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quarta-feira, 4 de maio de 2016

PROGRAMA QUADRIPOLAR| O evento mais giro do ano faz-se a Norte


O Café Inovador tem a melhor francesinha do Porto e uniu-se ao Bairro do Amor para organizar a noite da francesinha solidária. O ambiente será de festa e as mesas corridas garantirão o convívio entre todos que quando há festa no Bairro somos todos vizinhos!
Vai ser é-pi-co! 
Encontramo-nos lá?

Reservas (são essenciais porque esperamos casa cheia) para porto@bairrodoamor.com ou pelo telefone 229 012 051. 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

PROGRAMA QUADRIPOLAR | Fim-de-semana de Dia da Mãe

Sábado

LISBOA


Manhã: É já amanhã que vamos correr ou caminhar por um hospital pediátrico em Lisboa a propósito da 5ª Corrida/Caminhada D. Estefânia - Dia da Mãe.  A partir das 9h30,  junto ao passeio marítimo de Alcântara - Belém, há actividades especialmente dedicadas às crianças:  levem os bonecos ao hospital da bonecada, pintem as caras nas pinturas faciais, façam um desenho para oferecer a mãe, recebam abraços grátis, divirtam-se com os doutores palhaços e no final, assistam ao mini concerto do Ricardo Reis Pinto. O que importa é que estejam presentes a apoiar esta causa.


Domingo


Manhã: pequeno almoço almoçarado para as mães especiais no Stone Obidos Hostel, o mais recente projecto entusiasmante para lá das muralhas.  Reservem já! booking@stoneobidoshostel.pt // 966 878 927. Mais informações aqui.



Tarde: primeira prova de karting solidária do Bairro do Amor. As receitas deste evento reverterão para o desafio semestral do Bairro do Amor. Mais informações aqui e inscrições através do email leiria@bairrodoamor.com

quarta-feira, 20 de abril de 2016

PROGRAMA QUADRIPOLAR| 9 dicas quadripolares para visitar o Faial

1- Arrende uma casa

A oferta de hotéis nas ilhas maiores (especialmente em S. Miguel e na Terceira) é francamente boa. Nas ilhas mais "pequenas" não há uma escolha de hotéis xpto por aí além. Mas há turismo rural e de habitação muito interessante, há casas em airbnb (curiosamente quase todo explorado por pessoas do Continente que perceberam o filão e mudaram-se para as ilhas para explorar o nicho) e há arrendamento temporário de apartamentos feito por gente da terra. 
Depois de pesquisarmos casas em airbnb, de fazermos contas, de apurarmos necessidades optámos pela opção que nos daria mais garantias: pedir conselhos aos nativos, claro. Assim, a minha amiga Teresa contou-me que o Jorge, seu namorado, costumava ficar hospedado nos Apartamentos de São João, ali na rua de S. João, por detrás da Igreja Matriz da Horta, mais central seria impossível. 
Dito, feito. Por 60€/noite arrendámos uma casa bastante simpática e acolhedora com dois quartos enormes com casas de banho privadas, kitchenette equipada e wi.fi. O bónus? Um jardim muito querido com espaço para as crianças brincarem e cujos baloiços fizeram as delícias da Ana. Tudo isto com um serviço de limpeza inigualável e uma simpatia que não nos admirou. Afinal, estávamos nos Açores...

Rua de São João, 25 - A, Matriz, 9900-129, Horta Portugal | 0,9 km do centro da cidade |  Mostrar no Mapa 
Telefone: +351(927)517518 |

2- Faça de um taxista o seu amigo de viagem 

Nos Açores os táxis não têm taxímetros. Existem  preços tabelados e que são valores médios propostos. Por exemplo, uma volta à ilha do Faial (que demora aproximadamente 3h30m)  pode variar entre os 65€ (até 4 pessoas) e os 90€ (de 6 a 8 pessoas) mas depois existem visitas mais curtas como uma ida ao vulcão dos Capelinhos ou à Caldeira que custa entre 25€ e 45€ com retorno e 15 minutos de espera para visita incluídos e de acordo com o número de passageiros conforme explanado acima.
Os taxistas açorianos são bastante civilizados quando comparados com os de outras cidades e muito amáveis e prestáveis, de uma hospitalidade única como qualquer bom açoriano. Portanto, imagine que encontra um de que gosta logo à saída do aeroporto, peça-lhe o cartão e combine com ele as suas necessidades de trajectos e planeie horários: garanto-vos que são fidelíssimos e pontuais. E sérios, que é coisa que muitos dos lisboetas estranham naquelas paragens. 

