terça-feira, 6 de agosto de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que nunca receberam uma declaração de amor por blogo-procuração via Quadripolaridades e a Marta.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

quarta-feira, 31 de julho de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que leram os livros da Alice Vieira na infância (e até têm um preferido*) e os outros.



(* por aqui: "Úrsula, a maior!")

domingo, 28 de julho de 2013

Amizade à prova de praseodímio

Foi num dos nossos restaurantes preferidos. A mesa estava cheia de desconhecidos, amigos de amigos, a conversar entre margaritas e burritos, música de mariachis e fajitas de pollo, quando ele entrou. 
Parecia um desenho animado em termos de fisionomia e indumentária, uma personagem-tipo de um livro do Eça. Quando falava, num tom teatral, agravava-se a formação do estereótipo. Sentou-se perto de mim e da minha amiga Xana, que fez as honras da casa e mo apresentou : "Protásio" de sua graça. 
Eu queria dizer alguma coisa mas ainda estava a digerir aquilo tudo, demasiado incrédula e confusa,  e só me saiu um "Portásio?". A Xana, num momento que ficará para sempre na história da nossa amizade de 15 anos, quis disfarçar a minha cara de parva e desconversar, saindo-se com um "Olha, podia ser Praseodímio", naquela que se tornou a nossa maior private joke de sempre. 
E, depois de rirmos, literalmente, até às lágrimas com a saída da bicha, trocámos de papéis e deixámos toda a gente confusa e intrigada, vitoriosas por termos mapas de referência semelhantes, códigos secretos que uma infância a ler nos permite. 
E percebemos, claramente que o Mundo se divide entre quem sabe que Praseodímio podia ter sido uma personagem de um livro infantil e quem acredita que é apenas um elemento químico.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Os Açores... na festa da Ana!

Quando comecei a organizar a festa da Ana, queria ter o condão te poder trazer a Lisboa todos os leitores queridos do meu blog. 

Impossibilitada de o fazer alegrei-me quando percebi que a Marisa Barroca e a Isabel Coimbra faziam diligências para encontrar um autocarro que me trouxesse as gentes do Norte. Percebi que a Fatima Agostinho podia fazer um car sharing trazendo a Daniela Braz do Algarve. Vem uma menina do Alentejo, outra de Coimbra, a Daniela Ferreira de Bragança. A Luz vem do Funchal!

No entanto, porque tenho um tipo dos Açores cá em casa, conheço o peso da insularidade. E sabia que era quase impossível trazer leitoras dos Açores para nos ajudarem a apagar a vela! 

 No entanto, tal como fiz para muitos lados, tentei fazer alguma coisa. E eis que me chegou esta resposta: 

"Cara Pólo Norte, 

 nome do Grupo SATA, acuso a receção da sua mensagem de e-mail e agradeço o seu pedido que mereceu a nossa melhor atenção. 

 Gostaria de lhe transmitir que o seu pedido se enquadra na ativa postura de responsabilidade social que assumimos, pelo que estaremos em condições de oferecer o nosso apoio com a cedência das duas viagens solicitadas no percurso Ponta Delgada/Lisboa/Ponta Delgada. " 



A Corisca Ruim e a Carlinha vêm à festa da Ana!

Obrigada, SATA! Ficámos de coração cheio!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Angola? Done!



"Tanto tempo andei a congeminar a quadripolarização e hoje, sem contar, a coisa deu-se! (Mais depressa te tivesse eu enviado o email de ontem...)
Ora aqui tens, querida Ursa: a Portuguesita já com cores de África (bem sei que não parece, mas acredita em mim!) no candongueiro, a dominar uma Cuca (cerveja nacional)!
Comentário do motorista: "Tia, vê lá, não vai me vender em Portugal!". Portanto, olha, diz que o moço não está a venda! ;)

Beijinhos!"

Obrigada e um granda beijo aí para a banda, "tia" Susana!
Pólo Norte <3 you!


segunda-feira, 22 de julho de 2013

O Mundo divide-se entre...

... as pessoas que, ao deixar cair pão, este cai com a margarina para cima e as que o respectivo pão cai com a manteiga para baixo.


domingo, 21 de julho de 2013

Mónaco? Uh lá lá!



Um grande bisous para os chiques e giros Filipa e Pedro que cumpriram a "dolorosa" tarefa de quadripolarizar o Mónaco...

