domingo, 10 de junho de 2012

A praça virou mercado (post regionalista)

"Diga-se, desde já, que serei «velho do Restelo», «bota-de-elástico». Aceito os apodos e espero ter oportunidade de me demonstrarem que errei.
            E explico: o mercado saloio vive da espontaneidade, da vizinhança, das vendedeiras e vendedores que, há anos, se conhecem pelo nome, sem necessidade de uniformizantes placas identificativas como nos supermercados (onde os contratos a prazo mudam os empregados como quem muda de camisa…); sem necessidade de etiquetas nos produtos; todos vestidos à saloia, sem necessidade de uniformes – e lembrei-me logo das estátuas funerárias perfiladas, todas iguais e uniformizadas que se mostram no Buddha Eden, ali na Quinta dos Loridos (Carvalhal), Deus me perdoe!...
            Fui à apresentação, e, portanto, não partilho da euforia oficialmente veiculada. Cheguei atrasado à sessão. Vi, porém, a passadeira vermelha para os VIPs (será que fecharam a outra entrada nascente, bem adequada para o efeito?), passadeira bordejada de velas tremeluzindo (a recordar que estávamos em noite de Senhora de Fátima ou em cerimonial de Iemanjá, seria?), guardada por duas meninas das Relações Públicas e, por perto, dois guarda-costas. É a primeira vez que vejo guarda-costas em iniciativas da Câmara; deve ser moda ou a Polícia Municipal estaria noutras funções. Uma multidão acotovelava-se, dizia impropérios contra a organização, porque alguém estava a tocar, mas não se via nada e, na torre, insistentemente, constantemente, repetidamente, passavam as imagens do que iria ser o novo visual do mercado. Lembro-me da etiqueta duma Carolina, toda contente… E havia dois holofotes a bailar na entrada, como naquelas festas dos clubes nocturnos. A gente punha-se em bicos de pés. Se calhar, os músicos estavam lá adiante, em frente dos felizardos (uns 200?) que tinham conseguido cadeiras. A multidão acotovelava-se, «com licença»... E veio alguém dizer que uma garrafinha de água, por ordem da Câmara, custava um euro e meio, e uma bica um euro, também por ordem da Câmara, que mandara afixar os preços, para ser tudo igual. Fôramos pela Carminho. A noite de 12 de Maio estava uma delícia de temperatura e de amenidade. Mesmo de encomenda para fados numa voz vibrante e jovem e far-se-ia silêncio quando ela começasse. Demorou a começar e muita gente abalou antes, rogando pragas à organização, decerto inexperiente nestas andanças (opinava-se). Quando sentimos que Carminho iria entrar em palco (eu digo ‘palco’, mas não cheguei a ver se havia, pois cá de traz não se enxergava nada!), todos pensámos: agora a publicidade à nova imagem desaparece e as câmaras põem-se diante da fadista e nós, cá ao fundo, e os que estão lá fora vêem a menina projectada na torre, ouvem-na melhor e… «silêncio que se vai cantar o fado!»… Nada disso! No mesmo ritmo frenético, as imagens continuaram; havia tentativas de se ver se Carminho vinha de preto ou de vermelho; as vozes de indignação impediam uma audição perfeita e estou convicto de que, apesar de se ter declarado muito contente por estar ali a actuar, Carminho gostaria de ter tido um público mais atento e silencioso. O Sr. Presidente ainda veio até à porta, antes do fado, e os circunstantes aproveitaram para lhe dizer do seu descontentamento, falarem da pirosice da passadeira vermelha e das velinhas, da falta de visão de quem terá sido pago para organizar o ‘evento’. Todos nos interrogávamos como era possível isto estar a passar-se em Cascais…
            Carminho quase nos ia apaziguando, no final, cantando para além de uma hora, na voz doce e profunda que muito lhe admiramos. E esperamos que volte, noutro cenário."

Faço minhas as palavras do meu ilustre amigo José D'Encarnação no seu "Notas e Comentários"

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Gravidezes new-age- elas existem!

