Mostrar mensagens com a etiqueta Eu sou a Miss Bean de Deus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Eu sou a Miss Bean de Deus. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

E por falar em fails religiosos

Uma pessoa reencontra o "homem da sua vida" da adolescência. 
Uma pessoa fica entusiasmada porque coiso, uma pessoa está casada mas não está morta. 
Uma pessoa começa a tagarelar e a pôr a conversa de mil anos em dia. 
Uma pessoa acha que a conversa continua genial e fluída e sente-se com 17 anos outra vez. 
Uma pessoa interrompe os seus pensamentos porque o ex-homem da sua vida tem mesmo pena de interromper a conversa mas é segunda feira e é o dia em que tem agendado o seu curso. 


De estudos bíblicos. 


...

...

...

sábado, 9 de novembro de 2019

Pólo Norte assiste a um evento numa importante sociedade de advogados: uma experiência em três actos

Prelúdio: a que cheira a Opus Dei?

Entro no imponente edifício e o ar cheira tão bem que desconfio que meteram ambientadores da Rituals nas condutas do ar condicionado. Mal comparando, é mais ou menos como os pobres metem naftalina nos urinóis da casa de banho dos homens: tresanda mas como aroma zara home meets opus dei.

Primeiro acto: o desconhecimento de que lá fora no Mundo nem todos os sobrenomes têm duplas consonantes e a pelintrice existe e é real

“Qual é o sobrenome para confirmar aqui a inscrição? “ 
Respondo: Sintra.
Resto da população procura o meu nome nos "S".
Estes senhores andaram aqui aos papéis a procurar no C. Estou a deixá-los à beira da loucura porque não me encontram e não assumem que podem haver pelintras entre a plateia.


Antes do intervalo: viva a meritocracia

Um rapaz imberbe que diz "imeeenso" três vezes por frase e falta-lhe o fôlego para discursar apresenta-se: “O meu nome é Cristóvão Sebastião Bernardo Casais de Furão e sou o Presidente da Fundação xpto...”

Reações não verbais da plateia: "Uau! Tão novo e já Presidente de uma coisa deste gabarito, vamos lá ouvir com atenção..."

Rapaz no seguimento do discurso: “... a Fundação foi criada pela Dra. Isabelinha Constança Carlota Casais de Furão”.

Reações não verbais da plateia: "Aaaaaaahhhh!"

Segundo acto: também podiam ser injeções nos olhos

Perguntam-me no coffee break apontam-me para a mesa dos comes e bebes e perguntam-me o que quero. Não encontro em lado nenhum a opção "x-acto". 

Terceiro acto: tanto arquivo morto em atraso lá no trabalho e eu aqui

Desisto e vou para o trabalho. E eu hoje até estou com baita preguiça e nem me apetecia ir trabalhar.

terça-feira, 22 de outubro de 2019

Fui convidada para ir dizer coisas ao Programa da Cristina

A primeira vez que me convidaram queriam que eu falasse de maminhas. 

Desta vez queriam que eu falasse de partos.

Temo que me peçam para falar nos desafios de integração da minha filha na creche quando ela estiver a entrar na Universidade.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Os encantos de trabalhar na zona oriental de Lisboa (a verdadeira, não a chatice do Parque das Nações)



Para ser melhor tinham acrescentado um "s" e escrito "já fostes!". Ou "Incha Pacheco!" Ou "Tumbas! Vai buscar" ou "É bem feita porque o cão tem a mania que é espertalhão!". Ficam aqui as sugestões. De nada.


"A poizé!Velhinho mas pago, enquanto os nossos estão a crédito!"

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Isto é para os apanhados do "Sai de Baixo", tenho a certeza.

Estou num daqueles cabeleireiros de shopping para gente que tem um horário de trabalho incompatível como cabeleireiros de horário regular.


A senhora que me cobriu a miséria das brancas chama-me "quérida" e "xuxu". O senhor que me faz o brushing diz que o meu cabelo é uma "chiqueza".

Sinto-me o Caco e estou à espera que a Neide Aparecida entre por aquela porta com o espanador em riste...

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Sobre mantras e positividade tóxica

Sempre que alguém vem com aquela conversa da treta de que basta se querer muito para se ser o que se quiser dou o exemplo daquela vez em que eu queria muito ter franja e à conta de um remoinho no cocuruto acabei por ser uma mulher com uma palmeira plantada no alto da testa...

terça-feira, 13 de agosto de 2019

sábado, 11 de maio de 2019

Uma aventura no hospital (Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada: que nunca vos falte tema!)



