quarta-feira, 26 de junho de 2013

A festa da Ana- desenvolvimentos e chamada aos sempre fiéis quadripolares de serviço

É esta a sinopse da grande festa do ano:


Eu tenho um blog. Este blog. E esta é a razão principal que dá origem a esta festa. O meu blog nem sequer é um blog temático. É um blog de non sense, onde digo umas larachas e que foi acumulando um número considerável de visitas. Para ser mais precisa, cerca de 4 milhões desde que foi criado. Mas eu nem dei por isso, juro! 

Mas o rumo do blog melhorou no último ano. E melhorou porque fui mãe. E ser mãe muda um bocadinho as coisas na nossa vida. Fui mãe da Ana, que comemorará o seu primeiro aniversário no próximo dia 09 de Agosto. 

Quando estava grávida cruzei-me, numa cama de hospital com a mãe da Bia. A Bia tem leucemia e precisava de um dador compatível e entrou-me, pelo quarto de hospital por engano, fitou-me, olhou-me para a barriga, e no alto dos seus quatro anos, perguntou-me: "Tens um mano na barriga?".
A mãe da Bia esperava que o seu irmão nascesse, para que ele pudesse ser o código PIN da Bia. Não foi. 

 Então lancei no meu blog uma campanha para sensbilizar as grávidas a doarem as células do cordão umbilical dos seus recém-nascidos para o banco público numa campanha chamada, precisamente, "Tenho um mano na barriga". Afinal, qualquer um dos nossos bebés poderia fazer a vez do mano da Bia. 

E depois os leitores deste blog  organizaram em cada sede de Distrito de Portugal uma recolha de prováveis dadores de medula óssea. Acumulámos mais de 500 possíveis novos dadores. 

 Entretanto, soubemos do caso do Rodrigo a quem o IPO mandou para casa para morrer, também com uma leucemia. Sem esperança nenhuma. E juntámos-nos, sete amigas, num evento solidário e angariámos 301 novos inscritos como dadores de medula óssea. Num só dia. 

 O Rodrigo morreu. Mas, neste quase ano completo, angariámos mais de 801 novos dadores possíveis de serem o código PIN de uma criança ou de um adulto, que poderia ser da minha família. Ou da vossa. 

Não tenho pretensões de ser a Madre Teresa de Calcutá. Nem sequer sou o tipo de pessoa boazinha e caridosa. Mas tenho um blog e uma filha. E tenho que fazer a minha parte para fazer do Mundo um lugar um bocadinho melhor .E a obrigação de incutir à miúda o espírito de responsabilidade social. Porque isso não é só tarefa das empresas com ISOs e normas de certificação de qualidade que a atestam. É responsabilidade de cada um de nós. 

 O Rodrigo morreu, e nenhuma criança deveria morrer. Então pensei: a miúda vai fazer um ano. Nesse dia, procuraremos celebrar intimamente com a nossa família e amigos próximos. Mas... 

Mas eu gostava de marcar esta efeméride de forma inesquecível. Então, voltei a pensar: no dia 10 de Agosto, sábado, vamos organizar a primeira festa de aniversário solidária da blogosfera. 

Estamos a negociar que o acontecimento se dê num espaço fabuloso e doado por uma marca (vamos fechar o sítio esta semana), pedimos o patrocínio de 9 maravilhosas cake designers que se quiseram associar à causa e irão fabricar o mais solidário comboio de bolos para oferecermos uma fatia a quem se quiser juntar à festa, pessoas da área da decoração de eventos irão tratar disso pro-bono, dez amantes da costura confeccionam, neste momento, bandeirolas para enfeitarem a festa, alguns leitores do blog colocaram o seu network à disposição da causa e já temos animação garantida com um DJ, palhaços, gente que irá fazer pinturas faciais, modelagem de balões, escoteiros (tumbas!) a ensinar a fazer nós, autores de livros infantis a contarem ao vivo os seus contos, músicos, educadores de infância para ajudarem a dinamizar jogos com os meninos que forem à festa e acreditamos que ainda aí virá mais

Afinal, só lançamos a ideia do evento há, precisamente, 2 semanas. Em troca, peço uma prenda para a Ana: a inscrição de cada um (ou que tragam um amigo que ainda não esteja inscrito) como dador de medula óssea. Ou, caso já o tenham feito, a doação de sangue. É que em Agosto, com o período de férias, as reservas esgotam-se e são mais precisas que nunca! 

Do Norte virá um autocarro de quadripolares que se organizou para comparecer ao evento, virá uma quadripolar de Bragança de propósito, uma da Madeira, uma de Coimbra, outra de Ponte de Lima e uma do Luxemburgo, do Algarve meninas que não se conhecem mas lêem o blog farão um car sharing, todas inspiradas a inscreverem-se como dadoras de medula óssea na festa da Ana. 

Neste momento, temos cerca de 500 pessoas previstas confirmadas! 

Porque precisamos da ajuda de todos?