Mais informações aqui. Atenção que cada ilha tem os seus tarifários, ok?

3- Faça refeições em casa. Com produtos da terra. 


No supermercado encontra facilmente massa sovada (uma espécie de pão doce que se fabrica no grupo Central) ou pão lêvedo ( que se produz  no grupo Oriental) pode barrar com manteiga dos Açores e queijo de S. Jorge (mais picante) ou queijo do Faial (mais amanteigado). O chá Gorreana é produto interno e produz-se em S. Miguel e há também café de comércio justo que se produz em S. Jorge (nós conseguimos mas foram os meus sogros que o trouxeram da ilha) e que é fabuloso!
Para entrada aconselho qualquer marisco açoriano (é o melhor marisco do Mundo) mas as lapas grelhadas, os cavacos e as cracas. 
Para as refeições principais não há como fugir à carne de vaca, que se pode comprar em qualquer talho, tão tenra que ao cortar-se parece manteiga. Tempere os bifes com pimenta da terra (o grande segredo da cozinha açoriana na minha óptica) e cozinhe-os, acompanhados de inhame ou batata doce. Se preferir peixe, nos Açores encontrará uma belíssima variedade de peixe óptimo para grelhar. Eu sou louca pelos bifes de atum ou de tubarão e as lulas recheadas à moda da minha sogra são o meu prato preferido em todo o Mundo. Para sobremesa compre fruta como as feijoas ou os araçás, se quiser fugir ao cliché do ananás ou do abacaxi, que são dulcíssimos e sumarentos. Há ilhas onde as goiabas crescem muito bem e são um must taste. Licores há para todos os gostos e feitios, refrigerante só há um que não me canso de recomendar (kima de maracujá, fecórse e se vos oferecerem como opção fanta de maracujá mandem-nos dar uma voltinha ao bilhar grande!). Desta vez provámos mais que um vinho do Pico e não nos arrependemos. Vinho de cheiro e angelica são obrigatórios! (Para quem fuma mámen diz que o "Além Mar" é um tabaco único. Eu dispenso.)



4-  Cumpra todos os clichés 


Está a ver aquele cliché que diz que nos Açores há as 4 estações no mesmo dia? Não é cliché! Leve roupa fresca que o tempo é sempre mais quente no que diz respeito à temperatura, mas a humidade no ar é manifestamente superior e é raro o dia em que não sejamos brindados com um pequeno aguaceiro. Sim, o tempo nos Açores é verdadeiramente quadripolar!
Quanto a clichés para visitar no Faial, recomendamos uma visita à Caldeira (linda, linda!) e não perca a visita ao vulcão dos Capelinhos com uma paisagem ímpar de cortar a respiração. Vá beber gin ao Peter's (à noite com a afluência dos marinheiros a coisa pode ter especificidades muito próprias), suba ao Monte da Guia, ao Monte Carneiro e à Ponta da Espalamaca, aprecie a praia de Porto Pim e as suas areias negra e deslumbre-se com um passeio pela Marina da Horta. Não se negue a nadar com golfinhos ou a ver baleias ou ainda a mergulhar com tubarões (recomendo as empresas Dive Azores, ou o próprio Peter's). O Faial vive-se, devagarinho como o tempo que passa devagar e intensamente como o amor que sempre perdurará em quem visitar estas ilhas.








5- Mas não deixe de arriscar entrar em novas portas

Nós adoramos encontrar novos sítios, ouvir dicas dos habitantes da ilha, entrarmos em portas entre-abertas e mal sinalizadas. Foi assim que descobrimos a "CASA"- um dos nossos novos spots preferidos nos Açores. A CASA é uma casa de chá, um bar, um terraço com esplanada, um jardim com esplanada, uma sala de concertos, enfim, é um espaço multi-usos charmoso e eclético, sempre surpreendente, onde fomos ao entardecer para beber um chá (e a carta de chás é imensa) e onde voltámos para uma refeição ligeira de tostas com pão da terra, queijo de cabra, mel e alecrim que nos ficará, durante muito tempo, na memória. 
E foi também assim, à descoberta, que nos maravilhámos com a fantástica nova igreja dos Flamengos, cuja fachada foi preservada e recuperada ao máximo e fundida numa nova igreja moderna e progressista numa obra de arquitectura fa-bu-lo-sa! Imperdível!








