sábado, 23 de junho de 2012

Quem tem amigos não morre hipoglicémico

E porque ir ao Gregório em Sintra dá vontade de tudo menos de vomitar...

( Obrigada Vanda e Paulo)

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que entalam o chuveiro entre as pernas enquanto colocam gel e shampoo no duche e as outras.

Angustias de uma grávida internada

Será que terei alta a tempo do evento glamouroso que são as Festas da Rã?

quinta-feira, 21 de junho de 2012

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que tinham bichos da seda a comer folhas de amoreira numa caixa de cartão como animais de estimação quando eram crianças e as outras.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Hotel de 5 estrelas

Quarto privado. Colchao com 300 opçoes de comando. Casa de banho privativa. Aguas correntes. TV. Staff qualificado e simpático.

Nao fosse nao ter wireless e nao me dar jeito escrever posts no iPhone mudava-me de vez para este hospital.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Pólo Norte loves Coca-Cola!

Baby-shower blogosférico- a saga continua ( e sabe tãoooo bem!)


Obrigada à tia Ângela! A baby bear agradece os saquinhos para transportar a primeira muda de roupa e de sapatunfos para a maternidade.
E a ursa teme que o porta-moedas lhe dê mais jeito que o previsto (oh God, as coisas de menina são irresistíveis!).

Beijinhos das duas (uma e meia, vá!)

O Mundo divide-se entre...

... entre as pessoas que adoram rebentar aquelas bolhinhas de ar dos revestimentos de plástico e as outras.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sabes que não podes descer mais baixo na escala de blheca quando...

... as outras bloggers rejubilam com o início dos saldos na Mango.

Tu ficas histérica porque hoje as fraldas estão a 50% de desconto em cartão Continente.

.

sábado, 16 de junho de 2012

Um dia tomaremos o Mundo!




"Um dos sítios que faltava no seu mapa
Punta Cana - República Dominicana"
Obrigada, JP!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Heranças da minha mãe

A minha mãe achou que era altura de ajudar a reduzir a minha ansiedade e de me passar todo um legado de experiência maternal.
Para começar, desencantou o que ela chama da sua "Bíblia da gravidez", sendo que a senhora esteve grávida uma única vez. Há 31 anos.
Como lhe hei-de dizer que a "Bíblia" está um bocadinho para o... desactualizada?



terça-feira, 12 de junho de 2012

Procura-se mancebo bem apessoado

A história é simples: uma das minhas melhores amigas achou que era uma tipa civilizada. Após se ter divorciado, amigavelmente, do marido, não só continuou a relacionar-se com este como insistiu para que continuassem os melhores amigos. (Burra!)
A coisa, civilizada que só ela, tomou proporções tais que há dias o ex lhe comunicou que tinha arranjado uma namorada (facadas!). E que, a pretexto do seu aniversário, no dia 22 de Junho seria uma altura ideal para apresentar a minha amiga à nova namorada (esperamos que seja muito feia!). 
Lembram-se da história "civilizada"? Pois, a minha amiga não quer dar figura de "não civilizada", pelo que, aceitou o convite, ajudou a organizar o jantar acrescentando mais dois casais ao mesmo, esquecendo-se que a única peça solta que sobra é... a própria! (Burra ao quadrado). 
Pólo Norte, em sua salvação, recruta jovem mancebo, com mais de 30 anos, bem apessoado que tenha disponibilidade para jantar no dia 22 de Junho, em Carcavelos, com jantar inteiramente pago por nós. 

Nota: a minha amiga é gira, boa e civilizada. Só que, de vez, em quando, deveria levar um par de estalos. 

Respostas para quadripolaridades@hotmail.com

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Gravidezes new-age- elas existem!

Uma das coisas giras de se estar grávida é que, mesmo que tenhas cara de mula como eu tenho, de repente toda a gente passa a olhar para ti de forma ternurenta e delicada, a dirigir-te palavras de simpatia, a meter conversa contigo por dá cá aquela palha e- medo!- quem sabe a querer ser tua amiga. Já não sentia isto desde os Verões da minha infância quando ia à praia e tinha as forminhas mais giras para se fazer castelos de areia ou quando na puberdade participei num programa de televisão e as câmaras foram filmar-me à escola. Toooda a gente queria ser minha amiga, caramba!
Ontem estava sentada numa esplanada a fim da tarde e a senhora sentada na mesa do lado meteu conversa comigo. Com o pretexto habitual: a gravidez.
Primeira pergunta assim logo de chofre: "Vai contratar uma doula?"
Uma quê? Diz que uma doula é coisa chique, um retorno às origens, uma figura de suporte emocional e que ajuda na preparação para o parto. "Ah, uma parteira?!"- perguntei eu. Respondeu-me logo que não, que as doulas não fazem procedimentos médicos, que ajudam durante a gravidez com apoio e informação e no parto e pós-parto com suporte emocional. "Ah, eu tenho a minha mãe e a minha tia, não obrigada!"
A senhora deveria ter uma missão parecida com as Testemunhas de Jeová mas no que concerne à propagação das filosofias new-age para grávidas. Continuou.
"Ah, e o parto? Já ponderou fazê-lo em casa?". Gargalhada de mámen: "Minha senhora, corríamos a risco de eu ter uma paragem cardíaca e, ainda por cima, da vizinha de baixo chamar a GNR se passasse da meia-noite, que já não é hora para se fazer chinfrim. Sabe, ainda que lhe passassem essas ideias pela cabeça ela não poderia pois está a ter uma gravidez de alto risco."
"Ah, coitada!"- continuou. "Mas isso não a vai impedir de ter parto natural, pois não?". Já a perder a paciência, respondi-lhe que sim, que impediria e que estava de cesariana marcada. "Oh que pena, sabe, não é a mesma coisa: parir é dor. Os antigos é que sabiam, era tudo a natural e assim é que deveria continuar a ser". E suspirou.
 A esta altura eu já estava com as narinas dilatadas e como o destino é um cabrão, a mulher entorna o café em cima da camisa de seda.
"Ah, que maçada! Vou ter que pôr a camisa na lavandaria, bolas!"- queixou-se, enquanto limpava a nódoa com um paninho com água quente que tinha pedido à empregada.
"Na lavandaria?"- perguntei-lhe eu, com ar escandalizado. "Então não tem um tanque onde possa lavar com sabão azul e branco a camisa, à mão?"
"Um tanque? À mão? Onde é que já se viu isso nos dias de correm?"- respondeu-me, com espanto.
"Tss, tsss. Que pena! Sabe, os antigos é que sabiam..."

