Hoje, com o devido consentimento, publico a resposta que a querida Dra. Muxy-Muxy me deu a um e-mail chato e cheio de perguntas parvas de pré-mãe e que acho importante partilhar com toda a gente. Porque é claro e transpoarente e pode contribuir para mais pessoas ponderarem optar pelo Banco Público ao invés dos Bancos Privados, como será o nosso caso.
"Para que servem as células do cordão? Fundamentalmente para dois grandes grupos de doenças: as genéticas e as neoplasias do sangue ( linfomas e leucemias)
Ora para as primeiras o cordão do próprio interessará pouco uma vez que transportará a mesma doença.
Para as segundas existe nalguns casos um fundo genético, nestes o cordão do próprio volta a ser inútil, mas noutras não. Ok pareceria então lógico que se tu tens um cancro das células do sangue que são produzidas na medula, destróis a medula doente e usas as células do cordão para fazer uma medula nova. Se as células forem do próprio não existe rejeição logo o sucesso seria, teoricamente, muito maior que o transplante de dador " estranho". O que se passa é que nao foi isto que ocorreu. Os transplantes do próprio têm por múltiplas razoes menos sucesso que os outros, estando documentados, até ao momento dois ou três casos apenas.
Neste contexto o que parece interessar é aumentar até infinitos mil o pool de dadores de um banco de acesso universal para ue todos os meninos que um dia precisem tenham um dador disponível.
Fui clara?
Mais dois exemplos:
Tu podias dizer então e se eu depois der um irmão à Ana e ele precisar de um cordão e tiverem usado o dela? Bom primeiro nao podes ter a certeza que a Ana seria compatível com o irmão e neste caso mais uma vez quantos mais dadores houver no publico maior a possibilidade,segundo ela poderia sempre doar medula ao irmão se fosse preciso.
E no caso do jogador do Benfica. O Carlos Martins. O que se passou com o Gustavo foi que o seu sistema imunitário destruiu a sua medula, ora se pusesses lá uma medula igual corrias o risco que o sistema imunitário voltasse a fazer o mesmo.
Espero ter ajudado. "
Sobre a diferença entre as células do cordão e o tecido, respondeu-me ainda a pediatra mais fixe da blogosfera:
"A diferença é a seguinte: o sangue do cordão permite a recuperação de células pluripotenciais do sistema hematopoietico ( pumba, palavrão médico), o que em português quer dizer células fantásticas com capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula do sistema sanguíneo. Isto limita a utilização do cordão às doenças do sangue. O tecido do cordão permitiria a recuperação de células pluripotenciais mesenquimatosas, lá está a gaja armada em parva outra vez, pensas tu, verdade mas só um nadinha, que são células que podem transformar-se em qualquer célula do tecido conjuntivo: ossos, músculo, ligamentos. O que, em rigor, acontece é que isto é ainda do domínio da ficção cientifica. Teoricamente é uma boa ideia mas na pratica não se sabe se vai resultar ou não. É ainda do planeta do se cá nevasse fazia-se cá ski. Mas de facto não neva."
"A diferença é a seguinte: o sangue do cordão permite a recuperação de células pluripotenciais do sistema hematopoietico ( pumba, palavrão médico), o que em português quer dizer células fantásticas com capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula do sistema sanguíneo. Isto limita a utilização do cordão às doenças do sangue. O tecido do cordão permitiria a recuperação de células pluripotenciais mesenquimatosas, lá está a gaja armada em parva outra vez, pensas tu, verdade mas só um nadinha, que são células que podem transformar-se em qualquer célula do tecido conjuntivo: ossos, músculo, ligamentos. O que, em rigor, acontece é que isto é ainda do domínio da ficção cientifica. Teoricamente é uma boa ideia mas na pratica não se sabe se vai resultar ou não. É ainda do planeta do se cá nevasse fazia-se cá ski. Mas de facto não neva."
Porque quem sabe, sabe.