Uma das coisas giras de se estar grávida é que, mesmo que tenhas cara de mula como eu tenho, de repente toda a gente passa a olhar para ti de forma ternurenta e delicada, a dirigir-te palavras de simpatia, a meter conversa contigo por dá cá aquela palha e- medo!- quem sabe a querer ser tua amiga. Já não sentia isto desde os Verões da minha infância quando ia à praia e tinha as forminhas mais giras para se fazer castelos de areia ou quando na puberdade participei num programa de televisão e as câmaras foram filmar-me à escola. Toooda a gente queria ser minha amiga, caramba!
Ontem estava sentada numa esplanada a fim da tarde e a senhora sentada na mesa do lado meteu conversa comigo. Com o pretexto habitual: a gravidez.
Primeira pergunta assim logo de chofre: "Vai contratar uma doula?"
Uma quê? Diz que uma doula é coisa chique, um retorno às origens, uma figura de suporte emocional e que ajuda na preparação para o parto. "Ah, uma parteira?!"- perguntei eu. Respondeu-me logo que não, que as doulas não fazem procedimentos médicos, que ajudam durante a gravidez com apoio e informação e no parto e pós-parto com suporte emocional. "Ah, eu tenho a minha mãe e a minha tia, não obrigada!"
A senhora deveria ter uma missão parecida com as Testemunhas de Jeová mas no que concerne à propagação das filosofias new-age para grávidas. Continuou.
"Ah, e o parto? Já ponderou fazê-lo em casa?". Gargalhada de mámen: "Minha senhora, corríamos a risco de eu ter uma paragem cardíaca e, ainda por cima, da vizinha de baixo chamar a GNR se passasse da meia-noite, que já não é hora para se fazer chinfrim. Sabe, ainda que lhe passassem essas ideias pela cabeça ela não poderia pois está a ter uma gravidez de alto risco."
"Ah, coitada!"- continuou. "Mas isso não a vai impedir de ter parto natural, pois não?". Já a perder a paciência, respondi-lhe que sim, que impediria e que estava de cesariana marcada. "Oh que pena, sabe, não é a mesma coisa: parir é dor. Os antigos é que sabiam, era tudo a natural e assim é que deveria continuar a ser". E suspirou.
 A esta altura eu já estava com as narinas dilatadas e como o destino é um cabrão, a mulher entorna o café em cima da camisa de seda.
"Ah, que maçada! Vou ter que pôr a camisa na lavandaria, bolas!"- queixou-se, enquanto limpava a nódoa com um paninho com água quente que tinha pedido à empregada.
"Na lavandaria?"- perguntei-lhe eu, com ar escandalizado. "Então não tem um tanque onde possa lavar com sabão azul e branco a camisa, à mão?"
"Um tanque? À mão? Onde é que já se viu isso nos dias de correm?"- respondeu-me, com espanto.
"Tss, tsss. Que pena! Sabe, os antigos é que sabiam..."

Afinal ainda sou mula. E aposto que aquela não volta a querer ser amiga de mais nenhuma grávida.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Eu chamo-lhe o "Grande Baby-Shower Blogosférico"

Mámen chama-lhe "Pareces o Fernando Mendes da Blogosfera". Invejoso...

Os brioches maravilhosos que a Gata Escaldada me dava todos os dias quando me hospedou no Benelux e de que eu tinha saudades


A Ana Melo mandou-me Pips de Maçã da  ilha Terceira! Para a baby bear começar já a perceber o que é bom...

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar # 13

Mámen em treinos

Agora há pouco deixou-me à porta da casa da minha mãe e saiu-se com um:

"Porta-te bem, não batas nos outros meninos!"

Perante o meu olhar fulminante, acrescentou:

"O que é que queres? Tenho que treinar, pá..."

terça-feira, 5 de junho de 2012

O Mundo divide-se entre... # 70

... as pessoas que dizem pastéis de bacalhau e as que dizem bolinhos de bacalhau.

Os meus leitores podem não ser melhores que os vossos mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar! # 4

Sabes que andas demasiadamente envolvida na vida da Pólo...‏

... ... quando estás a trabalhar matérias sérias para o doutoramento e dás de caras com o primeiro autor de um artigo e ficas a rir feita tolinha.