6- Passeie sem destino nem trajecto planeado, Alguma coisa irá acontecer. 


Nós alugámos um carro por um dia (40€ por 24h) e decidimos partir sem destino. Chegámos a Flamengos e vimos um arraial. Parámos e logo um aldeão nos informou: "Senhores, as sardinhas e o pão são por conta do Divino Espírito Santo".  Este povo é muito religioso e, no Grupo Central, logo após a Páscoa começam as festas em honra do Senhor Espírito Santo, onde as comunidades celebram as graças que Este lhes dá e honram a sua benção. Ali ao lado tocava a banda filarmónica (os açorianos têm uma tradição musical fortíssima), um senhor vendia galos e galinhas que os crentes ofertaram para o efeito, um conjunto de pessoas assava sardinhas, outro servia pratos das mesmas prontas com pão e uma mesa no meio da estrada convidava todos a juntarem-se e a partilharem aquela refeição improvisada. Assim fizemos e não abandonámos a festa sem antes entrarmos no pequeno império (capelas onde se guardam as coroas do Divino Espírito Santo) e mámen cumprir as tradições religiosas açorianas com a filha, o que sempre me comove muito. 
Ah, isso acontece só nos Flamengos? Não. Acontece em várias freguesias das diferentes ilhas e sem dia e horas marcados. É partir à descoberta e misturar-se com os habitantes das ilhas 






7- Aproveite a localização do Grupo Central

O Grupo Central, infelizmente, está pouco divulgado (sou suspeita, é o meu grupo preferido nas ilhas!). Mas, especialmente as ilhas do triângulo (Pico, Faial, S. Jorge), têm uma localização privilegiada. Se o tempo o permitir (e o tempo nem sempre o permite) e os horários dos barcos forem favoráveis aos planos de rota, as viagens de barco são uma mais-valia: em 3 horas conseguimos chegar a S. Jorge (com escala feita na Madalena- Pico) e numa hora e quinze minutos alcançamos o Pico. Aos fins-de-semana os horários permitem que se parta às sextas-feiras e se regresse aos domingos ao final da tarde. A viagem? Isso não vos posso garantir. Já vi várias vezes toninhas (golfinhos mais pequenos) a brincarem com as ondas que os nossos barcos fazem e a nadarem ali ao nosso lado, já vi o mar tão agitado que percebi porque existe um livro chamado "Mau tempo no canal" e a minha pobre mãe já quase que viu S. Jorge por um canudo, No Verão, regra geral, a coisa corre sempre bem. No resto do ano contem com uma divertida e surpreendente imprevisibilidade. 

8- Confie nos ilhéus.
Os açorianos são pessoas especiais. Regra geral bem dispostos e solícitos, fazem da sua hospitalidade bandeira. Os açorianos gostam de receber e abrem, literalmente, as portas das suas casas, a quem vem por bem. E eles conseguem perceber quem vem, realmente, por bem. Por isso, não desconfie se um açoriano convidar o seu filho para beijar uma coroa do Espírito Santo que tenha acabado de receber em sua casa, se lhe oferecer para lhe dar boleia de volta à cidade se o encontrar a regressar cansado depois de um trilho pedestre ou se reforçar a sua sandes com queijo extra por mera simpatia. Os açorianos são, na sua maioria, orgulhosos da sua naturalidade e os melhores guias turísticos das sua lhas, não se importando de desvendar segredos e spots que não vêm nos guias nem se negando a dois dedos de conversa em qualquer esplanada. Não há estranhos que não tenham potencial de se tornarem amigos para um açoriano. 
Um aviso, há duas coisas que irritam os açorianos: referirem-se ao continente como "Portugal", uma vez que pertencemos todos ao mesmo país e perguntarem a um açoriano que não micaelense porque carga de água ele não tem "sotaque açoriano". É que isso não existe, tá? (o que nós, aqui no continente, chamamos de "pronúncia dos Açores" é apenas o sotaque de uma ilha- S. Miguel. Para terem noção e a título de exemplo: no Faial fala-se de forma muito parecida com a que se fala em Coimbra).



