quinta-feira, 8 de junho de 2017

Está oficialmente inaugurada a silly season




"Al bailar el mundo entero comendo marisco
Que es la fiesta del camarón

 Camarón, camarón, hay que picazón ´
Se me pone la cara roja y mi palpita el corazón"

Epá, nem sei que diga...


[Aguardo pelas faixas da ameijoa, da conquilha e do mexilhão...]

 [Ainda fui ver duas vezes se não era a Ana Malhoa. Juro. ]

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Ana, a competitiva (parte 2)

Eu: "Ai, que eu não sei do porta-chaves! Perdi as chaves!"

Mámen: "Olha, isto hoje está bonito... Eu perdi os óculos de sol e não os encontro"

Ana: "Ah, eu também perdi..."

Nós (em uníssono): "Perdeste o quê?"

(alguns segundos de hesitação, afina a voz e começa a trautear)

"... o dó da minha viola!"


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terça-feira, 6 de junho de 2017

Ana, a competitiva

Na passada sexta-feira fui apresentar uma comunicação sobre o meu trabalho a uma conferência no ISMAI. 

 No final, o Prof. Dr. Francisco Machado na qualidade de coordenador do evento ofereceu-me um prato da VIsta Alegre e uma medalha institucional. 

Diz a Ana (que desta vez esteve na plateia) na viagem de regresso: 

"Mãe, recebeste uma medalha?" 

"Sim, Ana". 

"Ehhh lá! Ganhaste aos outros todos? Então foste tu que ganhaste aquilo tudo, foi?" 

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Coisas bonitas em Junho: Ariana, (a) Grande



"What's wrong with the world?"

E penso na minha máxima da idade adulta: ""When injustice becomes law, resistance becomes duty."

Bravo, Ariana (a) Grande!



Letra para a comunidade surda:

[What's wrong with the world, mama
People livin' like they ain't got no mamas
I think the whole world addicted to the drama
Only attracted to things that'll bring you trauma
Overseas, yeah, we try to stop terrorism
But we still got terrorists here livin'
In the USA, the big CIA
The Bloods and The Crips and the KKK
But if you only have love for your own race
Then you only leave space to discriminate
And to discriminate only generates hate
And when you hate then you're bound to get irate, yeah
Madness is what you demonstrate
And that's exactly how anger works and operates
Man, you gotta have love just to set it straight
Take control of your mind and meditate
Let your soul gravitate to the love, y'all, y'all
People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach?
Or would you turn the other cheek?
Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)
Where is the love (The love) [2x]
Where is the love, the love, the love
It just ain't the same, old ways have changed
New days are strange, is the world insane?
If love and peace are so strong
Why are there pieces of love that don't belong?
Nations droppin' bombs
Chemical gasses fillin' lungs of little ones
With ongoin' sufferin' as the youth die young
So ask yourself is the lovin' really gone
So I could ask myself really what is goin' wrong
In this world that we livin' in people keep on givin' in
Makin' wrong decisions, only visions of them dividends
Not respectin' each other, deny thy brother
A war is goin' on but the reason's undercover
The truth is kept secret, it's swept under the rug
If you never know truth then you never know love
Where's the love, y'all, come on (I don't know)
Where's the truth, y'all, come on (I don't know)
Where's the love, y'all
People killin', people dyin'
Children hurt and you hear them cryin'
Can you practice what you preach?
Or would you turn the other cheek?
Father, Father, Father help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love (Love)
Where is the love (The love)? [6x]
Where is the love, the love, the love?
I feel the weight of the world on my shoulder
As I'm gettin' older, y'all, people gets colder
Most of us only care about money makin'
Selfishness got us followin' the wrong direction
Wrong information always shown by the media
Negative images is the main criteria
Infecting the young minds faster than bacteria
Kids wanna act like what they see in the cinema
Yo', whatever happened to the values of humanity
Whatever happened to the fairness and equality
Instead of spreading love we're spreading animosity
Lack of understanding, leading us away from unity
That's the reason why sometimes I'm feelin' under
That's the reason why sometimes I'm feelin' down
There's no wonder why sometimes I'm feelin' under
Gotta keep my faith alive 'til love is found
Now ask yourself
Where is the love? [4x]
Father, Father, Father, help us
Send some guidance from above
'Cause people got me, got me questionin'
Where is the love?
Sing with me y'all:
One world, one world (We only got)
One world, one world (That's all we got)
One world, one world
And something's wrong with it (Yeah)
Something's wrong with it (Yeah)
Something's wrong with the wo-wo-world, yeah
We only got
(One world, one world)
That's all we got
(One world, one world)]

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Ana, a atrevida

Ana-"- Avó, tens medo que a minha mãe ralhe contigo ?

