... entre as pessoas que na adolescência compravam a "Bravo" em alemâo, sem perceberem um boi do que lá vinha escrito só por causa das fotografias dos ídolos da altura e as outras.
terça-feira, 12 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Eu também já fui pita. E parva.
Sim, a minha mãe foi a melhor mãe do Mundo e era atenta, regrada e rígida e tudo e tudo. Tinha até a pretensão de que me policiava 24 horas por dia. E isso não me impediu de:
- Sair de casa com uma roupa tapadíssima em Dezembro e chegar à escola e mudar de vestimenta na casa de banho das raparigas e vestir, por diversas vezes, decotes em que se via o meu estômago;
- A minha mãe dar-me boleia para o ILPA no Estoril, cuja mensalidade era na altura 7 contos, chegar lá, assistir a uma hora e ao intervalo ir com a minha amiga Cláudia para a praia, ali a 200 metros, e voltar para apanhar boleia da minha mãe à hora de término da aula de Inglês, como quem não quer a coisa e com medo dela topar grãos de areia na minha roupa;
- Dizer que ia dormir à casa da Tânia porque tinha que fazer trabalhos de grupo e ir passar a noite n vezes com o namorado que já tinha casa própria;
- Esperar pelo dia em que fazia 18 anos para fazer um piercing depois de várias tentativas em acorrer à "Bad Bones" para mo fazerem antes da idade.
- Tatuar o nome do amor da minha vida, aos 16 anos, na omoplata. Era Inverno e a minha mãe só deu por isso na Primavera porque me entrou de rompante na casa de banho enquanto tomava duche. Levei uma coça memorável, fiz uma remoção a laser daquela porra (não sem antes a minha mãe quase me ter arrancado a pele com esfregão com palha de aço na tentativa de poupar dinheiro) e trabalhei dois Verões seguidos para repor o dinheiro em caixa.*
Portanto, estou solidária com todas as mães das miúdas acampadas para assistirem ao concerto do Justin Bieber. E solidária também com as galhetas que elas derem às filhas depois destas aparecerem constipadas por terem dormido ao relento numa tenda.
Ser pai é alertar para o erro. Por vezes ter que ser condescendente e deixar os miúdos provarem do próprio veneno e verem as consequências dos seus actos.
Deixá-los aprender no duro, na constipação por culpa do decote, na pior nota a Inglês no final do período e no respectivo castigo, na dor do esfregão de palha de aço na pele. Deixá-los aprender com a raivinha de terem que ouvir o célebre "Bem feita! Eu não te avisei?"
Não sei se serei uma mãe permissiva ou rígida, porque a miúda ainda é bebé. Sei que nestas coisas da educação cada vez menos cuspo para o ar, cada vez menos julgo ou critico. Ainda que à vista desarmada me apetece dar um chapadão à miúda das seis tatuagens. Talvez porque saiba que o ADN é uma coisa lixada.
E, meus amigos, nada é definitivo. Sim, o amor pelos nossos ídolos não é. As certezas próprias da adolescência muito menos. Mas, espero pela graça a Deus, que o maior disparate que a Ana me faça na adolescência seja tatuar uma merda no corpo ou fazer um piercing.
É que ou furos fecham. E com o laser, nem as tatuagens são definitivas.
And we'll always have... palha de aço.
(*Chamava-se Sérgio e o idiota do tatuador, ainda por cima, esqueceu-se do acento.)
And we'll always have... palha de aço.
(*Chamava-se Sérgio e o idiota do tatuador, ainda por cima, esqueceu-se do acento.)
domingo, 3 de março de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
A parábola do nosso amor na história de outros
"Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver. 23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse... e foi assim."- Maeve Jinkings
Labels:
Dia 13
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
sábado, 16 de fevereiro de 2013
O Mundo divide-se...
... entre as pessoas que acham aquelas bolachas que parecem esferovite objectivamente nojentas e as que as comem.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
O Mundo divide-se ...
... entre as pessoas que ao ouvirem os primeiros acordes desta música trauteam " Ó Leonilde love" e as pessoas que cantam "All you need is love".
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Porque hoje é dia 13 (e agora somos 3)...
