Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lisboa. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 14 de junho de 2016

A PROVAR| Os waffles do David

Uma das coisas que mais gosto no caos das cidades, na impessoalidade e no anonimato colossais, são os pequenos segredos de quem lá vive: os bolos quentes que se vendem até altas horas num determinado bairro, o bar minúsculo e carismático escondido numa rua secundária ou a esplanada que só alguns nativos conhecem. 
Por isso, quando a Ana me falou dos melhores waffles do Mundo, confeccionados pelo David- um belga waffle-talentoso e ainda por cima giro- não tive como não ir experimentar. 
E foi assim, que numa das terças feiras em que a Waffles LX ocupa o espaço do Origami Hostel, ali no Intendente, lá estava na fila para provar e comprovar o que me afiançou a Ana: são, efectivamente, os melhores waffles do Mundo!
À primeira garfada do meu waffle com mousse de chocolate caseira e cobertura de calda de frutos do bosque apetecia-me cantar o hino da Bélgica. Soubesse eu o hino da Bélgica. Soubesse eu cantar. 
Estou ansiosa por provar o waffle com panna cotta caseira e ananás ou o de mousse de chocolate e côco ralado. 




Os waffles do Davis, às terças feiras, no Origami Hostel do Intendente eram o novo segredo mais bem guardado de Lisboa. Eram porque acabei de estragar tudo. Mas não o podia guardar: é um pecado não partilhar dicas destas.

  


Ora arrisquem em provar e logo me contam!

[Ô Belgique, ô mère chérie, À toi nos cœurs, à toi nos bras, À toi notre sang, ô Patrie ! Nous le jurons tous, tu vivras ! Tu vivras toujours grande et belle Et ton invincible unité Aura pour devise immortelle : Le Roi, la Loi, la Liberté ! Aura pour devise immortelle : Le Roi, la Loi, la Liberté ! Le Roi, la Loi, la Liberté ! Le Roi, la Loi, la Liberté !] 


  Descobrir os melhores waffles de Lisboa

O quê? Waffles caseiros da Waffles Lx
Quando? Às terças-feiras nos chamados "Waffledays", a partir das 18h
Onde? Origami Hostel, no Intendente, em Lisboa

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Enigma alfacinha: comer, orar e amar sem sair de Lisboa

Hoje almoçarei no centro da capital do império, numa cantina despojada, com monges a servirem-me comida simples e despretensiosa em malgas de esmalte. 

Alguém adivinha?

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A PROVAR | Pizzas do bar do cinema S. Jorge

No bar do cinema S. Jorge, em Lisboa, a Mafalda- professora por vocação e pizzeira do coração- faz umas pizzas ma-ra-vi-lho-sas com uma massa fina e estaladiça de comer e chorar por mais. 

De nada. 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Lisboa # dos jacarandás

Foi, provavelmente, o escritório com melhor localização onde já trabalhei. Nas águas furtadas da Avenida D. Carlos, onde trabalhava de sol a sol, não muito contente com o trabalho nem com as pessoas com quem trabalhava, pela obrigação de ganhar dinheiro para pagar o ser adulta mais que pela realização profissional, esperava que a balança da vida equilibrasse as contas da minha felicidade.
No dia em que saí daquele local- não sabia que era para sempre e que nunca mais quereria voltar- por causa de uma gravidez de alto-risco, recordo- me de ter sentido um misto de inquietação e alívio.
Ia para casa tomar conta de um bebé, do meu bebé- nessa altura já Ana- a morar em mim. Até ao dia A, que só chegou uns meses depois. E no meio da preocupação, da incógnita do futuro, da ansiedade, lembro-me de olhar para o céu e o Mundo me dar a resposta.
No caminho, a pé para a paragem de autocarro, os jacarandás em flor antevinham que o que viria a seguir ia ser- muito, tanto, imensuravelmente- melhor.
Hoje voltarei à D. Carlos, para matar saudades das flores, tectos das águas furtadas do início de uma nova vida. A contar vinda do céu.