Minha mãe- "Não! Achas que eu tenho medo da tua mãe? Era mais o que faltava!"

Ana-" Avó, olha então dá -me um gelado! "

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quinta-feira, 4 de maio de 2017

O Mundo divide-se (edição "fuck my life")

O Mundo divide-se entre as pessoas que já enviaram um email com a frase "junto envio-lhe um peido" ao invés de "junto envio-lhe um pedido" e as outras. 

Bom dia!



Quando o nosso filho crescer
Eu vou-lhe dizer
Que te conheci num dia de sol
Que o teu olhar me prendeu
E eu vi o céu
E tudo o que estava ao meu redor
Que pegaste na minha mão
Naquele fim de verão
E me levaste a jantar
Ficaste com o meu coração
E como numa canção
Fizeste-me corar

Ali
Eu soube que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda. (bis)

Quando ele ficar maior
E quiser saber melhor
Como é que veio ao mundo
Eu vou lhe dizer com amor
Que sonhei ao pormenor
E que era o meu desejo profundo
Que tinhas os olhos em água
Quando cheguei a casa
E te dei a boa nova
E que já era bom ganhou asas
E eu soube de caras
Que era pra vida toda

Ali
Dissemos que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda. (bis)

Quando ele sair e tiver
A sua mulher
E quiser dividir um tecto
Vamos poder vê-lo crescer
Ser o que quiser
E tomar conta dos nossos netos
Um dia já velhinhos cansados
Sempre lado a lado
Ele vai poder contar
Que os pais tiveram sempre casados
Eternos namorados
E vieram provar

Que ali
Vivemos um amor para a vida toda
Que foi contigo a minha vida toda
Que foi contigo a minha vida toda

Que ali
Vivemos um amor para a vida toda
Que foi contigo a minha vida toda
Foi um amor para a vida toda

Foi um amor para a vida toda

Carolina Deslandes

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Ana, a palhacinha

Estendem-lhe um papel e pedem-lhe que desenhe a mãe caso ela fosse uma super heroína (sim, foi o mesmo no dia do Pai, avaliando pelas minhas amigas mais íntimas a pergunta é a mesma por esta data há vários anos). 
Ana vira as costas com o papel para o devolver- vazio- cinco segundos depois. 

"Então, Ana? Não queres desenhar?"

"Já está! Se a minha mãe fosse uma super heroína era a mulher invisível". 


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terça-feira, 7 de março de 2017

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que contam os dias que tem cada mês socorrendo-se dos nós dos dedos e as outras.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O S. Valentim é quando uma ursa quiser...

         