Afinal ainda sou mula. E aposto que aquela não volta a querer ser amiga de mais nenhuma grávida.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Eu chamo-lhe o "Grande Baby-Shower Blogosférico"

Mámen chama-lhe "Pareces o Fernando Mendes da Blogosfera". Invejoso...

Os brioches maravilhosos que a Gata Escaldada me dava todos os dias quando me hospedou no Benelux e de que eu tinha saudades


A Ana Melo mandou-me Pips de Maçã da  ilha Terceira! Para a baby bear começar já a perceber o que é bom...

terça-feira, 5 de junho de 2012

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que dizem pastéis de bacalhau e as que dizem bolinhos de bacalhau.

Os meus leitores podem não ser melhores que os vossos mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar! # 4

Sabes que andas demasiadamente envolvida na vida da Pólo...‏

... ... quando estás a trabalhar matérias sérias para o doutoramento e dás de caras com o primeiro autor de um artigo e ficas a rir feita tolinha.



Beijo"

Da Clara via e-mail

Este blog inaugura- oficialmente- o primeiro baby-shower blogosférico

Anotem isto: ninguém mas NINGUÉM mesmo tem leitoras tão fixes como as do meu blog!


Se PóloNorte não pode ir às festas do Espírito Santo, vêm as festas do Espírito Santo até à Pólo Norte!

Obrigada à Elisabete. Os bolos de véspera estão "perfueitos"!

(Colocar aqui onomatopeia de um relincho)

A última grande maravilha do último trimestre da gravidez são as fabulosas dores abdominais acompanhadas pela impossibilidade de espetar Voltaren, emplastros de eucalipto e mentol e soluções afins que costumam resultar nas dores musculares normais mas que são interditas a grávidas. 
Ontem, num acesso de desespero, fui à farmácia comprar uma cinta sexy para grávidas, linda, linda que só ela, cor de pele e das cintas da minha avó. I don't care, as dores são tantas que me arrisco a acabar este périplo a parecer o Corcunda de Notre Dame. 
Antes de me deitar e depois de tomar banho, ao colocar a dita cinta (tem apoio para a barriga, apoio lombar e é mega feia) deu-me a sensação que ouvi um relincho. Ignorei. Ando tão aborrecida com as dores lombares que já devo estar a ouvir vozes. 
Antes de me deitar o mesmo som. "Já estou avariadinha de sono"- pensei. 
Hoje, de manhã, mámen antes de sair para o trabalho foi dar-me um beijinho à cama e lá ouvi outra vez: o cabrão relinchou a gozar comigo. Apanhado!
Levantei-me e olhei-me ao espelho: sim, esta merda é tão grande que parece uma sela. 
Que grande foda-se!

sábado, 2 de junho de 2012

E see dumb people!

As dores nas costas têm-me aborrecido. Descobri que se colocar uma botija de água quente sobre a zona dorida me alivia.
Hoje aproveitei que tinha um vestido cai-cai e prendi no elástico das costas a botija, andando-me a passear pela casa com a dita às cavalitas.

Mãe: Credo, pareces uma gueixa!

Já mámen foi muito mais subtil e imprimiu a seguinte imagem, pespegando-a no frigorífico:


(Eu mereço?)

sexta-feira, 1 de junho de 2012

O carteiro toca sempre... duas vezes.



E como nem só de prendas para a faneca vive este blog, a Ana mais linda enviou-me as melhores queijadas  de requeijão e pão de canela que já provei na minha vida e dois frascos de doce (um de tomate e outro de abóbora com nozes) que apetece comer às colheradas!

Pólo Norte <3 you!

O carteiro toca sempre... uma vez.




Obrigada à tia Alexandra do Porto (FCP olé, olé!!!) que enviou prenda para a baby bear, hand made e com a temática que se quer.

Pólo Norte adorou e a Ana, assim que nascer, vai-se babar- literalmente- para esta prenda!

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que não usam luvas de plástico nem toalhetes para agarrar na mangueira da gasolina enquanto atestam o depósito e as outras.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Dicas de beleza da Pólo Norte: "Como sacar uma cirurgia ao peito de borla?"

Ontem foi dia de ortopedista. As muitas semanas Os muitos meses de gravidez já se acusam nas cruzes e tem-me doído a coluna que se farta. 

Médico:  "Olhe, aguente!"

Olhar quadripolar nº 1. 

Médico: "Sempre pode tomar um Benuron, se quiser!"