Beijo"

Da Clara via e-mail

A PROVAR| Gastronomia açoriana

Há que esclarecer que aqueles três belíssimos exemplares ali de baixo se chamam "bolos de véspera". Comem-se durante as festas do Espírito Santo com manteiguinha e um chá Gorreana e são uma iguaria de se revirar os olhos!
Na minha opinião os Açores têm, a par do meu Minho, o melhor pão do Mundo: já aqui vos mostrei a inigualável massa sovada (que assim se chama por ser sovada, isto é, levar uma sova quando é amassada) e quem não conhece os famosos bolos lêvedos?! Há também um pão de milho baixinho e fabuloso cuja imagem não encontro na net mas que é de comer e chorar por mais!
O marisco dos Açores faz-me salivar tanto como a oportunidade de dar uma belinha à Margarida Rebelo Pinto: as cracas são um pecado, as cavacas metem qualquer lagosta a um canto, as ameijoas de Santo Cristo são indescritíveis e, aqui me confesso, tenho um quase-orgasmo de cada vez que vou  comer lapas grelhadas para a fajã ao entardecer!
Mas há um segredo da cozinha açoriana que vou aqui desvendar: a pimenta da terra. A pimenta da terra pode confundir-se com massa de pimentão mas não tem nada que ver! Cá em casa nunca faltam frascos de pimenta da terra e tudo (repito: tudo mesmo!) se tempera com aquilo. Sem necessidade de se usar qualquer outro condimento. A melhor invenção de todos os tempos!
O queijo não é preciso falar, pois não? Cá em casa, por razões óbvios, o queijo ilha é o favorito. No entanto, quando vamos a S. Jorge preferimos o queijo que só circula para consumo interno por não obedecer às normas xpto da certificação: é mais picante e ainda mais delicioso! O melhor é mesmo o queijo do Topo e eu tenho a convicção que é porque as vacas nadam desde a ponta do Topo até ao ilhéu e o leite fica salgadinho da água do mar. True story!
De resto todos os queijos são bons: o Terra Nostra, o do Pico e o da Graciosa. E queijo pede quê para acompanhar? Pede vinho Terra de Lava, pede Angelica e pede Vinho de Cheiro. E pede qualquer um dos licores que por lá faz-se licores de tudo. Literalmente.
Para quem não gosta de bebidas alcóolicas há o chá Gorreana (novo slogan: "Chá Gorreana: gosta e a Pólo e gosta a Ana"), o Pips de maçã (não, não é igual a qualquer sumo de maçã, não me venham com histórias!) e, claro, a jóia da coroa:

Obrigada Corisca Ruim!


Depois deste post pergunto: "Quando mas quando, Senhor Espírito Santo e Senhor Santo Cristo, o Carlos César se vai decidir a condecorar-me com a faixa de 'Comendadora blogosférica do Ordem dos Açores'?"
Ou ao menos um cabaz, não?

Este blog inaugura- oficialmente- o primeiro baby-shower blogosférico

Anotem isto: ninguém mas NINGUÉM mesmo tem leitoras tão fixes como as do meu blog!


Se PóloNorte não pode ir às festas do Espírito Santo, vêm as festas do Espírito Santo até à Pólo Norte!

Obrigada à Elisabete. Os bolos de véspera estão "perfueitos"!

(Colocar aqui onomatopeia de um relincho)

A última grande maravilha do último trimestre da gravidez são as fabulosas dores abdominais acompanhadas pela impossibilidade de espetar Voltaren, emplastros de eucalipto e mentol e soluções afins que costumam resultar nas dores musculares normais mas que são interditas a grávidas. 
Ontem, num acesso de desespero, fui à farmácia comprar uma cinta sexy para grávidas, linda, linda que só ela, cor de pele e das cintas da minha avó. I don't care, as dores são tantas que me arrisco a acabar este périplo a parecer o Corcunda de Notre Dame. 
Antes de me deitar e depois de tomar banho, ao colocar a dita cinta (tem apoio para a barriga, apoio lombar e é mega feia) deu-me a sensação que ouvi um relincho. Ignorei. Ando tão aborrecida com as dores lombares que já devo estar a ouvir vozes. 
Antes de me deitar o mesmo som. "Já estou avariadinha de sono"- pensei. 
Hoje, de manhã, mámen antes de sair para o trabalho foi dar-me um beijinho à cama e lá ouvi outra vez: o cabrão relinchou a gozar comigo. Apanhado!
Levantei-me e olhei-me ao espelho: sim, esta merda é tão grande que parece uma sela. 
Que grande foda-se!

domingo, 3 de junho de 2012

Ah, nossa Sra. Do Cabo, doem-me as costas e o rabo!