9- Não compare as ilhas (todas são melhores que as restantes em alguma coisa)


As ilhas são todas tremendamente belas e tremendamente diferentes.
Cada ilha é única e especial, por isso, é uma parvoíce perguntarem a alguém que as conhece a todas qual é a mais bonita. Não há resposta para essa pergunta.
Se me perguntarem a mim direi que S. Miguel tem um equilíbrio perfeito entre a cidade e a natureza e uma beleza natural muito diversificada e toda ela de se tirar o fôlego, S. Jorge é a ilha mais "crua", a mais natural, a com menor intervenção humana, a mais apetecível para aventureiros e exploradores e tem o sítio mais bonito dos Açores (a Caldeira de Santo Cristo), o Pico é a mais imponente e rústica, a mais caseira e com cheiro a vinhas, a de beleza mais agreste, a Terceira tem as pessoas mais maravilhosas, festeiras, divertidas e o sentido de comunidade com que mais me identifico.
Ah, e o Faial, Pólo Norte? O Faial é a ilha onde mais me sinto em casa nos Açores, simultaneamente pequena e bela, arejada e luminosa, transpira azul por todos os poros. A Horta é uma pequena cidade cosmopolita e de charme, uma cidade boutique. O Faial é a ilha mais mimosa. 





Fomos em trabalho e aproveitámos para levar a nossa filha para visitar os avós. Queremos agradecer a Azores Airlines que patrocinou a minha viagem e a de mámen, ao abrigo da sua estratégia de responsabilidade social e sem a qual teria sido impossível a ASBIHP (associação com a qual colaboramos) realizar acções nas escolas de pessoas portadoras de deficiência no sentido de sensibilizar e informar as comunidades educativas com vista a uma real inclusão sócio-escolar destes cidadãos. Obrigada, Azores Airlines!

quinta-feira, 10 de março de 2016

PROGRAMA QUADRIPOLAR | Speed date com Coimbra

Já não ia a Coimbra com olhos de ver há muitos anos (demasiados). Ou tenho ido em trabalho em versão expresso ou fui num fim-de-semana era a Ana acabada de nascer para aproveitar uma estadia num Hotel maravilhoso e de lá não saí o tempo tempo a descansar e a ser mimada ou Coimbra era escala de estrada para outros destinos. 
Voltei no sábado, a pretexto de uma reunião com as Madrinhas a Norte da Bobadela do Bairro do Amor. Não vi todas as pessoas que queria (e queria muito rever a minha Joana, visitar a Catarina e a escola DNA, dar um beijo à Vera) mas, ainda assim, acho que tive  5 experiências bastante giras para uma visita express a Coimbra. 

A saber:

1- Tomar o pequeno-almoço na esplanada da cafetaria do Centro Interpretativo do Mosteiro de Santa a Clara-a-velha



Não era a minha primeira vez naquela esplanada e eu cá gosto de voltar aos sítios onde já fui feliz. 
A cafetaria do Centro de interpretação estava vazia das duas vezes em que a visitei e tem para mim, uma das melhores vistas da cidade. É ampla e simples, inspiradora e secreta, espaço de refúgio e de segredos. Reuni com a Marta enquanto nos deliciávamos com umas Clarinhas (doces típicos ma-ra-vi-lho-sos!) e o não demos pelo tempo passar.  Coimbra tem aquela coisa boa de ainda não estar engolida por turistas, de se ainda conservar muito para os coimbrenses, de ser virada para dentro sem deixar de abraçar quem vem de fora.
Se vivesse em Coimbra e precisasse de um sítio calmo e tranquilo para trabalhar fora de casa, da esplanada menos despretensiosa e, ainda assim, mais cool de todas, era sempre aqui que viria. 

2- Almoçar num restaurante típico de Coimbra

Não há sugestões melhores que as dos "nativos", pelo que, quando a Diva, excelsa leitora deste blog me disse que eu ia ser bem-servida no "Pancinhas" não hesitei um minuto e pus-me a caminho entre ruas e ruelas da cidade dos estudantes. 
O Pancinhas estava cheio, e não era cheio daquelas pessoas trendy e todsas fashion-coiso. Estava cheio de mesas com famílias inteiras o que, por si só, é preditor da qualidade da comida e da simpatia dos preços. Não nos enganámos: eis um verdadeiro restaurante bbb!
Pedi uma dose que daria para o meu almoço e jantar daquele sábado e do domingo seguinte. A vitela no forno estava no ponto, tenrinha e suculenta e a simpatia do dono do restaurante foi um bónus que já é difícil de encontrar nos restaurantes das cidades grandes. 
Fica na Rua da Figueira da Foz, 150, em Coimbra. 