  • Porque esta campanha se enquadra num espírito de afectividade. Não é de afectos que esta festa está a ser feita? 
  • Porque é uma história real. 
  • Porque cada participante incorpora o valor da responsabilidade social (a da dádiva de sangue e de inscrição no banco de possíveis dadores de medula). 
  • Porque em Agosto está tudo de férias e os bancos de sangue ficam com poucas reservas e seria uma forma de sensibilizar as pessoas (esqueci-me de dizer que vai haver também espaço para a doação de sangue). 
  • Porque eu só tenho um blog e, apenas com um blog, organizar um evento desta envergadura é mesmo possível. E isso, acho eu, é inspirador. 
  • Porque isto é completamente o espírito quadripolar. 
Como é que as marcas, que assim entenderem, podem ajudar?
  • Com contributos em género para o lanche, pois nunca esperámos que a adesão fosse tão grande  e não queremos que ninguém passe fome na festa.
  • Com contributos de matéria-prima (pacotes de farinha, leite, açúcar, ovos, etc.) para ajudar as dez maravilhosas cake designers que se associaram à festa poderem confeccionar o combolo mais giro de que há memória.
  • Com contributos de logística (mesas, cadeiras, poufs, sombrinhas, tendas, guardanapos, loiça de plástico e tudo o que faz falta numa festa de aniversário). 
O que eu dou em troca? 

 Bem, lá está, eu sou só uma rapariga que tem um blog.

Posso pedir aos muitos dos leitores deste blog  que nos visitarem neste dia, falem do que gostarem na festa no FB e nas redes sociais. E nos blogs. Não apenas nesse dia mas durante todo este tempo em que andamos a preparar, de forma dinâmica e num espírito comunitário de entre-ajuda, a V. oferta.

E também vos posso dar em troca a certeza que eu faria o mesmo por vocês, pessoas que me estão a ler. Que inspiraria toda a gente que se cruza no meu caminho para ser dador de medula, caso precisassem duma. Ou por alguém da vossa família.

 Eu não sou boazinha, acho que já vos disse. Só quero cumprir a humanidade que me coube na rifa.

Posso contar convosco?

(ideias, contactos, oferendas, votos de parabéns para a miúda no próprio dia em maegyver@sapo.pt)

(acompanhem os preparativos da festa aqui)

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A quadripolarização mais coerente de todos os tempos


"Apanhei-o na casa de banho pública a lavar os dentes
fiquei 20 minutos à espera
 esteve 20 minutos a lavar os dentes.
Mas ei-lo"

Mariana Camargo: eu amo-te!

segunda-feira, 17 de junho de 2013

domingo, 16 de junho de 2013

Só por causa das tosses: Bulgária!


"A Bulgária acabou de ser quadripolarizada por Cátia, Cecília, Daniela, Ana e Áurea numa louca aventura por Sofia. O resultado foi este, mesmo em frente a Alexander Nevsky Cathedral, Sofia Agradecemos desde já ao Mc Donald's pelo patrocínio do livro (obtido no belo do Happy Meal com desconto!) Extremamente felizes estamos por contribuirmos para tão nobre causa!"

Meninas, a ursa love all of you!


Registo dos bastidores:




Chile. Não a praça. Chile mesmo.




Gracias, Sara mais linda.

Chile quadripolarizado? Checked. 




Quadripolarização "coltoral", tumbas!


Quadripolarização de Kosice- 2ª cidade maior da Eslováquia- Capital Europeia da cultura 2013. 

Obrigada, Alima!


sábado, 15 de junho de 2013

terça-feira, 11 de junho de 2013

Pessoas que me inspiram # Pedro


O Pedro é um dos mentores da Limetree
Engenheiro civil de profissão viu-se a braços com a crise no sector da construção civil e pensou que ou mudava de área ou mudava de país. 
Mudou de área e fundou a Limetree, uma das start-ups mais promissoras dos últimos tempos. 
A Limetree é, basicamente, um álbum de criança virtual. Podemos lá deixar fotografias, cartas aos nossos filhos, gravações das suas vozes e vídeos caseiros. Tudo guardadinho na net e com acesso reservado aos pais, à prova de assaltos, cheias ou incêndios. À prova de filhos que retiram as fotografias dos álbuns e nunca mais as devolvem (desculpa mãe!). À prova de mudanças de cassetes VHS para dvds.À prova de qualquer imprevisto. 
As memórias ficam, assim, guardadas de forma segura (e gira!) para sempre. Espreitem o vídeo com a apresentação da Limetree aqui.
O Pedro não se conformou e deu à volta à crise. Não é uma inspiração?

(Sim, e é giro que se farta! Sim, e está em Dublin porque conseguiu uns investidores irlandeses. Sim- desculpem, meninas!- e ama a Pólo Norte! Tooomem!)

Irlanda quadripolarizada? Checked!