As festas de Nossa Senhora do Cabo acontecem em Alcabideche, de 26 em 26 anos, razão pela qual andei enganada anos a fio a julgar que não tinha terra. 
Recebemos a Santa o ano passado e este ano vamo-nos despedir na mesma, eu convicta de que quando a voltar a ver já estou na menopausa, que grande merda!
Havendo uma comissão de festas que precisa de angariar verbas para a despedida em Setembro próximo organizou-se hoje um peddy-paper pelas ruas da aldeia. As equipas eram constituídas por pares, o que resultou no facto de eu ficar numa equipa concorrente à da minha mãe.
E um percurso que era para ser feito calmamente (ando quinada das costas, remember?) acabou por ser meio a correr, entre arrastar a pança, fugir das tentativas da minha mãe copiar as respostas que eu escrevia na carta de prova e a pressa do meu par em chegar à meta, onde nos esperava uma mega feijoada comunitária. 
Os resultados saem agora às 18h. O nosso objectivo é apenas um: ficar à frente da minha mãe. 
Ainda que fiquemos em penúltimo. 

sábado, 2 de junho de 2012

Oh, Bryan Adams!

Tu sabes, meu grande querido, que não é por falta de amor incondicional, paixão platónica e- há que confessá-lo!- tesão refreada. 
Tu sabes que eu deliro contigo desde 1991, que vi o "Robin Hood, o príncipe dos ladrões" umas 6 vezes e aquela porra dos "Três Mosqueteiros" umas dez vezes em cinema só por causa da banda sonora e que "There's all for one, all for love" e o camandro, que não perdia um "Top +", um dominguinho que fosse. 
Tu sabes que fui ao concerto de 1994 no Estádio de Alvalade e o quanto me custou conspurcar os meus pés no estádio do Sporting, depois em 2005 voltámo-nos a ver e eu assumi a minha paixão por ti sem pudores, numa altura em que já era embaraçoso fazê-lo.
E sabes que tinhas os bilhetes para hoje, que estava a pensar levar um cartaz a dizer "Bryan, faz-me (outro) filho!" mas a minha obstetra é uma invejosa e proibiu-me de me meter em "confusões e apertos" e que seu eu fosse seria "à minha responsabilidade" e eu sou uma caguinchas, é o que sou. 
Mas Bryan, honey-bunny, estou ligadíssima à televisão e a criatura que transporto hoje leva uma overdose de músicas tuas a bem ou a mal e juro-te que- não me chame Pólo Norte!- a tipa vai ser tua fã incondicional e dá-nos meia-dúzia de anos que lá te iremos escutar, ao vivo, as duas. Seja onde for. 
Ah, e já agora: se vires aí dois caramelos a quem fui forçada a oferecer ofertei generosamente os bilhetes faz-lhes um piretezito, pode ser?

E see dumb people!

As dores nas costas têm-me aborrecido. Descobri que se colocar uma botija de água quente sobre a zona dorida me alivia.
Hoje aproveitei que tinha um vestido cai-cai e prendi no elástico das costas a botija, andando-me a passear pela casa com a dita às cavalitas.

Mãe: Credo, pareces uma gueixa!

Já mámen foi muito mais subtil e imprimiu a seguinte imagem, pespegando-a no frigorífico:


(Eu mereço?)

Cascais. Sábado de manhã.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O carteiro toca sempre... duas vezes.



E como nem só de prendas para a faneca vive este blog, a Ana mais linda enviou-me as melhores queijadas  de requeijão e pão de canela que já provei na minha vida e dois frascos de doce (um de tomate e outro de abóbora com nozes) que apetece comer às colheradas!

Pólo Norte <3 you!

O carteiro toca sempre... uma vez.




Obrigada à tia Alexandra do Porto (FCP olé, olé!!!) que enviou prenda para a baby bear, hand made e com a temática que se quer.