Pólo Norte inveja-vos- é certo!- mas <3 you!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Toda a gente tem uma segunda cidade

Não tenho raízes lá. Nem familiares para visitar. Nem mortos para colocar flores no primeiro de Novembro. Não é terra da minha mãe, pai ou avós. Não tenho quaisquer raízes na minha segunda cidade, excepto as memórias frescas e salgadas de Verões ininterruptos.
Perto da rua da colónia de férias, se fossemos sempre rente ao muro da D. Armanda, sem estragar as hortenses, vendiam-se suspiros na padaria e a primeira vez que bebi um ginger-ale foi no Pára-Raios, o café do lado. Nunca deixei de gostar de ginger-ales. 
Para a ria ia-se a pé, e eu tinha um colete verde que não me deixava afogar. E os ombros do meu pai, a mergulharmos aos dois. E gostava de apanhar pequenos caranguejos, nas areias movediças daquele braço de mar, para logo a seguir os soltar. 
Aveiro é a minha segunda cidade. Foi em Aveiro que assisti ao meu primeiro luau. O meu primeiro beijo foi dado no cenário da praia da Vagueira, num entardecer de Julho de 1992. Na mesma praia onde procurei fadinhas do mar, noites estreladas da minha infância, de pés a brincar na areia do mar, mãos a coleccionarem conchas. Ao longe, os touros a puxarem as redes, enquanto mordiscava um gelado da Camy comprado na tasca do Toni e da Lúcia. 
O farol da Barra marcava o sítio onde o mar se via mais alto, perto da Lua mais bonita que alguma vez vi. E os meus sonhos, Julho após Julho, tinham as cores das casas da Costa Nova e a doçura das tripas com ovos moles. 
Em Aveiro, as pessoas são mais bonitas, mais temperadas e gostosas, como se as salinas lhes dessem um gostinho ao ser e um travozinho ao sotaque, nortenho mas não tanto. E são leves e esvoaçantes e fáceis de trato, como se tivessem alma de bicicleta, sempre a girar,
Aveiro é a minha segunda cidade, sem razões nem raízes, sem que nada o fizesse prever porque as nossas cidades também somos nós que as escolhemos, por fim.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A vida em perspectiva durante um alisamento marroquino

Tirei a manhã para mim. Tinha escrito que  não fosse a necessidade de domar de vez o meu cabelo, encontrar um novo emprego que me faça feliz, comprar uma máquina fotográfica nova e andar de balão arriscaria a dizer que a vida, até, não me corre nada, mas mesmo nada mal.Comecei pelo mais fácil: fui fazer um alisamento marroquino. 
Dei por mim em silencio durante três longas horas e meia enquanto, madeixa a madeixa,  me impregnavam um químico no cabelo e depois, novamente, madeixa a madeixa, me pranchavam o mesmo. A vida ali, em perspectiva, no espelho de um cabeleireiro kitch. 
Sou uma mulher. Na primeira manhâ dos meus 33 anos percebi que não me posso esconder. Posso ter cara de miúda, humor duvidoso de adolescente mas a vida fez de mim uma mulher. Cresci à força de não pensar muito nesse crescimento. O tempo, efectivamente, passou. Não sou uma senhora, ser uma senhora deve ser muito chato, mas sou uma mulher. Gosto do que vejo reflectivo no espelho, da pessoa em que me tornei. 
A minha vida já foi como o meu cabelo: eriçava-se muito facilmente. Por mais que a penteasse com as mãos, por mais que insistisse com escovas diversas, a estúpida criava nós nas pontas e, depois, de repente, já estava todo embaraçada, às vezes, um ninho de ratos. 
Durante muito tempo, na vida como nos cabelos, fui resistente a cortar os nós, tinha medo do cabelo mais curto, de outra moldura para o rosto, de perder a minha identidade, de mudar tanto que depois não me reconhecesse no espelho. Nessas alturas, agarrava na prancha, altas temperaturas e fazia o tratamento de choque, alisava a minha vida, como o meu cabelo, à força e à velocidade da energia. Do calor. 
Aos 33 anos, aceito cortar as pontas, sem grandes lamentos. Corto tudo o que pode provocar nós e dificuldade em desembaraçar. Anseio pelo ar saudável, pescoço mais fresco, sentimento de leveza. 
Aos 33 anos sei o que quero da vida, sem grandes tentativas nem erros, atitudes assertivas e sem medo do compromisso, do irreversível, pelo menos a médio prazo. O alisamento marroquino dura mais ou menos 4 meses. E o cabelo, como a vida, está, exactamente, da forma que eu quero e gosto. 
Estou mesmo contente. É que o cabelo é uma coisa muito importante para uma mulher. 
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