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Primeira festa de aniversário solidária da blogosfera # a ideia

O Rodrigo morreu e nenhuma criança deveria morrer. A Maria Raquel tem a vida, acabadinha de estrear, com prazo de validade. 
E depois há a Marina, cujo exemplo de coragem e valentia me há-de inspirar para sempre. 
E então, tive uma ideiaa Ana, a minha Ana, celebra o seu primeiro aniversário dia 09 de Agosto. Nesse dia, procuraremos celebrar intimamente com a nossa família e amigos próximos. 
Mas... Mas eu gostava de marcar esta efeméride de forma inesquecível. 
Então, pensei: no dia 10 de Agosto, sábado, vamos organizar a primeira festa de aniversário solidária da blogosfera. 
Vou procurar o patrocínio de um espaço em Lisboa (é Verão, um sítio desempoeirado!), vou pedir patrocínio de cake designers de Lisboa que se queiram associar à causa e cozinharem o mais solidário comboio de bolos para oferecermos uma fatia a quem se quiser juntar à festa e, em troca, peço uma prenda para a Ana: a inscrição de cada um de vós (ou que tragam um amigo que ainda não esteja inscrito) como dador de medula óssea. 
Porque a memória da esperança do Rodrigo tem que ser honrada e porque acho que posso contar com vocês. E porque os aniversários devem ser celebrados no meio dos amigos. 
Que me dizem? 

(Podem ir acompanhando os preparativos da festa aqui)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Orgulho: definição


A sardinha mais gira das "Festas de Lisboa" deste ano é da autoria de um amigo meu.
Não é o máximo?

terça-feira, 4 de junho de 2013

O Mundo divide-se...

... entre quem teve uma cama com alçado em criança e os outros.





(A minha tinha luz e rádio incrustados, tomem!)

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Já chegámos à NASA ou quê?


Já!
Obrigada e um granda beijo ao Zé Miguel. <3

(acompanhem a cruzada de quadrievangilização aqui)

terça-feira, 21 de maio de 2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Marrocos? Checked.


Em Marraqueche, o Abdul, do Riad 144.

Obrigada, Sara!


(Aos poucos conquistaremos o Mundo. Vejam os países já quadripolarizados aqui!)

quarta-feira, 8 de maio de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

quinta-feira, 11 de abril de 2013

sábado, 6 de abril de 2013

Frio polar? Pólo Norte explica o que é frio polar!


"Querida Pólo -Norte,

O mais perto que estive do Pólo Norte foi quando pus os pés na Islândia, no mês passado, e como não podia deixar de ser tratei de espalhar a palavra e quadripolarizar uns marinheiros que por lá andavam (estavam um bocadinho para o estáticos, talvez fosse do frio gélido que se fazia sentir). Pus de lado a ideia de evangelizar os locais porque embora civilizados e mui educados são - digamos - parcos em simpatia!... :$ 

E pronto, depois da evangelização a sul, com a Namíbia, Botswana, etc... eis que chega a vez da Islândia! Nada mau para começar o ano de 2013, não é? ;)"

O brrrrrr igada, querida Dulce!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

sexta-feira, 29 de março de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que têm famílias com tradições pascais, cabrito assado, missa, cabrito assado, padre a benzer as casas, cabrito assado, mais comida, entre a qual cabrito assado e as pessoas com famílias como a minha.

Humpf.

quarta-feira, 20 de março de 2013

O Mundo divide-se...

... entre as pessoas que vivem numa terra que tem uma "rua direita" e os outros.

terça-feira, 19 de março de 2013

Ao Pai cá de casa (para mim, sempre, Mámen!)


... hoje é o teu dia, este, a coroar todos os que já se somam e os que se seguirão. Hoje é o meu dia também, um dia do Pai com Pai, ainda que não o meu, o que foi escolhido por mim. Hoje é o dia da Ana, cópia de ti, olhos de mar, sorriso húmido como as brumas das ilhas. Filha. 
Ofereceste-te por inteiro e hoje és o Pai desta casa, ofereceste-me um Pai para dedicar a uma filha, tão linda, tão tua, tão nossa. 
Hoje é o teu dia e queremos que saias cedo do escritório. Gostamos de ti assim, calmo e pachorrento, cool e divertido, adulto e ao mesmo tempo criança. Tu tens sempre vagar, Pai cá de casa, e quando te apressam dizes como quem tem todo o tempo do mundo que "o mar é já ali!" Não gostas que te pressionem e vives ao ritmo da dolência das ondas do mar dos Açores, azul como os olhos da Ana. É uma questâo de metabolismo insular.
No entanto, Pai cá de casa, sabemos que o tempo pára quanto pegas na Ana ao colo, lhe fazes cócegas na barriga, brincas com os lábios barulhentos na curva do seu pescoço ou a atacas com uma crise de beijos sem fim. Sabemos que aí, só aí, não há pressa nem tempo e gostamos quando nos confidencias que durante o dia de trabalho fechas os olhos, tão iguais aos dela, e te concentras nesse azul tão vosso, no riso dobrado e te apetece dar corda aos ponteiros do relógios e varreres o tempo para te juntares a nós. Aqui, onde a vida passa ao ritmo dos teus Açores. 
Sabemos que, durante o teu dia de trabalho, o mar às vezes está longe e não é já ali. Que o tempo tem que ser mastigado, que o ritmo te esgana o compasso da vida e que só tens pressa de voltar a casa, filha nos braços, colo do tamanho de um oceano. 
Por isso, Pai cá de casa, queremos dizer-te que o teu posto de abrigo é aqui. Pedir-te para te apressares de todas as obrigações, para beliscares os ponteiros dos relógios quando as horas nos apartam e que te lembres dos olhos cor de mar da tua filha, que te espera com um sorriso de estrela. Estrela do Mar. Porque aqui, Pai cá de casa, o tempo tem outra dimensão e é vivido à velocidade do amor. Porque aqui podes ser tu. E esperamos-te sempre com olhos de riso e de mar.
Porque, afinal, o mar é já aqui. Amar é já aqui. 





quarta-feira, 13 de março de 2013

Porque hoje é dia 13...




