terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Ana e a vibe motivacional

 

Ana: "Sabes aquilo de tu estares sempre a dizer que é treta que somos nós que fazemos a sorte porque não chega trabalharmos, temos também de ter sorte por termos nascido em Portugal, por haver paz, por sermos da Europa e isso?"
Eu: "Sim."
Ana: "Eu por acaso acho que nós podemos mandar na nossa sorte toda."
Eu: "Como assim?!"
Ana: "Estás a ver a caixa dos cookies da sorte que estavam na despensa? ... (Pausa)
...
Comi-os todos!"

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Aquele nível basicozinho de maturidade

A minha comadre vem à minha janela entregar-me um bolo de café com leite (minha ryca comadre!):
Ela: Com'assim estás sem sabor?
Eu: É para que vejas. Agora é que está a barraca montada...
Ela: E o estás a pensar fazer?
Eu: Vou ali emborcar o whisky Talisker que trouxe da Escócia e que nunca consegui provar. Assim como assim aquilo não me vai saber a nada...
Ela: Não sabe a nada mas bate!
Eu: Isso é que é visão...

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

domingo, 23 de janeiro de 2022

Tenho uma amiga

 

Tenho uma amiga a quem a primirmã deu uma maquineta para aparar sobrancelhas no Natal.
Tenho uma amiga que, até ontem, não mexeu na profissional do sexo da maquineta mas que ontem, depois de uma semana adoentada e num dia de febre e sem nada com que se entreter, decidiu testar a máquina.
Tenho uma amiga que achou que a máquina não estava boa, deu--lhe uns safanões e em vez de testar a máquina noutra pilosidade corporal qualquer, decidiu testar na sobrancelha esquerda.
Tenho uma amiga que está, em pânico desde ontem, a ver tutoriais de maquilhagem com lápis de sobrancelhas porque já mandou mensagens a várias meninas das micropigmentações (todo um mundo que ficou a conhecer ontem) e dizem que o melhor é dar com o lápis mesmo até os cílios da sobrancelha voltarem a crescer.

domingo, 16 de janeiro de 2022

A estrela da serra



Subimos a serra devagar. Era fim de tarde e tínhamos esperança que quando o sol se pusesse ficasse mais frio e pudesse nevar de verdade. À medida que íamos subindo e os graus descendo, vimos que o que havia de neve era miserável, à excepção de numa pequena encosta que vislumbrávamos. Chegados à Torre percebemos tudo e fomos fazer tempo a beber um chocolate quente enquanto as senhoras faziam o fecho do café e o sol, realmente, se punha. Fomos os últimos clientes. O trânsito para descer a serra intensificava-se e nós a vê-los todos, um a um, partir.

Quando só restávamos mesmo nós ligaram os aspersores gigantes de água para que a mesma gelasse assim que batesse na dita encosta. Neve à força mas, ainda assim, neve. Neve para no dia seguinte alimentar a escola de ski. Neve, ainda assim.

E, nesse instante, em que a neve era fabricada à força da vontade do homem à nossa frente por aspersores gigantes e holofotes- e já sem nenhuma alma em redor- subimos a pista vazia, com sacos de plástico do lixo e descemos uma, duas, dezenas de vezes a encosta, com tombos e gargalhadas, escorregadelas e corridas para ver quem chegava primeiro lá baixo.

A minha filha gargalhava tão alto que era como se a Serra se fechasse para a ouvir, lua cheia no céu, três graus abaixo de zero, eco, neve e estrelas. Não perguntou porque os aspersores faziam chover água, o que eram os holofotes, porque não lhe tínhamos comprado um trenó e lhe tínhamos dado um saco de plástico para a mão. Não perguntou nada. Escorregou, subiu, voltou a escorregar, gargalhou sempre. Ininterruptamente.

Já cansados e de barriga cheia de neve, sozinhos no alto da serra e no caminho para o carro abraçou o pai. Eu fiquei para trás para os fotografar e, logo a seguir a este click, esperaram por mim e ela abraçou-me também: "Agora já descobri porque se chama serra da Estrela, mãe!". Porquê, Ana? " Porque a neve mágica é só mesmo a esta hora da noite, à luz das estrelas, não é?" Sorri e acenei. "Faz sentido. Por isso é que não fica aqui ninguém até à noite: deve ser mesmo um mistério bem guardado. Podemos combinar uma coisa os três?" Conta! " Este fica o nosso segredo: não contamos mesmo a ninguém!"

Shiiiiuu!

sábado, 15 de janeiro de 2022

A Ana quer criar uma petição, ó srs. de Viseu!

 

Devolvam a espada ao Viriato, que o homem parece que está a atirar o pau ao gato ou a jogar petanca ou o caraças, pá: não há direito!



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