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A EXPERIMENTAR | Taverna da Taça Virada

I hate as modernas tascas e tabernas antigas. Sim, velha do Restelo, me assumo: não gosto de reinvenções da roda. Não gosto de novas padarias a quererem recriar as padarias antigas, gosto de padarias antigas. Abomino o "The World Need Nata" e pelo-me por pastéis de Belém em Belém: o Mundo se quiser provar que cá venha! Gosto do Santini de Cascais o resto só serve para afastar os lisboetas da minha terra e desimpedirem a loja e encurtarem-me as filas. Aguentem-me!
Por isso, esta nova moda de modernas tascas e tabernas antigas irrita-me, solenemente. Acho, sinceramente, que já fui a todas as aclamadas novas tabernas e tascas de Lisboa. Taberna e tasca antigas cheiram a madeira da pipa, cheiram a vinho tinto, têm empregados com um pano da loiça ao ombro (que também pode servir para limpar as mesas, os copos e as chávenas que são colocadas a aquecer em cima da máquina de café: fuck ASAE!) um assobio perfeito, ali como na Ginginha do Rossio (nem página de FB têm: toma!), bebe-se a ginginha tradicional num copo de três, nada da paneleirice de clichés forçados, de toalhinhas imaculadas de xadrez, de canecas de barro compradas no Chinês, naperons de crochet nas mesas, decoração vintage (vómito!) e artifícios vários- já disse que não aguento esta moda de recuperar as coisas antigas com artifícios vários? Não aguento. 
Tabernas, tabernas daquelas de verdade, assim de repente, para além da Ginginha do Rossio recomendo "O Henrique" em Alcabideche ou "O Camões- o rei das lamujinhas" aqui na Amoreira.. Quereis tascas antigas? Aguentem o estômago e o fígado, preparem-se para mesas de contraplacado e cadeiras desconfortáveis e regalem-se com uma aguardente caseira e um croquete de sabe-se lá o quê, não intelectualizem, sabe bem. Se quiserem uma coisa mais burguesa tendes ali a Taverna dos Trovadores, em São Pedro de Sintra, burguesa, é certo, mas sem pretensões de querer imitar o antigo, em bom. 
No entanto, ontem consegui gostar de uma taberna nova, uma taberna que não quer imitar nada, que quer ser uma taberna no espírito tascoso da coisa, uma taberna sem pretensões de imitar o antigo, uma taberna portuguesa, que só vende produtos portugueses, com uma decoração naturalmente despreocupada e sem necessidade de decoradores de interiores a fazerem de conta que "este objecto aqui e ali, colocados estrategicamente ao acaso, um a seguir ao outro, vai criar uma cenário negligé e typical, vintage e old-school". Uma taberna actual normal como, aliás, a Taberna Tosca, outra da qual sou fã. 
Na Taverna da Taça Virada, ali para os lados do Alto de Santo Amaro, há toalhas de papel nas mesas, há um empregado que assobia de mangas arregaçadas e sem fardas a imitar o antigo, caldo verde e limonada (mas só na altura em que os limões estão mais maduros), croquetes e pastéis de bacalhau, pataniscas e jolas. Também há artefactos de barro (arregalar de olhos) mas compensado com a existência de peixinhos da horta! 
Só não há coca-cola, que ali só se vendem produtos portugueses. Como antigamente... ;)




(Update- Chamada a atenção pela minha amiga Luna reponho a justiça dos factos e assumo aqui que a Taberna Ideal é a Taberna Ideal, a única dentro deste conceito snob-vintage-blherck que vale a pena...)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Lisboa ontem


Chuva. Cheiro a terra molhada. Frescura. E o som das gaivotas em terra.
A minha cidade é linda!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A EXPERIMENTAR | A Hora Española

As paredes pombalinas de pedra e os arcos ao longo da sala dão-nos as boas vindas. Ali, ao fundo, o balcão- agora depois das obras- mais discreto. Para dar protagonismo ao actor principal: o proprietário do sítio onde sou feliz tantas vezes, quando saio do trabalho e me apetece beber um copo de vinho sem rótulo, enquanto ouço castelhano. Um palco improvisado aqui. Umas luvas de boxe penduradas ali na parede. Jamon numa tábua gasta e queijos a enfeitarem as tapas.
Lá hora os minutos, portugueses, correm. Mas aqui dentro a hora- compassada e lenta- é espanhola.
Olé!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...