Pólo Norte adorou e a Ana, assim que nascer, vai-se babar- literalmente- para esta prenda!

O Mundo divide-se entre... # 69

... as pessoas que não usam luvas de plástico nem toalhetes para agarrar na mangueira da gasolina enquanto atestam o depósito e as outras.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Aos 31 de Maio de 2012 (carta à Ana que aí vem)

Querida Ana, 

Ainda ontem era eu a menina, a fazer bolinhos de farinha no quintal da minha avó, a fazer castelos de areia na praia da Conceição, a dar mergulhos no mar como quem sorve o Mundo e hoje és tu quem recebe o testemunho, o meu testemunho, fruto de uma correria louca, apressada, cheia de percalços. Uma prova de estafetas corrida a dois entre mim e o teu pai que, caso ainda não tenhas percebido, já é o melhor do Mundo. Não precisas de me agradecer. Sei o quão isso vai ser importante e estrutural para ti. 
Mexes-te muito dentro de mim como um planeta que gira num movimento de rotação, a somar horas, dias, semanas e meses. Tempo de vida. Da tua vida, prestes a conhecer o sol. 
Talvez por isso sinta que carrego em mim o Mundo, com um orgulho envergonhado, uma espécie de segredo bem guardado, de super poder de herói da banda desenhada, afinal, não inventei a gravidez, não é nada de novo mas enfim, é a minha e por isso especial e única. Porque és tu e só tu quem cá está dentro. 
Não falta muito para que faças o teu movimento de translação, minha estrela, minha lua, meu planeta. E que procures a luz, o sol, um pouco mais de sol, neste Verão que coroarás como sendo teu. 
Estou ansiosa por te (re)conhecer, por te mostrar o Mundo cá fora, o sol, o oxigénio, o som dos sorrisos e o calor de um abraço. Por dizer que esse (este?) sopro no coração não é mais que o vento das emoções que depressa reconhecerás. Goza a corrente de ar!
Estou ansiosa por comprar farinha para fazeres os teus próprios bolinhos no quintal da tua avó, por te levar em braços a conhecer o mar, Cascais que é tão nosso, os Açores que também serão teus. 
E sei que nesse dia, minha estrela, minha lua, meu planeta seremos os três uma constelação completa em movimento e rotação. E tudo vai correr bem. Porque teremos muita, tanta, imensa luz do Sol.

Um beijinho da tua mãe

Dicas de beleza da Pólo Norte: "Como sacar uma cirurgia ao peito de borla?"

Ontem foi dia de ortopedista. As muitas semanas Os muitos meses de gravidez já se acusam nas cruzes e tem-me doído a coluna que se farta. 

Médico:  "Olhe, aguente!"

Olhar quadripolar nº 1. 

Médico: "Sempre pode tomar um Benuron, se quiser!"

O tipo não estava  aperceber bem: eu não tenho conseguido arranjar posição para dormir sem me doer horrores as costas. Sai olhar quadripolar nº 2. 

Médico: "Bem, talvez lhe possa receitar uma cinta própria para grávidas com lomboestato."

Olhar quadripolar nº 3: o cabrão não percebe que preciso de droga que me faça passar as dores tipo... já?!

Médico: "Oh menina, posso mandar fazer-lhe uma TAC, que diz?"

Digo que estou grávida e que não é um procedimento que seja recomendado nesta fase da minha gravidez. Saco do olhar nº4: o derradeiro. 

Médico: "Ah, é verdade! Como está sentada nem me lembrei! Então fazemos assim: entretanto, faz umas sessões de fisioterapia e depois de ter a bebé volta cá e avaliamos uma redução de peito para sobrecarregar menos a sua coluna. Olhe, é da forma que pode amamentar à vontade que se o seu peito descair os meus colegas põe-lhe tudo no sítio!"

Deixei de fazer olhares. Não tarda muito sacava uma cadeira de rodas eléctrica "no entretanto", um peelling facial e um implante capilar.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Como definir quanto se quer gastar num carrinho de bebé?

Deixem o guarda-livros cá de casa, a.k.a. mámen, acabar de submeter a declaração de IRS e já vos contamos!
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