Pelo céu às cavalitas,
Escondi nos teus caracóis,
A estrela mais bonita, que eu já vi
Eu cresci com um encanto,
De ser caçador de sóis,
Eu já corri tanto, tanto para ti
Fui um príncipe encantado
Montado nos teus joelhos,
Um eterno enamorado, a valer
Lancelot de algibeira,
Mas segui os teus conselhos
Para voltar à tua beira
E ser o que eu quiser
(Refrão x2)
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela
Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis
(Refrão)
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela
Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis
(Refrão)
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela
Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis
Labels:
Dia 13
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Guimarães- capital quadripolar 2013
"Pólo,
As monissimas quadripolarizaram o berço da nação!! Guimarães está já conquistada ;)
Beijinhos,"
Beijinhos às Moníssimas
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
O Carnaval dos hospitais
O conceito era simples: a Xuxi queria prolongar a sua estadia em Portugal e não tinha desculpa para dar ao seu mais que tudo.
O plano era vir passar dois dias a minha casa para, juntas, pensarmos numa ideia fabulosa para indrominar o respectivo.
Naquele dia tive que ir fazer análises de manhã ao hospital e pedi-lhe que esperasse por mim em Cascais. Que desse uma volta pela vila enquanto esperasse que eu fosse ao seu encontro. No hospital as análises demoraram mais do que o expectável e recebi uma mensagem dela a dizer que tinha caído e magoado um pé. Obviamente como ela é uma drama queen e, como eu já estava tão atrasada, achei que era uma cena confabulada para me apressar. Ignorei a mensagem, portanto.
Umas 3 horas depois da rapariga chegar a Cascais mando-lhe uma sms a combinar um ponto de encontro. "Mas eu não consigo andar, foda-se!" foi a resposta. "Pois, pois, deixa-te de merdas e vem mazé ter à Cidadela e não vale a pena fazeres fitas!"
Dez minutos depois, chega-me ela a coxear. Ups, a gaja tinha caído mesmo e até estava com medo de se descalçar para ver a dimensão do inchaço. A solução encontrada foi: "Ah, se isso deve estar tão mal, então não te descalces porque temos montes de coisas para fazer e agora não dá jeito ir ao hospital. Acabei de apanhar lá a maior seca, caramba!". Dito. Feito.
Almoçámos um sushizito. "Dói-te o quê? O pê, quê? Bebe sakê, pá, que isso passa!" e pedimos emprestado o carro a mámen, que passou no restaurante para comer a sobremesa e beber um café.
Tudo muito bonito, vamos a sair do parque e... "onde é que se mete a marcha atrás neste carro?" Quase uma hora depois continuávamos no mesmo sítio. Telefonar ao mámen estava fora de questão ("e vamos lá dar parte fraca, queres lá ver?").
Empurrámos o carro, obviamente, e seguimos em frente. "Enganaste-te no caminho? Não faz mal, entra aí por essa rua de sentido proibido e reza." ou "Precisas de fazer inversão de marcha? Nada disso, vai dar a volta ali a Sintra!"
Estávamos nós a lanchar quando... EUREKA! "E que tal usares a queda, ires às urgências mostrar o chispe e... voilá, tens a desculpa perfeita para adiares a viagem? Doença é doença, pá!"
O plano estava traçado mas... só para o dia seguinte que já eram horas de regressar a casa, beber umas kimazinhas e tratar do jantar açoriano: lulas recheadas à mámen.
Depois de jantar, a hora da verdade: descalçou-se e o chispe estava uma bola. Ela maldizia a queda. Eu, secretamente, achei que aquilo era culpa das centenas de vezes que carregámos na embraiagem, à vez, para tentar a puta da marcha atrás.
No dia seguinte lá fomos ao hospital. No caminho ela lembrou-se: "Olha, é pena que não me façam análises, que tenho umas para fazer e ainda tenho que ir pedir um P1 ao Centro de Saúde...". Pólo Norte, sempre à frente, lembra-se: "Porque é que não dizes que caiste porque desmaiaste? Assim, aproveitas e fazem-te as análises, de certeza! É um 2 em 1.".
Xuxi entrou no gabinete médico e, horas depois, ainda não tinha saído. Foram radiografias e radiografias, confirmou-se: não tinha nada no pé. Nem a ruptura de ligamentos que nós antevíamos nem nada de grave que justificasse o adiamento da viagem. Só uma entorse ligeira.
No entanto, à custa do desmaio por mim inventado fizeram-lhe as análises . E embora ela tivesse praguejado e me tivesse lançado um olhar de ódio quando, a propósito do desmaio que nunca o chegou a ser, lhe puseram o sorito na veia umas boas horas , a verdade é que a miúda me fica a dever uma.
A fotografia com o ar derreado da bicha a levar soro intra-venoso serviu de alibi perfeito para o marido, naquele que foi o nosso primeiro "Carnaval dos Hospitais".
Subscrever:
Mensagens (Atom)