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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

E por falar em fails religiosos

Uma pessoa reencontra o "homem da sua vida" da adolescência. 
Uma pessoa fica entusiasmada porque coiso, uma pessoa está casada mas não está morta. 
Uma pessoa começa a tagarelar e a pôr a conversa de mil anos em dia. 
Uma pessoa acha que a conversa continua genial e fluída e sente-se com 17 anos outra vez. 
Uma pessoa interrompe os seus pensamentos porque o ex-homem da sua vida tem mesmo pena de interromper a conversa mas é segunda feira e é o dia em que tem agendado o seu curso. 


De estudos bíblicos. 


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quinta-feira, 28 de março de 2019

Acho que não ficou "happy".

Tenho uma amiga que teve um amigo colorido que escrevia bem para xuxu e que por isso encanitou a minha amiga. 

O ex- amigo colorido da minha amiga comentou o status da zippy a sugerir boicote à marca.

O ex-amigo colorido da minha amiga contesta que o título dado à coleção (happy) sugere homossexualidade às criancinhas.

 A minha amiga e o ex-amigo colorido começam a discutir em privado no MSN sobre esse tema.

Chega-se o mais baixo possível na discussão com o argumento final “tiveste razão de queixa?”

Finalmente a minha amiga desabafa que ”já que tocas no assunto a circuncisão foi muito mal feita ".

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Memória das minhas "putas" tristes # 4

A vida encarrega-se de me lembrar, volta e não volta, a sorte que tenho por ter encontrado mámen. Sempre que há uma briga, um arrufo, uma discussão ou, invariavelmente, ele acaba a conversa a fazer-me rir e estraga o momento de tensão com meia dúzia de caretas e expressões indecifráveis em açoriano ou a vida encarrega-se de me pôr os pés no chão e chamar-me à razão.
Foi assim ontem: vi uma fotografia no facebook de um gatinho persa abandonado e lembrei-me que queria adopá-lo. Esqueci-me de um pequeno detalhe: mámen estava a dormir e não o consultei.
Hoje de manhã lancei-lhe a pergunta com uma estratégia igual à que usava com a minha mãe:
"- Vais buscar logo a Ana?"
-"Sim"
- "Levas a mala dela contigo?"
-"Sim"
- "Lembras-te de onde combinámos ir jantar com os nossos amigos à noite?"
- Sim
-"Podemos adoptar um gatinho?"
-"Si...Espera lá, matreira, que estava no embalo e já te ia dizer que sim!"
Disse que não e eu fiquei amuada. Danada. Amarrei a burra.
Cheguei aqui ao trabalho e abri o facebook. Um pedido de amizade novo e revirei os olhos. Não aceito pedidos de amizade de ninguém, todos os meus amigos já estão no meu facebook, não quero cá conhecidos, gente que encontro no café nem os pais dos colegas da natação da Ana .  Mas a vida- irónica- lembrou-se de fazer com que o Nuno me encontrasse.
O Nuno* foi o meu primeiro namorado, o rapaz a quem eu dei o meu primeiro beijo nas dunas da praia da Vagueira. Lembro-me tim-tim por tim-tim de todos os traços fisionómicos do Nuno: as sardas, os óculos, o cabelo escuro. Como teria envelhecido? Como se teria adultizado o meu Nuno, paixão de colónia de férias perdida há 20 anos.
Confesso que fiquei nervoso quando carreguei no link do Nuno para aceitar o convite para o adicionar. Agora percebo que era uma premonição do meu inconsciente.
Está igual o Nuno a quando tinha 14 anos e isso não é bom quando se tem... 35. O mesmo ar imberbe, adolescente seboso, cara de Adrian Mole, t-shirt de uma marca de cerveja na fotografia de capa, cabelo sem corte, o mesmo modelo de óculos, semblante bucólico de quem não espera muito mais da vida do que aprender a tocar na viola os acordes do "Don't you Cry" dos Guns.
Na fotografia de capa: um caniche nhonhó, o que é capaz de dizer muito sobre o Nuno actual, se eu fosse de fazer análises projectivas de perfil de facebook.

Que por acaso até faço. 
Então uma pessoa guarda uma memória romântica e doce de um primeiro namorado e depois é isto? Só desgostos? Ar de totó sentadinho num banco com um canito de pilhas a tira-colo? É que nem sequer é um cão a sério, um Pastor Alemão, um Labrador, um Galgo.

