura. Numa casa particular. Com um nome mágico: Casa da Meia Lua. Com mergulhos a seguir ao pequeno-almoço, depois de almoço, ao lanche, antes de jantar e antes de dormir, quando as noites são abafadas e quentes. Com espreguiçadeira em uso desde de manhã até a lua aparecer, com a minha filha sempre de tronco nu a saltar e a brincar com conchas que apanhámos na praia, com o homem que amo a brindar com o seu rosé fresquinho preferido e acordar feliz e adormecer a cria ao colo, embrulhada num pareo colorido, enquanto contamos as estrelas. 

O céu é o mesmo, o Algarve é o mesmo. Seríamos felizes na mesma num parque de campismo, colchão fininho e tenda a abrigar-nos, duches ao relento e praia apinhada de gente. O que importa são eles, somos nós, enquanto um todo. 

Mas ser feliz sem culpas, sem medo que um dia não possamos ter acesso a estes prazeres que custam dinheiro, sem medo do que o futuro nos reserva é bom. É libertador. A Casa da Meia Lua tem uma energia de lua cheia. 

Porque mesmo que não consigamos voltar a ter férias com piscina à porta, numa casa onde só conseguiríamos morar nos nossos sonhos mais longínquos, com condições a que não temos acesso durante o resto do ano, porque mesmo que nunca mais voltemos aqui, estas memórias já ninguém nos roubará. São nossas para sempre. 

Somos felizes sem culpa. E é bom.  



Há mais fotos para espreitar no Instagram do blog: @polonorte

domingo, 5 de julho de 2015

A VISITAR | Casa da Meia Lua (Vilamoura)

Há sítios em que mal botamos os olhos queremos habitar. Nem que seja um dia, um fim-de-semana, nas férias, numa ocasião especial. É o caso da "Casa da Meia Lua". Só o nome já apetece, assim num misto entre poesia e sal, noite e cheiro a bronzeador na pele. 
As nossas férias começarão aqui, para nos contaminarmos pelo bom astral, pela boa energia, pelo ambiente cool e zen. 
Que cheguem as férias! Que cheguem a correr. 












Passar o fim-de-semana na casa mais lunática do Algarve

Quem? Casa da Meia Lua
Onde? Rua da Venezuela, 19, Vilamoura
Contacto: Pelo telefone 967 006 156
Saber mais? https://www.facebook.com/CasaDaMeiaLua

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A VISITAR | Casa do Moleiro (Rio Maior)


Fomos à Casa do Moleiro,a  2 kn de Rio Maior e fomos muito mas mesmo muito felizes.
Acordámos com uma vista pela serra soberba, tomámos o pequeno almoço da varanda maravilhosa, fomos apanhar pinhas, folhas e folhas com a Ana numa caminhada na serra, jantámos numa mesa feita de uma mó, deitámo-nos os três na rede a ver estrelas, apertadinhos e abraçados, cúmplices e inteiros. 
Neste fim-de-semana fomos incrivelmente felizes, já disse?




Pedir desejos Às estrelas deitadas numa rede no meio de uma montanha


Quem? Casa do Moleiro
Onde? Parque Natural de Serra de Aires e Candeeiros
Contacto: Pelo telefone +351 243 992 610
Saber mais? http://casadoforal.com/