O tipo não estava  aperceber bem: eu não tenho conseguido arranjar posição para dormir sem me doer horrores as costas. Sai olhar quadripolar nº 2. 

Médico: "Bem, talvez lhe possa receitar uma cinta própria para grávidas com lomboestato."

Olhar quadripolar nº 3: o cabrão não percebe que preciso de droga que me faça passar as dores tipo... já?!

Médico: "Oh menina, posso mandar fazer-lhe uma TAC, que diz?"

Digo que estou grávida e que não é um procedimento que seja recomendado nesta fase da minha gravidez. Saco do olhar nº4: o derradeiro. 

Médico: "Ah, é verdade! Como está sentada nem me lembrei! Então fazemos assim: entretanto, faz umas sessões de fisioterapia e depois de ter a bebé volta cá e avaliamos uma redução de peito para sobrecarregar menos a sua coluna. Olhe, é da forma que pode amamentar à vontade que se o seu peito descair os meus colegas põe-lhe tudo no sítio!"

Deixei de fazer olhares. Não tarda muito sacava uma cadeira de rodas eléctrica "no entretanto", um peelling facial e um implante capilar.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Não há outro amor na vida?

Culpada com a história das cerejas e confrontada com um desabafo recente em que eu dizia que me andava a apetecer taaaanto comer caracóis, a minha mãe penitenciou-se.

Não precisava era de se ter arranhado toda a apanhá-los!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Festinhas no ego fazem tão bem!

Honestidade: definição (com um cheirinho açoriano)

Ok, felicidade não é apenas um punhado de cerejas.

Felicidade meeesmo, com "F" maiúsculo é isto:


Cerejas + Chá verde Gorreana gelado + massa sovada + queijo Terra Nostra

Felicidade: definição

Elas dizem paz, sol, açúcar, alegria, chocolate, abraços, pais, filhos comida, xixizar, viajar, sexo, viver, rir...

Eu digo:

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Boa esposa

Sabes que estás a ficar uma esposa exímia quando o melhor momento do teu dia é quando ele chega a casa.










Ok,admito:  trazendo um Kg de cerejas.

Poema ao fármaco # 2

"Agiolax lindo, que me receitaram
Até para enfeitar bolo te usaram
Bateste à porta do senhor castanho
Mas este mandou-te ao cão ir dar banho
"Tome isto que é milagroso!"
mas não actuaste sobre o intestino grosso
Continuei a sofrer de gravidó-obstipação
E contribuíste para o aumento do barrigão
Nem cereais com fibras ou sementes de linhaça
Nada de nada já me acagaça!
Já esgotei kiwis, ameixas e variada fruta
Agiolax: és um fármaco filho da puta!"

(Poema dedicado à Dra. Margarida que me tirou um peso, não de cima, mas de dentro)

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Misssstério da meia noitchi: pergunta para queijinho

Comer que nem uma lontra + estar de baixa e em casa a descansar muuuito + ter obstipação + a bebé ser de raça minorca =  aumento de apenas 300 gramas de Pólo Norte num mês.

Questão: PARA ONDE RAIOS ESTÃO A IR AS CALORIAS???

Eu sabia que não deveria ter ensinado a minha mãe a mexer na internet

Estou morta de medo que ela google e vá dar de caras com isto. É que estou feita ao bife! Feitinha...


terça-feira, 22 de maio de 2012

Mámen rula!

Durante uns tempos da minha gravidez estava proibida de praticar o sexo louco e desenfreado.
Hoje, ao partilhar isso com uma amiga grávida, o marido desta vira-se para mámen e pergunta-lhe como é ele se aguentou à bronca.

Resposta de mámen: "A mão e água".


(Priceless.)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

domingo, 13 de maio de 2012

Porque hoje é dia 13...

O meu amor
Sempre me pareceu crescente
Uma paixão adolescente
Num beijo molhado e quente
Algo que só se sente
O meu amor

O meu amor
Cresceu meio a tropeçar
Por vezes a cambalear
Mas aprendeu a andar
A ser o verbo amar
O meu amor

O meu amor
Livra-me de todo o mal
Um tempero natural
Acúcar? Canela? Sal?
Simples, bom e banal
O meu amor

O meu amor
Faz parte da mobília
É um membro da família
O meu amor

O meu amor
Foi pintado a aguarela
Entornaram-lhe água na tela
Mas depois chegou ela

Um novo sol. Uma estrela.
O meu amor

Mas o meu amor
É agora que mais brilha
É tão meu. É uma ilha.
Um novo caminho que se trilha
Traz a palavra filha
O meu amor.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que não têm no facebook um álbum de fotografias intitulado "Me, myself and I" e os outros.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que comem caracóis com a ajuda de um palito/alfinete e as que comem caracóis sem ajuda de qualquer instrumento.

sábado, 5 de maio de 2012

Percebes que a ursa está acabadinha e perto do fim quando...




a tua grande amiga Bem Passada, a trabalhar na Tanzânia, decide borrifar-se para a quadripolarização e inicia o périplo da baby-quadripolarização.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Juramento da grávida quadripolar (ou, análise subjacente de coisas que me irritam nas - outras- grávidas)

Juro:

- referir-me sempre ao meu tempo de gravidez em meses em vez de em semanas;
- ter um ar antipático para prevenir conversas de chacha, descrição de gravidezes de outrém e explanação de partos vários;
- não me armar em chica esperta e achar que sei desvendar a morfologia de um feto quando se vê uma mancha na ecografia;
- não me lembrar que me apetece comer algo, ai que se não comer morro e mandar o mámen levantar-se às 3 da manhã para me ir colher ameixas directamente das ameixoeiras de Elvas;
- evitar, sempre que possível, sentar-me de perna aberta;
- ter cuidado para o tema das minhas conversas não acabar sempre na palavra bebé;
- não acreditar em todos os mitos e superstições que me vão dizendo e ir gerindo a minha gravidez da forma que me der na real gana;
- partilhar com as pessoas que amo que estou grávida, mesmo que não tenha completado os 3 meses de gravidez;
- não mentir e dizer as frases da praxe tipo "a gravidez é um estado de graça" quando não o sentir;
- usar o verbo "parir" sempre que me apeteça;
- olhar de esguelha quando alguém se referir a mim como "mãe" ou "mamã" em vez de usar o meu nome próprio;
- abusar do óleo de amêndoas doces;
- dar uma berlaitada nas patinhas de pessoas que me desatem a acariciar o ventre sem que eu dê ordem para tal;
- tomar ácido fólico sempre, nunca faltar a uma ecografia, não pegar num cigarro nem beber álcool durante o tempo de gestação. Mesmo que me custe;
- não comprar macacões de grávida inestéticos e que fazem qualquer Kate Moss parecer o macaco Adriano;
- não ser totó o suficiente para gastar 900€ num carrinho de bebé porque é um disparate de dinheiro e há outras soluções mais em conta;
- não embarcar em modas new age de partos em casa, doulas, abstinência sexual, fraldas reutilizáveis e o Diabo a quatro;
- não permitir que ninguém me fotografe a barriga e espetar essa coisa esperta no meu mural de facebook (nobody cares, ok?!);
- largar palavrões sempre que me apetecer porque o bebé ainda não percebe, pá;
- fazer um sorriso amarelo sempre que a mãe do mámen oferecer prendas pirosas para a neta e conter-me para não lhe dizer que o ponto cruz não está na moda desde os anos 90 e que, assim com'assim, a bordar-me babetes, ao menos que centre os desenhos foleiros convenientemente;
- passar à frente em tudo o que é fila porque tenho "prioridade" e uma grávida, afinal, tem direito ao seu caprichozinho. 

... (em actualização)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que preferem o pedaço do meio das torradas em pão de forma e as outras.

sábado, 28 de abril de 2012

Filhos sobredotados: vejam com os V. próprios olhos!


As minhas amigas do coração  Almofariza e Susana foram quadripolarizar Toronto. E os herdeiros deram o rosto à tarefa de evangelização polarização.

Um beijinho enorme à Mariana, ao Tomás e à Isabelinha.Tia Pólo <3 you all!

terça-feira, 24 de abril de 2012

terça-feira, 17 de abril de 2012

segunda-feira, 16 de abril de 2012

domingo, 15 de abril de 2012

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que depois de fazerem as respectivas necessidades lavam as mãos e os porcos/porcas outros.*


(*Depois de contabilizar 7 senhoras no wc do Cascaishopping, no espaço de 5 minutos, que saíram sem se aproximarem do lavatório. Blheca!)

Balanço da evangelização quadripolarista. Que é como quem diz: o espalhar do amor polar pelo Mundo

22 países quadripolarizados
9,77 % do Mundo <3 Pólo Norte

As provas aqui.

sábado, 14 de abril de 2012

Toda a verdade sobre a gravidez. Ou sobre a minha, vá.