É um caniche, caramba! Ainda por cima anão.
De repente a história do gato persa, o arrufo, o amuo deixaram de fazer sentido. O meu primeiro namorado tinha como fotografia de perfil um caniche anão o que prova, mais uma vez, que a paixão na era A.M. (antes de mámen) não era cega: era autista.
Olha se eu fosse daquelas pessoas que casa com os namorados do liceu, para o que eu estaria guardada agora, han?
Ok, (desta vez) ficamos sem gato. 


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Do que me livrei...

O meu ex-namorado, viu no meu facebook que estive no Algarve, e comentou a fotografia que o atesta perguntando-me se fui para o sul em trabalho ou em laser.

Fui em laser.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Querida actual namorada do meu ex:

Não sei como te hei-de dizer isto: tu comentas uma vez o meu blog e eu não aprovo o comentário. Comentas segunda, terceira. Eu continuo a não aprovar. Penso que te tocaste. Não. Escreves um post no teu blog a lamentares-te que eu nunca aprovo os teus comentários mas que continuas a gostar do meu blog, que é catita, que torna os teus dias melhores. Que te identificas comigo (!!!).
Querida actual namorada do meu ex, nada contra ti, juro, admiração profunda e real por aturares esse estupor, até poderia interagir contigo, aprovar os teus comentários que até são inocentes (acho mesmo que não sabes que eu sou eu), poderia até responder-te, poderíamos- quiçá?-  ser amigas, partilhar piadas de mau gosto, humor auto-depreciativo, histórias. Tu até me pareces uma miúda fixe, a sério. Mas acho que a nossa quota de partilha esgotou-se. 
Um pénis partilhado é suficiente, boa?



Uma dica- Pergunta-lhe ao jantar se ele lê o blog da Pólo Norte. Se ele se engasgar, praguejar muito, pedir uma amêndoa amarga e lhe apetecer ver um joguinho de futebol americano, sim, é a ti que este post se dirige. Um grande bem-haja!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Memórias das minhas putas tristes # 4

(Mãe ao telefone...)

Mãe (com visível entusiasmo)- Não vais acreditar! Acho que o novo segurança aqui do trabalho foi teu namorado...

Pólo Norte (com uma expressão de "me-do" mas fingindo desinteresse)- Hum, ah sim?

Mãe- Sim, o rapaz do Alentejo, sabes?

Pólo Norte  A sério? O Márcio?

Mãe- Não, pá!

Pólo Norte- O André?

Mãe (preocupada)- Não...

Pólo Norte- O Nuno?

Mãe- Pólo, o  Xavier...

Pólo Norte- Ah, o Tira-Picos...

Mãe (entre-dentes)- Se eram picos? Com tantos namorados eram de certeza...
                                 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Memória das minhas "putas" tristes # 3

