quarta-feira, 27 de abril de 2022

Vou passar uns dias de miúdas a Barcelona. E ela fica.

 

"Então, LILIANA, como é que te sentes em ir para a GALDEIRICE com a TUA prima sem a TUA filha e o TEU marido, han?!"

Sim, para além de não me ter chamado intencionalmente de mãe, a pequena ressabiada usou a palavra "GALDEIRICE".

Ahahahahahah

terça-feira, 26 de abril de 2022

Quando tu pensas que não pode piorar

 

A Ana agora guarda trinta intermináveis minutos antes de dormir para ter aulas de ukelele via youtube.

Tenho ojouvidos completamente aleijadinhos, pá!

Nossa senhora de Maria de Lurdes Modesto me acuda

 

"Ah, Liliana, porque é que não fazes um Molotoff para jantar? É bem básico: não há como correr mal..."






...
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Send help!

 

A Ana descobriu a música da Rebeca.

Posso encarar isto como um pretexto para uma nova festa? Posso? Posso?

 Recebi este email. 

Hoje. 

Quinze anos e oito meses depois de ter casado. 






Há um lugar no Inferno

 ... para todas as pessoas que me tagam em giveaways.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Cravo humano

 



Estávamos com preguiça de sair de casa. E depois eu disse: "É bom ter a liberdade de sentirmos preguiça, de podermos escolher e tomar opções, de podermos decidir não ir aos sítios onde devemos ir sem termos consequências, é bom vestires calções e andares na escola e eu ter trabalho fora de casa e educação, sendo mulheres e é bom o pai não ser obrigado a ir lutar para uma guerra a defender países que nunca deviam ter sido reclamados por nós e não sabermos se ele volta com vida".

E tu percebeste e foste ao quarto e mudaste de roupa. "Sou um cravo humano, mãe!"

E enquanto descíamos a avenida, à sombra de cânticos que agora fazem mais sentido, tu abraçavas o pai, contida e observadora, nós gritavamos alto, em liberdade e já sem preguiça porque a democracia fez-se sempre por quem levantou os rabos do sofá e tu permanecias calada.

Passámos por vários cartazes e pessoas, e imagens e símbolos e eu disse-te baixinho: "sabes, Ana, para mim o dizer mais bonito é aquele cartaz com uma frase de Sophia: a poesia faz-se nas ruas" e continuaste calada, a observar tudo o que se passava em redor, as pessoas sem medo de estarem juntas depois de dois anos de pandemia, as bocas sem máscaras e com sorrisos a cantar, abraços e beijos a florescer em cada esquina, novos, velhos, cravos vermelhos em todos os lados, sol a raiar sobre as árvores que emolduram a avenida.

"És de facto um cravo humano, Ana"- repeti-te a sorrir. E não era da tua roupa que falava, tu que és a maior esperança de liberdade em mim.

E, pela primeira vez, em mais de uma hora olhaste em frente e escolheste o cântico que fazia mais sentido para ti, na tua voz de nove anos e liberdade nas veias: "o povo unido jamais será vencido".

A poesia faz-se, de facto, nas ruas. Nunca deixes de pisar o alcatrão com o povo, Ana. Só assim nunca serás vencida.

Meu cravo humano. Minha flor. Liberdade em mim.

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Another maniac thursday

 

Uma das pessoas com quem trabalho está com covid e perante a pergunta acerca dos seus dados pessoais por parte da enfermeira da saúde 24 achou que lhe estavam a perguntar nome e telefone da pessoa de contacto.
Adivinhem quem foi referenciada como tendo covid-19 e não consegue falar com o centro de saúde, quem?




FML

quarta-feira, 20 de abril de 2022

Transformismo quadripolar


Como passar de um cabelo loiro barracas para um cabelo loiro Io Appolloni a um cabelo loiro pomba gira a - finalmente!- um cabelo Julian Moore mas em chubby e com o comprimento Sandália Moreira?
Nas stories do meu Instagram* (com filtro e tudo como uma verdadeira influencer)
(* porque se a minha filha capitaliza seguidores de um lado para o outro quem sou eu para não aprender com a mestra?!)

A L'Oreal podia contratar-me para dar nomes aos diferentes pantones de louro

 

Afinal não estou loira- Io- Appolloni.
Estou loira- pomba- gira.
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