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domingo, 8 de maio de 2022

O otimismo do meu marido


Eu: "Ai, caraças: isto está a ser um semestre para lá de "incrível": covid-19, gripe A, febre dos fenos. Assim de repente não há mais nada que me pegue?!"
Ele: " Engravidar é uma opção? Eu pego-te já..."

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Piadola eclética só perceptível por apreciadores de chá

 

Mámen para a Ana (com ar trocista): "Sabes, hoje a mãe mandou um chá para o pai muito bom..."
Eu: "Hey: não te mandei chá ! Só O ARROZ meio queimado..."
Mámen (a correr risco de vida sem o saber): "Ah, era arroz? Achei que era chá lapsang souchong mas em bagas ..."


(Estupor!)

quinta-feira, 7 de abril de 2022

Açorianos perceberão


A palavra preferida do Rui é "ensocado",

À moda de São Jorge diz-se "ensucuado" e eu amo expressões açorianas, caraças! 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Mámen, o crítico gastronómico

 

Depois do incrível gelado de pipocas do Continente que sabia a gavetas velhas, mámen, meu ryco marido, decide continuar a sua carreira de crítico gastronómico.
Esta manhã, prepara um sumo daqueles todos pipi com beterraba, banana, bagas xpto e tudo e tudo.
Enquanto ele bebe (primeiro que eu, porque, lá está, alguém tem que avançar sempre nestas coisas) vejo-o a passar a língua nos dentes, muito sério.
Eu: "Então? É bom? Sabe a quê?"
Mámen: "Sabes quanto estás na relva e tropeças, cais e vais com a cremalheira ao chão e comes relva e terra e tudo? Sabe a isso".
...

quinta-feira, 26 de março de 2020

Petit noms fofinhos que mámen me chama

O meu excelso esposo brinda-me, regularmente, com uma lista imensa de petit noms fofinhos.


Vale tudo: Li, Lilica, Licas, Lica, Lilicosa, Grunguinha, Grungui, Grungosa e, quando eu estou furibunda, sai-lhe sempre uma interjeição que eu oiço como Jumarruá, e cuja origem nunca percebi nem nunca lhe perguntei porque, enfim, quando ele me chama isso eu estou sempre puta da vida.

Hoje à hora de almoço, depois da cena das almôndegas e de eu ter usado a cartada do "vocês são uns ingratos, eu dou o meu melhor, beca beca", ele virou-se para a Ana e disse "não cutuques a Jumarruá" e eu voltei atrás e esclareci, de uma vez por todas, onde raio tinha ele desencantado aquele petit nom fofinho.




É Juma Marruá.

Preferia ter-me mantido na ignorância. [Cabrão!]



sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

O amor que fica



No outro dia, a propósito dos 20 anos de namoro com o Rui, perguntaram-me se eu acreditava em almas gêmeas. 
Não acredito. 

Amei 3 homens na vida: um demasiado platonicamente, um demasiado carnalmente e fiquei com o que amei na medida certa e no equilíbrio entre as duas margens. 

Poderia ter tido uma relação duradoura e feliz com qualquer um dos outros 2 com quem não fiquei, tivessem as circunstâncias e os tempos sido diferentes, e eu ter sido diferente nesses tempos. 

Não se esquecem os grandes amores: arrumam-se nas gavetas recônditas do coração, mete-se cheirinho de alfazema para prevenir maus cheiros e bolor, dobra-se bem dobrado e, em alguns casos, fez-se como com as toalhas de linho e embrulham-se em turcos antes de arrumar, para garantir que ficam acondicionados e preservados. Que não se estragam. Mesmo que saibamos que não os voltaremos a usar. 

Antes achava que não: que os amores passados eram roupa usada, velha, descartável. Mas depois o tempo passou e eu passei pelo tempo e vislumbrei claramente quem eram os amores da minha vida e o quanto lhes quereria bem para sempre, mesmo que já não os tivesse a eles nem eles a mim. 

O amor é uma sorte bestial para a qual não basta encontrar a pessoa certa: é preciso haver o timing das vidas, as circunstâncias do destino e a predisposição certa, porque o amor dá um trabalho danado! MEC escreveu “o amor é uma coisa, a vida é outra porque a vida dura a vida inteira, o amor não” e eu não acredito nisso nem nas almas gêmeas mas acredito que o amor pode durar uma vida inteira, mesmo que não resulte em relações ou em romance.

 O respeito pela pessoa que se amou, o carinho e o bem querer mesmo à distância, os sorrisos que involuntariamente esboçamos quando nos vêm memórias à cabeça e o bem que nos fez aquele amor cá dentro, no motor do coração, são sinais inequívocos que o amor não se esgota quando encontramos o nosso final feliz. 

Amei 3 homens na vida: um eu deixei, o outro deixou-me e fiquei com o terceiro. A vida corre: feliz. O amor a geminar não derruba o amor que já murchou e voltou à terra, fertilizando-a para alimentar melhor o amor que floresce. 

Não há almas gêmeas. 

Todo o amor fica mesmo que fiquemos num só amor.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Amor (cego) é...

Mámen comprar-me uma camisa de noite linda e oferecer-ma para eu ter o outfit mais giro do hospital.

O tamanho ser o "S".

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