You're a part time lover and a full time friend
The monkey on you're back is the latest trend
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

We both have shiny happy fits of rage
You want more fans, i want more stage
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from side to side
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't, you forgive me?
I don't see anyone can see, in anyone else
But you

Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu
Du du du du du du dudu du
I don't see what anyone can see, in anyone else, but you


terça-feira, 12 de março de 2013

O mundo divide-se...

... entre as pessoas que na adolescência compravam a "Bravo" em alemâo, sem perceberem um boi do que lá vinha escrito só por causa das fotografias dos ídolos da altura e as outras. 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Eu também já fui pita. E parva.

Sim, a minha mãe foi a melhor mãe do Mundo e era atenta, regrada e rígida e tudo e tudo. Tinha até a pretensão de que me policiava 24 horas por dia. E isso não me impediu de:

- Sair de casa com uma roupa tapadíssima em Dezembro e chegar à escola e mudar de vestimenta na casa de banho das raparigas e vestir, por diversas vezes, decotes em que se via o meu estômago;

- A minha mãe dar-me boleia para o ILPA no Estoril, cuja mensalidade era na altura 7 contos, chegar lá, assistir a uma hora e ao intervalo ir com a minha amiga Cláudia para a praia, ali a 200 metros, e voltar para apanhar boleia da minha mãe à hora de término da aula de Inglês, como quem não quer a coisa e com medo dela topar grãos de areia na minha roupa;

- Dizer que ia dormir à casa da Tânia porque tinha que fazer trabalhos de grupo e ir passar a noite n vezes com o namorado que já tinha casa própria;

- Esperar pelo dia em que fazia 18 anos para fazer um piercing depois de várias tentativas em acorrer à "Bad Bones" para mo fazerem antes da idade.  

- Tatuar o nome do amor da minha vida, aos 16 anos, na omoplata. Era Inverno e a minha mãe só deu por isso na Primavera porque me entrou de rompante na casa de banho enquanto tomava duche. Levei uma coça memorável, fiz uma  remoção a laser daquela porra (não sem antes a minha mãe quase me ter arrancado a pele com esfregão com palha de aço na tentativa de poupar dinheiro) e trabalhei dois Verões seguidos para repor o dinheiro em caixa.*

Portanto, estou solidária com todas as mães das miúdas acampadas para assistirem ao concerto do Justin Bieber. E solidária também com as galhetas que elas derem às filhas depois destas aparecerem constipadas por terem dormido ao relento numa tenda.

Ser pai é alertar para o erro. Por vezes ter que ser condescendente e deixar os miúdos provarem do próprio veneno e verem as consequências dos seus actos.
Deixá-los aprender no duro, na constipação por culpa do decote, na pior nota a Inglês no final do período e no respectivo castigo, na dor do esfregão de palha de aço na pele. Deixá-los aprender com a raivinha de terem que ouvir o célebre "Bem feita! Eu não te avisei?"

Não sei se serei uma mãe permissiva ou rígida, porque a miúda ainda é bebé. Sei que nestas coisas da educação cada vez menos cuspo para o ar, cada vez menos julgo ou critico.  Ainda que à vista desarmada me apetece dar um chapadão à miúda das seis tatuagens. Talvez porque saiba que o ADN é uma coisa lixada.

E, meus amigos, nada é definitivo. Sim, o amor pelos nossos ídolos não é. As certezas próprias da adolescência muito menos. Mas, espero pela graça a Deus, que o maior disparate que a Ana me faça na adolescência seja tatuar uma merda no corpo ou fazer um piercing.
É que ou furos fecham. E com o laser, nem as tatuagens são definitivas.
And we'll always have... palha de aço.


(*Chamava-se Sérgio e o idiota do tatuador, ainda por cima, esqueceu-se do acento.)

domingo, 3 de março de 2013

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A parábola do nosso amor na história de outros

"Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver. 23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse a sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse... e foi assim."- Maeve Jinkings

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

sábado, 16 de fevereiro de 2013

O Mundo divide-se...

... entre as pessoas que acham aquelas bolachas que parecem esferovite objectivamente nojentas e as que as comem.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Mundo divide-se ...

... entre as pessoas que ao ouvirem os primeiros acordes desta música trauteam " Ó Leonilde love" e as pessoas que cantam "All you need is love".

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Porque hoje é dia 13 (e agora somos 3)...



