sábado, 23 de julho de 2016

Para a Vanda e para o Paulo...




Conheço-vos há dez anos e tínhamos tudo para não dar certo. As diferenças (de idade, de geração, de gostos, de vidas, de horários e de dinâmicas familiares) eram tão grandes- à data que nos conhecemos- que nunca pensei que se viesse algum dia a tornar esta amizade boa que se tornou.
Em dez anos anos aprendi muito convosco, mesmo quando a vida, os tempos, os calendários, os telefones e as disponibilidades andaram desencontrados. 
Aprendi que o amor e a vida podem ser a mesma coisa. Que um casal não deixa de ser um casal quando passa a ser uma família. Que o segredo para um casamento duradouro e feliz é a tolerância, a persistência, a resiliência. E um certo desequilíbrio como se nisto de "dar certo" seja requisito uma certa homeostasia  Que para um amor chegar longe deve-se correr ao mesmo ritmo, ao mesmo compasso, dois a dois, cabendo a cada um empurrar ou puxar o outro- cansado- conforme as suas pernas tenham mais força, cabendo a cada um gritar palavras de encorajamento e ânimo quando as metas parecem ficar mais longe, cabendo a cada um partilhar água e ensinar como se respira melhor quando os tempos são difíceis. Que uma relação duradoura não é um sprint nem sequer uma maratona: é um pentatlo, cheio de desafios e provas, meios adversos e força necessária em todos os músculos dos nossos corpos. Em todos, sem excepção, mas em especial no músculo cardíaco. 
Convosco aprendi que nem sempre se pode ser feliz sempre mas, feitas as contas, se pode aprender a ser feliz para sempre. 

Feliz bodas de naftalina, miúdos: venham mais 25! 

sábado, 25 de junho de 2016

quarta-feira, 15 de junho de 2016

O Mundo divide-se...

... entre as pessoas que preferem areia e as que preferem as rochas.



[Mámen: esta é para ti!]

Gabão? Eh lá!






"Olá Polo Norte. 
 Tarda mas não falha. 
 Podes juntar o Gabão à lista. 
 E resume-se a isto: plataformas, petróleo, calor, água quentinha, pé na areia e muita praia. Bisous.

Andreia Silva"

Conheça todos os países já quadripolarizados aqui.

terça-feira, 14 de junho de 2016

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Barómetro da amizade

Passar férias em conjunto com outras famílias: pernoitar, partilhar refeições e despesas, respeitar ritmos, negociar, celebrar diferenças, experimentar rotinas alheias e permitir que experimentem as nossas, ser flexível e acabar os dias em comum desejando que se repita a experiência. 

Não basta ser-se amigo para se fazer férias em conjunto. Até na amizade é preciso haver compatibilidade.



[Paulo e Margarida: obrigada.]

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Georgia on my Mind




"Querida Pólo,
Sou leitora quase diária do blog e adoro a cruzada quadripolar!
Este ano contribuí com a Geórgia e a Arménia!!! Espero que seja a primeira!
A primeira foto é do lago Sevan, na Arménia (destaque para as montanhas com neve lá atrás!) e a segunda é uma vista da capital da Geórgia, Tbilisi. Viajei um pouco por estes países, de norte a sul.
A viagem foi óptima e recomendo, as montanhas do Cáucaso são lindas mesmo!

Um grande beijinho,
Matilde"


Obrigada, querida Matilde! Graças ao teu duplo contributo, na Europa só nos restam, agora, 17 países por quadripolarizar! Yey!

  • Conheça todos os países já quadripolarizados aqui.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Come a papa (da) Joana, come a papa!

A Joana é, indubitavelmente, a melhor blogger de culinária portuguesa. E a minha preferida. Calha também ser minha amiga e eu gostar muito, muito dela. 
A Joana na culinária (tal como a Mónica na moda) é minha contemporânea nos primórdios da blogosfera, quando as pessoas tinham blogs mas não tinham pretensões de ser bloggers, escreviam para comunicar e para partilhar e não para receber borlas, fazer parcerias ou fazer negócio com os blogs. Era um tempo diferente na blogosfera e acredito que os que resistem dessa altura são verdadeiramente resilientes, genuínos e originais. A Joana é uma delas: a rainha da culinária da blogosfera, uma cozinheira de mão cheia, mais preocupada com o sabor que com a fotografia, mais implicada na comida de conforto, na comida que junta pessoas à volta da mesa, que remete aos afectos, às histórias das famílias que nos pratos e nos ingredientes da moda. 
E o blog "As minhas receitas" da Joana comemorou, por estes dias, 10 anos e só me resta desejar-lhe, para os próximos dez, o mesmo que conseguiu reunir nesta última década: originalidade, genuinidade, talento, audácia, seriedade e inovação. E manter-se fiel ao que sempre tem sido porque a Joana é tudo de bom. 

            

Um beijinho, minha guru culinária! Venham mais dez!



Subscrevam o canal de youtube da Joana aqui

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Quer fazer uma criança feliz? Não atrapalhe!




A maioria das pessoas olhará e tenderá a lamentar a minha infância, a questionar até que ponto terá sido feliz. 
As crianças têm uma propensão inata para serem felizes: chateia-as a condição de doentes, aborrecem-se com a tristeza, entedia-as a infelicidade. Eu não fui excepção. 
 Da criança que fui, entre muitas outras coisas, guardo isso: um instinto inato e inconsciente para ser feliz. Para procurar coisas positivas na adversidade: aprender a ler aos 4 anos porque tinha que estar, durante meses, deitada numa maca de barriga para baixo e nada mais me restava senão aprender a ler; lembrar-me do meu pai assim, presente e brincalhão, mesmo depois dos anos imensos de escuridão que se seguiram; fechar os olhos e recordar-me dos sapatos de verniz ou das sabrinas douradas de purpurinas que a minha mãe me comprou, depois de anos seguidos a usar botas ortopédicas, ali no largo do Rato. 
Onde as pessoas vêem doença e dor eu vejo reabilitação e vitória, onde as pessoas vêem abandono e ausência eu vejo reforço na vinculação com a minha mãe e com a minha família materna, onde as pessoas vêem cadeira de rodas eu lembro-me do dia em que aprendi a fazer cavalinhos. 
Da criança que fui resta muito. Tantas coisas que não vos passa pela cabeça: a impulsividade, a alegria, o coração aberto a quem passa, a crença no ser humano, a fé num futuro melhor. Mas, acima de tudo conservo, assumidamente sem medo de ser ingénua, este impulso para procurar ser feliz. E ua espécie de preguiça: é que ser triste, macambúzio, pessimista dá muito, mas mesmo muito, trabalho. 
Para se fazer uma criança feliz e criar memórias felizes na infância dos nossos filhos acredito que não seja preciso muito: acho que basta que os adultos não atrapalhem. 

Não atrapalhemos, então.

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