Uma pessoa está a trabalhar e recebe um telefonema da escola da filha de uma pessoa.
Uma pessoa tem uma micro trombose de cada vez que vê o número da escola no seu telemóvel.
Uma pessoa começa a tremer e a piscar das pálpebras e a suar do bigode.
Uma pessoa imagina o massacre de Ranholas, rapto escolar, um sismo com o epicentro na sala de aula da criatura, enquanto não ouve: "olá mãe, a Ana está com febre, pode vir buscá-la?"
Uma pessoa voa do trabalho até casa em dez minutos num percurso que demora trinta minutos a ser feito.
Uma pessoa chega e a miúda já está com a avó, com febre altíssima.
Uma pessoa não tem urgências no respetivo centro de saúde.
Uma pessoa acha que os sintomas correspondem à quarta amigdalite do último ano e vai de levar a miúda às urgências pediátricas do hospital, para lhe darem a porra da injeção de penincilina.
Uma pessoa já vai a transpirar para as urgências a adivinhar a porca miséria da sua vida e a sirene que vai sair das goelas da filha de uma pessoa.
Uma pessoa vai à triagem e recebe pulseirinha amarela.
Uma pessoa ouve da enfermeira que "isto hoje até está calminho, ela é chamada não tarda muito..."
Uma pessoa está ali a tentar arranjar um lugar para sentar-se com a miúda e não encontra nenhum a uma léguas de todas as outras crianças doentes e fica de pé e a parecer uma neurótica tipo "não toques em nada que isto está cheio de bactérias e entras com uma amigdalite e sais com uma gastroenterite.
Uma pessoa despe as vinte camadas de roupa da miúda para a refrescar da febre".
A filha de uma pessoa pede para ver o instagram de família para espreitar umas fotografias da prima que mora longe.
Uma pessoa liga os dados e abre a conta do instagram privado e começa a ver a rede social com a filha.
Uma pessoa fica muito apertadinha para fazer xixi.
Uma pessoa atira o telemóvel com a janela aberta no instagram da família e os dados ligados para dentro da mala.
Uma pessoa arrasta a miúda enquanto procura uma casa de banho.
Uma pessoa vê a primeira casa de banho da sala de espera das urgências ocupada e ouve sons de vómitos lá dentro.
A filha de uma pessoa pede colo a uma pessoa em virtude de não "querer tocar em nada, mamã!".
A filha de uma pessoa tem seis anos e pesa ao colo, fazendo especial pressão em cima da bexiga de uma pessoa.
Uma pessoa não consegue esperar o fim da batalha dos vómitos na casa de banho e a chegada de uma empregada de limpezas para limpar todo aquele bedum.
Uma pessoa está quase a finar-se da bexiga.
Alguém vê o ar desesperado de uma pessoa e aponta uma segunda casa de banho, muito discreta, ao pé de um fraldário.
Uma pessoa faz marcha até à casa de banho  com a miúda a tira-colo e mais pulseirinhas e camisolas e casacos da miúda no braço e, claro, a respectiva mala.
Uma pessoa chega e avista uma sanita liliputiana, onde não cabe sequer a nádega de uma pessoa.
Uma pessoa depressa constata que não consegue pousar o nalguedo na sanita do Tyrion Lannister.
Uma pessoa entrega o corpo às balas e pousa a miúda no chão e mais a mala e os casacos e, que se lixe, uma pessoa precisa é de fazer xixi, que se copulem as bactérias, os micróbios, os vírus e todos os microrganismos hospitalares não identificados.
Uma pessoa faz xixi de pé a fazer pontaria para a micro-pia do demo com a mesma motricidade de uma foca a bater palminhas.
Uma pessoa olha e dá de caras com a filha de uma pessoa de telemóvel de uma pessoa em riste a filmar as figurinhas de uma pessoa e ahahahah para mostrar ao pai ahahahah.
Uma pessoa arranca o telemóvel das manápulas de criatura filha de uma pessoa -"Ana*, eu acabo com a tua raça!"- e observa que a mesma estava a fazer um directo no instagram de família de uma pessoa.
Uma pessoa reza para que ninguém esteja online naquele momento.
Uma pessoa vê ali, fofinho, o sinal de um espectador.
Uma pessoa tem uma paragem cardíaca.
Uma pessoa nunca mais quer encarar o seu sogro na vida.
Uma pessoa questiona-se porque não se dedicou à vida religiosa e viveu uma vida de clausura sem marido nem filhos.
Uma pessoa sofre muito.
 Dos nervos.

 [* Nome fictício para efeitos meramente exemplificativos]

sexta-feira, 3 de maio de 2019

A minha vida é uma miséria

Sabem quando vão a leilões e atiram um número ao ar em voz alta e depois ficam cheios de cagufa com medo de ninguém licitar a seguir?! 

 Sabem esse nervoso miudinho de profundo enrascamento e aflição?

 Há três horas apareceu no meu feed uma fotografia amorosa de um cãozinho e eu comentei “adoro”. 

Achava eu. 

O meu corrector automático escreveu “adoto” e agora estou a braços com a senhora que encontrou o bicho e ninguém o está a licitar a seguir.


#fml

quarta-feira, 3 de abril de 2019

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Oh wait!