Todas as mulheres pressentem-no. O ponto "f" dos homens. Ainda que estejamos extremamente atraídas, embeiçadas ou, pior até, já apaixonadas há sempre um segundinho de alerta que teimamos em desprezar mas que está lá. Não se consegue escapar à intuição.
A minha amiga Maria já teve um namorado que era professor e não tinha um único livro em casa. A Vanessa teve um que só conseguia pinar em sítios públicos e quando estavam num sítio privado "brochava".
No meu caso ele era da Falagueira. Perguntam-me vocês: "Onde raio é a Falagueira?" Falagueira. Damaia. Amadora.
Oh, o João. O primeiro João da minha vida. O João do sinal sexy em cima do lábio, o João que me comprava Pinta-Línguas e me oferecia, o João da colónia de férias na praia da Gala, o João com quem dancei o primeiro slow, o João do "Sleeping in  my car" dos Roxette, embora com 14 anos não tivéssemos carro e tudo o que não nos apetecia era dormir.
Mamãe interveio. "Sugadita com as hormonas, miúda, não vês que o miúdo não é boa rés?" O drama, o horror, a tragédia. O meu João dos pólos às riscas das Amarras, o meu João que repetia pela 3ª vez o 5º ano porque chumbava sempre por faltas, o meu João que beijava com a língua tão macia, o meu João que traficava droga com 14 anos..."Tu és uma velhaca, mãe! O João não é cá desses! Odeio-te!!!"
Ficou um amargo de boca. Finda a colónia de férias, Cascais ficava a uma eternidade da Falagueira. Mãe não me passava as chamadas que o João me fazia da cabine telefónica e na casa do João não havia telefone fixo. O João dava muitos erros e não gostava de escrever cartas. E ficou a nostalgia do João, nome que cada vez que era pronunciado provocava na minha progenitora um ataque de nervos.
O alerta do factor "f" deu-se anos depois. Trabalhava eu no Estabelecimento Prisional de Lisboa. Seguia num corredor do "pavilhão da metadona" e oiço um: "Pólooooooooooooooooooooo!".  Pólo em sobressalto, olha para o polícia que lhe fazia sombra e pensa "Porra, eu sou o Zé dos Plásticos e conheço toda a gente, mas... até aqui na prisão? Oh Deus, quem é aquele?"
O João aproximou-se. O mesmo sinal nos lábios, agora com cicatrizes. E quando se virou para mim, com um ar muito despachado e admirado e me perguntou com os melhores modos "O que caralho fazes aqui?", eu retorqui: "Olha que porra, isso pergunto-te eu, tu é que estás preso, caramba!". O João revirou os olhos com aquele ar de "dahhhh!" e respondeu um- para ele- óbvio "Dahhh, tráfico de droga!". Continuou a olhar para mim à espera da minha resposta. Revirei os olhos com a mesma atitude e respondi no mesmo tom" Dahhhhh, psicologia!".
Confirma-se, mais uma vez,  que, no meu caso, a paixão não é cega. É autista.
E que as mães, às vezes, acabam por ter razão. Mesmo a minha.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Memória das minhas "putas" tristes #2

Todas as mulheres pressentem-no. O ponto "f" dos homens. Ainda que estejamos extremamente atraídas, embeiçadas ou, pior até, já apaixonadas há sempre um segundinho de alerta que teimamos em desprezar mas que está lá. Não se consegue escapar à intuição.
A minha amiga Joana tinha um gajo que uivava na cama. Assim: "auuuuuuuuuuuuuuuu". A Cátia diz que teve um namorado que conduzia com os joelhos, como o Toy. Cada qual com a sua cruz, enfim.
No meu caso- oh, meu Deus, e eu fui como os marinheiros- ele era do Algarve. "Do Algarve nem bons ventos nem bons casamentos"- já me dizia a minha avó minhota. "Algarvio, cagalhão esguio"- dizia-me a minha madrinha, também ela algarvia, e avessa aos homens da sua terra. E, claro, a já célebre "Os Algarvios comem na gaveta". E eu ligava lá aos ditados populares?!
Conheci o rapaz no Big One numas famigeradas férias de Verão da minha adolescência. Era nadador salvador e está visto que o meu discernimento andava afectado por muitas "Marés Vivas" vistas a fio. Tinha uns olhos lindos de morrer e... ouvia Allanis Morissette. Tinha um sorriso lindo e perfilado e uma unhaca mais comprida no dedo mindinho direito. Dizia que era para abrir latas melhor...E o fiozito de ouro com mega crucifixo ao peito? No comments.Já para não falar na generosidade e hospitalidade da minha sogra da altura que cada vez que me recebia em sua casa me oferecia" Queres um copinho de água, filha?". E água del cano me servia e não digas que vais daqui.
Namorámos dois anos. Dois anos da minha vida naquilo. Mas eu insistia: ele "é tãooooo lindo! E tem um corpo tããããõ bonito! E gosta taaanto de mim".
O alerta do factor "f" deu-se no dia em que pinámos pela primeira vez. O homem roncava enquanto praticávamos o sexo louco e desenfreado e, como tinha ascendência emigro-francesa, deu-lhe para elogiar a minha prestação sexual com um "potent". Ora, eu percebo tanto de francês como de dançar a polka e sou dura de ouvido pelo que ouvi um "puta". O caldo ficou entornado.
Há coisas que nem uns olhos verdes e um pack-seis abdominal compensam. E quando, passados uns anos, com ele já semi-careca,  nos reencontrámos e ele me confidenciou o nome do primogénito percebi que éramos tão compatíveis como sushi com coiratos. Enzo Berardo, chama-se assim a criatura de Deus.
Confirma-se, mais uma vez,  que, no meu caso, a paixão não é cega. É autista.
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