Pelo céu às cavalitas,
Escondi nos teus caracóis,
A estrela mais bonita, que eu já vi

Eu cresci com um encanto,
De ser caçador de sóis,
Eu já corri tanto, tanto para ti

Fui um príncipe encantado
Montado nos teus joelhos,
Um eterno enamorado, a valer

Lancelot de algibeira,
Mas segui os teus conselhos
Para voltar à tua beira
E ser o que eu quiser

(Refrão x2)
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassóis
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

(Refrão)
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

(Refrão)
Os teus olhos foram esperança
Os meus olhos girassois
Fomos onde a vista alcança da nossa janela

Já deixei de ser criança e tu dormes à lareira
Ainda sinto a minha estrela nos teus caracóis

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Guimarães- capital quadripolar 2013


"Pólo,

As monissimas quadripolarizaram o berço da nação!! Guimarães está já conquistada ;)

Beijinhos,"

Beijinhos às Moníssimas

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O Carnaval dos hospitais

O conceito era simples: a Xuxi queria prolongar a sua estadia em Portugal e não tinha desculpa para dar ao seu mais que tudo. 
O plano era vir passar dois dias a minha casa para, juntas, pensarmos numa ideia fabulosa para indrominar o respectivo. 
Naquele dia tive que ir fazer análises de manhã ao hospital e pedi-lhe que esperasse por mim em Cascais. Que desse uma volta pela vila enquanto esperasse que eu fosse ao seu encontro. No hospital as análises demoraram mais do que o expectável e recebi uma mensagem dela a dizer que tinha caído e magoado um pé. Obviamente como ela é uma drama queen e, como eu já estava tão atrasada, achei que era uma cena confabulada para me apressar. Ignorei a mensagem, portanto. 
Umas 3 horas depois da rapariga chegar a Cascais mando-lhe uma sms a combinar um ponto de encontro. "Mas eu não consigo andar, foda-se!" foi a resposta. "Pois, pois, deixa-te de merdas e vem mazé ter à Cidadela e não vale a pena fazeres fitas!"
Dez minutos depois, chega-me ela a coxear. Ups, a gaja tinha caído mesmo e até estava com medo de se descalçar para ver a dimensão do inchaço. A solução encontrada foi: "Ah, se isso deve estar tão mal, então não te descalces porque temos montes de coisas para fazer e agora não dá jeito ir ao hospital. Acabei de apanhar lá a maior seca, caramba!". Dito. Feito.
Almoçámos um sushizito. "Dói-te o quê? O pê, quê? Bebe sakê, pá, que isso passa!" e pedimos emprestado o carro a mámen, que passou no restaurante para comer a sobremesa e beber um café. 
Tudo muito bonito, vamos a sair do parque e... "onde é que se mete a marcha atrás neste carro?" Quase uma hora depois continuávamos no mesmo sítio. Telefonar ao mámen estava fora de questão ("e vamos lá dar parte fraca, queres lá ver?").
Empurrámos o carro, obviamente, e seguimos em frente. "Enganaste-te no caminho? Não faz mal, entra aí por essa rua de sentido proibido e reza." ou "Precisas de fazer inversão de marcha? Nada disso, vai dar a volta ali a Sintra!"
Estávamos nós a lanchar quando... EUREKA! "E que tal usares a queda, ires às urgências mostrar o chispe e... voilá, tens a desculpa perfeita para adiares a viagem? Doença é doença, pá!"
O plano estava traçado mas... só para o dia seguinte que já eram horas de regressar a casa, beber umas kimazinhas e tratar do jantar açoriano: lulas recheadas à mámen. 
Depois de jantar, a hora da verdade: descalçou-se e o chispe estava uma bola. Ela maldizia a queda. Eu, secretamente, achei que aquilo era culpa das centenas de vezes que carregámos na embraiagem, à vez, para tentar a puta da marcha atrás.
No dia seguinte lá fomos ao hospital. No caminho ela lembrou-se: "Olha, é pena que não me façam análises, que tenho umas para fazer e ainda tenho que ir pedir um P1 ao Centro de Saúde...". Pólo Norte, sempre à frente, lembra-se: "Porque é que não dizes que caiste porque desmaiaste? Assim, aproveitas e fazem-te as análises, de certeza! É um 2 em 1.".
Xuxi entrou no gabinete médico e, horas depois, ainda não tinha saído. Foram radiografias e radiografias, confirmou-se: não tinha nada no pé. Nem a ruptura de ligamentos que nós antevíamos nem nada de grave que justificasse o adiamento da viagem. Só uma entorse ligeira. 
No entanto, à custa do desmaio por mim inventado fizeram-lhe as análises . E embora ela tivesse praguejado e me tivesse lançado um olhar de ódio quando, a propósito do desmaio que nunca o chegou a ser, lhe puseram o sorito na veia umas boas horas , a verdade é que a miúda me fica a dever uma. 
A fotografia com o ar derreado da bicha a levar soro intra-venoso serviu de alibi perfeito para o marido, naquele que foi o nosso primeiro "Carnaval dos Hospitais".