Bom dia a todas as tias que estão a fazer bolachas de lobo mau para a festa temática da branca de neve das sobrinhas.

#fml

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Coisas que ficas a saber quando recuperas o teu iPhone passado mais de um mês

A Flávia esteve em Cascais dia 20 de dezembro e convidou-te para um café, a casa da tua amiga de cuja chave tens e alojaste pessoas tem um código de alarme que se não for activado faz um cagaçal do caraças (too late), feliz natal de montes de gente, amigas com férias marcadas em conjunto e como fiquei em silêncio assumiram que quem cala consente, o anfitrião de Roma queria ter-te ido apanhar ao aeroporto, o ex namorado mandou sms a reagir ao corte de cabelo, houve uma festa muita gira de Réveillon para a qual foste convidada e não sabias, o teu sobrinho Ben perdeu o peluche que lhe deste e está inconsolável.

Aparentemente, tudo se resolveu sem mim.

Sou tão #sqn importante, caraças. 

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Sou um poço de informação inútil

O meu primeiro número de telefone era o 2691789. "Frio? Eu não tenho frio: eu uso thermoteb!"  Uma girafa aguenta mais tempo sem beber água que um camelo. Toda a letra do "Linda só você mi fasssscina, miu desejos muito além do prazêêê!" O quadrado da hipotenusa é igual à soma do quadrado dos catetos. "Ai flores, ai flores do verde pino, se sabedes novas do meu amigo? Ai Deus, e u é? Ai flores, ai flores do verde ramo,  se sabedes novas do meu amado? Ai Deus, e u é?" 99% da massa do sistema solar está concentrada no sol. A data de aniversário de TODAS as minhas melhores amigas de infância que não vejo há mais de vinte anos. Os humanos não se lembram de 90% dos seus sonhos. Todo o poema "A Cidade e a Aldeia" do Abílio Mesquita. Os morcegos viram sempre à esquerda quando saem de uma gruta. O nome completo do meu primeiro namorado. Toda a coreografia da Macarena.  Nenhum bocado de papel de tamanho normal consegue ser dobrado mais de sete vezes. "Olá!Olá! Outra vez nas compras? Vim comprar uma saia!Ah é para esconder essas mãos? Sabe? É de lavar a loiça!" Todos os relógios do "Pulp Fiction" estão parados nas 4:20. O sabor dos hamburguers da Abracadabra. As baleias são mamíferos pertencentes à ordem dos cetáceos que, por sua vez, se subdivide em duas subordens: Myscticeti e Odontoceti . "Mortos nã bebem!" Todas as expressões do Herman José (I mean tooodas!). O pi é 3,1415926535. Um gato tem 33 músculos em cada orelha. 



A modos que é oficial: 2/3 do meu arquivo mental é spam. 

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Uma aventura na IKEA (Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada: botem os olhos nisto!)