3- Deambular na Feira sem Regras de Coimbra


Créditos Fotográficos: Coussier


Diz que acontece no primeiro sábado de cada mês  e fica ali no Parque Verde, contíguo ao Convento Velho de Santa Clara e Avenida Inês de Castro, ladeando pelo lado sul a Avenida João da Regras, de onde herdou o nome.
O conceito é simples: procura-se todas as quinquilharias de que nos queiramos ver livre ou artesanato que produzamos, monta-se a banca e vende-se sem grandes burocracias, legislações ou complicações. Quem quiser pode também, num estilo speaker's corner, chegar e fazer uma animação, cantar ao vivo, pintar, fazer performances circenses ou que lhe der na telha.
O acesso à feira é vedado a comerciantes profissionais. As actividades culturais, artísticas ou lúdicas podem eventualmente realizar-se nos jardins ou passeios imediatamente contíguos sem prejuízo da normal circulação de peões, desde que obtida licença prévia da Comissão de Acompanhamento da Feira, que cuidará das autorizações da(s) tutela(s) quando se revelarem necessárias.
Vale (quase) tudo e eu fiquei tão fã do conceito que estou "assiiiim" para fazer uma colecta de tralha gira e fazer uma venda que reverta a favor do Bairro do Amor!


4- Conhecer as Galerias

"As Galerias" (Galeria de Santa Clara) é um síto da moda em Coimbra: não há como fugir ao óbvio. Têm a  mesma vista que a esplanada da cafetaria do Centro de Interpretação mas de outro ângulo o que poderia não ser nada de novo para quem, na mesma manhã, tinha sido feliz ali a 90 graus.
Mas as Galerias valem o destaque pelo ambiente jovem e descontraído, pelas paredes carregadinhas de cor e arte, pela ousadia de terem criado um café que não é um café, uma galeria de arte que não é uma galeria de arte, um restaurante que não é um restaurante e um sítio que acaba por ser isso tudo com horta, jardim e tudo o que a imaginação permitir incluído.
Im-per-dível! (Mais informações aqui ).

5- Comer pastéis de tentúgal, queijadas de leite e pastéis de santa clara à beira Mondego



Enquanto esperávamos pelo comboio deliciámo-nos com as duas caixas de delícias que a Neuza nos oferecera há minutos quando nos deixara na estação e nos instruira: abram o porta-bagagem e tiremos bolos que comprei para vós! Trouxemos tudo: as nossas caixas e as que ela tinha comprado para o lanche dela e do Hugo. Veio tuuuudo! E enquanto esperávamos pelo comboio com a Rafaela, entre conversas e doses de açúcar em barda, acabámos o dia assim: felizes e adocicados, com vontade de não partir e de voltar em breve para mais tempo, mais lugares, mais sabores e mais amigos.

Coimbra tem mesmo encanto na hora da despedida!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

PROGRAMA QUADRIPOLAR | 5 spots a visitar este Verão em Cascais


Depois de uma longa travessia no deserto, Cascais começa a dar sinais de retoma, voltando ao charme a que sempre nos habituou, não abdicando de se afirmar como uma vila mas recuperando algum frenesim urbano de outros tempos (áureos),

Esta semana, por motivos de trabalho, tivemos que ficar por Lisboa e aventurámo-nos a explorar (com tempo e olhos de turista) a nossa própria terra. 

Estes são os 5 lugares que consideramos imperdíveis para visitar em Cascais este Verão:

segunda-feira, 27 de julho de 2015

PROGRAMA QUADRIPOLAR | 9 dicas e meia para um repasto de sushi perfeito*

1- Refeição de sushi SEMPRE aos dias de semana: sem necessidade de reserva, sem filas de espera, sem gente a atropelar-se para se servir, sem atrasos no serviço e sem uma barulheira desenfreada.


2- Fugir a sete pés da ideia de comer sushi em restaurantes chineses/asiáticos. Sushi bom come-se em restaurantes de... sushi! O peixe, para ser de qualidade, não é barato, pelo que , se deve desconfiar de restaurantes com sushi ao preço da uva mijona. A não ser que se queira comer sushi de delícias do mar e sashimi de potas.
Há imensos restaurantes de sushi bons em Lisboa (todos com preços a rondar os 35/40€ pp) mas o melhor restaurante buffet de Lisboa é o ARIGATO na categoria de BBB (bom, bonito e barato), tendo e conta a qualidade e frescura do peixe e a precisão do seu corte, a variedade oferecida, a rapidez com que o pessoal substitui as travessas vazias, a simpatia dos empregados e, claro, o preço. Encontrar um sitio que conjugue preço e qualidade não é fácil. Procurem bem. E quando encontrarem mantenham-se fiéis.