1- O primeiro sinal de que estás grávida é a ausência de menstruação- Falso. Tive a menstruação dois meses inteirinhos depois de estar grávida. Ah, mas o fluxo era diferente! Not. Tudo igualzinho. Dores menstruais e tudo. Não tivesse ido para Nova Iorque e decidido fazer um teste (bem, na verdade foram três!) por descargo de consciência e tinha carregado nos Cosmopolitans até não haver mais.
2-Quando dás a noticia às pessoas mais próximas, toda a gente fica num êxtase sem fim- Falso. A minha melhor amiga Catarina estava a dormir quando lhe liguei e mal conseguia balbuciar qualquer coisa de jeito. A minha melhor amiga Xana estava a meio de um trabalho de grupo para o Mestrado e nem conseguiu reagir. A minha prima Kicas disse logo que "só gosto da ideia se for uma menina". A minha tia perguntou "Jura?" umas trinta vezes. Mãe do mámen ficou num silêncio sem fim a pensar "pronto, é desta que já não há volta e lá me fica ela com o meu filhinho para sempre". E mamãe? Bem, mamãe fez "oh, parva!" dez vezes, seguido de "estás a gozar, estúpida!" uma vinte, mais "não se brinca com essas coisas, pá!" uma sete vezes e depois um ar de apoplexia durante meia hora. Só uma hora depois de ter saído de perto de mim me ligou a perguntar "olha lá, é mesmo verdade?".
3- A gravidez é um estado de graça.- Falso. E a graça que tem esta expressão? Nenhuma. O primeiro trimestre foi tooooodo passado a vomitar. Ah e tal, os enjoos matinais são frequentes. Qual matinais qual quê? Eram matinais, eram à tarde, eram nocturnos. Até água eu enjoei, senhores! E a cara de pescada com que eu andava? Uma graça doida. Experimentei de tudo: bolacha ao acordar antes de tirar os pés da cama, gengibre cristalizado, tudo, tudo, tudo. Acho que só não experimentei sabão azul e branco! Mas seria o próximo item a experimentar caso os sintomas não tivessem abrandado.
4- A primeira vez que assistes a uma ecografia é muito emocionante- Falso. Pelo menos, no meu caso, que fiz uma eco com poucas semanas. Era, literalmente, uma mancha de Rorschach. Ver aquilo ou uma eco de uma lampreia grávida teria sido a mesma coisa. O coração do bebé também ainda não se ouvia. No fundo, não havia grande expressão ecográfica. Emoção? Nenhuma.
5- Gravidez não é doença- Falso. Primeiro foi uma ameaça de aborto com spotting e tudo o que se tem direito. Depois, tantos vómitos que me sentia uma bulímica: doía-me o estômago de tantas contracções, doía-me a garganta de tanto esforço, a boca sabia-me mal de tanto azedume. Seguiu-se um desmaio. Uma intoxicação alimentar. Ah, e infecções urinárias? Pelo menos duas. Ando com herpes labial há três semanas. Gravidez não é doença? Vão bardamerda!
6- Ficas muito emocional quando estás grávida e a culpa é das hormonas.- Falso. Desde o início da gravidez e já lá vão uns meses: zero lágrimas. Repito: zero. Nem o "Extreme makeover home edition" com histórias de fazer chorar as pedrinhas das calçadas me faz verter uma lágrima. Nadica. Já vi o Kramer contra Kramer, já ouvi músicas que- em estado normal- me emocionam e... nada! Sou mesmo uma cabra! É oficial.
7- Ficas muito orgulhosa com a nova forma da tua barriga.- Falso. Olhar para baixo e ver uma proeminência a querer entrar em competição com as minhas maminhas aflige-me. É esquisito. Aliás, já experimentei o exercício de me encostar direitinha a uma parede e olhar para baixo. E temo que, pela primeira vez em 18 anos, consiga vislumbrar o meu umbigo sem que o peito o encubra. É estranhíssimo. E não, ainda não me acostumei. A minha sogra ter-se despido à minha frente nas últimas férias e eu ter assistido às suas peles abdominais descaídas a taparem-lhe o "baixo ventre" também não ajuda muito à coisa. E, sim, sonho com uma abdominoplastia daqui a uns meses.
8- O peito cresce-te descontroladamente- Falso. Ok, eu já tinha um peito grande. E continuo a usar os mesmos soutiens. E, a não ser que no último trimestre a coisa dispare, não noto diferenças significativas.Nunca chegarei aos calcanhares da Fafá de Belém, está visto! Pelo exposto, já não poderei dizer o batido "a gravidez é o silicone dos pobres". Bah!
9- Uma mulher só se realiza depois de ser mãe - Falso. Eu nunca fui muito romântica em relação à gravidez e à maternidade. Deixem-me esclarecer, eu sempre achei que viria a ser mãe e que me iria realizar muito com esse papel. Continuo a achá-lo. Agora, o que eu nunca acreditei é que o propósito e a missão da vida de qualquer mulher seja a de ser mãe. Caso eu não conseguisse experimentar a maternidade, estou certa que não me sentiria menos mulher por isso. E que seria muito feliz nos outros papéis que desempenho na minha vida: mulher, filha, familiar, trabalhadora, cidadã. E que encontraria outras fontes de realização pessoal. Acredito, sinceramente, que ser mãe não faz de uma mulher mais completa que outra que não o seja. Fá-la, apenas, experimentar um papel diferente. Que, no caso de algumas mulheres, pode ser o papel que mais as realiza. Mas que não pode (nem deve) ser o papel exclusivo da sua vida. Mais do que mãe, serei sempre eu: pessoa e mulher.
10- A gravidez é algo mágico.- Falso.Não estou a achar encanto especial no facto de estar grávida. Se o mámen pudesse experimentar a gravidez, conceder-lhe-ia o meu lugar na hora. Sem pestanejar. Ou se me dissessem que eu poderia esperar nove meses para ter um bebé meu e dele nos braços, sem ter que passar pelo estado de grávida, eu concordaria de imediato. Diz a minha amiga Luna qualquer coisa como " a gravidez é o sacrilégio sacrifício que as mulheres têm que passar para no final terem um bebé como recompensa". Subscrevo inteiramente. A única magia que vejo na gravidez é a ilusão de querer que isto desapareça rápido e se transforme na minha filha. Cá fora.

terça-feira, 10 de abril de 2012

domingo, 8 de abril de 2012

Não te atrevas!

Com as minhas duas melhores amigas em terras lusitanas, iniciou-se a segunda tradição de "la famiglia": o aniversário colectivo

Encomendou-se o bolo à querida Violet e o resultado não podia ter ficado mais giro:

Em primeiro plano:Pólo Norte prenha, mamen- o pintor- e Catarina- a pacifista...

Pormenor das costas da Xana- a amiga com mão para a cozinha-, o seu respectivo e a filha mais nova.
Vista aérea do bolo. A bebé de cor-de-rosa é a sobrinholas mais velha.

Ontem, enquanto o mamen andava a petiscar os restos dos bolos só o vejo a olhar para as figurinhas de pasta de açúcar com ar guloso e sai-me um ameaçador:

-"Ai de ti, que comas as minhas amigas!"

sexta-feira, 30 de março de 2012

Os meus amigos podem não ser melhores que os vossos, mas terão certamente um sentido de humor mais peculiar #13

Xana: Pólo, se nós vivêssemos cá organizávamos-te um "baby-shower" à Americana...

Catarina (a autora de pérolas como esta): Que é isso?

Xana: É uma reunião onde todas as amigas da grávida se juntam e...