Uma pessoa está em desmame de medicação fortíssima. 
Uma pessoa tem como efeitos secundários da medicação prisão de ventre. 
Uma pessoa tem como efeitos secundários do desmame da medicação a libertação desenfreada de ventre. 
Uma pessoa precisa de ir comprar umas coisas à IKEA. 
No meio do labirinto da IKEA o ventre duma pessoa decide começar a ter um espasmo, uma mistura de samba e wrestling. 
Uma pessoa grita ao marido "Já venho, toma aí conta da miúda", atira o carrinho pelos ares e começa a fazer marcha até ao wc que fica nos confins da IKEA. 
Uma pessoa repara que a filha de uma pessoa decidiu segui-la porque também está "com vontade de fazer xixi" . 
Uma pessoa começa a correr mas a filha de uma pessoa não a acompanha, o que faz uma pessoa ter que abrandar o passo e ter medo de se finar escatologicamente. 
Uma pessoa começa a surtar, pega na filha ao colo, espeta-na ao colo na anca e regressa ao treino de marcha. 
Uma pessoa avista a casa de banho. 
Uma pessoa irrompe a casa de banho aflitivamente. 
Uma pessoa pousa a criança e começa a desapertar o próprio cinto à velocidade da luz. 
Uma pessoa ouve uma vozinha "Mas mãe, eu preciso primeiro de fazer xixi"
Uma pessoa respira fundo, limpa o suor da testa e começa a ajudar a filha de uma pessoa a despachar-se. 
A filha de uma pessoa começa, muito lentamente, a cortar pelo picotado quadradinhos de papel higiénico e a forrar o tampo da sanita com toda a calma e precisão do Mundo para "se sentar sem tocar na tampa, mamã!". 
Uma pessoa começa a perceber que o seu ventre está a dançar a rumba e que provavelmente está prestes a dar-se uma tragédia. 
Uma pessoa continua a observar a filha de uma pessoa a forrar de papel higiénico meticulosamente a tampa da sanita. 
Uma pessoa lembra-se do Mr. Ben a embrulhar presentes naquela cena do "Love Actually". 
Uma pessoa grita "tu por amor de Deus despacha-te, Ana*!"
Uma pessoa ouve a filha "shhhhhhh"
Uma pessoa começa a controlar a respiração e a filha interrompe o "shhh" para fazer uma pergunta parva. 
Uma pessoa grita em surdina para não se ouvida em toda a casa de banho da IKEA "Faz xixi depressa já imediatamente!"
Uma pessoa vislumbra o fim do "shhhh"e pensa que tem que falar ao pediatra da capacidade tétrica de retenção de urina da bexiga da filha da pessoa.
Uma pessoa limpa a filha de uma pessoa e - finalmente!- consegue aliviar-se. 
Uma pessoa ouve uma vozinha "Preciso de oxigééénio!"
Uma pessoa abre os olhos e "shhhuttt! cala-te!"
Uma pessoa continua a ouvir "Cheira muito mal, mamã! Já disse que preciso de oxigénio!"
Uma pessoa ainda está a articular uma resposta quando dá pela filha da pessoa a abrir violentamente a porta do seu cubículo da casa de banho, deixando uma pessoa de ceroulas pelos joelhos sentada no real trono à vista de todas as utilizadoras da dita casa de banho. 
Uma pessoa agarra na filha de uma pessoa pelo cachaço e puxa-a para dentro, fechando a porta. 
Uma pessoa ouve risadas silenciadas do lado de fora da portinhola. 
Uma pessoa volta a ouvir numa voz flautada "Ó mãe, porque é que tens a sanita toda suja?!"
Uma pessoa atira um "Shuuut, não se diz isso, pá!"
Uma pessoa ouve de resposta " Ó mãe, porque é que tens a sanita toda limpa?"
Uma pessoa revira os olhos e manda a criatura calar-se, por favor. 
Uma pessoa volta ouvir a ladaínha "Mas eu preciso de respirar! Socooorro! Preciso de oxigénio!"
Uma pessoa acaba o serviço e vai para se limpar convenientemente. 
Uma pessoa dá conta que a filha de uma pessoa gastou todo o papel higiénico a forrar a sanita para fazer xixi. 
Uma pessoa pede à filha que vá à cabine sanitária do lado buscar papel higiénico. 
Uma pessoa fica outra vez na montra de toda a casa de banho, sentada e de ceroulas pelos joelhos, à custa da filha escancarar a porta toda para ir buscar papel higiénico à cabine do lado. 
A filha de uma pessoa regressa... com um quadrado de papel higiénico. 
Uma pessoa pondera suicidar-se com o fio do autoclismo quando percebe que o autoclismo está dentro da parede. 
Uma pessoa pede à filha que volte para buscar mais papel higiénico. 
A filha de uma pessoa suspira "ainda bem, assim respiro outra vez!"
Uma pessoa volta a arregalar os olhos. 
A filha de uma pessoa volta com mais dois quadradinhos rasgados meticulosamente pelo picotado de papel higiénico. 
Uma pessoa percebe, nas trezentas vezes, em que já ficou exposta de cuecas a tira colo à vista de todas as pessoas que frequentam a casa de banho, que há uma empregada de limpezas no espaço partilhado.
Uma pessoa instrui a filha de uma pessoa a pedir papel higiénico à empregada de limpezas. 
A filha de uma pessoa sai da cabine da casa de banho muito assertivamente. 
Uma pessoa ouve: "Olá, a minha mãe está toda borrada ali dentro, podia-nos arranjar papel higiénico?"
Uma pessoa pensa que se não morrer ali de vergonha, nunca mais morrerá. 
Uma pessoa vê a filha de uma pessoa entrar, de forma derradeira, com dois rolos de papel higiénico, daqueles industriais, um enfiado em cada pulso, como se fossem pulseiras e com os braços erguidos à laia de Dom Quixote a salvar o Sancho Pança.
Uma pessoa ouve risadinhas. 
Uma pessoa fica quinze minutos fechada dentro do cubículo à espera que saiam todas as eventuais testemunhas de tamanho vexame. 
Uma pessoa sai, finalmente, com a miúda de esguelha, e ouve o marido de uma pessoa na parte de fora da casa de banho a perguntar: "Que raio se passou ali dentro que tem saído toda a gente dali a finar-se a rir?"
Uma pessoa questiona-se porque não se dedicou à vida religiosa e viveu uma vida de clausura sem marido nem filhos. 
Uma pessoa sofre muito. 
Dos nervos. 

[* Nome fictício para efeitos meramente exemplificativos]


segunda-feira, 2 de julho de 2018

O outro queria um Ferrari amarelo



Eu queria uma camisa amarela, a modos que no Natal a minha mãe ofereceu-me uma muito gira da Primark.

No entanto, fiquei doente e foi em Maio que, a propósito de uma reunião importante com um parceiro chique, com sede ali no Marquês de Pombal, a estreei. 

