sábado, 14 de dezembro de 2013

Das amizades que eu gosto

Já não estar com eles desde Agosto. Uma ou outra piadola em jeito de comentário de facebook. Zero telefonemas, porque não calhou. Sem bocas, sem indirectas em murais, sem stress. Estar em Lisboa e ligar-lhes para jantar... à hora de jantar. Sou uma amiga assim, por impulso, sem planos e combinados, sem horas marcadas. Sou uma amiga de ganas. Não tenho medo do risco, se não der não deu, não vai nenhum mal ao Mundo. Haverá mais dias. Estar junto porque se gosta e porque se apetece estar. Sem fretes, sem pretextos, de ocasiões especiais. Porque sim porque todos quiseram que sim. 
Estarem a jantar e dizerem que a mesa ao lado está vaga e que a reservam, de imediato, para nós. Para nos juntarmos, claro. Sem cobranças, sem rancor dos dias que deixámos passar desde a última vez, apenas com a alegria natural do reencontro. Do encontro inesperado porque o tempo e o espaço  de uns e de outros calhou se conjugar, de uma forma tão natural, como um esbarrar no Rossio. 
Estar hoje como se estivessemos estado ontem, sem quebras de intimidade, sem desactualizações, estar com prazer. Partilhar comida italiana, vinho e a filha que está muito maior desde a última vez, talvez a evidência mais realista da passagem dos meses, Partilhar ideias, gargalhadas, tempo. 
Gosto de amizades assim. Que nos fazem acabar a noite a provar, numa cantina italiana do Rossio, cúmplices de um crime conjunto, a delícia de um dos melhores tiramisús de que há memória.


2 comentários:

Mónica Melo disse...

assim é como eu gosto mais. Não acredito nada na máxima "longe da vista, (longe do telefone), longe do coração" :-)

I sarcastically disse...

... é muito bom... mas eu prefiro a grappa! :P

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