sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

That's what friends are for

Para conseguirmos provar que é possível fazer uma refeição interinha a gargalhar.
Para contar historias que se escrevem nos respectivos blogs a alto e a bom som.
Para provarmos que a vida e a crise nao nos corrompe e que seremos sempre uns fixes.
Para deixarmos de ser os três mosqueteiros e passarmos a ser quatro mosqueteiros. E meio.
Para simularmos que pertencemos à máfia.
Para, finalmente, darmos um petit nom que faça juz à Ana, a partir de agora a.k.a. Hope. Raising Hope (é uma sósia, caramba!)




quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Aos 9 de Janeiro de 2013, à Ana por ocasião dos seus 5 meses

Quando nasceste, há cinco meses atrás, o meu corpo encaixou-se no teu. Não, Ana, não foi durante a gravidez, foi mesmo no dia em que nasceste, no dia em que te recebi.
As minhas mãos têm o tamanho exacto para engolirem as tuas e as aquecerem quando estão frias. Quando te encostas ao meu peito e te enroscas como um bichinho-de-conta, os meus braços envolvem-te, exactamente, na medida certa. O curvo da tua testa, o arrendondar da tua cabeça pedem-me que levante o queixo e os deixe pousar na curva do meu pescoço, como se fosse um modelo perfeito de uma chave e de uma fechadura. A tua pele tem a temperatura da minha, excepto quando tens frio e o meu corpo te aquece ou quando tens calor e o meu soprar tem a frescura exacta para te refrescar.
O teu sorriso engole, inteirinha, a minha alma, sem deixar nada que sobre, nada que exceda, o teu sorriso é a toca da minha vida, a casa à medida para eu ser feliz.
Quando brincamos, o teu pezinho gosta de me tocar nos lábios e eu engulo-o, num jogo de faz de conta, os dedinhos, o peito do pé e cabes inteirinha naquele jogo de amor. O meu braço esticado tem o comprimento do teu tronco, quando te repouso nele para te massajar a barriga e te afastar a possível dor. Os teus olhos, azuis, são o tecto da minha vida, o sinal de esperança de que o sol sempre brilhará, sem nuvens nem chuva nas nossas almas, sao assim os teus olhos azuis, como o céu num dia de Verão.
O meu colo, ah, o meu colo, Ana! O meu colo foi recortado para ti, ainda bem que foste tu quem aqui chegou, há cinco meses atrás, porque no meu colo não cabe desta forma nenhum outro bebé, costumizado que foi para ti, feito à medida para me tornar mãe. Mãe de ti.
Sabes, Ana, às vezes tenho medo que cresças, que deixes de me servir, que não caibas mais em mim. Mas, filha, acredito que os corpos se adaptam aos filhos, e o meu também crescerá à tua medida, como um puzzle ao qual acrescentam peças e, ainda assim, não se estraga o desenho original, tornando-o ainda mais completo e perfeito. Até ao dia em que seja o meu corpo, velhinho e vivido, que passe a caber todo em ti.

Um beijo da tua mãe

(As cartas para a Ana, a partir deste mês, passam apenas a ser publicadas aqui)

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O primeiro "O mundo divide-se" do ano

O Mundo divide-se entre as pessoas que dizem dois mil e treze e as que dizem dois mil e treuze.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Mundo divide-se ...

...entre aqueles que acreditaram no Pai Natal até depois de ingressarem na escola primária e os outros.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O carteiro toca uma vez...

As tias blogosféricas da Ana são o máximo. Desta feita, a tia (também) Ana da Madeira conseguiu fazer-nos suster a respiração. 
Ora digam lá se não temos razão para tal:


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Aos 9 de Novembro de 2012: carta à Ana que aqui chegou

Ana, 

Faz hoje três meses que te materializaste neste Mundo para me ensinares a amar melhor. 
Ensinaste-me que se pode amar cegamente, sem grandes conceptualizações. Amar por instinto como um animal, amar com os olhos, com o cheiro, com o paladar. Amar com o pensamento e durante o sono, outrora pesado. Amar em silêncio e no meio da confusão.
Amar numa maternidade em pânico pela primeira vez sozinha com o meu bebé, num primeiro passeio de carro, na primeira noite em branco a ver-te dormir e a contar cada segundo do teu respirar. Ensinaste-me a amar melhor num primeiro banho desajeitado, no aprimorar da ciência de dar colo, no conhecimento gradual do que vão sendo as tuas preferências.  A amar sorrisos involuntários e voluntários, gemidos, sons, guinchinhos e gritinhos, ecos de aprender a comunicar. Ensinaste-me a amar no receio, no medo, nas tentativas e nos erros, nas frustrações e na persistência. 
Ensinaste-me a amar a nova identidade, o papel social, a natureza de ser mãe. A amar o tempo esquizofrénico, tão lento e tão rápido, tão tempo de ti.
Ensinaste-me a amar o choro tão teu, a capacidade de te acalmar tão minha, o cordão umbilical invisível e eterno, tão nosso. A amar a gargalhada experimental, os olhos cada vez mais vigilantes, estrelas azuis, o sorriso grande, de lua cheia.
A amar o novo conceito de família, de casa, de lar. O sol que representas na minha vida, fonte de luz e calor. 
Ensinaste-me a amar o amor que te dedico e que é inesgotável. A amar o verbo em que te tornaste e que conjuga este amor tão singular na primeira pessoa do plural. 
És o universo em mim e ensinaste-me, filha, mais que tudo, a "anar". 

Um beijo da tua mãe
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