Típica camisa da Primark: simples, tecido leve e com botões meio soltos. 

Sou uma nódoa a andar de canadianas, pelo que, quando cheguei à sede do parceiro todo eu era uma instalação desconchavada tipo Joana Vasconcelos: camisa de fora, mala sempre a cair do ombro e a empecilhar na canadiana, a outra mão a segurar uma pasta com papéis toda amarrotada também a empecilhar na outra canadiana e o ar mais esgroviado do Mundo. 

"Respira fundo e compõe-te, Lilana!"- pensei eu, enquanto chamava o secular elevador, daqueles com gradeamento. 

Dou o primeiro passo para entrar no famigerado elevador e não sei como, parece que ainda estou a ver o momento em câmara lenta, a canadiana enriça-se num botão, o botão solta-se e cai, em slow motion, para o exacto espaço entre o
elevador e a entrada, caindo para sempre naquele fosso.

Qual dos botões, perguntam vocês? O de baixo? O de cima? Nããã!
O do meio, pois está claro: o botão principal, o que tapa as mamas, precisamente, lá podia ser outro?!

E ali estava eu, a ver subir o cabrão do elevador e a pensar, piso a piso, como iria resolver o facto de aparecer com o mamaçal todo de fora (para quem não me conhece,eu sou "amiga do peito"!) a uma reunião onde as pessoas se cumprimentam só com um beijo.

Ao sair, tentei compor a camisa, enquanto me equilibrava nas canadianas e... cai segundo botão (eram três) e nesta altura estava boa para ir para o Meco, não para uma reunião num parceiro chique. 

Pensei que a única solução era andar com os braços mesmo coladinhos às costelas, de forma a apertar violentamente as "meninas" e tentar cobrir-me com o tecido, anteriormente conhecido como camisa, e agora uma espécie de lenço inútil.  

Entro, ninguém dá por nada (ou fingiram muito bem) e quando me perguntaram se queria um café, aceitei de imediato, para ganhar tempo enquanto a secretária se afastava e me deixava sozinha uns minutos até o meu interlocutor chegar. 

E foi assim, que aos 37 anos, tive uma reunião espectacular com a minha poderosa camisa amarela toda agrafada com um agrafador de mesa que ali jazia. 

Estou assim, capaz de patentear a ideia!
Ou só de mandar a Primark para o amarelo que a pariu!

domingo, 1 de julho de 2018

Da Ópera do Chiado à Lyrica de Arroios ou há ironias verdadeiramente quadripolares.

Disclaimer: eu sou a pessoa que nem sequer bilhete de ida e volta no comboio compra, porque conheço de ginjeira o potencial para me acontecerem imprevistos na puta da vida e não quero arriscar.

Odeio projectos a longo prazo porque acho sempre que isso me vai deixar refém das coisas e limitar-me caso me apeteça mudar de ideias.

Portanto, a compra da prenda de Natal do meu marido só se pode explicar pela facto de eu, à altura, já estar doente e a achar que ia quinar, portanto, que tinha que me despedir dele partilhando com ele experiências há muito adiadas e cumprindo um date por mês, com bilhetes comprados, lugares reservados e tudo planeado com uma antecedência que hoje, à distância de meio ano, ainda me deixa, como diria a minha avó "barada" (se não sabem o que é, perguntem ao minhoto mais próximo!"). Ou então explica-se porque estava já doente e com falta de imaginação e numa ida à FNAC tratei de tudo duma sé vez e despachei o assunto. 

Durante os últimos sete meses arrastei-me, primeiro com dores, depois com o efeito arrebatador da medicação, portanto, neste momento sinto que estive numa espécie de coma e lembro-me das coisas muito ao longe, meio difusas e, a esta distância, nem sei como consegui ir aos sítios e fazer coisas. Mas diz que fui, há fotografias que o provam e tudo. 

Assim,em Janeiro fomos comemorar o nosso aniversário de namoro ao Cooking and Nature Hotel (não gostámos muito e nem tem que ver com eu estar doente, foi mesmo uma desilusão), em Fevereiro adorámos o visionamento do Harry Potter em concerto (foi uma altura em que tive uma ligeira melhoria e deste lembro-me bem!) na Altice Arena, em Março (no auge das dores) consegui fazer a "aventura na serra" com mámen sabe-Deus-como porque estava no auge das dores e em Abril já estava praticamente e enlouquecer de dores. Em pura agonia.
Claro que era em Abril que tinha que estar marcado o programa mais desejado pelo homem: a ida à ópera. Pronto vocês têm maridos fits e desportivos, urbanos e coiso: a mim saiu-me um betinho erudito. É que o temos. E como é das ilhas, de uma em particular bastante pequena onde a vida cultural resume-se ao encontro de bandas filarmónicas, assistir à ópera no São Carlos era um desejo há muito adiado. Claro que eu em Dezembro, na loucura, comprei um camarote inteiro (onde estava com a cabeça?) e foi, claramente, o espectáculo com que ele mais delirou quando recebeu o presente de Natal. E claro que tinha que estar marcado para Abril, o pior mês que tive em termos de dores. 