3- Se levar crianças é aconselhável levar material didático para as entreter sob pena de se proporcionar luta de rolinhos de arroz pela mesa e pauzinhos a servirem de baquetas de bateria a tocarem na mesa. 


4- Ainda neste tema, recomenda-se a escolha de restaurantes com opções cozinhadas como hot rolls e rolinhos com salmão grelhado para crianças mais conservadoras e que não alinhem no sushi tradicional, como é o caso da Ana que sem ser as versões cozinhadas, só alinhou num rolinho de suhi. Adivinham qual?



5- Lembrem-se que antes de provarmos sushi todos torcíamos o nariz à ideia de comer peixe cru. É importante ir sempre de mente aberta a novas sugestões porque, na maioria das vezes, as surpresas, mesmo que com ingredientes imprevisíveis, são sempre muuuito positivas!



6- A qualidade de um restaurante de sushi mede-se sempre pela frescura do seu sashimi. 



7- Frio ou quente, sushi combina sempre com chá. 


8- Não se guardem para as sobremesas. Regra geral os restaurantes de sushi não são os sítios mais indicados para os amantes de doces.

9- Se puderem escolher a hora de degustação, guardem o sushi para o jantar...

9 e 1/2- ... diz que o wasabi e o gengibre têm propriedades afrodisíacas! ;)




* Post em parceria com o restaurante ARIGATO, de onde são aliás, todas as fotografias  (e, de repente, toda uma carreira blogosférica faz sentido quando recebes um convite para fazeres uma review do teu restaurante de sushi preferido. Obrigada, ARIGATO!)



Ir jantar ao restaurante japonês mais BBB de Lisboa

Quem? Arigato
Onde? Centro Comercial Campo Pequeno, Loja 605, 1000-082 Lisboa
Contacto: Pelo telefone 21 795 06 73
Saber mais? https://www.facebook.com/ArigatoSushihouse