Amizade em tempos de cólera




Ser amigo não é uma tarefa fácil. Falo quer do ponto de vista do emissor da amizade como do receptor, nesta dupla função que todos desempenhamos naquele que, a meu ver, é o único papel que implica reciprocidade.
Pode-se estar apaixonado sem ser correspondido. Pode-se ser amado ser amante. Mas amigo, não. Pode-se até gostar de pessoas quem nem estão aí para nós, ou que ignoram a nossa existência ou que- simplesmente- lhe são indiferentes. Eu, por exemplo, gosto muito do Jorge Palma e ele não está nem aí para mim. Nem sempre- aliás, na maioria das vezes- as pessoas de quem gostamos têm que ser  nossas amigas, embora muita gente tenda a confundir as coisas e achem que" gosto, logo existo como amigo".
Eu não tenho vida para ter um rancho de amigos, embora a minha vontade e motivação idealista gostasse de acenar afirmativamente que, sim senhora, vamos lá  a isso, all together now. 
Ser amigo desgasta e cansa e é preciso força anímica para isso. Para gostar não, gosta-se como se respira, com naturalidade ou porque nos agradam os valores da pessoa, ou porque simpatizamos com os seus modos ou apreciamos a sua companhia. Ou, no meu caso patológico com o Jorge Palma , porque se admira a inteligência, a voz e a poesia. Mas isso não faz se nós amigos.
Há alturas na vida em que é difícil ser amigo. E nem é nas alturas em que dá trabalho, gasta-se energia, precisamos de dedicar tempo, paciência, ajeitar os ombros para lhos chorarem em cima, mudar as nossas vidas para estar presente ou apoiar quando nem se concorda. Ser amigo é especialmente difícil quando o amigo, do lado de lá, fica quieto e sossegado e pede um tempo.
Dar um tempo no amor é duro mas está na cartilha das relações e implica uma de duas estratégias: a célebre técnica do EAP (encostar à parede) do "ouve lá, queres tempo, compra um relógio, seu bandido! Onde já se viu? Eu dou-te um tempo, ah se dou! Queres andar aí a mijar fora do penico em reflexões do "problema-não- és-tu-sou-eu" e esperas que depois eu esteja aqui à tua espera de braços abertos, à tua mercê, era mais o que faltava, tira mazé o cavalinho da chuva, espera lá mas é sentado!"; ou a técnica do choro, crise existencial e drama melodramático que encurta o tempo para meio dia e "vamos fazer as pazes e o sexo louco e desenfreado e já passou!"
Na amizade ninguém está habituado a pedir tempos. As pessoas ficam muito confusas quando a outra pessoa diz que não lhe apetece ir ao cinema sem inventar uma desculpa que não magoe nem fazendo o sacrifício para agradar à amizade. Na amizade quase ninguém percebe que a necessidade de silêncio, de afastamento, de resguardo ou apenas de solidão não implica zanga, discórdia, mágoa ou cólera e que aquilo do "o problema não és tu, sou eu" não é a balela que se pratica no amor.
Amar é mais fácil que ser-se amigo. Amar é uma acção, um estado de espírito, uma forma de viver. Ser-se amigo é uma parte da nossa existência, é um contínuo, um bocado de ser. Por isso não se pode amar sem gostar com todos os altos e baixos que traz o amor, a paixão e os sentimentos em looping dentro de nós. Pode-se amar sem ser amado com toda a dor, raiva, zanga e revolta em looping dentro de nós. Amar é uma viagem de montanha russa. É uma corrida de obstáculos, uma prova de atletismo que se renova, um triatlo constante
Ser amigo implica gostar mas é mais restrito porque pode-se gostar de muita gente sem sermos seus amigos mas não se pode ser amigo sem que o destinatário da nossa amizade goste de nós. Ser amigo é extremamente exclusivo porque implica essa reciprocidade, essa lealdade, esse respeito pelo outro como parte integrante de nós, essa compreensão dos tempos e dos espaços, da necessidade de presença ou de afastamento, essa gestão astuta da "presência", essa certeza de que- aconteça o que acontecer- eu farei a minha parte para preservar isto que há entre nós para sempre. Mesmo que não compreenda, mesmo que não concorde, mesmo que seja difícil de aceitar. Gostar e ser gostado é o compromisso mais sério desta vida. Ser amigo é uma viagem de cruzeiro. Uma viagem em alto mar. Uma maratona.

Obrigada aos meus amigos que respeitam os meus tempos. Que não exigem. Que não cobram. Que perdoam e relevam. Que percebem a necessidade de silêncio, de afastamento, de solidão. Que sorriem face à ausência de telemóvel. Que quando me encontram sorriem como da primeira vez. Ninguém pode gostar do outro e deixar-se gostar sem ter os seus tempos acertados, os seus espaços individuais arrumados, a sua energia recarregada, Obrigada por esperarem, sempre. Por se manterem. Por continuarem aí, para mim.

Levantei-me da rede. O meu coração é vosso.