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

sábado, 19 de janeiro de 2013

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

That's what friends are for

Para conseguirmos provar que é possível fazer uma refeição interinha a gargalhar.
Para contar historias que se escrevem nos respectivos blogs a alto e a bom som.
Para provarmos que a vida e a crise nao nos corrompe e que seremos sempre uns fixes.
Para deixarmos de ser os três mosqueteiros e passarmos a ser quatro mosqueteiros. E meio.
Para simularmos que pertencemos à máfia.
Para, finalmente, darmos um petit nom que faça juz à Ana, a partir de agora a.k.a. Hope. Raising Hope (é uma sósia, caramba!)




quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Aos 9 de Janeiro de 2013, à Ana por ocasião dos seus 5 meses

Quando nasceste, há cinco meses atrás, o meu corpo encaixou-se no teu. Não, Ana, não foi durante a gravidez, foi mesmo no dia em que nasceste, no dia em que te recebi.
As minhas mãos têm o tamanho exacto para engolirem as tuas e as aquecerem quando estão frias. Quando te encostas ao meu peito e te enroscas como um bichinho-de-conta, os meus braços envolvem-te, exactamente, na medida certa. O curvo da tua testa, o arrendondar da tua cabeça pedem-me que levante o queixo e os deixe pousar na curva do meu pescoço, como se fosse um modelo perfeito de uma chave e de uma fechadura. A tua pele tem a temperatura da minha, excepto quando tens frio e o meu corpo te aquece ou quando tens calor e o meu soprar tem a frescura exacta para te refrescar.
O teu sorriso engole, inteirinha, a minha alma, sem deixar nada que sobre, nada que exceda, o teu sorriso é a toca da minha vida, a casa à medida para eu ser feliz.
Quando brincamos, o teu pezinho gosta de me tocar nos lábios e eu engulo-o, num jogo de faz de conta, os dedinhos, o peito do pé e cabes inteirinha naquele jogo de amor. O meu braço esticado tem o comprimento do teu tronco, quando te repouso nele para te massajar a barriga e te afastar a possível dor. Os teus olhos, azuis, são o tecto da minha vida, o sinal de esperança de que o sol sempre brilhará, sem nuvens nem chuva nas nossas almas, sao assim os teus olhos azuis, como o céu num dia de Verão.
O meu colo, ah, o meu colo, Ana! O meu colo foi recortado para ti, ainda bem que foste tu quem aqui chegou, há cinco meses atrás, porque no meu colo não cabe desta forma nenhum outro bebé, costumizado que foi para ti, feito à medida para me tornar mãe. Mãe de ti.
Sabes, Ana, às vezes tenho medo que cresças, que deixes de me servir, que não caibas mais em mim. Mas, filha, acredito que os corpos se adaptam aos filhos, e o meu também crescerá à tua medida, como um puzzle ao qual acrescentam peças e, ainda assim, não se estraga o desenho original, tornando-o ainda mais completo e perfeito. Até ao dia em que seja o meu corpo, velhinho e vivido, que passe a caber todo em ti.

Um beijo da tua mãe

(As cartas para a Ana, a partir deste mês, passam apenas a ser publicadas aqui)

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O primeiro "O mundo divide-se" do ano

O Mundo divide-se entre as pessoas que dizem dois mil e treze e as que dizem dois mil e treuze.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Mundo divide-se ...

...entre aqueles que acreditaram no Pai Natal até depois de ingressarem na escola primária e os outros.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

terça-feira, 13 de novembro de 2012

O carteiro toca uma vez...

As tias blogosféricas da Ana são o máximo. Desta feita, a tia (também) Ana da Madeira conseguiu fazer-nos suster a respiração. 
Ora digam lá se não temos razão para tal:


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Aos 9 de Novembro de 2012: carta à Ana que aqui chegou

Ana, 

Faz hoje três meses que te materializaste neste Mundo para me ensinares a amar melhor. 
Ensinaste-me que se pode amar cegamente, sem grandes conceptualizações. Amar por instinto como um animal, amar com os olhos, com o cheiro, com o paladar. Amar com o pensamento e durante o sono, outrora pesado. Amar em silêncio e no meio da confusão.
Amar numa maternidade em pânico pela primeira vez sozinha com o meu bebé, num primeiro passeio de carro, na primeira noite em branco a ver-te dormir e a contar cada segundo do teu respirar. Ensinaste-me a amar melhor num primeiro banho desajeitado, no aprimorar da ciência de dar colo, no conhecimento gradual do que vão sendo as tuas preferências.  A amar sorrisos involuntários e voluntários, gemidos, sons, guinchinhos e gritinhos, ecos de aprender a comunicar. Ensinaste-me a amar no receio, no medo, nas tentativas e nos erros, nas frustrações e na persistência. 
Ensinaste-me a amar a nova identidade, o papel social, a natureza de ser mãe. A amar o tempo esquizofrénico, tão lento e tão rápido, tão tempo de ti.
Ensinaste-me a amar o choro tão teu, a capacidade de te acalmar tão minha, o cordão umbilical invisível e eterno, tão nosso. A amar a gargalhada experimental, os olhos cada vez mais vigilantes, estrelas azuis, o sorriso grande, de lua cheia.
A amar o novo conceito de família, de casa, de lar. O sol que representas na minha vida, fonte de luz e calor. 
Ensinaste-me a amar o amor que te dedico e que é inesgotável. A amar o verbo em que te tornaste e que conjuga este amor tão singular na primeira pessoa do plural. 
És o universo em mim e ensinaste-me, filha, mais que tudo, a "anar". 