sexta-feira, 22 de maio de 2015

PROGRAMA QUADRIPOLAR | Ô HOTEL & RESORTS

No último fim-de-semana fomos muito felizes

Quando o Ô Hotels & Resorts nos convidou para um fim-de-semana "aventura" torci o nariz. Eu não sou uma mãe radical e mámen também nem por isso. Por outro lado, custa-me sempre o compromisso subjacente de ter que ser simpática com as marcas ou os sítios que me dirigem convites caso não goste dos respectivos produtos ou serviços. Aquela coisa de educação: dizer que se gostou muito quando se achou uma seca ou dizer que foi maravilhoso quando nem por isso, não é para mim. Disse isso logo ali, de manhã, à Vanessa e à Bianca que me endereçaram o convite. Expliquei-lhes também que este blog (e esta família) não são inspiradores nem aspiracionais. Somos reais, o blog é um blog de identificação para muita gente sem glamour nenhum como nós e a nossa família não é família capa de revista. Insistiram que nos queriam proporcionar a experiência e saber, genuinamente, a nossa mais sincera opinião. E eu pensei "caraças, ou não conhecem a minha tão crua franqueza ou são mesmo valentes..."
E confirma-se: são mesmo valentes! Aqui vão as 10 grandes dicas para quem quer passar férias em família num sítio espectacular em BBB (bom bonito e barato):
1- O Ô Hotel & Resorts, mais conhecido na região como Hotel Golf Mar, fica a 50 Km de Lisboa. É por esse nome que devem perguntar aos transeuntes no Vimeiro para não correrem o risco de irem parar ao cu de Judas no meio de nenhures. Entrámos numa terriola lá perto e- perdidos- tivemos o seguinte diálogo, num café à berma da estrada:
Eu- "Olhe desculpe sabe-nos dizer onde fica o Ô Hotel?"
Senhor do café-" Desculpem?"
Eu- "Errr, o Golf?"
Senhor do café- "Só um bocadinho que vou ver se ele ainda cá está"
Senhor do café aos groitos para o cozinheiro- "O Golf ainda está por aí?"
Senhor da cozinha aos gritos para o senhor do café- "Não, pá, já saiu!"
Senhor do café para mim- "Já agora podia-me dizer porque está à procura do Golf"
Eu- "Para lá ir dormir?"
Senhor do café- "Com o Golf?"
Mámen a olhar muito sério para mim- "Com quem? Dormires com quem?"
Eu- "Queremos saber do hotel perto do golf, o Hotel Golf Mar, está a ver?"
Senhor do café- "Ah, credo, já não estava a perceber nada! É que nós temos um colega a quem chamamos golf, sabe? Estava-me já aqui a meter num caladinho que ele é casado..."
Parecia um sketch do Little Britain, juro.
2- Não se deixem enganar quando virem que é um hotel de 3 estrelas porque o serviço, o conforto, a oferta de pequeno-almoço e das outras refeições, o spa, as piscinas, a vista e os parceiros são 5 estrelas e meia. Este hotel é a nossa cara por ser BBB: é bom, é bonito e é barato. E como sabem eu sou pelintra, pelo que, quando digo que a relação qualidade-preço é tão boa que até o pobre desconfia vão por mim: vale mesmo a pena.
3- É um hotel que mais parece uma casa e que estamos entre família. Depois de três dias já a sabíamos que as gémeas que nos serviam no restaurante se chamavam Ana e Susana e elas já sabiam que nós gostamos de rosé fresquinho (e a quem a Ana cantou os parabéns porque acha que sempre que há velas numa sala é porque alguém faz anos e desta vez lembrou-se que a Susana era a aniversariante, coitada da senhora!), que a menina do spa tinha tirado termalismo nas Caldas da Rainha e que tinha estagiado no também maravilhoso Grande Hotel das Caldas das Felgueiras e ela já sabia que eu gosto de massagens com força no lombo, que o Abílio do Clube Aventura tem uma pronúncia que denuncia que nasceu em Ponte de Lima e que ele conhece a terra dos meus avós e que o Clube Aventura é o quarto dos brinquedos ao ar livre para os miúdos que ali se hospedam com duas amigas de brincadeira maravilhosas: a Cármen e a querida Francisca, que a Ana queria trazer para casa à laia de recuerdo. Nós tivemos ainda um bónus: encontrámos o padre que nos casou e do qual mámen é amigo depois de alguns anos desencontrados e foi um encontro tão mas tão feliz com o padre Cruz que, nem que fosse só por isso, já tinha valido a pena. O que prova que se o Cruz escolhe aquele hotel para os seus retiros espirituais então o hotel só pode mesmo ser top.
4- A vista do mar é inspiradora e propícia à prática da procriação. O hotel fica numa falésia mesmo em cima da praia de Porto Novo, muito pertinho de Santa Cruz. À noite ouve-se o mar e de manhã a luz sobre o mar é inspiradora. A Ana olhou pela varanda assim que acordou e lançou um poético "Olha mãe, as ondas estão a chegar!" Tendo em conta a quantidade de bacoradas que a minha filha diz por minuto só se pode acreditar que o hotel inspira mesmo. Até os mais incautos.