O rapaz que, não desfazendo os das outras, é o mais fixe disse que não se importava de não ir, que haveria de haver outras oportunidades, o que importava era eu estar confortável. Mas, perante a fixeza do homem e mais a minha culpa judaico-cristã (e vá, porque gosto mesmo dele e sabia que era uma coisa que ele tinha tanta vontade de fazer comigo) enfiei uma data de comprimidos no bucho, estiquei o cabelo com a escova de esticar o cabelo que recebi no Natal, pus base a rodos para ver se disfarçava o ar doentíssimo e pálido com que estava, enfiei o único vestido de gala que me servia, todo ele preto e cheio de pedras tcharan- um Mango A/W 1999- enfiei as canadianas (a.k.a. muletas) no braço e lá fui. 

Claro que em Abril, água mil. Claro que chovia a rodos. Claro que o meu cabelo ficou um merdum 5 minutos depois e, de repente, achei que aquele era look para o Harry Potter dois meses antes pois eu estava tipo a Hermione e claro que andar de canadianas, com as borrachas dos ponteiros a escorregar sem parar fizeram logo com que o meu mood ficasse espectacular. Claro que ao chegar, o empregado me conduziu a um elevador de mil oito troca o passo e claro que o camarote que eu tinha reservado era super longe e senti que estava a fazer o triatlo de São Carlos, depois da molha que tinha apanhado já tinha nadado, agora estava na parte da corrida e não tarda muito ia pedalar dali para fora, mais de dez minutos a andar sobre a alcatifa almofadada de São Carlos e a perna a doer-me e eu de vestido a empecilhar-me, cabelo lambido e o ar mais miserável do Mundo. O homem todo feliz no seu fato piu-piu e o cabelo ligeiramente molhado, só paradar aquele ar blasé. 

Chegados ao camarote respirei fundo. O pior tinha passado. Havia três lugares: um para cada um de nós e uma para a minha perna (abençoada ideia peregrina em ter comprado o camarote inteiro!).O ambiente no São Carlos é épico e o homem estava ali a realizar o seu sonho de tenor frustrado. 

Começa a ópera.


Ok, tem legendas, boa! Dá para ir acompanhando a história e eis que entra o Romeo (ler "Rrrrrrróóóómeeeeeooooo!") mas epá...
- "Ó Rui, o Romeu é uma gaja?"
- "Shut, não sei! Deixa-me ouvir!"
- "Epá, ó Rui, isto não pode ser da medicação: quem está a fazer de Romeu é uma gaja!"
- "Shut, não interessa, é mesmo assim que a ópera foi escrita..."
- "Não interessa?! Era virmos ver um musical sobre a Tieta do Agreste e aparecer-te a Guida Scarlati, gostavas? O Romeu tem que ser um homem. Um homem cheio de pêlo, muito macho e italiano, pá!"
- "Liliana, estamos na ópera, importas-te de te abstrair desse detalhe?"
-" Com'ássim abstrair? Isto faz algum sentido? Não me consigo abstrair agora..."
E foi assim que eu, que como toda a gente sabe sou pela liberdade sexual, cada uma sabe da sua camae tudo e tudo que, aos 37 anos e nove meses, percebi que isto tudo é perfeito e fantástico: mas não ponham uma mulher a fazer de Romeu e a beijar a Julieta que eu não me consigo abstrair do potencial lésbico do momento, ok?"

Intervalo. Vou espreitar o telemóvel. Uma mensagem da minha médica neurologista já reformada mas que pedira a um colega ortopedista de topo o favor de olhar para uns exames meus e dar o seu parecer a perguntar se tinha os exames comigo,  pois o colega estava de banco no Hospital Dona Estefânia e tinha ali um furinho entre cirurgias para me dar uma opinião. 

E, de repente, ali estava eu, para espanto de muitos pais na sala de espera das urgências de um hospital pediátrico, a entrar ofegante, vestida de gala e a rigor, acompanhada por um gajo vestido de gala e a rigor, a entrar numa consulta de um hospital pediátrico... sem estar acompanhada por nenhuma criança!

A cara das pessoas era impagável e eu lá me dei conta do plus da maquilhagem entretanto esborratada (esfreguei muito os olhos para conseguir ver bem o palco, que o camarote era tão bom que era de lado e tínhamos que fazer ginástica para ver algumas partes da cena) que me fazia parecer um guaxinim e do cabelo à Hermione,entretanto seco mas em mau. 

O ortopedista não teceu nenhum comentário. Disse que não era nada da poda dele mas aconselhou-me a mudar de medicação. Em 5 minutos prescreveu-me daquelas receitas modernaças que vão descarregar no nosso telemóvel e deu-me alta. 