Um beijo da tua mãe

O Mundo divide-se entre... #88

... as pessoas que vivem em terras em que ao meio-dia toca a sirene dos bombeiros e as outras.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

domingo, 28 de outubro de 2012

Em franciú é mais trés chic, mon Dieu que finésse!





"Querida Ursa,

Desculpe falar-lhe desta forma quase íntima, mas já faz parte do meu dia-a-dia há mais de um ano ler o quadripolaridades! :) Assim sendo, e apesar de ter sido  sempre uma leitora silenciosa até ao momento (preguiça,timidez, admiração quadripolar, não sei explicar ao certo...), decidi quebrar esta ligação unilateral e retribuir os momentos de diversão e calma que sinto ao lê-la!

Quadripolarizei a Suiça, como já tinha prometido pela Facebook esta semana! Só estava há espera pelo fim de semana para conseguir as paisagens mais bonitas da região! As fotos foram tiradas onde vivo há uns meses, no cantão do Valais e mais precisamente na cidade de Sion, capital do cantão.

Espero que toda a família quadripolar goste! Aproveitei e anexei também uma foto recente com duas gatas de nome proibido, em estado maquiavélico, julgo que assim não há problema! :)

Desejo-lhes muitas felicidades a todos: Pólo Norte, SeuMen e Ana BabyBear! Adoro sinceramente o blog pela genuinidade e todas as facetas que deixa transparecer nele, está cada vez melhor! Fora de série mesmo!

Um grande Beijinhos dos Alpes, e que se sigam muitas postagens para os leitores fiéis pf!

Inês Figueiredo"

Ici bisous, mon cher!

domingo, 21 de outubro de 2012

sábado, 20 de outubro de 2012

Um casal quadripolar divide-se...

... entre os pessimistas que aqui vêem uma chucha com herpes e as optimistas que vêem uma chucha com botox!


(*Fónix, vocês são mais fritos do que eu pensava! Ursos? Pipocas? Ovelhas? Ninguém vê a imagem das chagas de Cristo, não?)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Gravidez: o fecho do ciclo

A Dra. Guilhermina não me conhecia de parte alguma. 
Depois de ter sido mal atendida na CUF Descobertas fui ao Centro de Saúde, de onde me reencaminharam para a consulta de alto risco do Hospital de Cascais.
Gostei da Dra. Guilhermina desde o primeiro olhar, ainda que não seja do tipo de médica fofinha e kiducha, que se desfaz em risos e simpática até mais não. A Dra. Guilhermina é, num primeiro contacto, um pouco seca, até. Hoje, dez meses depois, sei que é tímida.
Sem muitas conversas fomos-nos vendo semana após semana. Conhecendo melhor. Adivinhei-lhe cada pausa no discurso, cada silêncio, cada olhar perscrutador. Ela tranquilizou cada expressão ansiosa no meu olhar, cada nó na garganta, lágrima de desconforto e dor. A Dra. Guilhermina revelou-me o ser mulher da minha filha, as boas notícias após cada rastreio genético e ecografia morfológica. Sorriu quando me viu comovida a ouvir, pela primeira vez, o coração da Ana e quando me mostrou a primeira imagem mais humana da bebé.
A Dra. Guilhermina apaziguou-me as angústias, os medos, as preocupações. Recusou-se a acompanhar-me, em paralelo, no consultório privado onde também dá consultas, acolheu-me com disponibilidade em cada banco de urgência, escreveu no meu livro verde o seu número de telemóvel e insistiu que estava à minha disposição. A Dra. Guilhermina trabalha num hospital público e é o exemplo perfeito de que a humanidade com que se trata um doente, a defesa do seu bem-estar e conforto não é exclusiva dos hospitais particulares.
A Dra. Guilhermina chamou a Dra. Cecília de cada vez que fui internada, para substitui-la quando estava ausente. E a Dra. Cecília deu continuidade ao trabalho da colega, sempre atenta e sensível, profissional e humana.
No dia 9 de Agosto a Dra. Guilhermina interrompeu as suas férias para comandar a cesariana que trouxe a Ana ao mundo. Calada e discreta abriu-me a barriga, olhar doce e meigo, e puxou a minha filha das minhas entranhas, assistiu ao seu primeiro fôlego, ao som novo do seu respirar. E sorriu de uma forma diferente da que me tinha habituado ao longo dos últimos sete meses e meio. Um sorriso feliz, genuinamente feliz pela vitória acabada de acontecer. 
Pegou na Ana ao colo e deu-lhe o primeiro colo, abraço, mimo. 
Por isso e, por tudo o mais, quando hoje fui consultada pela última vez por ela para fechar o ciclo da gravidez e pós-parto deu-me uma nostalgia, uma saudade dela já. E precisei de agradecer. 

Dra. Guilhermina a pegar a mão da Ana pela primeira vez.
 Quadro com inputs meus e fabricado pela querida Maria Mariquitas do "Amor ao Quadrado"

Dra. Cecília com o seu coração ligado ao da Ana através do cordão umbilical.
Quadro com inputs meus e fabricado pela querida Maria Mariquitas do "Amor ao Quadrado"

A Joana fez acompanhar a minha encomenda por este quadro maravilhoso, oferta para a Ana.
Nele consto eu, a bebé e, claro... a ursa Pólo Norte, só para contextualizar. 