5- A comida é brutal. Pronto, como sabeis "este corpinho de sereia" não se alimenta de coisas detox e sumos light. Eu gosto de comer. E de comer coisas boas. E apesar de adorar os pequenos almoços de hotel genericamente, na verdade as refeições costumam ser coisas muito mixurucas e gourmet- nhecas. Aqui foi tudo bom: o pão de alfarroba receita do próprio hotel devia ser patenteado, a ideia de ter uma pessoa só encarregue de fazer crepes ao pequeno-almoço deveria ser massificada e o bacalhau com broa que comi no almoço de domingo foi, provavelmente, das melhores coisas que já comi na vida. Escusado será falar nas sobremesas. A tarte de frutos silvestres era divinal, a mousse caseira era fabulosa e a Ana- que nem é fã de doces- provou os morangos com chantilly e disse que era "neve com açúcar" (cit.). A última vez que bati chantilly cá em casa a Ana cuspiu-se toda de enjoada. É para verem... Agora à laia de intriguistas: vimos o padre servir-se de sobremesa 4 vezes. Repito: quatro. E se alguém deste calibre arrisca desta forma no pecado da gula, caraças, então é porque tem mesmo que valer a pena.
5- Tem piscinas para todos os gostos. A piscina interior é espectaular, enooooorme e quentinha. A exterior é fantástica, imeeeeensa e geladinha. Único problema: as toucas que lá se vendem são super apertadinhas e fazem-nos parecer ter cabeça de anti-conceptivo masculino e dão-nos um ar de tonhós: tragam as vossas de casa!
6- A praia é a 50 metros. E há uma praia mais concorrida mesmo do lado esquerdo e uma de acesso difícil e mais deserta e maravilhosa do lado direito (desculpa, Sofia, tenho mesmo que revelar o segredo da tua praia!). O areal está limpo, o acesso à praia é bom e dá para pessoas com mobilidade condicionada mas a água é geladíssima. Botei um dedinho do pé e ia morrendo. No dia seguinte, logo pela matina, fui à varanda e vi novamente o padre a tomar um banho de nascer do dia nas águas. Acho que foi a sua penitência para a gula da véspera... ;)
7- Tem spa. Tem uma massagista querida que me identificou contusões várias e não sei como não desatou a correr assim que viu as minhas costas. e que me fez feliz durante uma hora. Tem ginásio para quem gosta de ginásio (passo essa parte). E tem um club de surf com aulas para família e uma dinâmica muito gira para quem é dessas coisas. Tem, portanto, um manancial de actividades que não nos convidam a sair do perímetro do hotel que se torna, assim, bastante completo e familiar.
8- Tem a coisa mais maravilhosa de todas: o Vimeiro Clube Aventura que organiza actividades para toda a família: escalada e rapel, paintball e slide para os mais afoitos (nós não, pois está claro); passeios de bicicleta (e, sim, ainda não me esqueci de andar e soube-me mesmo bem, apesar da solidão já que mámen não sabe biciclar yô o meu marido não é fã de bicicletas); passeios de canoa pela lagoa de Óbidos, tiro com arco, birdwatching e - o auge para a Ana- um espaço fun kids. E foi bonito de ver a Ana descalça na relva a jogar à bola, a saltar ao trampolim, a escorregar nos insufláveis, a roer maçãs, a encostar-se ao colo da Francisca (a melhor monitora do Mundo) sem a conhecer mas com a intuição de quem se pode confiar enquanto via um passarinho bebé que caira do ninho (e de quem, mais tarde e já em casa, com a sensibilidade que é genética, se lembrou que deveria ter trazido consigo para... o comer!), a fazer desenhos, a pintar, a rebolar na relva, a sujar-se e a dar gargalhadas. Já se sabe que quem meus filhos faz feliz minha alma adoça e o Clube Aventura- com a Carmen, a Francisca e o Abílio- veio no nosso coração (faremos aí uma festa de aniversário da Ana: é uma promessa!).
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9- Beba-se água da torneira ou da garrafa há uma garantia gourmet: bebe-se sempre água do Vimeiro. E que bem que sabe, caramba!
10- Porque assim que chegarem, aconteça o que acontecer, serão acolhidos na recepção pela Cristina Ferreira. A própria. E mais não digo.
Obrigada, Ô Hotel Golf Mar e Vimeiro Clube Aventura! Adorámos.
Voltaremos nas férias. Já sem convite. A pagar. E essa é a prova mais que justa de que gostámos mesmo. E voltaremos para a renovação dos votos no próximo ano: promessa feita ao padre Cruz! Que , afinal de contas, mais do que qualquer blogger que possa dizer coisas fixes acerca de vós e sem receber nada para além de uma mesa de sobremesa apetitosa, é, afinal o vosso mais confiável embaixador!
Afinal, têm mesmo razão para serem valentes!




Passar um fim-de-semana inteirinho sem sair das imediações do hotel e sem se aborrecer


Quem? Ô Hotel & Resorts- Hotel Golf & Mar
Onde? Praia de Porto Novo, Maceira
Contacto: Pelo telefone +351 261 980 800
Saber mais? http://www.ohotelsandresorts.com/

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

PROGRAMA QUADRIPOLAR | AVEIRO

10 passos para viver Aveiro num fim-de-semana de Inverno


1- Dormir num barco-casa na ria de Aveiro (fomos servir de cobaias ao conceito. Em breve traremos novidades)


2- Comer tripas de ovos moles e bolachas americanas na Costa Nova


3- Respirar a maresia da praia da Vagueira, correr na areia e beber um chocolate quente no Casablanca




 4- Brincar às casinhas de bonecas na Costa Nova




5- Apanhar cogumelos (com quem o sabe fazer) no caminho para Vagos



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