Já não fomos a tempo de apanhar o fim da ópera (assim com'assim se eu quiser ver cenas lésbicas vou ao Youporn e Romeu de pipi não é para mim) e voltámos para casa cabisbaixos: mámen estava desgostosíssimo porque não conseguiu ver o espectáculo até ao fim (e não achou graça quando eu lhe expliquei que aquilo morria tudo no fim,que não se apoquentasse) e eu particularmente desanimada porque era mais uma especialidade que se descartava de mim e não me apontava nenhuma orientação. 

Fizemos a A5 em silêncio, a caminho de casa. Parámos na farmácia de serviço e eis que vem a nova medicação:




A minha vida é uma trágico-comédia.
E estávamos a assistir de camarote.  

[Fuck my life!]


sábado, 21 de abril de 2018

Inter-rail hospitalar- Ser optimista mas a culpa é da puta cadeira



Chegou Dezembro e as coisas não melhoravam. Médica de família diagnostica hérnia discal  (detectada numa TAC numa ida à urgência do hospital) e compressão do nervo ciático.

Nesta altura as idas às urgências com dores alucinantes eram tantas que as empregadas do Hospital já atribuiam desconto de funcionário do Hospital a mámen. 

Farta de injecções de voltarem e relmus e com uma overdose de mentol de Transact experimentei o quiropata, que não se revelou eficaz no meu caso. 

As compras de Natal foram feitas num só dia e, numa fase final, já usando a cadeira de rodas do Cascaishopping, o que- vendo o copo meio cheio- me deu prioridade numa série de filas das lojas. Noite de Natal a ganir baixinho (de dores até porque os presentes correram muito bem) e tirando o facto de mámen ter levado a minha Bimby para arranjar para vir a tempo de confecionar a ceia de Natal, que este ano era cá em casa, e de lhe terem assaltado o carro e roubado a bicha, pronto, tirando isto e as dores foi um Natal pois. 

O ano novo foi simpático, com amigos do coração cá em casa sem me deixarem mexer um dedo sequer para me pouparem- beijinhos Margarida, Luna, Paulo, Laura- queijo, enchidos,marisco e vinho (para os que não tomam medicação).

Com medo que a medicação me desse sono e eu me viesse a esquecer daquela noite entre 2017 e 2018 a minha filha e a sua melhor amiga lançaram aqueles canhões de confettis às doze badaladas. Resultou. Cada vez que faço limpezas à casa, e já passaram 4 meses, encontro cabrões de confettis nos sítios mais recondidos, tipo a boiar dentro do autoclismo casa de banho do meu quarto, que fica assim a 3 km da sala ou na gaiola do coelho que fica a 5 km da sala. 


E foi, de facto, uma meia noite inesquecível pois estava na casa de banho às doze badaladas, saí disparada para a sala (tão disparada quanto me permitiam as dores nas costas,  portanto, cheguei quase a tempo de 2019) e esquecida da miséria em que me encontro fiz ali uma tentativa para cumprir a superstição e subir para uma cadeira com uma nota, num momento trágico-cómico, pois para além de não conseguir movimentos que me permitiam subir para a dita, o meu marido tinha-se esquecido de levantar dinheiro e só tinha uma nota que- cretino!- orgulhosamente ostentava no pedestal das minhas cadeiras da AREA, que foram caras, se eu não subo ninguém sobre e... cagaram-se todos para mim. 

Ali estava eu, início de 2018, por pouco não passei a viradinha numa posição escatológica, sentada à mesa a segurar uma nota de Monopólio (que tínhamos jogado antes do Party) e mais marreca que o Bruno Carvalho naquele meme a sair do banco de suplentes.
Na verdade, acho que esse era o verdadeiro presságio para o ano de 2018: um ano quase de cagada, sem subir nem descer,na realidade sem me mexer, e com uma vida financeira tão promissora como a de um investidor do Monopólio. 

Que viesse Janeiro. Assim com'assim já tenho passe V.I.P nas urgências e mámen descontos na cafetaria do hospital.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