Catarina (interrompendo): ... fazem uma festa todas enfiadas dentro de uma banheira?!

quinta-feira, 29 de março de 2012

O mundo divide-se (edição especial BILF)...

... entre as pessoas lúcidas que votam, efectivamente,  no seu BILF de eleição, e as pessoas chanfradas que perdem tempo a colocar e tirar pen's para mudar IP's e a limpar cookies e a votarem até terem uma tendinite num BILF que não conhecem, só para não deixarem ganhar um determinado BILF.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Há que não dê valor a pequenas coisas. Eu, por acaso, até dou.

Hoje liguei-lhe para um telemóvel nacional. É bom sabê-la num determinado perímetro de poucos quilómetros, imaginá-la a sair das Laranjeiras, saber que mais logo nos encontraremos em Paço de Arcos, como amigas normais.
À noite iremos ao cinema, num programa aparentemente rotineiro de segunda-feira e eu vou estender-lhe gomas, daquelas de amoras, e depois faremos o debriefing do filme,  que não interessa qual.
Amanhã acordarei e escolher o vestido mais confortável para poder pegar nas minhas sobrinhas ao colo depois de descerem a rampa do aeroporto da Portela. Não colocarei base para poder abraçá-la, beijá-las e cheirá-las à vontade, mesmo que cheguem a dormitar, porque beijo de tia cura tudo, até o sono.
E quinta-feira jantaremos todas, lá em casa, caldeirada de atum. E elas beberão mojitos e vamo-nos rir tanto que espero que a vizinha de baixo suba, zangada, as escadas para nos mandar calar.
A rotina inesperada sabe-me tão, mas tão, bem.

domingo, 25 de março de 2012

O aeroporto da Portela

Há qualquer coisa que me comove em aeroportos. Quando, há uns meses tive que realizar um trabalho em todos os aeroportos da ANA, parecia uma fashion-blogger em dia de início de saldos. 
Mas, tenho que ser honesta, não há nenhum aeroporto do Mundo que me comova mais que o Aeroporto da Portela. Não sei se é da rampa, se daquela sensação de plateia que aguarda que o espectáculo dos reencontros se dê, se da porta que, tal como pano de um palco, desvenda chegadas, afasta saudades, aproxima pessoas.
O aeroporto da Portela já me viu partir para o desconhecido. Para uma primeira viagem de avião, para intercâmbios, para uma viagem ao passado, para o reencontro com família, para viagens de aventuras com amigos, para uma lua-de-mel, para a descoberta de cenários que se eternizaram em memórias fotográficas, para dias vividos e sem necessidade de serem registados para além de na memória, para viagens de trabalho que se tornaram de prazer, para uma viagem em que só queria matar uma pessoa que me esperava no destino, para viagens de partilha entre mãe e filha, para uma primeira viagem a dois e meio a Nova Iorque.
Mas, é no regresso, que eu sou (sempre) mais feliz.  
No meu regresso, quando desço a bendita rampa e vejo o sorriso nervoso da minha mãe ou o sorriso grande do homem que eu amo.
E, especialmente, quando sou eu que espero naquele género de plateia. Quando sou eu que tento adivinhar o timming certo em que a porta se abrirá para me desvendar as pessoas que me chegam. Quando sou eu que corro até ao fim da rampa para beijar, abraçar ou, apenas, sorrir com lágrimas teimosas de alegria.
Ou, como foi ontem, no regresso da minha irmãmiga Catarina e como será, terça-feira, com o regresso da minha irmãmiga Xana e sobrinhas adjacentes. 
Porque a distância não interessa para nada quando aquela rampa aproxima fisicamente o primeiro abraço.

quinta-feira, 15 de março de 2012

O Mundo divide-se entre quem lê o "Quadripolaridades" e quem pertence à comunidade quadripolar.

Sabes que pertences à comunidade quadripolar se:

1- Sabes o que significam as iniciais BILF,
2- Sabes de cor o nome das duas melhores amigas da ursa, 
3- Sabes se a Pólo Norte ama ou odeia a Hello Kitty,
4- És seguidor do blog, 
5- Já quadripolarizaste ou estás a pensar quadripolarizar um qualquer lugar do Mundo, 
6- Sabes qual o dia do mês em que a Pólo dedica um post a alguém, 
7- Quando se diz "carta à Margaridinha" sabes do que se trata,
8- Sabes que órgão interno foi retirado do organismo da Pólo Norte, 
9- Identificas facilmente o autor do header do blog,
10- Podes nunca ter provado mas sabes qual a bebida preferida da ursa,
11- Sabes quem é a autora da afirmação: "Pedras no caminho? Guardo-as todas. Um dia vou-tas atirar ao focinho",
12- És seguidor do facebook do blog, 
13- Recordas-te qual a nacionalidade que a ursa reclamou via correio postal para uma Embaixada,
14- Sabes quem são os dois vencedores dos dois BILF awards anteriores,
15- Tens em mente o que aconteceu depois da wishlist do 30º aniversário da ursa, 
16- Sabes de cor o nome da "escritora" não preferida da ursa, 
17- Sabes que símbolo matemático classifica o Mundo,
18- Sabes qual a música que cantou a Margarida no Festival da Blogovisão,
19- Conheces pelo menos 5 "eu jás" da Pólo Norte,
20- Sabes quem é a Sheila Carina, 
21- Participaste em, pelo menos, uma edição do Postcrossing Quadripolar, 
22- Sabes quem é a blogger que andou na escola com a Pólo Norte,
23- Lembras-te que género de representação gráfica a Pólo Norte usou para explicar o que as mulheres de diferentes idades procuram num homem,
24- Sabes o segundo nome da autora deste blog (e deliraste a rir com o post sobre a originalidade toponímica dos portugueses),
25- Lembras-te do Changing Blogs e de quem ficou a tomar conta do estaminé, 
26- Lês o blog todos os dias
27- Dizes sem hesitar o primeiro e segundo nome do filho do ex-namorado algarvio.