terça-feira, 9 de setembro de 2014

A VISITAR | MINAS DE SÃO DOMINGOS



[Há algo de incrivelmente mágico do Alentejo. Aquela nudez da paisagem como se pouco houvesse a esconder, solo escancarado ao sol, um deboche de beleza simples e desmaquilhada, natural e óbvia, uma beleza sem fim. O desafio da auto-caravana foi delicioso. A Ana adorou "a casinha" e sentimo-nos numa espécie de toca, ambiente contentor, aconchegante e bom. 
Acordámos com o galo, literalmente. A Ana cantou as musicas galináceas todas que conhece e mal saiu da porta da "casinha" começou a dançar. 
Comemos melancia e melão comprado ao raiar do dia no mercado, pão como nenhum outro lugar do país consegue fazer, queijo das cabras a quem a Ana foi dar comida na véspera. E fomos ao restaurante "a Paragem" na rua da Paragem, no Largo da Paragem, em "A-dos-Corvos" comer o melhor cozido de grão de que há memória. E dormimos sestas. E apanhámos uvas do quintal do tio. 
Espreguiçámo-nos na "tapada" que agora se chama "praia fluvial" e tirámos fotografias que retratam calor. E recebemos beijos lambuzados da boca suja de gelado e abraços enquanto estávamos sentados no pial a assistir à felicidade da nossa filha.  
As crianças precisam de poucas coisas. A Ana, para ser feliz, precisa de chão. De muito chão para correr, saltar, dançar, apanhar flores do campo. Para se deitar à noite, aconchegada numa manta entre os pais, a contar "estrelas", o sítio onde vivem os "avójinhos".  O Alentejo é chão. Foi chão e palco de uns dias de infância que a Ana nunca irá esquecer-  mesmo que a memória de dois anos não a ajude- mas que se alaparam no crescer dos ossos e no engordar das carnes, no brilho dourado da pele, nas cores das faces e nas gargalhadas oferecidas à planície. 
Trouxemos o Alentejo no coração, como uma espécie de reserva de harmonia e tranquilidade, cujas memórias iremos resgatar ao longo do ano que aí vem. 
Neste Verão, numas férias de pés-descalços, a bordo de uma auto-caravana, fomos alentejo-felizes. ]


Comer o melhor cozido de grão na Mina

Quem? Restaurante "A paragem"
Onde? Corvos, Mértola- 7750-312 Mértola
Reservas: Pelo telefone 245 993 059
Saber mais? http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g1068892-d4189934-Reviews-A_Paragem-Mertola_Beja_District_Alentejo.html

terça-feira, 22 de julho de 2014

A VISITAR | Estalagem e Mercearia de Marvão (Marvão)







Quando cheguei a Marvão sabia onde havia de me dirigir: à Mercearia de Marvão. Conhecia a Catarina destas coisas dos blogs, já acompanhava o blog da mercearia há séculos e era seguidora da página de facebook. A ideia do "bem-vindo a Beirais" versão vida real encanitava-me, queria conhecê-la, saber como é deixar de viver numa cidade e rumar a uma pequena vila com 120 habitantes, como é pensar num negócio e materializá-lo e, mais que tudo, geri-lo como uma paixão que não esmorece, sempre com uma incrível capacidade de se reinventar e de inovar. 
A Catarina de cheiro é (ainda) melhor que a Catarina dos blogs, tem voz, pronúncia demorada, olhos brilhantes de moura e um sorriso tão vasto como as planícies do Alentejo. E tem colo de cegonha-mulher, já aqui o disse. 
Não é possível falar da Mercearia de Marvão sem falar da Catarina. A Mercearia é a Catarina, uma amálgama de objectos, doces, bonecas de barro, vinhos, piões, azeites e pão, taleigos pendurados, coroas de flores secas, cavalos feitos de meias e uns moinhos de vento toscos- os mais bonitos que já vi na vida. A Ana apaixonou-se por um cor-de-laranja. A Catarina é a Mercearia, uma amálgama de emoções, risos, palavras cantadas, olhos vivos e expressivos e um jeito de ser simples e genuíno, como se na vida da Catarina, como na da Mercearia, não houvesse espaço para porcarias, só para coisas bonitas e com significado. 
Apaixonei-me pela Mercearia e, mais ainda, pela Estalagem de Marvão, onde as paredes se transformaram em vitrines onde se guardam objectos com história, porque é disso que a Mercearia e a Estalagem se tratam: da história das gentes, da passada e da presente, da história das gentes de Marvão, 120 habitantes, a Catarina no coração. 
Vale a pena ir conhecer esta terra, pernoitar na Estalagem e perder-se nos objectos maravilhosos da Mercearia. Mas, mais que tudo, vale a pena ir conhecer a Catarina, moura encantada de Marvão.


Conhecer a Estalagem de Marvão

Quem? Estalagem de Marvão
Onde? Rua do Espírito Santo, 1 - Marvão
Reservas? Pelos telefones 969 147 862/ 245 993 059
Saber mais? http://innmarvao.com/estalagem-de-marvao/
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