[Feliz Dia dos Amigos.
Porque  o Dia dos Amigos é quando uma ursa quiser. ]

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que se queixam do frio e as pessoas que se queixam das pessoas que se queixam do frio.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Aos 13 de Janeiro de 2017 por ocasião da comemoração do nosso 18º aniversário de namoro




18 anos.
Pode, finalmente, sair à rua em traje de festa.
Pode disfarçar os restos de acne que acusam a sua recente adolescência, colocar maquilhagem para parecer mais adulto e sorrir com o sorriso de sempre, feliz por existir. Por resistir.
Pode não se arrepender dos erros, pode lembrar-se de cada aprendizagem, pode colecionar memórias de dias solarengos e chuvosos, pode sentir nos ossos e nas rugas a passagem do tempo. E sentir-se confiante por tudo o que viveu e o que tem para viver,
Pode assinar os seus papéis, ser encarregado da própria educação, gerir a sua vida sozinho.
Pode beber para comemorar, ter porte de arma para matar intrusos, militar-se no partido do felizes para sempre.
Pode fazer uma tatuagem na pele com a certeza que nunca se vai arrepender, fazer um piercing só por rebeldia, sentir-se crescido, adulto e confiante.
Pode votar nas suas opções, conduzir em todos os seus caminhos, ser responsabilizado pelas suas decisões.
Pode, este amor, ser independente, decisor, livre.
Pode ser o amor de sempre. Desde o primeiro dia. Com todas as suas perfeições e imperfeições. Toda a vida vivida. Toda a essência que o fez chegar aqui.
Pode fazer tudo o que lhe der na real gana.

Amor Maior.
Pode ser, exactamente, como sempre foi.

[Parabéns a nós.]

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Manias

Sair de casa só a horas certas. Latas. Comer sempre na mesa da sala de jantar. Estender a roupa com as molas todas emparelhadas por cor. Caderninhos comprados compulsivamente e que nunca tenho coragem de estrear com rabiscos. Ler sempre antes de dormir. Relógios. Cantar sempre que oiço música no carro (mesmo que desconheça por completo a letra). Ter sempre água fresca no frigorífico. Conservar no roupeiro roupa que nunca mais voltará a estar na moda (e que, também, nunca mais me irá servir) por razões emocionais. Comprar frescos em quantidade suficiente que daria para alimentar um exército para os acabar por ver estragar no frigorífico. Descalçar-me assim que chego a casa. Comprar agendas e achar que este ano é que é... e escrever nelas só até fevereiro. Cheirar livros novos. Nunca lhes dobrar páginas. Contas de instagram de casas bonitas. Levar sempre para férias uma mini-farmácia na mala de viagem como se não houvesse farmácias no destino. Ler blogs só de gente de quem gosto. Mergulhar sem conseguir tirar o dedo do nariz. Óculos de sol. Dizer que não tenho qualquer mania.

Uma quadripolarização especial



Esta é a minha melhor amiga.
Quando percebi que ela estava apaixonada por um muçulmano torci o nariz, desconfiei muito, e só não agoirei porque gosto tanto dela que não podia torcer para que desse errado uma coisa que ela queria tanto que desse tanto certo.
Não acolhi o novo membro do clã como ele merecia. Deixei o meu preconceito, os meus estereótipos, o meu etnocentrismo dominar-me durante muito tempo, mais do que o razoável, demais o suficiente para me envergonhar.
Foi um processo moroso o de dar hipótese à pessoa em detrimento da sua religião, dos seus costumes, dos seus hábitos.
Hoje gosto muito dele. Mais do que alguma vez imaginava. Senti-o verdadeiramente quando, passados muitos anos, no último Verão nos abraçámos na maternidade. Ela não viu o abraço. Mas foi um abraço muito bonito e sincero, muito sentido.
Partilhei com ele um dos dias mais bonitos das suas vidas. Talvez o mais bonito de todos. Estava lá, não só testemunha de uma sobrinha especial, como a participar naquela bênção.
A minha sobrinha é filha de uma judia e de um muçulmano como se fosse um prenúncio do entendimento israelo-árabe, mais do que tolerância: de celebração da diversidade.
Esta quadripolarização do Líbano aconchega-me mais do que todas as outras. É a quadripolarização de uma amizade sem fronteiras. Que derruba todos os preconceitos, estereótipos, intolerância e sentimentos que, hoje, muito me envergonham.
À sua maneira, é uma quadripolarização de amor.


 [Líbano quadripolarizado. Todos os países quadripolarizados aqui]

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Eu avisei que em 2017 ia rebentar com o rácio de quadripolarizações por mês


"Quadripolarizámos o Japão!
Achei que o castelo Himeji, o "cisne branco", ficava bem na tua colecção. "

Beijo enorme com uma pontinha de inveja, querida Luisa.
Mil obrigadas com sabor a sushi!

 [Todos os países quadripolarizados aqui]
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