(Quem acertar em mais de 20 questões pertence, oficialmente, à comunidade quadripolar)
.

quarta-feira, 7 de março de 2012

A metáfora do bolo de iogurte com nutella... e passas

Há uma tradição na minha "família de acolhimento". A minha "família de acolhimento" foi aquela que me escolheu, aquela que permanece, aquela que soma elementos e que faz de mim tia, irmã, amiga do coração. 
Mas, dizia eu, há uma tradição na minha "família de acolhimento" e que se proporcionou pelo facto de cada uma das três mosqueteiras morarem em três países distintos: sempre que nos encontramos tornamos real a máxima "o Natal é quando o homem quiser". Neste caso, quando três amigas-irmãs querem é sempre que conseguimos estar (fisicamente) juntas. 
Calha que o "nosso Natal" acaba por acontecer, invariavelmente, em Agosto. Quem vir as janelas da casa onde se celebra o Natal pintalgadas de neve artificial, pinheiro montado e iluminado e prendas debaixo da árvore vai achar que está diante de três loucas. Sabemos disso e não queremos saber. É o "nosso" Natal.  
Com a família a aumentar por todo o lado, este ano instituímos nova tradição: "o aniversário colectivo". Tendo dois dos sete elementos e meio já celebrado aniversário e na oportunidade de estarmos todas juntas no final deste mês, agendou-se o dia 31 de Março como o dia em que se fará a primeira "grande festa de anos de todos". 
Começou por se encomendar o bolo à ex-colega de faculdade de todos: a Violet. Decididas as figuras e a decoração, foi a vez de escolher a massa e o recheio. 
As opções de massa e recheio eram muitas: cenoura com avelã e nutella; cenoura com chocolate negro; chocolate (qualquer um) com morangos/frutos silvestres; limão com limão; limão com frutos silvestres; iogurte com doce de fruta; iogurte com chocolate; chocolate com limão; nata com qualquer recheio; laranja com chocolate; chocolate com ovos moles... Coube à Catarina- porque mora na Guiné e tem menos oportunidade de comer bolos mais elaborados- tomar a decisão. 
E decidiu: bolo de iogurte com nutella e... passas. Torcemos o nariz, propusemos alternativas (um bolo bom para todos e um cupcake daquela mistela para a Catarina), fizemos cara de vómito mas a Catarina manteve-se firme: se queríamos a opinião dela, ela queria iogurte com nutella e passas. Preciosismos gastronómicos à parte, o argumento era irrefutável: "se o ser humano se ficasse pelo habitual e rotineiro não estaríamos onde estamos". 
Bolo encomendado. Lição (re)aprendida. E mente aberta. Afinal, não somos nós que comemoramos o Natal em Agosto e que o ano passado, já com o perú assado no forno e à falta de vasos, montámos um pinheiro dentro de uma caixa de brinquedos da sobrinha mais velha?!

terça-feira, 6 de março de 2012

Pólo Norte ♥ Camarões


Um grande beijinho ao Ernesto porque quadripolarizar este país me parecia tão, mas tão improvável. :)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

O Mundo divide-se entre...

... entre as pessoas que partem o esparguete antes de o colocarem na panela e as pessoas que o colocam inteiro a cozer.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Depois de anos a chagar a minha melhor amiga da Guiné Bissau...

... que era inadmissível a Guiné ainda não estar quadripolarizada e isto e aquilo. Toma lá disto:


Mantanhas com sabor a mancarra ao Banjai!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Do amor (para sempre entre parentesis, que é como se eu dissesse baixinho)

O nosso amor não é perfeito. O nosso amor é uma trapalhada, até. Mas, vai na volta, e tem uma coisa única, um adn especial: é meu e teu, e isso faz dele único como só os amores reais conseguem ser. 
O nosso amor teve altos e baixos, sucessos e fracassos, comunhões e apartamentos.O nosso amor já foi uma grande treta mas conseguiu reinventar-se (e o bem que sabe?). O nosso amor teve flores e frutos, chegou a murchar e a apodrecer, nasceram-lhe sementes e, hoje, cresce com um tronco que nenhuma intempérie conseguirá derrubar.
A única coisa que o nosso amor tem de especial é ser nosso: meu e teu. E ter tornado a palavra "nós" uma entidade singular, única, sem nunca deixarmos de saber que 1+1=3. 
Não sei se o nosso amor será para sempre (eu sinto que sim, mas digo-o baixinho, que entre nós a incerteza do futuro sempre resultou tão bem). Mas sei que serás para sempre o meu amor. O meu grande amor.
Prometi que não falaria de ti no blog. És demasiado importante e íntimo para te expor publicamente. És demasiado parte do mais profundo de mim para partilhar palavras sobre ti, que nunca conseguiriam traduzir o que significas para mim.
Mas hoje o dia começou de uma forma única e especial e, porque é o teu aniversário, hoje este post é para ti: Feliz Ano Novo, grunguinho. 
'Bora viver o nosso final feliz?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que após um primeiro encontro se despedem usando a frase "Muito gosto" e as que se despedem com a expressão "Muito prazer!".