(Para conhecerem o trabalho da Maria Mariquitas espreitem o blog e o facebook.
 Garanto que não há como resistir...)

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Status da evangelização quadripolar

Em três anos de blog: 28 países quadripolarizados e 12,4% do Mundo é quadripolar!

Alguém irá visitar países "virgens"? Alguém vive em países não quadripolares?

Do que estão à espera, caramba?

sábado, 13 de outubro de 2012

Botswana? Onde é que isso fica? Who cares? Está quadripolarizado!






"Querida Ursa,

bem sei que estou em falta porque ainda não quadripolarizei o país onde estou a viver, a África do Sul, mas só me lembro disto quando atravesso fronteiras!

da última vez foi a Namíbia, desta feita temos o Botsuana! 

infelizmente não encontrei ninguém junto à entrada da Univ. (era domingo!!) e tive que ser eu mesma a declarar, uma vez mais, o carinho quadripolar que por ti nutro!!! 

um beijinho,

D"


Beijinhos para a D. mais linda!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Quadripolarize a sua praia: Meco


"Ursa, como não sei se a praia do Meco já foi quadripolarizada, aqui vai a minha humilde contribuição.

Não deixes a baby-bear ver a imagem, é só para maiores de 18 ;)

Cumprimentos quadripolares,

Sílvia"

Beijinhos descascados para a Sílvia Tavares

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

República Checa? Quadripolarizada!



Um grande beijinho para a Ana Luisa Gonçalves que quadripolarizou Jicin na República Checa

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Quadripolarize a sua praia: Praia de Santa Eulália





"Viva!!
Sendo eu leitora assídua do teu blog, aqui fica a minha contribuição para a quadripolarizacao das praia (e nao só!)
Aproveito naturalmente para desejar as maiores felicidades a família polar, agora com um novo membro!
Um grande beijinho 
Carla Freitas"


Um beijo e um queijo à Carlinha.

Aos 9 de Outubro de 2012: carta à Ana que aqui chegou

Há dois meses eu acreditava que os melhores cheiros do Mundo eram o da canela, o da erva acabada de cortar, chá verde com menta, o do pão acabado de cozer em forno de lenha, o da maresia em dias de maré alta, o cheiro da terra molhada após as primeiras chuvas depois do Verão, mexidos acabados de fazer na véspera de Natal, o cheiro das páginas dos livros novinhos em folha prontos a serem estreados no início de um ano lectivo, colónia fresca na pele barbeada do meu avô.
Há dois meses atrás eu acreditava que os melhores sabores eram o de água fresca, fruta quente roubada directamente da árvores do quintal dos vizinhos, amoras acabadas de colher, salada de pimentos assada a acompanhar peixe regado com molho à espanhola, uma bola de Berlim comida no areal, pão com manteiga aquecido no bico do fogão,o do sal que fica na pele após um mergulho no mar, uma colher de leite condensado num assalto ao frigorífico durante uma insónia.
Há dois meses atrás eu acreditava que não havia som mais bonito que a da chuva a bater nas vidraças, o do piano do Jorge Palma, o da trovoada enquanto estamos deitados na cama, o da gaita de beiços do amolador de facas, o das gargalhadas em coro com amigos da nossa vida, o da pronúncia minhota, o da madeira a crepitar na lareira e o do mar a bater com força nas rochas. 
Há dois meses atrás não havia, para mim, toque mais prazenteiro que o de uma camisa de seda no peito desnudado, o da água do chuveiro a bater-me com força na pele após um dia cansativo, o da língua de quem se ama a mordiscar-nos a parte de trás da orelha, cafuné bem feito numa noite de Inverno, o da pele das pernas depiladas a tocar nos lençóis lavados e esticados numa cama onde nos acabámos de deitar. 
Há dois meses atrás as imagens mais bonitas eram a luz de Lisboa quando se chega de cacilheiro, os olhos verde azeitona da minha avó, as fotografias do passado nos álbuns, o do céu numa noite de lua cheia, o de o relógio de corda da casa dos meus avós, as pestanas de mámen, um gato a dormitar em cima do telhado, a baía de Cascais quando se desce a pé da Cidadela, o horizonte no Cabo da Roca, o musgo nos muros de Sintra. 
Há dois meses atrás tu vieste mudar tudo isto. Há dois meses atrás percebi que não há melhor cheiro que o da tua pele acabada de tomar banho. Não há sabor melhor que o da tua bochecha acabada de beijar de mansinho. Não há som mais harmonioso que o do teu respirar fundo e tranquilo quando me adormeces ao colo. Não há sensação táctil mais prazenteira que o toque do teu cabelo, fino e suave, cor de mel. Nem imagem mais bonita que a do teu rosto, desde o dia em que o teu Mundo começou em mim. 
Há dois meses atrás descobriste as melhores sinestesias da minha vida. E o ponto g do meu amor. 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...