It's just another manic Monday, I wish it was Sunday

Fim de semana do caraças: sábado lá bati com os costados outra vez nas urgências, ao que parece os rins não estão a gostar muito de tantos anti-inflamatórios, uma pessoa não morre do mal, morre da cura e puta que pariu isto tudo. A miúda teve três festas de aniversário num só dia e uma pessoa fica a pensar que a vida social da pequena de 5 anos dá 10 a zero à sua, para este ano nem um casamento, logo nós, que gostamos de casamentos. Mámen diz que sabemos que ficamos velhos quando passamos Verões sem ir a nenhum casamento, já está tudo casado, divorciado, amantizado ou só cansado, agora festas é que pastel.
Mámen perdeu o cartão multibanco, finalmente a EDP se decidiu a arranjar a minha máquina de lavar loiça, pus em dia a cozinha, a semana passado foi tão intensa que nem vi o episódio do "This is us" e só dei conta disso agora de manhã. Nos últimos dias- ontem especialmente- estive rodeada das minhas amigas, nem sempre consigo estar com elas mas sempre que preciso delas- e preciso muitas vezes- elas vêm sem que as chame, cheias de vontade e risos, ferramentas e mangas arregaçadas, gargalhadas e colos não físicos que elas sabem que não sou uma pessoa de  colos apertados. Sou uma gaja de sorte.
Às vezes páro e impressiono-me com a capacidade que meia dúzia de pessoas que conheço têm de mudar o Mundo, uma espécie de esquadrão do bem e sinto-me afortunada, não fosse esta dor constante e fininha, parece que já não é da hérnia extrusa, parece que não é da ciática, tenho uma ressonância magnética para fazer e a lista de espera do SNS é de um ano e meto mais um comprimido para o bucho. Penso em alternativas: vou mudar a alimentação, cortar de vez os lacticínios, pensar antes de comer sem pensar, vou arranjar um exercício de que goste- e eu acho que não gosto de nenhum. Suspiro e colo um transact na perna.
O boicote à "Super nanny" soube-me pela vida e, às tantas, nem teve efeito nenhum nas audiências, nos sharings e nessas coisas que medem o sucesso dos programas. Teve em mim que gosto de saber que não compactuo, que não me importo de remar contra a maré, que não sou de largar os remos. Teve em muitas pessoas à minha volta e isso é o melhor de tudo: saberes que não podes limpar o oceano mas não desistires de limpar a tua praia, a praia onde se banham os teus filhos e os teus amigos e os filhos dos teus amigos, as pessoas com quem convives e com quem partilhas o areal, estares certa que contribuíste para a mudança daquele bocadinho de mar, aquele pedacinho de areia. A Corine de Farme retirou o patrocínio ao programa e a ´minha amiga Patrícia, companheira de luta e de inconformismo, diz que retirar valor ao programa é um indicador de que os protestos de quem não compactua surtem efeito.  Fazer a tua parte é sempre uma forma de mudares o Mundo.
Saio de casa de táxi e são sete da manhã. O taxista queixa-se do PS, que é tudo à larga, dão tudo a toda a gente, repuseram tudo, só não contrariaram o PSD naquilo de agora se pedir factura para tudo, queixa-se do Professor Beijinhos e do que ele já gastou em viagens, conta-me que no sábado foi a Loures fazer aquela coisa do furinho na orelha para deixar de fumar e que no domingo foi ao Pingo Doce com a  mulher e ainda não eram nove da manhã e já não se podiam ver um ao outro e vai daí, fumaram 5 cigarros, "ó doutora" - e eu nem tenho cara de doutora- "um gajo sabe que era para não fumar mais nenhum, que larguei 80 biscas naquilo mas no primeiro dia fumei cinco em vez de quarenta, até nem é mau, pois não?" e conta-me que também lhe mandaram cortar no café e álccol e "ó doutora"- e onde é que terá ele ido buscar esta coisa do doutora?- "eu e a minha mulher não dispensamos um copinho de vinho ao almoço, vá e uma amêndoa amarga para digestivo, até a minha mais pequena, a que tem 14 anos que a outra já abalou para o Porto para estudar, mas dizia eu, a que tem 14 anos também dá um golinho, a minha irmã fica danada da vida quando vê mas olhe, eu cá sou sincero, antes ela provar amêndoa amarga comigo que com os amigos e também um golinho por dia não é a morte do artista, nós nem temos genética para vícios".
Deixei o meu cartão multibanco com mámen e enquanto me vestia de manhã ele foi ao ATM levantar-me dinheiro. Chego à Estação do Oriente e percebo que tenho uma nota de cem euros, o taxista não tem troco, saio para tentar destrocar a puta da nota e não me safo em lado nenhum, a fila na bilheteira é imensa. Entro num café e peço uns 20 euros em comida, só há coisas desgraçadas à venda, trago pães de Deus mistos, coxinhas de frango, pão de queijo e ice-teas e- foda-se- hoje é segunda feira e tinha prometido começar a comer diferente. Volto ao táxi, pago a corrida e peço factura,noto uma "amarguinha " de boca e a esta hora o senhor pode passar a distribuir o ódio entre o PS e o Passos Coelho, assim com'assim distribui-se o mal pelas aldeias.
Corro para o comboio e percebo que fico sem dados nem saldo no telemóvel. O bilhete é electrónico e não consigo sacá-lo. Não tenho multibanco para carregar que deixei o cartão com o estupor do meu marido e respiro fundo. A cinco minutos de chegar ao comboio estou no apoio ao cliente e explico a situação que, sim senhor, me imprimem ali o bilhete, basta eu apresentar o meu cartão de cidadão.
Que ficou esquecido nas urgências do hospital anteontem.


Uma boa segunda para todos. Que a santa padroeira dos piretes me proteja.



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...