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Porque é que odeio a minha caixa de SPAM? De vez em quando engole-me preciosidades destas!

"Queridinha Ursa, 

Temos te a dizer que somos tuas fãs no Facebook e leitoras diárias do teu Blog e tu és a MELHOR URSA à face da terra.

Como somos umas moçoilas, pouco dadas a viagens, à falta de melhor esta foto foi tirada no nosso 
 Emprego mesmo aqui em Odivelas, mas agora, finalmente, já podemos dizer que pertencemos ao Mundo Quadripolar, e é com muita devoção que te enviamos esta foto como prova de, também nós, sermos umas dignas Ursas Quadripolarizadas.


Nenhuma de nós tem blog, mas tu tornaste-te, numa leitura diária obrigatória, já nos rimos contigo e já choramos (de tanto rir), e apesar de não te conhecermos pessoalmente, temos a plena noção que tu és cá das nossas, daquelas que a malta diz que é boa gente...

Resta nos desejar te um 2012 em Grande e continua ai desse lado, que nós estaremos sempre aqui....

Beijos Quadripolares da Conguita e da Tininha"

Odivelas quadripolarizada? Checked!
Beijinhos da Ursa, girls!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O meu pequeno mundo n'o Alcoitão*" (a.k.a. Centro de Medicina e Reabilitação de Alcoitão)



Há uma fotografia minha que anda na carteira da minha mãe há mais de 20 anos.
Foi num "Dia do Pai", teria uns 8 anos. Estava um sol lindo de início de Primavera que reluzia em toda a estrada a caminho de casa. Tinha passado os últimos seis meses n'o Alcoitão e tinha tido, finalmente, alta. A minha mãe adora o ar amuado e mimado da foto e eu lembro-me apenas que não me sentia feliz nesse dia, cansada de não poder correr rente aos muros nem dançar a coreografia do "Dia do Pai" que os meninos da Creche me tinham mostrado, da última vez que, em fila indiana, me tinham ido visitar ao Alcoitão.
O Alcoitão era a minha segunda casa. Conheci o Alcoitão com 15 dias de idade e a minha médica tornou-se minha madrinha. Voltei lá dezenas, centenas de vezes. Para consultas externas, exames complexos, encomenda de botas ortopédicas e talas, internamentos menos prolongados, internamentos mais prolongados, fisioterapia, terapia ocupacional. Para estar presente em reuniões entre amigos que se conheceram em internamentos, discursar em seminários onde pediam o meu testemunho, assistir a torneios de basket em cadeira de rodas, comparecer a pontos de encontro para se partir para colónias de férias, para ser voluntária. Para visitar ambos os meus avós, de cada vez que ambos lá estiveram internados, na sequência de um AVC. 
No Alcoitão sabiam o meu nome completo de cor, de cada vez que chegava à coordenação para avisar da minha presença na consulta externa.No Alcoitão a Enfermeira Porto baptizou-me de "patareca" e assim me chama até hoje, ainda que eu tenha 31 anos feitos e ela esteja já reformada há uns quinze anos. No Alcoitão a enfermeira Teresa gozava sempre pelo facto de eu adorar o cheiro a éter. A Felicidade sabia que ao pequeno-almoço eu bebia sempre leite frio com chocolate, e nunca se enganava servindo-mo quente. O senhor que me fazia as botas sabia que eu odiava pele castanha e fazia-mas sempre cremes e discretas. Oleava bem os aparelhos porque conhecia o meu trauma pelo chiar dos ditos, que fazia com que cães me perseguissem a ladrar (true story).
No Alcoitão fiz amigos. Pessoas com deficiências congénitas e adquiridas. Porém, nunca conheci no Alcoitão ninguém doente. No Alcoitão conheci, na adolescência, a Beta que chorou da primeira vez que juntas fomos a uma discoteca, porque desde o acidente de mota que a tornou paraplégica, nunca tinha interiorizado que não poderia voltar a dançar. A Beta que é hoje psicóloga no Alcoitão. Conheci o Luis que nasceu com uma deficiência e dançava em cadeiras de roda como ninguém. Nunca soubera dançar de outra maneira e era exímio na pista. Conheci a Rita Duarte que me desencaminhava para roubarmos de forma maldosa os doces que a Rita Gameiro, com quem partilhávamos a enfermaria, guardava na mesinha de cabeceira e se recusava a partilhar. Conheci o João, um dos homens da minha vida.
No Alcoitão aprendi a ler aos 4 anos, como única forma de afastar o tédio de quem tinha que estar deitada durante meses de barriga para baixo numa maca, para que os calcanhares pudessem cicatrizar da última operação cirúrgica. No Alcoitão aprendi a não me queixar e a odiar a auto-comiseração. Aprendi a não ter pena de pessoas diferentes. Aprendi a sentir-me igual aos diferentes e diferente dos iguais. E a não me importar com isso. Aprendi que se consegue ser feliz quando todos os outros questionam como é possível que isso aconteça. Aprendi que o mundo não é perfeito e que a realidade pode ser vivida de forma serena. Que todas as pessoas se conseguem adaptar às dificuldades e que ter-se uma diferença não significa ser-se incapaz. Aprendi a distinguir o realmente importante do acessório.
E quando olho para o screensaver do meu Iphone e vejo a fotografia do chão do Alcoitão, tirada da última vez que lá fui, sei que há jogos de xadrez que dão um gozo especial de vencer. Xeque-mate!

(*A propósito da reportagem de ontem no Jornal da Noite na SIC)
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